domingo - 08/03/2026 - 07:38h

Memória de uma ousadia

Por Tácito Costa

Casa de Cultura Popular (Reprodução do BCS)

Casa de Cultura Popular (Reprodução do BCS)

A gestão do escritor François Silvestre foi a última a colocar uma política cultural estruturada à frente da Fundação José Augusto. Digo isso com conhecimento de causa: acompanho de perto, como jornalista, a vida cultural do Estado e participei diretamente daquela experiência, como assessor de imprensa e editor da revista Preá.

Também estive nas gestões do jornalista Woden Madruga, nos governos de Geraldo Melo e de Garibaldi Alves Filho. Conheço, portanto, relativamente bem a história cultural potiguar — e a da própria Fundação. Conheço a aldeia, seus mitos ocasionais, seus mecenas de vitrine e suas pajelanças. Não me vendam versão.

Reconheço que os tempos mudaram. Mas não era necessário que mudassem a ponto de o Estado se desobrigar de formular política cultural permanente, transferindo para editais aquilo que deveria constituir projeto continuado.

A gestão de François teve virtudes e enfrentou dificuldades, como qualquer outra. Havia, porém, um eixo: projeto, direção, entendimento de que cultura pública exige planejamento, recursos e continuidade. Algumas iniciativas atravessaram governos — como a Preá e as Casas de Cultura. Outras foram sendo abandonadas, até desaparecer.

Depois veio o chamado “Foliaduto”, episódio que ganhou proporções muito além dos fatos e produziu desgaste suficiente para interromper aquele ciclo. Seguiram-se perseguição, ressentimento, julgamento apressado e a satisfação discreta dos que preferem ver um projeto ruir a vê-lo prosperar.

Hoje consolida-se a ideia de que política cultural se resume a shows caros com artistas de fora, enquanto se paga pouco — e, não raro, mal ou com atraso — aos artistas da terra, quando não se lhes aplica o velho expediente do calote. Persiste a noção de que cultura pública é apenas calendário de eventos e distribuição episódica de recursos, quando deveria implicar visão de Estado.

A ousadia teve custo, mas o legado ficou — e é ele que a memória registra.

Tácito Costa é jornalista

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Categoria(s): Artigo
quarta-feira - 25/10/2017 - 15:08h
Robinson Faria

O não governo

Por François Silvestre

Há governos bons, governos ruins, governos péssimos. Abaixo dessa linha há o pior dos péssimos, o não governo.

É o que temos.

Wilma de Faria fez um bom governo, no primeiro mandato. Tanto é verdade que, ao fim desse governo, foi desgastada pela chuva ácida do Foliaduto.

Coisa escrota produzida no porão da Casa Civil, sob o comando do seu irmão, com a cumplicidade de servidores comissionados da Fundação José Augusto. Mesmo assim, conseguiu reeleger-se contra o imbatível Garibaldi Alves.

Julgada positivamente pelo governo que fizera.

Foi ao segundo mandato.

Depois, sem Foliaduto e com a edificação da Ponte Newton Navarro, perdeu duas eleições majoritárias seguidas.

Foi julgada negativamente pelo segundo governo que fizera.

De seus auxiliares, nos dois governos, vários se acomodaram no governo Rosalba, que ganhou por causa do segundo governo Wilma. E muitos deles se aboletaram no governo Robinson, após a falência do governo Rosalba.

Estão aí.

São os pecados velhos prometendo catarse nova. Purgação de quê? Deles, nada.

O purgatório é do povo.

O governo Robinson não é ruim ou péssimo.

É um não governo.

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Categoria(s): Opinião
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quarta-feira - 30/10/2013 - 22:23h
Escândalo

Nova sentença do “Foliaduto” inocenta Carlos Faria

D’O Jornal de Hoje

Considerado um dos maiores “escândalos” da administração da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), o “Foliaduto” vai tendo seu desfecho na Justiça. Melhor para Carlos Faria, irmão da ex-gestora, que está conseguindo provar a inocência dele em cada decisão.

Nesta terça-feira, por exemplo, foi divulgada a sentença do juiz Cleanto Alves Pantaleão Filho, referente à ação penal do caso. E, mais uma vez, Carlos Faria foi inocentado.

Em abril, o irmão de Wilma já havia ficado livre do outro processo proveniente do “Foliaduto”, que tratava da irregularidade “administrativa”, ou seja, da improbidade administrativa constatada no caso.

