domingo - 03/02/2019 - 23:28h
Internet

Renan ataca jornalista e insinua assédio e sexo “mecânico”

Além de derrota à presidência do Senado em tumultuada eleição nesse último sábado (2), o senador Renan Calheiros  (MDB-AL) voltou a se envolver em mais polêmica. Neste domingo (3), um texto repulsivo dele causa enorme estrago em sua imagem já bastante combalida.

O senador escreveu em sua conta na rede social Twitter, nota insinuando que a jornalista Dora Kramer da revista Veja um dia já o assediara sexualmente. Além disso, envolve no imbróglio e em narrativa bizarra, o ex-senador já falecido Ramez Tebet (MDB-MS) e o ex-deputado federal Geddel Vieira (MDB-BA), que está preso.

Baixarias publicadas por Renan foram rapidamente apagadas, mas cópias espalharam-se rapidamente (Reprodução)

Ele apagou rapidamente a postagem, mas muitas pessoas fizeram “print” (cópia), viralizando-a na Internet.

A baixaria ganha enorme proporção, com manifestações de gente de todos os matizes sociais e não apenas da política. Apesar de maciçamente receber críticas por sua postura, ele também ganha apoios explícitos ou velados.

A deputada federal petista pelo Rio Grande do Sul, Maria do Rosário, relativizou o caso também através do Twitter: “Não estranhe esse tuíte …Parece sem pé nem cabeça, com coisas estranhas à política? O resultado da eleição do Senado ainda está por vir”.

Nota do Blog – O Blog Carlos Santos foi bloqueado pelo senador no Twitter (veja AQUI), neste domingo. Não entendemos o porquê.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 05/09/2017 - 11:59h
Geddel Vieira Lima

PF encontra malas com dinheiro que pode ser de ex-ministro

O Globo

A Polícia Federal (PF) encontrou nesta terça-feira(5) um “bunker’ em Salvador (BA) que seria, supostamente, utilizado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima ( Secretaria de Governo) para armazenagem de dinheiro em espécie. Geddel cumpre prisão domiciliar na Bahia. O valor ainda não foi divulgado.

PF apreendeu dinheiro em imóvel supostamente ligado a Geddel e encaminha transporte da grande fortuna (Foto: divulgação)

A PF deflagrou hoje a Operação Tesouro Perdido, que cumpriu mandado de busca e apreensão emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Segundo a PF, os valores apreendidos serão transportados a um banco onde será contabilizado e depositado em conta judicial.

A localização do “bunker” foi possível após investigações nas últimas fases da Operação Cui Bono.

Geddel é reú em processo em que é investigado por obsturção de Justiça. O ex-ministro é suspeito de tentar impedir que o doleiro Lúcio Funaro fizesse uma delação premiada.

Na denúncia apresentada à Justiça Federal, o MPF afirma que o ex-ministro teria tentado atrapalhar a Operação Cui Bono, que apura fraudes na liberação de crédito da Caixa, de onde o ex-ministro foi vice-presidente de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013, no governo Dilma Rousseff.

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domingo - 23/07/2017 - 04:42h

De cerco e circo

Por Paulo Linhares

Quem foi o idiota que disse que “a alegria do palhaço é o circo pegar fogo”? Mesmo Nero, que não era nenhum palhaço, mas, apenas um péssimo cantor, se assustou quando percebeu a trágica dimensão do incêndio que impôs à eterna Roma. É bem certo que numa visão pragmática o fogo tem função purificadora, redimente, todavia, o faz radicalmente e com destruição até da coisa confrontada, para o bem ou para o mal.

Assim, palhaço que se preza mesmo não deseja que o circo pegue fogo, pois, afinal, o espetáculo deve continuar e fazer rir é o seu objetivo de vida, além de ganha-pão, claro. A referência serve àqueles que têm vida de palhaço sem serem necessariamente palhaços na vida.

Cai como uma luva essa assertiva se o foco for direcionado ao momento político atual. Ora, poucas vezes na história desta República um presidente sofreu um cerco tão grande quanto o Temer, num país em que a luta contra notórios e notáveis corruptos se transformou em pretexto para ações de conquista e fortalecimento do poder político.

