terça-feira - 12/06/2018 - 05:00h
Política

Dois nomes de 2016 que podem afinar sintonia para 2020

Candidatos a prefeito de Mossoró em 2016, com expressivas votações, Tião Couto (PR) e Gutemberg Dias (PCdoB) encontraram-se no sábado (9).

Cada um participava de evento político de seu partido, no mesmo endereço – mas em espaços distintos, no Hotel VillaOeste em Mossoró.

Tião e Gutemberg somaram votações expressivas em 2016; João, líder do PR (Foto: BCS)

Numa brecha entre os respectivos compromissos, os dois conversaram amenidades e sobre política, sob o testemunho do ex-deputado federal João Maia (PR).

Janela aberta para diálogo que pode chegar às eleições municipais de 2020.

Faz sentido.

Se a oposição sair fracionada, praticamente dará de “bandeja” a vitória ao governismo.

Os números do último pleito mostram isso.

Rosalba Ciarlini (PP) venceu o pleito com maioria de 2.362 votos sobre o cumulativo dos concorrentes (Tião, Gutemberg, Josué Moreira do PSDB, e o que foi computado para o desistente prefeito Francisco José Júnior).

Leia também: Voto se revela um ativo de alto risco na política de Mossoró.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 06/06/2018 - 23:30h
Mossoró

O perigo da “oposição social” que ronda Rosalba Ciarlini

* A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu grupo não têm o que temer, aboletados no governo. Pelo menos em relação à denominada “oposição” política.

Ela inexiste.

Quem faz oposição ao governo Rosalba?

Tião Couto (PSDB), segundo colocado nas eleições municipais do ano passado?

Gutemberg Dias (PCdoB), agradável surpresa e terceiro colocado na mesma disputa?

A bancada contrária na Câmara Municipal de Mossoró?

O ex-candidato a prefeito “Cinquentinha” (hoje, no PSDC)?

O antecessor Francisco José Júnior (PSD).

O governador Robinson Faria (PSD).

Nada, nada, nada disso.

Todos inexistem até aqui como tal. Uns, por incapacidade; outros, por estratégia.

O problema que ganha corpo de forma lenta, gradual e expressiva é a “oposição social”, muito mais letal do que a política.

É a voz das ruas.

Ela germina nas unidades básicas de Saúde (UBS’s) e Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s), com precário atendimento e falta de medicamentos; nas ruas e avenidas esburacadas e cobertas por lixo; na escola com escassez de merenda, na insegurança do centro à periferia e no desemprego que não é estancado.

E tudo fica grandiloquente nas queixas que se espalham nas redes sociais, através de vídeos, textos, fotos e áudios. Esse perturbador boca a boca virtual cresce em proporção geométrica.

A prefeita e sua entourage palaciana não podem ignorar esse fenômeno. Se o fizerem, por arrogância ou falta de sensibilidade política, podem contabilizar rápido e crescente prejuízo.

Quanto à oposição política, nada a temer. Por enquanto.

Essa inexiste. Ainda.

O governo e a “oposição social” quase um ano e dois meses depois

* Este texto acima foi originalmente publicado no dia 11 de Abril de 2017, às 19h02. São quase 14 meses de sua veiculação original. O que mudou de lá para cá? Praticamente nada. Na verdade, o quadro se agravou para a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu governo.

Ela tem pesquisa guardada a sete chaves, com números que mostram sua continuada corrosão. O governo é vítima do fantasma da “silveirização” (desgaste como do ex-prefeito Francisco José Júnior).

Qualquer dúvida, é só olhar nas redes sociais a crescente onda de críticas e denúncias contra serviços elementares da administração municipal. Não são manifestações articuladas, de guetos ou grupos organizados, mas vozes espontâneas que viralizam rapidamente.

É a “oposição social” a que nos referimos há mais de um ano e Rosalba e seus próceres preferiram desdenhar. Incensados por uma vitória eleitoral em 2016 e o poder, por que nos levariam a sério?

Mesmo com pesado investimento na imprensa convencional e páginas virtuais de Mossoró, de Natal e Caicó, vendendo uma imagem diferente, a gestão não consegue maquiar mais a realidade. E a oposição? Ah, a oposição política de Mossoró consegue ser ainda menor.

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terça-feira - 05/06/2018 - 23:46h
Mossoró

PCdoB repudia arquivamento da CEI do Lixo

O Comitê Municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) emitiu “Nota de Repúdio contra o Arquivamento da CEI do Lixo”, nesta terça-feira (5) em Mossoró.

Na ótica da legenda, “a decisão é um verdadeiro desrespeito ao povo mossoroense e à Constituição”, deixando a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e sua bancada na Câmara Municipal como protagonistas de um momento deprimente da vida política do município.

A nota assinala, que “os contratos para os serviços de limpeza urbana na cidade de Mossoró sofreram reajustes de mais de 50% em dois anos sem que fosse realizada qualquer licitação prevista no ordenamento jurídico, justamente em um momento em que o Brasil e, especialmente, a cidade de Mossoró e o Estado do Rio Grande do Norte passam por um grave momento de crise econômica, política e social, em uma cidade que sequer reajusta o salário dos servidores públicos e que sofre com a retirada de direitos, as demissões em massa e a redução de investimentos”.

No entendimento do PCdoB, que nas eleições municipais de 2016 apresentou o geógrafo e professor Gutemberg Dias como candidato a prefeito, “ao orientar a bancada governista a arquivar a CEI a gestão deixa transparecer claramente o desinteresse na investigação e abre espaço para especulações quanto a efetiva legalidade do processo de dispensa de licitação relacionada ao serviço de limpeza urbana”.

Leia também: Bancada de Rosalba Ciarlini acaba com a “CEI do Lixo”.

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sábado - 26/05/2018 - 10:28h
Isolda Dantas

Presidente do PT defende Gutemberg Dias para vice

Do Blog Saulo Vale e Blog Carlos Santos

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mossoró, vereadora Isolda Dantas, defendeu o nome do ex-candidato a prefeito de Mossoró Gutemberg Dias (PCdoB), para indicação de vice na chapa da senadora Fátima Bezerra (PT).

Isolda Dantas e Fátima Bezerra estão em evento político agora em Mossoró (Foto: divulgação)

“Seria um excelente vice”, afirmou em entrevista à TV Cidade Oeste, ponderando logo após que a decisão depende dos partidos.

Nota do Blog Carlos Santos – Só para lembrar: no momento, Gutemberg Dias é pré-candidato a deputado estadual, assim como Isolda. Ambos têm Mossoró como sua principal base eleitoral.

* À manhã de hoje (sábado, 26), Isolda Dantas faz lançamento de sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa no auditório do Hotel VillaOeste em Mossoró, com a presença da senadora e pré-candidata ao governo, Fátima Bezerra.

Leia também: Em ascensão, Gutemberg Dias pode ser o vice de Fátima Bezerra.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 21/05/2018 - 11:30h
COLUNA DO HERZOG

Em ascensão, Gutemberg Dias pode ser o vice de Fátima

Por Carlos Santos

O nome do ex-candidato a prefeito de Mossoró em 2016 na aliança PCdoB/PT, professor e geógrafo Gutemberg Dias (PCdoB), ganhou fôlego nos últimos dias como opção a vice na chapa da senadora Fátima Bezerra (PT).

Dias teve desempenho proeminente no último pleito municipal de Mossoró, empalmando a maior votação nominal à prefeitura de um candidato de esquerda no município. Somou 11.152 votos (8,45%). Superou até o recorde que perdurava desde 1992, quando o professor Luiz Carlos Martins (PT) amealhou 6.557 (8,43%) votos.

Gutemberg Dias (em foto de campanha) tem percurso em ascensão e números e geopolítica que o favorecem como vice

Por enquanto, é pré-candidato a deputado estadual, mas pode ser deslocado para a majoritária – também por uma questão de geopolítica, em face da importância de Mossoró no contexto eleitoral. É o segundo maior colégio eleitoral do estado.

Internamente, o PCdoB tomou como uma de suas prioridades a defesa de espaço na majoritária, em reunião de seu comando partidário estadual no fim de semana (veja AQUI).

Existem outras opções na legenda além do ex-candidato a prefeito, mas é sem dúvidas a figura de maior projeção eleitoral que a legenda dispõe no momento em Mossoró e região.

No PT, a própria senadora Fátima tem posição pessoal clara: não quer  uma chapa “puro-sangue”.

Leia tambémGutemberg sobe de patamar para ser opção real adiante, postagem desta página no dia 3 de outubro de 2016 (um dia após as eleições), em que já analisávamos e prevíamos sua ascensão.

PRIMEIRA PÁGINA

Troca-troca na caça ao voto em São Gonçalo do Amarante – Viraliza nas redes sociais denúncia documentada de que o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulo Emídio de Medeiros, o “Paulinho” (PR), fertiliza a pré-candidatura a deputado estadual de sua mulher, Terezinha Maia (PR), com generosas e diversas portarias na prefeitura que comanda. Trabalha para fazê-la uma das campeãs de voto à Assembleia Legislativa. Assunto para o Ministério Público Eleitoral (MPE). Ainda bem que esse “fenômeno” não ocorre noutras prefeituras.

Paulinho e Terezinha: eleição a caminho (Foto: Web)

Rafael Motta e o PSB podem apoiar Fátima Bezerra – O deputado federal e pré-candidato à reeleição Rafael Motta (PSB) pode compor elenco de apoios à postulação da senadora Fátima Bezerra (PT) ao governo estadual. A congressista é simpática a ideia de tê-lo em palanque. Mas existem resistências de setores mais irascíveis no petismo, pelo fato de ele ser “golpista”. Na festa de aniversário de Fátima na sexta-feira (18) em Parnamirim, Rafael compareceu para cumprimentá-la e chegou a ser hostilizado com vaias.

“Partidos” fortes para a campanha estadual – Até aqui, por movimentações que podem ser vistas a olho nu, logo se percebe que os “partidos” mais fortes à campanha estadual no RN este ano são o PGE (Partido do Governo do Estado) e o PAL (Partido da Assembleia Legislativa). Outros partidos fortes também são o PPMN (Partido da Prefeitura Municipal do Natal), PPMM (Partido da Prefeitura Municipal de Mossoró) e o PPMSGA (Partido da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante). Nenhum deles tem registro partidário, mas tem ‘máquina’ eleitoral forte. Ô RN Sem Sorte!

