domingo - 05/11/2023 - 12:48h

Só Rindo (Folclore Político)

O marido de Maria da ConceiçãoFofoca, ouvido, orelha, recado, notícia, zunzunzum, fake news

O ex-vereador, advogado e professor Antônio Tomaz Neto era bem jovem e recém-casado.

Estava de bermuda na casa da sogra, quando passa perto dela puxando por uma perna.

Surpresa, pois não tinha notado ainda aquele detalhe no genro, ela furtivamente chama a filha e indaga aos cochichos:

– Maria da Conceição, você está sabendo que seu marido é aleijado?

Ceição gargalha e desfaz qualquer dúvida:

– Claro, mamãe. Eu sempre soube que Toinho era assim.

E assim estão juntos há mais de 40 anos.

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domingo - 29/10/2023 - 12:48h

Só Rindo (Folclore Político)

O apoio alheiosono_960_640

Alta madrugada, o telefone celular do candidato a vereador Flávio Tácito – de Mossoró – acorda-o de forma estridente. O ano é de campanha municipal: 2008.

Do outro lado da linha, uma liderança comunitária que o apoia, secretamente, pede socorro para sanar problema de saúde. Um parente precisa de atendimento de urgência e falta transporte para o translado, além de outros cuidados ($$!!).

Ainda zonzo, balbuciando palavras ininteligíveis, “Flavinho” tem dificuldade de compreender melhor a fala do interlocutor. Alguns segundos depois, espichado na cama, consegue concatenar as ideias e arranja solução cômoda para si:

– Li-ligue para Arlindo (candidato concorrente Arlindo Fulgêncio). Ele pensa que você vai votar nele e num instante vai resolver seu problema… Zzzzzz!!

E assim foi feito.

Aflito, vestindo bermuda e camisa às pressas, com remelas ornamentando os olhos, Fulgêncio manda-se em seu carro para socorrer o “aliado”.

Já Flavinho… segue em seu sono tranquilo, certo de que tudo será resolvido.

Bom para ele e para seu cabo eleitoral.

Só muito tempo depois é que Arlindo descobriu que perdera o sono e os votos.

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domingo - 18/08/2019 - 14:20h
Só Rindo

A política do bom humor com Chico da Prefeitura

Chico: agora no além (Foto: Raul Pereira/arquivo)

Falecido no último dia 14 (quarta-feira), o ex-vereador mossoroense Francisco Dantas da Rocha (Chico da Prefeitura), 68, foi retratado no livro “Só Rindo II – A política do bom humor do palanque aos bastidores“, que publicamos em 2011.

Abaixo, um de seus momentos jocosos e espontâneos, que tão bem o caracterizaram. É nossa singela homenagem a ele:

Doação do além

Em coro uníssono, os vereadores em plenário na Câmara de Mossoró defendem campanha para doação de órgãos humanos.

Corroborando com os colegas, o vereador Chico da Prefeitura manifesta integral apoio ao movimento, mas lamenta não poder fazer um gesto concreto.

– Sou diabético e sei que nenhum órgão meu serve para nada – admite.

Apesar da auto-análise catastrófica, Chico da Prefeitura reitera sua convicção na solidariedade, mesmo que do além:

– Não faço questão de após a minha morte assinar nada doando meus órgãos!

no livro “Só Rindo II – A política do bom humor do palanque aos bastidores“).

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sexta-feira - 24/05/2019 - 10:00h
Folclore Político

O dia da “posse” de Vingt Rosado e Djalma Marinho

Djalma Marinho: "candidatos" e "posse" (Foto: arquivo)

Por Cláudio Humberto (Diário do Poder)

Deputados federais pelo Rio Grande do Norte, Djalma Marinho e Vingt Rosado Maia foram ao enterro de um velho amigo.

Vingt cochichou:

– “O morto é um homem da nossa idade… Já somos candidatos também…”

O octogenário Djalma reagiu com graça e veemência:

– “Que candidatos Vingt, que candidatos! Nós já fomos eleitos. Estamos apenas aguardando o dia da posse.”

Marinho morreria em 1988 e Vingt em 1995.

