segunda-feira - 28/06/2021 - 09:52h
Poder

Corda esticada…

Corda esticada, corda esgarçada, esgarçando cordaPor François Silvestre

...ou generais engolindo corda?

Essa é a pergunta que não cala. Faz um ano e meio, que generais nunca dantes conhecidos fazem chantagem com ameaças fecais. Quem tem condições de dar golpe, como se fez em 64, fala sobre tudo, menos sobre ameaça de golpe.

Agora, um grupo de generais bem sucedidos no contracheque volta e meia alertam: “A oposição não pode esticar a corda”.

Que corda? Onde está na Constituição que a atividade política da oposição comporta fiscalização e controle de generais, almirantes ou brigadeiros? Qual artigo? Em quais artigos nas quatro linhas da carta magna? Pra usar uma imagem bocó do Bolsopinóquio.

Vão à merda!... A última foi do presidente do Superior Tribunal Militar (STM). Esse Tribunal eu lembro de tempos outros, quando tive um processo meu, condenado pela Auditoria Militar do Recife, julgado lá, em recurso do meu advogado Boris Trindade, advogado pernambucano que faleceu de Covid.

Pois esse general, nas vésperas das manifestações democráticas ocorridas neste mês, disse numa revista, que por sinal está em processo falimentar, que a “oposição não estique a corda”. O que ocorreu?

A oposição esticou a corda, as canelas e estreitou as ruas. E aí, general? Vai fazer o quê? Sabe o quê? Nada. Viola no saco. E contracheque no bolso. Ponha os tanques na rua, general, com sua toga ociosa?!

Vão catar piolho em cu de macaco!

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Categoria(s): Artigo / Política
terça-feira - 15/05/2018 - 07:30h
Governo Temer

Peraí

Por François Silvestre

O governo federal publicou nota “defendendo” as Forças Armadas sobre documento da Agência de Inteligência Americana, CIA, que informa sobre a tortura e assassinato de brasileiros durante a Ditadura Militar.

Peraí.

As Forças Armadas do Brasil não têm nada a ver com isso. Foram generais politiqueiros, com o apoio de políticos reacionários, que usaram a força militar para implantar uma Ditadura sanguinária, que não poupou nem seus aliados originários, exemplo de Carlos Lacerda.

As Forças Armadas,  Instituição Permanente e indispensável à vida e soberania do Brasil, não é acusada de nada.

Quando foi usada indevidamente, não teve culpa. Foi usada.

Por generais corruptos da democracia e politiqueiros desde os Anos Vinte. Coronéis dos anos Quarenta e generais dos anos Cinquenta.

As Forças Aramadas de hoje, com exceções desprezíveis, cumprem seu papel constitucional.

O governo Temer quer por cortina de fumaça no embaçado do seu desgaste.

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domingo - 15/04/2018 - 08:08h

Eleições 2018 – uma necessidade à retomada da paz social

Por Gutemberg Dias

A prisão do maior líder político que o Brasil já teve, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixa um vazio numa grande parte da sociedade. Um vazio que vem com o sentimento de que a justiça não é cega o suficiente e que nossa Constituição Federal já não dá guarida ao bom direito. É bom lembrar que talvez não seja Ela o problema, mas alguns que se dizem seus guardiões que a rasgam sem pudor.

Desde muito pequeno aprendi que o poder judiciário era o poder da mediação e seus posicionamentos eram balizados pelas regras gerais da Carta Magna do país. Parece que nos últimos anos tudo isso mudou. A mídia, o sentimento do povo e até alguns generais, raivosos, diga-se de passagem, passaram a melindrar o poder que deveria ser o mediador da sociedade e deveria ser imune as interferências externas.

Hoje, temos um Brasil extremamente dividido e sem nenhuma perspectiva de reconciliação. Os caminhos trilhados pelo poder judiciário, em parte, tem um papel muito grande nessa dicotomia entre a esquerda e a direita nessa quadra política que vivemos. O judiciário não foi grande o suficiente para ser o fiel da balança. Basta ver o posicionamento do STF quando do impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff e na questão da prisão em segunda instância.

Não há saída do Brasil que não seja por eleições diretas. É preciso que o poder executivo retome o seu protagonismo no cenário nacional e dê limites aos aparelhos do estado como o MPF e Polícia Federal sem retirar deles a autonomia e suas funções de estado outorgada pela Constituição Federal.

Hoje as corporações tomam contam do Estado brasileiro como se elas fossem o próprio Estado. Isso só ocorreu devido o executivo não ter tido o pulso forte de impor seu papel perante essas corporações, passando de controlador a controlado.

O reequilíbrio entre os poderes no Brasil de hoje passa, indubitavelmente,  pela eleição de um novo presidente que tenha o apoio do povo e a coragem de fazer o enfrentamento com essas corporações e, também, com a grande mídia capitaneada pelos oligopólios midiáticos. Só assim, com um executivo forte é que poderemos pensar numa retomada da estabilidade política e econômica do Brasil.

Me preocupa os caminhos que o atual presidente vem trilhando. Usa encontro com empresário para dizer que o modelo da centralização de poder foi salutar ao país e cita o período do Estado Novo e da ditatura militar. Abre espaço num governo civil para que os militares indiquem nomes para compor a staff administrativa e não se posiciona quando generais vão a público intimidar um dos poderes da República, num claro movimento de alinhamento de interesses mútuos.

Por isso, temos que ficar de olhos bem abertos quanto a possibilidade de termos eleições em 2018. Tenho minhas dúvidas se elas ocorreram. O presidente em conluio com parte do generalato poderá suspender as eleições alegando Estado de Defesa (Art. 136, CF) e quiçá evoluir para Estado de Sítio (Art. 137, CF), com base em alegações da ordem pública ou a paz social estarem ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional. Vale destacar que esse discurso da instabilidade institucional hora ou outra entra nos debates da grande mídia. Seria um prenúncio? O Supremo Tribunal Federal (STF) terá que papel num cenário assim?

Sendo assim, temos que manter a serenidade e lutar pela manutenção da eleições de 2018. A chama democrática que ainda está viva nesse país é exatamente a eleição livre onde o povo terá a condição de impor sua vontade frente os arroubos das representações que ocupam as instituições brasileiras.

Até outubro teremos muitos desdobramentos jurídicos e políticos que irão mexer com a sociedade e, também, com os rumos que o Brasil seguirá. Como disse antes, é preciso muita serenidade do povo para poder discernir as manobras que estão sendo feitas para manutenção das forças que hoje controlam o país.

A luta não é só contra a corrupção, a luta é essencialmente contra o desmonte do Estado Democrático de Direito que tanto lutamos para que retornasse a nossa sociedade e hoje volta a ser atingido frontalmente.

Por isso, eleições livres em 2018!

Gutemberg Dias é professor da Uern, graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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Categoria(s): Artigo
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