segunda-feira - 26/06/2023 - 05:26h
Movimento

Em dia de ‘greve geral’, sindicatos decidem se fazem ou não paralisação

Greve geral foi decidida dia 19, para hoje, mas acabou sendo esvaziada (Foto: redes sociais/Arquivo)

Greve geral foi decidida dia 19, para hoje, mas acabou sendo esvaziada (Foto: redes sociais/Arquivo)

Quatro sindicatos de servidores municipais de Mossoró realizam conjuntamente, nessa segunda-feira (26), uma assembleia geral. Será no Teatro Municipal Lauro Monte Filho, às 8h30. Avaliam se a greve geral decidida dia 19 passado (veja AQUI), para começar nesta data, deve ser mesmo deflagrada ou não.

Após a aprovação do Projeto de Lei Complementar 17/23, do Executivo Municipal, na terça-feira (20), inclusive com emendas endossadas pela oposição, a greve geral virou motivo de reflexão. Precisa ser repensada, pois seu objeto principal seria a retirada desse projeto por completo da pauta da Câmara Municipal. A matéria está aprovada e sancionada.

Conteúdo trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de Mossoró e das Fundações Públicas Municipais.

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), Sindicato dos Servidores da Saúde de Mossoró (SINDSSAM), Sindicato de Guardas Municipais do Estado do Rio Grande do Norte (SINDGUARDAS/RN) e Sindicato dos Agentes de Transito e Transportes Públicos de Mossoró (SINDATRAN) realizam a assembleia geral.

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quarta-feira - 21/02/2018 - 20:38h
Manifesto

“Carta Aberta” pede fim de greve e união pela Uern

Professores da Faculdade de Direito (FAD) da Universidade do Estado do RN (UERN) confeccionaram uma “Carta aberta às Categorias e à Reitoria” da instituição. Em seu conteúdo, eles pregam a união da comunidade uerniano, apresentam um leque de sugestões e advogam o fim da greve que hoje (quarta-feira, 21) chega a 104 dias (Leia Os primeiros 100 dias de uma greve “por dignidade”).

Veja abaixo o conteúdo desse manifesto:

Estamos em estado de greve há mais de cem dias, motivados pelo legítimo interesse de reivindicar a regularização do pagamento salarial. Todavia, decorrido esse tempo, o Governo não mudou o quadro de atrasos e nem tem demonstrado que o fará a curto prazo, gerando um impasse prejudicial à educação superior no Estado, notadamente à classe discente, que tem ficado órfã do direito constitucional à sua formação profissional, intelectual e crítica.

Embora noutros momentos o instrumento da greve tenha sido eficaz para as conquistas salariais, no momento resta evidenciado que ele não tem se mostrado o mais adequado para conquistarmos os objetivos pautados pelas categorias.

Lembramos aos colegas servidores que vivenciamos um contexto de desvalia e precarização das instituições, não se ignorando um movimento crescente de defensores do Estado mínimo, especialmente no ensino superior.

Aproveitando que o Rio Grande do Norte enfrenta grave crise política e administrativa, esses desestruturadores sociais colocaram indevidamente a UERN em suas “alças de mira”, numa campanha organizada de minimização de sua importância.

É impossível, também, não notar as coincidências entre o caminho da educação e o desenvolvimento das formas de legitimação política moderna. A UERN é um forte elemento de conscientização política da sociedade e de formação profissional, interessando a alguns a sua desmobilização.

Por essa e outras razões, pleiteamos o retorno às atividades acadêmicas, adotando outras posturas combativas em substituição à greve, que ousamos apresentar a seguir:

1 – engajar os alunos e suas famílias na ressignificação da Universidade;

2 – adotar estratégias para ocupação de espaços políticos e decisórios institucionais;

3 – buscar a sustentabilidade econômica da Universidade e a sua viabilização financeira, inclusive mediante a prestação de serviços externos;

4 – retomar a discussão sobre a proposta de autonomia financeira;

5 – promover um conjunto de informações positivas da Universidade (importância econômica, social, cultural), com a construção, divulgação e avaliação de indicadores de eficiência da UERN;

6 – promover seminários regionais temáticos, pontuando as realizações da UERN nos seus 50 anos de existência;

7 – trabalhar com a conscientização política e social sobre o valor da UERN e da própria educação como vetor de desenvolvimento econômico e equalizador social.

