segunda-feira - 24/03/2025 - 07:38h
Consignados

“Empréstimo do Lula” tem alta procura em simulações on-line

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Lançado oficialmente na sexta-feira (21), o empréstimo consignado para trabalhadores no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), tendo como garantia o FGTS, ultrapassou neste domingo 40 milhões de simulações, com 11 mil contratos fechados. As consultas e movimentações foram feitas por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que, em função do novo produto, apresentou um número de acessos 12 vezes maior que o normal.

Criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por medida provisória, o consignado CLT é voltado para trabalhadores formais do setor privado, incluindo empregados rurais, domésticos e empregados de microempreendedores individuais (MEI).

O empréstimo é tomado junto a uma instituição financeira credenciada no limite de 10% do FGTS e 100% da multa rescisória, e as parcelas são descontadas do contracheque. Em caso de demissão do trabalhador, o banco pode pegar o fundo e a multa para cobrir o saldo do empréstimo. (g1)

A alta procura pelo consignado CLT, ainda mais em um momento de baixa popularidade do governo, motivou um uso personalista do novo serviço pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Ela fez, no Instagram, uma publicação onde associa o consignado ao presidente. “Apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula”, diz ela na gravação, acrescentando que a linha de crédito é uma alternativa para quem está em dificuldades financeiras. Na sexta-feira, em vídeo oficial sem o apelido citado por Gleisi, Lula recomendou que o dinheiro do empréstimo fosse usado principalmente para quitar dívidas. (Poder360)

Embora tenham forte apelo popular, as medidas do governo para conquistar a classe média, como o consignado CLT e a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, vão, segundo especialistas, na contramão dos esforços do Banco Central para conter a inflação, além de dependerem de aprovação do Congresso. A injeção desse dinheiro na economia, afirmam analistas, tende a manter a atividade superaquecida e aumentar a pressão inflacionária, além de aumentar o já alto endividamento das famílias. O governo, por sua vez, nega que tenha tomado as medidas de olho nas eleições de 2026. (Valor)

Nota do Blog Carlos Santos – Vai chegar o dia em que não existirá um único brasileiro ativo e inativo sem ter alto endividamento, num meio circulante raso. Os banqueiros seguem com os cofres fartos.

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terça-feira - 12/03/2024 - 21:54h
RN

Presidente nacional do PT tenta motivar militância para campanha

Lula é referência política que Gleisi quer usar para mobilizar militância (Foto: Arquivo/Poder 360)

Lula é referência política que Gleisi quer usar para mobilizar militância (Foto: Arquivo/Poder 360)

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal paranaense Gleisi Hoffmann, terá compromissos sexta-feira (15) e sábado (16) em Natal.

Hoffmann vem dar uma chacoalhada na militância e filiados, para a campanha eleitoral deste ano, em que o partido tem situação excepcional sob a ótica do poder, com governadora (Fátima Bezerra) e presidente da República (Lula), mas quadro apático em relação às eleições municipais no RN.

Agenda

Sexta-feira: ato político às 18h, no Praiamar Hotel (Ponta Negra).

sábado: encontro com mulheres às 10 horas, também no Praiamar Hotel.

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sexta-feira - 04/11/2022 - 11:12h
Fé e voto

Bispo Edir Macedo diz que “Lula foi eleito pela vontade de Deus”

O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal e o todo-poderoso da Rede Record, começou a preparar mudança de chave e discurso, sem deixar de continuar no mesmo lado: o poder político.

Edir Macedo orienta fieis a seguirem em frente (Foto: reprodução)

Edir Macedo orienta fieis a seguirem em frente (Foto: reprodução)

Em pregação nessa quinta-feira (3) a seus fiéis, através de vídeo em redes sociais, ele aconselhou-os a  “perdoar o presidente Lula.”

Recorreu aos céus para justificar a postura, assegurando que o petista “foi eleito pela vontade de Deus”.

E acrescentou: “Bola para frente.”

Lembrou que chegou a orar antes das eleições, para que houvesse a intercessão divina em favor do presidente Jair Bolsonaro (PL): “‘Ó, Deus, quero que Bolsonaro ganhe, mas seja feita a Sua vontade, é o Senhor quem manda’. Deus fez a vontade Dele.”