Nota do Blog Carlos Santos – Um pequeno equívoco no texto de Cláudio Humberto: Djalma Marinho, avô do ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB), faleceu em 26 de dezembro de 1981.

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terça-feira - 09/09/2014 - 06:13h
"Supermoura"

Saudades de quem acabaria com a corrupção

Sinto falta de candidatos folclóricos nesta campanha.

Os sérios é que fazem piada pronta.

Morreu “Supermoura”, por exemplo. Faz falta.

Na última campanha, ele prometia até acabar com a corrupção (veja o vídeo acima), mas não foi eleito – infelizmente.

Outros tantos do gênero não se candidataram novamente.

Só ficar ouvindo e vendo candidatos prometendo o que não podem cumprir, é muito sem graça.

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domingo - 27/10/2013 - 11:10h

Folclore político, por Sebastião Nery

Por Sebastião Nery

Os dez mandamentos do político mineiro:

01 — Mineiro só é solidário no câncer;

02 — O importante não é o fato, é a versão;

03 — Aos inimigos, quando estão no poder, não se pede nada. Nem demissão;

04 — Para os amigos tudo. Para os inimigos, a lei;

05 — Respeitar, sobretudo, o padre que consegue votos; o juiz, que proclama o eleito; e o soldado, que garante a posse.

06 — Nas horas difíceis, cabe ao líder comandar: “Preparemo-nos e vão”;

07 — Voto comprado não é atraso, é progresso. Se o voto é comprado é porque tem valor;

08 — Em briga de político, geralmente perdem os dois;

09 — Mais vale quem o governo ajuda do que quem cedo madruga;

10 — É conversando que a gente se entende.

José Cavalcanti, o filósofo de Patos (Paraíba): “O homem de responsabilidade política não mente: inventa a verdade.”

Tem mais dele, José Cavalcanti: “Político é o indivíduo que pensa uma coisa, diz outra e faz o contrário”;

– O político, quando se elege, assume dois compromissos: um com ele mesmo e outro com o povo. O primeiro ele cumpre;

– Dinheiro é como azeite: por onde passa, amolece;

– Político sem mandato é como chocalho sem badalo: balança mas não toca;

– O bem público não quer bem a ninguém, a não ser a si mesmo;

– João Agripino (ex-governador paraibano, irmão do ex-governador do RN Tarcísio Maia) é como mandacaru: não dá sombra nem encosto;

– Político pobre é como mamoeiro: quando dá muito, dá duas safras;

– Se queres ser bem sucedido na política, cultiva essas duas grandes virtudes: a sinceridade e a sagacidade. Sinceridade é manter a palavra empenhada, custe o que custar. Sagacidade é nunca empenhar a palavra, custe o que custar;

– Oposição agora é como grama de jardim: tem direito de viver, mas sem direito de crescer. (Obs: dito durante o regime militar de 1964);

– Oposição é como pedra de amolar: afia mas não corta;

– Governo técnico é como maestro: rege a orquestra de costas para o público.

Domingos, filósofo de Jaguaquara (Bahia): “Oposição e sapato branco só é bonito nos outros”.

– Sabedoria, quando é demais, vira bicho e come o dono;

– Candidato é como puta: se não ficar na janela, marinheiro não vê.

Ulisses Guimarães, o filósofo da oposição (traçando a estratégia da escalada do MDB em 1974, 76 e 78): “No alto do morro estavam dois touros. O touro velho e o touro novo. Viram lá embaixo o pasto cheio de vacas. O touro novo ficou aflito: — Vamos descer depressa e pegar umas dez. O touro velho balançou a cabeça: — Nada disso. Vamos descer devagar e pegar todas.”

– Deus manda lutar, não manda vencer;

– 1974 não foi uma tempestade. Foi uma tromba d’água (referência às vitórias do MDB em 16 dos 22 estados da federação, em 1974;

– O destino do MDB não é a oposição. O destino do MDB é o poder.

De Millor Fernandes sobre Sebastião Nery, sua obra e a política do bom humor: “No decorrer de sua experiência de mais de duas décadas como repórter especializado, Sebastião Nery pode colher, nos anfiteatros mais engraçados do Brasil, o Senado e a Câmara, muitos de seus momentos mais hilariantes”.