Gustavo Carvalho faz contatos políticos em Mossoró – O deputado Gustavo Carvalho (PSDB) pernoitou em Mossoró na última sexta-feira (18). Gustavo aproveitou a passagem rápida pela cidade para se encontrar amigos e correligionários. Entre estes, o prefeito e ex-prefeito de Grossos, respectivamente José Maurício Filho (MDB), o “”Mauricinho”, e João Dehon, além do ex-deputado estadual Gilvan Carlos. (Do Blog da Chris).

Robinson começa a preparar retaguarda para campanha – O governador Robinson Faria (PSD) adianta providências quanto ao marketing e outras decisões relativas à retaguarda de sua campanha à reeleição. Ninguém se surpreenda se contar com mais de dez partidos arrebanhados para coligações proporcionais e de apoio à majoritária.

Carlos Eduardo não está disposto a ceder a chantagens – Bem ao seu jeito, o pré-candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT) tem deixado claro em algumas conversas: não vai aceitar nem ceder a chantagens de grupos políticos ou partidos. Até final de junho quer definir vice e eventuais apoios, freando quem tenta fazer leilão. Para dentro ou para fora. Perfeito.

Centenas de novos municípios podem ser criados – O Projeto de Lei Complementar 137/2015 em andamento na Câmara dos Deputados poderá “parir” cerca de 400 novos municípios no país. Houve aprovação da matéria em “caráter de urgência”. Atualmente, o país possui 5.570 municípios. Matéria que atende a interesses meramente eleitoreiros, coisa de uma gente irresponsável, incapaz de pensar no interesse coletivo, nas necessidades mais primárias do povo.

Kelps não é mais o que nunca foi de verdade – O deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade) retirou sua pré-candidatura ao Governo do Estado no final de semana, em encontro da legenda em Natal. Ele nunca foi de verdade um pré-candidato ao governo. A estratégia (perigosa) poderia até desnutrir seu projeto real de reeleição à Assembleia Legislativa, o que alertamos ainda em fevereiro, quando ‘inventou’ essa peça de marketing (veja AQUI). A princípio, a intenção era levar esse “fake” até junho, mas se antecipou temendo maior desgaste. Quem ocupará seu lugar é a vereadora grossense Clorisa Linhares (Solidariedade), que não viabilizou sua postulação pelo PSDC, apesar de ter sido o primeiro nome lançado ao governo, ainda ano passado. Filiou-se à sigla em 5 de abril (veja AQUI).

EM PAUTA

Perda – Uma perda muito lamentada nesse domingo (20), em Mossoró, foi de Sandra Mendes Benevides da tradicional loja Di Ron Pop. Estava com câncer. Gente de boa extração familiar e com largo circulo de amizades, deixará saudades. Que descanse em paz.

Sandra: despedida (Foto: Web)

Floral – A médica Rosângela Arnt lançará o livro “Sistema Floral de Ação Quântica” às 19h30, da próxima quinta-feira (24), além de promover worksop sob o mesmo tema. Os eventos acontecerão no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL). O ingresso é um quilo de alimento não perecível.

Atacarejo – O atacarejo Dia a Dia do grupo mossoroense Rebouças, finalmente será inaugurado. O evento está definido para a quarta-feira (23), às 19h. Esse equipamento mercantil está localizado no prolongamento da Avenida Rio Branco em Mossoró, entre o Santo Antônio e Santa Delmira.

Gastronomia – O 12º Festival Gastronômico e Cultural de Martins, definido  para os dias 20, 21, e 22 de julho, fomenta alta procura por hospedagens em hotéis e pousadas no município. Perspectiva de outra edição de muito êxito.

Bandas – O Serviço Social da Indústria (SESI/RN) promoverá o II Encontro Norte-rio-grandense de Bandas Filarmônicas na próxima sexta-feira (25), na área externa da Arena das Dunas em Natal, a partir das 18h. O evento é totalmente gratuito e livre para todas as idades, em comemoração à Semana da Indústria.

Leontino – Vai ser na próxima sexta-feira (25), às 19h, no auditório da Faculdade de Serviço Social (FASSO), no Campos Central da Universidade do Estado do RN (UERN), em Mossoró, o lançamento do novo livro do poeta e professor Leontino Filho. “Anatomia do Ócio” é o título do novo trabalho. Espero estar na cidade para prestigiá-lo.

SÓ PRA CONTRARIAR

MDB, PT e PSDB juntos terão cerca de R$ 850 milhões do Fundo Público para uso na campanha eleitoral deste ano, de um total de R$ 1,7 bilhão. Como renovar a política assim?

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Saudações para José Heriwelto Dias, o “Betinho do Frango”, aniversariante desse último domingo (20). Mas a festa com os seus amigos é nesta segunda-feira (21) no Juca’s Bar, bairro 12 Anos. Apareço por lá.

A relação entre permissionários da Praça da Convivência (Mossoró) e Prefeitura Municipal de Mossoró está muito próxima da ruptura. É uma bomba prestes a explodir. Barulho que vem por aí pode também causar consideráveis estragos políticos. Esse esquipamento mercantil está extremamente sucateado, apesar de ser um marco da administração pública local e referência de lazer e turismo da cidade.

Obrigado à leitura do Nosso BlogEsdras Marquezan (Mossoró), Joana Tamires (Governador Dix-sept Rosado) e Jenner Tinoco (Natal).

Veja a Coluna do Herzog da segunda-feira (14/05) passado, clicando AQUI.

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domingo - 13/05/2018 - 06:48h

Contextualização da geopolítica e os reflexos na América Latina

Por Gutemberg Dias

O que está acontecendo no Brasil não é um fato isolado. A grande mídia procura imprimir na consciência do cidadão brasileiro que tudo que estamos vivenciando é algo de Brasil, ou seja, para o senso comum o que acontece aqui é único e restrito ao nosso país.

Não é possível fazer uma análise do Brasil sem olhar para o contexto internacional. O mundo vem ao longo dos últimos anos passando por grandes mudanças no que tange ao reposicionamento geopolítico das grandes potenciais mundiais.

Um grande exemplo disso é o cenário com a China tomando a dianteira frente ao EUA no quesito economia. Essa transição vem alterando as relações de poder no âmbito dos continentes.

Já no contexto das pendengas belicosas a Rússia reassume um papel importante como potencia militar e recomeça a peitar os americanos e seus aliados históricos. Hoje a principal disputa nesse campo é em relação à Síria. Os americanos têm interesse na deposição do presidente daquele país e os russos vem cacifando a permanência de Bashar Al Assad.

Russos claramente se opõem à política de expansão americana no âmbito do oriente médio que começou com a guerra contra o Iraque e, posteriormente, com a manutenção da guerra contra o terrorismo.

Temos o surgimento do BRICS, acrônimo em língua inglesa de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, formado por países emergentes que passaram a pautar temas que atacam frontalmente os interesses do Fundo Monetário Internacional (FMI). Consequentemente, os interesses americanos no âmbito das nações que compõem esse bloco e, também, na franja de países que estão atrelados por algum motivo a essas nações.

Então o deslocamento de poder começa a mexer na engrenagem da geopolítica e, principalmente, com os EUA que passam a ser a potência mais atingida com essas mudanças. Daí é fácil se perceber que colocam em movimento sua máquina de guerra, seja bélica, comercial ou diplomática para reverter suas perdas em relação à hegemonia.

Esse movimento tem grande reflexo na América Latina. Se pararmos para analisar, veremos os eventos que vêm sendo desencadeados desde o final dos anos 1990, quando se inicia uma ascensão de governos de cunho progressista à frente dos países da América Latina, notadamente, pela eleição de Hugo Chàvez na Venezuela.

Com a mudança do perfil diretivo nesses países a influência norte-americana aos poucos veio sendo solapada e novas aglutinações de interesses passaram a se sobrepor aos interesses dos EUA. A própria reestruturação do Mercosul e o sepultamento da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) são exemplos claros do enfrentamento desse bloco progressista em relação a política internacional norte-americana.

À medida que os países passavam a se contrapor aos interesses americanos, ocorria uma alinhamento com outros parceiros, no caso específico dos países da AL, a China começa a entrar com maior força nas relações comerciais. Não é à toa que o Brasil passa a compor esse novo bloco econômico (BRICS) numa perspectiva de romper definitivamente com a subserviência ao capital e poder norte-americano.

Essas mudanças levam os americanos a investir no processo de desestabilização política dos países que fizeram a mudança para governos progressista de linha socialista. As ações contra a Venezuela, ainda, quando Chávez estava à frente daquele país, mostra claramente essa nova investida imperialista que se iniciou por um viés militar, mas logo substituído pela associação do capital rentista, judiciário e grande mídia.

Nessa batida se inicia uma operação com foco numa bandeira de combate à corrupção, onde o estado americano passa a investir na formação de representantes do poder judiciário e policiais oriundos dos países da América Latina, bem como tem início processos de golpes contra os governos, como em Honduras (2009), Paraguai (2012) e Brasil (2016).

Todos eles possuem um viés associativo entre o poder legislativo, judiciário e à grande mídia, dando dessa forma ares de constitucionalidade às deposições dos governos legítimos eleitos pelo voto popular.

Nesse cenário são claras as movimentações das grandes potências, notadamente os EUA, que se movimentam para manter sua hegemonia internacional no campo econômico e militar ante o avanço da China e Rússia, que passam a capitanear o bloco de oposição a essa hegemonia.

Tudo isso tem impacto direto nos recentes  acontecimentos no âmbito do Brasil.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, professor da Universidade do Estado do RN (UERN) e empresário.

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  • Repet
domingo - 22/04/2018 - 06:32h

Pensar o desenvolvimento do RN não é tão difícil como dizem

Por Gutemberg Dias

O Rio Grande do Norte é um estado que tem grandes potencialidades econômicas as quais que devem ser melhor trabalhadas a partir de ações governamentais que possam pavimentar o fortalecimento das cadeias produtivas que estão ativas e, também, planejar a estruturação de novos polos de desenvolvimento.

