sexta-feira - 30/10/2015 - 19:18h
RN

PMDB faz convenção e se prepara para eleições municipais

O ministro do Turismo, Henrique Alves, foi reconduzido hoje à presidência do PMDB do RN. O deputado federal Walter Alves foi eleito primeiro vice-presidente.

Henrique discursa para os convencionais e fala de candidaturas a prefeito (Foto: cedida)

A eleição para definição de nova executiva ocorreu na manhã de hoje (30), na sede estadual do partido, em Natal.

Na convenção cartorial, a executiva do PMDB-RN passa a ter a seguinte formação:

Geraldo Melo, presidente de honra; Henrique Alves, presidente; Walter Alves, 1⁰ vice-presidente; Nelter Queiroz, 2⁰ vice-presidente; Hermano Morais, 3⁰ vice-presidente; Elias Fernandes, secretário geral; Álvaro Dias, secretário adjunto; Garibaldi Filho, 1⁰ tesoureiro; e Gustavo Fernandes, 2⁰ tesoureiro.

A convenção do PMDB-RN foi bastante concorrida. No ato, o presidente Henrique Alves anunciou que o partido irá disputar, em 2016, mais de 100 prefeituras, e oficializou a filiação das prefeitas Fátima Araújo (Ouro Branco), Fátima Marinho (Canguaretama), Mara Cavalcanti (Riachuelo), Maria Dilma (Pureza) e Neidinha (Maxaranguape).

Ao todo, o PMDB-RN tem 57 prefeitos.

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segunda-feira - 06/07/2015 - 18:24h
Passado e futuro

PL é uma “casa” conhecida e vitoriosa para Vivaldo Costa

A saída partidária do deputado recém-empossado Vivaldo Costa do PROS é algo cantado em prosa e verso. Também, a sua mudança de lado ou grupo.

Migrará para a base governista e numa sigla ligada indiretamente ao governador Robinson Faria (PSD).

Como ele chega a admitir (veja postagem mais abaixo ou AQUI), o PL deverá ser seu novo endereço partidário.

O PL, nominalmente, será “refundado”.

Na época do Governo Geraldo Melo (1987-1990), já fora legenda do próprio Vivaldo Costa, que serviu de força acessória do governismo. De lá, Vivaldo terminou saltando para composição com o adversário e então senador José Agripino (DEM, antes PFL), conseguindo se eleger vice-governador em 1990.

Um pouco antes, já chegara à Presidência da Assembleia Legislativa, numa articulação de bastidores que desbancou a “eleição certa” do deputado Paulo de Tarso Fernandes.

Pelo mesmo PL, Vivaldo ainda ascendeu ao Governo do Estado, com a renúncia de Agripino em 94, para concorrer – com êxito – a novo mandato ao Senado da República.

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segunda-feira - 11/05/2015 - 15:48h
2016

PMDB começa consultas com vistas às eleições municipais

O presidente do diretório regional do PMDB-RN, ministro Henrique Eduardo Alves, reuniu a executiva estadual do partido, na manhã desta segunda-feira (11), em Natal. Serviu para iniciar as conversas sobre as eleições municipais de 2016.

O encontro foi na sede estadual do PMDB.

Partido quer ter diagnóstico inicial (Foto: PMDB)

Na reunião com as lideranças do PMDB do Rio Grande do Norte, principalmente os deputados, Henrique Alves pediu um relato sobre a situação partidária nos municípios onde cada deputado atua diretamente junto às lideranças municipais e aos eleitores. Os deputados vão detalhar como se encontra o PMDB em cada região; perspectivas, dificuldades e possíveis apoios ou alianças futuras.

Encontro estadual

As informações ainda serão consolidadas para decisões coletivas que serão tomadas futuramente, lembrou Henrique Alves.

Um encontro estadual do partido está previsto para 10 de agosto.

Henrique Alves ressaltou, ainda, o caráter democrático do partido para preparar as eleições municipais com planejamento e ouvindo as bases do PMDB. “Primeiro vamos fazer esse diagnóstico e a consolidação ou alterações dos atuais diretórios municipais e comissões provisórias quando for o caso. Somente depois pensaremos em nomes para a disputa de 2016”, concluiu.

Participaram do encontro, entre outras lideranças, o senador Garibaldi Filho, o deputado federal Walter Alves, os deputados estaduais, Nélter Queiroz, Álvaro dias, Gustavo Fernandes e Hermano Morais, além do ex-senador Geraldo Melo.

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segunda-feira - 27/10/2014 - 11:06h
Servidor público

O grande nó górdio que Robinson precisa desatar

Por Honório de Medeiros (Blog Honório de Medeiros)

Diz a lenda que o rei da Frígia morrera sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciara a chegada, à cidade, do sucessor, num carro de bois. Um camponês, de nome Górdio, foi coroado.

Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um nó impossível de desatar, a uma coluna, e que por isso ficou famoso. Górdio reinou por muitos anos e quando morreu seu filho Midas assumiu o trono.

Midas expandiu o império mas não deixou herdeiros.

O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria toda a Ásia Menor.

Em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó em dois, desatando-o.

Lenda ou não, o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.

Pois bem, o nó Górdio que Robinson Faria terá que desatar quando assumir o Governo do Rio Grande do Norte diz respeito ao servidor público estadual. O Rio Grande do Norte tem aproximadamente 3,4 milhões de habitantes. Desses, 102.841 são servidores do Estado.

Multiplicando cada servidor por cinco, que é a média histórica de dependentes diretos seus, teremos um total de 514.205 norte-rio-grandenses. Esse número, entretanto, não dá a verdadeira dimensão da importância da remuneração do servidor público para a sobrevivência daqueles que vivem em seu entorno.