Macedo já apoiou Lula

Edir Macedo também controla o partido Republicanos e foi um dos braços mais fortes e influentes do presidente derrotado Bolsonaro para arrebanhar comunidade evangélica.

Porém, vale lembrar: nos dois governos anteriores de Lula, Edir Macedo estava com ele sem qualquer satanização do petista e do PT.

Portanto, tudo como dantes no quartel da Universal.

O outro lado

Dirigente do PT nacional, a deputada federal Gleisi Hoffmann reagiu às palavras de Macedo, em seu Twitter: “Dispensamos o perdão de Edir Macedo. Ele é quem precisa pedir perdão a Deus pelas mentiras que propagou, a indução de milhões de pessoas a acreditarem em barbaridades sobre Lula e sobre o PT, usando a igreja e seus meios de comunicação para isso. A nossa consciência está tranquila”, afirmou a deputada reeleita.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 16/06/2022 - 23:38h
Em Natal

Fátima justifica união com outras siglas e Lula ataca Rogério Marinho

A passagem do ex-presidente Lula (PT) pelo RN nessa quinta-feira (16) teve como ponto de destaque, um expressivo ato público no pátio da Arena das Dunas.

evento teve público expressivo nessa quinta-feira (16), em Natal (Foto: divulgação)

evento teve público expressivo nessa quinta-feira (16), em Natal (Foto: divulgação)

A governadora Fátima Bezerra (PT) e ele fizeram discursos destacando a aliança com outras legenda, mas também de críticas ao bolsonarismo.

Fátima até mais moderada, só aumentou o tom e à própria voz para abafar indícios de vaias contra aliados recentes, caso do pré-candidato ao Senado, Carlos Eduardo Alves (PDT). Deixou claro que PDT e o MDB do seu futuro vice, deputado federal Walter Alves, fazem parte de “um movimento mais amplo”.

Lula foi ao ataque. Defendeu a obra de transposição do São Francisco como sua e do PT, ironizando e debochando do ex-ministro Rogério Marinho (PL), pré-candidato ao Senado, a quem tratou preconceituosamente de “baixinho” e “desgraçado”.

Entre os vários políticos presentes, também estavam o pré-candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a presidente nacional do petismo, Gleisi Hoffmann, que discursaram.

Lula, Alckmin e Fátima encerraram juntos concentração política em Natal (Foto: redes sociais)

Lula, Alckmin e Fátima encerraram juntos concentração política em Natal (Foto: redes sociais)

Também ocorreram manifestações contra presença de Lula no estado, tratado como “ex-presidiário”. Em redes sociais e em alguns pontos da capital, assim  foi a recepção ao presidenciável.

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  • Repet
quinta-feira - 02/12/2021 - 09:48h
Aliança

PT deverá fazer federação com PSB e com o PCdoB no país

Do Poder 360

As conversas entre os partidos de esquerda para formar uma federação afunilarão neste mês. Na 2ª quinzena, as diretorias das siglas interessadas devem começar a negociar formalmente. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse à reportagem que no dia 10 de dezembro a Executiva do partido discutirá o assunto. No dia 16, é a vez do Diretório – dessa deliberação poderá sair o aval para os dirigentes negociarem a aliança.

“Deve afunilar neste mês”, declarou a presidente petista.

Gleise já adianta conversas para montagem da federação (Foto: Marina Ramos)

Gleise já adianta conversas para montagem da federação (Foto: Marina Ramos)

Integrantes de PT, PSB e PC do B têm demonstrado interesse em se unir em uma federação. A expectativa é que dirigentes das 3 siglas tenham autorização para abrir conversas formais mais ou menos ao mesmo tempo. Congressistas petistas e representantes do partido nos Estados discutiram o tema na noite de 4ª feira (1º.dez.2021). Ainda não há consenso, mas a tendência é que a tese da federação vença.

Mais cedo, a bancada do PSB também debateu o assunto. Quase todos os deputados presentes disseram ao presidente da legenda, Carlos Siqueira, que gostariam de juntar-se a uma federação. O presidente pessebista terá reunião com os dirigentes estaduais da legenda na próxima semana, provavelmente na 4ª feira (8.dez.2021).