O governo do estado, através do IDEMA, elaborou um estudo anos atrás que tinha foco no mapeamento de áreas para investimento econômico. O estudo foi denominado de Atlas para a Promoção do Investimento Sustentável no RN, tendo sido publicado em 2005 no governo da então governadora Wilma de Faria.

Esse estudo foi dividido em três partes: a Zona Homogênea Mossoroense, Zona Homogênea Seridó e Zona Homogênea Litoral Leste. Cada tomo desse traz um conjunto de informações que é de extrema importância para quem deseja investir no Estado, além de ter gerado para a administração subsídios para o planejamento macroeconômico do Rio Grande do Norte.

Encontrar esse documento não é muito difícil (veja AQUI). Basta acessar o site do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), que os volumes estarão disponíveis para acesso online ou download.

Outro estudo de grande valia foi desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN). Trata-se do “Mais RN (veja AQUI). Traz um planejamento estratégico de desenvolvimento econômico do RN para um horizonte de 2016/2035. As informações que constam desse estudo, como aquelas inseridas no Atlas, são muito valiosas para balizar um rumo para o nosso combalido estado.

A pergunta que não quer calar: como um estado com informações relevantes como essas que estão nos documentos citados acima, não consegue estabelecer um planejamento estratégico com foco em políticas de Estado e não de governo? Fico pensando que os gestores não se apoderam dessas informações para traçar os rumo do Rio Grande do Norte, essa é a única explicação.

Daqui uns dias teremos alguns postulantes ao governo do estado apresentando seus respectivos planos de governo. Sei que muitos desses candidatos tratam o “Plano de Governo” como uma mera peça formal para o registro das suas candidaturas. Mas, como sei que, também, teremos candidatos que pensam diferente, sugiro desde já que suas assessorias se apoderem do conteúdo desses documentos e incorpore aquilo que considerarem mais relevantes para alavancar a economia aos seus planos de governo.

Não adianta querer inventar a roda. O negócio é aproveitar o máximo os dados gerados por esses projetos e estruturar um plano que esteja além do governo que cada um candidato projeta. É preciso olhar o Rio Grande do Norte para 2050 e não apenas para os próximos quatro anos.

Será que os nomes que se projetam estão preparados para ver além do seu mandato?

Para mim não tem outra saída para nosso querido RN se não for a partir de um planejamento estratégico sério e, sobretudo, pautado nas suas potencialidades econômicas e, também, na questão de investimentos na sua infraestrutura.

Não tenho dúvida alguma quanto à capacidade de retomada do desenvolvimento econômico estadual que terá como consequência a capacidade do Estado desenvolver políticas públicas com foco no bem estar da população.

O RN tem jeito, o que falta é alguém como o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), que assumiu aquele estado com um plano estratégico já estruturado e hoje tem quase 100% do que planejou realizado.

Temos que deixar de lado esse modelo arcaico de administração pública. Inovar será o grande desafio do próximo governador ou governadora do Rio Grande do Norte.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, professor da UERN e empresário

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sexta-feira - 20/04/2018 - 20:28h
Mossoró

PCdoB forma dobradinha para federal e estadual

Luzia e Gutemberg: dobradinha (Foto: Web)

O ex-candidato a prefeito de Mossoró Gutemberg Dias (PCdoB) e a enfermeira Luzia Bessa Vale (PCdoB) definiram dobradinha eleitoral este ano, a partir de Mossoró.

Ele será candidato à Assembleia Legislativa, enquanto ela concorrerá à Câmara Federal.

O PCdoB marcha para se compor numa aliança com o PT e o PHS na disputa eleitoral 2018 no Rio Grande do Norte.

No plano nacional, já empina a pré-candidatura da jornalista e deputada estadual gaúcha Manuela d’Ávila à Presidência da República.

Seu nome foi apresentado no 14º Congresso Nacional do PCdoB, em novembro do ano passado.

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domingo - 15/04/2018 - 08:08h

Eleições 2018 – uma necessidade à retomada da paz social

Por Gutemberg Dias

A prisão do maior líder político que o Brasil já teve, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixa um vazio numa grande parte da sociedade. Um vazio que vem com o sentimento de que a justiça não é cega o suficiente e que nossa Constituição Federal já não dá guarida ao bom direito. É bom lembrar que talvez não seja Ela o problema, mas alguns que se dizem seus guardiões que a rasgam sem pudor.

Desde muito pequeno aprendi que o poder judiciário era o poder da mediação e seus posicionamentos eram balizados pelas regras gerais da Carta Magna do país. Parece que nos últimos anos tudo isso mudou. A mídia, o sentimento do povo e até alguns generais, raivosos, diga-se de passagem, passaram a melindrar o poder que deveria ser o mediador da sociedade e deveria ser imune as interferências externas.

Hoje, temos um Brasil extremamente dividido e sem nenhuma perspectiva de reconciliação. Os caminhos trilhados pelo poder judiciário, em parte, tem um papel muito grande nessa dicotomia entre a esquerda e a direita nessa quadra política que vivemos. O judiciário não foi grande o suficiente para ser o fiel da balança. Basta ver o posicionamento do STF quando do impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff e na questão da prisão em segunda instância.

Não há saída do Brasil que não seja por eleições diretas. É preciso que o poder executivo retome o seu protagonismo no cenário nacional e dê limites aos aparelhos do estado como o MPF e Polícia Federal sem retirar deles a autonomia e suas funções de estado outorgada pela Constituição Federal.

Hoje as corporações tomam contam do Estado brasileiro como se elas fossem o próprio Estado. Isso só ocorreu devido o executivo não ter tido o pulso forte de impor seu papel perante essas corporações, passando de controlador a controlado.

O reequilíbrio entre os poderes no Brasil de hoje passa, indubitavelmente,  pela eleição de um novo presidente que tenha o apoio do povo e a coragem de fazer o enfrentamento com essas corporações e, também, com a grande mídia capitaneada pelos oligopólios midiáticos. Só assim, com um executivo forte é que poderemos pensar numa retomada da estabilidade política e econômica do Brasil.

Me preocupa os caminhos que o atual presidente vem trilhando. Usa encontro com empresário para dizer que o modelo da centralização de poder foi salutar ao país e cita o período do Estado Novo e da ditatura militar. Abre espaço num governo civil para que os militares indiquem nomes para compor a staff administrativa e não se posiciona quando generais vão a público intimidar um dos poderes da República, num claro movimento de alinhamento de interesses mútuos.

Por isso, temos que ficar de olhos bem abertos quanto a possibilidade de termos eleições em 2018. Tenho minhas dúvidas se elas ocorreram. O presidente em conluio com parte do generalato poderá suspender as eleições alegando Estado de Defesa (Art. 136, CF) e quiçá evoluir para Estado de Sítio (Art. 137, CF), com base em alegações da ordem pública ou a paz social estarem ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional. Vale destacar que esse discurso da instabilidade institucional hora ou outra entra nos debates da grande mídia. Seria um prenúncio? O Supremo Tribunal Federal (STF) terá que papel num cenário assim?

Sendo assim, temos que manter a serenidade e lutar pela manutenção da eleições de 2018. A chama democrática que ainda está viva nesse país é exatamente a eleição livre onde o povo terá a condição de impor sua vontade frente os arroubos das representações que ocupam as instituições brasileiras.

Até outubro teremos muitos desdobramentos jurídicos e políticos que irão mexer com a sociedade e, também, com os rumos que o Brasil seguirá. Como disse antes, é preciso muita serenidade do povo para poder discernir as manobras que estão sendo feitas para manutenção das forças que hoje controlam o país.

A luta não é só contra a corrupção, a luta é essencialmente contra o desmonte do Estado Democrático de Direito que tanto lutamos para que retornasse a nossa sociedade e hoje volta a ser atingido frontalmente.

Por isso, eleições livres em 2018!

Gutemberg Dias é professor da Uern, graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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domingo - 25/03/2018 - 09:13h

O petróleo como instrumento de desenvolvimento econômico

Por Gutemberg Dias

O Rio Grande do Norte ainda tem um grande potencial no que concerne a exploração de petróleo e gás. No passado recente, chegamos a produzir mais de 120 mil barris/dia de óleo equivalente. Hoje não passamos de 60 mil barris/dia, ou seja, metade do que produzíamos.

Essa queda de produção tem haver com a questão técnica dos poços e, também, com a falta de investimentos na produção. Considero esse segundo fator o de maior impacto na produção e que pode ser revertido a curto e médio prazo com consequente retomada da produção.

Atrelado a necessidade de investimento por parte dos operadores é preciso que o governo do estado e, também, a classe política se sensibilize com esse setor. Não consigo entender a apatia desses segmentos, haja vista que o setor de petróleo e gás tem uma importância enorme no Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Segundo informações levantadas esse setor responde por quase 40% do PIB.

Quando olho para os nossos parlamentes fica claro que não há um interesse em discutir o setor que há anos vem sendo um dos indutores do desenvolvimento econômico do estado. É como se essa atividade não passasse de mais uma que o estado desenvolve. Erro grave que hoje vem causando sérios danos a nossa economia com a redução de investimentos, principalmente, do maior operador no estado que modificou sua política atuação no setor.

Já o governo do estado do Rio Grande do Norte que deveria ser o maior interessado nessa cadeia, não tem um política de governo, quiçá de estado, com foco no desenvolvimento desse setor. Aparentemente todos os governos que passaram imputaram a Petrobras a obrigação de estruturar a cadeia e optaram apenas em focar na arrecadação. Um gravíssimo erro!

Acredito que ainda há tempo do Estado se envolver nessa discussão e buscar solução, técnica ou política, para a retomada dos investimentos nesse setor. É muito mais fácil revitalizar algo que já tem as bases prontas do que de uma hora para outra querer criar um novo ciclo econômico.

A primeira atitude que o governo deveria fazer era criar uma coordenadoria no âmbito da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para o setor de petróleo e gás. É preciso que no governo tenha alguém que conheça a atividade para que possa dialogar com os empresários do setor e juntos buscarem soluções para a retomada dos investimentos.

