quinta-feira - 28/05/2020 - 09:00h
Fiscalização

Deputados cobram informações sobre recursos contra Covid-19

A comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte discutiu nessa quarta-feira (27), gastos realizados pelo Governo do Estado com relação ao enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e também possíveis mudanças no estatuto da Agência de Fomento do Estado (AGN). Os parlamentares cobram informações.

Comissão fez questionamentos quanto a recursos, cargos e mudanças na AGN (Foto: João Gilberto)

A comissão vai encaminhar ofício ao Executivo solicitando dados, além de convidar representante da AGN para tratar sobre as mudanças no órgão. Durante o encontro, os parlamentares relataram diversas matérias que tramitam na casa e levantaram questionamentos sobre gastos do Executivo. O presidente da comissão, deputado Kelps Lima (Solidariedade), abordou as dúvidas sobre os gastos do Rio Grande do Norte com o Consórcio Nordeste durante o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Segundo o parlamentar, o pagamento antecipado de R$ 5 milhões por respiradores que até hoje não foram entregues, precisa ser esclarecido.

“A notícia que temos é de R$ 5 milhões ainda perdidos, mas sugiro à comissão que façamos um ofício à governadora Fátima Bezerra, já que os auxiliares não respondem os nossos ofícios, para que o Governo responda formalmente sobre os detalhes dessa compra e quanto foi gasto, até o momento, com o consórcio. Queremos saber os valores e os benefícios que ele trouxe, que até agora não vimos”, disse o deputado, que recebeu o aval dos deputados Ubaldo Fernandes (PL), José Dias (PSDB), Tomba Farias (PSDB) e Getúlio Rêgo (DEM) para o encaminhamento do ofício.

Mais questionamento

Além desse questionamento, os membros da comissão também decidiram fazer questionamento formal à AGN sobre mudanças no estatuto do órgão. Segundo Tomba Farias, foram criados cargos, como o de diretor de Planejamento e Controle, com altos salários, e ocorreu a ampliação dos mandatos dos gestores de 2 anos para 3 anos.

“Há relatos de salários superior até a R$ 20 mil, o que eu ainda não tenho a confirmação, mas esse tipo de mudança não pode ocorrer dessa maneira, ainda mais nesse período”, criticou Tomba Farias.

O deputado José Dias se somou ao pleito do companheiro de partido e disse que os deputados devem, caso não consigam sustar essas mudanças através do diálogo, buscar a reversão até mesmo na Justiça.

“Qualquer movimento para agasalhar apaniguados é bárbaro, ainda mais nesse momento. É um desatino. Temos que denunciar e, caso chegue ao extremo, entrarmos com ação na Justiça”, disse José Dias.

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Categoria(s): Política / Saúde
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