terça-feira - 21/04/2020 - 18:30h
HRTM

Médico está há mais de três meses sem receber salário

Cobrança pública do médico pediatra Gledson Emanuel de Oliveira Cavalcante – Coordenador do Pronto Socorro Infantil do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM):

Meu salário de janeiro, fevereiro e março ainda não foi pago.

Já estamos quase no fim de abril.

Sou médico e trabalho no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Além de não ter equipamentos de proteção básicos e ficar exposto toda hora, não tenho o direito de receber nem o salário.

É um absurdo que já se tornou “normal”.

Gledson Cavalcante.

Nota do Blog – Está claro ou é preciso desenhar?

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Categoria(s): Saúde
quinta-feira - 09/04/2020 - 07:34h
Pedido de socorro

Pediatras do Tarcísio Maia preveem o pior com pandemia

Médicos, em ofício ao secretário de Saúde do RN, mostram precariedade e temor onde falta quase tudo

Ofício encaminhado ao secretário de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP), médico Cipriano Vasconcelos, nessa quarta-feira (8), subscrita por 11 pediatras, afirma que o Hospital Regional Tancredo Neves (HRTM), em Mossoró, não tem condições de fazer frente à pandemia da Covid-19.

Eles mostram que a Enfermaria Clínica Pediátrica e o Pronto Socorro do HRTM “não estão aptos para prestar um serviço de qualidade”.

Primeira página de ofício mostra parte do enorme problema que se avizinha e se desenha como tragédia (Reprodução BCS)

Lembram que ainda no dia 25 de março foi solicitada “a provisão de insumos básicos” para funcionamento a contento desses setores. Contudo, “até a presente data não houve a entrega de nada solicitado”. A lista é extensa.

Há carência de recursos humanos, não existe disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e também inexistem exames comuns e imprescindíveis como coagulograma, gasometria e eletrólitos.

“Faltam antibióticos e outros medicamentos necessários para o suporte hospitalar”, relatam.

Repúdio e apreensão

“Diante desse quadro de pandemia por Covid-19 (…), a população não deixará de adoecer, os leitos dos hospitais não ficarão vazios de um dia para o outro, para que possamos alocar as vítimas da pandemia”, afirmam.

“Deixamos aqui nosso repúdio à imposição de referenciamento, quando não foi oferecido pela Sesap nenhum suporte para isso”, assinalam.

Por fim, os médicos preveem o pior, diante da desorganização, abandono e avanço da pandemia: “Aglomerar pacientes num hospital sem salas de isolamento, sem nenhum preparo físico, adoecerá pacientes não contaminados, médicos, enfermeiros e outros servidores”.

O ofício é assinado pelos seguintes médicos:

Maria Targino Bezerra Alves – Representante dos médicos pediatras

Gledson Emanuel de Oliveira Cavalcante – Coordenador do Pronto Socorro Infantil

Chyntia Cibely Martins Medeiros

Daniela Pereira Maia Thielke

Emanuel Marcela Luz

Francisco Sidione T. de Souza

Leandro Michel do Rego Lima

Paulo Diogo de Oliveira Ferreira

Priscila Michele Santos Costa

Vitória Régia Pereira

Watson Peixoto Costa.

Nota do Blog – Que bom ver, finalmente, médicos e outros profissionais da saúde indo pro front em defesa da própria melhoria de suas condições de trabalho e o bem-estar da população. Sem medo de represálias. Que isso se torne regra e não exceção, como ocorria até bem pouco tempo. Contem conosco, como sempre contaram.

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