Pautas que podem ser elencadas:

1.     Criação de uma coordenadoria técnica de petróleo e gás na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC);

2.     Revisão dos procedimentos de licenciamento ambiental, haja vista, que eles estão focados na questão da arrecadação e, consequentemente, burocratiza a liberação das licenças, travando o setor;

3.     Pensar uma política de incentivos fiscais para o setor, assim como existe para outros;

4.     Efetividade de ações políticas voltadas ao fortalecimento do setor;

5.     Atrair empresas fornecedoras do setor para se instalarem no Estado.

Essas e outras propostas podem criar um ambiente para que o setor de petróleo e gás passe a ser uma prioridade de governo e, assim, contribuir para a revitalização dessa cadeia.

Cito como exemplo o estado da Bahia que mesmo enfrentando redução de investimentos, produzindo menos petróleo que o Rio Grande do Norte e tendo menos reservas, consegue ser protagonista nacional na discussão sobre a produção de petróleo em terra e, dessa forma, mantém aquecido o setor com várias sondas de exploração e produção atuando no estado.

Por isso vejo a necessidade do governo do estado ter um projeto claro para o setor de petróleo e gás e, também, que os nossos parlamentares, sejam os estaduais ou federais,  se envolvam com o tema na perspectiva de dar apoio político para as ações que precisarão ser feitas junto ao governo federal Ministério das Minas e Energia (MME) e Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Petrobras que, ainda hoje, é a maior operadora do estado.

Futuro para o setor de petróleo e gás existe, o que precisa é ação conjunta e coordenada com foco na retomada dos investimentos.

Gutemberg Dias é  graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais, professor da UERN e empresário

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domingo - 18/03/2018 - 04:20h

Um Novo Projeto Estadual de Desenvolvimento para o RN

Por Gutemberg Dias

Ao escrever esse artigo, vejo o calendário eleitoral e constato que faltam exatamente cinco meses para o inicio do processo eleitoral que elegerá um novo governador para o estado do Rio Grande Norte, assim, como dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.

Outra constatação que tenho é em relação a falta de um debate sobre um projeto para recolocar o nosso tão sofrido Rio Grande do Norte no rumo do desenvolvimento. Não vejo nenhum dos pré-candidatos, principalmente, ao governo do estado, apresentando um plano de trabalho que possa ser assimilado pelo eleitorado.

Sei que muitos dirão que ainda estão elaborando o Plano de Governo, mas isso não é desculpa para que em suas falas não apresentem um plano mínimo de como pretendem guiar o estado nesse mar revoltoso que estamos jogados.

Não tenho pretensão de ser candidato ao executivo nessas eleições. Porém me obrigo, em meio a falta de vozes que tragam alguma luz a esse debate, a apresentar alguns caminhos que considero importantes e que merecem ser apresentados a sociedade.

Destaco essas ideias estão sendo formuladas no âmbito do partido que milito, ou seja, o PCdoB, e defendida por estudiosos do Rio Grande do Norte como o professor Wellington Duarte, economista e chefe do departamento de Economia da Universidade Federal do RN (UFRN).

É hora de pensarmos um Novo Projeto Estadual de Desenvolvimento para o Rio Grande do Norte. O ultimo grande projeto que foi feito para esse estado aconteceu no governo de Cortez Pereira (1971 – 1975) que planejou os rumos do estado pautado em ações encadeadas. Vale destacar que foi nesse governo que o estado teve o projeto da Fábrica de Barrilha aprovado e infelizmente nunca finalizado.

Então o que é esse Novo Projeto Estadual de Desenvolvimento? Na nossa concepção é um Plano de Ação robusto que trará o desdobramento de ações focadas em grandes eixos temáticos (economia, cultura, inovação tecnológica etc) que juntos levem a um objetivo comum que é a retomada do desenvolvimento econômico do estado e, consequentemente, a garantia de condições humanas melhores para o povo que aqui vive.

Cito algumas das ações, com foco no desenvolvimento, que defendemos no projeto:

1.     Definir um Planejamento Estratégico de Desenvolvimento de curto, médio e longo prazo. Vale destacar que esse planejamento deve englobar decisões de uma política econômica recuperadora, de criação de um mínimo de mercado interno e fortalecimento das empresas locais;

2.     Construir uma base industrial voltada para a produção de maior valor agregado;

3.     Construir uma base de instituições e regras que criem um sistema avançado de inovação tecnológica permanente;

4.     Avaliar a Dívida Pública estadual para que se possa estabelecer uma meta de financiamento da produção, dando ritmo ao crescimento;

5.     Estabelecer uma relação mais próxima com o sistema financeiro estatal, para buscar fontes auxiliares para criar formas de financiamento para a implantação mais eficiente de uma política de desenvolvimento local;

6.     Utilizar as riquezas minerais com inteligência e que criem receitas para o governo estadual, a serem revertidas em políticas industriais que promovam a formação de postos de trabalho;

7.     Atrair o capital estrangeiro com intuito de contribuir para o desenvolvimento local, desde que direcionado para o investimento e o financiamento de projetos produtivos de interesses do RN.

Essas ações, certamente, precisam entrar na pauta de debate dos pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Norte. Não trazer essa discussão nesse momento de pré-campanha à sociedade é incorrer em omissão político-eleitoral.

O povo desse estado não está procurando um salvador da pátria. Ele procura alguém que possa fazer um diálogo franco e aberto sobre os problemas que o estado vem passando e apontar caminhos que possam melhorar as condições gerais a curto, médio e longo prazo.

Por isso, cobro de todos os pré-candidatos e, também, dos demais partidos que apresentem ao conjunto da sociedade um programa mínimo de propostas que possa indicar os rumos da próxima gestão estadual para que a disputa eleitoral possa ser travada no campo das ideias.

Nós, dentro do nosso tamanho, estamos fazendo o dever de casa.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, professor da UERN, ex-candidato a prefeito de Mossoró e empresário

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domingo - 04/03/2018 - 17:22h
COLUNA DO HERZOG

O inimigo sem rosto do senador José Agripino

Por Carlos Santos

Tem-se divulgado como tese insofismável, que as eleições deste ano são divisoras de águas. E, ao mesmo tempo, o juízo final para uma manada de políticos da esquerda à direita e vice-versa.

No Rio Grande do Norte, quase nenhum político está tranquilo quanto ao pleito que se avizinha. Há tensão quanto ao chamado “veredicto das urnas”.

"Jô-sé", como soletradamente o tratava seu pai Tarcísio Maia, é um dos políticos mais influentes do país (Foto: arquivo DEM)

Na verdade, urna não julga. Nem pune nem inocenta. Isso é pura retórica; coisa de falastrão politiqueiro que nomeia a massa-gente inorgânica para prolatar sentença que não lhe cabe.

Mas é visível que o pleito que se aproxima é a luta por um mandato de sobrevida ou a morte severina para muito figurão. Não há meio-termo à vista.

O senador José Agripino (DEM), 72 anos (23 de maio de 1945), está no índex dos nomes mais questionados e a perigo de não-reeleição. Nem assim está fora do páreo. Quem quiser que corra atrás.

Sua sobrevivência até aqui é por si só um feito. A projeção nacional como um dos políticos mais articulados e influentes do país, supera em muito o que se preconizava para ele no final dos anos 70, quando ascendeu como prefeito indireto do Natal.

Agripino, de uma linhagem familiar com história no Rio Grande do Norte e Paraíba, é um espécime que escapou da era PT-Lula. Foi um rara liderança do PFL (hoje, DEM) a sobreviver à feroz poda petista.

Agora, o desafio não é contra PT, Alves (antigos e ex-antagonistas) ou qualquer “novidade”. Enfrenta um inimigo sem rosto e revoltado, que prega mudança, parece querer algo diferente, mas até aqui não passa de um espectro.

Seu maior inimigo é um só: o povo.

PRIMEIRA PÁGINA

A migração do vice-governador dissidente Fábio Dantas do PCdoB para o PSB é comemorado pelo grupo da ex-deputada federal e vereadora Sandra Rosado (PSB) e da deputada estadual Larissa Rosado (PSB). Luz no fim do túnel para sobrevivência política do rosadismo. Há tempos que ambas retrocederam de desembarque no MDB, como era compromisso firmado desde a pré-campanha de 2016. A prisão do líder Henrique Alves e outros fatores pesaram no freio.

Conseguir informações no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF), em Recife-PE, sobre processos relacionados a políticos potiguares, é uma tarefa hercúlea. Além do Labirinto de Creta do seu portal, também existem outras barreiras. Temos que recorrer a advogados até de outros estados, como intermediários, na busca de dados mais seguros.

Gustavo prestigiou Izabel no evento da "Rosa" (Foto: Web)

O deputado estadual Gustavo Fernandes (MDB) apareceu na Câmara Municipal de Mossoró na quarta-feira (28) à tarde, para leitura da mensagem anual da prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Ninguém imagine que tenha sido para prestigiá-la. Na verdade, o parlamentar é um nome que pode ser apoiado em Mossoró à reeleição pelo grupo da presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB), em detrimento do escolhido pela prefeita. A vereadora já mandou recado ao rosalbismo no inicio do ano (Leia: Prioridade de Izabel é o MDB e não Rosalba).

O governador Robinson Faria (PSD) não pode ficar amuado com a escapulida do seu vice Fábio Dantas (PCdoB) para a oposição e com o projeto que anuncia, de se candidatar ao governo. Robinson fez o mesmo em relação à então governadora Rosalba Ciarlini (DEM) em 2014. Quatro anos antes (2010), a “vítima” já tinha sido Wilma de Faria (PSB), que não o escolheu para sucedê-la, mas optou por Iberê Ferreira (PSB). Presidente da Assembleia, ele passou a travar matérias do interesse do final das gestões Wilma-Iberê, além de compor chapa com Rosalba ao governo estadual, na condição de vice. A história se repete, como farsa ou como tragédia, mas se repete.

A ex-primeira dama do estado e secretária de Estado do Trabalho e Ação Social (SETHAS) Julianne Faria (sem partido) teve sua imagem falseada em redes sociais. Criaram um endereço utilizando sua foto e nome, criminosamente.

A prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) superou-se na quarta-feira (28), ao admitir ter o dom da onisciência, algo divino. Fitou olhos na direção de vereadores da oposição, em especial Petras Vinícius (DEM), e passou o ‘batido’ nos parlamentares. Avisou que não havia necessidade de eles fiscalizarem equipamentos públicos da saúde, escola e de outros setores. Segundo a prefeita, nada lhe escapa. “Eu sei de tudo!” Torcer para que ao aparecer outra denúncia, ela não encarne o ex-presidente Lula da Silva (PT) e sua defesa-clichê: “Eu não sabia de nada!”