E prossegue: (…) “Nery aprendeu que, muitas vezes, parar de enfrentar o tigre frente a frente e puxar-lhe o rabo inesperadamente é mais útil à causa e muito mais eficiente. Já foi muito dito mas nunca é demais repetir: castigat ridendo mores, ou seja, “rindo é que se castiga os mouros“.

Sebastião Nery é jornalista, escritor, bacharel em direito e político

* Texto publicado originalmente em 1º de janeiro de 2012, mas republicado a pedido de alguns webleitores.

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domingo - 22/09/2013 - 12:10h

Levo ou deixo, doutor?

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.

Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o, quando este tentava pular o muro com os patos, disse-lhe:

Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas, sim, pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à
socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei, com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:

Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?

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domingo - 08/07/2012 - 20:51h
Nem pensar

Vida de político é ‘flórida’

Louvo o vigor de quem sai do sossego do seu lar e perde a privacidade para ser candidato. É muita renúncia. Eu não nasci para ser político, confesso.

Quem é candidato deixa de ter endereço próprio: seu lar vira a “casa de Noca”. Prefiro minha vida modesta.

Em meu moquiço só recebo oficiais de justiça e pessoal da Caern e Cosern.

Que a propósito, são sempre bem-vindos.

Estou mentindo, Otacílio?

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terça-feira - 12/06/2012 - 11:05h
Tsunami

Micarla e Rosalba são proibidas de tomar banho de mar

Não vou aconselhar Micarla de Sousa (PV) e Rosalba Ciarlini (DEM) a tomarem banho com sal grosso, mergulhando na bela praia de Ponta Negra (Natal), pois tenho minhas preocupações cívicas.

Além disso, agora pouco fui informado que a Guarda Costeira e a Defesa Civil emitiram recomendação para que ambas não tomem banho de mar juntas no litoral natalense: temem uma tsunami.

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domingo - 06/05/2012 - 07:49h

Só Rindo – Folclore Político

A descrença na ressureição!

O deputado federal Djalma Marinho flutua como um cisne no salão de danças, guiando seu par em evoluções sincronizadas. É campanha eleitoral e o político precisa fazer alguns ‘esforços’. Dançar, por exemplo, é um desses ‘sacrifícios’.

Mas de repente, uma outra eleitora o interpela. A abordagem é mais do que direta e impertinente.

“Aí, Doutor Djalma. Dançando, né? Vou dizer pra Dona Linda (esposa do parlamentar potiguar)”, ameaça.

Ele, calmo, sereníssimo, não se revela nem um pouco preocupado:

– Linda não acredita em ressureição!

E continua seu bailado…

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domingo - 12/02/2012 - 18:04h

Só Rindo (Folclore Político)

O ateu e o prato com os olhos da santa

Candidato a vice-prefeito de Mossoró na chapa do empresário pefelista-governista Luiz Pinto, o professor João Batista Xavier é satanizado pelos adversários. Espalham que ele é ateu, para mexer com a religiosidade popular.

O ano é 1992.

Apesar disso, João segue em campanha e o marketing procura suavizar a pecha com uma série de providências, apesar do bombardeio adversário.

Mesmo assim, não há trégua.

O advogado Paulo Linhares, do PSB, um dos três candidatos a prefeito pela oposição, é abordado por uma eleitora humilde e católica fervorosa, que lhe pergunta:

– É verdade que esse homem (João Batista) não acredita em Deus e vai destruir a imagem da santa?

Com a delicadeza de um punzer alemão, Paulo não alivia:

– Veja bem, minha senhora… eu ouvi dizer que ele anda com um martelo para quebrar aquele prato que tem os olhos de Santa Luzia.

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domingo - 08/01/2012 - 12:51h

Só Rindo (Folclore Político)

Poesia podre

Político, advogado, orador elouquente e um bom vivant por excelência, o ex-prefeito de Mossoró Raimundo Soares de Souza é interpelado por Ananias.

O interlocutor é um tipo popular em Tibau, praia-mor dos mossoroense. Vendedor de doces caseiros muito apreciados, ele é uma unanimidade nesse universo caiçara.