O mais intrigante: as famílias brasileiras, homens e mulheres, participam entusiasticamente dessa caça aos corruptos, como se isso nada tivesse a ver com eles, como se os políticos e outros biltres envolvidos em falcatruas com dinheiros públicos não tivessem sido eleitos com seu votos.

Queiram ou não, os políticos de todos os matizes e exercestes de cargos eletivos têm a mesma cara do povo brasileiro. Afinal, “levar vantagem em tudo”, ser mais ‘esperto’ , furar as filas da vida ou ser fascinado por privilégios faz parte do nosso ethos, “complexo de vira-lata” à parte.

O surpreendente é a recorrência da corrupção: a despeito das técnicas sofisticadas de investigação e das cada vez mais frequentes, estonteantes e arrasadoras ‘colaborações premiadas’, as ‘delações’ para usar a linguagem mais crua e usual, políticos importantes continuam a agir desabridamente com a promoção de negociatas e ações criminosas de corrupção, além daquelas que fazem para esconder os malfeitos e obstruir a atuação da Justiça.

Foi o que ocorreu recentemente com pessoas com trânsito no Palácio do Planalto e, pasmem, com protagonismo direto do presidente da República, Michel Temer, o que deu à crise política contornos insuportáveis. Como explicar o envolvimento direto de pessoas do círculo íntimo do presidente Temer em casos comprovados de corrupção: a cena filmada e exibida do deputado Rocha Loures a receber uma mala de dinheiro sujo chega a ser patética, sobretudo, a corrida que fez pelas ruas de São Paulo capaz de quebrar até os recordes do velocista Usain Bolt.

Mais ridículo ainda foi o diálogo do próprio presidente da República  com o empresário corruptor – o indefectível Joesley Batista, o ‘Safadão’, do grupo J & F, no subterrâneo do Palácio Jaburu, residência de Temer, quando foram tratadas questões que envolvem graves crimes e que, levados a conhecimento do Supremo Tribunal Federal através de denúncia formalizada pela Procuradoria Geral da República, se transformaram na primeira apuração criminal na história da República que envolve a figura do primeiro mandatário da nação por crime comum.

O presidente Temer, todavia, somente será definitivamente processado no STF se mais de um terço dos membros da Câmara Federal aceitar a denúncia. Temer já ganhou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. No plenário, dificilmente sairá uma decisão que determine o prosseguimento da denúncia: goste ou não dele, fato é que Temer conhece muito bem esse jogo e sabe jogar, jogando na mesa os triunfos que tem no momento certo.

Contrariamente do que ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff, Temer dá mostras de enorme capacidade de articulação política para conseguir votos suficientes para sepultar o processo que poderia afastá-lo da presidência e, de modo definitivo, defenestrá-lo da presidência da República. Sem dúvida, ele vem suportando olimpicamente um dos maiores cercos políticos sofridos por um presidente da República da história brasileira.

Uma coisa é certa: embora fragilizado politicamente, sobretudo, com as prisões de seu auxiliares diretos – Eduardo Cunha, Henrique Alves, Rocha Loures e Geddel Vieira, Temer demonstra uma enorme capacidade de dar respostas rápidas e eficazes para os tantos problemas que atravancam o seu governo, inclusive, os baixíssimos  índices de popularidade. Claro, difícil é prever como serão as consequências da sua (anunciada) vitória na Câmara dos Deputados.

Político experiente e profundo conhecedor dos meandros da política, ele sabe que dificilmente será impedido de transmitir a faixa presidencial ao ungido pela urnas na eleição presidencial de 2018, o que, aliás, pode ser até uma razoável solução política neste momento, à míngua de alternativa para sua substituição imediata. Por suposto, imagine-se um afastamento de Temer em face de uma derrota (que não ocorrerá!) no plenário da Câmara Federal: o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), conhecido pelo codinome ‘Botafogo’ – que nada tem a ver com o meu glorioso time da Estrela Solitária! –  nas investigações de corrupção da Operação Lava Jato, que convocaria uma eleição presidencial indireta pelo Congresso Nacional. Muita confusão que só agravaria mais e mais as crises da economia e da política.

No mais seria trocar seis por meia dúzia, o que não parece nada razoável. Melhor é esperar um pouco mais, pelas eleições de 2018. Afinal, de sã consciência, ninguém quer ver o circo Brasil pegar fogo.

