segunda-feira - 18/04/2022 - 15:50h
Julgamento e tortura

Ditadura, Superior Tribunal Militar…

Por François Silvestre

..e um Almirante que tem a ver comigo.

Como assim? Não conheci esse almirante nem ele me conheceu. Mas temos algo que nos aproxima no meio das trevas daquele tempo. Ao ver e ouvir, na televisão, áudios de Ministros do Superior Tribunal Militar (STM), na Década de Setenta, tomo um susto.

Almirante Júlio de Sá Bierrenbach morreu em junho de 2015 (Foto: web)

Almirante Júlio de Sá Bierrenbach morreu em junho de 2015 (Foto: web)

Um dos áudios, criticando e atestando as torturas é do Almirante Júlio de Sá Bierrenbach. O que tem a ver comigo? Foi ele o relator do meu processo, no STM, no julgamento de recurso na minha condenação na Auditoria Militar do Exército, em Recife.

Fui processado, em Recife, nas três Auditorias. Ali no Cais de Santa Rita. Na Auditoria da Marinha, fui absolvido. Na da Aeronáutica, nunca fui julgado e o processo morreu na anistia. Fui condenado na Auditoria do Exército. Três processos de casos distintos.

Não era fácil conseguir que um recurso chegasse ao STM. Porém, tive a sorte de ser defendido por Boris Trindade e Mércia Albuquerque. Boris era famoso criminalista e teatrólogo, com grande prestígio no Recife. O time se completava com Roberto Furtado, em Natal. Eles conseguiram que o recurso prosperasse.

A segunda luta foi para pautar o julgamento. Meu irmão, Dimas, que já morava em São Paulo há muito tempo, pôs um advogado em Brasília para acompanhar o caso. Eu estava preso na Colônia Penal João Chaves. Onde já cumprira três meses de prisão em 1972, e agora, em 1974, durante quase o ano todo, esperava esse julgamento.

RESUMO. Sorteado o relator, o processo foi para o Almirante Júlio de Sá. Voto de uma lauda e meia, se muito. Que ele terminava com uma observação irrespondível: “Que segurança nacional é essa que nós temos, que pode ser abalada por um discurso de um jovem numa Casa de Estudante lá no Rio Grande do Norte”?

Se havia algum Ministro que julgava haver crime ali, teve vergonha de contrariar o relator. Com votos rápidos, como se dá com julgamentos de réus sem importância, fui absolvido por unanimidade. Boris Trindade me disse, “foi o voto de relator mais conciso, curto e eficiente que vi até hoje”.

O crime era o seguinte. Eu dissera no discurso que o Brasil não tinha presidente, havia no exercício na presidência, ilegitimamente, um fascista torturador. Era Garrastazu Médici. A história confirmou minha fala.

Esse caso está registrado no segundo volume da Obra “Brasil Nunca Mais, o perfil dos atingidos”. Obra organizado sob a proteção da Arquidiocese de São Paulo e de Pastores evangélicos Metodistas, tudo com a supervisão de D. Paulo Evaristo Arns.

Leia tambémAlmirante Júlio de Sá Bierrenbach morre aos 96 anos;

Leia também: Em áudios, integrantes do Superior Tribunal Militar relatam tortura na ditadura militar.

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domingo - 17/02/2019 - 09:48h

A perversão da dialética

Por Paulo Linhares

A História não é uma múmia, algo estanque, engessado, morto. Ao revés, ela é movimento para frente ou para trás, avanços e retrocessos; uma espécie de ‘retrato’ do mundo, este que é “tudo o que ocorre” e traduz a “totalidade  dos fatos, e não das coisas”, para usar a categoria genial de Ludwig Wittgenstein, do seu “Tractatus Logico-Philosoficus”.

É bem certo que as pessoas tendem (erroneamente) a pensar a História como um contínuo encadeamento de superação de fatos – os avanços -, porém, quase sempre não se dão conta de que, na maioria das vezes, ela é feita de repetições – os retrocessos – muitas vezes trasvestidas de farsas inescondíveis, como alertava Karl Marx no seu “O 18 de Brumário de Luís Bonaparte” (de 1852).

Posto que farsas, os retrocessos históricos findam por impor ao mundo real uma lógica daquilo que pode ser denominado como ‘dialética perversa’, em que a síntese, a despeito das antítese contrapostas, é mera repetição da tese, íntegra e insuperada. Por força de incompreensíveis mistérios das coisas humanas, fatos trágicos e indesejáveis do passado rebrotam no cotidiano de nossas vidas, como se as lições escritas em sangue, suor e lágrimas de nada valessem.