– Doutor Raimundo, faça aí um verso com “eu” – apela Ananias, tentando extrair algo da veia poética do ex-prefeito.

Sem qualquer vacilo, Raimundo parte pro improviso:

Eu sou amigo de Ananias
Ananias é amigo meu;
Eu como o c. de Ananias
Ananias não come o meu…

Diante do embaraço, o “homenageado” salta assustado e estrila:

– Ô homem da boca podre!!

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domingo - 01/01/2012 - 10:34h

Folclore político, por Sebastião Nery

Por Sebastião Nery

Os dez mandamentos do político mineiro:

01 — Mineiro só é solidário no câncer;

02 — O importante não é o fato, é a versão;

03 — Aos inimigos, quando estão no poder, não se pede nada. Nem demissão;

04 — Para os amigos tudo. Para os inimigos, a lei;

05 — Respeitar, sobretudo, o padre que consegue votos; o juiz, que proclama o eleito; e o soldado, que garante a posse.

06 — Nas horas difíceis, cabe ao líder comandar: “Preparemo-nos e vão”;

07 — Voto comprado não é atraso, é progresso. Se o voto é comprado é porque tem valor;

08 — Em briga de político, geralmente perdem os dois;

09 — Mais vale quem o governo ajuda do que quem cedo madruga;

10 — É conversando que a gente se entende.

José Cavalcanti, o filósofo de Patos (Paraíba): “O homem de responsabilidade política não mente: inventa a verdade.”

Tem mais dele, José Cavalcanti: “Político é o indivíduo que pensa uma coisa, diz outra e faz o contrário”;

– O político, quando se elege, assume dois compromissos: um com ele mesmo e outro com o povo. O primeiro ele cumpre;

– Dinheiro é como azeite: por onde passa, amolece;

– Político sem mandato é como chocalho sem badalo: balança mas não toca;

– O bem público não quer bem a ninguém, a não ser a si mesmo;

– João Agripino (ex-governador paraibano, irmão do ex-governador do RN Tarcísio Maia) é como mandacaru: não dá sombra nem encosto;

– Político pobre é como mamoeiro: quando dá muito, dá duas safras;

– Se queres ser bem sucedido na política, cultiva essas duas grandes virtudes: a sinceridade e a sagacidade. Sinceridade é manter a palavra empenhada, custe o que custar. Sagacidade é nunca empenhar a palavra, custe o que custar;

– Oposição agora é como grama de jardim: tem direito de viver, mas sem direito de crescer. (Obs: dito durante o regime militar de 1964);

– Oposição é como pedra de amolar: afia mas não corta;

– Governo técnico é como maestro: rege a orquestra de costas para o público.

Domingos, filósofo de Jaguaquara (Bahia): “Oposição e sapato branco só é bonito nos outros”.

– Sabedoria, quando é demais, vira bicho e come o dono;

– Candidato é como puta: se não ficar na janela, marinheiro não vê.

Ulisses Guimarães, o filósofo da oposição (traçando a estratégia da escalada do MDB em 1974, 76 e 78): “No alto do morro estavam dois touros. O touro velho e o touro novo. Viram lá embaixo o pasto cheio de vacas. O touro novo ficou aflito: — Vamos descer depressa e pegar umas dez. O touro velho balançou a cabeça: — Nada disso. Vamos descer devagar e pegar todas.”

– Deus manda lutar, não manda vencer;

– 1974 não foi uma tempestade. Foi uma tromba d’água (referência às vitórias do MDB em 16 dos 22 estados da federação, em 1974;

– O destino do MDB não é a oposição. O destino do MDB é o poder.

De Millor Fernandes sobre Sebastião Nery, sua obra e a política do bom humor: “No decorrer de sua experiência de mais de duas décadas como repórter especializado, Sebastião Nery pode colher, nos anfiteatros mais engraçados do Brasil, o Senado e a Câmara, muitos de seus momentos mais hilariantes”.

E prossegue: (…) “Nery aprendeu que, muitas vezes, parar de enfrentar o tigre frente a frente e puxar-lhe o rabo inesperadamente é mais útil à causa e muito mais eficiente. Já foi muito dito mas nunca é demais repetir: castigat ridendo mores, ou seja, “rindo é que se castiga os mouros“.

