segunda-feira - 05/08/2019 - 21:44h
Atlas

Natal e São Gonçalo aparecem entre as mais violentas do país

No caso específico do RN, Mossoró e Parnamirim também surgem como campeãs de violência no estado

São Gonçalo do Amarante e Natal estão entre as cidades mais violentas do Brasil. É o que aponta relatório “Atlas da Violência – Retratos dos Municípios Brasileiros 2019”.

Divulgado na manhã desta segunda-feira (05/08/2019), o trabalho é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com análise de 310 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2017.

Rio Grande do Norte aparece em destaque em trabalho contido no Atlas da Violência (Foto: Ney Douglas)

O estudo revela que São Gonçalo do Amarante na Grande Natal está na terceira posição como a terceira mais violenta do Brasil, só perdendo para Maracanaú-CE (1º) e Altamira-PA (2º).

Natal é a quarta colocada entre as capitais. Fortaleza-CE (1ª), Rio Branco-AC (2ª) e Belém-PA (3ª).

RN em destaque no Atlas

No caso específico do RN, São Gonçalo, Mossoró, Natal e Parnaririm apareceram como as campeãs de violência no estado (página 16 do Atlas).

No Nordeste, o estado com maior taxa de homicídios estimada, em 2017, era o Rio Grande do Norte (67,4), seguido por Ceará (64,0), Pernambuco (62,3), Sergipe (58,9), Bahia (55,3), Alagoas (53,9), Paraíba (33,9), Maranhão (31,9) e Piauí (20,9).

No Rio Grande do Norte, a Unidade da Federação com maior taxa estimada de homicídio do Nordeste, as cidades mais violentas se concentravam nas mesorregiões do Oeste e do Leste. João Dias era o município líder de mortes violentas, com taxa de 222,6, seguido por Extremoz (184,5), Ceará Mirim (173,7) e São José do Campestre (156,1).

Sindicato do Crime

A capital Natal possuía taxa de 73,4, enquanto que a média das taxas estimadas dos municípios do estado era de 47,0. Nesse estado, há a predominância do Sindicato do Crime (SDC), grupo criado por dissidentes do PCC em 2012, devido a “discordâncias administrativas”.

Esta facção criminosa, presente  no estado desde 2006, apesar de ter o controle de poucos bairros da capital potiguar, detém o poder econômico e consequentemente o controle das rotas de distribuição nacional e internacional das drogas, em um dos estados que se insere entre os principais na rota do tráfico de drogas do Brasil para a Europa.

Dez cidades com maiores taxas estimada de homicídios por 100 mil habitantes:

  1. Maracanaú (CE) – 145,7
  2. Altamira (PA) – 133,7
  3. São Gonçalo do Amarante (RN) – 131,2
  4. Simões Filho (BA) – 119,9
  5. Queimados (RJ) – 115,6
  6. Alvorada (RS) – 112,6
  7. Marituba (PA) – 100,1
  8. Porto Seguro (BA) – 101,6
  9. Lauro de Freitas (BA) – 99,0
  10. Camaçari (BA) – 98,1

Das dez cidades com maiores taxas estimadas de homicídios, seis são nordestinas, duas são da região Norte, uma do Rio de Janeiro e outra do Rio Grande do Sul. Por outro lado, aquelas que apresentaram os menores números figuram apenas em dois estados: São Paulo e Santa Catarina. E uma “coincidência” entre todas é o bom Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como educação, trabalho, apoio infanto-juvenil.

Veja a íntegra do Atlas da Violência clicando AQUI.

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sexta-feira - 15/06/2018 - 11:47h
Atlas da Violência

Extrema pobreza amplia índice de homicídios em municípios

Segundo o estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgado nesta sexta-feira (15), os dez municípios com mais de 100 mil habitantes e com menores taxas de homicídios têm 0,6% de pessoas extremamente pobres, enquanto os dez mais violentos têm 5,5%, em média.

Nos últimos dez anos, a taxa que mais cresceu foi no Rio Grande do Norte (alta de 256,9%) e a que a mais caiu foi no estado de São Paulo (queda de 46,10%). A variação é grande entre os estados.

Apenas sete unidades da federação conseguiram reduzir o índice: São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná e Distrito Federal. Outros quatro estados tiveram altas acima de 100%: Tocantins, Maranhão, Sergipe e Rio Grande do Norte.

Mais de 500 mil homidícios

Nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam a vida vítimas de violência no Brasil. Em 2016, 71,1% dos homicídios foram praticados com armas de fogo.

A diretora executiva do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, Samira Bueno, diz que “basicamente mostramos que municípios com melhores níveis de desenvolvimento – e aqui falamos de habitação, educação, inserção no mercado de trabalho, dentre outros – também concentram menores índices de homicídio. Ou seja, estamos falando de pobreza, mas principalmente, estamos falando de vulnerabilidade econômica e de desigualdade”.

