sexta-feira - 03/02/2012 - 08:59h
No Palácio da Resistência

Carlos Augusto ‘reassume’ o poder em Mossoró

O ex-deputado Carlos Augusto Rosado (DEM), o todo-poderoso líder do governismo estadual, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), começou a reassumir o poder – de fato – em Mossoró. Ontem, um avant-premier.

Ele passou longo período da tarde passada nos escaninhos e salas do Palácio da Resistência, sede da prefeitura. De lá disparou telefonemas e conversou com alguns acólitos.

Carlos Augusto vibra com os bons tempos. De volta à 'sua' casa

Reuniu-se com a prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), sua prima “Fafá”. Pra lá e pra cá, a companhia do deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), marido da prefeita.

Tempo para conversar ainda com o prefeito de fato, seu primo e agitador cultural Gustavo Rosado (PV), chefe de Gabinete de Fafá.

Foto (Ricardo Lopes, Studio Chaplin)

Nota do Blog – Carlos Augusto, em pouco mais de 7 anos de gestão Fafá-Gustavo, teve escassas vezes no Palácio da Resistência e quase não foi chamado para tal. Chegou a ser literalmente ‘banido’, quando esperava ser o guru da administração que ajudou a eleger.

Nos três mandatos de prefeito de Rosalba, ele interagia e agia diretamente nas entranhas do poder, numa sala contígua ao gabinete principal do Executivo. Pelo visto, os bons tempos voltaram.

 

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quarta-feira - 01/02/2012 - 06:17h
Penduricalho do DEM

PMDB não dá sequer pitaco em sucessão mossoroense

Instado há poucos dias por um jornalista de Mossoró, a falar qual seria seu papel na sucessão local, via PMDB, o senador-ministro Garibaldi Filho avisou logo: “Não vou me meter. Se for chamado, aí é outra coisa”.

Não será chamado, ministro.

O líder do DEM, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, em recente reunião com a prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), o prefeito de fato Gustavo Rosado (PV) e o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) foi muito claro no exercício do poder.

Quando Fafá atreveu-se a meter a “colher”, lembrando como interessante a participação de Garibaldi, Carlos cortou os laços:

– Deixe Garibaldi pra lá. Vamos resolver nós mesmos!

Sabe qual a influência que o PMDB terá na sucessão municipal mossoroense, dentro do governismo? Eu mesmo respondo: nenhuma. Nadica de nada. Anote.

O PMDB há muitos anos é um simples penduricalho dos Rosado em Mossoró. Um apêndice do DEM. Usado, vomitado.

Fácil perceber, por exemplo, a cada mudança de secretário, gerente ou outro posto comissionado na Prefeitura, que sequer é lembrado a indicar ou opinar sobre nomes. E olha que o PMDB é hoje imprescindível ao governo municipal e ao estadual, também nas mãos do DEM.

Como não mostra ímpeto, continuará assim.

Deixou de ser um partido de vanguarda e diligente, que se digladiava com os Rosado, para ser um biombo de lembranças ou vontades insípidas.

Saudades do MDB – sigla que o antecedeu, nascido como partido consentido pelo regime militar, na época do bipartidarismo.

Saudades de Assis Amorim, Leodécio Néo, Edith Souto, Manoel Mário, Jota Belmont, Almeida Sobrinho, Edmilson Lucena, Paulo David, João Batista Xavier, Luís Sobrinho, Herbert Mota, Antônio Mota  e tantos outros.

Nota do Blog – Mas é importante contextualizarmos. Os  tempos eram outros. Era fácil saber quem é quem. O sujeito era “verde” ou “encarnado”, MDB ou Arena. Hoje, há uma suruba ideológica, sopa de letrinhas e argumentos porcos justificando alianças, alinhamentos ou adesões.

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quarta-feira - 18/01/2012 - 06:29h
Sai-não-sai

A “inocência” de Fafá, Leonardo e Gustavo

Vou-lhe ser sincero, webleitor:

–  A renúncia da prefeita de direito Fafá Rosado (DEM) é iminente.

Passei a acreditar que sim.

Por quê?

Desde que ela começou a dizer que não renuncia, seu marido Leonardo Nogueira (DEM) repetir a mesma fala e o mano menor Gustavo Rosado (PV) endossá-los, fiquei desconfiado.

Se a verdade não me engana e o espírito não me mente, os três não são inocentes.

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quarta-feira - 18/01/2012 - 00:46h
Sucessão em Mossoró

Fafá volta a dizer que não renuncia; Gustavo manda recado

A prefeita de direito de Mossoró, enfermeira Fátima Rosado (DEM), voltou a afirmar que continuará seu mandato até o final, conforme estabelece a lei: dia 31 de dezembro deste ano.

Mais uma vez ela teve que repetir o que tem dito em entrevistas, conversa com correligionários e em encontros sociais: não sairá do governo – em forma de renúncia – por qualquer maneira ou tipo de pressão.

– A chance de renúncia é zero por cento – afirmou a prefeita diante da bancada governista na Câmara Municipal, em reunião (como antecipada por este Blog) à noite dessa terça-feira (17). Ocorreu no Palácio da Resistência, sede da municipalidade.

Quem também se pronunciou com firmeza e certa ironia, além de uma ponta de indignação, foi o chefe de Gabinete e prefeito de fato, Gustavo Rosado (PV). E não tentou ser ameno em suas palavras.

Irmão de Fafá, homem forte que pontifica na gestão dela, Gustavo mandou recado pelos próprios vereadores: “Podem dizer por aí que eu não vou sair do Gabinete”.

Assinalou que existiam rumores de seu afastamento, para suposta posse da assistente social Fátima Moreira, a “Fatinha”, que recentemente pediu exoneração de cargo de assessoria direta à governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Gustavo fez questão de rechaçar incisivamente tal hipótese.

Aliviados. Foi assim que os vereadores saíram da reunião, pois temiam instabilidade política no governismo, com a comentada renúncia. Entretanto, continua impasse quanto ao nome que será candidato a prefeito pelo grupo.

– Teremos um candidato forte – prometeu Gustavo.

Quem? Eis a questão.