Assim, manifestamo-nos pelo RETORNO ÀS ATIVIDADES NA UERN, sem prejuízo da continuidade da luta em defesa dos nossos direitos, mediante novas estratégias.

Mossoró-RN, 20 de fevereiro de 2018.

DOCENTES (FACULDADE DE DIREITO)

Francisco Marcos de Araújo, Lauro Gurgel de Brito, Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade, Raimundo Márcio Ribeiro Lima, Andrea Maria Pedrosa Silva Jales, Clédina Maria Fernandes, Edgleuson Costa Rodrigues, Edmar Eduardo de Moura Vieira, Denise dos Santos Vasconcelos Silva, Marcus Tullius Leite Fernandes dos Santos, José Anselmo de Carvalho, Humberto Henrique Costa Fernandes do Rego, Olegário Gurgel Ferreira Gomes, Hamilton Vieira Sobrinho, Francisco Valadares Filho, Sealtiel Duarte de Oliveira.

Leia também: ‘Greve por dignidade’ procura uma saída digna;

Leia também: Uern finalmente se une e pede ao governo uma proposta.

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quarta-feira - 21/02/2018 - 10:29h
Sexta-feira, 23

Professores da Uern vão decidir rumos de mais uma greve

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) promoverá assembleia geral na próxima sexta-feira (23) às 9h, para avaliar o movimento grevista e traçar os rumos da mobilização docente.

Acontecerá na sede da entidade, em Mossoró.

A greve, que já ultrapassa os 100 dias, tem como principal ponto de reivindicação o pagamento dos salários atrasados.

Leia também: ‘Greve por dignidade’ procura uma saída digna.

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terça-feira - 20/02/2018 - 23:38h
Bom senso

“Greve por dignidade” procura uma saída digna

Empinando uma natimorta “greve por dignidade” há mais de 100 dias, o professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) tenta uma saída honrosa para sua mobilização. Algo menos vexatório, digamos.

Enfim, uma gota de bom senso.

O término hoje (terça-feira, 20) da paralisação dos servidores da Saúde (veja AQUI) isolou de vez a Uern e seus manifestantes.

Os grevistas uernianos seguem desdenhados pelo governo e ignorados pela sociedade. Até aqui estariam praticamente invisíveis, não fosse um spray de pimenta no meio do caminho (veja AQUI).

Voltarão de mãos abanando (como das vezes anteriores) de mais uma greve ineficaz e desgastante para a própria imagem da instituição. Não foi por falta de alerta do Blog Carlos Santos – que “cantou a pedra” diversas vezes.

A paralisação teve como grande “feito” esticar as férias de docentes e alunos por mais de 100 dias. Praia, viagens, Carnaval, Netflix, chopinho e WhatsApp deram o tom da vilegiatura à maioria dos grevistas.

Nada mais.

Aguardemos a próxima. Se houver.

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sábado - 17/02/2018 - 13:48h
Uern

Os primeiros 100 dias de uma greve “por dignidade”

O professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) chega hoje à marca de 100 dias de greve.

A paralisação “por dignidade”, como a direção do Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) justifica, começou dia 10 de novembro do ano passado.

Até aqui, não tem qualquer sinalizador de avanço ou de seu fim, para retomada do ritmo normal de atividades da instituição.

O governo Robinson Faria (PSD) estrategicamente tem evitado reagir ao movimento, deixando-o vagar como um zumbi.

Sem capacidade de mobilizar os próprios segmentos da Uern e sem apoio popular, a greve é praticamente ignorada.

Na Governadoria, a estratégia definida é de não judicializar o caso (veja AQUI).