Se diretamente a média é em torno de cinco pessoas para cada servidor, de forma indireta podemos, sem medo, multiplicar cada servidor por dez. Ou seja, temos mais ou menos um milhão de pessoas vivendo às custas da remuneração de cada servidor público estadual no Rio Grande do Norte.

Parece exagerado?

Pense em um servidor público e relacione seus familiares, seus empregados, aqueles que lhe prestam serviços, e assim por diante, e conclua. Pois bem, a influência política de cada servidor sobre seus dependentes diretos e indiretos é muito forte. E a influência do conjunto dos servidores públicos estaduais sobre a política partidária maior ainda.

Aqui no Rio Grande do Norte dois Governadores, de forma mais expressiva, foram atingidos diretamente pela revolta do servidor público: Geraldo Melo e Rosalba Ciarlini. Certos ou errados, desde o início de seus governos abriram um contencioso tenso contra os servidores e amargaram índices muito altos de rejeição popular no final do mandato.

Esse nó Górdio, em relação a Robinson, é ainda mais complexo dada a peculiaridade de seu futuro Governo: com uma mão terá que administrar uma pesada herança de natureza financeira, fruto de gestões passadas, e, com outra, demandas incisivas dos servidores, historicamente espoliados, e dessa vez apadrinhados por quem praticamente lhe deu a vitória, o PT.

Demandas cada vez maiores face à inflação oficial alta e extra-oficial altíssima (inflação de serviço), e a compressão salarial. Medidas paliativas, ou de negaceio, historicamente utilizadas, não resultarão em nada favorável. Caso sejam utilizadas em muito breve hão de dilapidar seu patrimônio de legitimidade política. E confrontos, bem como a inércia do servidor “emburrado”, vão paralisar sua administração.

Há soluções?

É possível.

Um primeiro e importante passo é enfrentar o problema imediatamente, admitindo sua existência e o tratando com a importância que ele sempre teve e merece. Como não pode deixar de ser, alguns passos têm natureza político estratégica. Alguns outros são de natureza essencialmente técnica…

Esse é, apenas, um dos primeiros passos que precisam ser dados para que o Governador eleito possa estabelecer uma diferença essencial em relação aos governos anteriores. Há muito outros, claro.

Entretanto como se trata de algo que afeta profundamente as finanças públicas do Estado, e atinge diretamente um número expressivo de seus habitantes que têm forte poder de replicação, é possível considera-lo o verdadeiro nó Górdio das administrações públicas estaduais.

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segunda-feira - 13/10/2014 - 22:13h
Segundo turno

“Robinson será continuação de Rosalba”, diz deputada eleita

“Robinson será a continuação de Rosalba no Governo do Estado”. Quem afirma é a deputada federal eleita Zenaide Maia (PR) que, nesta segunda-feira (13), participou em Natal de reunião dos prefeitos e lideranças da região Metropolitana com o candidato ao Governo do Estado da coligação “União pela Mudança”, Henrique Eduardo Alves (PMDB).

reunião aconteceu hoje à noite em Natal (Foto: União pela Mudança)

A deputada reafirmou apoio a Henrique e defendeu seu nome como o melhor político-gestor desta eleição. Ela citou a inexperiência do adversário, o candidato Robinson Faria (PSD) e criticou sua omissão enquanto esteve como vice-governador de Rosalba, e o estado precisava de todo apoio.

“Henrique é quem tem condição de trazer verba para o Rio Grande do Norte. E Independente disto, o que é que Robinson administrou? Sabemos que ele foi vice-governador e quando teve oportunidade não fez. Robinson é a continuação de Rosalba, se não for pior. Serei aliada e estarei lá para ajudar o Brasil, mas o estado é a prioridade e vou contar com a ajuda e experiência Henrique em Brasília”, afirmou.

Encontro

No encontro com os prefeitos da região Metropolitana de Natal estiveram presentes os candidatos Henrique Eduardo Alves e o vice João Maia (PR), o ministro da Previdência e coordenador da campanha Garibaldi Alves Filho (PMDB), os prefeitos de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PR), de Ceará Mirim, Antônio Peixoto (PR), de Parnamirim, Maurício Marques (PDT), de Extremoz, Klauss Rêgo (PMDB) e de Nísia Floresta, Camila Maciel (DEM).

Também compareceram os deputados estaduais Ricardo Motta (PROS), Hermano Morais (PMDB), Gustavo Fernandes (PMDB) e Tomba Farias (PSB), a deputada Federal eleita Zenaide Maia, o ex-senador Geraldo Melo (PMDB) e lideranças da Grande Natal.

Com informações da Coligação União pela Mudança.

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domingo - 27/07/2014 - 14:45h
Boa articulação

Geraldo Melo aponta que saída pro RN está em Brasília

O jornalista Daniel Cabral estreou nesse sábado (26), à noite, na TV Ponta Negra, o programa “Primeiro Plano”. Entrevistou o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PMDB) na estreia.

Infelizmente peguei o programa “andando”.

Mas o pouco que vi, gostei.

Geraldo, bem-articulado, arguiu que o futuro governador precisará ser uma pessoa com capacidade de trânsito e conhecimento em Brasília, independentemente de quem seja o futuro presidente da República.

Segundo ele, um estado pequeno e com pequena representatividade política no Congresso Nacional e no Planalto, não terá como sair da crise em que vive, sem esse caminho.

Geraldo não se revelou cético, contudo reiterou que mesmo as novas e luminosas ideias que possam surgir, precisam de aval e meios financeiros de Brasília.