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terça-feira - 17/01/2012 - 17:04h
Hoje

Fafá recebe bancada para dizer se renuncia ou não

A prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, volta a receber pressão da bancada governista na Câmara Municipal, para não renunciar ao mandato. Essa hipótese continua em pauta.

Hoje, há registro de agenda da prefeita em sua mansão, para receber a bancada de nove vereadores.

Reunidos ontem (veja postagem mais abaixo), eles decidiram cobrar uma posição definitiva e insofismável da prefeita: fica ou não fica.

Nos últimos dias, algumas controvérsias marcaram a sucessão municipal. A começar, por declaração incisiva de Fafá, à TV Cabo Mossoró (TCM) – veja AQUI – garantindo que não renunciará. Quem bota fé?

Dias depois, numa reunião com o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), aconteceu outro rodopio na cabeça de Fafá e seus familiares próximos. Ela, seu irmão e prefeito de direito Gustavo Rosado (PV) e o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), que é seu marido, ouviram ultimato à saída do governo.

O casal ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) cobrou a renúncia da prefeita. Tudo posto de forma muito pragmática. Ou sai ou pagará as consequências políticas.

Parte do diálogo dessa reunião vazou.

O que chegou em termos de informação, aos vereadores, aponta para inclinação da prefeita à renúncia. Os vereadores temem sérios prejuízos na relação com o esquema sucessor, a ser comandado pelo próprio Carlos Augusto, cunhado da vice-prefeita e virtual candidata a prefeito, Ruth Ciarlini (DEM).

A tensão continua.

Aguarde mais informações de bastidores.

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quarta-feira - 11/01/2012 - 18:49h
"Renúncia" ou não

Carlos e Rosalba usam “enrolation” na pressão à Fafá

O mais novo artifício do casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para levar a prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, à renúncia, é um estratagema conhecido. Surrado.

A tese empinada é de que se Fafá não deixar o governo o mais rápido possível, abrindo caminho à posse da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM), o casal dará apoio à postulação adversária. Seria um endosso à Larissa Rosado (PSB), deputada estadual e filha da deputada federal Sandra Rosado (PSB), como nome à sucessão municipal mossoroense.

Essa hipótese faz ruborizar Fafá e irmãos, que literalmente passaram a nutrir desavença pessoal em relação à Sandra e companhia nos últimos anos, e não apenas divergências político-partidárias.

Entretanto, numa análise dos efeitos de uma suposta ‘rendição’ do casal Carlos-Rosalba à prima Sandra, com quem se dão socialmente bem, nada caminharia essa coabitação à harmonia. Nem de longe pensemos nisso.

Nota do Blog – Como já tenho escrito há dezenas de meses, uma aliança entre essas duas bandas Rosado é possível, mas não é provável em 2012.

Por outro lado, volto a repetir o que escrevi também inúmeras vezes ao longo dos anos: os Rosado um dia estarão unidos, quando tiverem diante de si um contendor capaz de ameaçar sua hegemonia. Na atualidade, o grande problema dos primos políticos da dinastia Rosado, é outro Rosado.

Gustavo é a ‘espinha’ na garganta. Ele não aceita o fim iminente do seu ‘reinado’ de quase oito anos, como o todo-poderoso de Mossoró, eclipsando até os primos a quem serviu durante décadas, Carlos e Sandra.

E vale uma pergunta: quem será liderado de quem? Carlos de Sandra ou Sandra de Carlos?

Há tempos o casal Carlos-Rosalba faz espalhar por seus boateiros e áulicos a conjectura de apoio à Larissa. Com isso, conseguiu o espetacular resultado de não ter oposição de Sandra e seu grupo. Um “enrolation” muito eficiente.

Vamos esperar. O enrolation tem prazo de validade.

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quarta-feira - 11/01/2012 - 18:25h
Hoje

Fafá é pressionada; renúncia continua em pauta

O casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) fez blitz em Mossoró, hoje.

Além de missa-sepultamento de Dom José Freire, pressão para forçar renúncia de Fafá Rosado (DEM), a prefeita de direito “Fafá”.

O principal foco de resistência ao “bota-fora” pela porta dos fundos, do Palácio da Resistência (sede da prefeitura), é o prefeito de direito do município, agitador cultural e chefe de Gabinete Gustavo Rosado (PV) – irmão caçula de Fafá.

O fato novo nesse enredo, é a aparição da mãe de Fafá e Gustavo, a matriarca Odete de Góis Rosado, 94, que no alto de sua lucidez, declarou “em off” e repete para quem visitá-la em sua casa, ser uma vergonha à família uma hipotética renúncia da filha.

Veja AQUI.

Depois trago mais detalhes. Pelo menos os possíveis de divulgação sem uso de luvas cirúrgicas e máscaras assépticas.

Nota do Blog – A missa e sepultamento de Dom José Freire na Catedral de Santa Luzia levou a Mossoró uma série de políticos, como o senador mossoroense José Agripino (DEM), a governadora e outros políticos.

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quarta-feira - 04/01/2012 - 09:27h
Rua!!!

Ultimato dado, Carlos Augusto espera renúncia de “Fafá”

O ultimato já foi dado.

A facção da prefeita de direito de Mossoró, enfermeira Fátima Rosado, tem até o final deste mês para pular fora do Palácio da Resistência, sede da Prefeitura.

É o prazo mais do que no limite, que o líder rosalbista, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), estabeleceu para ver a prima e sua patota pelas costas. Ele quer a “porteira aberta” para que a sua cunhada e vice-prefeita, Ruth Ciarlini (DEM), assuma o governo.

É condição sine qua non (fundamental, imprescindível)  para que ela se habilite à sucessão municipal este ano.

Nota do Blog – Fafá Rosado, seu marido e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) e o prefeito de fato, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), já disseram inúmeras vezes que não haverá renúncia.

Diante dessas declarações, com base no histórico de palavra e compromissos do trio, o mossoroense tem bons motivos para duvidar deles.

E vale lembrar: até agora, o Governo do Estado não assinou sequer um convênio com a Prefeitura de Mossoró, que viabilizasse fornecer corpo descártável para uma creche. Nadica de nada. Pão e água.

Faria parte da pressão para expurgar a facção de Fafá, desencadeada por Carlos e sua mulher, governadora e ex-prefeita Rosalba Ciarlini (DEM), irmã de Ruth.

