quinta-feira - 18/06/2020 - 23:00h
Em Atibaia

“Queiroz” é preso; decisão mostra sua influência com milícias

Do Globo News

A Globo News teve acesso à íntegra da decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, que autorizou a prisão de Fabrício Queiroz, que ocorreu nesta quinta-feira (18), no interior de São Paulo, em Atibaia. Ele faz parte de um enredo nebuloso que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como desvio de remuneração de assessores à época em que o congressista era deputado estadual no RJ.

Momento em que a polícia entra na casa onde estava Fabrício Queiroz em Atibaia (Foto: arquivo pessoal)

Entre os principais destaques estão a influência de Queiroz com milicianos no Rio de Janeiro, repasses de ex-assessores para conta de Queiroz no valor de R$ 2.039.656,52 e saques na conta do investigado que totalizam quase R$ 3 milhões (veja mais detalhes abaixo).

Segundo o Ministério Público, a atuação de Fabrício Queiroz não se limitava a arrecadação dos valores junto aos demais assessores, já que o investigado também transferia parte dos recursos para o patrimônio familiar do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Em 2011, a conta bancária de Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, mulher de Flávio, recebeu pelo menos um depósito em espécie no valor de R$ 25 mil. Segundo o despacho, quem fez o depósito foi Fabrício Queiroz.

Documentos apreendidos na casa de Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Queiroz, demonstram que ela recebeu, pelo menos, R$ 174 mil em espécie. Segundo o juiz, esse dinheiro não tinha origem conhecida e foi com ele que Márcia pagou as despesas médicas de Queiroz no Hospital Israelita Albert Einstein.

Dinheiro em espécie

O juiz cita que boletos dos planos de saúde de Flávio Bolsonaro e da mulher dele foram pagos em espécie, mas o dinheiro não saiu das contas deles.

Decisão afirma que Queiroz, mesmo escondido em Atibaia, ainda tem influência sobre milicianos no Rio de Janeiro. Um dos milicianos citados pelo juiz era o ex-capitão de Operações especiais do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, denunciado em 2019, e morto na Bahia.

Queiroz também é mencionado sobre sua influência política para pleitear nomeações em cargos comissionados, chegando ao ponto de ter sido comparado pela mulher dele a um “bandido preso dando ordens fora da cadeia”.

Em uma conversa telefônica com a mulher dele, Fabrício promete interceder junto a milicianos pessoalmente quando estivesse no Rio – demonstrando sua periculosidade por ainda manter influência sobre o grupo criminoso.

Ao citar matéria do jornal ‘O Globo’ de outubro e 2019 citando áudio atribuído a Queiroz no qual ele comentava com um interlocutor sobre cargos políticos no senado, a filha do ex-assessor, a personal trainer Nathália Queiroz, escreveu uma mensagem para a madrasta: ‘Meu pai não se cansa de ser burro, né’?

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Categoria(s): Política
sábado - 28/03/2020 - 19:59h
Embaraços

Juíza veta campanha contra isolamento; governo nega autoria

Do UOl, Record News, Exame e Blog Carlos Santos

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou, em caráter liminar, que o governo federal não veicule em meios de comunicação a campanha publicitária “O Brasil não pode parar”, que defende a suspensão do isolamento social como estratégia para o combate à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Material produzido por agência de Brasília, com brasão do governo, foi negado por Secom (Reprodução BCS)

A medida foi pedida ontem pelo MPF (Ministério Público Federal) e concedida pela juíza federal Laura Bastos Carvalho, no plantão judiciário. A decisão barra propaganda do governo que não tenha embasamento técnico do Ministério da Saúde e científico.

A juíza ainda sustenta que a campanha põe em risco do direito constitucional da população à saúde e que sua adoção pode levar a um colapso da rede de saúde. Em caso de descumprimento por parte do governo federal, a juíza determina multa de R$ 100 mil.

O outro lado confuso

Em nota divulgada à imprensa, Secretaria Especial de Comunicação Social(SECOM) afirma que um vídeo que circula nas redes sociais e que foi divulgado por alguns veículos de imprensa é uma fake news.

Mas adiante, a mesma nota entra em contradição. “Trata-se de vídeo produzido em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom”.

Filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador carioca Flávio Bolsonaro (Republicano) divulgou vídeo da campanha em suas redes sociais.

Milhões sem licitação

A empresa brasiliense iComunicação Integrada foi contratada por R$ 4.897.855,00 reais essa semana, com dispensa de licitação, para “disseminar informações de interesse público à sociedade, por meio de desenvolvimento de ações de comunicação”.

A campanha, que o governo nega, mas destinou recursos para esse fim, entrou no ar conflitando com orientação do próprio Ministério da Saúde, que defende o isolamento social.

Leia também: Governo federal faz campanha contra isolamento;

Leia também: Prefeito comanda volta ao trabalho; 4.474 pessoas já morreram.

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Categoria(s): Administração Pública / Comunicação / Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Saúde
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