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segunda-feira - 09/06/2014 - 09:50h
"Enrolation"

Cada discurso serve a uma necessidade de ocasião

Elite do poder do RN confirma máxima de Juscelino Kubitschek, de que “não existe inimigo para sempre ou aliado eterno” em política.

Só conveniência.

Hoje, Rosalba Ciarlini (DEM) diz que as bases não aceitam DEM e PMDB juntos. Mas essa composição serviu à ela para ser eleita ao Senado e ao Governo, em 2006 e 2010.

Simples assim.

O ex-deputado federal Ney Lopes (DEM) também não entende o DEM com o PMDB, mas foi vice de Garibaldi em 2006, depois de afirmar – semanas antes, – que Alves e Maia eram como ‘água e óleo’, não poderiam se unir.

Rosalba se sente escanteada no projeto pessoal de reeleição, mas considerou natural que Alves e Maia juntos, em 2006, inviabilizassem candidatura de Geraldo Melo (PSDB, hoje no PMDB) ao Senado, para favorecê-la.

Enfim, os exemplos não faltam, provando que cada discurso serve à ocasião, conforme a necessidade.

O povo é um detalhe.

Sobram sofismas, ou seja, argumentos falsos, que não resistem à história e à realidade dos fatos.

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quarta-feira - 07/05/2014 - 17:52h
Eco das eleições suplementares II

Pleito de Mossoró causa efeitos diferentes para jogo estadual

Henrique Alves e Robinson Faria têm interpretações distintas para mesma realidade e sobre o futuro

Para o governadorável Henrique Alves (PMDB), as eleições suplementares de Mossoró (ocorridas no domingo, 4) tiveram “configuração político-partidária” própria e “única”. Enfim, não terão relação direta com o pleito estadual de outubro deste ano.

Fátima e Robinson têm motivos para largo sorriso (Foto: Sem autoria identificada)

Fátima e Robinson têm motivos para largo sorriso (Foto: Sem autoria identificada)

Já o também governadorável Robinson Faria (PSD) pensa diferente: “O povo de Mossoró deu o primeiro ‘não’ ao acordão no Rio Grande do Norte”, estocando o provável adversário ao Governo do Estado, Henrique Alves.

Quem estaria certo: Henrique ou Robinson?

Ambos estão razoavelmente corretos e consideravelmente errados. É tudo uma questão de ângulo e interesse. Em parte, recorrem a sofismas, ou seja, argumentos falsos.

Cada um tenta impor seu raciocínio como verdade, sem que necessariamente o seja. Caso típico de dialética erística, a arte de vencer um debate, “mesmo não tendo razão”.

Se o palanque em que Henrique aportou tivesse vencido o pleito, com a candidatura da deputada estadual Larissa Rosado (PSB), é provável que pensasse diferente.

Se Robinson não tivesse ao lado do vencedor, prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD), teria razões para pensar como Henrique.

“Primeiro turno”

O melhor entendimento do pleito e sua relação de influência quanto à disputa estadual, pode ser visto pelas próprias palavras de ambos, guardadas as devidas proporções e certo distanciamento crítico.

Tivemos uma espécie de “primeiro turno” da corrida eleitoral deste ano no estado, que definirá sucessor de Rosalba Ciarlini (DEM) e um nome para o Senado.

Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do RN. Teve um pleito especial no mesmo ano das eleições ordinárias marcadas para outubro. Claro que podemos ter desdobramentos que alcancem a corrida eleitoral estadual. Isso é óbvio.

Em 1985, por exemplo, na retomada de eleições nas *capitais de estado e outras cidades estratégicas que vinham tendo apenas prefeitos pela via indireta, Natal elegeu o então deputado estadual Garibaldi Filho (PMDB) à prefeitura. Derrotou Wilma “Maia”, hoje, Wilma de Faria (PSB, à época no PDS).

Três anos antes (1982), o PMDB tinha sido arrasado nas eleições estaduais. Mas em 1986, foi à luta pelo Governo do Estado e venceu um pleito tido como “perdido”, com a eleição do ex-vice-governador Geraldo Melo (PMDB). Geraldo coordenara a campanha de Garibaldi.

Temática paroquial

Claro que o pleito “atípico” de Natal influiu positivamente na candidatura de Geraldo. Não foi determinante, mas influiu. Outros fatores pesaram mais, como a “onda nacional” do “Plano Cruzado” do Governo José Sarney, programa econômico vendido como uma panaceia, que acabou levando o PMDB a vencer o governo em 19 das 25 capitais da federação.

Puxando a discussão para a atual conjuntura mossoroense e estadual, verificaremos que os dois palanques não podem adesivar pecha de “acordão” ao outro. Em ambos sobravam incongruências, misturas cavilosas e apoios oportunistas.

Henrique e Wilma: derrota que é um aviso (Foto: Nominuto.com)

Na prática, Mossoró não viveu uma campanha estadualizada ou nacionalizada. Curta, atípica, a corrida pelo voto acabou sendo baseada em temática paroquial e continuidade da judicialização de 2012, quando as duas bandas do clã Rosado se engalfinharam numa contenda paralela, munidas com infantaria de advogados.

Robinson Faria tinha interesse no resultado final das eleições suplementares. Henrique, idem.

As pré-candidatas ao Senado Fátima Bezerra (PT) e Wilma de Faria (PSB), não ficaram atrás. Desembarcaram em Mossoró com igual propósito do sucesso nas urnas, pois sabiam que o eco chegará ao pleito de outubro deste ano, como círculos concêntricos. O tamanho desse eco é difícil de se dimensionar hoje.

Sorriso largo

A chapa que se desenha com Robinson a governador e a deputada federal Fátima Bezerra ao Senado, só tem motivos para abrir largo sorriso. Henrique e Wilma de Faria sobram em preocupações.

