sexta-feira - 03/08/2018 - 08:40h
Vice

Tatiana ‘sai’ do gabinete mas nega que seja uma opção política

Em passagem por Mossoró esta semana, para visitar obras do Governo Robinson Faria (PSD) na região, a secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, teve uns dedinhos de prosa com o Blog Carlos Santos.

Tatiana visitou obra da Estrada da Castanha (Foto: Web)

Nos últimos dias, ela cumpre intensa agenda fora do Gabinete Civil, em visita a várias obras. Afastou-se da rotina do seu habitat no Centro Administrativo, para percorrer diversos municípios do estado.

Conversa vai, conversa vem, provocamos de modo coloquial:

– Você está com atuação de “deputada”. Ou de vice, ?

Com aquele largo sorriso que parece lhe acompanhar mesmo em momentos de fortes tensões, na gestão pública, ela reagiu:

– Não é meu desejo. Sou uma executiva. Não gostaria de ser deputada.

E emendou: “Sou muito feliz fazendo o que faço.”

Vice, então, deduzimos.

Ela sorrir.

Só para lembrar: Tatiana é filha do ex-deputado estadual (já falecido) Dalton Cunha (06-02-1935/06-03-1982), mossoroense da gema.

* Claro que é uma “pegadinha“, gente. Ela teria que se desincompatibilizar para disputa de qualquer um dos cargos eletivos em jogo, o que não o fez dentro do prazo legal.

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Categoria(s): Política
domingo - 14/01/2018 - 03:50h

Uma oportunidade perdida num estado que parece sem saída

Por Josivan Barbosa

Inúmeras são as vezes que escutei de pessoas ligadas politicamente e contrárias ao governo de Robinson Faria (PSD) que ele perdeu uma oportunidade de ouro para fazer grandes mudanças na gestão do Estado do RN, tornando-o uma máquina eficiente e fazendo o seu nome na história política local.

Foi eleito contra todas as forças políticas tradicionais e logo de cara passou a contar com expressivo apoio da Assembleia Legislativa e de outras corporações tradicionais.

Poderia, por exemplo, bater de frente contra o excessivo quadro de servidores comissionados do Poder Legislativo Estadual bem como das outras instituições que consomem o dinheiro público sem que este chegue ao destino com mais cidadania, como a saúde, a educação e a segurança pública.

Robinson fora do jogo II

Outro grande problema do governo Robinson Faria foi acreditar que em Brasília tudo poderia ser articulado para que o Governo Federal pudesse, sempre que necessário, socorrer o RN sem sorte. Puro engano. Faltou-lhe a percepção de que administrava um Estado onde a força política representa menos da metade do vizinho Ceará e um oitavo de Estados fortes como o Rio de Janeiro e São Paulo.

Basta comparar o tratamento que recebeu o RN sem sorte em comparação com os estados quebrados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Esta situação de falta de articulação política em BSB chegou ao extremo, ao ponto do ministro do Planejamento dizer na última segunda-feira, em entrevista ao Valor Econômico, que não está preparando nenhuma ação relativa aos Estados e que o caso do RN deixou muito claro a dificuldade e as limitações que o Executivo tem.

Assim, respondeu o ministro Diogo de Oliveira, quando ao invés de viabilizar o repasse de recursos, como fez com o RJ e RS, enviou uma consulta ao TCU, quando todos já sabiam qual seria a resposta.

Robinson fora do jogo II

O governo Robinson Faria passou três anos do mandato distante dos prefeitos e das necessidades básicas das prefeituras. Um bom exemplo desse distanciamento, pode ser exemplificado pelo vizinho município de Tibau. Conversando nesta semana com a segunda maior força política daquele município, ela afirmou que o governador Robinson Faria ignorou a existência do município ao ponto de, em nenhum momento, ajudar ao prefeito Josinaldo Marcos (PSD), “Naldinho”. Não conseguiu reconhecer a importância de Tibau para a integração turística da Costa Branca com o vizinho estado do Ceará. Ignorou que Tibau encontra-se a menos de 50 Km em linha reta da segunda mais badalada praia do litoral cearense, a praia de Canoa Quebrada.

Robinson fora do jogo IV

Quando o assunto é Costa Branca, jamais a sua população vai perdoar um Governo que deu as costas para o desenvolvimento sustentável dessa microrregião. Como justificar que se inicia um Governo com 500 milhões de dólares de um empréstimo junto ao Banco Mundial e não se programa para investir 10% desse montante na construção da ponte que liga o município de Grossos a Areia Branca.

Todos os representantes políticos da Costa Branca sabem da importância para o turismo regional desse equipamento. Basta dizer que todos os visitantes da rota sol nascente, o trecho que vai de Fortaleza em direção a leste até a divisa com o Estado do Rio Grande do Norte com um pouco mais de 200km, teriam condições de infraestrutura para conhecer as belas praias de Areia Branca e Porto do Mangue.