O que é uma Federação Partidária?

Saiba clicando AQUI.

Como mostrou o Poder360, a esquerda poderá criar uma federação com pelo menos esses 3 partidos. Outras duas siglas – PV e Rede, também mantêm conversas. Integrantes do Psol foram procurados, mas o partido indicou preferir ficar fora dessa agremiação.

O PDT no momento está fora das conversas porque tem pré-candidato a presidente da República, Ciro Gomes. Uma federação comporta apenas um postulante ao Planalto, e essa vaga deverá ser de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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sexta-feira - 27/07/2018 - 21:02h
Agora

Pré-candidaturas de Fátima e Lula são lançadas em Natal

Auditório do Hotel Holiday Inn em Natal, bairro de Lagoa Nova, está lotado à noite desta sexta-feira (27). É o lançamento das pré-candidaturas da senadora Fátima Bezerra (PT) ao Governo do RN e Lula da Silva à Presidência da República.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, participa da programação, além do ex-presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS).

Fátima e Gleisi foram recebidas festivamente por militantes e filiados em evento (Foto: divulgação)

Representantes de siglas que fazem parte da coligação estadual a ser encabeçada pelo PT, PHS e PCdoB, também prestigiam o evento.

Entre os presentes, a deputada federal e pré-candidata ao Senado Zenaide Maia (PHS), e o pré-candidato a vice-governador na chapa petista, Antenor Roberto (PCdoB).

“Precisa separar a coisa entre aliados de Temer e não aliados de Temer. De mãos dadas, PHS, PT e PCdoB, não podem perder tempo. Vamos eleger Lula, Fátima e um Congresso novo”, discursou Zenaide Maia.

“Temos o programa de governo mais auto-explicativo de todos, é só dizer Lula que todo mundo entende o que isso representa para o Brasil”, proclamou Gleisi Hoffmann.

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sexta-feira - 13/07/2018 - 22:46h
Dia 27

Senadora Gleise Hoffmann estará em convenção do PT

Gleisi Hoffmann: em Natal (Foto: arquivo)

Do Blog Saulo Vale

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora paranaense Gleisi Hoffmann, confirmou presença na Convenção Partidária Estadual do PT no dia 27 deste mês, em Natal.

O local está em discussão, mas foi solicitado o campus central do IFRN.

O encontro vai sacramentar a candidatura da senadora Fátima Bezerra (PT) ao Governo do Estado e os nomes à Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal, além da formação de alianças com o PHS e PCdoB.

Também será defendida a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.

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quarta-feira - 20/06/2018 - 03:20h
STF

Presidente do PT e ex-ministro se livram de condenação

Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil)

Do G1

Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta terça-feira (19) a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela, da acusação de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato.

Também foi absolvido o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, apontado como emissário do casal no recebimento do dinheiro.

Ao apresentar a denúncia, a Procuradoria Geral da República afirmou que Gleisi e Paulo Bernardo pediram e receberam R$ 1 milhão desviadoda Petrobras para a campanha dela ao Senado, em 2010.

Mas, ao julgar o caso, os ministros da Segunda Turma do STF consideraram não haver provas de que o casal recebeu propina em troca da manutenção de Paulo Roberto Costa como diretor de Abastecimento da Petrobras à época.

Votaram pela absolvição total: Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski.

Recurso

O relator da ação, Edson Fachin, e o revisor, Celso de Mello, também votaram pela absolvição dos crimes de corrupção e lavagem, mas se manifestaram a favor da condenação de Gleisi pelo crime de caixa dois eleitoral (não declaração de dinheiro recebido em campanha).

A Procuradoria Geral da República pode recorrer da decisão ao próprio STF.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – No meu WhtasApp, um amigo petista de carteirinha, aqui do Natal, transpira desconfiado: “O STF não me engana. Aí tem coisa!”

É “gópi” pelo avesso, deduzo. Meu amigo ainda está “noiado”, tentando entender a decisão favorável.