Paulo Linhares é advogado e professor

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segunda-feira - 03/07/2017 - 17:54h
Hoje

Mais um figurão ligado a Michel Temer é preso

Mais um figurão do círculo fechado de amigos do presidente Michel Temer (PMDB) foi preso.

O engaiolado de hoje é o ex-deputado federal baiano e ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Antes, já tinham sido presos Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Rocha Loures (PMDB-PR) e Henrique Alves (PMDB-RN).

Desses, Eduardo Cunha e Henrique seguem presos.

Saiba mais sobre a prisão de Geddel pela Polícia Federal, clicando AQUI.

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segunda-feira - 15/05/2017 - 23:39h
Jornal Hoje

Obra no Piauí envolve Henrique e Geddel com propinas

Do Jornal Hoje (Rede Globo de Televisão)

O Piauí é o único estado do Nordeste sem porto e que, por isso, perde receitas tendo que exportar produtos por terminais de outros estados. Isso poderia ser diferente se as obras que começaram no município de Luís Correia, há quatro décadas, tivessem terminado. Em reportagem em sua edição desta segunda-feira (15), o “Jornal Hoje” da Rede Globo de Televisão mostrou mais um símbolo de desperdício e corrupção no país.

A reportagem aponta a participação do ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves no escândalo, além do ex-ministro e também ex-deputado federal baiano Gedeel Vieira Lima (PMDB).

Só de molhe, paredão de pedras que avança pelo mar e que deveria servir de abrigo aos navios, foram construídos cerca de 5 km, mas até agora, só pequenos barcos e pescadores circulam aos fins de semana.

A promessa é bem antiga, tem mais de 40 anos. O início da obra foi em 1976, ainda período da Ditadura Militar. O governador da época era Dirceu Arcoverde, da Arena, partido extinto. O investimento estimado é mais de R$ 600 milhões, valores de hoje, segundo a Secretaria de Transportes do Piauí, só que em 1986, a construção foi paralisada e a partir daí, foram 23 anos de esquecimento.

Na segunda etapa, o governador do Piauí já era Wellington Dias, do PT, que novamente foi eleito em 2014. Para esse contrato, o Governo Federal repassou ao estado R$ 16 milhões. Duas empresas responsáveis pelo consórcio chegaram a receber R$ 12 milhões, só que desse dinheiro, só o que avançou foi a construção do cais.

“Rio Grande”

O caso foi parar no Ministério Público Federal (MPF), que entrou com duas ações na Justiça denunciando irregularidades na obra.

Na apuração do caso, surgiram os nomes dos ex-ministros Henrique Alves e Geddel Vieira Lima. O ex-parlamentar potiguar tinha o codinome de “Rio Grande” e teria empalmado cerca de R$ 800 mil.

Os dois negam envolvimento com os supostos desvios e dizem que não receberam qualquer vantagem.

Ex-executivos da Construtora Odebrecht garantiram que pagaram propina a ambos.

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sexta-feira - 25/11/2016 - 15:36h
Hoje

Geddel pede para sair; é o sexto a cair na gestão Temer

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, enviou uma carta de demissão ao presidente Michel Temer na manhã desta sexta-feira (25). Com isso, ele se tornou o sexto ministro a deixar o governo Temer.

Na condição de ministro, Geddel tinha direito ao chamado “foro privilegiado”, ou seja, ser investigado e processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do país. Agora, com a sua demissão, ele perdeu esse direito.

“Se sou o problema, então está resolvido”, diz Geddel (veja AQUI);

“Processo que investiga conduta de Geddel segue na Comissão de Ética” (veja AQUI).

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quinta-feira - 24/11/2016 - 21:06h
Brasil

A “evolução em espécie”

Já tivemos dólar na cueca e a Elba de Collor.

Hoje, Triplex de Lula e Ap. de Geddel.

O que falta a República parir?

Meu Deus!

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sexta-feira - 13/05/2016 - 10:55h
Tutti buonna gente

Ministros suspeitos que saem, ministros suspeitos que chegam

Muda governo, não muda o nível.

O que temos reiterado nesta página e intervenções no Jornal das Cinco da FM 105,1 em Mossoró, ou participando de programas jornalísticos em rádio e TV, a cada dia se confirma.