Rosalba: poder divino. "Sabe de tudo" (Foto: Web)

A vereadora grossense Clorisa Linhares (PSDB), prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), governador Robinson Faria (PSD), vice-governador Fábio Dantas (a caminho do PSB) e senadora Fátima Bezerra (PT) são pré-candidatos “certos” à disputa ao governo do RN em 2018. Outros virão, provavelmente. Mas não estranhe que tenhamos desistência (as) antes das convenções partidárias até 5 de agosto. Anote, por favor.

O anúncio (veja AQUI) no sábado (3) da candidatura do ex-candidato a prefeito de Mossoró Gutemberg Dias (PCdoB), à Assembleia Legislativa, antecipa que será ainda mais pulverizada a votação no município nessa faixa de disputa. Em 2014, o nome mais votado foi Larissa Rosado (PSB), que empalmou 24.585 (23,38%) votos, algo difícil de se repetir com ela ou outro disputante em 2018. Em 2014, Mossoró não teve um único candidato nativo eleito ou reeleito à Assembleia Legislativa. Nessa mesma eleição, 209 candidatos a deputado estadual foram votados em Mossoró. De Larissa (campeã de votos) a 25 ‘concorrentes’ que obtiveram apenas “um voto”. Leia tambémVários fatores pesam para frear votações expressivas que publicamos dia 20 de novembro do ano passado.

Em 2014, o senador José Agripino (DEM) precisou priorizar a chapa proporcional (em especial a reeleição do filho Felipe Maia-DEM à Câmara Federal), em detrimento do projeto de reeleição (dificílima) da então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP). Agora em 2018, o governador Robinson Faria (PSD) também vive a dificuldade de levar o filho Fábio Faria (PSD) à reeleição à Câmara Federal. Ser ou não ser candidato a reeleição? Eis a questão.

Apesar de estar preso na Academia da Polícia Militar do RN desde 6 de junho do ano passado, o ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) não está distante e sem ser ouvido em relação à campanha eleitoral 2018. Ele continua sendo a maior liderança do seu grupo, mesmo que manietado em boa parte por essa situação delicada.

EM PAUTA

Arcanjo – A sexta-feira (2) à noite foi um momento mágico na vida do escritor Clauder Arcanjo. Infelizmente não pude prestigiá-lo pessoalmente, mas reitero meu aplauso por sua posse na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL). Parabéns, meu caro. Leia: Clauder Arcanjo na Academia.

Academia Norte-rio-grandense de Letras recebeu Clauder Arcanjo na última sexta-feira (Foto: cedida)

Gentil – O Grupo Gentil de Natal, que é controlador da rede O Boticário em Mossoró e outros municípios na região, vai inaugurar na próxima quinta-feira (8), às 16h, sua loja-âncora na cidade, à Praça Rodolfo Fernandes. O Sexteto do Instituto Gentil e o grupo de dança Diocecena vão abrilhantar o evento. Obrigado pelo convite.

Vinho – A Festa do Vinho de São Miguel está definida em mais uma versão. Acontecerá no Vila Nova Club no dia 29 de março.

Carnapau – Está no ar o site do Carnapau 2018, em sua 13ª edição, que acontecerá de 6 a 8 de julho. Pode acessar clicando AQUI. O evento promete ser um dos mais marcantes de sua história.

Valéria Oliveira – A cantora natalense Valéria Oliveira vai se apresentar em Parnamirim e Caicó. Os shows vão acontecer respectivamente nos dias 16 e 23. “Mirá” é o título do espetáculo musical.

Valéria: boa música (Foto: Web)

Palavras – O projeto da trupe Casa das Palavras estará em Caicó nos dias 15 e 16 deste mês. É o terceiro ano consecutivo. Oficinas de Teatro, Mamulengo e Grafite farão parte da programação no Teatro Adjuto Dias. Tudo gratuito e com inscrições no próprio teatro.

Serras – As cidades de Martins e Portalegre estão dividindo as atenções na região Oeste nesse inicio de ano, em meio à expectativa de bom inverno. Chuvas e clima suíço atraem públicos numerosos. Tem melhorado também programações diversas, que agregam valor, além do sistema hoteleiro. Quantas às belezas naturais, elas estão ainda mais encantadoras nesse período.

Uern do Brasil – Você sabia que 89% dos estudantes da Universidade do Estado do RN (UERN) são oriundos de escolas públicas? Você sabia que 92% de seus pais não tiveram acesso ao ensino superior? Não saber ajuda a formar um juízo de valor depreciativo da Uern do Brasil.

SÓ PRA CONTRARIAR

Escrever é o meu lazer. Se fosse para escrever o que interessa ao status quo, seria a diversão deles.

GERAIS…GERAIS…GERAIS

A impressão que fica, circulando de carro em Natal, é de maior dificuldade de tráfego à medida que são feitas obras justamente com o propósito de melhorá-lo. Coisa de louco.

Até quando os banheiros da Praça da Convivência serão tratados como a latrina da cidade de Mossoró? Por mais que alguns permissionários desse logradouro invistam, a municipalidade precisa saber que esse equipamento é público e referência da boa ou má gestão estatal. Se lá tudo fede, fede muito mais a gestão municipal. Argh!

Obrigado à leitura do Nosso BlogGlauber Diniz (Natal), Teresa Almeida (Currais Novos) e Francisco Nóbrega (Mossoró).

Veja a Coluna do Herzog do domingo (25/02) passado, clicando AQUI.

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domingo - 04/03/2018 - 03:30h

Uma mensagem com foco no passado, sem pautar o futuro

Por Gutemberg Dias

No último dia 28 de fevereiro a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), diga-se de passagem, atrasando em mais de uma semana o início do ano legislativo na Câmara Municipal de Mossoró, fez a leitura da mensagem anual do executivo aos vereadores e, também, à sociedade.

A mensagem não trouxe nada de novo do que a prefeita vem alardeando nos meios de comunicação. Na verdade, não trouxe nada. É um vácuo, inclusive muito distante do seu Programa de Governo apresentado em campanha

Se pararmos para analisar bem a mensagem, dá para enxergar uma sequência de três blocos de argumentação. No primeiro, a prefeita centra o olhar no retrovisor; o segundo, faz uma apresentação do que teria executado no primeiro ano de governo; o terceiro, ensaia expor algumas ações para 2018.

O olho no retrovisor mostra claramente que a prefeita e sua equipe, ainda, não têm luz própria. Isso fica claro em várias passagens da mensagem. A prefeita se remete à gestão passada logo no início do discurso quando diz: “Os problemas recebidos da administração anterior tornaram-se problemas da cidade, que estamos enfrentando. Todos lembram o caos que tomou conta de Mossoró. Encontramos servidores com salários atrasados, direitos desrespeitados”.

Em outros trechos da mensagem ela novamente se remete a gestão anterior, como quando trata dos terceirizados.

Prefeita usa números equivocados sobre a Saúde – Um fato que me chamou atenção na mensagem, foi que a prefeita trouxe um dado sobre a saúde no que se refere ao seu orçamento. Na ocasião ela disse – “Assumimos a gestão com um orçamento extremamente baixo, subdimensionado, da ordem de R$ 48 milhões. Para esse ano, o montante será de R$ 189 milhões.”

Creio que foi um equivoco, para não dizer outra coisa, informar que o orçamento da saúde era de apenas R$ 48 milhões.

O orçamento da saúde em Mossoró no ano de 2016 era aproximadamente de R$ 163 milhões, como pode ter encolhido em 2017 quase quatro vezes? Impossível! Só para se ter uma ideia os repasses federais superam em mais R$ 100 milhões, logo o orçamento jamais poderia ser inferior a esse montante.

Saindo do retrovisor, a prefeita elenca um rol de obras ou ações que estariam sendo implantadas pela sua gestão. Na realidade as obras são frutos de projetos que já vinham se arrastando de gestões anteriores, como o saneamento no bairro Abolição, o Centro Especializado em Reabilitação (CER), a reforma dos mercados públicos, entre outras.

Em determinado momento da mensagem, a prefeita traz a baila a importância do Mossoró Cidade Junina. Diga-se de passagem, é um evento relevante para o calendário de eventos de Mossoró e do Rio Grande do Norte. Ela traz dados de uma pesquisa da Universidade do Estado do RN (UERN) e ratifica a relevância com outra pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), órgão auxiliar da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN).

Há uma meia-verdade quando afirma que para cada R$ 1 (um real) investido são gerados R$ 4 (quatro) na economia. Esqueceu de admitir que o MCJ 2016 foi o mais organizado e esvaziado dos últimos anos, uma tendência que vem se verificando há mais tempo. Já não atrai turistas de outras plagas, mas um público doméstico.

O Blog Carlos Santos dissecou o assunto à época, mostrando o que de verdade estava apontado na pesquisa da Fecomércio (Apesar de forte potencial, Cidade Junina virou festa “caseira”). Gente da periferia e de outros bairros prestigiou a programação e, pontualmente, algum público de municípios vizinhos, interessado em show de atração nacional. O evento encolheu, está bem menor. É irreal a propaganda que se promove dele.

A maior parte (74%) dos entrevistados que esteve no Mossoró Cidade Junina era da própria cidade. A pesquisa apontou ainda que 73,1% dos ‘turistas’ ficaram em casas de amigos ou parentes, em vez de usarem rede hoteleira. O público participante da festa é predominantemente do Rio Grande do Norte (90%), com os moradores de Mossoró, Natal e municípios da região Oeste aparecendo em destaque.

A mensagem lida pela prefeita Rosalba Cialini minimamente apresentou um balanço do seu primeiro ano de gestão e não pontuou metas claras para o ano de 2018, ou seja, foi superficial em quase tudo que apresentou e sempre com os olhos no retrovisor.