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quarta-feira - 04/01/2012 - 08:57h
Falta de vergonha

“Buchudas” de Mossoró vão parir em Russas-CE

Carlos,

Ouvindo o gerente da Saúde do Municipio de Mossoró, Benjamim Bento, ele fazia muita questão em ressaltar que “não é político”. Evidentemente que ele não é político de carreira, mas está a serviço de políticos e exerce uma função política.

Ele falou que o Governo do Estado no dia 28.12.2011 assumiu o compromisso de pagar as despesas complementares reclamadas pelos anestesiologistas.

Outro ponto que quero destacar na entrevista dele, é que ele disse que a Prefeitura pensando na saúde e bem-estar das grávidas, estará pagando as despesas para enviá-las para parirem na cidade de Russas-CE, enquanto a crise não for resolvida.

Sinceramente Carlos, eu fico imaginando se esses gestores não sentem constrangimento e vergonha numa situação como esta. A Prefeitura gastou tantos milhões em propaganda de rádio, TV, jornais e outros meios para mostrar que somos a “metrópole do futuro” e agora demonstra que não tem meios sequer para custear partos e engessar um dedo mindinho quebrado de seus cidadãos enviando-os para a cidade cearense acima citada.

Aldenilson Teodósio – Webleitor e funcionário público federal

Nota do Blog – O gerente Bento merece todo nosso respeito. Ouço, de quem sabe, que é um profissional qualificado na Enfermagem.

Sua missão adicional, hoje, é se desgastar no lugar da prefeita de direito, Fátima  Rosado (DEM), a “Fafá”; do prefeito de fato, chefe de Gabinete Gustavo Rosado (PV), e do secretário da Cidadania e pré-candidato a vereador, Chico Carlos (PV).

Enfim, usá-lo como anteparo, bucha de canhão, é apenas mais uma manobra baixa dessa gente. Já fizeram coisa pior.

 

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sexta-feira - 30/12/2011 - 13:16h
Governismo em Mossoró

A renúncia que não vem e as conversas que emperram

O tempo está passando e não acontece a propalada renúncia da prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.

Correu solto, durante várias semanas, que o anúncio seria feito no dia 27 passado; depois disseram que seria hoje e agora a “onda” aponta para o final de março de 2012.

Pelo visto, ainda faltam alguns “acertos”. Aí são outros quinhentos.

Fafá Rosado seria indicada para ocupar vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE);

Seu marido e deputado estadual Leonardo  Nogueira (DEM) passaria para a titularidade da Secretaria Estadual da Saúde Pública (SESAP) e garantia à reeleição em 2014;

Empresas ligadas à família da prefeita e outras em nome de terceiros passariam a receber tratamento diferenciado no Estado;

O prefeito de fato e atual chefe de Gabinete da Prefeitura, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), aguarda novas propostas. Pode ser chefe de Gabinete da “prefeita” Ruth Ciarlini, atual vice-prefeita, com garantia de ser mantido no cargo em caso de reeleição dela.

Mas existem conversas para obtenção de outros agrados.

Até o momento, não se falou em benefícios para aliados e correligionários.

Eles que se virem.

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segunda-feira - 26/12/2011 - 12:18h
Pra dentro ou pra fora

Fafá negocia para sair pela porta dos fundos de prefeitura

Vozes cada dia mais intensas garantem que a prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, vai mesmo sair pela porta dos fundos do Palácio da Resistência – sede da prefeitura. Os dias estão contados. Há pressa.

Faltariam pequenos detalhes.

Nada posso adiantar, apesar da vontade, pois ainda não é fato consumado. Pode existir um retrocesso no “acerto” à sua renúncia.

Detalhes? Aí são outros quinhentos.

A princípio, a engenharia passa pela acomodação de interesses para a própria Fafá e familiares. A multidão de correligionários-comissionados, que a segue, abra o olho. Não estão incluídos nos acertos.

A prefeita iria para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), indicada pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), como moeda de troca compensadora. E o TCE, de vez, transformado numa repartição estadual.

O deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), marido de Fafá, é nome azeitado para ocupar a Secretaria da Saúde do Estado e meios para se reeleger em 2014.

Com sua ida para o governo, Leonardo abriria caminho para o vereador e prefeitável Chico da Prefeitura (DEM), segundo suplente de deputado estadual pelo DEM, chegar à AL. O primeiro suplente, José Adécio (DEM), continuaria na direção do Ceasa.

Ajeitar a vida do prefeito de direito da cidade, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), é um impasse. Ele não tem profissão definida nem um negócio próprio. Nas últimas décadas sempre teve cargos públicos arranjados por parentes.

Em entrevistas e conversas com aliados, Fafá, Leonardo e Gustavo negam peremptoriamente que venha a ocorrer essa mudança abrupta.

Na prefeitura, o ritmo é em cima de planejamento para 2012, último ano de governo. Comemora-se a diminuição no índice de reprovação do governo e possibilidade dela “virar o jogo”.

É aguardarmos se batem o martelo ou recuam de vez.

Nota do Blog – Entre o final de 2001 e 2002, integrado à equipe de gabinete da deputada Sandra Rosado (então no PMDB), Gustavo negou até o desfecho público do caso, que sua irmã Fafá fosse deixar a liderança da parlamentar para se ligar ao casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-Rosalba Ciarlini (DEM). Mentia.

Em 2000, Fafá tinha sido candidata a prefeito contra Rosalba, com apoio de Sandra. Em 2002, mudou. Foi cooptada por Carlos e a então prefeita Rosalba, transformando-se em prefeita na eleição de 2004, com aval de ambos.

Portanto, histórico existe, para se desconfiar da palavra dessa gente.

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sexta-feira - 23/12/2011 - 23:54h
Mudança no ar

Fortes indícios para a renúncia de Fafá Rosado

O cartão natalino 2012 “institucional”, da Prefeitura de Mossoró, guarda um detalhe que é sinalizador do que pode se concretizar muito em breve: a mudança de nome na titularidade do próprio governo.

A prefeita Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, e sua vice Ruth Ciarlini (DEM), dividem a assinatura da mensagem.