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sexta-feira - 30/06/2017 - 23:05h
Pense

Se

Se você achou absurdo o PT escolher a “amante” Gleise Hoffmann para presidi-lo, não deve estranhar Aécio Neves presidindo o PSDB de novo.

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segunda-feira - 19/06/2017 - 08:10h
Omissão

Partidos evitam julgar os seus envolvidos com a “Lava Jato”

Pelo menos 98 filiados a PP, PT, PMDB e PSDB foram citados, mas apenas dois processos foram abertos

Por Sérgio Roxo (O Globo)

Apesar da avalanche de acusações levantadas pela Lava-Jato contra políticos, os órgãos internos dos partidos destinados a fiscalizar a postura ética de seus filiados têm tido atuação quase nula. Nos três anos da operação, 98 integrantes do PP, PT, PMDB e PSDB — as quatro siglas com mais implicados — foram citados em delações, mas as legendas fecharam os olhos para praticamente todas as denúncias relatadas.

Não é por falta de normas que as punições não ocorrem. Os estatutos e códigos de ética dos partidos condenam atos de improbidades e que ferem a ética cometidos nos exercícios de mandatos e cargos públicos, como os apontados pelos delatores. São previstos processos disciplinares que podem resultar até na expulsão do filiado.

— As acusações não envolvem só um desvio individual, mas estão relacionadas com o financiamento do conjunto do partido. A cúpulas partidárias estão no jogo e quando estão envolvidas é muito difícil a punição — avalia o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV.

Nos quatro partidos com mais citados, todos os presidentes são investigados. A petista Gleisi Hoffmann teve a denúncia aceita e responde ação por corrupção e lavagem de dinheiro. O tucano Aécio Neves, licenciado da presidência do PSDB, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR), que pediu sua prisão.

O presidente do PMDB, Romero Jucá, flagrado em áudio defendendo estancar a Lava-Jato, é alvo de cinco inquéritos. Ciro Nogueira, presidente do PP, também foi denunciado pela PGR.

Em 2014, no início da Lava-Jato, o PT decidiu abrir procedimento na comissão de ética do partido contra o deputado André Vargas (PR), acusado de usar o avião do doleiro Alberto Youssef. Na época, as investigações sugeriam que se tratava de um caso isolado. Vargas, até hoje preso em Curitiba, pediu sua desfiliação antes da conclusão da apuração.

PT dá “amplo direito de defesa”

Nos meses seguintes, quando a Lava-Jato avançou sobre a cúpula do partido — com a prisão, inclusive, do tesoureiro da legenda, João Vaccarri Neto —, os procedimentos disciplinares foram deixados de lado. O estatuto do PT prevê até suspensão preventiva por 60 dias diante de notícias que vinculem filiados à corrupção.

Apesar de 25 citados, a medida foi aplicada só contra o então líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (MS), preso em novembro de 2015. No dia da punição, já surgiam especulações de delação de Delcídio. Em março de 2016, o senador se desfiliou.

A assessoria de imprensa da presidência do PT disse que o partido “ao contrário do que ocorre na Justiça atualmente” dá amplo direito de defesa aos filiados. A legenda informa que a discussão sobre eventuais punições “será feita no momento oportuno, mas é certo que não promoveremos caçada e muito menos nos valeremos de provas colhidas sob suspeição”.

PSDB se esquiva de qualquer investigação

Vargas e Delcídio foram os únicos dos 98 políticos investigados em seus partidos. As outras três legendas com mais filiados citados na Lava-Jato não abriram procedimento, apesar de pressões internas. No PSDB, há um movimento na base para punir Aécio.

— Está na hora de a gente dizer que se nosso presidente nacional fez o que está colocado aí, ele deve ser levado ao conselho de ética e expulso — defendeu o deputado estadual Carlos Bezerra, no encontro do PSDB de São Paulo semana passada.

Mas para o presidente do conselho de ética e disciplina do partido, deputado Bonifácio Andrada (MG), o órgão não tem função de investigar esses casos e deve se limitar basicamente a cuidar da disciplina dos filiados.

— Se o partido se meter a querer investigar os filiados pelas atividades externas, vira Poder Judiciário e polícia. A comissão de ética deve ser limitada às normas da ética e disciplina da vida partidária.