Veja matéria completa AQUI.

Veja a íntegra do Atlas da Violência 2018 clicando AQUI.

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quinta-feira - 14/06/2018 - 07:41h
Touros

Delegados farão evento nacional no Rio Grande do Norte

No final deste ano, o Rio Grande do Norte irá receber o I Congresso Jurídico da Associação Nacional dos Delegados de Polícia. O tema será “A reforma do Sistema de Segurança Pública e o Papel das Polícias Judiciárias”.

O evento acontece entre os dias 29 de novembro e 02 de dezembro, no Resort Vila Galé de Touros, que atualmente está em fase de construção e promete ser mais um dos grandes empreendimentos dessa rede hoteleira internacional.

Será promovido pela Associação Nacional de Polícia Judiciária (ADPJ), com o apoio da Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (ADEPOL/RN) e Associação Nacional dos Delegados Federais (ADPF).

Especialistas

Devem participar do evento cerca de 300 delegados de polícia de todo o país. As palestras serão dadas por especialistas de renome nacional e as atividades terão como objetivo promover a integração entre os profissionais.

O Rio Grande do Norte foi escolhido pela maioria dos delegados de polícia e dentre as razões, está a progressão dos índices de criminalidade nos últimos dez anos, conforme demonstrado no último Atlas da Violência produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Veja AQUI o Atlas da Violência do Ipea, com destaque negativo para o RN e Natal.

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terça-feira - 31/10/2017 - 08:10h
Anuário da Segurança Pública

RN é segundo colocado no país em número de homicídios

Do G1RN

Com um número absoluto de 1.976 mortes violentas no ano passado (18% a mais que em 2015), o Rio Grande do Norte foi o segundo estado com maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, de acordo com o 11º Anuário Brasileiro da Segurança Pública, lançado nesta segunda-feira (30) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estado ficou atrás apenas de Sergipe, que registrou 64 mortes para cada 100 mil habitantes. O RN teve uma taxa de 56,9 mortes, seguido de Alagoas com 55,9 mortes por 100 mil habitantes.

Segundo especialistas, índices de violência no RN são alarmantes (Foto: Ney Douglas)

Em nota, o Governo destacou que o Rio Grande do Norte ocupa a 5ª colocação entre os estados que mais reduzem os índices de latrocínio, roubo seguido de morte, e a 9ª menor taxa do país no que diz respeito aos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP), que engloba casos de roubos em geral, como comércios e residências. Sobre os assassinatos, a secretária de Segurança Pública e Defesa Social, Sheila Freitas, afirma que eles têm relação com as disputas entre as facções criminosas que brigam pelo comando do tráfico de drogas.

Combate ostensivo

“Estamos combatendo em diversas frentes, desarticulando as organizações por meio do setor de Inteligência e trabalhando com as Polícias Civil e Militar no combate ostensivo a esses grupos dentro das comunidades. Continuaremos com o nosso trabalho de enfrentamento. Não vamos retroceder”, declarou a secretária

O estado também foi o terceiro a registrar o maior crescimento de mortes violentas intencionais em 2016, em relação ao ano anterior (18%). Ficou atrás apenas do Amapá, que teve crescimento de 52,1% e do Rio de Janeiro, com 24,3%.

“A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área da segurança pública, influenciando a melhoria da qualidade dos dados por parte dos gestores”, diz o Fórum de Segurança Pública, sobre o anuário.

Faltando ainda dois meses para o final de 2017, o Rio Grande do Norte já superou em números, a quantidade de mortes violentas do ano passado, com mais de duas mil mortes. Foram 2.043 até este domingo (29), de acordo com o Observatório da Violência Letal Intensional (Óbvio) do Rio Grande do Norte. Um aumento de 24,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Roubos

O estado foi o terceiro com maior crescimento no número de roubos, que também influenciam no aumento da sensação de insegurança. Passou de 18.947 em 2015 para 24.642 no ano passado – um aumento significativo de 28,8%. Apesar de não figurar entre os estados com mais crimes deste tipo, o RN foi o terceiro a registrar maior avanço, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (40,4%) e Pernambuco (34,6%).

Roubo de carro preocupa

Quando as estatísticas são limitadas a roubos de carros, o estado também teve a terceira maior taxa em relação à população. Ao longo de 2016, foram registrados 6.010 casos – um total de 507,9 roubos a cada 100 mil habitantes. Novamente, o estado ficou atrás apenas do Rio de Janeiro (653,9) e de Pernambuco (564).

Somados os números de furtos (quando o bem é levado sem que a vítima presencie ou sofra ameaça), houve um total de 7.346 casos de carros levados no Rio Grande do Norte, no ano passado. Em 2015, eram 5198.

Menores taxas

Ainda de acordo com o estudo, pelo menos 363 pessoas foram dadas como desaparecidas no estado ao longo do ano passado. Na comparação com outros estados, essa é uma das mais baixas taxas do país.

