sábado - 24/09/2022 - 23:20h
Brasileirão

ABC empata em Florianópolis e vai decidir título da Série C

Já classificado para acesso à Série B do Brasileirão do próximo ano, o ABC de Natal confirmou o primeiro lugar em seu grupo e avanço para a final da Série C 2022, ao empatar em 0 x 0 fora de casa, à tarde deste sábado (24).

O jogo foi contra o Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC).

Com o resultado, o ABC chegou aos 12 pontos, garantiu a liderança do grupo e também a vaga na decisão.

Agora, aguarda quem será o adversário na briga pelo título. Mirassol (SP), Botafogo (SP) e Aparecidense (GO) estão no páreo e nesse domingo rodada final do grupo apontará classificação.

O Figueirense, com sete pontos, terminou a segunda fase do campeonato em terceiro lugar e vai disputar a Série C novamente em 2023.

O Vitória (BA) é que ficou com a segunda colocação e acesso à Série B 2023, ao empatar em 1 x 1 hoje com o Paysandu (PA), fora de seus domínios. O time paraense ficou na última colocação.

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Categoria(s): Esporte
segunda-feira - 01/06/2020 - 09:26h
Governo Federal

Rosalba segura milhões que devem ser de luta contra Covid-19

Por Magnos Alves (Portal do Oeste)

A omissão da Prefeitura de Mossoró no combate ao novo coronavírus pode ser apontada elencando as poucas ações realizadas até o momento e também através dos números. Dados do Portal da Transparência da própria Prefeitura de Mossoró mostram que está sobrando recursos e faltando iniciativas para impedir que o município continue registrando avanço de casos confirmados e mortes por covid-19.

Conforme os dados oficiais, Mossoró tem R$ 11.258.187,14 para ações de combate ao coronavírus nas áreas de saúde e de assistência social. Recursos disponibilizados entre 30 de março e 25 de maio, segunda-feira passada. Veja a lista na imagem abaixo.

Mas apesar dos recursos fartos, a Prefeitura de Mossoró aplicou menos de R$ 2,5 milhões em ações de combate ao novo coronavírus ou de assistência social às famílias mais vulneráveis. Foram exatos R$ 2.410.177,40, equivalentes 21,4% do montante disponível.

Veja a lista de despesas na imagem abaixo.Subtraindo as despesas das receitas, a Prefeitura de Mossoró ainda tem em caixa quase R$ 9 milhões para o enfrentamento à covid-19. Exatos R$ 8.848.009,74.

Os dados oficiais mostram que sobram recursos e faltam iniciativas de enfrentamento à pandemia. Não foi por acaso que Mossoró chegou, até às 23 horas da última sexta-feira (29), a 58 óbitos por covid-19 e 1.065 casos confirmados da doença.

O Portal do Oeste/Blog do Magnos solicitou informações anteriormente da Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró sobre a aplicação desses recursos.

A resposta foi que as informações estavam no Portal da Transparência.

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Nota do Blog – Um caso de grande êxito no combate à pandemia no Brasil vem de Florianópolis-SC e do seu prefeito, Gean Loureiro (DEM). Ele faz exatamente o inverso da prefeita de Mossoró que, estranhamente, segura recursos próprios e de transferência federal, em meio à agonia de incontáveis famílias:

– “Não aguardamos nem governo federal nem estadual. A prefeitura usou recursos próprios para enfrentar uma batalha. Nosso trabalho de flexibilização não pode ser sem controle. É assim que trabalhamos aqui. Uso da ciência e da técnica, preservando vidas. Flexibilizando, mas se voltar a crescer os casos, agimos”, disse o prefeito Gean Loureiro à rede CNN, nesse sábado (30) – veja AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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domingo - 31/05/2020 - 10:12h
Boas práticas

Capital atinge três semanas sem mortes pela Covid-19

Conheça como cidade lida com o problema da pandemia e o porquê de resultados tão satisfatórios

Por Rosana Félix (Gazeta do Povo)

Em meio a milhares de mortes Brasil afora causadas pela Covid-19, Florianópolis tem se destacado como exemplo positivo no controle de casos. Favorecida geograficamente, com acesso principal por uma ponte que a liga ao continente, a capital catarinense foi uma das primeiras a criar restrições para conter o avanço do coronavírus. Junto com investimentos, tanto em ações básicas como outras inovadoras, as medidas deram resultado: por mais de três semanas, desde 4 de maio, o número de mortes permanece estável em um total de 7.

