terça-feira - 03/12/2019 - 13:20h
Lixo de luxo

Limpeza urbana milionária de Mossoró ganha mais créditos

Em 11 meses, contribuinte foi obrigado a pagar mais de R$ 2,1 milhões por mês por serviço obscuro

Em meio ao perrengue que os servidores municipais de Mossoró passam, com remuneração em atraso mês após mês, quem não pode reclamar da vida é terceirizada com atuação na Gestão de Serviços de Limpeza Pública, caso da Construtora Vale Norte Ltda., da Bahia. Mais uma vez aparece entre os principais favorecidos pela gestão Rosalba Ciarlini (PP).

Em dois decretos publicados no Jornal Oficial do Município (JOM), edição 538, de sexta-feira (29 de novembro),  a prefeita garante R$ 1 milhão (R$ 1.248,363,30) a partir de remanejamento de recursos e mais de R$ 2 milhões (R$ 2.187,390,63) de crédito suplementar por excesso de arrecadação.

Total: R$ 3.435,753,93 (Três milhões, quatrocentos e trinta e cinco mil, setecentos e cinquenta e três reais e noventa e três centavos).

Tudo destinado ao setor ‘queridinho’ das terceirizadas com atuação no Governo Rosalba Ciarlini.

FIQUE SABENDO

Importante assinalar: até o dia 27 de novembro (portanto, antes desses decretos), a Vale Norte já tinha empalmado R$ 18.209.974,28 neste ano de 2019. Porém com retenção no empenho das transferências do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e Imposto Sobre Serviços (ISS), respectivamente R$ 529.947,79 e R$ 1.351,051,84, os números do “lixo de luxo” da PMM atingem – por enquanto – R$ 23.526.727,84 (Vinte e três milhões, quinhentos e vinte e seis mil, setecentos e vinte e sete reais e oitenta e quatro centavos).

Esse montante, que fique claro, em onze meses de 2019. Ainda falta dezembro e novos créditos e remanejamentos poderão ocorrer. Até aqui,  o contribuinte mossoroense desembolsou R$ 2.138.793,44/mês para ter suas ruas, praças, avenidas, alamedas e outros logradouros públicos impecavelmente limpos.

Importante assinalar ainda: em agosto deste ano, essa empresa conseguiu Reajuste de Valor Contratual (veja AQUI). A elevação chegou a 7,1021%. O valor original do contrato é de R$ 95.672.777,28 (Noventa e Cinco Milhões Seiscentos e Setenta e Dois Mil, Setecentos e Setenta e Sete Reais e Vinte Oito Centavos), conforme ‘licitação’ vencida por ela.

A licitação promovida por Rosalba Ciarlini foi publicada em 7 de julho de 2018 (Vale Norte é anunciada como vencedora de licitação), com data retroativa ao dia 5 do mesmo mês.

Importante assinalar também: entre abril de 2016 (gestão Francisco José Júnior) e maio de 2018 (gestão Rosalba Ciarlini), a Vale Norte teve assegurado um faturamento de 52.343,358,32. Acumulou reajustes (em cinco contratos sem licitação e um aditivo) que totalizaram 53,2% de elevação num espaço de dois anos (veja abaixo boxe que publicamos em maio de 2018). Do primeiro contrato em abril de 2016 ao quinto em maio de 2018, o reajuste contratual-financeiro saiu de R$ 9.582.519,36 para R$ 14.681,203,92.

Prefeitura rica é outra coisa. E os números em relação à limpeza urbana, todos prospectados pelo Blog Carlos Santos de fontes oficiais, mostram que esse é um negócio de vulto e praticamente intocável gestão após gestão. Não há pouco lixo embaixo desses milhões.

Leia também: MP de Contas aponta indícios de fraude e danos em limpeza urbana de Mossoró.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quinta-feira - 06/12/2012 - 07:38h
Mossoró

Prefeitura tem excesso de arrecadação mas esquece doentes

A Prefeitura de Mossoró documenta mais uma montanha de dinheiro sob remanejamento orçamentário neste final de ano.

O Jornal Oficial de Mossoró (JOM) de número 175 disserta sobre a “novidade”. Dessa feita, R$ 24 (milhões).912.728,96 são movimentados devido “excesso de arrecadação”.

A rubrica “propaganda”, por exemplo, é agraciada com mais uma considerável soma. São R$ 350 mil.

Enquanto isso, centenas de pacientes que recebem tratamento contra o câncer, no Centro de Oncologia de Mossoró (COHM), estão sem atendimento porque prefeitura não paga serviços desde julho.

O agravante, é que com apenas R$ 125 mil um “acelerador nuclear” – comprado pelo Estado – não está funcionando no atendimentos aos enfermos. A prefeitura prometeu fazer o repasse desse montante, mas não cumpriu compromisso até o momento.

