segunda-feira - 10/09/2018 - 12:00h
COLUNA DO HERZOG

A faca e seus efeitos na campanha presidencial 2018

Por Carlos Santos

A faca que perfurou dia 6 último (veja AQUI) o abdômen do capitão Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência da República, é o primeiro e relevante “fato novo” da atual campanha eleitoral sucessória nacional. Muitos apressados passaram a rotular como “decidida” a corrida eleitoral, minutos após o incidente.

Devagar, gente.

As pesquisas que vêm por aí, já detectando um primeiro momento dessa repercussão, tendem a identificar o impacto dessa faca na contenda. Contudo acho improvável que aconteça de imediato um crescimento superlativo.

O fato novo não funciona isoladamente e de forma automática, como indutor de voto em favor de alguém ou subtração de outrem. Ele parece ter vida própria quando é algo natural, mas a partir daí existe muito de marketing, de estratégia e ação político-eleitoral.

Carlos Lacerda com pé engessado após ser baleado na Rua Toneleros em 4 de agosto de 1954 (Foto: Web)

O acontecimento tem e terá desdobramentos. Eles poderão robustecer o enredo de vitimização, ou até mesmo atenuem o impacto do episódio.

Ao longo dos próximos dias, até as eleições em 7 de outubro, acompanharemos outros capítulos e o fluxo ou refluxo dessa narrativa. Haverá uma provável acomodação e maior reflexão sobre o fato. As pesquisas seguintes e voto dirão o tamanho desse turbilhão de sentimentos ambivalentes.

Se houver caracterização de que o agressor agiu sozinho e não passa de um débil fanático, isso amortizará o capital de Jair Bolsonaro. Confirmada outra versão, em que seja apontada uma trama financiada e com participação de outras pessoas e militantes de legendas adversárias, o quadro já será outro e inverso.

O jornalista Carlos Lacerda quando foi alvo de atentado político na Rua Toneleros, 180 (Copacabana, Rio de Janeiro), em 5 de agosto de 1954, também virou vítima. Saiu ferido à bala, assim como o guarda municipal Sálvio Romeiro. Seu segurança, o major-aviador Rubens Vaz, morreu no local.

Dezenove dias depois, outro fato novo foi ainda mais impactante para mudar rumos da política nacional: Getúlio Vargas suicidava-se. Era o fim do seu governo e da denominada “Era Vargas”, ferozmente combatida por Lacerda.

Em qualquer campanha, o papel de vítima é um sonho lapidado e acalentado por qualquer candidato, para poder cair nas graças da massa, convertendo isso em votação-vitória. Agora não é diferente. Bolsonaro sabe disso.

PRIMEIRA PÁGINA

Conversa com o ex-deputado federal Henrique Alves – Conversei longamente com o ex-deputado federal Henrique Alves nesse último dia 6 em Natal, em seu apartamento no bairro Petrópolis. Falamos sobre família, política (nacional, estadual, natalense, mossoroense), futebol (calvários do meu Fluminense, do Vasco dele), economia, fé, religiosidade. O tempo consumiu quase toda uma tarde. A jornalista Laurita Arruda, sua mulher, ainda acompanhou o comecinho da prosa, mas saiu para compromissos pré-agendados. “Fiquem aí. Já sei que não vai faltar assunto”, previu acertadamente. Ah, não levei gravador nem uma simples caneta à anotação! Era uma simples prosa despretensiosa, puxada por um visitante comum.

O “Poder Moderador” das Forças Armadas está de prontidão – Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, avisou: “A legitimidade do novo governo pode até ser questionada”. O graduado verde-oliva deixou nas entrelinhas a crença de que poderá estar acima dos três poderes de Estado, se necessário e conforme suas interpretações. Seria uma espécie de “Poder Moderador” armado, acima dos demais e com força coercitiva, como plasmado na Constituição de 1824, quando o Imperador Dom Pedro I teve esse papel, inicialmente.

Villas Bôas: "moderador"

Pouca propaganda adesivada em veículos mostra distância do eleitor – É escasso o número de carros adesivados na atual campanha. Da capital ao interior, esse recurso de propaganda é quase imperceptível, diferentemente de disputas anteriores. Mais um sinal dos tempos.

Dois turnos eleitorais marcam pleitos – Em termos de Rio Grande do Norte, a única eleição ao governo decidida no primeiro turno foi em 2010. Àquela ocasião, deu Rosalba Ciarlini, então no DEM, superando o governador Iberê Ferreira (PSB), já falecido. No campo presidencial, só Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conseguiu esse feito em 1994, atropelando Lula da Silva (PT). Enfim, as campanhas no estado e no país costumeiramente vêm tendo dois turnos. P.S – Retificação com informações do webleitor João Paulo Jales: Em 1994 e 1998 Garibaldi Filho (PMDB) foi eleito e reeleito no primeiro turno, bem como FHC em 98.

Escassez de dinheiro compromete muitas campanhas – Começou bem antes do que eu previ, a lamúria por falta de recursos na atual campanha. Poucos candidatos estão montados na bufunfa. Muitos profissionais contratados para trabalho no período estão sem receber pagamento. Pelo visto, a fila de caloteados vai ser grande após o período eleitoral.  Tem majoritárias quase parando.

Investigações vão ter sérios desdobramentos

Em minha estada de vários dias em Natal, conversei com fontes qualificadas da área investigativa oficial. Pelo o que ouvi, algumas apurações terão sérios desdobramentos nas próximas semanas e meses. Nada  mais posso adiantar, apesar da vontade.

Pesquisas sinalizarão eventuais reflexos da propaganda em rádio e televisão – As pesquisas a serem divulgadas esta semana – Consult e Seta no estado, Ibope e Datafolha no país – vão apontar sinalizadores quanto à propaganda eleitoral em rádio e televisão. O chamado “palanque eletrônico começou no último dia 31 de agosto. O tempo já é suficiente para sabermos se há algum sinalizador de mudança (crescimento, estagnação ou queda de nomes).

Ego refletido de Curitiba dá a Haddad um papel caricato e embaraçoso – É embaraçoso o papel que o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad cumpre na campanha presidencial. Todos sabemos que ele é o verdadeiro candidato petista, mas assim não se apresenta, para atender uma estratégia de marketing que já cumpriu seu papel mas que começa a saturar, mantida pelo ego do ex-presidente Lula, preso em Curitiba. Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu no final do mês que ele não poderia ser candidato, dirigentes partidários já estavam prontos para deflagração da campanha de Haddad. Entretanto a ordem foi dar sequência às apelações judiciais e sustentar o nome do ex-presidente na propaganda. Um jogo arriscado demais. Leia o que escrevemos em 28 de janeiro deste ano: Lula e Bolsonaro, extremos que se completam na sucessão.

Fernando Haddad fica por trás de Lula à espera de ser anunciado com nome de verdade ao governo do país (Foto: campanha)

Descida do Alto de São Manoel deverá fechar tosca campanha municipalizada – A tradicional “Descida do Alto de São Manoel”, mobilização que marca as campanhas municipais em Mossoró, cumprindo trajeto a partir da Avenida Presidente Dutra até o centro da cidade, poderá marcar o fim da tosca campanha municipal improvisada que assistimos este ano. As chapas Robinson Faria (PSD)-Tião Couto (PR) e Carlos Eduardo Alves (PDT)-Kadu Ciarlini (PDT) ainda não se manifestaram quanto à iniciativa e eventuais datas para esse fim.