Silêncio no PMDB

No PMDB, um grupo de deputados chegou a pedir afastamento dos dirigentes alvos.

— Se eu falar, vou ser antiético — disse o presidente da comissão de ética do partido, Eduardo Krause, que indicou o presidente da legenda, Romero Jucá, para comentar o assunto. Jucá não respondeu.

O presidente do conselho de ética do PP, deputado André Fufuca, também não respondeu.

*Colaborou Silvia Amorim

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quarta-feira - 01/02/2017 - 11:38h
Nota

Fátima Bezerra lamenta posição do PT em pleito no Senado

A posição majoritária da bancada do PT, no Senado, para votar de forma livre e autônoma, sem seguir apelo da militância e movimentos sociais, embaraça a senadora petista Fátima Bezerra – do RN. Ela e os senadores Gleise Hoffman (PT-SC) e Lindbergh Farias (PT-RJ) assinam nota em que lamentam essa posição.

Fátima vê erro da maioria (Foto: Senado)

“(…) Mas infelizmente a bancada do PT no Senado optou por outro caminho. Superestimando a luta institucional e insensível ao apelo da militância, a maioria da bancada preferiu não tomar uma posição clara, autorizando os senadores e as senadoras petistas a votarem como bem entenderem. É realmente lamentável. Um equívoco político que cobrará seu preço”, dizem Fátima, Gleisi e Lindbergh.

Maioria ignora militância

“Mesmo em um momento de ruptura democrática, a maioria da bancada do PT no Senado optou por se render à institucionalidade, fechando os ouvidos para a opinião de sua militância e para as opiniões dos principais movimentos sociais que protagonizam a resistência democrática”, acrescentam.

O PT tem dez senadores na atual legislatura. O nome do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) caminha para substituir Renan Calheiros (PMDB-AL), com apoio de parte do próprio PT.

Veja AQUI como é o processo eleitoral no Senado e outros aspectos do pleito interno.

Se PMDB ganhar eleição, estará no comando do Senado por 12 anos seguidos (veja AQUI).

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terça-feira - 30/08/2016 - 10:12h
Para entender o Brasil

Moral é artigo em falta entre algozes e apoiadores de Dilma

Não há santos entre aliados de Temer e do lado de Dilma; falta legitimidade aos dois e ao Congresso

Por Raphael Tsavkko Garcia (Congresso em Foco)

A defesa de Dilma durante todo o dia 29 de agosto foi coalhada de frases de efeito vazias, bravatas, gritos por democracia e… mentiras. Temer, escolhido por Lula e pelo PT para ser seu vice, segue uma política de continuidade tanto na economia quanto nos cortes. Diferenças podem ser vistas na política externa e nada mais.

Discursos como os de “Temer acabou com Ciência Sem Fronteiras e o Pronatec” são enganosos. Temer pode até ter fechado a porta, mas os cortes orçamentários promovidos por Dilma já haviam inviabilizado a continuidade desses e de outros programas.

Dilma parece ter uma predileção por citar Eduardo Cunha, um exemplo de como a moral do Congresso anda baixa. Seria um trunfo, não tivesse o mesmo Cunha sido um importante aliado de Dilma e do PT e ter participado ativamente de sua primeira campanha eleitoral.

Lewandowski, Aécio Neves do PSDB e Dilma Rousseff (PT) ontem no Senado: tensão e descontração de iguais (Foto: Web)

Além disso, Cunha foi a ponte entre Dilma e os evangélicos e trabalhou pesadamente para distanciá-la da imagem de alguém que defendia o aborto (Gabriel Chalita, vice de Fernando Haddad em São Paulo, fez o mesmo trabalho junto aos católicos conservadores). Dilma soube vender essa imagem, chegando a vetar a regulamentação ao direito do aborto e a mandar uma ministra, Eleonora Menicucci, se calar sobre o tema.

Dilma afirmou ainda ter “resgatado a Petrobras”. Mais uma mentira. O PT praticamente levou a empresa à falência, a corrupção foi tamanha que resultou em queda de 1% do PIB.