Apenas cinco parágrafos para 2018 – Na mensagem a prefeita destinou apenas cinco parágrafos para falar do planejamento para o seu segundo ano de gestão. As ações que foram citadas tratam do desenvolvimento de drenagens nos bairros Nova Betânia, Abolição, Santa Delmira, Santo Antonio e Barrocas, bem como, Pousada do Thermas, Cidade Nova e João Vinte e Três, Conjuntos Márcio Marinho, Santa Helena e áreas adjacentes; recuperação dos mercados públicos; retomada do projeto da ponte no prolongamento da rua General Péricles e; reordenação do Corredor Cultural Professor Antonio Gonzaga Chimbinho.

A propósito, esse projeto da reordenação do Corredor Cultural não é de sua gestão, mas começou na administração de Fafá Rosado (MDB) e esteve a ponto de ser viabilizada por Francisco José Júnior, que não conseguiu recursos para tal. Não há nada de novo, mas uma “herança bendita”.

O que todos nós estávamos esperando era uma mensagem que pudesse traçar os rumos para a retomada econômica do município com forte viés à atração de investimentos que pudessem girar o economia local e gerar emprego e renda; que houvesse ações efetivas com foco na modernização da máquina administrativa; que apresentasse metas claras relacionadas à mobilidade urbana, saúde e educação e; que tivesse apresentado parte das ações que estão no plano de governo.

Diante do que foi apresentado na mensagem, podemos dizer que “Mossoró Merece Mais!” Abra os links no boxe abaixo e veja a distância entre o prometido em campanha e o que está ocorrendo.

Leia também: O que está no Programa de Governo e não aparece na gestão:

Leia também: O que está no Programa de Governo e não aparece na gestão II.

Gutemberg Dias é licenciado em geografia, professor da UERN, empresário e ex-candidato a prefeito de Mossoró

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Categoria(s): Artigo
sábado - 03/03/2018 - 12:20h
Gutemberg Dias

Ex-candidato a prefeito anuncia disputa a deputado estadual

Dias: nova jornada (Foto: arquivo)

O ex-candidato a prefeito de Mossoró pelo PCdoB, geógrafo, empresário e professor Gutemberg Dias, será candidato a deputado estadual este ano.

Ele fez o anúncio hoje (sábado, 3), usando o recurso de vídeo em suas redes sociais.

Na disputa municipal em 2016, Gutemberg obteve a maior votação à municipalidade de um candidato de esquerda, em todos os tempos, com 11.152 (8,45%).

Ficou em terceiro lugar.

O comunicado de Gutemberg acontece um dia após o atual vice-governador Fábio Dantas confirmar (o que o Blog Carlos Santos tinha antecipado há semanas – veja AQUI) sua saída do partido, rumo ao PSB.

A legenda comunista marcha para aliança com o PT da senadora e pré-candidata ao governo, Fátima Bezerra.

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Categoria(s): Política
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domingo - 11/02/2018 - 05:32h

Um novo projeto, novos políticos

Por Gutemberg Dias

Um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e a discussão da Frente Ampla passa a ser o grande desafio para os objetivos políticos do campo de esquerda no Brasil para os próximos anos e, sobretudo, para as eleições gerais de 2018.

É preciso levar ao conhecimento da maior parcela da população e, principalmente, do eleitorado nacional as bases gerais que alicerçam o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Projeto esse que se assenta primordialmente na retomada da força produtiva em contraposição ao modelo atual galgado no capital rentista.

A disputa ideológica, travada em bases rasteiras, precisa ser redimensionada e tratada de forma mais didática. Não se pode deixar que a animosidade, principalmente, aquela tão comum nas redes sociais seja o balizador das disputas de ideias.

Vivemos um momento de grande crise política, econômica e, também, de liderança. Para se ter uma ideia, pesquisas mostram que mais de 90% dos brasileiros identificam essas crises como algo que impacta a vida dos brasileiros. Bem como, 84% dos brasileiros não conseguem mencionar uma liderança que possa tirar o país da crise.

Os dados apresentados no parágrafo anterior, certamente irão influenciar muito no processo eleitoral, haja vista que o eleitor terá esse sentimento no momento que for escolher um nome para representa-lo nas mais diversas esferas representativa do poder público.

Discutir um projeto para o Brasil e, consequentemente, para os Estados deve ser a tônica de toda a construção política e, também, ideológica. É condição primaz trazer o debate da industrialização, do investimento em pesquisa, do investimento na educação de base ao cenário eleitoral para que haja um maior engajamento e, sobretudo, elevação da qualidade de discussão por parte da população.

Infelizmente, a grande maioria dos nomes que se projetam a disputar as eleições de 2018 não estão fazendo esse debate, mesmo os do campo da esquerda. Sejam os de âmbito nacional como os de âmbito estadual.

No Rio Grande do Norte temos alguns pré-candidatos já lançados à corrida eleitoral, mas qual deles tem um projeto pautado em diretrizes que garantam a retomada de investimentos? É bom lembrar que não existe saída de crise no sistema capitalista se não for através de grandes investimentos.

Espero que a grande parcela da população consiga entender, mesmo de forma incipiente, que a mudança precisa ser feita com base no conteúdo que será apresentado e não apenas pela mudança de nomes, ou seja, não se pode trocar “seis por meia dúzia”.

Para finalizar esse artigo trago um dado bem interessante. Os brasileiros não enxergam nos políticos os valores que enxergam neles mesmos. Por exemplo, 79% dos brasileiros se consideram confiáveis, mas só consideram que 7% dos políticos são confiáveis.

Diante disso, é notório que o eleitor precisa buscar nas próximas eleições nomes que se aproximem do perfil que eles traçam para si mesmo.

Se a grande parcela da população se espelhar em si mesmo, talvez poderemos ter uma grande mudança no perfil dos políticos eleitos. Será que isso acontecerá a curto ou médio prazo? Ou será que é uma utopia?

Você que ler esse artigo até aqui pode ser o vetor das grandes mudanças. A bola do jogo é sua.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, professor da Uern e empresário

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domingo - 04/02/2018 - 06:38h

Muitos desejos, mas nenhum projeto

Por Gutemberg Dias

Venho acompanhando, desde o ano passado, o movimento de um pedaço daqueles que afirmam ser o grosso do PIB Potiguar. Eles se sacodem de um lado para outro na perspectiva de emplacarem um nome para disputar qualquer cargo nas eleições vindouras.

O interessante que só valem os nomes que podem ostentar um “capim” razoável. Se não for do time dos milionários nem adianta querer entrar no jogo. A ostentação parece que fala alto.

São nomes inflados em Natal, nomes inflados em Mossoró e, também, em outras paragens. Mas, até aqui não consegui vislumbrar nenhuma forte arrumação para a disputa eleitoral em 2018 por parte desse pessoal.

Vamos fazer um exercício com base nos nomes que são inflados de vez em quando. O nome da vez, que circula nos blogs, é o do empresário Marcelo Alecrim, empreendedor nato, que até agora não se decidiu se tem coragem de disputar o pleito.

Uns falam que ele será candidato a governador, outros arriscam o palpite na disputa ao Senado Federal, mas pelo andar da carruagem não deve ser candidato a nada.

Tem, também, o nome do atual presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, dizem que é unha e carne com Carlos Eduardo Alves (PDT), prefeito natalense. Logo, sendo bem realista, só deve disputar algum cargo eletivo de proa se o amigão não encarar as urnas no pleito que se avizinha.

Mas, o nome de vez por outra surge nos noticiosos da “capitá”. É outro que acredito que não disputará nenhum cargo em 2018.

Em Mossoró o nome  “cabeça de chapa” é do empresário Tião Couto. Ele foi candidato a prefeito nas eleições municipais de 2016. Amealhou uma votação expressiva em Mossoró, mais de 50 mil votos, mas até o momento que escrevo esse artigo ele, ainda, não se decidiu a que irá se candidatar.

Mas, é bom lembrar que dos nomes citados é o mais disposto a encarar uma peleja eleitoral.

Outros nomes de menor envergadura “monetária” vêm se apresentando, porém sem muito destaque na blogosfera.

A pergunta que não quer calar. Porque esses cidadãos “ricos por natureza” ainda não se decidiram a encarar um projeto mais amplo? Um projeto unificado que possa realmente ter uma representatividade real do movimento dos endinheirados, ou melhor dizendo, do empresariado.

Parece que a coisa não é tão fácil.

Existe um ditado no mundo empresarial que diz: “É melhor ser amigo do rei do que ser o rei”, logo se muitos desses bem-intencionados homens pesarem dessa forma, certamente, poucos deverão estar com suas “caretas” aparecendo nas urnas em outubro próximo.

Não quero dizer aqui que esses cidadãos não tenham boas intenções ao resolverem disputar cargos públicos. Acho louvável, já que é necessário que novos nomes estejam aptos a disputar os votos do cidadão potiguar com essas raposas velhas que dominam a política no estado.

O que me deixa meio reticente quanto a esses projetos é que parece que muitos dos nomes postos acreditam que podem ser o  “Sassá Mutema” do Rio Grande do Norte. Política não é feita de vontades próprias, mas de um coletivo unificado num propósito com foco a alcançar um objetivo, seja ele social ou corporativo.

Sendo assim, ver esse movimento do empresariado me remete a uma  passagem das escrituras que diz que “não se pode servir a Deus e a mamom”. Diante dessa máxima, fica claro que todo esse “leriado”, como diz o cearense, não passa de fogo de palha.

Vou ficar aqui, do lado de cá, como representante da ala lisa do empresariado, esperando a graça e obra dos homens do dinheiro para ver até onde vão.

Como quem é cocho parte cedo, dizia meu finado avô, já estou arrumando os “picuás” para ver se consigo pelo menos dizer que serei candidato a deputado estadual em março próximo.

Quem tem dinheiro pode ser candidato até de véspera. Parece, não é?

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais, professor da Uern e empresário.

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domingo - 07/01/2018 - 03:16h

O RN com seus problemas e soluções

Por Gutemberg Dias

Entramos no ano eleitoral com o Rio Grande do Norte mergulhado numa crise econômica sem precedente em sua história.  E, também, com seu governador sem ter um projeto claro para retirar o estado dessa condição.

Obviamente essa crise não é fruto, apenas, de três anos de mandato do atual governador. Ela vem se instalando desde muito antes. Infelizmente os últimos governantes, mesmo tendo conhecimento dos problemas futuros, optaram por ações de governo e não de estado.