O estado também registrou número de 206 estupros no ano passado, uma redução de 36,2% em relação a 2015. A taxa de 5,9 casos por 100 mil habitantes é a segunda mais baixa do país, ficando atrás apenas do Espírito Santo (4,7). Cresceu, porém o número de denúncias de tentativa de estupro, que passou de 33 para 52, no ano passado.

Entre 2015 e 2016, o estado também diminuiu o número de roubos a instituições financeiras e a cargas. No caso dos bancos, o número de roubos caiu de 60 para 39 (- 35%). No caso das cargas, a redução foi de 62 para 37 (- 40,3%).

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domingo - 19/03/2017 - 04:04h

Uma guerra que não pode ser nossa

Por Gutemberg Dias

A violência toma conta do Brasil. Os números, de forma silenciosa, mostram que vivemos uma guerra não declarada em vários estados e cidades.

Ao analisarmos os números, o Brasil entre os anos de 2011 e 2015 computou 278.839 mortes intencionais. Esse número é maior que as mortes registradas na guerra da Síria que foram de 256.124, no mesmo período. Não resta dúvida que estamos em guerra. Agora que guerra é essa? De quem é essa guerra?

Quanto a quem morre, observa-se que 54% das mortes acometem jovens entre 15 e 24 anos. Outro número que merece destaque é que 73% das pessoas assassinadas são pretos e pardos. Esses números denotam, claramente, que a população mais pobre está mais vulnerável a violência no Brasil.

Os investimentos na segurança pública são volumosos. Em 2016 foram investidos 76,3 bilhões. Entre os anos de 2002 e 2015 aconteceu um crescimento de 62% nos recursos destinados a segurança. Já as despesas com a segurança pública equivalem a 1,38 do Produto Interno Bruto (PIB).  Será que ainda falta dinheiro ou ele está sendo empregado de forma equivocada?

Os municípios (224,9%) investiram mais em segurança pública ante a união (86,9%) e os estados (61,9%). Essa desproporção nos investimentos se assenta na corrida dos gestores municipais em dar resposta aos munícipes. O cidadão está ali perto do prefeito que é cobrado sistematicamente para garantir sua segurança e de seus familiares.

Verdadeiros exércitos de guardas municipais estão sendo formados.Os números apresentados acima estão no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que foram lançados em novembro do ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Como diz um amigo matemático – “os números não mentem”.

Descendo para o estado do Rio Grande do Norte,  os números apresentados pelo Observatório da Violência do RN (OBVIO) mostram que nos três primeiros meses do ano já batemos todos os recordes de mortes intencionais, ou seja, a violência está instalada sem previsão de arrefecimento no estado onde o mote do governo é a segurança pública.

Os números apresentados pelo OBVIO são alarmantes. No ano passado (2016) nesse mesmo período tínhamos uma contagem na ordem de 381 assassinatos, hoje já temos 515 casos registrados, ou seja, um aumento de 35,17% no mesmo período comparando 2016 e 2017.

Vale destacar que os casos de mortes intencionais tem sua maior incidência na região metropolitana de Natal e, conforme dados do OBVIO, já passam dos 65%. Em números absolutos a capital lidera na região metropolitana e no estado com mais de 130 mortes.

Mossoró não é diferente. Estamos vivenciando momentos críticos na segurança pública. O cidadão já não tem a mesma coragem de estar nas ruas. Quando decide sair sempre está na retranca e atento ao ambiente ao seu entorno. Podemos dizer que o mossoroense está em constante estado de alerta.

A chacina ocorrida na última semana, que ceifou a vida de seis jovens, mostra que a violência em nossa cidade não está para brincadeira. Infelizmente o governo do estado e, também, a segurança pública municipal não se compadeceram em relação a esse crime bárbaro. Me corrijam se eu estiver enganado!

É chegada a hora da população começar a se movimentar de forma organizada para cobrar das autoridades ações efetivas e enérgicas em relação a insegurança. Não é possível ficarmos calados quando, só nesse três primeiros meses, 50 mortes intencionais já foram registradas na cidade. Sem contar as vítimas que se encontram internadas com risco de morte, podendo, a qualquer momento, aumentar o número.

Fora as mortes intencionais, soma-se ao bolo da insegurança os assaltos nas ruas, invasões de residências, roubos de caros e motos  e furtos que se alastraram na cidade. Vale destacar que hoje não existe mais horários específicos para os ataques, basta existir a oportunidade que os meninos do mal cometem seus delitos.

No início desse artigo fiz alguns perguntas. Espero que você possa responder e me ajudar a compor o cenário que vivemos. Bem como, faço um último questionamento, talvez muito simples e claro:

– Você acredita no modelo de segurança pública oferecido pelo estado brasileiro (leia-se municípios, estados e união)?

Eu já tenho minhas respostas, mas quero ver a sua!

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró e dirigente da Redepetro/RN

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