quarta-feira - 08/10/2014 - 08:12h
Contradição

Vá entender os militantes cibernéticos

Morro e não entendo:

Militantes cibernéticos de esquerda satanizam o Folha de São Paulo e revista Veja, mas para atacar adversários usam reportagens deles como referência e fonte de sua “verdade”?

As redes sociais estão cheias dessa gritante contradição.

Vá entender.

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Categoria(s): Comunicação / Política
sexta-feira - 26/09/2014 - 09:01h
Folha de São Paulo

Nove estados devem definir governo no primeiro turno

Jornal paulistano não coloca o Rio Grande do Norte entre os que tendem a ter essa projeção final

Do Folha de São Paulo

O mau desempenho de apostas dos grandes partidos e a ausência de um terceiro candidato competitivo contribuem para que nove Estados caminhem para definir as eleições para governador já no primeiro turno.

São Paulo e Minas Gerais são exemplos desse quadro.

Na eleição paulista, a aposta petista, Alexandre Padilha, segue estacionada abaixo dos 10% nas pesquisas, e Paulo Skaf, do PMDB, em torno de 20%, cenário que favorece a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB), perto dos 50%.

Para definir a eleição na primeira etapa da disputa, um candidato deve ter 50% dos votos válidos (sem brancos e nulos), mais um voto.

“Não sei se o efeito da Copa, o humor da sociedade, a demora para a campanha pegar’ ou a escassez de recursos fez com que a intensidade de campanha do Padilha fosse sofrível no começo”, afirmou Luiz Marinho, coordenador da campanha de Dilma em São Paulo. “Isso atrasou muito o processo de conhecimento dele no Estado.”

Minas Gerais

Em Minas Gerais, quem não avançou nas pesquisas foi a aposta de “terceira via” do PSB, Tarcísio Delgado.

Escalado para dar palanque a Eduardo Campos e agora a Marina Silva, ele segue abaixo dos 10%, sem rivalizar com Pimenta da Veiga (PSDB) e com Fernando Pimentel (PT), favorito para vencer já no próximo dia 5.

Também apresentam cenário parecido Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Santa Catarina e Tocantins. Neles, candidatos em terceiro lugar não chegam a 13% nas pesquisas.

Em outros nove Estados, os candidatos que lideram estão a poucos pontos de também conseguirem liquidar a disputa na primeira rodada.

Eunício no Ceará

São exemplos Paulo Souto (DEM), na Bahia; Eunício Oliveira (PMDB), no Ceará; e Beto Richa (PSDB), no Paraná, onde Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, não decolou e está na casa dos 10% nas pesquisas.

Pelo cenário atual, nove candidatos do PT, sete do PSB e cinco do PSDB não devem ir ao segundo turno.

Alguns desses nomes foram lançados na última hora, como Roberto Carlos (PT), no Espírito Santo, e Eliane Novais (PSB), no Ceará. “Foram candidaturas sem antecedência necessária para preparação na pré-campanha”, diz Carlos Siqueira, primeiro-secretário nacional do PSB.

Em Alagoas, o PSDB, que governa o Estado, indicou o vereador Julio Cezar para substituir o procurador Eduardo Tavares, que desistiu em plena campanha. O candidato tucano aparece com 1% das preferências.

Os problemas apontados pelas legendas vão desde a baixa arrecadação até a morte de Eduardo Campos em acidente aéreo. “Todos ficaram atônitos durante certo período, tempo precioso para explorar fazendo campanha, e ficamos tentando entender as mudanças”, disse Mendes Thame, deputado e secretário-geral do PSDB.

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Categoria(s): Política
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sábado - 13/09/2014 - 18:02h
Folha de São Paulo

Henrique une clãs e faz campanha em ‘papamóvel’ no RN

A Folha de São Paulo faz reportagem especial neste sábado (13), focalizando o modelo de campanha do presidente da Câmara Federal e candidato a governador, Henrique Alves (PMDB).

A matéria é do jornalista Daniel Carvalho, enviado especial do jornal paulistano.

Ele retrata como é uma campanha no interior do Rio Grande do Norte, em que o candidato une adversários históricos em torno de sua postulação.

Veja reportagem na íntegra AQUI.

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terça-feira - 09/09/2014 - 18:31h
Folha de São Paulo

Candidatos têm contas no vermelho; Robinson está em lista

Da Folha de São Paulo

Um quarto dos candidatos a governador pelo país está com as contas da campanha eleitoral no vermelho. São candidaturas que declararam despesas mais altas do que a arrecadação nos dois primeiros meses da disputa, conforme dados informados ao TSE na semana passada.

Em dezenas de casos, a diferença chega a ser milionária. Não por coincidência, os maiores déficits são de candidatos que não estão na frente das pesquisas. Empresas e doadores costumam favorecer quem possui maior chance de chegar ao poder.

Em São Paulo, o petista Alexandre Padilha tem o maior saldo negativo do país, com R$ 35 milhões já declarados com despesas e apenas R$ 4,1 milhões arrecadados.

A coordenação de campanha dele afirma que computou como despesa feita a previsão de gastos com contratos já firmados. A maior despesa declarada do petista foi com uma produtora de TV e rádio –R$ 25 milhões.

Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) já gastou R$ 8 milhões acima do que arrecadou. O potiguar Robinson Faria (PSD) teve despesas de R$ 7,7 milhões e doações somadas de R$ 1,6 milhão.

