sexta-feira - 11/07/2014 - 14:44h
Copa do Mundo

A saudável distância das organizadas

A Copa do Mundo vai chegando ao seu final, no Brasil, deixando uma verdade insofismável: o futebol brasileiro não precisa de torcidas organizadas.

Os grandes clubes nacionais mantêm torcidas com diversos mimos, para que elas possam estar nos estádios incentivando seus respectivos times. Isso, em tese. Na prática, não.

Por todo o Brasil, inclusive em clubes/times médios e pequenos, a maioria das organizadas é marcada muito mais pela intolerância, violência e hábitos à margem da lei, do que pela paixão esportiva.

Durante todos os jogos da Copa do Mundo, poucos incidentes aconteceram dentro e fora dos estádios, envolvendo torcedores.

Bebida (talvez drogas ilícitas também) e rivalidades histórico-culturais produziram algumas escaramuças, mas nada parecido com confrontos e massacres promovidos por torcidas organizadas.

A experiência revela como essa turba é dispensável. De boa parte da Europa já foi banida há tempos, em nome da ordem e da profissionalização do esporte.

Estádio é para torcedor de futebol: adultos, crianças, mulheres, homens, idosos e famílias que torcem por seus times. Querem se divertir, traduzir sentimentos superiores e buscam entretenimento.

A turba das organizadas, apenas utiliza o futebol à demonstração de força, negócios escusos, poder e imposição do terror, transferência do que ocorre em seu universo social fora dos estádios.

São dispensáveis, portanto.

O futebol brasileiro não pode ser representado por essa minoria.

Queremos o padrão Fifa de torcidas nos estádios.

Compartilhe:
Categoria(s): Esporte / Opinião da Coluna do Herzog
segunda-feira - 03/02/2014 - 08:26h
A gente paga, claro

Governos bancam 80% dos gastos da Copa do Mundo

Do Congresso em Foco

Assim que o Brasil foi confirmado como sede da Copa de 2014, dirigentes da CBF e integrantes do governo Lula anunciaram que este seria o Mundial da iniciativa privada. Sete anos após a promessa, o placar dos gastos com o megaevento indica que os cofres públicos perderam por goleada histórica essa disputa. Antes mesmo de a bola rolar, “a Copa das Copas” – como diz a presidenta Dilma Rousseff – já tem um vencedor: a Fifa, que projeta lucrar no Brasil mais que o dobro do que ganhou na Alemanha e quase 40% a mais que na África do Sul, em 2010.

Mas nem a entidade, que detêm todos os direitos sobre os jogos, nem o setor privado estão pagando o grosso da conta. Dos R$ 28 bilhões que estão sendo gastos em projetos da Copa, apenas R$ 5,6 bilhões (20%) provêm da iniciativa privada. Os R$ 22,5 bilhões restantes são bancados pelo contribuinte: R$ 8,7 bilhões por meio de financiamentos de bancos oficiais; R$ 6,5 bilhões por meio do orçamento federal, e R$ 7,3 bilhões pelo orçamento dos 12 estados que receberão os jogos da Copa.

No caso dos estádios, a conta para o contribuinte é, proporcionalmente, ainda maior. Dos R$ 8 bilhões destinados à construção e reforma das arenas esportivas, apenas R$ 820 milhões têm como origem a iniciativa privada, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU). Mais de R$ 4 bilhões devem retornar a instituições como o BNDES e a Caixa Econômica Federal, principais financiadoras.

Dona da festa, a Fifa pretende lucrar cerca de US$ 5 bilhões, algo em torno de R$ 10 milhões. O valor é 36% superior aos US$ 3,6 bilhões (R$ 7,2 bilhões) auferidos pela entidade na Copa da África do Sul, em 2010. E mais que o dobro dos US$ 2,3 bilhões (R$ 4,6 bilhões) lucrados na Alemanha, em 2006.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Esporte
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.