Chapão de muitas dificuldades –  Com 14 deputados estaduais e outros nomes fortes à Assembleia Legislativa, a Coligação Trabalho e Superação vai ter candidato obtendo mais de 30 mil votos, mas fora da lista de eleitos. A montagem dessa nominata objetivou priorizar a eleição dos atuais deputados governistas e reforçar palanque e tempo de rádio e televisão do governador Robinson Faria (PSD). O chororô vai ser grande pós-campanha, com altos gastos financeiros, dívidas e derrota eleitoral de figuras de peso.

EM PAUTA

Franklin Jorge – Apesar de estar em Natal, não apareci no aniversário do jornalista e escritor Franklin Jorge no sábado (8). Mas o caríssimo Honório de Medeiros representou-me, falando muito bem de mim, lógico. Ave, Franklin.

Cariri Cangaço – Está definida a programação de mais uma Edição do Cariri Cangaço, que acontecerá dessa feita em São José de Belmonte em Pernambuco, sob a batuta do criador dessa iniciativa – Manoel Severo. Acesso AQUI e veja os detalhes. Estarei por lá, se Deus quiser.

Anita e doações – A palestra da historiadora Anita Leocádia Prestes (veja AQUI), que será aberta ao público e acontecerá no auditório do Hotel Villa Oeste no dia 14 (sexta-feira), às 19h, em Mossoró, terá como “ingresso” a contribuição de 1kg de alimento não perecível ou qualquer tipo de material de limpeza. As doações serão destinadas à Casa do Estudante de Mossoró e serão recolhidas na entrada do auditório.

Acidente – Equipe da TV Terra do Sal de Mossoró sofreu grave acidente de carro na manhã de sexta-feira (7), quando fazia trajeto  de Mossoró para Pau dos Ferros. O fato foi registrado na BR-405, município do Apodi. O jornalista Jota Ferreira está internado ainda, tendo passado por uma cirurgia (virão outras) em um dos braços, no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Ferreira: acidente (Foto: arquivo)

SÓ PRA CONTRARIAR

Não acredito neste país a curto e médio prazos. Ainda temos muito a piorar.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Continua impecável o Lula Restaurante à Avenida Xavier da Silveira em Nova Descoberta em Natal. Do cardápio tradicional ao atendimento.

Obrigado à leitura do Nosso BlogPaulo Pinto (Mossoró),  Eriberto Mendonça (Natal) e  Solange Noronha (Apodi).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (03/09) clicando AQUI.

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domingo - 09/09/2018 - 14:14h
Chapa

Fernando Haddad na cabeça

Por Vonúvio Praxedes

Informação confirmada por Antenor Roberto (PCdoB), vice-candidato ao Governo do RN na chapa com Fátima Bezerra (PT), sobre chapa presidencial PT/PCdoB:

Deve ser anunciado dia 11 próximo (terça-feira) como PT segue com a campanha presidencial.

A expectativa é pelo anúncio oficial de Fernando Haddad (PT) na cabeça de chapa.

Segue a novela.

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quinta-feira - 06/09/2018 - 09:40h
Ibope

Pesquisa presidencial dá Bolsonaro à frente, mas já em fadiga

Do G1 e Blog Carlos Santos

Jair Bolsonaro segue em primeiro lugar, mas simulações apontam sua queda em segundo turno (Foto: Web)

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Pela primeira vez faz apresentação de números sem o ex-presidente Lula da Silva (PT), que teve registro de candidatura barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) semana passada (veja AQUI), reiterado em decisão monocrática pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dia passado (veja AQUI).

Vamos aos números:

Primeiro Turno

  • Jair Bolsonaro (PSL): 22%
  • Marina Silva (Rede): 12%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Fernando Haddad (PT): 6%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Vera (PSTU): 1%
  • João Goulart Filho (PPL): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos: 21%
  • Não sabe/não respondeu: 7%

Os números do Ibope, levantados entre os dias 1º e 3 de setembro, dá dianteira de Jair Bolsonaro (PSL) sobre todos os adversários, mas com inclinação a ser derrotado no segundo turno para pelo menos três nomes: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE) e Geraldo Alckmin (PSDB). Só ganha numericamente de Fernando Haddad (PT), posto entre os principais concorrentes.

Veja os números completos clicando AQUI.

Simulação do Segundo Turno

  • Ciro 44% x 33% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 4%)
  • Alckmin 41% x 32% Bolsonaro (branco/nulo: 23%; não sabe/não respondeu: 4%)
  • Bolsonaro 33% x 43% Marina (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 3%)
  • Haddad 36% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 22%; não sabe/não respondeu: 5%).

Nota do Blog – Há tempos que Bolsonaro tem demonstrado certa fadiga. Talvez tenha atingido seu limite, o teto. A própria rejeição campeã com 44% sinaliza maus presságios. Os principais adversários estão bem abaixo, como Ciro (20%), Alckmin (22%), Haddad (23%) e Marina (26%).

Boa parte do seu fôlego até aqui tem sido mantido por uma polarização que o PT alimenta feroz e burramente em todos os quadrantes e ambientes. Corre o perigo de descer às profundezas com ele, agarrados, juntinhos.

A entrada em cena dos programas do horário eleitoral em rádio e TV, com conteúdo potencializado em redes sociais, pode asfixiar de vez o capitão reformado do Exército.

Caminha para uma vitória no primeiro turno, mas é pouco provável que prospere num segundo. Contenda há tempos que é “todos contra Bolsonaro”.

Quanto ao candidato do PT, pelo visto a vaidade de Lula em insistir com o próprio nome, passou a produzir efeito contrário à estratégia que vinha dando certo. A teimosia e mantê-lo em evidência em vez de fermentar o nome de Fernando Haddad, pode deixar o partido fora do segundo turno e ainda mais distante do Planalto.

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sexta-feira - 24/08/2018 - 23:50h
Ah, tá!

Fernando Haddad promete rigor contra juros e banqueiros

Haddad (centro) com partidários no RN (Foto: divulgação)

Em sua programação política em Mossoró nesta sexta-feira (24), após aterrissar na cidade à noite anterior, o candidato a vice-presidente da República pelo PT, ex-ministro Fernando Haddad, deu entrevista coletiva, participou de inauguração de comitê eleitoral e caminhada no centro da cidade.

Na entrevista logo pela manhã, prometeu que o futuro governo petista será rigoroso com banqueiros:

– Os bancos vão ter que sentar com o governo. Se o banco não baixar o juro, ele vai pagar mais imposto. Se o banco baixar o juro, vai pagar menos imposto. 300% de juros no cartão de crédito e mais de 100% em cheque especial? Isso dá cadeia fora do Brasil. É muito pior que agiotagem. Eles [os banqueiros] vão ter de sentar com o governo.

* Com informações do Blog Saulo Vale.

Nota do Blog – O ex-ministro precisa ser alertado de que foi justamente no período em que seu partido esteve no poder, que os banqueiros chegaram a níveis nunca antes vistos de lucratividade.

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quinta-feira - 23/08/2018 - 21:48h
Fernando Haddad

Candidato tem problemas para pouso em Mossoró

A aeronave Embraer modelo EMB-121a1, da empresa Ata Aerotaáxi Abaeté Ltda., pousou no Aeroporto Dix-sept Rosado em Mossoró há poucos minutos. Nela, o candidato a vice-presidente da República pelo PT, Fernando Haddad.

Avião que trouxe Haddad ao RN (Foto: Web)

Ele cumpre programação política em Mossoró (veja AQUI) nesta quinta-feira (23) e amanhã (sexta-feira, 24).

Por pouco o avião não era obrigado a baixar em Aracati-CE, no Aeroporto Dragão do Mar, que fica a 95 quilômetros de Mossoró.