Na Paraíba, as contas do tucano Cássio Cunha Lima estão no vermelho apesar de ele ter aparecido na liderança no mais recente levantamento do Ibope –o saldo negativo é de R$ 4,2 milhões. Mas seus dois principais rivais, o governador Ricardo Coutinho (PSB) e Vital do Rêgo (PMDB), estão em situação semelhante.

Os maiores rombos:

1) Alexandre Padilha (PT-SP): R$ 30,8 milhões acima da arrecadação
2) Reinaldo Azambuja (PSDB-MS): R$ 8 milhões
3) Robinson Faria (PSD-RN): R$ 6,1 milhões
4) Eduardo Amorim (PSC-SE): R$ 4,3 milhões
5) Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): R$ 4,2 milhões
6) Ricardo Coutinho (PSB-PB): R$ 4,2 milhões
7) Vital do Rêgo (PMDB-PB): R$ 3,6 milhões
8) José Melo (PROS-AM): R$ 3,5 milhões
9) Gleisi Hoffmann (PT-PR): R$ 2,9 milhões
10) Eduardo Braga (PMDB-AM): R$ 2,9 milhões

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sexta-feira - 11/07/2014 - 16:08h
Vá entender!

Humanos, difíceis humanos!

Não entendo por que se sataniza tanto o Galvão Bueno nas redes sociais. Não é mais simples apenas mudar de canal? Eu não tenho esse problema.

Também não compreendo por que todos os domingos redes sociais são inundadas por queixas ao Fantástico, programa da Rede Globo. Não é mais fácil mudar de canal?

Como assimilar a satanização da Folha de São Paulo/Veja etc. por ser de “direita” e usar matérias suas quando favorecem seus discursos?

Queria atinar como alguém detesta outra e faz questão de segui-la nas redes sociais. É amor recolhido ou masoquismo.

Humanos difíceis.

Vá entender!

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Categoria(s): Crônica
sábado - 05/04/2014 - 08:18h
Constatação

Nenhum prefeito renuncia para concorrer a governo estadual

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, hoje, pela primeira vez neste século – ou seja, 14 anos – nenhum dos prefeitos das capitais brasileiras renuncia para concorrer a governo estadual.

“É o fim de uma tradição surgida a partir da emenda da reeleição, em 1997”, salienta o jornal.

Para o cientista político Álvaro Barreto, da Universidade Federal de Pelotas-RS, a situação pode ser circunstancial e influenciada, por exemplo, pela concorrência mais forte de governadores que vão disputar mais um mandato.

Também não faltam os riscos. Em 2010, dos seis que renunciaram para disputa a governo estadual, a maioria perdeu.

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segunda-feira - 02/12/2013 - 21:32h
Mossoró

Cassações devem ter repercussão nacional ainda maior

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Cherokee, Cheyenne, Comanche ou Navajo.

A repercussão nacional das dez cassações da prefeita e vice de Mossoró, Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB), que hoje chegou às páginas da Folha de São Paulo (AQUI) e rede CBN de rádio, por exemplo, promete se aprofundar mais ainda.

O assunto ganhou velocidade e densidade.

Outras reportagens estão a caminho.

Anote.

E… ouvido ao chão!

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 02/12/2013 - 20:28h
Dez cassações

Defesa garante que Cláudia “será declarada inocente”

O secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Mossoró, jornalista Julierme Torres, envia versão da Assessoria Jurídica da prefeita e vice-prefeito de Mossoró, Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB), sobre postagem “Prefeita é cassada pela décima vez em um ano“, reprodução feita de matéria veiculada pelo jornal paulistano Folha de São Paulo. Veja abaixo o conteúdo dessa réplica à reportagem:

Advogado explica que cassações são pelos mesmos fatos

Sobre o  número de dez cassações envolvendo a prefeita Cláudia Regina informo que é fruto de artifícios jurídicos criados pelos advogados da coligação derrotada em Mossoró-RN e que multiplicaram ações diferentes sempre versando sobre os mesmos fatos.

Como exemplo disso no dia 07 de outubro passado, o juiz  José Herval Sampaio Júnior, da 33ª zona eleitoral sentenciou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral nº 41.767, condenando Cláudia a perda do mandato e cassação dos seus direitos políticos e agora no dia 29 de novembro, foi a vez da juíza titular da 34ª zona eleitoral, Ana Clarisse Arruda Pereira, sentenciar a Representação Eleitoral nº 93.554, de igual modo pela cassação do mandato da prefeita Cláudia Regina.

Nas duas ações os mesmíssimos fatos  são o alvo de análise nas duas sentenças. Análise esse. Equivocada, injusta, pois as contas de campanha de Cláudia Regina foram aprovadas após análise técnica da Justiça Eleitoral e confirmadas pelo juiz eleitoral em decisão anterior já prolatada.

Sobre a existência de diversas ações sobre os mesmos fatos, informo que a própria juíza da 34ª zona eleitoral em sua sentença mais recente condena os réus, mas faz um alerta nos autos: “o que vejo quanto aos feitos que tramitam ou tramitaram decorrentes das Eleições Municipais de Mossoró é o exaustivo uso do rol de possibilidades processuais previstas na legislação eleitoral em relação ao mesmo fato”.

O fato é que a regra eleitoral permite que um mesmo fato supostamente ilícito possa ser apurado em diferentes vias, tais como a Representação (Lei Eleitoral), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Lei de Inelegibilidade), Recurso Contra a Expedição de Diploma (Código Eleitoral) e Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Constituição Federal).