Sebastião Nery é jornalista, escritor, bacharel em direito e político

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terça-feira - 11/10/2011 - 11:16h
Fenômeno

Fale que eu “ouvo”

Juro que não estou mentindo.

Frase de um vereador, na Câmara de Mossoró, agora há pouco:

“Quando eu estiver falando, a senhora OUVA!”

Este blogueiro tem que se converter e acatar a recomendação:

– Eu “ouvo”, eu “ouvou”, juro que “ouvo”!

Depois do programa “Fale que eu te escuto”, na Rede Record, da Igreja Universal, temos agora “Fale que eu ‘Ouvo'”.

– Eu ‘ouvo’ sim.

Pelo visto, a Câmara de Mossoró abriga um fenômeno biológico.

É a “ovulação” de um vereador.

Pensei que fosse algo comum apenas a indivíduos do gênero feminino.

Sostô!

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  • Repet
domingo - 17/07/2011 - 08:59h

Só Rindo (Folclore Político)

Agora fale!!

Candidato a vereador em Messias Targino, José Aroldo admitia que tinha pavor a microfone. À simples menção de que havia um equipamento desses nas imediações, e ele poderia ser convocado a falar, o deixava nervoso.

Mas parece que hoje ele não escapa.

Comício de seu grupo político em andamento, o candidato é avisado: “Você é o próximo.”

Ansioso, suando frio, ele trata de beber umas e outras para atenuar o estresse. Em sua visão, é a única forma de garantir coragem e enfrentar o tal do microfone.

Depois de muitos discursos, o locutor estridentemente anuncia:

– Vai falar… Zé Aroldo! Fala, Aroldo!

Já “no ponto”, José Aroldo marcha solenemente na direção do microfone, agarra-o e enuncia sua aguardada oratória:

– Agora faaalee…!!!

 

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domingo - 03/07/2011 - 03:26h

Só Rindo (Folclore Político)

Fogos realmente artificiais

Candidato a prefeito de Caicó, Bibi Costa participa de outra reunião de campanha, que objetiva ajustes e avaliação do desempenho de toda a estrutura.

Conhecido por ser um “Tio Patinhas”, daqueles que dá adeus com a mão fechada, o candidato resmunga:

– A gente pode diminuir o gasto com fogos; é muito dinheiro jogado fora.

Algumas vozes levantam-se, contrariando-o, com a ponderação que o uso desse artifício dá uma dimensão maior às passeatas e comícios, atraindo a atenção do povo.

Bibi não se convence.

Mira o locutor e radialista Haroldo Jácome em seu entorno, para em seguida apresentar uma ideia surreal:

– Na hora que Haroldo for me apresentar, gritando ‘vai falar Bibiiii Costa‘, alguém pode pegar outro microfone e substituir o foguetório!

– Como?! indaga um dos coordenadores de campanha.

Bibi então troveja com a simulação vocal do próprio barulho dos fogos: “Fazendo assim… pei, pou, pei, pei, pou, pou!!!!”

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domingo - 12/06/2011 - 04:24h

Só Rindo (Folclore Político)

Orador à prova de choque

Campanha de 1986 em andamento, o ex-prefeito mossoroense João Newton da Escóssia é novamente candidato a deputado estadual, com apoio do líder Vingt Rosado.

Afeito a um microfone,  como tantos outros candidatos, ele não perde a oportunidade para discursar. Mas a coordenação de campanha resolve estabelecer uma regra: limitar número de oradores e o tempo de cada um à fala.

Apesar de muitos resmungarem, a medida termina sendo comunicada e imposta. Para ser acatada.

Porém, em cada comício, haja conflito. Quase ninguém obedece ao que fora normatizado. João está entre os insubordinados.

Ele atropela o relógio e não para de falar. “Está bom, João Newton”, alerta alguém às suas costas.

Relutante em parar, o ex-prefeito é surpreendido por falhas no microfone, que começa a provocar seguidos choques elétricos. A cada descarga, um pinote e um soluço.

Agarrado ao microfone com voz trêmula, o candidato não retrocede:

– Vão me matar, mas eu não largo!

 

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