Uma resolução da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO) normatiza que a aviação geral só pode ter movimento de pousos e decolagens no aeroporto de Mossoró até às 18h45. Há restrição noturna.

Essa limitação criou impasse e princípio de tumulto entre representantes do candidato e a administração do aeroporto, que mantinha desligadas todas as luminárias de sinalização da pista.

O piloto do avião com Haddad chegou a se comunicar com o Dragão do Mar para pouso emergencial em sua pista, enquanto fazia manobras em círculos em Mossoró. O impasse durou cerca de 20 minutos. Foi sanado e finalmente houve a aterrissagem.

Militantes em expressivo número e bastante animados recepcionaram o candidato.

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terça-feira - 21/08/2018 - 04:30h
Sexta-feira

Fernando Haddad terá programação em Mossoró

O Partido dos Trabalhadores (PT) anuncia a presença em Mossoró do ex-prefeito de São Paulo e candidato a vice-presidente da República na chapa de Lula da Silva (PT), Fernando Haddad (PT).

Será na próxima sexta-feira (24).

Eis abaixo sua programação:

09h30 – Caminhada no Centro da Cidade com concentração na Praça do Mercado Central.

11h30 – Inauguração da Casa 13 no cruzamento da rua Felipe Camarão com Coronel Gurgel, centro da cidade.

14h00 – Encontro Plenária Haddad e Fátima Bezerra (PT), candidata ao governo estadual, no auditório do Hotel VillaOeste.

16h00 – Caminhada e Comício Relâmpago.

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sábado - 21/07/2018 - 10:30h
Em Natal

Haddad cancela presença mas ‘participa’ de seminário do PT

Seminário tem Haddad em videoconferência (Foto: cedida)

O voo em que o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) viria para Natal nesta madrugada (Azul AD 5760) foi cancelado. Isso ocorreu devido falha em radares que controlam o espaço aéreo na região sudeste.

O ex-ministro da Educação ligou para o professor Getúlio Marques, coordenador do programa de governo de Fátima Bezerra (PT), lamentou o ocorrido e desejou um ótimo seminário.

Haddad se dispôs a falar por videoconferência aos presentes. Neste momento, ele faz sua palestra usando esse recurso.

O Seminário temático “A Educação que queremos para o Rio Grande do Norte” acontece nesta manhã, no Hotel no Holiday Inn, em Lagoa Nova, Natal.

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sexta-feira - 20/07/2018 - 16:18h
Natal

Fernando Haddad fará palestra em seminário do PT

Haddad: em Natal (Foto: Web)

O PT/RN traz a Natal Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação do governo Lula da Silva (PT). Haddad será palestrante no Seminário temático “A Educação que queremos para o Rio Grande do Norte”.

O evento será realizado sábado (21), às 9h, no Hotel no Holiday Inn, em Lagoa Nova.

Aberto ao público, o seminário faz parte da série de encontros temáticos que o partido vem realizando para debater o estado e construir, de forma participativa junto aos movimentos organizados, entidades de classe e sociedade civil, o programa de governo da pré-candidata Fátima Bezerra (PT).

A entrada será por ordem de chegada, de acordo com a capacidade do espaço.

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domingo - 08/07/2018 - 08:54h

RN será ultrapassado nos investimentos em eólica

Por Josivan Barbosa

Com ventos estratégicos, infraestrutura logística e incentivos governamentais, a Bahia atraiu empresas produtoras de equipamentos para a geração eólica no Polo de Camaçari e avança rumo a se tornar o líder nacional na produção de energia dos ventos.

Atualmente o Estado conta com 2.701 megawatts (MW) de potência instalada em eólicas, e com a incorporação dos parques que estão em construção, alcançará 5.104,5 MW até 2023. Com isso, vai ultrapassar o Rio Grande do Norte, que hoje lidera a geração de eólica no país, que deverá chegar a 4.528 MW nos próximos anos.

Nos últimos três anos, foram construídos na Bahia 71 parques eólicos com uma capacidade instalada de 1.700 MW, um investimento de R$ 6,7 bilhões com geração de 26 mil empregos, segundo o governo do Estado.

Mossoró longe de BSB

A gestão municipal está afastada dos corredores dos ministérios em Brasília. O município não tem conseguido avançar na captação de recursos federais, mesmo com a sinergia do Governo Federal nesse sentido.

Contrariando uma tendência de queda acentuada nos últimos três anos, as transferências federais para custear investimentos dos municípios registraram crescimento nos quatro primeiros meses deste ano.

Entre janeiro e abril, o governo federal repassou o total de R$ 2,54 bilhões às prefeituras para investimento público, de acordo com dados compilados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O montante é 147% maior do que o valor desembolsado pela União no mesmo período do ano passado, mas quase 98% (R$ 2,46 bilhões) do total transferido dos recursos são destinados ao pagamento de obras contratadas pelas prefeituras em anos anteriores e que ainda não foram quitadas.

Fruticultura

Os produtores de frutas para exportação podem ser duramente afetados pela sinergia entre duas grandes redes de supermercados europeus, Tesco e Carrefour. Os grupos britânico e francês vão combinar suas fortes posições de mercado para adquirir em conjunto produtos de marca própria e outros bens, como parte de uma união de longo prazo que inicialmente terá duração de três anos.

Tesco e Carrefour disseram que a aliança levará a preços mais baixos e à melhoria da qualidade e das escolhas para os clientes, fortalecendo ao mesmo tempo suas relações com os fornecedores. Se já era difícil o nosso exportador de frutas atender às exigências de certificação de um grupo isolado, como por exemplo o Tesco, imaginemos a nova situação.

Haddad

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da educação, Fernando Haddad reforça dentro do partido a percepção de que ele deve ser o escolhido para representar o ex-presidente nas urnas, caso o registro eleitoral de Lula seja indeferido.

O ex-prefeito se encontrou com o ex-presidente na quinta-feira passada. Após a conversa, Lula orientou Haddad a informar o partido sobre a decisão de integrá-lo à sua equipe de defesa. A partir de agora, os dois poderão se encontrar com mais frequência e privacidade. A estratégia é uma forma de driblar a restrição de visitas políticas a uma hora por semana.

As pesquisas mais recentes do Datafolha e do Ibope dão fôlego ao ex-presidente e respaldam a estratégia de levar sua candidatura presidencial até o prazo limite para uma eventual substituição. As pesquisas indicam ainda que se Lula indicar alguém, esse substituto estaria com o passe garantido para o segundo turno.

Crédito habitacional

A queda da Selic, de 14,25% para 6,5% ao ano de outubro de 2016 para cá, até provocou algum recuo das taxas de financiamento imobiliário. Nesse intervalo, os juros cobrados para aquisição ou construção da casa própria cederam, em média, de quase 11% para 8% ao ano. Só que quando vai buscar recursos nos grandes bancos, o consumidor tem encontrado custos bem mais salgados. E quando coloca na conta os seguros obrigatórios de morte e invalidez permanente (MIP) e de danos físicos ao imóvel (DFI), incorporados nas prestações, o preço final pode ter grandes diferenças.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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domingo - 10/06/2018 - 04:04h

Diesel em queda no país que ainda discute o frete

Por Josivan Barbosa

Os preços do diesel começaram a cair para o consumidor final, nos últimos dias, embora ainda não tenham chegado aos patamares prometidos pelo governo federal, de corte de R$ 0,46 por litro. O Estado onde foi verificada a maior queda foi a Bahia (- R$ 0,483), seguida do Amazonas (- R$ 4,55) e Mato Grosso (- R$ 0,451).