Dilma e Temer na posse: afinados na formação de suas equipes. Parecidíssimos! (Foto: Web)

Brasília vive uma guerra entre quadrilheiros, apesar de exceções honrosas. Pouca gente com bons propósitos. A prioridade é o poder a qualquer preço.

Mal o presidente interino Michel Temer (PMDB) assume a Presidência da República, tudo se repete. Sujos e mal lavados a tiracolo. Uns que saem, outros que chegam, alguns até que retornam.

Gente que já foi dos governos Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT).

O que seria pelo menos prudente ao novo presidente, ou seja, não convocar gente investigada na Operação Lava Jato, por exemplo, não é levado em conta. Há um lote de peemedebistas com foro privilegiado agora, na condição de ministro.

Coerência

Além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da Câmara pelo Supremo, são investigados na Lava Jato os ministros do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá; da Casa Civil, Eliseu Padilha; do Turismo, Henrique Alves, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima,além do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o ex-ministro Moreira Franco.

Com a saída de Dilma Rousseff, não ocorreu apenas a exoneração de vários auxiliares, mas a fragilização de todos na defesa de problemas parecidos.

Com a exoneração divulgada pelo “Diário Oficial”na quinta-feira (12), perderam o foro no Supremo Tribunal Federal (STF) os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Jaques Wagner (Gabinete Presidencial), José Eduardo Cardozo (Advocacia Geral da União) e Ricardo Berzoini (Governo).

Outro alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nomeação, mas não chegou a assumir a pasta do Gabinete.

Nota do Blog – Era mais sensato à Dilma, que tivesse exonerado seus ministros sob investigação até o esclarecimento de tudo. Seria coerente a Temer, nem chamar esse lote de auxiliares, sob investigação.

Incoerência, é a seletividade da crítica e na cobrança de correção com a coisa pública.

Nenhum dos envolvidos do governo que se foi e, do que chega, tem demanda judicial transitado em julgado, com condenação.

São investigados, que se diga.

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domingo - 12/10/2014 - 08:44h
Segundo turno

PMDB não dá apoio integral à Dilma em ao menos 10 estados

No RN, Lula empurra candidato e partido para os braços de Aécio; elege um aliado como "adversário"

Do Folha de São Paulo e Blog Carlos Santos

Em disputa acirrada pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) ficará sem apoio integral do PMDB, principal aliado do Governo Federal, em mais um terço dos estados no segundo turno.

A notícia, em formato de reportagem especial, é publicada hoje pelo jornal Folha de  São Paulo (veja na íntegra AQUI).

Segundo a matéria do jornal paulistano, Aécio Neves (PSDB) tem apoio oficial do PMDB em  pelo menos seis estados: Acre, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Roraima e Rio Grande do Sul.

Em outros estados deverá contar com empenho de setores peemedebistas, como em Piauí, Mato Grosso, Rio de  Janeiro e Santa Catarina.

Somados, esses estados reúnem cerca de 35% do eleitorado brasileiro, e incluem os dois redutos em que Marina Silva (PSB) venceu no primeiro turno: Acre e Pernambuco. Na Bahia, o ex-ministro de Lula Geddel Vieira Lima lidera o PMDB no apoio a Aécio.

No Rio Grande do Norte

Em relação ao Rio Grande do Norte, o jornal afirma que o PMDB está fechado no apoio à Dilma. Mas ignora um fato crucial para insatisfações no partido, de suas lideranças à base: é a propagação de mensagem do ex-presidente Lula em guia eleitoral, exaltando a candidatura do vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) ao Governo do Estado.

A posição de Lula, num estado em que o outro candidato ao governo é o presidente da Câmara Federal e aliado de Dilma, Henrique Alves (PMDB), é vista por muitos como deselegante e politicamente irracional.

A presidente Dilma não gravou mensagem para favorecer qualquer um dos dois candidatos. Pelo menos até aqui. Mas Lula o fez, material repetido também no segundo turno em rádio e TV.

A “preferência” deixa o candidato Henrique Alves à vontade para liberar sua militância ou textualmente pregar o voto em Aécio.

Posição de Henrique

Henrique defendeu Dilma em convenção (Foto: Robson Carvalho)

Vale lembrar, que na convenção nacional do PMDB, a chapa presidente Dilma-vice Michel Temer (PMDB-SP) foi aprovada por 59% dos convencionais. Entre os apoiadores e defensores da chapa, o próprio Henrique Alves.