Carlos Faria, como secretário-chefe do Gabinete Civil, foi um dos denunciados pelo Ministério Público do RN, mas foi considerado inocente em decisão do Tribunal de Justiça do RN, já passada a fase de recuso.

“Foram dois processos provenientes desse caso, um na Fazenda Pública, que tratava do ressarcimento aos cofres públicos, e outro penal. Carlos Faria foi absolvido nos dois. Sempre acreditei na postura proba e honesta dele. Agora a Justiça confirma isso com essas decisões”, ressaltou o advogado Erick Pereira, que fez a defesa de Carlos Faria nas duas ações.

Segundo o juiz Cleanto Alves Pantaleão Filho, “em que pese todo o esforço do Ministério Público Estadual, não encontro, nestes autos, elementos probatórios que sejam suficientes para que se possa condenar o acusado Carlos Faria” e, ressalta o magistrado, é preciso provas para se condenar alguém.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 27/09/2013 - 11:40h
Corrupção

Justiça condena ex-auxiliares de Wilma no caso “Foliaduto”

Do Blog Panorama Político

O Juiz de Direito Guilherme Newton do Monte Pinto, da 6ª Vara Criminal da Comarca de Natal, condenou seis acusados, na ação penal n° 0029964-91.2009.8.20.0001, ajuizada pelo Ministério Público Estadual, que denunciou esquema criminoso referente a desvios de recursos da Secretaria Estadual de Turismo (SETUR), conhecido como “Foliatur” (Foliaduto).

O Magistrado condenou os réus Armando José e Silva, Arnaldo Saint-Brisson Assunção Ramos, Belkiss Nascimento de Medeiros, Fernando Antônio Amâncio da Silva, Roberto Batista de Paula e Fabiano César Lima da Mota pelos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal) em concurso (art. 69 do CP) com formação de quadrilha (art. 288 do CP).

Em sua sentença, o Juiz de Direito Guilherme Pinto reconheceu a existência de causa de diminuição da pena em atenção ao benefício da delação premiada e reduziu pela metade a pena do réu Fabiano César Lima da Mota, que firmou termo de colaboração com o Ministério Público e ajudou a elucidar todo o esquema criminoso denunciado, que consistia em dispensa de licitação e pagamentos por serviços não realizados.

Condenados

O Magistrado condenou Armando José e Silva, Arnaldo Saint-Brisson Assunção e Belkiss Nascimento de Medeiros, cada um, à pena final, definitiva e unificada de quatro anos e 11 meses de reclusão e 80 dias multa; Fernando Antônio Amâncio da Silva à pena final, definitiva e unificada de cinco anos e um mês de reclusão e 120 dias multa; Roberto Batista de Paula à pena final, definitiva e unificada de cinco anos e dois meses de reclusão e 140 dias multa; e o réu Fabiano César Lima da Mota à pena final, definitiva e unificada de um ano e 10 meses de reclusão e 35 dias multa.

Fabiano César teve a pena privativa de liberdade substituída por duas penas restritivas de direito, sendo uma delas a prestação pecuniária no valor de três salários mínimos a uma entidade com destinação social, e a outra a prestação de serviços à comunidade.

Os réus Armando José, Arnaldo Saint-Brisson, Belkiss Nascimento, Fernando Antônio e Roberto Batista devem inicialmente cumprir a pena de reclusão em regime semi-aberto.

Nota do Blog Carlos Santos – Esse rumoroso caso pipocou dentro do Governo Wilma de Faria (PSB).

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
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quinta-feira - 05/09/2013 - 10:20h
Julgamento

“Foliaduto” se arrasta na Justiça, mas está em meta do CNJ

Do Blog Panorama Político (Anna Ruth)

O processo do Foliaduto, que tramita na Justiça Estadual desde 2006 e está há mais de um ano concluso para sentença, entrou na meta 18 do Conselho Nacional de Justiça. Ou seja, necessariamente, até o final do ano o processo terá que ser julgado na primeira instância.

Os autos, segundo informações no próprio site do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), estão na Comissão de Improbidade, que foi formada pelo Judiciário estadual para poder cumprir a meta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece julgar todos os processo de improbidade administrativa impetrados até 2011.

Nota do Blog – Esse Foliaduto arrasta-se ao sabor de interesses inconfessáveis…

Foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

O MPE identificou esquema com licitação fraudulenta na Fundação José Augusto (FJA) durante gestão da governadora (hoje vice-prefeita do Natal) Wilma de Faria (PSB), que culminou com o pagamento de shows “fantasmas” no carnaval de 2006.

 

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Categoria(s): Administração Pública
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