Está ligado o sinal de alerta pros dois.

Robinson e Fátima inflam esperanças. Atravessaram com a chapa vencedora (Francisco José Júnior, prefeito-Luiz Carlos Martins-PT, vice) um desafio intimidador.

É surrado um célebre bordão do general romano Caio Júlio César (AQUI), mas não é despropósito relembrá-lo mais de dois mil anos depois de pronunciado: “Alea jacta est!” (A sorte está lançada!).

Henrique e, sua candidata ao Senado, “abram do olho”! Essa expressão tipicamente sertaneja é um aviso que não pode ser desprezado.

* Nas eleições de 1985 ocorreram disputas nas capitais de estados e territórios, além de cidades que eram estâncias hidrominerais ou que tinham importância estratégica sob ponto de vista militar. Ao todo, foram 201 cidades no país.

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sábado - 22/03/2014 - 08:30h
RN

História e perguntas para disputa Governo-Senado em 2014

Em 1998, o então governador Garibaldi Filho (PMDB) puxou o candidato à reeleição ao Senado, Fernando Bezerra (PMDB), à vitória.

Os dois terminaram eleitos.

Garibaldi: para cima em 98, para baixo em 2006

Em 2006, Garibaldi Filho – senador -, candidato ao Governo do Estado, puxou a ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PFL, hoje DEM) ao êxito na campanha ao Senado.

Mas ele acabou derrotado por Wilma de Faria (PSB), que se reelegeu ao governo.

Em 1986, o deputado federal João Faustino não conseguiu se eleger ao Governo do Estado, mas os dois candidatos ao Senado pelo seu sistema político, José Agripino e Lavoisier Maia, foram vencedores.

Plano Cruzado

Ex-governadores, ambos exerciam papel de força-motriz da campanha de João, mas não conseguiram puxá-lo ao sucesso eleitoral. Deu Geraldo Melo (PMDB) como governador. Ele fez parte do fenômeno do “Plano Cruzado” (programa econômico do Governo do presidente José Sarney, que influiu diretamente no resultado das eleições em praticamente todos os estados. Elegeu 22 dos 23 governadores).

Em 2014, veremos o papel de cada candidato a governador e ao Senado, nessa relação de força e influência no Rio Grande do Norte.

Henrique Alves (PMDB), candidato a governador, puxará Wilma de Faria ao Senado?

Os dois terão forças equivalentes ou um será dependente do outro?

O baixo desempenho de um dos dois poderá forçar o declínio do companheiro (a) de chapa?

Essas perguntas serão respondidas na campanha, com a formalização dessa aliança.

 

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segunda-feira - 16/09/2013 - 17:48h
Definido

Geraldo Melo coordenará projeto para governo

O ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PMDB) está à frente de equipe que produzirá um projeto de governo do PMDB para o RN.

Geraldo volta ao passado.

Já trabalhou em coordenações parecidas, como a que gerou a vitória de Garibaldi Filho (PMDB) à Prefeitura do Natal em 1985, superando Wilma de Faria (PSB) – Wilma “Maia”, à época.

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quarta-feira - 31/07/2013 - 13:06h
Revolta

Retrato da “Rosa” provoca mal-estar em servidor do Estado


Rosalba: foto causa repulsa

Candidato à presidência da República em 1950, após ser banido da vida pública no final do regime ditatorial que impôs ao Brasil, o “Estado Novo”, Getúlio Vargas embalou sua vitória com um jingle (música promocional) que invadiu os tímpanos de partidários e adversários:

“Bote o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar, o sorriso do velhinho faz a gente trabalhar (…)”, dizia o trecho mais fixador da marchinha carnavalesca.

Mais de 70 anos depois, no Rio Grande do Norte, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) sofre efeito contrário do protocolo de uma foto oficial dependurada. Se houver alguma música, será de horror.

Maus-tratos

É satanizada pelos maus-tratos impostos sobretudo aos servidores que detêm menores salários.

Em algumas repartições do Estado, foto oficial da governante – em moldura – está emborcada sobre alguma mesa, socada em gavetas, almoxarifado ou mesmo no cesto de lixo. Largada.

A repulsa do servidor à “Rosa” chega a níveis virulentos e crescentes.

E pode piorar.

O corte de gratificações e outras vantagens indiretas, que dão algum fôlego aos salários, passou a ser caçado como “responsável” pela crise de gestão da era Rosalba Ciarlini.

Em campanha, Rosalba empinou o slogan “Para fazer acontecer”. Na administração, o “Reconstruir e avançar”.

Os barnabés esgoelam: “Salve-se quem puder!”

Geraldo Melo

Aos poucos, ela supera o desempenho de Geraldo Melo (1987-1990), aos olhos do funcionalismo.

Geraldo: aclamação e queda livre

Geraldo chegou ao governo “nos braços do povo”, após campanha mítica e de projeção pessoal maior do que a alcançada por Rosalba em 2010. Teve pelo menos dois anos ainda de aliança com o eleitor, servidor e a sociedade. Mas os anos complementares foram difíceis.

Por fim, Geraldo Melo (eleito pelo PMDB), não conseguiu fazer o sucessor, o então senador Lavoisier Maia (PDT).

Quem levou a melhor nas urnas foi o também senador José Agripino (PFL, hoje DEM).

Como ocorrera no romance “O retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wide, a governadora parece não ter fôlego para ficar “boazinha” e mudar o enredo de seu governo chinfrim. Lamentavelmente.

Com ela, ou antes dela, vai embora sua foto sorridente.

O estrago é irreversível.