Contudo ficou clara a divisão do partido.

No segundo turno, o PT de Dilma e Lula sabe que cada colégio eleitoral, por menor que seja, como o Rio Grande do Norte, que representa menos de 2% do eleitorado nacional, tem importância imprescindível à vitória.

Promover o desequilíbrio, com preferência para um de seus aliados, é excluir o outro ou liberá-lo para tomar o rumo que desejar.

Temer e Lula

O vice-presidente Michel Temer, segundo o Blog apurou, conversou com o presidente Lula sobre a situação do Rio Grande do Norte ainda no primeiro turno. Ponderou para o significado da equidistância do Governo Dilma e dele (Lula) da contenda estadual, haja vista que PMDB e PSD eram aliados do governo.

Esse desconversou, saiu pela tangente.

Num segundo turno tão complicado, o PT de Lula não pode exigir fidelidade de quem resolveu eleger como “adversário”. Joga Aécio nos braços de quem hostiliza direta ou indiretamente.

Não poderá reclamar depois.

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segunda-feira - 14/01/2013 - 15:25h
Câmara Federal

Henrique Alves é vítima de “fogo amigo”

Jornal O Globo

A sucessão de denúncias contra o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), surgidas no fim de semana, expõe um racha no partido, na avaliação de políticos peemedebistas, e é fruto de “fogo amigo”. Henrique Alves é candidato a presidir a Câmara dos Deputados a partir de fevereiro.

As denúncias, na avaliação desses peemedebistas, também agradariam ao PT e ao grupo palaciano, que enxergam na fritura de Henrique Alves a justificativa para romper o acordo de elegê-lo e lançar um nome próprio — Arlindo Chinaglia (PT-SP) é o mais cotado — para suceder a Marco Maia (PT-RS).

A denúncia que mais compromete Henrique Alves, publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, revela que parte das emendas parlamentares do líder do PMDB beneficiou Aluizio Dutra de Almeida, tesoureiro do partido no Rio Grande do Norte e assessor do deputado na Câmara desde 1998. Almeida é sócio da Bonacci Engenharia e Comércio, empresa contratada para fazer pelo menos três obras no estado nordestino financiadas por emendas do líder do PMDB.

Em 2009, o deputado destinou recursos do Ministério do Turismo para a construção de praça em Campo Grande (RN), no valor de R$ 200 mil. Do Ministério das Cidades, Henrique Alves mandou R$ 192 mil para São Gonçalo do Amarante e R$ 137 mil para Brejinhos, ambos para pavimentação de ruas. Essas obras foram tocadas pela Bonacci. Almeida disse à “Folha” que a empresa participou de licitações e ganhou.

Já a revista “Veja” informou que Henrique Alves alugou carros da empresa Global Transportes, do Distrito Federal, que teria por trás o ex-assessor do PMDB César Cunha. A empresa está registrada no nome da ex-vendedora de tapetes Viviane dos Santos, que disse ter emprestado o nome à tia Kelen Gomes, responsável por emitir as notas para o gabinete do líder do PMDB.

“Aí tem fogo, e é fogo amigo”

Em nota, a assessoria de imprensa do líder informa que, apesar de a Global Transporte estar legalmente constituída e haver apresentado toda a documentação exigida para fornecer o serviço, o deputado determinou “a apuração rigorosa da existência de possíveis irregularidades”.

— Quem era para estar apanhando era Renan (Calheiros, que disputa a presidência do Senado), mas, de repente, o mundo de Henrique é que desabou. Aí tem fogo, e é fogo amigo. Quem ia saber de emendas e locação de carros de Henrique? Geddel e Henrique nunca se bicaram, e ele, como ministro, sabia de todo o trâmite de emendas do PMDB — avalia um dos interlocutores de Henrique Alves, relacionando as denúncias à guerra que se trava no partido pela liderança, envolvendo o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com apoio do grupo de Geddel Vieira Lima.

— O PMDB está unido no mesmo propósito e não faria fogo amigo contra o Henrique. O mais provável é que seja fogo contra o PMDB. Talvez de quem não quer o PMDB no comando das duas Casas — afirmou Eduardo Cunha, jogando a suspeita para o PT, onde setores do partido nunca esconderam uma articulação para lançar Chinaglia.

Veja matéria completa AQUI.

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