sexta-feira - 05/07/2019 - 22:22h
Crime

Advogado que encomendou morte de radialista é preso

Dantas vai a júri (Foto: Rosivan Amaral)

Uma ação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com apoio da Polícia Militar, resultou na prisão do advogado Rivaldo Dantas de Farias, na manhã desta sexta-feira (5), em Caicó/RN. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, executado em 2010 na cidade seridoense.

A prisão preventiva do advogado foi decretada pelo Juízo da 1ª Vara da Comarca de Natal, atendendo o pedido da 15ª Promotoria de Justiça.

O réu já foi denunciado pelo MPRN à Justiça pelo crime de homicídio, com três qualificadoras: motivo fútil, emboscada e morte mediante promessa de recompensa. Ele também já foi pronunciado em sentença e, em breve, será levado a Júri popular.

F. Gomes tinha 46 anos e trabalhava na Rádio Caicó AM. Foi assassinado na noite de 18 de outubro de 2010, deixando mulher e três filhos.

Ele foi atingido por três tiros de revólver na calçada de casa. Vizinhos ainda o socorreram ao Hospital Regional de Caicó, mas F. Gomes não resistiu aos ferimentos.

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terça-feira - 08/05/2012 - 23:43h
Pistolagem

Assassinato de jornalista é esclarecido por polícia

O delegado Geral Fábio Rogério Silva juntamente com a delegada Titular da Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (DEICOR), Sheila Freitas, concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (08), no Fórum do município de Caicó, para detalhar as investigações sobre o caso do jornalista Francisco Gomes de Medeiros, o “F.Gomes”, assassinado no dia 18 de outubro de 2010, em Caicó.

Gomes: morte por encomenda

Na entrevista a delegada Sheila Freitas contou sobre a condução das investigações que culminaram na prisão dos envolvidos, bem como a conduta de cada um deles no crime.

Um dia após o assassinato do radialista, a polícia efetuou a prisão o pistoleiro João Francisco dos Santos, o “Dão”, autor confesso dos tiros que mataram o radialista.  No entanto, as investigações sobre o caso levantaram outros envolvidos.

Dentre eles o comerciante Lailson Lopes, Vulgo “Gordo Da Rodoviária”, como mandante do crime, seu advogado Rivaldo Dantas de Farias, Gilson Neudo Soares do Amaral, vulgo “Pastor”, além do Policial Militar Evandro Medeiros e do Coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira.

O comerciante Lailson Lopes, mais conhecido como “Gordo da Rodoviária”, preso desde o dia 21 de janeiro do ano passado, foi o mandante do assassinato do radialista, em virtude motivada principalmente pelas denúncias constantes do radialista sobre o tráfico de drogas e também por causa da amizade e admiração que a esposa do acusado tinha com a vítima. Lailson inclusive compareceu ao velório de F. Gomes para não ser considerado como suspeito.

Lailson Lopes foi preso junto com Rivaldo Dantas, na ocasião sob acusação de extorsão. A partir disso, a Polícia Civil começou as investigações sobre a ligação dele com o pistoleiro “Dão”, solicitando inclusive, a quebra de sigilo telefônico e bancário dos envolvidos. Em depoimento “Dão” confessou ter sido Lailson o mandante do crime, o que culminou com a prisão preventiva do comerciante.

Envenenamento

Foram constatadas também diversas ligações telefônicas que Lailson recebeu e efetuou, a partir das 18 horas do dia da morte de F. Gomes, com Rivaldo, Dão, Pastor Gilson e do PM Evandro, bem como no decorrer da madrugada após o crime, havendo, portanto, uma intensa comunicação entre os acusados, o que contribuiu para incriminá-los.

Um dos motivos que teria motivado Lailson a mandar matar o radialista, de acordo com as investigações feitas pela Deicor, foi porque este havia denunciado o acusado, dono de uma loja de celulares em Caicó, de utilizar o seu comércio como fachada para praticar diversos crimes, razão pela qual, Lailson moveu ação judicial contra rádios e jornais.

As investigações concluíram também que Dão foi pago pelo grupo, para matar F. Gomes, visto que tinha laços estreitos com Rivaldo, que era seu advogado e com quem trabalhava como motorista, recebendo um telefone com chip, apenas para se comunicarem após o crime. Pela empreitada Dão receberia inicialmente, R$ 3 mil para fugir, pagos por Pastor, e mais R$ 5 mil, que seriam pagos pelo Coronel Moreira e repassados por Rivaldo.