As dez condenações  de Cláudia Regina são resultantes de ações que utilizaram o mesmo fato em diferentes ações, formando um quantitativo expressivo, mas irreal.

Reitero a inocência da prefeita e nos recursos apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral demonstraremos o equívoco na análise desses fatos, e Cláudia será declarada inocente  criando a partir daí um efeito cascata na derrubada das demais sentenças condenatórias que se concentram em fatos idênticos.

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segunda-feira - 02/12/2013 - 07:13h
Folha de São Paulo

Prefeita é cassada pela décima vez em um ano

Por Danilo Sá (Folha de São Paulo)

Como uma espécie de “Highlander” da política, a prefeita de Mossoró (RN), Cláudia Regina (DEM), teve o mandato cassado dez vezes pela Justiça Eleitoral somente neste ano, mas vem se mantendo no cargo.

A última decisão contra a prefeita apontou prática de caixa dois na campanha de 2012. A exemplo do que ocorre nos demais processos, ela recorre da decisão –sem deixar o posto.
As outras cassações se deram por abuso de poder econômico e político.

As acusações incluem o uso de servidores da prefeitura na campanha e o suposto benefício obtido com as 85 visitas a Mossoró da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) durante o período eleitoral, feitas em avião do governo.

Cláudia Regina e seu vice, Wellington de Carvalho (PMDB), chegaram a ser afastados dos cargos por três vezes, mas conseguiram recuperar os respectivos mandatos por meio de liminares (decisões provisórias).

Hoje, respondem a sete ações no Tribunal Regional Eleitoral do RN.

O Ministério Público já deu parecer sobre todas as ações que estão no TRE. “Em apenas um dos casos a Procuradoria foi contra a cassação”, disse o procurador regional eleitoral, Paulo Duarte.

A maior parte das acusações contra a prefeita partiu da coligação que enfrentou Cláudia Regina em 2012, que reúne siglas como PSB e PT.

Mossoró é a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Localizada a 277 km de Natal, é também base de vários líderes políticos do Estado –como a própria governadora, Rosalba, que administrou a cidade por três mandatos.

Outro lado

Segundo o advogado de Cláudia Regina, Sanderson Mafra, várias ações contra ela partem de acusações semelhantes; por isso, tantas condenações. Mafra diz que a prefeita é inocente de todas elas.

Sobre o uso do avião pela governadora, disse que Rosalba Ciarlini cumpriu agenda oficial. Com relação à participação de servidores na campanha da prefeita, afirmou que todos estavam de folga quando participaram de atividades eleitorais.

Veja matéria no site da Folha AQUI.

Acompanhe novidades de bastidores do caso em nosso Twitter clicando AQUI.

 

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domingo - 20/10/2013 - 08:34h
Saúde desviada

SUS paga 201 consultas no mesmo dia para paciente

Do Folha de São Paulo

Em um único dia, um paciente “conseguiu ser atendido” 201 vezes em uma clínica de Água Branca, no Piauí. A proeza não parou por aí -o valor das duas centenas de consultas foi cobrado do SUS. O mesmo local cobrou tratamentos em nome de mortos.

Casos assim explicam como, em cinco anos, cerca de R$ 502 milhões de recursos públicos do SUS foram aplicados irregularmente por prefeituras, governos e instituições públicas e particulares.

Esse meio bilhão, agora cobrado de volta pelo Ministério da Saúde, refere-se a irregularidades identificadas em 1.339 auditorias feitas de 2008 a 2012 por equipes do Denasus (departamento nacional de auditorias do SUS) e analisadas uma a uma pela Folha.

Um dos problemas mais frequentes são os desvios na aplicação de recursos -quando o dinheiro repassado a uma área específica da saúde é aplicado em outro setor, o que é irregular.

Também há casos de equipamentos doados e não encontrados, cobranças indevidas, problemas em licitação e prestação de contas, suspeitas de fraudes e favorecimentos.

Com o valor desviado, por exemplo, poderiam ser construídas 227 novas UPAs (unidades de pronto atendimento) ou, ainda, 1.228 novas UBS (unidades básicas de saúde). O orçamento do ministério em 2012 foi de R$ 91,7 bilhões.

Para burlar as contas do SUS, gestores falsificam registros hospitalares ou inserem em seus cadastros profissionais “invisíveis”.

Em Nossa Senhora dos Remédios, também no Piauí, de 20 profissionais cadastrados nas equipes do Programa Saúde da Família, 15 nunca haviam dado expediente.

Em Ibiaçá (RS), remédios do SUS foram cedidos a pacientes de planos de saúde.

Veja matéria completa AQUI.

 

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segunda-feira - 15/07/2013 - 12:21h
Política

Dois casamentos de destaque

Por Mônica Bergamo (Folha de São Paulo)

BRINDE
E o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), vai se casar em setembro. Há dois anos, ele ficou noivo da blogueira potiguar Laurita Arruda Câmara.

*

Na festa de aniversário dela, colocou uma aliança Cartier dentro de uma taça de champanhe para fazer surpresa na hora do brinde.

BRINDE 2

Outro parlamentar do Rio Grande do Norte que está com casamento marcado é Felipe Maia (DEM-RN), filho do senador José Agripino Maia, presidente do DEM. Ele mandou fechar o resort Txai, na Bahia, para a festa. Seus convidados ficarão nos 40 bangalôs e suítes do lugar, onde já se hospedaram, por exemplo, o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e sua mulher, Carla Bruni.