A arte é assinada pela agência Art&C, que detém parte da conta publicitária da prefeitura. A providência foi encomendada pelo chefe de Gabinete e prefeito de fato, Gustavo Rosado (PV).

A dobradinha Fafá-Ruth até bem pouco tempo estava em baixa no Palácio da Resistência. Gustavo não aceitava nem falar no assunto e avisava em alto e bom som, que sua irmã Fafá não renunciaria em hipótese alguma ao mandato, em favor de Ruth.

Pelo visto, os novos “argumentos” são maiores e mais convincentes.

Nota do Blog – Em várias conversas com colegas deputados e jornalistas que cobrem as atividades da Assembleia Legislativa, o deputado Leonardo Nogueira (DEM) tem afirmado com segurança: “Podem anotar. Fafá não renuncia”.

Há poucos dias, olho no olho com uma servidora do município, a prefeita Fafá – mulher de Leonardo – não titubeou ao ser indagada se sairá ou não antes do final do mandato: “Eu não vou renunciar.”

Diante dos dois episódios, o jeito é eu admitir: Fafá pode sim renunciar, haja vista que ela e o marido não mandam patavina no governo e não costumam ter vontade própria.

 

 

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quarta-feira - 30/11/2011 - 10:00h
Na pressão

“Apoio” de Carlos e Rosalba à Larissa cheira à chantagem

“Nossos primos são nossos grandes adversários, mas o nosso grupo é hegemônico”, afirmou o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) ao site Congresso em Foco, em reportagem especial sobre as oligarquias do Nordeste.

“Quando éramos jovens, nossa luta era da pedra para o fuzil. Agora já estamos velhos”, complementou Carlos.

Essas declarações dadas por Carlos Augusto Rosado (DEM) saíram na reportagem especial denominada de “Três famílias dominam a política do Rio Grande do Norte”, em maio deste ano.

Carlos, o todo-poderoso; Sandra, "a poderosa": união possível

No dia 22 de maio, em sua casa de praia em Tibau (42km de Mossoró), ele e a sua mulher, governadora Rosalba Ciarlini (DEM), receberam vereadores de todas as bancadas, com assento na Câmara de Mossoró. Não convidaram a prefeita  de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, aliada de ambos, ou qualquer secretário municipal.

– Ela (Larissa) pode ser a nossa candidata – afirmou o todo-poderoso Carlos Augusto Rosado, ouvido diretamente por dois vereadores, numa referência à adversária Larissa Rosado (PSB), filha de sua prima e prima de Rosalba, deputada federal Sandra Rosado (PSB).

Foi o sucificente para o vereador oposicionista Jório Nogueira esticar o braço direito a alertar Lahyrinho Rosado (PSB),  irmão de Larissa e filho de Sandra, do outro lado da mesa, quanto ao que ouvira: “´Viu`”, Lahyrinho, ´viu` aí?”

Despertado, o parlamentar logo ligou do seu celular para a mãe, passando-o a Carlos.

– É ‘A poderosa’ – identificou o vereador, utilizando um epíteto que vez por outra Carlos adesiva na prima.

Essas são apenas duas das muitas situações que mostram que é possível um entendimento político entre as duas bandas do clã Rosado, com vistas à política local e até estadual. Carlos e Rosalba podem, sim, apoiar Larissa.

Pouco provável

É possível, mas não é provável para 2012 – como já repeti em várias postagens.

Sem dúvidas, num tempo e espaço futuro, os Rosado devem voltar a ser um só: monolítico. Por quê? Em face de uma ameaça comum ao seu poderio, como ocorre há milhares de anos na política e no jogo de poder, entre tribos aborígenes primitivas e estados modernos.

É uma questão de sobrevivência.

No momento, se existe uma ameaça real aos Rosado, ela é Rosado: a relutância da facção da prima Fafá, comandada por seu irmão e prefeito de fato, Gustavo Rosado (PV), em largar o poder em favor dos seus “senhores”, Carlos e Rosalba.

O casal é que deu vida política à família da prefeita atual, eleita para dois mandatos. Agora, quer a cadeira de volta para Ruth Ciarlini (DEM), vice-prefeita, irmã de Rosalba.

Na oposição a Carlos e Rosalba, praticamente não existe nada ou ninguém em Mossoró. O grupo de Sandra faz contraponto à prima Fafá e família. O litígio deixou de ser político e virou arenga pessoal, com vários incidentes.

Rosalba, até aqui, praticamente não é alvejada. E, mantendo essa “janela” lúdica aberta, se preserva como “intocável” em Mossoró.  Segura a “ísca” que o esquema de Sandra e Larissa continua roendo.

Com a eleição municipal de Natal praticamente dada como perdida, o casal governista estadual não admite em hipótese nenhuma perder Mossoró. Daí, até a possibilidade de cooptar Sandra e Larissa, em nome de uma troca de favores para 2014, quando aí sim o clã caminharia unido para a reeleição de Rosalba.

Larissa: "oposição" só à Fafá

Na cabeça de Carlos, a biografia de Rosalba e a sua, por conseguinte, será completada com a reeleição ao governo (2014) e um mandato a mais ao Senado (programado para 2018). Mossoró não pode, assim, cair em mãos inconfiáveis ou “inimigas” – conforme seu planejamento.

Por enquanto, essa conjectura de apoio à Larissa cheira à pura chantagem. Carlos e Rosalba sabem que Gustavo e Fafá, além do deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), criados no “laboratório” de Sandra, sofrem de pânico com a simples possibilidade de Larissa ser prefeita. É como vampiro que corre da cruz.

Ceder a cadeira para Ruth seria uma espécie de mal menor.

Claro que, adiante, nas urnas, tudo deverá ser também combinado com o povo.

O lengalenga familiar continua.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

 

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terça-feira - 22/11/2011 - 10:47h
O bem-bom...

Gustavo tenta, a todo custo, se segurar no poder

Prefeito de fato é tido como articulador de movimento para não permitir renúncia de "Fafá" Rosado

Gustavo, de "Irmão Metralha", num baile de máscara em fevereiro deste ano

A informação corrente nos intramuros do poder, em Mossoró, aponta para o chefe de Gabinete da prefeita de direito, Fátima Rosado (DEM), seu irmão Gustavo Rosado (PV), a autoria do movimento que pede permanência dela no governo.