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domingo - 09/06/2013 - 08:36h
Crônica política

Henrique Alves, presidente da República

Por Geraldo Melo

Fui buscar no velho baú essa imagem. Tancredo Neves, Henrique Eduardo e eu, em nossa casa.

Ambos olhávamos para Tancredo como o nosso Presidente, o instrumento que os brasileiros estavam usando para reinaugurar a nossa democracia. Não podia imaginar que, diante de mim, estava alguém mais, que um dia se sentaria — mesmo que brevemente — na cadeira de Presidente da República.

Tancredo Neves ao centro, ladeado por Geraldo Melo e Henrique Alves no início dos anos 80 (Arquivo Geraldo Melo)

Não encontrei as palavras adequadas para descrever a emoção que nos causou — a Edinólia e a mim — este momento da vida de Henrique. Não pude deixar de rever daqui, da minha distância e do meu recolhimento, os caminhos que percorremos juntos, as mãos que juntos apertamos, os abraços que juntos recebemos, as casas humildes que visitamos, as estradas, as avenidas e os becos, o grande itinerário de vidas que tiveram grandes momentos lado a lado, que sonharam juntos com o Brasil, com o Rio Grande do Norte, com a liberdade que por alguns anos perdemos, com a prosperidade para o nosso povo, com o desafio da miséria e da injustiça a ser enfrentado.

Fico pensando em Aluizio, em Ivone. Se, como diria Camões, “lá no assento etéreo onde subiram, memória desta vida se consente”, imagino o que estarão sentindo.

Sei que “ninguém é profeta em sua terra”, mas, quem sabe, agora comecem a fazer justiça a Henrique.

Geraldo Melo é ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Norte.

* Texto e foto originalmente publicados em endereço próprio do autor no Facebook.

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sexta-feira - 06/07/2012 - 11:34h
Ceará-Mirim

Geraldo Melo garante candidatura de Edinólia Melo

O ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PMDB) ironiza o governismo em Ceará-Mirim. Garante que sua mulher e ex-prefeita Edinólia Melo (PMDB) está plenamente habilitada à disputa municipal. E para vencer:

– Tenho más notícias para um grupo de pessoas muito gentís e civilizadas de Ceará-Mirim. Aquelas que comemoraram com foguetões a inclusão do nome de Edinólia na lista dos “ficha suja”. A notícia é esta: decisão judicial mandou excluir o nome dela, que não poderia estar ali.

E acrescenta: “Essas pessoas desde ontem à noite não podiam mesmo estar contentes: devem ter ouvido falar, como eu ouvi, nos resultados de pesquisa nova que correm por ai”.

Nota do Blog – Edinólia Melo enfrentará Antônio Peixoto (PR), prefeito que tem uma gestão bastante criticada.

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quinta-feira - 26/04/2012 - 09:10h
São Paulo

Geraldo Melo passa por procedimento cirúrgico

Do Blog de Laurita Arruda (Território Livre)

Passa bem o ex-senador Geraldo Melo (PMDB), que foi submetido a procedimento (cirúrgico) no coração na manhã desta quarta em São Paulo.

Melo colocou um stent com equipe médica do hospital Albert Einstein e deve retornar a Natal assim que receber alta. Com todo o gás para enfrentar a campanha municipal de Ceará-Mirim.

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terça-feira - 03/01/2012 - 16:42h
Hoje

Missa por João Ururahy

Acontece hoje aqui, em Natal, onde me encontro, a Missa de 7º dia do publicitário e ex-secretário do Governo Geraldo Melo, João Ururahy.

Será às 19h, na Igreja Nossa Senhora do Líbano, rua Doutor. José Borges, Lagoa Nova.

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quarta-feira - 28/12/2011 - 16:30h
João Ururahy

Morre ex-secretário do Governo Geraldo Melo

Por Eliana Lima

Notícia triste nesta tarde de contagem regressiva para o fim de 2011.

Morreu o jornalista João Ururahy Nunes do Nascimento, ex-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Melo. Foi vencido pelo câncer, que desencadeou vários problemas de saúde.

Nos tempos áureos do PSDB no RN, foi homem forte, de alto prestígio, paparicado por grandes autoridades.

Sua agência de publicidade EXPO, com sede em Potilândia, marcou época em Natal.

Nos últimos anos, amargava o esquecimento pelos ‘amigos’. Com dificuldades financeiras, difícil foi o seu tratamento. Recorreu a pedido de favores. Esperou na fila do SUS para receber quimioterapia.

Certa vez o encontrei sozinho e com dificuldades de locomoção na Cardiocentro. Esperava para ser atendido pelo cardiologista Ricardo Bittencourt, que prestava assistência em atenção e respeito e consideração. E médico humano como é.

Das poucas atitudes, recebeu uma muito importante do ministro Garibaldi Filho (Previdência), que o colocou em seu carro e o levou para se tratar no Hospital Professor Luiz Soares, a Policlínica do Alecrim.

Nota do Blog – Ele foi ex-secretário chefe do Gabinete do Governo Geraldo Melo (1987-1990). No Governo de José Varela ele foi diretor do Departamento Estadual de Imprensa, mesmo cargo que ocupou na gestão de Aluízio Alves.

Tive contatos episódicos com Ururahy, mas era comum ouvir elogios ao seu comportamento sereno, sem afetações ou qualquer tipo de estrelismo.

Ele é de um tempo em que publicitário raramente ficava rico ou servia de Caixa 2 para campanha eleitoral ou enriquecimento ilícito de seus tutores. Tempos estranhos.

 

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domingo - 23/10/2011 - 13:51h
Geraldo Melo

Rompimento de Robinson não é caso novo na política do RN

O rompimento político do vice-governador Robinson Faria (PSD), que se afasta do grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), não é uma novidade na história do poder estadual potiguar.