Pode até parecer complicada está cogitação, todavia, tudo se faz claro quando os fatos paridos da realidade são objeto de reflexão, por apressada e perfunctória que possa ser.

Ora, quem pensou que após 1985 – com o fim da ditadura militar – o Brasil avançaria para se tornar um país moderno, calcado nos princípios do Estado Democrático de Direito, na sobrelevação da cidadania civil e política, no fim das desigualdades sociais e regionais, no respeito à convivência pacífica e respeito à soberania de outros povos na ordem internacional, ademais da adoção de uma pauta de direitos e garantias fundamentais, afinal declarados na Constituição de 1988, foi vítima de ignóbil e monumental engano.

Os fatos ocorridos no campo político-institucional a partir do ano de 2016, sobretudo, com o impedimento ex-presidente Dilma Rousseff, a despeito de todos os erros e desvios cometidos no seu governo e nos governo de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, mostram um enorme retrocesso factual de todas as conquistas da sociedade brasileira nas últimas três décadas. Tudo o que parecia ‘sólido’ se desmanchou no ar. E retrocedeu a um passado que, pensava-se, estava superado.

Claro, erros aconteceram, em especial o estabelecimento de relações promíscuas entre governos petistas (e os que os antecederam) e setores avançados do capital industrial, as  empresas de construção civil pesada, grandes empreiteiras de obras governamentais na área do petróleo transformadas em nefastas organizações criminosas que estabeleceram poderosos ‘propinodutos’ a contaminar gravemente o chão republicano.

No bojo das espetaculosas operações levadas a cabo pela aliança entre Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal – empoderados na Constituição de 1988 e apoiados pelos governos petistas, ademais do significativo apoio dos grandes barões da mídia -, parcela expressiva da sociedade brasileira assumiu uma pauta política conservadora, em desprestígio até de direitos e garantias de berço constitucional.

Mais grave, ainda, foi a dura resposta que esses setores – fundamentalmente das camadas médias da sociedade brasileira – deram nas urnas de 2018: optaram por um esboço de projeto política, social e economicamente bem mais retrógrado que aquele do ciclo militar de 1964-1985.

A pior, porém, está nas eleições de um presidente da República, alguns importantes governos estaduais e muitos parlamentares estaduais e federais, em ambientes rigorosamente democráticos, sem que isto represente efetivo avanço para uma sociedade complexa e juncada de contradições como a brasileira. A propósito, a eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República não foi objeto de qualquer maior contestação, a despeito das inermes acusações da prática de delitos eleitorais (‘disparos’ de “fake news” bancados por empresários sem conhecimento da Justiça Eleitoral). Na lógica do sistema político-eleitoral em uso, a sua eleição pode ser considerada como inequivocamente livre de mácula.

Aceite-se ou não, a verdade é que o corpo eleitoral induvidosamente optou pela onda conservadora que vem atingindo outros países, a exemplo da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos da América. A palavra de ordem mesmo, neste momento, é “direita, volver”!

A tendência política conservadora, no Brasil, se confirma com as eleições do deputado Rodrigo Maia e do senador Davi Alcolumbre, ambos do Partido Democratas, de direita, segundo e terceiro na vocação sucessória da presidência da República que, nos próximos dois anos, presidirão respectivamente a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Seguramente, a pauta ultraconservadora do governo Bolsonaro terá fortes aliados no Congresso Nacional para aprovação de leis e até de importantes reformas da Constituição. E de outros importantes setores da sociedade brasileira, inclusive, de parcela da chamada grande imprensa.

Embora possa parecer bizarro, tudo valerá a pena quando nossas humildes almas de democratas e republicanos – e esses dois termos se equivalem! – não forem pequenas, para lembrar o poeta Pessoa, embora, denuncia implacável a História, tantas (grandes) almas tenham fenecido sob Hitler, Stalin, Mussolini, Franco, Salazar, Pol-Pot, Garrastazu Médici, Pinochet etc.

E todas estas questões remetem às dificuldade e retrocessos de se desfrutar da liberdade numa ordem genuinamente republicana, como lembrou, há mais de dois mil anos, o filósofo latino Marco Túlio Cícero:“Quando o povo pode mais e rege tudo ao seu arbítrio, chama-se a isso liberdade; mas é, na verdade, licença”.

Por isto é que, na sua licença de decidir, em muitos casos, o povo  se torna algoz de suas próprias expectativas. E seu futuro pode estar irremediavelmente  comprometido, restando, apenas, a morte dos ideais  republicanos e cada vez mais distante a noção de uma sociedade livre, economicamente próspera e socialmente justa, com iguais oportunidades para todos.

