Do Poder 360
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou nesta 4ª feira (14.set.2022) o registro de candidatura de Eduardo Cunha (PTB) à Câmara dos Deputados. A decisão se deu por 4 votos a favor e 2 contra na sessão plenária da corte. Cunha era considerado inelegível pela cassação de seu mandato como deputado em 2016.
De acordo com resoluções da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, ele teria omitido ter conta bancária no exterior, o que configuraria quebra de decoro parlamentar. Pelo processo, o ex-parlamentar não poderia concorrer a cargos políticos até 2024.
Em julho, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) anulou os efeitos de parte de uma resolução da Câmara que determinava a inelegibilidade do ex-deputado. Com a decisão, Cunha ficou livre para ocupar cargos públicos e disputar as eleições. Já em agosto, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux derrubou a determinação. Cunha entrou com recurso.
Presidência e prisão
Eduardo Cunha foi deputado pelo MDB de 2003 a 2016, ano em que foi cassado. Chegou a assumir a Presidência da Câmara em 2015. Em 2016, abriu o processo de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), que culminou com o afastamento da petista do cargo.
Depois da deposição de Dilma, Cunha foi investigado na Operação Lava Jato, que revelou as supostas contas em territórios internacionais. Pela investigação, o ex-deputado acabou preso de 2017 a 2020 em Curitiba. A prisão domiciliar foi concedida ao político até 6 de maio de 2021, quando a Justiça revogou o último mandado de prisão contra ele.
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