domingo - 19/11/2017 - 18:02h

Gestão não disse até agora a que veio

Por Gutemberg Dias

O governo Rosalba Ciralini (PP) após 10 meses de gestão mostra sinais claros de que sua expertise em administrar só vale quando a prefeitura tem dinheiro sobrando em seus cofres. Como foram as outras três gestões.

O que estamos vivenciando é um governo medíocre, que se agarrou no retrovisor e na máxima de que não atrasa salários dos servidores. Como se isso não fosse obrigação do município pagar em dia. Mas a gestora começou a descumprir o próprio calendário de pagamento.

Será que o esforço de não atrasar salários está deixando outros sem receber? Não tenho dúvida quanto a isso!

Ainda, em relação aos salários, é bom lembrar aos webleitores que parte do 13o e as parcelas negociadas dos salários em atraso que vieram da época da gestão Francisco José Jr. não estão sendo pagos dentro dos prazos estipulados pela própria gestão.

A saúde está em frangalhos. Já escrevi aqui nesse espaço que muito pode ser feito para salvar recursos nessa área, principalmente, no tocante a racionalização dos plantões e revisão dos contratos. Mas, a gestão insiste em deixar tudo como era no passado distante.

Veja só: a gestão municipal tem um software que organiza os plantões de forma eletrônica, dessa forma, impedindo que servidores sejam locados em dois equipamentos no mesmo horário e guardando o período legal de descanso após um plantão. Infelizmente o gestor da saúde não está utilizando essa ferramenta de controle que se conecta com o ponto eletrônico.

Os plantões são organizados como no passado, ou seja, no papel. Opção pelo atraso e preferência por brechas ao desperdício e falcatruas.

Na saúde faltam remédios, insulinas, profissionais para o atendimento do cidadão e tantas outras coisas. Vale destacar que o silêncio da mídia contribuiu para que não haja amplificação desses problemas. Restando às redes sociais a denúncia que chega com muita força e sem amarras.

O discurso de que iria reduzir os cargos em comissão não passou de balela eleitoral. Ao assumir a gestão municipal, dia após dia, foi inchando a folha e hoje já passa dos 550 cargos nomeados pela prefeita que “fez, faz e sabe fazer”.

Como acreditar que essa gestão tem compromisso com o controle dos gastos públicos?

Essa semana vi que o Ministério Público do RN (MPRN) emitiu recomendação para que a gestão se adeque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Será que a prefeita Rosalba Ciarlini terá coragem de cortar na carne, ou melhor dizendo, cortar seus correligionários eleitorais num período que antecede uma eleição estadual?

Durante a campanha eleitoral uma das pegadas da então candidata nos palanques e debates era a questão do lixo que não tinha processo licitatório. Ao assumir a gestão o que ela fez, continuou mantendo a empresa que faz a gestão da limpeza urbana através de dispensa de licitação, nada diferente do seu antecessor.

Para mim que tive a oportunidade de estar na gestão municipal por alguns meses, ter concorrido ao pleito eleitoral em 2016 e, sobretudo, ter conhecimento em gestão, só me resta torcer para que a prefeita e seu governo tomem outro rumo. O que se anuncia é a administração caminhando para um buraco profundo.

Sei que não é fácil administrar algo que está em dificuldade financeiras, mas é nesse momento que podemos conhecer realmente um bom gestor.

Pela experiência da prefeita no estado do Rio Grande do Norte enquanto governadora e agora, novamente, na prefeitura, ambos os casos com os cofres vazios, ela se mostra que não é a administradora competente das peças publicitárias.

Vamos esperar e torcer para que a prefeita mude sua forma de administrar para que possamos ter esperança numa gestão com foco na reestruturação da máquina administrativa. Repetir a fórmula de sempre, quando se exige ousadia e a reinvenção, é marchar para novo ocaso, como na gestão estadual.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró

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Categoria(s): Artigo
sábado - 11/11/2017 - 21:22h
Uern

Universidade receberá mais 15 docentes e 11 técnicos

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) receberá nos próximos dias mais 15 docentes efetivos e 11 técnicos-administrativos em seu quadro de pessoal efetivo. O ato oficial de convocação foi publicado na edição deste sábado, do Diário Oficial do Estado (DOE).

As vagas são referentes à reposição de espaços deixados por professores que se aposentaram, e casos de morte.

Esta é a sétima convocação feita, desde o último concurso público, para substituição de vagas de falecidos e aposentados.

Entre os convocados, muitos egressos da universidade.

Veja publicação com nomes de professores clicando AQUI;

Veja publicação com nomes de técnicos-administrativos  clicando AQUI.

Nota do Blog – Entre esses aprovados está o geógrafo Gutemberg Dias, que foi candidato a prefeito pelo PCdoB no ano passado.