Depois de muita caminhar e até sangrar – e tantos sangraram! – a sociedade brasileira dá um enorme salto para trás e aposta no inverso de tudo o que se assentara no seu coletivo imaginário a partir de 1985 e cristalizado na Constituição de 1988. Agora, é marco zero, pois tudo o que se edificou nesse campo ameaça a virar fumaça. Resta esperar para ver no que resultará esse intragável angu.

Paulo Linhares é professor e advogado

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sexta-feira - 09/11/2018 - 15:00h
Opinião

Bolsonaro deve à democracia

Por François Silvestre

Ponto. No regime militar, que Jair Bolsonaro (PSL) tanto defende, ele nunca seria presidente. Nem vice. Quando, na sucessão de Geisel, ventilou-se a candidatura de Jarbas Passarinho, o general Newton Cruz rebateu: “Ele é muito bom, mas não vou bater continência para um coronel”.

Na sucessão de Médici, puseram o nome do general Albuquerque Lima como alternativa, com a concordância do próprio. O comando militar reuniu-se e vetou. Motivo? O general só tinha três estrelas. E a presidência era privilégio de “quatro estrelas”.

Após a morte de Costa e Silva, não deixaram o vice Pedro Aleixo assumir. Razão? Era civil.

Médici exigiu um militar para ser seu vice, e foi um Almirante de último posto na Marinha.

Portanto, Bolsonaro deve sua investidura à Democracia.

Só nela um operário metalúrgico ou um capitão da reserva pode ser presidente.

Pra ser bom ou fazer merda, mas só na Democracia é possível.

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domingo - 11/01/2015 - 06:45h

O patriotismo edificante

Por François Silvestre

Dizia Samuel Johnson, se não me trai a Memória, que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. A leitura que faço desse desabafo tem a ver com a desculpa do “patriotismo” para sustentar tiranias ou perseguir desafetos.

A História é pródiga nesse comportamento. Os “patriotismos” de Stalin, Hitler, Salazar, Franco, Pinochet, Videla, Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu, Geisel. É vastíssima a patota dos “patriotas”.

E todos os seus adversários não são inimigos seus. São “inimigos do povo e traidores da pátria”.

Lembro-me de um capitão, nos tempos do serviço militar, que dizia nas “aulas de instrução”: “Esses que nasceram aqui, mas são maus brasileiros”. E eu ficava muito contente porque era confessadamente um “mau brasileiro”.

E vez ou outra eu discutia com esse capitão e outros superiores, nessas aulas de instrução. E aqui faço justiça, eles me tratavam bem. Não eram politiqueiros fardados. Eram apenas militares profissionais, convencidos de que a pátria precisava selecionar os seus filhos.

Rilke Santos, que serviu na mesma Bateria, já contou isso em várias outras oportunidades. Ao dizer: “Aquele recruta magrelo e amarelo discutia com os oficiais e nós nos divertíamos”.

Naquele momento da vida nacional o patriotismo era reivindicado como propriedade de cada lado.

E o pior é que no núcleo dos insatisfeitos com a Ditadura, fogava-se no monturo uma fumaça de ranços pessoais, invejas inconfessáveis e pequenos ódios que ainda hoje habitam mentes e mídia, nesse lamaçal do patriotismo mal resolvido.

Nenhuma pátria sai incólume das ditaduras. E o Brasil é um país que se desloca entre intervalos de exceção e democracia de faz de conta. Hoje é o faz de conta. Tomara que fique assim, a fazer de conta. Do que viver dos restos da desgraça escancarada.

Mas é possível amadurecer? Claro. Basta não fazer do patriotismo um refúgio de canalhas. Deixar a canalhice ter liberdade de ação, sem lhe dar crédito.

O Rio Grande do Norte pariu um Presidente da República, Café Filho. Envolvido pelo “patriotismo” udenista, conspirou contra a democracia, entrando no poder pela fresta estreita da tragédia e dele saindo pelo escancarado portão da melancolia.

João Café Filho só foi um patriota ao defender, no púlpito sindical e advocatício, os interesses populares. Depois, esqueceu sua terra, aposentou seus princípios e entrou na definição de Johnson.

Jânio Quadros e Carlos Lacerda foram dois “patriotas” usurários da pátria.

Em Jânio, a canalhice é tão notória que dispensa argumentação. Em Lacerda, basta ler suas Memórias, onde ele afirma não ter qualquer escrúpulo em macular a honra de ninguém desde que servisse ao que ele considerava útil aos seus propósitos de poder.

Patriotismo edificante é o da professora primária, nos grotões das escolas isoladas.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado nomNovo Jornal.