Moral e ética que inexistem

Minha preocupação aqui não é se houve ou não crime de responsabilidade, ou se as pedaladas podem assim ser consideradas, e sim focar no aspecto mais básico das alianças espúrias e da total inexistência de moral e ética – de ambos os lados.

Dilma e diversas personalidades petistas e de partidos aliados acertam ao dizer que o Congresso (e mais especificamente o Senado) não tem moral para julgar Dilma. O problema é que os políticos petistas também não têm moral para defendê-la, especialmente de seus (ex-)aliados.

Cunha: aliado de Dilma em momento delicados (Foto: André Dusek/Estadão)

Sabemos que Aécio, “o derrotado”, tem inúmeros problemas que não se limitam ao aeroporto de Cláudio. Aloysio Nunes é investigado pelo STF, Agripino Maia é outro investigado por corrupção. E a história não melhora para outros senadores do PSDB, DEM, PMDB, PP etc.

Do lado petista, Gleisi Hoffmann, uma das mais vocais nos ataques aos demais senadores, esqueceu-se de que ela é investigada por (supostamente) roubar dinheiro de aposentados junto com seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Petistas destacados, como Lindbergh Farias, esqueceram das fotos com os agora ex-aliados que, de um dia pro outro, viraram corruptos, arautos do atraso e etc.

A senadora Vanessa Grazziotin, esta do PCdoB, já enfrentou pedido de cassação pro compra de votos e abuso de poder econômico, por exemplo. Não há santos no lado vermelho-desbotado da força.

Na turma do troca-troca temos Renan Calheiros, um dos últimos a entrar na mira do petismo radical, era em 2015 defendido por militantes do PT do que chamavam de ataques da Globo. Calheiros foi inclusive chamado de “exemplo de moralidade”, mas hoje entrou no balaio dos “golpistas”.

Como não lembrar de Kassab, arqui-inimigo do PT paulista, responsável por episódios de higienismo e violência contra manifestantes e que virou ministro da Dilma, recebeu incumbência de Lula de fundar o PSD como forma de desidratar o PMDB e… acabou ministro do PMDB e novamente inimigo do PT.

Kassab e Collor dispensam comentários.

Kátia Abreu foi uma das poucas a manter a fidelidade à Dilma e por isso foi louvada pelos apoiadores da presidente. Pena que ela seja acusada de incontáveis crimes contra indígenas e suas ações contra o MST – apoiadores de Dilma – sejam conhecidas por todos. É aquele famoso apoio que mais causa (ou deveria causar) constrangimento do que ajuda.

O QUE VEMOS NO CONGRESSO nada mais é que uma disputa de poderosos aliados e ex-aliados por poder. Gritam, brigam, babam e ameaçam em público. Na sala do café trocam amenidades e chamam para a festa de aniversário da filha. Não estou dizendo que não devem manter civilidade, mas o que vemos é algo bem além. É a conivência de elites disputando o bolo. O nosso bolo. Aquele bolo que nós nunca veremos, porque não fomos convidados para a festa.

A música popular diz “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”. O clichê cai como uma luva para o Congresso Nacional e não discrimina partidos. Qualquer um que acuse o adversário de uma imensa gama de crimes corre o risco de… acertar na mosca.

Pode até chutar um artigo do Código Penal sem muito medo de errar. O problema que se apresenta é menos de legitimidade de derrubar Dilma ou de manter Dilma e mais da legitimidade de manutenção do Congresso em si, do sistema político em si.

Chegamos num ponto da história tão viciado que, por exemplo, chegaram a decretar que a repressão ao protesto a favor de Dilma ocorrido na noite de seu depoimento na Avenida Paulista inauguraria um período de regressão política.

Ora, só muita falta de memória para dizer isso depois da imensa repressão patrocinada pelo PT, PSDB e demais partidos no poder em junho de 2013 ou durante a Copa do Mundo e que desembocou na lei antiterrorismo criada e aprovada pela mesma Dilma para garantir que não aconteceriam protestos durante as Olimpíadas.

A maior das ironias é que quem apanhava ontem nas ruas de São Paulo (e falo em termos de grupo, não de indivíduos) gritava “VAI PM” contra a esquerda em 2013 e 2014 e acusava a eles (ou a nós) de sermos financiados pela CIA.