Robinson fora do jogo V

Em nenhum momento a equipe de infraestrutura do governo Robinson Faria se preocupou com a vida do cidadão que é ceifada por acidentes na BR 304. Poderia, por exemplo, ter se articulado com o Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNIT) e criado alguns trechos de terceira via nas localizações onde é difícil a ultrapassagem, como antes dos municípios de Angicos, Caiçara do Rio dos Ventos e Riachuelo. Reconhecemos que não havia espaço de recursos para o projeto de duplicação da BR 304, mas esses trechos de terceira via, com poucos recursos, já melhoria muito o tráfego daquela rodovia, pois é intenso o fluxo de caminhões pesados durante toda a semana.

Robinson Faria VI

A construção de trechos de terceira via ao longo da BR 304 criaria uma alternativa de projeto à duplicação. O governo do RN poderia ter, pelo menos, encomendado e colocado no PAC II o projeto de ligação da BR 406 (que liga Natal a Macau e que é a via mais adequada para o desenvolvimento da Costa Branca) com a BR 304. Este projeto, juntamente com a ponte Areia Branca – Grossos reduziria à metade o fluxo da BR 304 e desenvolveria toda aquela região de Macau, além de facilitar por demais o acesso ao Aeroporto de São Gonçalo para toda a população da Costa Branca e para o turista que chega à Fortaleza e que teria a oportunidade de conhecer 600 km de litoral e ter acesso fácil a outro aeroporto moderno.

A ligação da BR 406 com a BR 304 tornava sem necessidade a construção da Estrada da Castanha, recém-anunciada pelo governo Robinson Faria e que não leva a lugar nenhum. Após a construção da Estrada da Castanha, os municípios de Areia Branca, Serra do Mel e Carnaubais continuarão isolados do resto do RN e do resto do mundo.

Só vai lá quem tem um negócio muito grande para resolver. Outro aspecto fundamental dessa ligação seria a facilidade de escoamento do sal, pois o município de Macau possui grandes salinas produtoras e exportadoras de sal.

Robinson fora do jogo VII

Na semana passada já mostramos um bom exemplo do distanciamento do governo Robinson Faria com os setores produtivos da indústria do calcário e da agricultura irrigada (veja AQUI). Vamos colocar mais um. Após três anos de gestão, o DER resolveu reiniciar a construção da Estrada do Melão, iniciada no governo de Wilma de Faria, que à época elaborou o projeto e conseguiu construir 22 km ligando a RN 013 (Mossoró – Tibau) à BR 304, à altura das comunidades da Maisa.

O setor produtivo da agricultura irrigada esperou 7 anos, mas agora, as notícias que circulam na região apontam que a atual licitação da Estrada só contemplaria quatro quilômetros de um total de 52 Km (ligando a BR 304 com a BR 427, passando pela sede do município de Baraúna). Isto é muito pouco para dois mandatos de governo estadual, pois o vizinho Ceará, mesmo contraindo empréstimos, conseguiu apoiar nos 10 anos o setor produtivo da Chapada do Apodi com mais de 300 km de estrada. Ou seja, mais de 10 vezes o que o RN conseguiu.

Assim, não precisa ser um estrategista político para perceber que Robinson Faria está fora do jogo e que está fazendo uma gestão míope no tocante à qualidade dos serviços públicos e quando se pensa no desenvolvimento sustentável do Estado.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade do Estado do RN

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Categoria(s): Artigo
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segunda-feira - 25/03/2013 - 09:38h
Serra do Mel

Henrique Alves critica Rosalba por omissão

Por Aclecivam Soares

Henrique Alves (PMDB), aliado da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), esteve participando de comício à noite desse domingo (24), em Serra do Mel.

Henrique, Garibaldi, Leonardo e Gilson Moura estiveram no palanque

Em seu discurso, ele defendeu e se comprometeu em lutar por alguns benefícios para o município.

Henrique não fez rodeios. Criticou diretamente Rosalba, por suposta omissão em trabalho pró-Serra do Mel:

– Por que a senhora governadora não buscou apoio da bancada federal para concretizar esta obra tão importante?

Henrique falava sobre a Estrada da Castanha.

“Essa estrada da castanha agora é um compromisso nosso”, disse Henrique Alves, no palanque à prefeitura do candidato Fábio Bezerra “Fabinho” (PMDB), destacando obra vista como estratégica para a economia municipal.

Serra do Mel terá eleição suplementar a prefeito no dia 7 de abril.

Nota do Blog – O senador-ministro Garibaldi Filho (PMDB) também discursou no comício, prometendo que ao lado de Henrique abrirá as portas dos ministérios em Brasília para Serra do Mel.

Os deputados estaduais Gilson Moura (PV), Leonardo Nogueira (DEM) e Larissa Rosado (PSB) reforçaram o palanque, bem como o vice-prefeito de Mossoró, Wellington Filho (PMDB).

 

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Categoria(s): Política
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