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domingo - 23/02/2014 - 06:59h

Cortez Pereira, o professor inesquecível

Por François Silvestre

Há dez anos, o Rio Grande do Norte perdeu Cortez Pereira. Porém, bem antes disso ele perdera o sossego e se viu mergulhado num cipoal de traições e desilusões.

Era um grande homem.

Professor inesquecível.

Tive com ele uma relação de amizade, que nem o episódio da minha prisão, durante seu governo, foi capaz de macular.

Muita gente tentou vincular minha prisão ao seu governo, pois eu fora preso no dia seguinte de uma vista que fez D. Aída Cortez à Casa do Estudante. Durante a solenidade, eu pedi a palavra e fiz um discurso violento contra o governo Médici e denunciei o governo Cortez de ser biônico, sem votos e aliado servil da Ditadura. E que Médici era resultado atávico do nazi-fascismo.

D. Aída estava grávida. Desligaram o som, mas eu continuei falando.

No dia seguinte, fui preso. Primeiro no 16/RI, depois na Colônia Penal.

Por esse motivo fui condenado a dois anos de reclusão, pela Auditoria Militar do Exército, em Recife. Mas eu nunca responsabilizei Cortez pela minha prisão.

Declarei publicamente que Cortez não tinha força para prender nem prestígio para soltar ninguém. Quem mandava era uma força de cima, fora do controle dele.

Ele mesmo usou essa minha citação para defender-se quando foi questionado sobre esse episódio numa entrevista na televisão.

Cortez foi traído por seus correligionários, daqui mesmo, a serviço da Ditadura, quando ele não era mais útil ao poder ditatorial.

No próximo post vou contar, citando nomes, uma dessas traições.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Portalnoar (21-02-14).

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domingo - 05/01/2014 - 10:21h

A tirania da opinião

Por François Silvestre

A brutalidade do stalinismo, a estupidez do império soviético e sua derrocada, mesmo garantindo aos adeptos, onde eu me incluía, que era um processo irreversível, não me dá o direito de reconhecer legitimidade ou dignidade humana ao império americano. Os desvios ditatoriais da Revolução Cubana, que escorraçou um balneário de prostituição e drogas, ilha prostituta do gigolô Fulgêncio Batista, não me dá o direito de defender o embargo punitivo ao povo cubano pelo império capitalista.

As ditaduras islâmicas, que torturam e matam em nome de Deus, não me dá o direito de reconhecer legitimidade ao império americano para interferir e decidir, em nome dos povos, o destino das nações.

O resultado do renascimento da Democracia brasileira, produzindo aberrações que vão de Sarney, Collor, Renan, tucanagem e licenciosidade petista, não me dá o direito de esquecer ou justificar a violência, covardia e brutalidade da Ditadura Militar, que transformou a Pátria num vasto esgoto de sêmen e sangue.

A admiração que tenho pela obra literária de Jorge Luis Borges não me dá o direito de aplaudir sua convicta defesa da Ditadura argentina. Assim como não posso nem devo desmerecer sua obra apenas por opor-me à sua opinião.

Saddam Hussein não inocenta George W. Bush. Stalin não salva Médici. Cuba não justifica Guantánamo. O mal de uns não abona a maldade dos outros.

A degeneração da Esquerda não obriga ao reconhecimento da Direita. Até porque o grande erro de uma foi querer imitar a outra. Imitação tentada, resultado impossível. A Direita é a mesma, ruim e inteligente. A Esquerda mudou pra pior; deslumbrou-se com o lustre da Direita. Oprimida, contratou pra fazer com algodão mocó o mesmo alfaiate que talhou de seda o paletó do opressor.

O julgamento de corruptos de esquerda não é o julgamento da Esquerda. Assim como o bom caráter de pessoas de direita não é o caráter da Direita.

A nossa Corte Suprema já agasalhou ilustres onde essa palavra carrega o seu brilho natural. Porém, nem sempre é a regra. Um Ministro, Luiz Fux, que diz ter feito “campanha” pra chegar lá, inclusive pedindo apoio de um processado, usando expressões do futebol, “bati na trave três vezes”, “esse processo eu mato no peito”, não dignifica a história do Supremo. Nem a traição aos “cabos eleitorais” salva sua biografia.

O ato de condenar desvios de conduta não pode alçar ninguém à condição de herói. Formação acadêmica não é biografia. É currículo. E condenar culpados não é heroísmo. É dever.

Mudo de opinião ao mudarem de azimute as circunstâncias. Mudar de ideia, pelo convencimento, evita que a minha opinião seja o meu tirano. Como ensinou Stendhal. Mas não permito à velhice o assassinato da revolta que justificou as ilusões da mocidade.

mais.

François Silvestre é escritor

* Texto do Novo Jornal

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