Gustavo, tido como prefeito de fato, seria a única voz destoante na família, em relação à renúncia. Ele quer levar o governo sob seu tacão, até o último dia do mandato da irmã. Outros familiares crêem que é “compensador” negociar a renúncia.

A parte mais “visível” do acerto seria a nomeação da prefeita, após a renúncia, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), onde adiante apreciaria os números contábeis de sua própria gestão. Surreal, mas verdadeiro.

Com forte domínio sobre os vereadores da bancada governista, num total de nove, Gustavo teria fomentado a mobilização em  bloco, até à revelia da própria prefeita de direito. “Fafá” fora tomada de surpresa em sua mansão, ontem à noite, com o apelo dos vereadores.

Resta saber o que realmente está por trás de toda essa articulação. Existem duas conjecturas.

Primeira, Gustavo está realmente decidido a não entregar o poder, que só este ano e no próximo movimentará cerca de R$ 1 bilhão em termos orçamentários.

Segunda, usando os vereadores, ele cria dificuldades para Carlos e Rosalba, no intuito de amealhar facilidades para seu pós-governo, numa espécie de “aposentadoria” confortável.

Sem profissão

Gustavo, 50 anos, não tem profissão definida. Engendrou curso de Economia na antiga Furrn, mas de lá só conseguiu descobrir o que era ativo e passivo por ter folheado o Kama Sutra.

Nascido no dia 21 de julho de 1961, sempre foi um dândi mimado da numerosa prole do casal Odete-Dix-neuf Rosado. O caçula, na idade adulta, tentou negócios como uma butique e um boteco. Quebrou ambos. Ainda aventurou-se como ator imberbe nos tablados cariocas de olho no estrelado na Rede Globo de Televisão, onde também se frustrou.

De volta à terra, viveu até agora com empregos públicos arranjados por tios e primos com atividade política, além de posto fictício de diretor numa empresa familiar. No final dos anos 80 e início dos 90, ganhou fama como “agitador cultural”, epíteto que a esquerda festiva de Mossoró lhe deu para usar seu sobrenome em benefício do fortalecimento da cultura local.

A ascensão da irmã à prefeitura foi sua chance de dar o pulo do gato. Virou prefeito, em face da inapetência dela para administrar algo, ainda mais a coisa pública.

Aproveitou-se do vácuo e surpreendeu a todos, até mesmo a Carlos Augusto, que ungiu Fafá como prefeita na aposta de que continuaria gerindo a prefeitura. Tinha plena consciência de que ela e família não tinham vocação à administração estatal e o chamariam para “governar”.

Carlos só não contava que Gustavo, o menos preparado, fosse tomar a frente de tudo ao seu jeito. E assim tem sido.

Até agora, o marido da governadora paga o preço político do erro crasso da empreitada. Coleciona situações de isolamento ou humilhações, nas mãos do primo.

E Gustavo,  pelo visto, acostumado com o pedestal de todo-poderoso, não quer perder o status facilmente. Vão ter que engoli-lo mais um pouco. Mesmo ele não tendo histórico como político ou gestor. Sua experiência mais “vitoriosa” foi comandando o bloco carnavalesco “Kuxilo” no início da idade adulta, na Praça Bento Praxedes, centro de Mossoró. Acabou destituído da função por incapacidade para o comando.

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sábado - 12/11/2011 - 19:50h
Pra Mossoró

Chapa dos sonhos ou dos pesadê-los?

Vejo em setores da imprensa que estaria tudo acertado para uma chapa DEM-PV, como sempre caseira, à sucessão municipal mossoroense.

O nome a prefeito seria da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM), que vem a ser irmã da governadora Rosalba Ciarlini. O vice, Gustavo Rosado (PV), irmão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, seu atual chefe de Gabinete.

Fafá renunciaria para ganhar vaga como conselheira vitalícia do Tribunal de Contas do Estado (TCE); seu marido – Leonardo Nogueira (DEM) – ganharia plena segurança para se reeleger a deputado estadual e todos seriam felizes para sempre.

Êita Rio Grande do Norte e Mossoró bonitos, de mãe preta e pai João!

É pra rir ou pra chorar?

Depois, quem seria o prefeito ou prefeita de fato?

Ah, combinaram tudinho com o “gado”, digo, o povo?

É uma chapa dos sonhos dos donos da cidade ou do pesadê-lo da massa ignara?

Risível, risível!

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terça-feira - 08/11/2011 - 14:30h
Pobres mossoroenses!

Saúde de Mossoró fica em 151º lugar entre 167 municípios

Por Higo Lima (Jornal de Fato)

Há tempos se discute a realidade da saúde pública em Mossoró e a fragilidade refletiu no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDME) divulgado nesta semana com base também em outros dois critérios: Educação e Geração de Emprego e Renda.

Embora o município tenha configurado a segunda melhor posição do Estado, perdendo apenas para a média geral de Natal, quando o critério medido é Saúde, o rendimento da cidade cai para a posição 151º entre os 167 municípios estudados no Rio Grande do Norte.

Os números são referentes a 2009 e, mesmo assim, a situação é pior que o ano anterior estudado pela Firjan, com variação negativa de 0,5% em relação a 2008.

Já em relação à Educação, o município aparece em décimo nono lugar em comparação com as demais cidades do Estado. O índice é comemorável, uma vez que o percentual cresceu quase 2% entre os anos de 2008 e 2009.

Nesse critério, o ranking é liderado pela cidade de Santana do Seridó, que na classificação geral cai para a 16ª posição.

O indicador (da Firjan) classifica o crescimento das cidades em quatro situações, indo das cidades com baixo percentual de desenvolvimento até aquelas cidades com alto nível. Mossoró está no grupo de cidades com desempenho moderado, se enquadrando na realidade de um quarto das cidades da Região Nordeste.

A Firjan atribui índice de 0 (baixo desempenho) a 1 (alto desempenho), cujo desempenho da cidade é de 0,7364 considerando os três critérios. O número, por sinal, é superior a média geral do Rio Grande do Norte, com 0,6647. Mesmo assim, na média histórica dos últimos cinco anos, Mossoró vem numa curva decrescente caindo quase 0,5 pontos em relação ao desempenho do ano anterior.