BRINDE 3

Cada noite num bangalô do Txai sai por R$ 2.120, mais 15% de taxa de serviço. No apartamento mais simples, a diária é de R$ 1.140.

 

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sexta-feira - 05/07/2013 - 07:48h
Hábito antigo...

Rosalba usou cota para turismo de parentes até no exterior

O uso e abuso de dinheiros e outros recursos públicos, por políticos, no Brasil, não é exceção. Trata-se de regra.

Utilizar aeronaves/passagens aéreas pagas pelo contribuinte em favor próprio, de familiares e amigos, é da natureza dessa gente. Para não passar despercebido e cair no esquecimento, vamos relembrar o caso mais rumoroso e aberrante que se registrou nos últimos anos.

Rosalba e Carlos: aviões e hotéis pro contribuinte pagar

A chamada Grande Imprensa denominou-a de a “Farra das passagens aéreas”.

Integrantes do Senado e da Câmara Federal usaram indevidamente franquia de passagem aérea para turismo e benefício de parentes e amigos. Houve até quem vendesse passagens.

A então senadora Rosalba Ciarlini (DEM) – hoje governadora do Rio Grande do Norte – foi destaque na cobertura, com o recorde “de 240 viagens em menos de 300 dias -quase uma passagem por dia. Mais da metade dos bilhetes (124) foi emitida em nome de membros das famílias Ciarlini e Rosado”, lembrou a Folha de São Paulo no dia 7 de agosto de 2009 (veja reportagem completa AQUI).

Destacou ainda, que “Rosalba custeou (com dinheiro público) passagens e hospedagens em viagens nacionais e ao exterior para ela, parentes e amigos”.

Veja abaixo a reportagem na íntegra. Perceba como esse país parece sem jeito. Quase quatro anos depois desse escândalo, a farra não para e ninguém é punido, além do próprio povo.

Leonardo Souza (Folha de São Paulo, Sucursal de Brasília)

Suplente do Conselho de Ética do Senado, Rosalba Ciarlini (DEM-RN) usou verba pública para pagar viagens de turismo para ela, marido, filhos, além de outros parentes, amigos, o advogado e a mulher do advogado, no país e no exterior. Custeou passagens e, em alguns casos, até estada em hotéis.

Em seu primeiro mandato, ela bancou essas despesas com recursos de sua cota aérea, criada para permitir o deslocamento de congressistas no exercício da atividade parlamentar. O ato do Senado que regulamenta a concessão das passagens não prevê o uso da cota para pagamento de hotel.

A Folha obteve mais de 320 páginas de cartões de embarque e comprovantes de passagens e hospedagem descontadas da cota da senadora de maio de 2007 a fevereiro de 2008, somando cerca de R$ 160 mil. Foram mais de 240 viagens em menos de 300 dias -quase uma passagem por dia. Mais da metade dos bilhetes (124) foi emitida em nome de membros das famílias Ciarlini e Rosado (sobrenome de seu marido, Carlos Augusto).

Rosalba é o primeiro caso detalhado no Senado de descontrole no uso da cota aérea a vir a público. Em abril, foram dezenas de exemplos na Câmara, no escândalo conhecido como a “farra das passagens”.

A senadora financiou, por exemplo, a vinda de sua filha Karla e do genro alemão Jan Nabendahl de Frankfurt para Natal, em novembro de 2007, ao custo de R$ 5.813. Presenteou outro membro da família, Luana Rosado, e uma pessoa chamada Tricia Maia com uma viagem para Lisboa, Barcelona e Paris, no valor de R$ 7.457.

Em 29 de fevereiro de 2008, Rosalba viajou para Estrasburgo, cidade turística francesa, onde passou duas semanas. Os bilhetes custaram R$ 3.376. No requerimento para se ausentar do país, ela só informou atividades de interesse parlamentar entre 4 e 8 de março.

Ela custeou também a hospedagem de seu filho Carlos Eduardo no Marina Park Fortaleza em junho de 2007. Nos dias 19 e 20 de julho, em pleno recesso, pagou a estada dela, do marido, do filho, do advogado Paulo Fernandes e da mulher dele, Olindia Fernandes, no Gran Meliá Mofarrej. A conta somou R$ 2.212,70.

Rosalba é cria política do líder do DEM no Senado, o também potiguar José Agripino Maia, e está em primeiro lugar na corrida para o governo do Rio Grande do Norte, em 2010, de acordo com pesquisas encomendadas por seu partido.

Apesar de dizer que não se recorda de todos os voos e gastos citados pela Folha, ela confirmou que usou sua cota para pagar passagens e estada para parentes, amigos e o advogado.

“Antes, [a cota] era vista mais como uma complementação que era de uso do parlamentar, que ele podia usar para o deslocamento seu, do cônjuge, de dependentes ou de pessoas que achasse que era conveniente.”

Questionada se não sabia que é irregular o pagamento de hospedagem e passagens para parentes e amigos em situações sem relação com a atividade parlamentar, respondeu: “Eu cheguei aqui, senadora nova, a orientação era essa”.