Nas últimas décadas, é o segundo caso.

Em 1981, Geraldo Melo desligou-se do governo Lavoisier Maia e preparou sua trilha para ser eleito ao governo do Estado, em 1986, numa campanha eleitoral consagradora.

Tinha como vice o espartano e discreto Garibaldi Alves, ex-deputado estadual, pai do atual ministro-senador Garibaldi Filho (PMDB).

José Agripino foi eleito governador pela segunda vez em 1990, tendo o deputado estadual Vivaldo Costa como vice-governador. Ao sair em 1994, para ser eleito ao Senado, Agripino cedeu a titularidade pacífica a Vivaldo.

Garibaldi Filho foi eleito governador em 1994 e reeleito em 1998, tendo o ex-deputado federal Fernando Freire na condição de vice. A propósito, Fernando virou governador com a renúncia de Garibaldi para concorrer e ser eleito ao Senado em 2002.

Wilma de Faria (PSB) ganhou as eleições de 2002 e a reeleição em 2006. Na primeira, com o médico-pastor e deputado Antônio Jácome sendo o vice. Em 2006, na companhia do deputado federal Iberê Ferreira (PSB), que depois assumiu o governo, concorrendo à reeleição – sem sucesso.

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segunda-feira - 15/08/2011 - 23:12h
Dificuldade adiante

Massa de insatisfeitos pode dar resposta nas urnas

Crise na relação com servidor, do Governo Rosalba, deve refletir nas contendas municipais em 2012

É notório que o desgaste do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) no meio funcional, do estado, vai desaguar nas campanhas municipais em todo o Rio Grande do Norte. A profundidade dessa erosão? Não sabemos.

Quem vai se capitalizar com essa situação, também é uma incógnita. Pelo menos por enquanto, lógico.

Larissa: "voto útil" em 2012 (Jefferson Lira)

Podemos fazer algumas conjecturas.

No caso de Mossoró, por exemplo, a pré-candidata Larissa Rosado (PSB), deputada estadual que já tentou duas vezes chegar à prefeitura (2004 e 2008), tem a dianteira em todas as pesquisas. É oposição ao sistema municipal, entronizado pela influência de Rosalba em 2004 e reiterado em 2008, em duas vitórias da enfermeira “Fafá” Rosado (DEM).

Mas surge agora, o professor Josivan Barbosa, reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), que através do PT, pode galvanizar essa insatisfação coletiva.

A própria atmosfera da campanha, caso os dois marchem em faixas próprias, mostrará o comportamento desse eleitor magoado.

Uma parcela pode apostar em Larissa, por vê-la como mais viável apenas para derrotar o governo municipal; outra tende a se bandear para Josivan na ânsia de dar uma resposta com teor ideológico, anti-oligárquico.

Ao mesmo tempo não deve ser descartado o fenômeno recorrente do “voto útil”: a massa inclina-se para aquele candidato com maior chance de derrotar o que ela quer combater.

Exceções

Esse contingente de professores e outros funcionários públicos amuados, certamente olhará de soslaio qualquer candidato indicado pela governadora, saído das entranhas da Prefeitura de Mossoró. Porém essa não é uma medida fechada nos 100%, pois sempre existem as exceções.

O webleitor pode perguntar: “E não existe chance do Governo Rosalba se recuperar, dando uma reviravolta em plena campanha de 2012?”

É pouco provável, apesar de possível.

O grande erro que o Governo Rosalba Ciarlini tem cometido, é no modus operandi, a forma de agir, e não no fato de resistir às cobranças de melhorias salariais de cerca de 15 categorias.

A crise, este Blog tem repetido há vários meses, é de método e mentalidade.

Greve existiram nos governos anteriores, algumas paralisações foram até esticadas, mas nada se compara ao jeito frio, às vezes grosseiro e intolerante, das relações que o atual governo criou com o funcionalismo.

Josivan e o voto anti-oligárquico (Cézar Alves)

O ranço, o mal-estar, o sentimento menor, já se instalaram. Estão inoculados nos servidores. E isso não sai por decreto ou com anúncio de boa nova salarial.

Qualquer estudioso das relações humanas, nas corporações, nas instituições públicas ou no simples contato interpessoal avulso, sabe que um “não” pode ser dito de várias formas. É um monossílabo que incomoda em qualquer circunstância, mas não precisa necessariamente humilhar e insultar.

O Governo Rosalba Ciarlini, infelizmente, usa-o da pior forma possível.

A lição que a história oferece, veja-se o caso da gestão Geraldo Melo (1987-1990), não foi aprendida. E olhe que Geraldo chegou ao poder com muito mais cacife político, carisma pessoal e respaldo popular do que Rosalba.

Veja AQUI reportagem especial sobre o assunto, para melhor entendimento dessa situação delicada.

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sexta-feira - 15/07/2011 - 10:27h
Luta contra professores

Rosalba vai ao ataque e pode lembrar “Waterloo”

Governadora aposta no confronto e esvaziamento de movimento grevista, mas corre alto risco

Wellington impôs derrota final a Napoleão em Waterloo (Bélgica)

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) aposta numa delicada e extremada estratégia, na relação conflituosa com o professorado do Estado: vai pro confronto.

A crença é que tirando suprimentos financeiros, som amparo judicial, do sindicato da categoria (SINTE), além de eventuais cortes salariais por dias ausentes da sala de aula, fará o movimento grevista recuar. Capitular.

A governadora decide por um caminho delicado, nessa queda-de-braço que já se alonga por quase 70 dias. É a maior paralisação dos professores na história republicana do Rio Grande do Norte.

