sábado - 15/11/2025 - 09:30h
Fiern

Cadu recua temporariamente em cobrança do ICMS antecipado

Desgostoso, Cadu teve que pesar o desgaste e acatar descontentamento de Serquiz e Fiern (Foto: Fiern)

Desgostoso, Cadu teve que pesar o desgaste e acatar descontentamento de Serquiz e Fiern (Foto: Fiern)

Industriais potiguares receberam o secretário da Fazenda Governo do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, na Casa da Indústria, para um diálogo sobre a antecipação do pagamento de 50% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas participantes do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI). O encontro aconteceu nessa sexta-feira (14). Participaram diretores da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), lideranças e presidentes de sindicatos industriais.

A conversa surgiu a partir de uma demanda do Governo do Estado de tornar perene a iniciativa de antecipar o recolhimento do imposto mês a mês. A medida, já realizada no mês de outubro e anunciada para novembro, provocou reações das lideranças industriais.

Sob pressão, Xavier, que é pré-candidato ao governo estadual, teve que recuar pontualmente. Pelo menos em dezembro próximo e janeiro de 2026, dois meses antes do secretário se desincompatibilizar do cargo à campanha ao governo estadual, a antecipação será engavetada. Depois daí… outro secretário e outro governante (Walter Alves-MDB, vice, que assumirá governo), vão assumir a ‘bomba’.

Mas alertou que o governo Fátima Bezerra tem o poder de manter. Não o fará, nesse período, para não criar um fosso com o empresariado. “É importante ressaltar que é discricionário do governo tornar essa antecipação perene, mas em atenção ao diálogo aberto com a indústria, vamos acatar o pedido de suspensão em dezembro e janeiro para seguirmos com os entendimentos”, disse Cadu Xavier.

“Há um incremento de receita para o Estado cumprir com seus compromissos, mas não estamos vendo, em contrapartida, um trabalho para contenção das despesas. Chegamos a momentos como esse, de dificuldades, em que o Estado tem uma dor e essa pressão bate à porta dos empresários, que com diversas dificuldades, ainda assim, têm que atender”, destacou o presidente da Fiern, Roberto Serquiz.

O secretário Cadu Xavier falou sobre a situação fiscal do estado e apresentou os desafios da gestão para equilibrar as contas públicas. “Grande parte do 13º salário de 2024 ficou para o início deste ano, houve recomposições salariais de diversas categorias e a alíquota de 20% do ICMS só passou a vigorar em abril. Da mesma forma, tivemos que fazer frente a vários acordos com servidores. Essa junção de fatores levou à necessidade de uma medida de incremento nos últimos meses do ano”, pontuou Xavier.

Ele ressaltou que a intenção da medida é garantir a segurança da folha de pagamento, uma prioridade da gestão estadual, e enalteceu o diálogo junto ao setor produtivo. “Temos muito zelo pelas construções coletivas que temos feito junto à Fiern.”

Sugestão que não anda e dificuldades que não param

O presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Calcário, Fabricação de Cimento, Cal e de Argamassa do RN (SINECIM-RN), da Comissão Temática de Meio Ambiente da FIERN (COEMA) e vice-presidente da Federação, Marcelo Rosado, cobrou uma contrapartida do Estado para o setor produtivo. “Temos que fazer um trabalho conjunto e uma das alternativas que a Federação das Indústrias vem apontando é a atualização da legislação ambiental para garantir celeridade no licenciamento, o que daria um impacto positivo no aumento da receita do estado. Essa agenda foi debatida ao longo de todo o ano, mas não encontramos o avanço esperado.”

Outros representantes classistas e empresários evidenciaram a preocupação das indústrias com a medida de antecipação do ICMS. A presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do RN (SIFT-RN), Helane Cruz, destacou a apreensão do setor diante de mais um desafio. “Recebemos o comunicado de antecipação com muita preocupação, porque foi um ano desafiador, com tarifaço e importações de produtos e insumos de outros países, o que prejudica a produção primária do setor.”