Até maio, o ato que regulamentava o uso da cota previa cinco bilhetes de ida e volta por mês para cada congressista, tendo como referência trechos (com tarifa cheia) que passam por Brasília, Rio e a capital do Estado do congressista. Por essa regra, a verba mensal de Rosalba era de cerca de R$ 22.400. O ato permitia acúmulo de recursos não usados, mas não abria a possibilidade para gastos com hospedagem nem custeio de viagens de turismo.

Em abril, após a revelação de gastos considerados abusivos no Congresso, a Mesa editou novo ato regulamentando o uso da cota. Foram criadas restrições, mas não foi aberta a hipótese de usar com estada.

A Diretoria Geral informou que o contrato com a empresa encarregada de gerir as despesas aéreas dos senadores, a Sphaera Turismo, prevê a prestação de outros serviços afins. Contudo, a própria Diretoria Geral confirmou que o novo ato não prevê o uso da cota para pagamento de hospedagem.

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sexta-feira - 05/07/2013 - 06:47h
Copa das Confederações

Garibaldi também usou jato da FAB para ver jogo

Leandro Colon (Folha de São Paulo)

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), também usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no fim de semana para ir ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa das Confederações no Maracanã.

O ministro saiu de Brasília na sexta-feira às 6h com destino a Fortaleza para cumprir agenda oficial na cidade de Nova Morada (CE). O compromisso acabou pela manhã.

Em vez de retornar a Brasília, o ministro pediu que o avião, um Learjet 35, o levasse ao Rio, onde havia programado passar o fim de semana para ver o jogo da seleção brasileira contra a Espanha.

A aeronave saiu às 14h de sexta de Fortaleza e chegou às 17h no Rio. Em entrevista à Folha, Garibaldi contou que deu carona a um amigo, o empresário Glauber Gentil. Ambos viajaram num avião que comporta 10 passageiros.

“Eu não iria passar o fim de semana em Natal [terra do ministro]. Se fosse voltar para Brasília, teria optado por lá. Mas havia programado ir ao Rio. Fui para passar o fim de semana e ver o jogo”, disse.

“Me senti no direito de o avião me deixar onde eu quisesse ficar”, afirmou o ministro. “Já fiz isso outras vezes, porque na volta fico sempre no destino que eu me programei. Pedi com antecedência, senão ministro entra na fila.”

Ele ganhou ingresso do Ministério do Esporte para o Maracanã e disse ter gostado do jogo. “Quem não gostou?”

Veja matéria completa AQUI.

 

 

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quinta-feira - 04/07/2013 - 06:38h
Força do hábito

Presidente do Senado usa avião para festa de casamento

Parece que não é mais um caso de “equívoco”, mas de hábito. Agora é o presidente do Senado, o também peemedebista Renan Calheiros, que é flagrado usando avião oficial para programação pessoal, num final de semana, tudo pago pelo contribuinte brasileiro.

A coluna “Painel” da Folha de São Paulo, de hoje, mostra que além do presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), que utilizou avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para curtir jogo de futebol no Rio de Janeiro com familiares e amigos, Renan esteve na Bahia para aproveitar festa de casamento da filha de um senador aliado.

Veja abaixo:

Arroz de festa – O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a exemplo de seu colega da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), usou aeronave da FAB para fins particulares. Renan requisitou um avião modelo C-99 para ir de Maceió a Porto Seguro às 15h do dia 15 de junho, um sábado. Ele participou do casamento da filha mais velha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Trancoso.

O voo de volta foi às 3h da manhã do domingo, para Brasília.

Outro lado – As informações foram confirmadas pela FAB. A assessoria do Senado não se manifestou até o fechamento desta edição. A agenda de Renan não previa compromissos em 15 de junho.

Regra – O decreto 4244 de 2002 diz que aviões da FAB podem ser requisitados por autoridades por “motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente”.

Badalação – O casamento de Brenda Braga, filha do líder do governo, reuniu políticos e empresários. O cantor Latino foi contratado para fazer show privativo.

 

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quinta-feira - 06/06/2013 - 18:38h
Companheiros

Governador do PT articula mudança de Rosalba para Dilma

Por Nelson Barros Neto (Folha de São Paulo)

Wagner atrai 'companheira' Rosalba

A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, negocia deixar o DEM e engrossar a base aliada do governo Dilma Rousseff. Ela deve anunciar sua filiação ao PTB nos próximos dias.

O Estado potiguar, visitado por Dilma na última segunda-feira (3), é o único comandado pelo Democratas desde que Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina, ingressou no PSD de Gilberto Kassab, em 2011.

Conterrânea do presidente nacional do DEM, o senador José Agripino Maia –ambos são de Mossoró (RN)–, Rosalba se recusou a participar do programa nacional do partido que vai ao ar nesta quinta-feira (6) em todo o país.

Ela não quis ter a sua imagem veiculada a uma peça de propaganda crítica ao Palácio do Planalto.

A Folha apurou que a articulação de mudança de partido envolve o petista Jaques Wagner, governador da Bahia, terra do presidente do PTB, Benito Gama.

Gama foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Rosalba até novembro do ano passado e vai substituir o também baiano César Borges, agora ministro dos Transportes, numa das vice-presidências da Caixa – outra costura que teve o dedo de Wagner.

Anfitriã da visita presidencial a Natal na segunda-feira, Rosalba não poupou elogios à presidente, a quem chamou de “sensível, determinada e corajosa”, além de “presidente de todos os brasileiros”.

“Tenho a clara noção de que meu cargo e meu trabalho estão acima de qualquer questão e isso me dá o direito de agradecer e aplaudir”, disse a governadora.