Entre os principais mercados consumidores, a queda foi de R$ 0,402 em Minas Gerais, de R$ 0,393 em São Paulo e de R$ 0,359 no Paraná. No Rio, os preços estão, em média, R$ 0,345 mais baixos. Já os Estados onde os preços menos recuaram foram Pará (- R$ 0,193) e Pernambuco (-R$ 0,195).

O Governo publicou mais um decreto relativo ao subsídio do diesel. O novo decreto, que é o segundo sobre a problemática do diesel,  contempla subvenção de R$ 0,30 do preço do litro do óleo diesel para estender o prazo de vigência da medida. Contrariando expectativas do setor, a norma estabeleceu que o benefício ao consumidor valerá até 31 de julho, em vez de até o fim do ano.

Para cumprir o que foi prometido aos caminhoneiros, o governo deve publicar pelo menos mais um decreto para ampliar o prazo do programa até 31 de dezembro. Estimativas do governo indicam que a subvenção deverá custar R$ 9,5 bilhões ao Tesouro, aproximadamente, um terço do programa Bolsa Família.

Justiça, frete e caminhoneiros

Enquanto tenta ajustar a tabela de preço mínimo de frete com caminhoneiros e com setor produtivo, o governo teve que abrir nova frente para evitar o acirramento da crise: a judicial. Após a liminar obtida por duas empresas na 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte para conseguir a suspensão da tabela, a área jurídica do governo montou uma espécie de plantão para conter um eventual efeito cascata de liminares.

Homicídios

A crise nas políticas contra a violência ganha contornos cada vez mais trágicos. O número de assassinatos bateu recorde no Brasil em 2016: 62.517, o que corresponde a 30,3 homicídios a cada 100 mil habitantes. Essa marca histórica significa que sete pessoas foram assassinadas a cada hora. Jovens e negros continuam as principais vítimas, característica que ficou ainda mais marcada no país.

A probabilidade de a vítima ser negra também é cada vez maior. Os assassinatos na última década cresceram 23% na população negra (cor preta ou parda), ao passo que caíram 6,8% na população de não negros (brancos, amarelos e indígenas). A taxa de homicídios de negros em 2016 foi duas vezes e meia superior à de não negros (40,2%, frente a 16%). Se for uma mulher negra, então, a taxa é 71% superior à de mulheres não negras.

Securitização

Pelo menos nove Estados e mais o Distrito Federal estão se  estruturando para captar recursos por meio da securitização – conversão de débitos em títulos negociáveis – de suas dívidas ativas. Por detrás da mobilização está o projeto de lei aprovado no Senado que autoriza União, governos estaduais e prefeituras a cederem direitos creditórios (créditos a receber) a empresas e fundos de investimento. A estimativa original é de que o projeto, ainda em tramitação na Câmara dos Deputados, gere arrecadação de R$ 25 bilhões para Estados e municípios e de R$ 55 bilhões para a União.

Além de Estados que já constituíram empresas para securitização, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná e Distrito Federal, outros já criaram (ou já conseguiram aprovar a criação) de fundos que podem ser utilizados com esta finalidade, como é o caso de Mato Grosso, Piauí e Rio Grande do Norte. Capitais como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro já dispõem de empresas criadas para viabilizar futuras operações de securitização.

Educação

A exemplo da segurança pública, a educação brasileira segue a passos lentos, sem atingir as metas de universalização e qualidade. Das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que vigora de 2014 e 2024, apenas uma – e que contempla só o nível superior – foi atingida integralmente.

No ano passado, 77,5% do corpo docente do ensino superior era composto por mestres e doutores, ante um nível esperado de 75% até 2015. Ou seja, além de restrito a um extrato educacional, a meta já havia sido batida, o que só evidencia a falta de conquistas nas demais políticas.

Haddad

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT) salta para o segundo lugar, com 11% das intenções de voto, em uma simulação que associa sua eventual candidatura à figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esperança

Sem ignorar os avanços, deve-se admitir que, observando a realidade atual, a promessa de melhora era muito maior. Isso pode ser constatado, em primeiro lugar, pela esperança depositada na redemocratização. Pegue-se uma das grandes manifestações culturais da década de 1980, o rock brasileiro. Eram produzidas músicas com muita crítica social, mas que continham a crença na mudança. Desse estado de espírito surgiu a juventude que, por exemplo, tomou as ruas em defesa do impeachment de Collor. Ocorreram desilusões nos últimos anos, e esse sonho transformador dos mais jovens é menor hoje.

Cidadania

A esperança era grande também por conta da “Constituição cidadã”, tal como fora definida por Ulysses Guimarães. Houve melhorias advindas dela, como dito antes, mas há um longo caminho a percorrer para se alcançar os direitos individuais e coletivos propugnados pela ordem constitucional.

Os mais pobres, esse mundaréu de gente, ainda não tem a mesma justiça, educação e saúde que tem o andar de cima. E quem está no meio da escala social ressente-se de estar cada vez mais longe do padrão de vida almejado e, principalmente, do sonho de que os filhos viverão melhor do que os pais.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN)

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domingo - 04/02/2018 - 01:34h

A economia e o fisiologismo no “País de Mossoró”

Por Josivan Barbosa

Os municípios mudaram o sinal de seu resultado primário agregado e puxaram o avanço do superávit dos governos regionais no ano passado. Segundo dados do Banco Central (BC), os governos regionais contribuíram com superávit conjunto de R$ 7,5 bilhões, acima do resultado positivo de R$ 4,67 bilhões do ano anterior.

As prefeituras fecharam 2016 com déficit de R$ 2,12 bilhões, resultado revertido para superávit de R$ 601 milhões no ano passado. Já os Estados tiveram resultados muito próximos nos dois períodos, com superávit de R$ 6,79 bilhões em 2016 e R$ 6,9 bilhões no ano passado.

Mas, isto não se observa no “País de Mossoró”. Dificilmente a equipe econômica adota medidas técnicas ao invés do fisiologismo. E o resultado não poderia ser diferente. Inúmeros contratos em atraso, com maior impacto nas empresas de serviços terceirizados.

O melhor resultado dos municípios pode ser em parte explicada pelo ciclo eleitoral, com investimentos em alta no ano de eleições para prefeitos, em 2016, e recomposição de resultados no ano passado. É preciso destacar que o BC mede o resultado abaixo da linha, critério que reflete principalmente o nível de endividamento e é afetado pela ainda baixa liberação de aval para empréstimos aos governos regionais pelo Ministério da Fazenda. Os relatórios que os governos regionais enviam ao Tesouro Nacional podem indicar tendência diferente.

Neles é utilizado outro cálculo, no qual o superávit ou déficit resulta da conta de receitas e despesas primárias, sejam gastos correntes ou de capital.

Federalização da UERN

O cavalo passou selado. Conversei diversas vezes sobre o assunto com autoridades do governo do RN Sem Sorte, apontando o caminho para a negociação com o MEC e mostrando que era viável para a UERN e para o Rio Grande do Norte o início do processo de federalização. Mas, não houve em nenhum momento a disposição política do governo estadual para iniciar a discussão. Dessa forma, o Estado perdeu uma oportunidade ímpar de avançar no processo.

Durante o longo mandato de Fernando Haddad no MEC sempre houve abertura para que o Estado apresentasse uma demanda dessa natureza.

Agora, não vejo boas perspectivas para o projeto, mas, nos colocamos à disposição para discutir.

FPM

O ano começa com boas perspectivas de aumento de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Após queda de 3,24% no ano passado no total bruto de repasses, o FPM está previsto para atingir o patamar de R$ 100,86 bilhões em 2018. São R$ 5,78 bilhões a mais do que em 2017.