No índice deste ano, referente a 2009, foi registrado o pior desempenho, desde 2005. Se comparado com todos os municípios brasileiros, Mossoró ocupa a posição 869ª entre os mais de cinco mil municípios. Já a capital, Natal, se posiciona em 14ª posição entre as capitais brasileiras, o terceiro melhor desempenho entre as capitais nordestinas.

Nota do Blog – Será que os inquilinos da Prefeitura de Mossoró vão processar jornalista, Jornal de Fato e a Firjan por essas informações que apenas confirmam o que qualquer pessoa razoavelmente bem-informada sabe?

Há poucos anos, a própria Prefeitura de Mossoró entrou com ações de interpelação contra mim, porque divulguei que veículos do Samu estavam sucateados. Dias depois, o Jornal de Fato ratificou a matéria, mas os donos do poder preferiram apenas fustigar a mim, aparelhando o Judiciário em seu intento.

O delírio da “Metrópole do Futuro” a cada dia se volatiza mais.

Falta só a mídia amestrada e seus jagunços informarem que o petróleo, o sal, o solo fértil, o calcáreo, as águas mães e outras riquezas naturais do município foram concessões divinas obtidas pela prefeita de direito “Fafá” Rosado (DEM), após audiência com Deus, na companhia do seu irmão e prefeito de direito, o agitador cultural Gustavo Rosado (PV), que teria se sentido “em casa”, de igual para igual.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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domingo - 06/11/2011 - 13:58h
Mutação para o poder

Carlos Augusto se livra de “Ravengar” para ser governador

Mudança de estilo de líder governista assume proporção delicada que compromete até o seu 'império'

Carlos assume outro papel por força atávica

O que teria levado o ex-deputado estadual Carlos Augusto de Souza Rosado (DEM) a abandonar sua conhecida discrição, para assumir a delicada posição de “governador de fato” do Rio Grande do Norte? O salto dos bastidores à infantaria aconteceu por quê?

A resposta para essa mudança de 180 graus em seu estilo, que hoje embaraça sua mulher, a governadora de direito Rosalba Ciarlini (DEM), talvez tenha mais explicações psicológicas do que políticas. Mas não estão dissociadas, que se diga.

O comedimento na própria visibilidade pública que Carlos sempre tivera, desde os tempos em que fez nascer – ao lado do jornalista Canindé Queiroz, em 1988, o “fenômeno” Rosalba, a “Rosa”, dissipou-se em poucos meses de governo estadual. Carlos converteu-se – como um mutante – noutro Carlos.

Agora, por sua imprevidência, é obrigado a desencadear uma delicada operação para recauchutar a própria imagem de Rosalba, para lhe devolver ao pedestal de “gestora competente” e proativa. Foi assim que o estado a conheceu nos últimos anos, em campanhas vitoriosas ao Senado e ao Governo do Estado, mesmo que em seu berço político, Mossoró, a cultural local e o faz-de-conta sempre escamoteassem essa “verdade”.

Alter-ego

Carlos sempre foi o alter-ego da prefeita (três vezes) de Mossoró. Sua cabeça. Agora, tinha passado também a ser seu corpo, com despachos diretos com secretários na residência oficial do governo, a voos em aeronaves do Estado, pra lá e para cá, com ou sem a governadora, tratando de assuntos do interesse da gestão estadual.

A “delação” de Carlos Augusto veio pela voz supostamente etílica do ex-secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, Paulo de Tarso Fernandes, que o acusou de governar em nome da mulher. “Foram 10 meses de governo onde todas as decisões do Estado foram do marido da governadora”, declarou. Veja AQUI.

Um pouco antes, ao romper com o governo, o vice-governador Robinson Faria (PSD) já apontava essa distorção, mas sem o peso das palavras de Paulo, que há décadas gozava da amizade muito próxima do casal. O testemunho do ex-secretário virou uma sentença, em vez de murmúrio de um ressentido, tom que pareceu ter o depoimento de Robinson.

Ex-deputado por quatro mandatos, Carlos sempre alimentou o sonho de ser deputado federal, nunca concretizado. Mas foi através de Rosalba, pediatra e mãe de seus quatro filhos, que projetou um sonho atávico que viu começar e ser amputado duramente ainda na infância.

Ele tinha pouco menos de 7 anos (nasceu em 31 de outubro de 1944), quando em 12 de julho de 1951, o seu pai Jerônimo Dix-sept Rosado Maia (nascido em 25 de março de 1911), governador do Estado, eleito em 3 de outubro de 1950, morreu em acidente aéreo. O sinistro aconteceu em Sergipe.

Rosalba é a completude. Mas não é Rosado. Rosado é ele, Carlos. Seu tio, ex-prefeito Dix-huit Rosado, por duas vezes durante o regime militar chegou a ser cotado para governar o Rio Grande do Norte, como governador nomeado. “Forças ocultas” comandadas pelo primo, Tarcísio de Vasconcelos Maia, o alijaram do processo.

Carlos virou governador, como se atendesse a um desgínio divino, pela ascensão da mulher. Um projeto calculado e cartesianamente montado por ele, com ousadia e raro talento político, durante cerca de duas décadas.

Dix-sept: tragédia

No poder, entretanto, parece que ele viu-se afetado por um transtorno dissociativo de personalidade. Deixou de ser o marido-líder e ideólogo da carreira de Rosalba, para praticamente se investir do cargo de governador. É como se pegasse de volta o que o destino sinistramente tirara do pai, no início dos anos 50. Agora ele é o Dix-sept Rosado, governador.

Nas três administrações que Rosalba figurou como prefeita, Mossoró aprendeu a tratar com jocosidade ou respeito em tom de reverência, o papel que Carlos cumpria com denodo: administrar a prefeitura da política à gestão pública.

O escárnio dos primos oposicionistas até lhe imputou a pecha de um conselheiro novelesco, o “Ravengar”, extraído da dramaturgia global: “Que rei sou eu?” AQUI. Astuto, ele não o vomitou. Adotou-o para se tornar um personagem real e quase lendário em Mossoró.