A Polícia Civil chegou ainda à conclusão da participação efetiva do Pastor Gilson no crime. Ele possuía ligações estreitas com o Gordo e Rivaldo e inclusive teria ficado incomodado com as acusações feitas por F. Gomes, na ocasião em que fora preso, razão pela qual, adentrou com várias ações exigindo danos morais, tanto da rádio onde a vítima trabalhava, como dos jornais que noticiaram o fato, e o Estado, pois alega ter sido preso injustamente. Segundo Lailson, antes de planejarem a morte do radialista, Pastor e Rivaldo teriam planejado envenenar todos os funcionários da Rádio, como vingança.

"Dão" teve ampla cobertura para agir

Já contra o advogado Rivaldo Dantas pesa a acusação de ter sido ele o responsável por toda a logística do crime, fornecendo inclusive a arma para Dão matar F. Gomes, de quem também não gostava.

Arrecadou também o dinheiro para o pagamento do crime, e sendo o responsável pelo depósito de cinco cheques que lhe foram entregues pelo Coronel Moreira na conta de seu irmão Renner.

Rivaldo contou com o apoio do PM Evandro para esconder a arma utilizada no crime e para ajudar na fuga de Dão.

Com relação à Moreira, pesa o fato de ele ter vendido um triciclo em parcelas, e que parte desse dinheiro seria usado para pagar Dão.

* Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

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terça-feira - 17/04/2012 - 19:39h
Sessão Solene

Assembleia Legislativa homenageia jornalistas do RN

Durante a sessão solene hoje – na Assembleia Legislativa – em homenagem aos profissionais da imprensa, pela passagem do Dia do Jornalista, comemorado no dia 7 de abril, o presidente Ricardo Motta (PMN), propositor do evento, disse que o jornalismo é mais do que uma profissão, mas uma missão nobre exercida por aqueles cuja responsabilidade social é um dom e uma profissão de fé: “É o protetor dos mais humildes, o guardião da lisura, o fiscal da sociedade”, disse.

“A notícia não se anuncia, é o imprevisível que conduz à tensão natural de uma profissão capaz de unir talento, vocação e sacrifício. Aqui estão os representantes das gerações que construíram e mantém viva a história da missão de informar e formar opinião. Um exemplo é o do seridoense F. Gomes, covardemente assassinado em Caicó no exercício de sua atividade profissional, numa barbaridade que não se admite num mundo que todos nós sonhamos, de humanidade, fraternidade e acesso à informação. Transmito a minha solidariedade à sua família e clamo por  Justiça nesse crime bárbaro”, disse o presidente.

Paulo Tarcísio Cavalcanti falou em nome dos homenageados, destacando a importância da lembrança, mas também sendo incisivo na cobrança à melhoria da ‘linhagem’ dos agentes públicos: “A nação clama pelo fim da impunidade, pela purificação da nossa conduta político-administrativa e anseia pelo surgimento de lideranças que conduzam o nosso povo por caminhos maios seguros e verdadeiramente comprometidos com a transparência e com a moralidade”.

Foram homenageados os jornalistas Paulo Tarcísio Cavalcanti, Carlos Peixoto, Edilson Braga, Virgínia Coelli, Margot Ferreira, Daniele Freire, Thaísa Galvão, Laurita Arruda, Bosco Afonso e Franklin Machado. E in memoriam:  F. Gomes, Eugênio Netto, Hélio Cavalcante e Nilo Santos.

Este é o segundo ano que a Assembleia Legislativa presta homenagem aos jornalistas em sessão solene.

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segunda-feira - 16/04/2012 - 18:49h
Nesta terça-feira

Jornalistas, mortos, serão homenageados por AL

Por iniciativa do presidente Ricardo Motta (PMN), a Assembleia Legislativa realiza nesta terça-feira (17), às 9 horas, uma sessão solene em homenagem ao Dia do Jornalista, que foi comemorado no dia 7 deste mês.

Serão entregues placas comemorativas a profissionais da imprensa e lembrados nomes como F. Gomes (jornalista caicoense que foi assassinado) e Nilo Santos (natural de Areia Branca, que morreu de causa natural).

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