“As empresas também passam por um período de compromissos com 13º salário, então uma medida como essa, sem o devido planejamento, gera ainda mais desafios”, completou Helane.

Empresariado sente sufoco em momento de pagamentos de folhas, tarifaço e outros gargalos (Foto: Fiern)

Empresariado sente sufoco em momento de pagamentos de folhas, tarifaço e outros gargalos (Foto: Fiern)

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Categoria(s): Economia / Política
segunda-feira - 15/01/2024 - 19:22h
Economia

Presidente da Fiern destaca iniciativa para implantar PPP’s no RN

Serquiz destacou também investimento em rodovias e questão de aeroporto Foto: Fiern)

Serquiz destacou também investimento em rodovias e questão de aeroporto (Foto: Fiern)

Defendida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Roberto Serquiz, no discurso de posse, a regulamentação das Parcerias Público Privadas (PPPs) no Rio Grande do Norte terá as primeiras repercussões na economia do Rio Grande do Norte. O Governo do Estado e a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) vão firmar na próxima quarta-feira (17/01) um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Esse convênio encetará meios para os estudos, modelagem e lançamento de edital de contratação das empresas que farão PPPs na área de saneamento.

Essas parcerias público-privadas deverão atrair investimentos de R$ 3,2 bilhões ao RN. “Fizemos a demanda, no pronunciamento na solenidade de posse, para a regulamentação das PPPs, porque se trata de algo muito relevante para a economia do Estado, uma vez que essa modalidade de concessões tem o potencial de atrair investimentos para infraestrutura e equipamentos públicos, com um impacto bastante positivo na nossa atividade produtiva”, afirmou Roberto Serquiz, nesta segunda-feira (15), durante o lançamento da Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais (FAETI), em Natal.

Marco Legal

Em discurso, a governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou a assinatura do contrato com o BNDES para garantir as PPPs da Caern. “Os estudos foram aprovados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para a parceria e vamos assinar para iniciar os estudos [de lançamento do edital]”, informou.

Ela disse que a PPP estará de acordo com as regras estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento. A governadora também citou as perspectivas econômicas da produção de petróleo na costa do Rio Grande do Norte com a possibilidade de início da produção da “Margem Equatorial”.

Serquiz ainda parabenizou a governadora pela entrada em vigor do contrato de concessão da Zurich para o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante e os recursos assegurados junto ao governo federal para melhoria da infraestrutura. “Isso vai resolver situações pendentes e importante para a economia do RN”, ressaltou.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quinta-feira - 05/01/2023 - 21:50h
Brasília

Pesca do RN apresenta demandas e preocupações a ministro

Calzavara e André de Paula: pauta do setor (Foto: divulgação)

Calzavara e André de Paula: pauta do setor (Foto: divulgação)

O presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do Estado do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN), Gabriel Calzavara, participou, como representante da Federação das Indústrias do Estado Rio Grande do Norte (FIERN), da cerimônia de posse do novo ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, realizada na última terça-feira (3), em Brasília. Após a solenidade, o presidente do Sindipesca-RN se reuniu oficialmente com o ministro e apresentou demandas para desobstruir gargalos do setor pesqueiro.  

Durante o encontro foram abordados temas como a consolidação da abertura do Mercado Comum Europeu, isonomia dos tributos entre as proteínas de origem animal, criação de linhas de crédito aos armadores da pesca, execução do Programa Nacional de Subvenção do Óleo Diesel, modernização do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações por Satélite (PREPS), além de garantias de segurança jurídica para o setor.  

“Alguns desses pontos são urgentes e têm sido um entrave muito grande, como a proibição da exportação de pescado para a União Europeia. Essa limitação tem sido uma dificuldade imensa para nosso setor, que é extremamente exportador”, explica Calzavara.

“O próprio Rio Grande do Norte tem produção expressiva de camarão, atum, swordfish, peixe vermelho e outros pescados, mas o Brasil está proibido de exportar para a União Europeia, então esse foi o primeiro ponto que solicitamos ao ministro para focar na resolução com apoio do setor produtivo”, acrescenta.

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