Em termos percentuais, a expansão projetada é de pouco mais de 6%, superior portanto ao reajuste do salário mínimo (1,81%) e à inflação projetada para este ano (3,95%). Mesmo assim, dificilmente as prefeituras de médios e pequenos municípios terão folga financeira este ano. A pressão sobre os cofres municipais vem, principalmente, do reajuste do piso do magistério e da demanda por serviços básicos, ampliada pelo quadro de necessidade de equilíbrio fiscal.

Embora relevante na esfera municipal, o reajuste do salário mínimo de R$ 937 para R$ 954 em 1º de janeiro deve ser considerado como fator localizado de pressão financeira sobre as prefeituras. O mínimo é um balizador importante para os municípios do Nordeste, mas perde importância quando comparado ao piso do magistério.

Negócios sociais

Já está passando da hora da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mossoró incentivar em parceria com outras instituições ligadas ao empreendedorismo a realização de cursos voltados para os negócios sociais. Oferecer soluções escaláveis para problemas da população de baixa renda é o foco dos negócios sociais, modelo de empreendimento que cresce de forma acelerada no Brasil.

Um dos mais novos é o programa empreendedorismo social, cujo objetivo é dar uma nova visão de negócios a pessoas que estão buscando uma forma diferente de empreender.

Adeus ao parcelado sem juros

O setor de cartões de crédito prepara mais uma pancada nas costas do consumidor. Agora quer acabar com o chamado `parcelado sem juros`. O setor pretende substituir esta modalidade dos cartões de crédito por um modelo de crediário a ser oferecido ao consumidor. A mudança viria acompanhada de uma redução no prazo de pagamento aos lojistas.

Pela proposta, os consumidores fariam uma espécie de crediário para parcelar compras no cartão, com base em um limite concedido pelo emissor, que poderia ser usado em qualquer loja. Não seria um crediário de um determinado estabelecimento, como já foi comum no passado com a emissão de boletos.

O banco pagaria o lojista em até cinco dias após a operação (D+5) e assumiria o risco. Prestações e despesas com juros ficariam visíveis para o cliente na maquininha do cartão no ato da compra.

No modelo atual, a decisão de oferecer o parcelamento, e com que prazo, é do lojista. O varejista recebe a primeira parcela após 30 dias e o consumidor vai pagando as demais na fatura do cartão. Como o Banco Central está sempre de lado do consumidor, é provável que mais uma vez o consumidor irá pagar a conta.

Mudança de direção da política econômica

Uma mudança de 180 graus na direção da política econômica do governo temista, quando comparado com aquela praticada nos quatro mandatos anteriores. Os programas vistos como “carros-chefes” dos governos Lula e Dilma registraram recuo de dois dígitos nos desembolsos e estão entre os maiores alvos de cortes.

Dentre as rubricas com queda mais intensa, está o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pacote de investimentos criado ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva registrou queda de 32,2% nos gastos em 2017 – ou R$ 14,2 bilhões. Nessa rubrica estão também as despesas relativas ao Minha Casa, Minha Vida.

O programa habitacional lançado na era petista teve redução de 56,1% no ano, ou R$ 4,7 bilhões. No total, os dispêndios com esses dois itens ajudaram a derrubar o investimento público para 0,69% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa o menor patamar em ao menos 11 anos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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domingo - 24/12/2017 - 01:40h

Pobreza se alastra comprometendo futuro através dos jovens

Por Josivan Barbosa

Pouco mais de 9 milhões de brasileiros foram empurrados para baixo da linha de pobreza em 2015 e 2016, reflexo da deterioração do emprego e da renda. Desses, algo como 5,4 milhões tornaram-se extremamente pobres (ou miseráveis).

As linhas de cortes foram as usadas pelo Banco Mundial e pelo IBGE: US$ 1,90 per capita por dia (R$ 133,72 mensais) para extrema pobreza e US$ 5,50 por dia (R$ 387,07 mensais) para a pobreza moderada.

Quem mais sofreu com o aumento da pobreza foram as crianças e os adolescentes. Dos 42,2 milhões de pessoas de zero a 14 anos de idade, metade vivia em situação de pobreza no país em 2016.

Essa incidência maior sobre crianças e adolescentes é particularmente trágico e compromete o futuro do país.

Analfabetismo diferenciado no Nordeste

Os últimos dados do IBGE revelam que as oportunidades educacionais no país variam muito dependendo da localização. No Nordeste, a taxa de analfabetismo é de 14,8%, o dobro da nacional. O analfabetismo nordestino também é quase quatro vezes maior do que as taxas estimadas para as regiões Sudeste (3,8%) e Sul (3,6%), que exibem os melhores indicadores.

Dos 11,8 milhões de analfabetos, 6,5 milhões estão na região Nordeste, o que significa metade do total nacional.

Previdência

Na avaliação da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), o texto da Reforma da Previdência suprime a expressão “trabalhadores rurais”, o que, na avaliação da entidade, significa que não haverá mais a garantia na redução da idade de aposentadoria, de forma equivalente, para os assalariados rurais e agricultores familiares.

Os assalariados rurais (cortadores de cana, diaristas comumente denominados boias-frias) deverão se aposentar com a mesma idade dos trabalhadores urbanos. Esses trabalhadores, que já são excluídos do acesso à aposentadoria devido ao trabalho informal, com a elevação da idade, terão ainda mais dificuldades de se aposentar devido ao trabalho penoso que exercem diuturnamente debaixo de sol e chuva, que lhes esgota prematuramente a capacidade laboral.

Semi-presidencialismo

O texto já foi discutido com Temer, senador-presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no início de novembro.

De acordo com o texto a escolha do primeiro-ministro deverá recair, preferencialmente, sobre um membro do Congresso. Ou seja, poderá ser da Câmara, do Senado, ou até mesmo do Judiciário.

Caberá ao primeiro-ministro a articulação político-administrativa, a coordenação dos ministérios, presidir reuniões ministeriais e aconselhar o presidente sobre nomeações de cargos públicos. Estados e o Distrito Federal poderão adotar o modelo.

Eleições 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou 10 resoluções que devem nortear as eleições de 2018. Os temas incluem calendário do pleito, cronograma operacional, lacres de segurança, pesquisas eleitorais, registros de candidaturas, pedidos de resposta, assinaturas digitais, prestação de contas, propaganda eleitoral e atos preparatórios. Ficaram de fora da análise do plenário da Corte três temas importantes – o voto impresso, as “fake news” e o financiamento de campanha pelo próprio candidato, o chamado autofinanciamento.

MDB

Dois motivos contribuíram para o esvaziamento da convenção do PMDB (agora MDB), além da data pouco propícia, próxima às festas de fim de ano. Um deles diz respeito às eleições presidenciais de 2018. O atual presidente do partido, senador Romero Jucá, queria aprovar uma resolução proibindo alianças eleitorais com o PT. As bancadas do Norte e Nordeste ficaram contra a medida, pois ainda consideram a hipótese de apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O segundo motivo do boicote é dinheiro. A bancada de deputados, especialmente, está enfurecida com a cota de R$ 200 mil que a direção do partido pensa destinar a cada parlamentar. A concorrência, sobretudo dos partidos médios, acena para seus deputados com R$ 2 milhões ou mais. O MDB fazia mais sentido quando era uma frente partidária que abrigava desde o Partidão e o PCdoB, proibidos durante a ditadura, até egressos da UDN, à direita.