No Governo do Estado, essa personificação carregada de sagacidade deu lugar a outro ser: o próprio Carlos. Ou um Dix-sept Rosado reencarnado. A dupla personalidade expurgou da vida do ex-deputado o irreal Ravengar, pois ele não o tinha mais como necessário, por trás das cortinas.

A personalidade do Ravengar ardiloso, frio e recatado, para não eclipsar a própria imagem construída para a mulher, não existe mais. Ele foi assim no passado e não parecia incomodado como homem e político, mesmo quando pesquisas que encomendava assinalavam que sua exposição, ao lado da “Rosa”, tirava votos dela.

O Carlos Augusto, governador, passa a sofrer as consequências danosas dessa personificação do governo, num momento em que a gestão estadual vive profundo desgaste. Por isso, que nos últimos dias a ordem é pulverizar a imagem de Rosalba em poses como gestora. São centenas de fotos dela no gabinete de trabalho, comandando reuniões, liderando.

Regressão

Ao mesmo tempo, ninguém espere que Carlos passe por algum tipo de dissociação do poder. Isso não ocorrerá. Mas é óbvio que precisará recuar, num exercício de regressão política e psíquica – a um passado mais próximo, em que era o todo-poderoso sem holofotes. Brilhava até muito mais, sem sair nas fotos.

O pecado que Carlos cometeu é o mesmo que seu primo Gustavo Rosado (PV), prefeito de fato de Mossoró, assumiu publicamente desde os primeiros dias das gestões da irmã, a prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”. A diferença, é que Gustavo pelo menos tem portaria à formalização de cargo como chefe de Gabinete, para se sentir autorizado a mandar no lugar da mana que na maioria dos casos apenas aparece para fotos e assinar documentos.

O recato de Carlos, aliado à sua engenhosidade e arrojo, é que levou Rosalba a ser o que é, fazendo-o se realizar através dela, como político. A mudança de modus operandi, pode gerar efeito diametralmente oposto.

Carlos, com Henrique Alves e Agripino, em Brasília, como "governador"

Em Mossoró, por exemplo, Gustavo passou praticamente sete anos com a irmã enclausurada no próprio gabinete, como se fora uma condenada ao esquecimento. Em parte, esse abuso, ajudou o governo a viver níveis de enorme antipatia popular. Quando Fafá passou a fazer o que gosta e ser o que é, naturalmente, espontânea e carismática, o governo reduziu seu desgaste.

A vaidade do irmão que nunca se destacara em nada na vida, apenas montara um boteco e uma butique quando mais jovem, levando ambos à falência, puxou para baixo Fafá e o governo. Agora, pouco menos de dois anos para acabar seu ciclo, percebe que a estrela é ela e não ele.

Carlos e Gustavo são bem diferentes na arte da política. O primeiro chega a ser genial; o outro, babaquara deslumbrado com o poder episódico que nunca tivera.

Mas, nesse momento, Carlos Augusto de Souza Rosado nivela-se com o primo: a vaidade e essa força inconsciente, do passado, deixam em xeque o próprio império que nasceu de seu cérebro privilegiado.

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Categoria(s): Reportagem Especial
terça-feira - 01/11/2011 - 09:35h
Sucessão mossoroense

Facção de Fafá está entre a cruz e a espada

Na última sexta-feira (28), o Blog postou matéria que provocou o webleitor a opiniar quanto à posição a ser tomada pela facção da prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, na sua própria sucessão.

Foram dadas três opções, caso o casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não apoie, também, a postulação da vereadora Cláudia Regina (DEM), ungida até aqui pela facção de Fafá e do seu irmão, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), o prefeito de fato:

A) Romper com Carlos e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), lançando postulante próprio;

B) Apoiar a candidatura escolhida por Carlos e Rosalba;

C) Cruzar os braços e apenas acompanhar o desenrolar da sucessão.

Como se pode ver AQUI, em 31 comentários, a maioria preferiu fazer apologia ao  nome de Cláudia Regina em vez de participar do debate. Quase ninguém acredita em rompimento ou distanciamento de Fafá e seu mano menor, da campanha sucessória.

E qual minha opinião?

Carlos Augusto Rosado vai apresentar seu próprio candidato ou candidata, no devido tempo, praticamente em cima das datas de convenções, em junho do próximo ano. E a facção de Fafá acatará a ordem, por uma questão de bom senso.

Há meses que a preferência de Gustavo é por seu lugar-tenente, espécie de “guru”, Chico Carlos (PV), secretário da Cidadania. Ocorre que mesmo despejando poderoso marketing em seu favor, Chico revelou-se como um pré-candidato “14 Bis”: mais pesado do que o ar. Uma bigorna. Na maioria das pesquisas, ele figurou com menos de 1% de intenções de voto.

Como se observa, nesse dado, o poder não pode tudo. Já pode muito mais. E quando é mal usado…

Cláudia virou opção, não uma predileção, devido a própria capacidade demonstrada em abrir caminho com esforço pessoal e carisma. Daí, acabou caindo na graça de Gustavo. Ainda não encanta Carlos e Rosalba.

Se Gustavo e Fafá não quiserem trabalhar para a campanha do ungido (a) por Carlos, tomará que rumo? Facilitará o caminho, por exemplo, para Larissa Rosado (PSB) se encaminhar para a prefeitura? Claro que não.

Os manos podem ser neófitos (não confundir com “ninfetas”) em política, mas não completamente atoleimados.

Eles tiveram quase oito anos para se firmarem como um grupo; não passaram de uma facção do rosalbismo. Até reeleger o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), ano passado, foi um esforço hercúleo e de custo incalculável.

Chegam à sucessão, que se aproxima velozmente, entre a cruz e a espada: cedem aos caprichos e ordens de Carlos ou entregam a prefeitura à adversária – Larissa Rosado – que virou inimiga, mesmo tendo o mesmo sangue.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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sexta-feira - 28/10/2011 - 09:16h
Tudo ou nada

A saída de “Fafá” e Gustavo na sucessão mossoroense

A facção política da prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, fomentou ao máximo a postulação do secretário da Cidadania, Chico Carlos (PV), à sua sucessão. Não vingou.

Daí, não por predileção, mas demonstração de fôlego próprio da vereadora Cláudia Regina (DEM), passou a fermentá-la.