DILMA CAIR sem que Temer, o vice da chapa, a siga, é um absurdo – em especial, com pesquisas mostrando que a ampla maioria dos brasileiros repudia os dois.”

O professor Pablo Ortellado comentou em reportagem do Aliás (Estadão) sobre a polarização política brasileira (veja AQUI). De um lado quem acredita piamente que Dilma e o PT são comunistas e que o Foro de São Paulo é uma organização de promoção do comunismo mundial que enfiou médicos cubanos para destruir o país.

Do outro temos teses estapafúrdias de que a crise da Petrobras só estourou porque é do interesse da CIA ou que o próprio juiz Moro, responsável pela Lava Jato, foi treinado pelo FBI.

E tais teses à esquerda, digamos assim, não vêm de qualquer um, mas de gente como Marilena Chauí ou Emir Sader, que dedicam seus dias a espalhar teorias conspiratórias. Do outro lado temos Bolsonaros e Revoltados Online com apoio dos jovens “liberais” do MBL.

No fim é um jogo de soma zero. Ou melhor, o saldo para o país é negativo. O impeachment não trará nenhuma paz ao país.

A narrativa do golpe irá permanecer no imaginário, a tentativa de apagar o passado seguirá. O PT está aliado em quase um terço das cidades do país ao PMDB, PSDB ou DEM (num dos casos em Niterói, segunda cidade do estado do Rio de Janeiro) parece não entrar na cabeça de seus apoiadores. Ou, como em São Paulo com Haddad, aliado ao PR de Magno Malta e ao Pros – além do Chalita, lembram, dos católicos antiaborto?

Movimento "black blocs" é experiência de ativismo que guarda vários ângulos de análise (Foto: arquivo)

Apesar disso, os defensores de Dilma seguem todos os dias alardeando o início de um período terrível da história a partir da posse de Temer, como se todas as maldades fossem novas e o PT nada tivesse feito.

Do outro lado ficam a desfaçatez e a franca traição (ou “golpe” nos termos de Élio Gáspari, ou seja, no sentido mais literal de um soco ou uma rasteira) do PMDB e de aliados como Kassab ou Collor. A falta de ética é patente, assim como a completa impossibilidade moral de apontar o dedo para o que, no fim, era o próprio governo deles.

Dilma cair sem que Temer, o vice da chapa, a siga, é simplesmente um absurdo de proporções brasileiras – em especial diante de pesquisas que mostram que a ampla maioria da população repudia tanto Dilma quanto Temer.

Temos, nesse bolo, perfis de redes sociais como os já citados Revoltados Online de um lado (e outros perfis menos estrelados, mas igualmente tóxicos), e perfis e páginas claramente alinhadas ao PT do outro (várias delas com mesma identidade visual e suspeitas fortes de serem mantidas por MAVs, ou militantes virtuais do PT, criados por, pasme, André Vargas, deputado cassado).

Além disso, há ainda portais claramente alinhados ao ideário da “família Bolsonaro”, em geral espalhando ódio e desinformação, e portais da rede #BlogProg (Blogueiros Progressistas), que recebem relevantes fatias de verbas federais ou recursos de sindicatos controlados pelo PT e pelo PCdoB (já apelidado de PSeudoB por muitos).

Nesse caldo, a verdade é detalhe.

Farsa do impeachment

Sequer podemos falar em versões, o que temos é apenas leituras absolutamente deturpadas e enviesadas. E usos políticos que beiram a canalhice (ou mesmo ultrapassam) de lutas sociais e movimentos sociais.

Um exemplo: Como não lembrar de um dos governistas mais raivosos e destacados, Eduardo Guimarães, agora candidato a vereador pelo PCdoB, que durante os protestos de junho de 2013 usou o paint para colocar uma suástica nazista numa bandeira negra dos black blocs a fim de criminalizar o movimento e, por tabela, acusar o MPL e todos que estavam nas ruas de serem nazistas?

Diante dessa completa degeneração de militância e mídias alinhadas, não podíamos esperar outro cenário que não o dessa completa farsa que acompanhamos pela TV. A farsa do impeachment. A farsa de aliados políticos tornados inimigos e novamente aliados ao sabor do vento enquanto claques de cada um dos lados se matam nas redes sociais espalhando mentiras e desinformação e tornando o debate político insuportável ou mesmo impossível.