O objetivo de Rosalba com a mudança para o PTB é ficar mais confortável para se declarar dilmista no final de sua gestão e ganhar mais força na tentativa à reeleição.

Avaliações internas, porém, indicam que a migração “vai dar trabalho” devido à lei de fidelidade partidária. O Tribunal Superior Eleitoral só considera justa uma mudança do tipo se ela ocorrer para uma nova sigla, se o partido anterior sofreu desvio de linha programática ou por “grave discriminação pessoal”. Ainda não foi definida a estratégia a ser usada para justificar a migração de Rosalba.

Por meio de sua assessoria, ela negou a negociação. Internamente, o PTB considera a troca como certa.

Nota do Blog – A artimanha da “companheira” Rosalba é extremamente certa, para tentar sobreviver politicamente.

O detalhe, ou fato novo nesse caso, é o surgimento do nome do governador baiano – do PT – como articulador e endossante dessa mudança da “Rosa”.

Será que a presidente Dilma vai impor o nome da “companheira” Rosalba como candidata “natural” à reeleição, com apoio dos demais aliados da base, incluindo o próprio PT potiguar?

Como já vi de quase tudo em política e não duvido de nada, vamos aguardar.

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quarta-feira - 15/05/2013 - 17:47h
Dilma desde criancinha

Rosalba se recusa a participar de programa do DEM

Da coluna de Ilmar Franco (Jornal O Globo)

Desfalque

A única governadora do DEM, Rosalba Ciarlini (RN), se recusou a participar do programa nacional de TV do partido. Ele vai ao ar dia seis de junho e será acidamente crítico ao governo Dilma.

Os marqueteiros do Democratas mandaram um texto por escrito sugerindo a fala que a governadora devia dizer para os telespectadores.

Ela não gostou do que leu e pediu para ficar fora do programa.

Folha de São Paulo

À Folha de São Paulo, a governadora Rosalba Ciarlini justificou sua posição:

– Foi uma decisão minha de não participar, porque eu tenho tido um bom relacionamento com o governo federal. A presidente tem tido um tratamento realmente republicano.

Nota do Blog – A governadora há tempos tenta se livrar do DEM e costura desembarque em algum partido aliado da presidente Dilma.

A articulação para mudança tão radical não é por princípios ideológicos, mas interesse político-eleitoreiro e administrativo.

O Governo da Rosa ainda respira, “por aparelhos”, graças à intermediação de interesses costurados sobretudo pelo PMDB, partido do presidente da Câmara Federal, Henrique Alves, aliado da governadora.

Muitos programas federais também contribuem para que a gestão estadual tenha algo a mostrar.

Num partido da base, Rosalba passaria a ter maior “legitimidade” política para pleitos ao seu governo e tornaria secundário o papel do PMDB.

Nada é por acaso em política.

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quinta-feira - 21/03/2013 - 14:47h
Vergonha nacional

RN faz “rodízio” de alunos na rede de ensino

Folha de São Paulo

Com um número insuficiente de professores, a rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte decidiu adotar um “rodízio” de alunos.

Ao longo da semana, em geral, os alunos têm passado três dias em sala de aula e os outros dois em casa. O “rodízio” atinge principalmente adolescentes dos últimos anos do ensino fundamental.

O sindicato potiguar dos professores estima em cerca de 20% os estudantes do Estado atingidos pela medida. A rede tem cerca de 280 mil alunos -destes, 56 mil no rodízio, segundo o sindicato.

Nesta semana a Folha visitou algumas dessas escolas.

Veja matéria completa AQUI.

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Categoria(s): Educação
segunda-feira - 25/02/2013 - 08:45h
"Democracia"

“Donos” de siglas regem sistema partidário no Brasil

Da Folha de São Paulo

Vítor Nósseis preside o PSC desde 1985. Daniel Tourinho assumiu o cargo mais alto do hoje PTC em 1989. A exemplo deles, outros 13 presidentes de partidos políticos estão no posto há mais de dez anos.

Há exemplos em siglas nanicas, médias e grandes. Após várias reeleições, alguns são considerados “donos” de siglas. Somam mandatos mais duradouros que o de presidentes africanos notórios pela longevidade no poder.

A gestão do líder do PSC, por exemplo, é mais longa que a do presidente de Uganda, Yoweri Museveni, há 27 anos no comando do país. Já o líder do PTC assumiu no ano em que o ditador do Sudão, Omar Bashir, chegou ao poder.

No grupo, que reúne metade dos 30 dirigentes de partidos, está o deputado Roberto Freire, presidente do PPS há 21 anos, e o vice-presidente da República, Michel Temer, que comanda o PMDB desde 2001. Hoje ele está licenciado, mas deve ser reeleito em março.

Já partidos como PRTB, de Levy Fidelix, e PSDC, de Eymael, nunca estiveram nas mãos de outra pessoa.

Para a cientista política Maria do Socorro Souza Braga, da Universidade Federal de São Carlos, duas situações levam à permanência de um presidente por tantos anos.

A primeira são os partidos “de notáveis”, que giram ao redor de um líder. “É uma legenda fraca.” Em outros casos, há tantas correntes internos que, quando alguém se legitima, fica como nome de consenso, como no PMDB.

Os prazos de mandato são diferentes em cada sigla. É comum líderes serem escolhidos em convenções a cada dois ou quatro anos. Mas o estatuto do PMN, por exemplo, não prevê limite de mandato. Oscar Noronha Filho é presidente desde 1998.