Mas adiante, se o todo-poderoso ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) não aceitar a postulação da vereadora, qual será a postura de Fafá e seu líder, o mano menor Gustavo Rosado (PV), prefeito de fato?

A) Romper com Carlos e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), lançando postulante próprio;

B) Apoiar a candidatura escolhida por Carlos e Rosalba;

C) Cruzar os braços e apenas acompanhar o desenrolar da sucessão.

Faça sua opção e analise. Ajude-nos no debate, sempre edificante, para montar esse quebra-cabeça sucessório mossoroense.

Eu tenho minha opinião formada, mas não quero influenciar nada. Depois comento.

Vá lá, webleitor!

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 06/10/2011 - 08:52h
Sonho "rosa-choque"

Renúncia de “Fafá” tem 2 prazos; falta acertar com Gustavo

Nos intramuros do poder é possível se ouvir que o casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) trabalha com dois prazos em relação à intenção de ver a prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, renunciar ao cargo.

A maior aspiração é para que seja logo no início do próximo ano, num ato festivo, para entronizar a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) – irmã de Rosalba – no cargo de prefeito.

Outra data, no limite da tolerância, é o início de abril de 2012, dentro do prazo fatal para esse tipo de decisão, do ponto de vista legal.

Falta só combinar tudo com o galalau Gustavo Rosado (PV), agitador cultural que manda na Prefeitura de Mossoró e na irmã, prefeita de direito.

Nem adianta tentar convencê-la, por tabela, puxando lero com o songamonga de olhar bovino, seu marido, o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM). Esse não apita nada.

 

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 20/09/2011 - 23:52h
Sensível diferença

Carlos Augusto assume comando sucessório como “líder”

Definitivamente, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) assumiu as rédeas da sucessão mossoroense. Repete o que é de sua natureza política, num exercício diário.

Para os que duvidam, ei-lo: vivo, inteiro; na luta. Bem ao seu estilo.

Carlos: agora é com ele; com quem pode

Em boa parte de sua estada hoje em Mossoró, Carlos esteve homiziado na sede do DEM à Rua Mário Negócio, Centro. Para lá acorreu uma fila de pessoas, sob convocação de uma conversa ao pé do ouvido.

Ficou claro na “romaria” desta terça-feira (20), que Carlos fortalecerá sobremodo o “seu” DEM ao mesmo tempo em que trabalha ao esvaziamento de forças “paralelas” ou adversárias.

Vários pré-candidatos a vereador, ex-vereadores e alguns nomes que ele pretende “bombar”, à Câmara de Mossoró, estiveram à Rua Mário Negócio.

Ex-vereadores Nogueira de Dodoca, Paulo Fernandes (PTB) e Maria Lúcia atenderam ao convite.

Cícera Nogueira (PSB), também ex-vereadora, ouviu e teve voz com Carlos. Como ela, outros tantos.

Nota do Blog – Quem tem medo de Carlos Augusto Rosado?

Carlos não faz medo; mas é conveniente respeitá-lo.

Há uma enorme diferença entre ser chefe e ser líder.

O primeiro manda; o segundo, comanda.

O primeiro dar ordens; o segundo, as faz cumprir.

O primeiro cobra respeito; o segundo, se faz respeitar.

Sensíveis diferenças entre ele o galalau Gustavo Rosado (PV), prefeito de fato de Mossoró, seu primo.

Gustavo sonha em ser líder; Carlos jamais será chefe, visto que é líder.

Sensíveis diferenças!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
terça-feira - 20/09/2011 - 18:47h
Não vale o que foi prometido

Prefeita evita servidores e decide não pagar FGTS

A prefeita Fátima Rosado (DEM) não cumpriu com a palavra empenhada e frustrou os servidores que esperam pelo pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa é a conclusão a que chegou a direção do Sindicato dos Servidores do Município (SINDISERPUM).

Havia promessa da prefeita de que, após a conclusão dos cálculos, não colocaria obstáculos para que o município realizasse o desembolso.

“A prefeita prometeu que logo que os valores fossem feitos pela Justiça Trabalhista iria pedir a revisão dos cálculos para que o pagamento pudesse ser feito o mais rápido possível. Ela fez a revisão em 5 dias, mas apenas para questionar os valores, para botar dificuldades”, destaca Marilda Sousa, presidenta do Sindicato.

Na realidade, a prefeita não cumpriu sequer com o compromisso de receber a diretoria do sindicato para discutir a questão. Os dirigentes sindicais foram recebidos por uma comissão formada pelo procurador-geral do município, Olavo Hamilton; pelo chefe de Gabinete, Gustavo Rosado (PV); por Jaqueline Amaral e pelo secretário municipal da Cidadania, Chico Carlos (PV).

“A prefeitura está alegando que os valores estão elevados, que o juiz teria utilizado juros acima daqueles praticados no mercado. Na realidade, são apenas desculpas para não pagar. Não há mais nenhuma pendência jurídica. Falta apenas vontade política”, dispara Marilda Sousa.

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, 20/9, os servidores decidiram que vão realizar paradas de advertência. A primeira delas acontecerá dia 11 de outubro. Será uma parada geral. O início se dará às 8h, com concentração na sede administrativa do SINDISERPUM. Em seguida, eles sairão em passeata até a prefeitura, onde será realizado ato público. Depois, os trabalhadores irão até a Câmara Municipal.

A segunda parada acontecerá dia 16 de novembro. A programação será idêntica a do dia 11 de outubro.

Com informações do Sindiserpum.

Nota do Blog – Hoje à tarde eu acompanhei ao vivo e em cores parte considerável da assembleia do Sindiserpum. Houve quem tentasse bloqueio das contas da prefeitura, pela via judicial, para cumprimento dessa aspiração. A sugestão não foi acatada. A própria diretoria se colocou contra, revelando maturidade.

Valeu o bom senso da luta pacífica, equilibrada e técnica.

Agora, será interessante saber como será o comportamento desse servidor no próximo ano, durante a campanha municipal.

Continuarão revoltados ou vão voltar a ser os carneirinhos arrebanhados de sempre?

Continuo achando que alguns políticos não merecem o crédito que o jogo do bicho possui. Prefiro o decente jogo do bicho. Vale o que está escrito. A palavra empenhada.

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