A paralisação anterior dos professores durou 147 dias, em 2015. Assim, a soma das duas paralisações atinge 247 dias. Por enquanto.

Na gestão Rosalba Ciarlini (PP) também foram duas greves, que totalizaram 172 dias.

Leia também: Greves na Uern chegam a 382 dias com Rosalba e Robinson – 12-01-2018.

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sábado - 04/11/2017 - 05:30h
Nota

Docentes prometem greve na Uern “por dignidade”

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) emitiu uma nota oficial à comunidade acadêmica e à sociedade, justificando sua decisão de promover greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 10.

Sob o título “Greve por dignidade”, lança desfiando argumentos. Leia abaixo:

A decisão da categoria docente da UERN de entrar em greve a partir do dia 10 de novembro de 2017 não pode ser festejada, tampouco ser tratada com indiferença ou simplesmente na retórica, respeitada. Essa greve representa a indignação da categoria frente ao descaso e desrespeito com que o governo do estado do Rio Grande do Norte tem tratado os servidores públicos e, em especial, os/as professores/as da UERN. Há 20 meses os/as trabalhadores/as do estado vivenciam uma situação de incerteza em relação ao pagamento dos salários e uma condição de precarização do serviço público que afeta grande parte da população do Rio Grande do Norte.

A greve, deliberada por ampla maioria da categoria docente da UERN, é resultado de uma política econômica desastrosa que condiciona os/as trabalhadores/as do Estado a carregarem os serviços públicos nas costas. Saúde, educação, segurança e os demais serviços só funcionam porque os/as trabalhadores/as assumem o compromisso de todos os dias exercerem o seu trabalho com responsabilidade.

É resultado, também, dos ataques recentes que têm sofrido a Universidade e a categoria docente: retirada dos aposentados da folha de pagamento da UERN; ameaça de suspensão do plano de saúde por falta de repasse do governo; rebaixamento do valor do auxílio saúde, bem como a exclusão dos aposentados a esse auxílio. Tudo isso se soma ao insustentável quadro de atrasos salariais e  cinco anos sem qualquer reposição.

Mediante essa conjuntura, o governo não tem cumprido o dever de fazer com que o Estado funcione; não tem respeito aos trabalhadores/as; não considera importante as famílias de todos e todas que dedicam suas vidas e seu trabalho ao serviço público. Por isso, os/as professores/as da UERN se somam aos milhares de trabalhadores/as do estado do Rio Grande do Norte em nome da nossa dignidade, da nossa condição de sobrevivência e em respeito aos serviços públicos e a toda população potiguar.

A história particular da UERN revela que há muito tempo estamos em luta para garantir a manutenção da instituição como universidade pública, gratuita e de qualidade. Compreendemos que a UERN é um dos maiores patrimônios do estado do Rio Grande do Norte por impulsionar o desenvolvimento econômico e social e, principalmente, por possibilitar que os filhos e filhas dos trabalhadores pobres tenham acesso ao ensino superior; por estar presente em todas as regiões do estado cumprindo a interiorização e formando a maioria dos/as profissionais do Rio Grande do Norte.

É impossível pensar no crescimento de um estado sem uma Universidade. Para os que divulgam falaciosamente o endogenismo da categoria docente indicamos que investiguem quem sempre lutou em defesa da UERN; quem esteve em confronto com o judiciário e executivo mediante o anúncio da privatização da nossa universidade.

A nossa Greve é por Dignidade sim! Exigimos salários em dia; Exigimos a retirada da mensagem à assembleia que aumenta a alíquota previdenciária; Exigimos condições melhores de trabalho; Exigimos a permanência dos aposentados na folha de pagamento da UERN; Exigimos respeito ao nosso trabalho, ao nosso suor, ao nosso saber, a nossa vida. Exigimos a existência da UERN como Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade. É o nosso compromisso!

A Diretoria

Leia também: Sugestão para fechar universidade ronda e assombra Uern AQUI;

Leia também: Decisão de “greve geral” é permeada por alto risco AQUI.

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