O impeachment da Dilma, não se enganem, não mudará esse cenário. Teremos dois anos de imensa (e necessária) pressão contra Temer, assim como teremos a continuidade dos desmontes iniciados por Dilma que poderão mesmo ser acelerados e piorados (há espaço para isso).

E a campanha de 2018 poderá nos trazer novamente Lula, agora com um discurso extremamente vitimizado (o PT é mestre nisso, vide o mensalão), buscando ganhar votos em cima da história de um suposto golpe, apelando para as paixões inconscientes de amplos setores da esquerda que permanecem incapazes de resistir ao canto da sereia (ou do sapo barbudo, para usar a velha piada).

Nossos problemas não vão acabar tão cedo, nem começaram ontem.

Estamos apenas no meio de uma batalha que já perdemos.

* Raphael Tsavkko Garcia é jornalista e doutorando em Direitos Humanos (Universidad de Deusto, Espanha).

* Veja texto originalmente publicado no site Congresso em Foco, clicando AQUI.

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Categoria(s): Artigo
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quinta-feira - 23/06/2016 - 13:50h
Isolamento

Alguém ai defenda o Paulo Bernardo, por favor

Chegamos a ponto de não ouvirmos uma voz em defesa do ex-ministro Paulo Bernardo (PT), preso hoje por corrupção (veja AQUI).

Quem se manifesta, acaba defendendo a prisão de adversários.

Nada de atestar que ele é vítima de um mal-entendido ou perseguição.

Enfim, não temos vozes em defesa da ética, de apoio à cruzada anticorrupção.

Cada um cuida de mostrar que o corrupto do outro é pior.

Ah, tá!

Horas depois saiu saiu nota de solidariedade à senadora Gleice Hoffmann (PT) pela prisão do seu marido.

A nota não se arrisca a defender inocência dele.

Bom senso, finalmente.

Prefere “manifestar total solidariedade à senadora Gleisi Hoffmann e sua família em face da prisão de seu marido, Paulo Bernardo”.

Afinal de contas: o homem é inocente ou não?

Boa pergunta.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 23/06/2016 - 08:22h
Operação Custo Brasil

Ex-ministro Paulo Bernardo é preso pela PF em Brasília

Do portal UOL

O ex-ministro das Comunicações e do Planejamento Paulo Bernardo foi preso na manhã desta quinta-feira (23) pela Polícia Federal em Brasília. Ele estava no apartamento funcional de sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e deverá ser levado a São Paulo.

Paulo Bernardo foi preso no âmbito da Operação Custo Brasil, que é um desdobramento da fase Pixuleco 2 da Operação Lava Jato, de agosto de 2015. Além da PF, a ação é comandada pelo Ministério Público Federal e a Receita Federal.

Paulo Bernardo e senadora Gleisi Hoffmann são casados e indiciados por corrupção (Foto: arquivo)

Segundo as investigações, a operação apura o “pagamento de propina proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão”.

Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento (2005-2011), no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e ministro das Comunicações (2011-2015), na gestão da presidente Dilma Rousseff.

Ao todo, a PF cumpre 11 mandados de prisão preventiva (um deles contra o ex-ministro), 14 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar esclarecimento e depois é liberada) e 40 de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal.

Diretório Nacional do PT

O ex-ministro da Previdência Carlos Gabas também é alvo da operação, mas ainda não foi informado que mandado há contra ele. A casa de Paulo Bernardo e Gleisi, em Curitiba, também é alvo de buscas assim como o Diretório Nacional do PT, no centro da capital paulista.

Sede do PT em São Paulo é um dos alvos (Foto: UOL)

Os nomes das demais pessoas alvos dos mandados de prisão ainda não foram revelados. Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Os mandados foram expedidos pala 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

De acordo a PF, há indícios de que o Ministério do Planejamento “direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado”.

Para os investigadores, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no Planejamento por meio de outros contratos fictícios ou simulados.

Veja matéria completa AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
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