Lula faz planos para novo governo

O ex-presidente Lula (PT) recebeu jornalistas em seu instituto na última quinta-feira (21), em São Paulo, e conversou por duas horas e meia em um café da manhã. Ao lado do coordenador-geral de seu programa de governo, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), o ex-presidente fez um rascunho do que poderá ser um eventual terceiro mandato.

O petista defendeu a retomada da política de valorização do salário mínimo, o papel do Estado como investidor e indutor do crescimento, a expansão do crédito, a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos e a federalização do ensino médio. Lula defendeu a responsabilidade fiscal e disse que aprendeu em casa, com sua mãe, a não gastar mais do que tem.

Haddad

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad será o coordenador-geral do programa de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2018, caso o petista possa concorrer. Além de Haddad, o presidente da Fundação Perseu Abramo, Márcio Pochmann, e o ex-deputado Renato Simões integrarão a coordenação.

Haddad foi cotado para ser o vice de Lula, para disputar o governo de São Paulo ou para uma vaga no Senado, mas o ex-prefeito enfrenta resistência de dirigentes petistas e não deve concorrer a um cargo eletivo em 2018. O ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner tem a simpatia da direção do PT para ser vice de Lula – e um eventual “plano B”, se o ex-presidente não puder concorrer.

Ceará

Uma aliança eleitoral no Ceará poderá reunir, em um mesmo palanque, o ex-governador Cid Gomes (PDT) e o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB), seu inimigo político nos últimos quatro anos.

Cid e Eunício cogitam a possibilidade de serem candidatos ao Senado em 2018 na chapa para reeleição do atual governador Camilo Santana, petista ligado politicamente aos Ferreira Gomes no Estado.

Cid Gomes é um dos que poderiam se beneficiar da aliança, ocupando a segunda vaga ao Senado.

Bolsonaro

O PSL negou a possível filiação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao partido para concorrer à presidência da República em 2018. Por meio de nota, a legenda alegou que há incompatibilidade de ideais entre a sigla e o parlamentar para justificar o motivo da não filiação. O PSL classificou Bolsonaro como um representante do “autoritarismo” e da “intolerância” tanto na economia quanto nos costumes.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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sábado - 27/08/2016 - 10:45h
Campanha 2016

Em meio à crise política, candidatos do PT disfarçam partido

Do portal G1

Candidatos a prefeito pelo PT em parte do país têm trocado o tradicional vermelho por outras cores e escondido o principal símbolo do partido: a estrela.

Adversários políticos dos petistas dizem que os candidatos têm adotado essa estratégia para descolar as imagens deles da sigla.

Desgastado em razão do processo de impeachment de Dilma Rousseff e dos escândalos da Operação Lava Jato, o PT terá, nesta eleição, quase metade dos candidatos a prefeito em comparação com 2012: 992.

O PT de São José dos Campos-SP ficou azul com toque amarelo (Foto: Reprodução)

Em São José dos Campos (SP), o prefeito e candidato à reeleição Carlinhos Almeida decidiu trocar o vermelho pelo azul e pelo amarelo (cores características do rival PSDB). Também aboliu a estrela; no lugar, há um coração.

“Fui eleito por uma aliança de diferentes forças e nossa candidatura à reeleição também é fruto da união da várias visões em favor de São José. Assim como na eleição passada, nossas cores representam isso. Eu e o Dr. Macedo Bastos lideramos um grupo de dez partidos unidos sob a bandeira da cidade”, afirma o candidato.

Em Maceió, o candidato Paulão abusa do amarelo e do roxo na página da campanha no Facebook. A estrela não recebe destaque. Só o número 13 é que figura em vermelho. Trata-se de um visual bem diferente da página oficial do candidato, que é deputado federal, onde a estrela do PT ocupa o centro da foto, maior inclusive que a imagem dele.

Ideais petistas

“Existe uma tendência na suavização das cores no material de campanha. É uma questão gráfica, que vem evoluindo com o passar do tempo. Mas não tem nada a ver com ruptura ou desvinculação com a imagem do partido. O candidato continua firme nos ideais petistas. Ele, inclusive, sempre que pode, faz questão de utilizar as cores do partido durante as convenções ou encontros partidários”, afirma a assessoria de Paulão.

Em Londrina (PR), a campanha do candidato Odarlone Orente também não destaca a estrela. Ela aparece acanhada antes do cargo que ele pretende ocupar, assim como em outras cidades, em que a estrela aparece quase imperceptível no nome dos candidatos.

Em Brusque-SC, o PT quase não é percebido como partido na propaganda (Foto: reprodução)

Procurado, Orente diz que o círculo em volta do número representa a “infinitude, a relação que não se rompe e a aliança que quer ter com a cidade”. “A estrela a gente vai continuar utilizando, ela está no material e continuará sendo utilizada. Até porque o candidato é do PT, não tem como fugir disso. Sou filiado desde 1999.”

Sobre as tonalidades usadas ao fundo (laranja e amarelo), diz que representa um novo “amanhecer”, que ele e sua equipe querem para a cidade.

“A campanha buscou fugir do tradicional, é uma campanha jovem, por isso há algumas cores diferentes”, afirma ele, que ressalta, no entanto, que “em nenhum momento foi descaracterizado o partido”. “Não há como dissociar a minha figura do Partido dos Trabalhadores.”

Decisão de comum acordo

Em Brusque, o candidato Gustavo Halfpap também não usa o vermelho nem sequer no número. A estrela também não aparece. “Nós fizemos assim porque são as cores da nossa cidade. Também temos uma coligação com outros partidos, o PV, o PTC. Foi uma decisão de comum acordo e orientada pela nossa equipe de marketing. São as cores da nossa cidade”, diz.

Propaganda de Haddad encolheu número e diminuiu impacto do vermelho (Foto: reprodução)

Em São Paulo, o atual prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad divulgou a foto da campanha com uma estrela tímida dentro do 13 apenas. Mas outros materiais, como adesivos, apareceram depois com a estrela em destaque.

Questionado na quinta (25) se o PT pediu que a estrela fosse ampliada, Haddad afirmou: “Não houve nada disso. A decisão é sempre minha”. “Eu que tomo decisão sobre o layout da campanha.” Perguntado por que resolveu colocá-la pequena dentro do número, disse: “Tomei [a decisão] porque quis. Achei que ficou bonito assim.”

Contraponto

Essa não tem sido a tônica em todos os estados, no entanto. Em Fortaleza (CE), a candidata Luizianne Lins não só preserva a estrela, como utiliza várias delas. Também faz questão do vermelho-símbolo.

Na propaganda gratuita da TV, aparece, inclusive, entrando em um Fusca vermelho com o vice.

Em Fortaleza-CE e Boa Vista-RR a coragem de ser o que é e enfrentar tempestades (Foto: reprodução)

Em Boa Vista (RR), o professor Roberto Ramos também não abandonou o vermelho nem a estrela, pelo contrário.

Avaliação do PT

O vice-presidente nacional do PT, José Guimarães, diz que adotar uma tática de esconder os símbolos do partido é “dar um tiro no pé”.

“Essa é uma guerra que alguns setores da mídia querem fazer, que há gente escondendo a estrela. Se alguém estiver fazendo isso, é uma burrice, porque o partido, mesmo com todo o massacre em cima, para surpresa de alguns e tristeza dos mais conservadores está na frente em todas as pesquisas. Portanto, é uma burrice usar essa estratégia. O Lula é o maior transferidor de votos no Nordeste e em várias partes do Brasil.”

“Se o Haddad tiver que se eleger prefeito, e eu acho que ele vai crescer e vai conseguir, ele vai se eleger todo mundo sabendo que ele é do PT. Ninguém nega o que é na vida.”