O “recorde” anterior tinha acontecido durante a estressante relação dessa categoria com o então governador Geraldo Melo, inscrito à época no PMDB. Ele, justamente ele, que chegara aclamado ao Palácio Potengi (então sede do governo), envolto em forte devoção populista.

A intolerância de parte a parte fará, ao final, um dos lados se arrebentar. A menos que aconteça um fenômeno de fortalecimento na “derrota”, dando ao lado vencedor uma falsa sensação de vitória, uma “Vitória de Pirro” (veja AQUI).

Populista como Geraldo Melo, mas numa conjuntura bem diferente da que o ex-governador enfrentou à época, Rosalba Ciarlini pode estar diante da “sua Waterloo”. Para quem não sabe, essa é a denominação que se costuma dar a uma batalha decisiva, capaz de derrotar alguém de forma definitiva.

A expressão tornou-se usual desde 15 de junho de 1815, quando o imperador francês Napoleão Bonaparte teve um combate sangrento contra forças britânicas e aliadas, na Bélgica, perto de uma vila conhecida como Waterloo. O duque de Wellington derrotou-o de forma inapelável. A partir daí, o lendário líder francês terminou deportado para a ilha de Santa Helena no Atlântico Sul, onde morreu.

É tudo ou nada esse enfrentamento de Rosalba. Vencer ou vencer. Mas corre o perigo ainda de ter um êxito tão sofrível, que não terá o que comemorar adiante.

Geraldo Melo sabe bem o que é uma experiência como essa. Não conseguiu sequer influir na eleição para presidência da Assembléia Legislativa. Em processo de desgaste, perdeu eleições municipais em cidades estratégicas como Natal e Mossoró (deu Wilma de Faria-PDT e Rosalba Ciarlini-PDT, respectivamente) e não fez o sucessor no Estado.

“A sorte está lançada”, diria o general e cônsul romano Júlio César.

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segunda-feira - 11/07/2011 - 19:57h
Princípio da Impressoalidade

Gestores personalizam obras e ridicularizam Constituição

Um dos princípios constitucionais da administração pública é o da “impessoalidade”. O que ele significa? Simples: O governo é impessoal, não pode ser particularizado ou incensado em nome de alguém em especial.

Claro que é letra morta. Na prática, não vale coisíssima nenhuma. Está consagrado no “caput” do Artigo 37 da Constituição Federal. E daí: E daí, nada. Não tem qualquer valor. É permanentemente desmoralizado por todos, da esquerda à direita.

É mais um engodo constitucional, que diariamente atestamos nas propagandas e noticiário na imprensa.

O Rio Grande do Norte não é uma exceção. Por mais que tenhamos intervenções e questionamentos vindos de entidades da sociedade civil e do Ministério Público, o abuso continua e vai ser vida longa, sobretudo porque faz parte da cultura política nativa a divinização de nomes e a louvação de marcas e símbolos pessoais.

A cada mudança de administração, do município ao governo federal, mudam slogan, alteram logomarcas e remexem em cores que associem feitos do ente público ao presidente, governador, prefeito. O jogo semiótico é feito com cuidado científico.

No curtíssimo espaço de tempo em que ficou na condição de governador, Iberê Ferreira (PSB) jogou no ar uma identidade visual do seu governo, em que destacava o “I” do seu prenome. A Justiça, provocada, desmanchou o abuso.

A atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM) chegou ao requinte do personalismo quando era prefeita de Mossoró, mandando que o piso de escolas, praças e outros equipamentos públicos, feitos e mantidos com dinheiro do contribuinte, tivessem arranjos de uma “rosa”. Ou seja, uma homenagem à própria.

Por que não se utiliza, em toda administração pública, dos municípios à União, apenas o brasão estatal em vez de peças de marketing personalizadas? Por que não aparece um parlamentar propondo essa mudança, através de projeto de lei?

Além desse abuso, é ainda frequente a apropriação de feitos. Um administrador inaugura ou anuncia algum projeto, que na verdade é originário de antecessor. Às vezes muda só nome ou fachada, para fazer a mesma coisa, sem citar por dever de justiça, que é resultado de gestão passada.

Mas na tradição político-administrativa brasileira há crime ainda mais hediondo: muitas vezes, o administrador encerra de vez algo que está dando certo, em favor da população, para não exaltar seu idealizador, um adversário. O Programa do Leite no Rio Grande do Norte foi extinto no governo José Agripino, hoje senador, porque era ideia da administração Geraldo Melo.

Garibaldi, exceção

Por favor, mas nem tudo está perdido. Lembro um caso à parte, que merece aplauso. Eleito governador em 1994, Garibaldi Filho (PMDB) – hoje ministro da Previdência Social – inaugurou algumas obras derivadas das gestões José Agripino-Vivaldo Costa, proclamando essa origem. Foi o caso, por exemplo, da Rodoviária Diran Ramos do Amaral, em Mossoró, concluída por ele.

Como temos um povo em sua grande maioria alienado, vítima do analfabetismo político, além de alheio ao papel de seus agentes públicos, todos esses vícios prosperam sem maiores dificuldades.

Sai administrador, entra administrador, e o quadro não muda. Não muda porque o povo ainda não teve meios para também mudar, tangido em sua ignorância para apenas dizer “sim” a tudo.

 

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domingo - 10/07/2011 - 12:54h
Passado que ensina

Rosalba Ciarlini pode sofrer com o “Efeito Orloff”

Governadora tem início de governo pior do que passagem de Geraldo Melo e um futuro incerto

A ressaca do poder, que parece onipotente e infindável, é terrível

Nunca antes na história político-administrativa do Rio Grande do Norte, um governante viveu um início de gestão tão confuso, sem rumo e gerando enorme desapontamento. Essa é uma síntese dos primeiros meses do governo Rosalba Ciarlini (DEM).