Hoje, infelizmente, temos um estado quebrado onde o funcionalismo público sofre com atrasos nos pagamentos dos  salários a quase dois anos. Atualmente o estado vem pagando seus servidores com dois meses de atraso, ou seja, ontem é que encerraram o pagamento da folha de novembro.

A grande pergunta:  o Rio Grande do Norte ainda tem jeito?

Eu acredito que sim. Porém para isso é preciso que haja uma interação de todos os poderes e que eles sejam altruístas e cada um contribua com o que pode e o que não pode.

Não podemos aceitar, enquanto cidadãos geradores de impostos, que os poderes como o Judiciário, Legislativo e Tribunal de Contas do Estado, que nada geram de riquezas, se apropriem das sobras do duodécimo, não as devolvendo aos cofres públicos para sanarem parcialmente os problemas financeiros do estado.

Vejam o exemplo do Tribunal de Justiça do Estado, que segundo consta, tem mais de R$ 500 milhões em caixa. Destaco que esse dinheiro é do povo do Rio Grande do Norte. Enquanto isso, o governo do estado anda com o pires na mão esperando algo próximo de R$ 600 milhões da União para sanear parte dos atrasos dos salários.

Sei que mais uma vez quem irá pagar essa conta será o povo simples do nosso estado. Sempre foi assim e parece que não será diferente dessa vez. As medidas de austeridade serão aprovadas, talvez com alguma resistência, mas no geral grande parte da solução dessa grande crise cairá nas costas do povo.

O estado também fará a venda de alguns ativos, que em parte concordo, como o Centro de Convenções, Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Centro de Turismo e a Central de Abastecimento (Ceasa).

Ainda, o governo anunciou que fará demissão de servidores com acúmulo de cargos, redução de cargos comissionados, demissão de celetistas aposentados e demissão de servidores não-concursados.

São saídas de curto e médio prazo. Quanto à demissão de servidores essa pode ser feita logo, mas o impacto geral na folha é pequeno. Em relação a venda dos ativos acredito que não existe comprador esperando para adquirir esses equipamentos amanhã, a não ser que sejam vendidos a preço de banana.

O governo além de buscar uma solução para sanear a folha de pagamento, precisa conseguir recursos financeiros para investimento. Não existe saída para o reequilíbrio das contas estaduais se não houver investimentos na infraestrutura que garante giro de dinheiro novo no mercado e, consequentemente, geração de empregos e impostos.

É bom o governo encontrar logo um saída. Os servidores e o povo já não tem mais a paciência de antes e isso está claro pelo enfrentamento das polícias e dos bombeiros em relação as decisões do judiciário e do próprio governo do estado.

Espero que o RN encontre o seu caminho. Será bom para todos !

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e Presidente da Redepetro-RN

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domingo - 24/12/2017 - 03:06h

O ano mais emblemático da política potiguar e nacional

Por Gutemberg Dias

Vem chegando o final do ano e 2018 começa a bater na porta de muitos que sonham em disputar as eleições gerais pelo Brasil afora. As articulações políticas já se iniciaram e os caminhos se afunilam levando os pré-candidatos a certeza de uma disputa ou, mesmo, a desistência de sua postulação.

No Rio Grande do Norte não é diferente. Muitos nomes já ensaiam disputar os cargos eletivos. Nomes vindos de todas as matizes políticas que acreditam que, dessa vez, terão chances de desbancar muitos que hegemonizam a politica Potiguar, principalmente, àqueles oriundos das famílias oligarcas como os Maias, Alves e Rosados.

Com tudo que vem ocorrendo no Brasil, as eleições não serão fáceis. Muitos acreditam que os políticos tradicionais sofrerão revezes na disputa, coisa que não tenho tanta certeza. Ainda hoje, o processo eleitoral continuará a mercê do poder econômico. As mudança na legislação eleitoral tendem a não favorecer os candidatos que estejam fora do circuito dos grandes partidos.

A criação do Fundo Eleitoral servirá, basicamente, para fortalecer os partidos que hoje tem maioria no Congresso Nacional. Serão esses partidos que receberão o maior quinhão desse fundo e que, certamente, injetará recursos nos candidatos que atualmente detém mandatos.

Na minha simples opinião quem poderá fazer diferença no pleito será o eleitor. Se não houver uma mudanças na forma de pensar do eleitor tudo continuará como antes.

Escuto muito pelas ruas pessoas negando a politica em função dos péssimos nomes que temos nos parlamentos e no executivo. Essa negação que se materializa no desejo de não votar, na realidade, não contribui em nada com a mudança que essas mesmas pessoas desejam.

Acredito piamente que a mudança só ocorrerá se esses eleitores que estão indignados forem as urnas e votarem diferente de como votaram nas eleições anteriores. Existe um ditado popular muito certeiro que diz: “não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos”. Nesse caso não acontecerá mudanças se os eleitores não quiserem mudar seus hábitos de votação.

Nessas mudanças todas que o Brasil vem passando e, também, nosso Rio Grande do Norte, “sem sorte”, como muitos dizem, a esperança de renovarmos os nomes que comandam a política estadual é muito grande.

No Rio Grande do Norte, como em outros estados, a política é um negócio de pai para filho. Veja o exemplo dos deputados federais Felipe Maia, Walter Alves, Rafael Mota e Fábio Faria, todos alçados a condição de representantes do povo a partir de engenharia política oligarca-familiar. Nesse pacote, lembro também os Rosados que surgem a partir de Mossoró

Se pensarmos que as grandes mudanças nos nomes da política ocorreram no âmbito familiar, vemos que nada mudou, ou seja, as práticas clientelistas continuam as mesmas, já que são perpetuadas pelos herdeiros políticos.

Sendo assim, a mudança não pode ocorrer entre os iluminados que são ungidos no seio familiar dos donos do poder político no Rio Grande do Norte. Se o eleitor quiser mudar realmente esqueça os sobrenomes tradicionais e busquem na biografia dos candidatos  aqueles que realmente podem pensar o estado de forma diferente e sem amarras.

Votar nessas eleições terá uma importância ímpar. Por isso convoco todos aqueles que querem mudanças mas não acreditam na política a buscarem nomes que possam representá-los nesse mar de candidatos.

Para mim não resta nenhuma dúvida, 2018 será o ano mais emblemático na política nacional e estadual desde a redemocratização.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciência Naturais e empresário

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domingo - 17/12/2017 - 04:42h

O que está no Programa de Governo não aparece na gestão – II

Por Gutemberg Dias

A segurança pública nos últimos anos passou a ser um tema de grande relevância nas falas dos gestores públicos.  Vale destacar que essa relevância se deve não a robustos projetos de integração social com foco na segurança, mas pelo crescente aumento da violência que passou a atingir os estratos mais abastados da sociedade.

Nesse sentido, a então candidata à Prefeitura de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), inseriu no seu Programa de Governo um item voltado à questão da segurança pública. Mesmo, esse tema não sendo obrigação constitucional da gestão municipal. Porém, é importante frisar que é imprescindível que os municípios se envolvam nas ações, principalmente, os médios municípios como é Mossoró.

Mas, vamos analisar a partir de agora o programa de governo da então candidata com as ações da atual gestora, que é a mesma pessoa. Abaixo seguem algumas ações pinçadas do programa e que tratam de segurança:

1.     Fortalecer o Sistema Municipal da Segurança Pública e da Defesa Social – dentro dessa ação está o fortalecimento do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social e o respectivo Fundo Municipal, bem como, elaborar e articular a execução de projetos financiados pelo Fundo Nacional de Segurança pública. Infelizmente nenhuma dessas ações teve consequência até o momento. O Conselho Municipal de Segurança Pública que deveria ter um papel preponderante na política não tem a representação necessária para engendrar uma discussão mais ampla e democrática sobre o tema. Consequentemente o fortalecimento do Fundo Municipal de Segurança Pública e Defesa Social e as ações de busca de projetos financiados pela união não tem desdobramentos.

2.     Fortalecer as parcerias entre o município de Mossoró e a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, o Ministério da Justiça e Cidadania e outras instituições ligadas à segurança e a defesa civil – Não vemos ações claras nesse sentido. Basta ver que a única ação integrada que se tinha no âmbito da municipalidade que eram as BIC’s, elas  foram extintas assim que a gestora assumiu a prefeitura. Sem contar da disputa pública e notória da prefeita com o governador do estado em relação a implantação de ações de segurança pública no âmbito do município.

3.     Implantar o Programa A Paz Que Eu Quero para promover a cultura de paz, envolvendo toda a rede sócio-assistencial, com destaque para as escolas das redes pública e privada de ensino, objetivando formar cidadãos comprometidos com a paz – esse programa é de extrema importância, mas não tenho conhecimento que o mesmo já tenha sido implantado, mesmo que seja um piloto. Tenho a convicção que um programa desse é de fácil operacionalização, haja vista que pode ser implantado com apoio da Secretaria de Educação.

4.     Implantar o Programa Mossoró Cidade Inteligente – esse programa seria composto pela integração de uma Central de Operação Integrada funcionando 24 horas e 7 dias por semana, treinamento dos servidores (Guarda Civil, SAMU, Secretaria de Transporte, Defesa Social etc) e Software aplicativo para possibilitar novo meio de comunicação entre a população e o governo municipal. Na realidade não tenho conhecimento que nenhuma dessas ações tenha sido posta em movimento. O que mais chama a atenção é o aplicativo que seria um ponto de grande valia para que o cidadão pudesse manter um relacionamento mais próximo com aqueles que fazem a gestão da segurança pública em Mossoró e, também, que tem maior apelo.

5.     Ampliar e melhorar o programa de manutenção da iluminação pública com a substituição de lâmpadas da rede de iluminação pública por lâmpadas de LED (light-emitting diode) – esse programa pelo que tenho conhecimento tem algo sendo efetuado. Vale destacar que a mudança das lâmpadas convencionais por LED tem dois grandes benefícios, quais sejam, a iluminação e a redução de custos com a taxa de energia cobrada pela concessionária. Espero que a essa ação seja ampliada, haja vista que ainda é possível encontrar inúmeros locais com deficiência na iluminação em várias áreas da cidade.