Veja matéria originalmente na página do G1 clicando AQUI.

Nota do Blog – Em Natal, a chapa deputado Fernando Mineiro (PT)-advogada Carla Tatiane (PCdoB) também suaviza a estrela e o vermelho, que fazem parte da simbologia petista.

Apresentam-se em fotografia oficial da campanha sem eles.

Fernando e sua vice: tudo branco, sem estrela, sem o vermelho (Foto: divulgação)

A aposta é num branco límpido, quase diáfano.

O marketing pode muito, mas não pode tudo. Essa camuflagem pode até atenuar o impacto das nuvens carregadas sobre o partido, mas não é capaz de milagres.

O PT tem que enfrentar a tempestade de cabeça erguida, cara limpa, com estrela e seu vermelho, apresentando o que tem de positivo e fazendo um mea culpa.

Errou, errou muito, mas também tem suas virtudes. Precisa refletir sobre tudo, parando de se escorar no velho complexo de transferência de culpa.

Quando o partido completava 24 anos em 2003, Lula chegou a afirmar:

– Nós não podemos errar, não temos o direito de errar e não temos o direito de fracassar. (Veja AQUI).

Errou ele, errou o PT.

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
terça-feira - 02/07/2013 - 09:30h
Protestos

Classe política está posta contra a parede

Pesquisas mostram que figuras graúdas da política brasileira, em posição de comandam, estão em queda livre em termos de conceito popular. Dentro do previsto, por quem tem o mínimo de bom senso.

Como já escrevi aqui, tentando decifrar os movimentos populares nas ruas do Brasil, os protestos não são contra a presidente Dilma Rousseff (PT) ou o PT.

O “basta” é contra um modelo que eles também encarnam.

Dilma e Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, são farinha do mesmo saco na visão do povo.

Todos caíram nas pesquisas.

Geraldo Alckmin, 14 pontos; Fernando Haddad (PT), prefeito paulistano, 16 pontos; Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro, 30 pontos.

O prefeito carioca Eduardo Paes (PMDB) também despencou. Decaiu 20 pontos.

A presidente Dilma não poderia ficar atrás, apesar do esforço político e de marketing, vendendo “facilidades”. Despencou 27 pontos percentuais.

A manjada e modorrenta classe política brasileira está acuada e posta contra a parede.

Sujos e mal-lavados.

 

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sexta-feira - 31/08/2012 - 15:45h
Congresso em Foco

Veja como está disputa a prefeito nas capitais brasileiras

Segundo as últimas pesquisas, tucanos lideram a disputa em seis prefeituras, mas perderam São Paulo, a joia da coroa. Já o PSB, aproximou-se de seu principal objetivo: eleger o prefeito de Recife.

Enquanto Celso Russomano (PRB) isola-se na liderança, Fernando Haddad (PT) cresce e já começa a ameaçar o segundo posto de José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo.

Esse é o quadro registrado na última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no dia 29 de agosto.

O quadro provoca arrepios de preocupação nos tucanos. Na evolução das pesquisas, à medida em que vai chegando o dia das eleições, Serra saiu de uma condição de liderança isolada para perder o primeiro lugar para Russomano e, agora, começar a ver ameaçada mesmo a possibilidade de sua posição no segundo turno.

Apesar da perda de terreno em São Paulo, o PSDB ainda é o partido que lidera as pesquisas na maior parte das capitais brasileiras.

Veja AQUI um passeio completo pelas campanhas nos estados.

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Categoria(s): Eleições 2012
quarta-feira - 27/06/2012 - 07:02h
'Genialidade'

‘Jogada’ de Lula atraindo Maluf causa estrago no PT

Blog do Josias de Souza (UOL)

O gênio muitas vezes esbarra no erro e passa adiante sem desconfiar que o erro é o erro. Só o idiota, com sua espantosa clarividência, é capaz de olhar para o erro e exclamar: ‘Ali está o erro.’

Lula, por genial, não farejou o erro ao posar para fotos ao lado de Maluf. Sorriu para o erro, apertou a mão do erro, empurrou o erro para perto do pupilo Haddad e fechou um acordo eleitoral com o erro.

O Datafolha foi ao meio-fio para saber quanto custa o lulocentrismo malufista do PT. O preço é alto: para 62% dos eleitores, o petismo agiu mal ao buscar o apoio do erro. A rejeição é maior entre os partidários do PT: 64% de desaprovam.

Muitos partidos sofrem de falta de miolos. O PT vive o mesmo drama, mas com uma cabeça só. Por um minuto e pouco de tempo de tevê, o gênio é capaz de entregar a alma ao erro com uma fluorescente aura de genialidade.

Veja detalhes da pesquisa clicando AQUI. Lula, em mais uma investida de sua “política de resultados”, causa estrago. Já Luíza Erundina (PSB), que não aceitou ser  vice de Fernando Haddad (PT), devido o apoio de Paulo Maluf (PP), recebe apoio pelo gesto de 67% dos entrevistados.

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quarta-feira - 20/06/2012 - 07:48h
Belo exemplo

Luíza Erundina condena lógica do “vale-tudo” na política

A deputada federal Luiza Erundina (PSB/SP) desistiu oficialmente de ser vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT/SP) à Prefeitura de São Paulo.

Uma gotinha de bom senso e dignidade no pantonoso ambiente político brasileiro. A doce Uiraúna, na Paraíba, cidade-berço de Erundina, deve estar toda prosa e orgulhosa com sua filha ilustre.

Hoje, Luíza Erundina dá entrevista ao Estadão e justifica sua posição política. Pondera que a foto de Lula (PT) ao lado de Haddad e de Paulo Maluf (PP) lhe causou “repulsa”. E mais: admite que a pressão recebida através das redes sociais (novamente a Internet mostrando sua força) foi decisiva à decisão.

Por Christiane Samarco, no Estadão:

A foto do ex-presidente Lula com o deputado Paulo Maluf nos jardins pesou na decisão?

A aliança com esse sistema político exaurido que está aí é norma mesmo quando não há identidade ideológica. Mas a foto provocou repulsa, uma reação em cadeia. Fui bombardeada nas redes sociais.

Lula agiu mal ao fazer o gesto de visitar o ex-prefeito Maluf em sua casa?

O gesto de Lula foi ruim. Nós que temos história de militância temos responsabilidade de qualificar o processo eleitoral, temos que ter um cuidado para não estragarmos a prática política.

O que a senhora quis sinalizar com a sua saída da chapa?

Engrandecer este homem no momento em que queremos passar a limpo o regime militar, o regime da ditadura, não dá, não dá. O Maluf atuou na ditadura e quando eu fui prefeita, 22 anos atrás, encontrei uma vala clandestina no cemitério de Perus, com 1049 corpos, sendo cinco corpos de desaparecidos políticos… Subir no palanque com ele, não vou.

Não dava para permanecer na chapa…

Não permanecer na chapa é não aceitar a lógica política do vale-tudo que predomina no país todo. Isso só se resolve com reforma política, mas política tem um simbolismo. Eu faço política com uma preocupação de ordem pedagógica. Tanto podemos educar como deseducar. Nós da geração que está passando não podemos aceitar práticas políticas condenáveis que afastem a juventude do processo político.

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segunda-feira - 18/06/2012 - 22:40h
Novos tempos

Lula ensina o PT a conjugação do verbo “malufar”

Lula, Haddad e Maluf: política de resultados

A chegada de Paulo Maluf (PP) ao palanque do PT é uma espécie de consagração do verbo “malufar”, agora na versão petista.

Petismo, sinônimo de malufismo. Ou vice-versa.