Florianópolis, que tem população estimada de 500 mil pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem até a tarde desta quinta-feira (28) um acumulado de 691 casos confirmados, dos quais 12 internados, 92 com o vírus ativo e sob acompanhamento, 7 mortos e 592 recuperados. Havia ainda outros 1.540 casos em análise. Esse número elevado revela uma estratégia que o Brasil não conseguiu executar: testagem em massa.

Avenida Paulo Fontes, Largo da Alfândega e Mercado Público em Florianópolis (Foto Cristiano Andujar)

“Desde o começo adotamos testes em massa. Enquanto na maioria dos locais só se testavam pessoas em situação grave, sempre testamos os contaminados, suspeitos e contatos. Isso nos permitiu ter todos os casos diagnosticados e determinar o isolamento”, afirmou o secretário municipal de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva.

Segundo ele, inicialmente eram feitos testes moleculares (PCR-RT) pelo Laboratório Central (LACEN) de Santa Catarina. Em abril, foram adquiridos 30 mil testes. “Seguimos o modelo da Coreia. Fizemos teste PCR para todo suspeito caso estivesse entre um a sete dias do início dos sintomas; se os sintomas tivessem aparecido antes, fazíamos o teste rápido, e com todos os contatos que o caso suspeito teve”, acrescentou.

Com essa estratégia, Florianópolis tem até 28 de maio um total de 5.463 casos notificados, dos quais 3.232 mil descartados. Foram feitos testes no aeroporto e rodoviária. Nos supermercados, foi exigida a aferição de temperatura dos clientes a partir de 27 de abril.

Isolamento para conter a Covid-19

Outro fator do sucesso foi o isolamento precoce, diz Justo da Silva. Os primeiros casos confirmados em Florianópolis foram divulgados em 12 de março.

No dia seguinte, a prefeitura já baixou determinações contra aglomerações, proibindo o uso de ar condicionado em escolas e no transporte coletivo, e determinando disponibilização de álcool em gel em estabelecimentos, ventilação adequada e distanciamento de 1,5 m entre as mesas de restaurante. A suspensão das aulas ocorreu em 19 de março, mas com faltas abonadas desde o dia 17. No dia 18, o governo de Santa Catarina determinou o fechamento de todo o comércio do estado.

AÇÃO RÁPIDA – “Não aguardamos nem governo federal nem estadual. A prefeitura usou recursos próprios para enfrentar uma batalha. Nosso trabalho de flexibilização não pode ser sem controle. É assim que trabalhamos aqui. Uso da ciência e da técnica, preservando vidas. Flexibilizando, mas se voltar a crescer os casos, agimos”, disse o prefeito Gean Loureiro (DEM) à rede CNN, nesse sábado (30).

Loureiro agiu rápido, sem esperar recursos (Foto: reprodução BCS)

Com essas medidas, o índice de isolamento em Florianópolis, medido pela empresa de tecnologia In Loco a partir de dados de celulares, chegou a 55% em 19 de março, bem acima do que outras capitais registraram na mesma data: em Curitiba, esse índice foi de 38%; em Porto Alegre, 42%; em São Paulo, 39%; e no Rio de Janeiro, 44%.

Com a circulação reduzida de pessoas, o município conseguiu organizar sua rede de atendimento básico e especializado, conta Justo da Silva. Tal como muitas cidades, o município lançou um serviço de teleatendimento, o Alô Saúde, para prestar orientações de forma remota e reduzir o fluxo em unidades de saúde. “É um atendimento pré-clínico funcionando 24 horas por dia com enfermeiros e médicos orientando pessoas e encaminhando para testes”, explica.

Ao mesmo tempo, o secretário conta que a cidade aprimorou os contatos feitos via equipes de Saúde da Família: “A cada 3 mil habitantes há uma equipe responsável, e a população tem um número de telefone para falar com essa equipe, ou pode ainda buscar o Alô Saúde”.

