quarta-feira - 03/02/2021 - 08:46h
'União' dos Rosados

Em política, não se perdoa nem se esquece nada

Relógio, tempo, volta atrásEm política, não se perdoa nem se esquece nada. Quem fez uma, paga; creia que a vingança é um prazer” .

Machado de Assis, em Quincas Borba, com o personagem Doutor Camacho.

Atento ao movimento pós-eleições 2020 no âmago dos Rosados, percebo quão viva permanece essa abordagem machadiana.

Nosso cronista, romancista e excelente observador político que nunca deixa de estar atual, parece antecipar em muitas décadas o que veremos um pouco adiante.

Aquela “união” familiar em nome “dos interesses de Mossoró” e “para reconstruir Mossoró”, propagada em 2016, não se sustenta até hoje. Sempre foi uma grande farsa.

E cantamos a ‘pedra’, claro, sem qualquer esforço de futurismo ou genialidade: União Rosado junta interesses, mas não une família. Essa postagem é de 6 de setembro de 2016, um dia após os grupos de Sandra Rosado (PSB hoje no PSDB) e Rosalba Ciarlini Rosado (PP) anunciarem o acerto após décadas de arengas (que não pararam mesmo assim).

As próprias eleições municipais de 2016, a estadual de 2018 e as mais recentes em 2020, mostraram que a banda Rosado de Rosalba soube subjugar e anular o grupo da prima Sandra. Uma usou a outra, que apenas subsistiu.

É isso, por enquanto.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

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Categoria(s): Política
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