Hoje, o ex-presidente Lula da Silva (PT) posou (veja foto) ao lado do pré-candidato a prefeito de São Paulo-SP pelo PT, Fernando Haddad, saudando o reforço de Maluf.

Há algum tempo, Maluf era sinônimo de corrupção e a besta-fera aos olhos do petismo. Hoje, cabe até uma poesia para passar uma borracha no passado.

“Lula, que detestava Maluf, que odiava Lula, mas que agora estão juntos porque não existe mais direita e esquerda”. É uma poesia de resultado.

O ex-presidente Lula levou para a política partidária o modelo do “sindicalismo de resultados” que imperou nas relações entre trabalhadores e patrões em São Paulo, durante muitos anos. O que não é a mesma coisa. Parece, mas não é.

Na política sindical, o importante era ganhar; na política partidária, fundamental é vencer a qualquer preço.

Bem, depois que Maluf disse que “não existe mais direita e esquerda”, para amparar a aliança com Lula e o PT, falta apenas esperarmos que as montadoras fabriquem carros sem sinaleiras. Não é preciso sentido de direção.

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quinta-feira - 31/05/2012 - 19:28h
Sucessão

PSB não apoiará PT, em SP; em Mossoró, terá o vice

Do UOL

O diretório municipal do PSB em São Paulo decidiu, em reunião na noite desta quarta-feira (30), que vai lançar uma candidatura própria nas eleições deste ano na capital paulista. De acordo com o presidente da sigla em São Paulo, vereador Eliseu Gabriel, está descartado o apoio do partido a outra candidatura no primeiro turno.

A decisão final, no entanto, será da Executiva Nacional do PSB que ainda tenta fechar aliança com o PT, do pré-candidato Fernando Haddad.

“Decidimos por uma candidatura própria. Ainda estamos conversando com outras siglas, mas a princípio está descartada sim a possibilidade de apoiarmos outro candidato no primeiro turno”, afirmou o vereador.

Nota do Blog – E o PT de Mossoró?

O partido recuou da decisão de ter candidato próprio, porque a Executiva Nacional ‘recomendava’ aliança com o PSB, para em São Paulo receber desse partido o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) a prefeito.

Em São Paulo, PT e PSB não devem se juntar.

Em Mossoró, o PT caminha para indicar o professor Josivan Barbosa a vice de Larissa Rosado (PSB), após passar vários meses dizendo que em hipótese nenhuma faria essa composição, além de considerá-la “um atraso”.

Vá entender.

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segunda-feira - 21/05/2012 - 16:48h
Acordo maior

Folha confirma que PT de Mossoró está ‘negociado’

Na edição de hoje do jornal Folha de São Paulo, a coluna Painel informa que as cúpulas nacionais do PT e do PSB voltam a se reunir nesta semana para discutir a aliança em torno de Fernando Haddad em São Paulo.

O pacote que os petistas pretendem oferecer em troca do acordo inclui apoio a candidatos pessebistas em Macapá (PA), Boa Vista (RR), Duque de Caxias (RJ) e Mossoró (RN).

Da lista de pedidos de Eduardo Campos (governador de Pernambuco), só João Pessoa (PB) ficará de fora, acrescenta a ´Folha´.

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sexta-feira - 11/05/2012 - 01:23h
Estava escrito

PT nacional decide retirar postulação de Josivan Barbosa

Da Folha On Line

Para impulsionar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, a Executiva Nacional do PT editou nesta quinta-feira (10) uma resolução que exige que as alianças em cidades com mais de 200 mil eleitores sejam homologadas por ela antes do registro. O texto deve ser aprovado em reunião do Diretório Nacional no dia 18, em Porto Alegre.

A medida tem como objetivo principal desfazer nós em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro — cidades em que há disputa entre os diretórios locais, que querem candidatura própria, e a direção nacional, favorável a uma aliança com o PSB.

O apoio do PT às candidaturas socialistas nas duas cidades é parte da condição do PSB para que o partido apoie Haddad em São Paulo.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, após reunião da Executiva em São Paulo.

“Temos uma disposição aprovada hoje que diz que, nas cidades com mais de 200 mil, as chapas deverão ser antes dos registros homologados pela Executiva Nacional, justamente para não ter que provocar intervenção”, afirmou. “Foram avocados Mossoró e duque de Caxias.”

Veja material original clicando AQUI.

Nota do Blog – Quem acompanha o Blog do Carlos Santos deve lembrar que postamos matéria no início da semana (segunda-feira, 7), antecipando que uma decisão dessa ordem seria tomada nessa quinta-feira (10).

Simplificando: a postulação a prefeito pelo PT mossoroense, do professor Josivan Barbosa, seria amputada de cima para baixo. E assim deverá ocorrer.

Veja a postagem sobre essa previsão, clicando AQUI.

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terça-feira - 17/04/2012 - 19:51h
Valor Econômico

Mossoró vira alvo de disputa PT-PSB contra bastião do DEM

Cristian Klein (Valor Econômico On Line)

A cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, tem 159.030 eleitores. Pode parecer alvo pouco interessante para os objetivos nacionais de um partido, mas virou uma questão de honra que envolve PT, PSB e DEM na eleição municipal deste ano e está atrapalhando uma candidatura a 2.804 quilômetros de distância dali: a do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), na capital paulista.

Apesar das tentativas da cúpula nacional, o PT potiguar insiste em lançar nome próprio à prefeitura de Mossoró, o que dificulta os planos de uma troca de apoio que leve o PSB a se engajar numa coligação com Haddad, em São Paulo.

Em reunião ontem na capital, Natal, com o secretário nacional de organização do PT, Paulo Frateschi, o reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Josivan Barbosa, manteve a disposição de levar diante sua candidatura.

Embora com colégio eleitoral modesto, Mossoró é repleta de simbologia e rivalidade que despertam a cobiça tanto do PSB quanto do PT local.

Maior produtora de petróleo em terra do país, é a única cidade entre as 118 maiores do país, com mais de 150mil eleitores, que ainda é governada pelo DEM, depois que a legenda definhou com a criação do PSD pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O município representa como poucos a imagem de um dos últimos bastiões da segunda maior sigla de oposição.

Há décadas Mossoró é dominada pelo DEM e é a terra natal do presidente nacional do partido, o senador José Agripino Maia. Também é a cidade cuja prefeitura já foi controlada por três mandatos pela atual governadora Rosalba Ciarlini Rosado (DEM), única do partido a comandar hoje um Estado.

Mais do que do DEM, Mossoró é um feudo dos Rosado. A prefeitura é administrada por Fafá Rosado, prima do marido da governadora, o ex-deputado estadual Carlos Augusto, líder do grupo. A vice-prefeita também é da família: Ruth Ciarlini, irmã da governadora.

Os Rosados são hegemônicos desde 1948. Sendo quase impossível vencer sem ter o sobrenome, a oposição também é da família. Larissa Rosado é filha de Sandra Rosado, líder do PSB na Câmara dos Deputados e adversária da ala do clã filiada ao DEM.

Larissa aparecia, em dezembro, na liderança das intenções de voto, com 37%, à frente da provável candidata do DEM, a vereadora Claudia Regina. O reitor Josivan Barbosa, de acordo com o instituto Consult, registrava apenas 0,5%.

Mossoró era uma das cidades em que o PT mais confiava em ceder ao PSB para obter apoio em São Paulo. Caso se confirme, ela se juntará a Campinas e João Pessoa, cujos diretórios municipais já escolheram seus candidatos e a situação dificilmente será alterada pela cúpula petista.

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Categoria(s): Política
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