Há um esforço para monitoramento constante de portadores de doenças crônicas, gestantes e idosos. “Pelo temor de sair de casa, muitos deles deixam de se cuidar, mas é preciso continuar a realizar exames ou outros procedimentos, verificar se estão indo buscar os remédios já prescritos. Estamos cuidando para não haver uma nova onda de contaminação, e para que mantenham a saúde. Caso contrário poderão ter complicações e ocupar leitos que são importantes no combate à Covid”, relatou o secretário.

População carente atendida e alertas geolocalizados

Os efeitos do contingenciamento são bem visíveis agora, quando se completam três meses desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Conforme levantamento infográfico da Gazeta do Povo, em 27 de maio Florianópolis tinha taxa de 14 mortes por milhão de habitantes; Curitiba, 19 por milhão; Porto Alegre, 22 por milhão; São Paulo, 290 por milhão. O Rio de Janeiro tem proporção de 421 mortes por milhão de habitantes.

Um dos obstáculos para frear a contaminação pelo novo coronavírus é a realidade socioeconômica dos brasileiros. Para evitar proliferação entre famílias e comunidades que não têm cômodos suficientes para isolamento, a prefeitura de Florianópolis está pagando estadia em hotel para aqueles que testarem positivo para a doença.

“Por enquanto é só uma sugestão, um convite para a pessoa poder fazer o isolamento da melhor forma possível, que vale para todo a população carente, como morador de rua. Estamos fazendo todo o possível para impedir a circulação viral pela cidade”, relatou o secretário, que é médico, com experiência na gestão do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde também foi vice-reitor.

Cidade também trabalha a comunicação de casos à população

Noticiando a geolocalização dos casos confirmados de Covid-19 por bairros desde o início da pandemia, a prefeitura de Florianópolis adotou um sistema de alerta: um SMS é enviado a cada morador para avisar sobre a existência de infectados em um raio de 200 metros nas proximidades. “Com isso a pessoa pode redobrar a atenção com medidas de higiene, uso de máscaras e conveniência de sair de casa. Para cada situação confirmada, é emitido um alerta”, destacou.

Comércio ativo e Covid-19 controladaCom casos sob controle, Florianópolis autorizou a reabertura do comércio de rua em 20 de abril. O governo de Santa Catarina permitiu o retorno de shoppings, academias, restaurantes e atividades religiosas em 22 de abril. Desde o começo, o uso de máscaras já era obrigatório dentro dos estabelecimentos.

O índice de isolamento da cidade nos dias úteis caiu de 55% no início das medidas restritivas para em torno de 42% nos últimos dias. Mesmo assim, não houve incremento no número de casos. “Todo esse conjunto de fatores do qual falei nos deixou tranquilos para a reabertura do comércio, que segue portarias rigorosas de controle no número de clientes e higienização. Com o distanciamento social, não fomos surpreendidos com aumento de casos”, relatou Justo da Silva.

Próximos passos

Justo da Silva, que é nascido em Curitiba, observa que a capital paranaense já superou uma fase ainda não vivenciada em Florianópolis, que é a volta da circulação do transporte coletivo. Até o fechamento desta edição, a prefeitura local não tinha decidido como faria. Mas, mesmo sem ônibus, a população local está saindo de casa: o índice de isolamento social nos dias úteis ficou em torno de 44% a 47% no fim de abril, caindo para em torno de 42% em maio, segundo dados da In Loco.

De todo modo, por meio de uma ferramenta batizada Covidômetro, o município pretende mapear potenciais fatores de risco que levem a um aumento de casos. “Estamos dando transparência ao que dá para abrir e o que precisa fechar Há quatro variáveis importantes. Epidemia vai continuar. A sociedade tem que entender. Se cair muito a taxa de isolamento, pode voltar a fechar.

Deixa de haver uma pressão unilateral e passa a ser uma decisão muito transparente”, definiu o médico. Para ele, a epidemia vai durar um longo período, e é preciso colaboração da sociedade para entender as medidas restritivas, quando necessário.

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Categoria(s): Gerais / Saúde
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