O comum, diante de um cenário tão castastrófico, é que ocorra comparação com algum antecessor. É o caso do ex-governador Geraldo Melo (PSDB), que administrou o Estado de 1987-1990. Existem algumas semelhanças, mas várias discrepâncias no encontro histórico entre os dois.

Rosalba, como Geraldo, chegou à Governadoria envolta em grande expectativa e crédito de confiança, movida por montanha de votos construídos numa retórica emocional e nenhum projeto concreto. Só blablabá.

Em relação à governadora, a conjuntura nacional e estadual é bem diferente da encontrada por Geraldo Melo no início de gestão em 1987. Ela, apesar de adversária do governo central, presidente Dilma Roussef (PT), não sofre nenhum tipo de boicote e chegou a receber visita de mais de oito ministros.

Rosalba precisa ter mais do que fé espiritual

Geraldo Melo, à ocasião, enfrentou o desmanche do “Plano Cruzado”, plataforma principal do seu discurso de campanha. O presidente José Sarney, que o apoiava, conseguiu eleger 22 dos 23 governadores, a grande maioria dos senadores e deputados federais/estaduais.

Foi uma avalanche baseada no ufanismo desse programa econômico, que logo após as eleições foi enterrado pelo próprio Sarney.

Hoje existe a estabilidade da moeda, o país em franco desenvolvimento econômico e controle inflacionário. Com Geraldo Melo era tudo inverso. Greves, especialmente na educação, passaram a fazer parte do cotidiano do RN a partir de 1988. Desde então o governo foi-se arrastando até o final.

Ele sequer conseguiu fazer o sucessor.  À ocasião, não existia o instituto da reeleição para governador e outros cargos executivos.

Rosalba desembarcou na Governadoria utilizando um velho e surrado discurso de “terra arrasada”, para começar a ganhar tempo. Só que sua estratégia foi rapidamente descontruída e hoje ela enfrenta uma onda de greves, a administração praticamente paralisada e nenhuma ação visível de governo.

As poucas notícias boas que vende, advêm justamente de realizações nascidas na era Wilma de Faria (PSB)-Iberê Ferreira (PSB) e do Governo Federal. Entretanto, esconde esse detalhe da opinião pública.

A crise que a governadora enfrenta, parece ser muito mais de mentalidade e método do que financeiro-administrativa. Revela traços de intolerância, arrogância e autosuficiência, além de frieza em relação a questões cruciais do serviço público.

Com Geraldo Melo, a “metástase” começou depois do primeiro ano de governo. Da mesma forma que fora beneficiado com fatores exôgenos (externos) à eleição, passou a pagar o preço pelo fim do Plano Cruzado. Em alguns momentos,  ele partiu pra litigância e bateu frontalmente com categorias de servidores que na campanha tinham lhe dado apoio decisivo.

Se com Rosalba o slogan de campanha era “para fazer acontecer”, em relação a Geraldo Melo um eficiente conjunto de marketing eleitoral prometia “Novos ventos, novos tempos” no Rio Grande do Norte. Levaria o povo ao desenvolvimento social e crescimento econômico. Nem uma coisa nem outra.

Populismo

Um traço comum à Rosalba e a Geraldo Melo é o discurso populista, ufanista e carregado de retória. Mas nesse ingrediente, ela perde de forma acachapante. O “Tamborete” (apelido ganho em campanha) era o rei da retórica. Prendia multidões diante do palanque.

Também conta a favor de Geraldo Melo, uma reconhecida inteligência diferenciada. Qualquer dúvida é só comparar sua passagem pelo Senado, com a presença da “Rosa”. Ele chegou à vice-presidência da Casa, com importantes intervenções e forte influência. Rosalba quase não foi notada.

Geraldo Melo construiu sua chegada ao Governo do Estado sob um bem-arquitetato plenajamento. Já fora vice-governador de Lavoisier Maia e coordenou a campanha vitoriosa do deputado estadual Garibaldi Filho (PMDB) à Prefeitura do Natal em 1985.

Entrou na campanha como azarão. A previsão do grupo Maia, que apoiava o deputado federal João Faustino ao governo, era de que seu candidato venceria com mais de 200 mil votos de vantagem. Com desempenho impressionante, Geraldo atingiu a vitória com pouco mais de 14 mil votos de dianteira.

Geraldo pós-governo: Pai nosso...

Fenômeno? Sim, mas em parte.

O ex-vice-governador foi parte de um fenômeno nacional e não um caso específico, da conjuntura estadual. O Plano Cruzado içou-o até um certo patamar. A partir daí, ele e seu partido (PMDB) fizeram o restante.

Com Rosalba, a conquista começou bem antes, ainda em 2006, ao vencer Fernando Bezerra (PTB) ao Senado, numa corrida muito disputada, com pouco mais de 11 mil votos de maioria. Desde então, a engenharia politica foi desenhando sua chegada à Governadoria, enfrentando adversários debilitados até fisicamente – caso do governador Iberê Ferreira (PSB), que teve câncer diagnosticado na pré-campanha.

O que parece deixar Rosalba e Geraldo à semelhança um do outro, é que nenhum se preparou para governar. O projeto elementar era de poder. Geraldo ainda se elegeu ao Senado uma vez, mas perdeu até a hegemonia em Ceará-mirim, sua base política.

Rosalba, com a erosão de imagem que enfrenta, deve olhar bem para Geraldo e ter cuidado com o “Efeito Orloff” (eu sou você amanhã).

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