No PMDB, o mandato é de dois anos com reeleição indefinida. No PT, são três anos com direito a uma reeleição.

Em 2015, o PSC deverá reeleger Nósseis “se for a vontade de seus pares”. Ele disse que, como a sigla não “exclui nem segrega”, é desproporcional a comparação com dirigentes de países africanos.

Tourinho, do PTC, reeleito no ano passado, disse que “renovação não significa troca de nomes” e que, no partido, decisões são tomadas por consenso. Ele ressaltou que também não há limites para reeleições de deputados e vereadores no Brasil.

Já Temer disse, via assessoria, que o PMDB faz convenções e que, “se há recondução da direção, é por meio da manifestação democrática dos filiados que votam”.

Para Roseli Coelho, da Fundação Escola de Sociologia e Política, deveria haver limite para reeleição, “senão o partido fica empoeirado”.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 18/02/2013 - 11:38h
País rico é assim

Congresso do Brasil é o 2º mais caro do mundo

Da Folha de São Paulo

O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países, mostram dados de um estudo realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em parceria com a UIP (União Interparlamentar).

Cada um dos 594 parlamentares do Brasil -513 deputados e 81 senadores- custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano.

Para permitir comparações, o estudo usa dados em dólares, ajustados pela paridade do poder de compra -um sistema adotado pelo Banco Mundial para corrigir discrepâncias no custo de vida em diferentes países. O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.

Com os dados extraídos do estudo da ONU e da UIP, a Folha dividiu o orçamento anual dos congressos pelo número de representantes – no caso de países bicamerais, como o Brasil e os EUA, os dados das duas Casas foram somados. O resultado não corresponde, portanto, apenas aos salários e benefícios recebidos pelos parlamentares.

Mas as verbas a que cada congressista tem direito equivalem a boa parte do total. No Brasil, por exemplo, salários, auxílios e recursos para o exercício do mandato de um deputado representam 22% do orçamento da Câmara.

Entre outros benefícios, deputados brasileiros recebem uma verba de R$ 78 mil para contratar até 25 assessores. Na França – que aparece em 17º lugar no ranking dos congressistas mais caros – os deputados têm R$ 25 mil para pagar salários de no máximo cinco auxiliares.

Assessores da presidência da Câmara ponderam que a Constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes -na Bélgica, por exemplo, os deputados só têm 13 sessões por ano no plenário. No Brasil, a Câmara tem três sessões deliberativas por semana. No total, as despesas do Congresso para 2013 representam 0,46% de todos os gastos previstos pela União. O percentual é próximo à média mundial, de 0,49%.

Em outra comparação, que leva em conta a divisão do orçamento do Congresso por habitante, o Brasil é o 21º no ranking, com um custo de cerca de US$ 22 por brasileiro. O líder nesse quesito é Andorra, cujo parlamento custa US$ 219 por habitante.

O estudo foi publicado em 2012, com dados de 2011. O Brasil não consta no documento final porque o Senado atrasou o envio dos dados, que foram padronizados nos modelos do relatório e repassados à Folha pela UIP.

Ao todo, a organização recebeu informações de 110 dos 190 países que têm congresso. Alguns Estados com parlamentos numerosos, como a Itália, não enviaram dados.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 24/01/2013 - 09:46h
Henrique e Renan

Aplausos, que eles merecem

O articulista de a Folha de São Paulo e portal UOL, Jânio de Freitas, escreve um duro artigo hoje contra as candidaturas à presidência da Câmara Federal e do Senado, respectivamente dos peemedebistas Henrique Alves e Renan Calheiros.

“Onde estão as ‘pessoas de bem’ dotadas de poderes para reagir à esperada entrega do Poder Legislativo do país ao aviltamento escancarado? Onde estão a OAB nacional e suas seções regionais, que não movem sua autoridade histórica e seu patrimônio de conhecimento para ativar e liderar a defesa da sociedade civil? Acomodar-se no imobilismo e no silêncio permissivos é associar-se ao que merece reação. Os intelectuais, os artistas, os estudantes, onde pararam?” – escancara o colunista

“Antes daqueles todos, e até pelo nome que ostenta, deveria estar o Ministério Público fazendo a representação ativa da população desprovida de conhecimento e de meios para reagir às traições dos seus eleitos. Mas Renan Calheiros e Henrique Alves estão pendurados há anos em processos criminais que o Ministério Público, pela Procuradoria-Geral da República, guarda com zelo, para evitar que se movam até de uma gaveta a outra. Tal como fez em benefício de Carlos Cachoeira e seus companheiros do PSDB e do DEM” – sequencia.

Ele ainda arremessa: “Não é preciso refletir muito para admitir que os renans de todos os calibres têm razão. Se fazem o que fazem, são o que são, e têm êxito, aí está a evidência de contarem com consentimento amplo, geral e irrestrito. A indiferença e o silêncio que os acompanham são formas de aprovação. Ou de aplauso, mesmo.”

Veja o texto na íntegra clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
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domingo - 06/01/2013 - 06:35h
Henrique Alves

Deputado tenta presidir Câmara com ideias polêmicas

Deputado norte-rio-grandense tem 42 anos de forte atuação parlamentar e nunca foi do "baixo clero"

Por Catia Seabra (de Brasília, Folha de São Paulo)

Henrique: nome favorito à presidência

Aliado do governo petista de Dilma Rousseff. Companheiro do tucano Aécio Neves em viagem ao exterior. Apoiador do ascendente Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco. Amigo da bancada ruralista.

O peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN) desliza entre forças concorrentes no Congresso com um objetivo central: aos 64 anos, “Henriquinho”, como é conhecido, quer ser presidente da Câmara, cargo pelo qual está em campanha há três anos.

A pretensão de presidir a Casa já estava expressa num slogan de 2010, quando se elegeu deputado pela 11ª vez: “Vote em um e leve três: deputado, presidente da Câmara e presidente da República em exercício”.

Herdeiro político do clã iniciado pelo governador do Rio Grande do Norte Aluísio Alves (1921-2006) e deputado há 42 anos, sete deles à frente da liderança do PMDB, Henrique Alves fez acertos eleitorais às custas de seu próprio partido.

Exemplo: em 2011, trabalhou informalmente em favor de Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, para o Tribunal de Contas da União (TCU). Só que o PMDB tinha candidato ao cargo.

Em retribuição, Campos recusa-se a declarar apoio ao candidato do PSB, Júlio Delgado (MG), que concorre contra Alves sem aval do presidente nacional da legenda.

Parceiro do vice-presidente da República, Michel Temer, o favorito para comandar a Câmara carrega promessas de campanha capazes de tirar o sono de Dilma.

Uma delas é a defesa de equiparação automática do salário dos deputados ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente de R$ 28.059. O gatilho depende da aprovação de uma emenda no Congresso.

Tema clandestino

“A emenda está pronta. Não sei por que não foi aprovada. Esse não pode ser tema clandestino. Tem que ter critério. Fica defensável”, diz.

Sobre seu plano de instituir o pagamento obrigatório de “um percentual significativo das emendas individuais”, afirma: “Todos os governos estabelecem essa humilhação que é o parlamentar ficar mendigando por um direito dele. De repente, se tornou um toma lá dá cá por uma postura inadequada”.

Hoje porta-voz do discurso corporativista do Congresso, Henrique Alves nunca transitou pelo chamado “baixo clero” da Câmara.

O peemedebista não conseguiu extrapolar os limites do Congresso, sendo derrotado nas três vezes em que se aventurou ao Executivo.

Na escalada pela presidência da Câmara, só não esconde as restrições a um desafeto: o favorito para ser presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Veja reportagem na própria Folha de São Paulo clicando AQUI.

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Categoria(s): Reportagem Especial
domingo - 30/12/2012 - 10:49h
Micarla de Sousa

Pior governo do país acaba com dívida de R$ 200 milhões

Do jornal Folha de São Paulo

O pior governo do país chega ao fim com a prefeita afastada, dívida superior a R$ 200 milhões, pilhas de lixo pelas ruas, ano letivo suspenso nas escolas e saúde em estado de calamidade.

Única prefeita eleita pelo PV em 2008, Micarla de Sousa atingiu o maior índice de rejeição já registrado pelo Ibope, de 92%, em pesquisa feita em setembro, enquanto comandava a Prefeitura de Natal. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), por exemplo, teve 47%.

Pouco depois, em outubro, Micarla foi afastada do cargo pela Justiça por suspeita de participação em um esquema de desvio de verbas.

Segundo o Ministério Público, a prefeita usou recursos públicos para comprar joias, fazer supermercado e pagar funcionários de sua casa. Ela nega as acusações.

Desde o afastamento de Micarla, Natal já teve dois outros prefeitos –e, nesta semana, chegou a ficar sem comando por dois dias.

Micarla se elegeu em 2008 com o mote da mudança, após ganhar popularidade como apresentadora de TV — ela é dona da TV Ponta Negra, afiliada local do SBT.

Chegou ao auge de influência política em 2010. Coordenou a campanha de Marina Silva (ex-PV, sem partido) à Presidência no Nordeste.

Em 2011, investigada pela Câmara de Natal por suspeita de irregularidades, enfrentou protestos que ficaram conhecidos como “primavera potiguar”.

Mas foi neste ano que a situação piorou. O lixo começou a se acumular nas ruas após a suspensão do pagamento das empresas que fazem a coleta.

As aulas foram suspensas neste mês por falta de pagamento de funcionários, após a saída de Micarla do cargo. Cerca de 15 mil alunos não terminaram o ano letivo.

No mês passado, foi decretado estado de calamidade pública na saúde por falta de profissionais e material para atendimento em unidades.

Constrangimento

A gestão causou constrangimento a aliados. Após o afastamento de Micarla, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, disse que a sigla “não perdoa deslizes em relação a verbas públicas”.

O senador José Agripino Maia (DEM), que a apoiou em 2008, também não sai mais em sua defesa. “Não tenho contato com ela há dois anos”, diz, atribuindo o rompimento ao apoio da ex-afilhada a Dilma em 2010.

Micarla disse que “a política é uma página virada” em sua vida. “A história não termina de ser escrita em 31 de dezembro. Lá na frente as pessoas vão saber o que foi feito, o que valeu a pena.”

O prefeito eleito, Carlos Eduardo Alves (PDT), afirma que a prioridade inicial de seu governo será solucionar os problemas na saúde, educação e coleta de lixo.

Para equilibrar as finanças, Alves diz querer extinguir órgãos da administração e revisar contratos.

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Categoria(s): Política
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