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Categoria(s): Administração Pública
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 20/10/2012 - 16:55h
Crise de "faz-de-conta"?

Excesso de arrecadação tem “destino ignorado”

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) encontrou dois antagonistas de peso para duelar quanto à suposta crise financeiro-orçamentária que experimenta.

Judiciário e Ministério Público estão preparados para discussão técnica, que o governo tem evitado há tempos, em confronto com setores organizados do funcionalismo estadual.

Explicar o destino do constante excesso de arrecadação é uma dificuldade que talvez precise a intervenção de David Coperfield (mágico de fama internacional) para esclarecer, em vez de técnicos contábeis e economistas.

No excesso de arrecadação, o governo apresenta destinação que lhe for mais conveniente a essa sobra. Se existe o excedente, qual o seu destino?

Até o momento, Judiciário e MP afirmam através de seus representantes, que o governo não consegue explicar nem oferece dados oficiais completos para análises externas, confrontação de informações etc.

Quando estava prestes a assumir a administração estadual, o grupo governista anunciava que pegaria um “rombo” de cerca de R$ 1,2 bilhão. Depois admitiu que seria em torno de R$ 1 bilhão.

Em seguida, já na gestão dos negócios públicos, moderou a linguagem financeira para algo por volta de R$ 800 milhões.

Importou o ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento – Raul Velloso – para fazer palestra na Assembleia Legislativa no final de maio do ano passado e foi obrigado a ouvir dele, uma “gafe” contrária ao seu discurso. O ex-ministro afirmou taxativamente que “a dívida do Estado não é das piores” (veja AQUI).

Na verdade, o débito deixado pela gestão passada está coberto. O governo é que não consegue explicar à sociedade, ao funcionalismo e agora ao MP e à Justiça o que faz com o excesso de arrecadação.

O caso é de estupidez/despreparo ou mesmo de esperteza?

Judiciário e MP juntos talvez encontrem a resposta para esse profundo mistério.

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Categoria(s): Administração Pública
quinta-feira - 05/07/2012 - 09:32h
Estado real

Números provam que crise é falta de gestão

Os números na administração Rosalba Ciarlini (DEM) não nos deixam mentir. O caso da crise infindável no governo não é de ordem financeira ou mesmo orçamentária. É de gestão, prioridade invertida.

Com o decreto de “Calamidade na Saúde  Pública do Estado”, publicado hoje no Diário Oficial, o governo passa por cima da obrigação de promover licitações e diz que pretende investir R$ 25 milhões em 12 hospitais estaduais. Isso significa uma média de pouco mais de R$ 2 milhões por hospital – como o Walfredo Gurgel (Natal) e o Tarcísio Maia (Mossoró).

Para o Hospital Materno-Infantil de Mossoró Maria Correia (Hospital da Mulher), o governo contratou uma instituição privada sem concorrência alguma, a Associação Marca – por R$ 16,8 milhões e já pagou R$ 10,6 milhões -, por um período de apenas seis meses.

A Associação Marca foi flagrada pelo Ministério Público e Justiça numa série de delitos, rapinando o erário, conforme levantamento inicial da chamada “Operação Assepsia”.

Enquanto alardeia que despejará R$ 25 milhões em hospitais, o governo omite que programa investir algo em torno de R$ 24 milhões em propaganda, 120% a mais do que gastou no ano passado com essa rubrica orçamentária.

Esse mesmo governo que decreta calamidade pública na saúde, já possui um excedente orçamentário de mais de R$ 240 milhões em 2012. Ou seja, há sobra de numerário.

Os números não mentem e claramente  são uma vergonha.

Nota do Blog – Piora a situação a prática obsessiva da governadora de continuar olhando pelo ‘retrovisor’, culpando o passad0 por tudo que ocorre agora.

Ela parece usar lentes do telescópio “Hubble” para conseguir tamanha façanha, aprofundando mais ainda as semelhanças entre sua gestão e à de Micarla de Sousa (PV), prefeita do Natal.

A “micarlização” do Estado é uma realidade insofismável.

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Categoria(s): Administração Pública
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 04/07/2012 - 21:49h
Uh-huu!!

A tentação dos milhões sem licitação em ano eleitoral

Em ano eleitoral, jogar 25 milhões para serviços, compra de materiais e obras para a Saúde, no Estado, sem licitação, é muita tentação.

Uh-huu!

Esse Rio Grande do Norte continua prodigioso.

E vale lembrar que até agora, o Governo do Estado tem excesso (isso mesmo) de arrecadação da ordem de R$ 240 milhões. Uma sobra estelar.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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