Essas são algumas das ações que constam do plano de governo da então candidata na área de segurança pública que ainda não foram postos em prática. Se quiser ter acesso ao programa completo basta acessar este link: //eleicoesepolitica.net/prefeito2016/prefeito/_programadegoverno/RN/17590/11 e confirmar as informações apresentadas e acessar outras.

Esses cincos pontos foram puxados em meio a tantas outras ações que constam do programa de governo e não são executadas ou sequer lembradas. Mostra que a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini não tem o compromisso com o que foi apresentado ao eleitor durante o processo eleitoral. Parece que foi feito como peça de propaganda e lá ficou.

Como disse no artigo anterior, o programa de governo dela não passa de uma peça de marketing eleitoral. E não se trata de uma crítica vazia, mas uma censura documentada, questionadora. É bom o webleitor entender que um programa de governo é um guia que garante a quem vota saber o que cobrar do candidato.

Mesmo não tendo votado na prefeita Rosalba Ciarlini, mas sendo administrado por ela, tenho o dever de cobrar a implantação das ações que constam do programa de governo dela para que tenhamos ações de governo encadeadas e úteis a sociedade.

E você, vai fazer o mesmo?

* Veja meu artigo anterior que abriu essa série clicando AQUI.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró

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segunda-feira - 04/12/2017 - 05:58h
Jornal Boca da Noite

Blog Carlos Santos estará hoje na FM 98.7 Cidadania

A convite da FM 98.7 Cidadania, de Mossoró, estaremos hoje  (segunda-feira, 4) em seu estúdio principal.

Bate-papo no programa “Boca da Noite”, a partir das 17h30.

A apresentação é de Ugmar Nogueira, com participação de Gutemberg Dias.

Você pode acompanhar ao vivo pela Web, clicando AQUI.

Até lá!

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

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domingo - 03/12/2017 - 10:34h

O que está no Programa de Governo não aparece na gestão

Por Gutemberg Dias

Essa semana deixei claro nas minhas redes sociais que iria iniciar uma série de artigos fazendo uma avaliação do programa de governo da então candidata à prefeitura de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), com o que a gestão vem fazendo. Sei que nem tudo será possível passar por nosso crivo, mas vamos analisar o que for possível.

O mote do plano de governo era: “Eficácia, eficiência e efetividade na prestação de serviços públicos de qualidade para promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental”.

Sem contar com mantra da “reconstrução” que fazia alusão a uma terra arrasada que seria reerguida por ela. A propósito, uma repetição do que já tinha prometido na sua campanha à prefeitura em 1996 (quando foi eleita pela segunda vez) e na campanha estadual de 2010 ao governo estadual.

Inicialmente vamos começar a discutir as propostas da área de saúde. Primeiramente um diagnóstico elaborado pela equipe da então candidata “indica que a rede de prestação de serviços local está precarizada, situação evidenciada pela perda do foco na assistência básica”, ou seja, era a fotografia do momento. E hoje qual será essa fotografia? Algo mudou?

Para que houvesse as mudanças algumas ações foram propostas. Vamos analisar uma a uma a partir de agora. Vejamos:

1.     Realizar seminário de planejamento estratégico e participativo no primeiro ano do governo – o primeiro ano já está terminando e não tenho notícias pela imprensa e nem pelo Conselho Municipal de Saúde que essa ação tenha sido impetrada;

2. Fortalecer o controle social da política de saúde, por meio dos Conselhos Locais de Saúde, que atuarão conjuntamente com o Conselho Municipal de Saúde e ao gestor municipal – alguém sabe de alguma ação como essa? Esse modelo de descentralização nunca foi e nem será prioridade num governo tradicional como esse da prefeita Rosalba Cialini;

3.     Resgatar a política de saúde do homem e dos trabalhadores e trabalhadoras – o CEREST desde as gestões anteriores vem sendo relegado a um segundo plano, inclusive os recursos recebidos não estavam sendo aplicados como deveria. Parece que nada mudou nesses onze meses da gestão da reconstrução.

4.     Fortalecer a articulação entre ensino e serviço, por meio da instalação da Escola de Saúde Pública – uma ação de extrema importância, inclusive defendia isso, também, no nosso plano de governo, mas parece que o gestor da saúde não teve até agora essa ação como foco.

5.     Reestruturar os Centros de Atenção Psicossocial, integrando-os aos demais níveis de assistência, especialmente nas áreas de desenvolvimento social, esporte e lazer – os Cap’s continuam a operar como antes, ou seja, as mesmas dificuldades observadas nas gestões anteriores se repetem na atual. É preciso sem dúvida rever esse serviço em parceria com os profissionais que o fazem, se assim não proceder não espere melhora ou integração nessa área.

6.     Implantar o Programa Melhor em Casa, associado ao Serviço de Atenção Domiciliar – não se tem notícia de nenhuma ação para desenvolver esse programa. Por conhecimento sei das dificuldades dos pacientes que precisam de assistência em suas residências, muitos terminam recorrendo a justiça para ter direito a esse serviço.

Essas são algumas das ações que constam do plano de governo da então candidata na área de saúde que ainda não foram postos em prática. Se quiser ter acesso ao programa completo basta acessar este link: //eleicoesepolitica.net/prefeito2016/prefeito/_programadegoverno/RN/17590/11 e confirmar as informações apresentadas e acessar outras.

De um modo geral o que se observa, é que o Programa de Governo da então candidata, Rosalba Cialini, à Prefeitura de Mossoró, no que tange à área de saúde, não representa nesses onze meses de gestão um balizador às suas ações de governo. Um, é promessa; outro, pura ficção.

Não resta dúvida que as informações contidas no programa são extremamente relevantes, mas até aqui funcionaram apenas como peça de marketing eleitoral. A prefeita terá ainda mais três anos pela frente para operacionalizar suas promessas, o que não “bateu até aqui”.

Espera-se que ela volte seus olhos para o que está no papel, haja vista que, teoricamente, foi eleita para implantar o que prometeu.

A saúde é um ponto de extrema importância, principalmente para um município como Mossoró onde essa pasta tem um orçamento anual da ordem de R$ 160 milhões, muito maior que inúmera prefeituras pelo RN. Por isso, vejo que a saúde precisa ser administrada por alguém com vivência em administração pública, não necessariamente alguém da área de saúde.

Outro aspecto, é que a propaganda não pode continuar sendo maior do que a realidade, esse “realismo fantástico” que assusta o cidadão comum. Em campanha, seu marketing repetiu: “A Rosa fez, a Rosa faz, a Rosa sabe fazer”. Os fatos desmentem a propaganda.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró.

P.S – Nos próximos artigos trago outras análises em relação a outras áreas do programa de governo.

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domingo - 26/11/2017 - 10:38h

Indústria 4.0 e a nova Revolução Industrial

Por Gutemberg Dias

Certamente, boa parte dos webleitores que está lendo essa página já ouviu falar numa “4a Revolução Industrial” que começa a bater em nossas portas. Essa nova revolução industrial está assentada no poder de transformação tecnológica e, sobretudo, nas tecnologias de comunicação e informação e chama-se Indústria 4.0.

O conceito de Indústria 4.0 surgiu em 2011 na Alemanha. Ele se refere às indústrias inteligentes que a partir do uso de tecnologias de informação (TI), inovações tecnológicas em automação e controle, buscam aprimorar os processos da manufatura.

Nessa nova indústria as máquinas já não são aquelas onde alguém a comanda. Elas passam a ter poder de decisão, podendo escolher melhores alternativas no curso da produção para atingir a melhor eficiência. De um modo geral as máquinas passam por um processo de aprendizagem.

O ponto central da Indústria 4.0 é composta por três bases tecnológicas principais, ou seja, os sistemas cibernéticos, a internet das coisas e o Big Data. Vale destacar que essas tecnologias combinadas pretendem tornar mais autônomos e mais eficientes as etapas de produção.

Não resta dúvida que as revoluções industrias causaram grandes mudanças na vida do planeta terra e, sobretudo, nas relações pessoais, trabalho e econômicas.

As últimas três revoluções industriais tiveram suas bases alicerçadas em inovações como o surgimento da máquina a vapor e linhas férreas na 1a (1760-1840). Avanços na indústria química, elétrica, de petróleo e de aço permitiram inovações como navio a vapor, prensa móvel, energia elétrica, carros etc., culminando com a 2a Revolução Industrial (1860-1945).

Já a 3a Revolução Industrial é marcada pelas transformações profundas na produção e pela velocidade no desenvolvimento de novas tecnologias que foram capazes de alterar significantemente a indústria, as economias e a sociedade, sendo a internet o principal advento.

E quais são os benefícios da Indústria 4.0? Será que essa nova Revolução Industrial será benéfica a sociedade? Ela já está no nosso dia-a-dia? Essas são perguntas que certamente estarão daqui a pouco nas mentes de todos nós.

Em relação aos benefícios são vários que irão ser sentidos, principalmente, pela indústria de um modo geral, quais sejam: redução de custos, economia de energia, aumento da segurança, eficiência na produção, conservação ambiental, personalização e escala de produtos sem precedentes na história entre outros.

Numa outra dimensão é importante lembrar que a Indústria 4.0 tende a mudar drasticamente as relações de trabalho. Essas alterações terão suas bases na substituição da mão-de-obra pela automação, fato que terá repercussão considerável sobre o mercado de trabalho que conhecemos hoje.

Salienta-se que essas alterações já podem ser observadas no que tange à substituição dos empregos em setores da indústria que tem alta incidência de ações repetitivas.

Sendo assim, é muito importante que aqueles que lidam diretamente com as relações de trabalho passem a enxergar novos cenários para que possam tomar as melhores decisões, haja vista que é notória a diminuição de empregos no futuro nos moldes que estamos acostumados.

“A quarta revolução industrial criará menos trabalho em novas indústrias, frente às três revoluções predecessoras” – dizem vários documentos produzidos sobre esse assunto. Mas, também, novos cargos serão criados com outras exigências, principalmente, aquelas baseadas na criatividade e cognição.

A indústria 4.0 já é realidade e sua força só tende a crescer. O surgimento das impressoras 3D, computadores quânticos, armazenamento nas nuvens entre outras invenções já são fazem parte do nosso vocabulário cotidiano. Logo será facilmente acessada por uma grande quantidade de pessoas a custo baixo.

O futuro já começou, nos resta a preparação da sociedade para essa nova era.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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