Parabéns a todos os convocados.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais
  • Repet
domingo - 05/11/2017 - 11:10h

Um olhar sobre os mercados públicos

Por Gutemberg Dias

Hoje vamos falar um pouco dos mercados públicos de nossa urbe (Mossoró). Mercados esses que têm muita história para contar, já que por lá já passou boa parte da população, seja para comprar mantimentos ou comer uma bela panelada.

Infelizmente, esses equipamentos públicos, desde muito tempo, estão abandonados pela gestão municipal. Para se confirmar essa máxima basta fazer um tour pelo Mercado Central, Mercado do Bom Jardim, Mercado do Alto da Conceição e, também, a Central de Abastecimento – Cobal, que é possível ver o estado lamentável desses equipamentos.

Por pressão popular e cobrança de comerciantes instalados nesses logradouros comerciais, a gestão atual começou a realizar medida cosmética, verdadeiro “arranjo”, para tornar “respirável” esses ambientes.

É preciso que a gestão municipal assuma efetivamente a gestão desses espaços. Ela precisa, antes até de executar reformas físicas, criar regras de uso, recadastrar todos os cessionários, desenvolver mecanismos que garantam a autogestão e, sobretudo, regularizar juridicamente a relação de ocupação dos pontos.

Pensando na parte estrutural desses equipamentos já passou da hora da prefeitura iniciar reformas estruturantes que possam segmentar os serviços ofertados no âmbito desses equipamentos.

Se tomarmos por exemplo o Mercado Central é possível constatar vários segmentos entrelaçados (vestuários, alimentação, aviamentos etc) que juntos ocupam espaços que dificultam o trânsito daqueles que adentram o mercado para fazer compras. Vale destacar, que a forma que se encontram os pontos é um prato cheio para que possa ocorrer algum sinistro.

A segurança dos cessionários e dos clientes precisa ser garantida. E isso só irá ocorrer a partir de um processo de gestão eficiente desses espaços, onde regras claras precisam ser seguidas por todos que tem empreendimentos nesses equipamentos.

É preciso repensar esses espaços, repito.

Investir nesses equipamentos tem dois grandes feitos. O primeiro é revitalizar esses espaços públicos na perspectiva que possam se tornar atrativos aos mossoroenses e, também, aos turistas, passantes de outros municípios. Segundo, reordenar a estrutura interna dos mesmo com vistas a regular as atividades desenvolvidas neles.

Para mim o maior obstáculo a uma grande mudança é a quebra de paradigma. Haja vista que é preciso o entendimento dos que ocupam esses espaços quanto à realização de grandes mudanças. Bem como, a gestão municipal precisa dar o primeiro passo para que algo possa acontecer.

Nesse sentido é preciso que todo um trabalho de organização seja executado em parceira com entidades como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), que ajudam formação empresarial dos micros e pequenos empreendedores. Bem como, envolver várias áreas da gestão municipal como a Secretaria de Desenvolvimento Social, Infraestrutura, Vigilância Sanitária entre outros entes municipais.

Outras cidades como Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Campina Grande têm mercados públicos reformados e que atraem muitos turistas e, sobretudo, gente local.

Por que não pensar um projeto amplo para nossos mercados?

Gutemberg Dias é graduado em geografia, empresário e ex-secretário de planejamento de Mossoró

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Categoria(s): Administração Pública / Artigo / Opinião
domingo - 22/10/2017 - 10:46h

O futuro incerto de uma gestão com foco no passado

Por Gutemberg Dias

Quem pensar em administrar a máquina pública apenas com jargões ou ações pirotécnicas exacerbadas não logrará sucesso. O tempo em que as constas públicas aceitavam desaforos se foi e os gestores precisam entender essa nova quadra econômica e, sobretudo, administrativa.

Há alguns anos era muito cômodo assumir qualquer administração pública. Muito dinheiro nas contas, pouca fiscalização dos órgãos reguladores e povo menos esclarecido. Hoje é totalmente diferente e o gestor precisa ter a consciência que ele não mais administra para ele como era no passado.

Olhando para a gestão municipal de Mossoró fica muito claro que a atual gestora – Rosalba Ciarlini (PP) – trabalha com o modelo das suas ultimas três gestões. A forma de administrar não foi alterada, haja vista, que as práticas administrativas continuam as mesmas do passado.

Para comprovar isso, basta ver que desde que a prefeita assumiu a gestão não fez nenhuma mudança estrutural relevante.

Na realidade uma mudança foi feita, ou seja, recriou a Secretaria de Cultura e ampliou os cargos em comissão para atender essa nova estrutura. Destaco que considero positiva a retomada da secretaria, mas não concordo com o quantitativo de cargos criados.

O discurso da crise continua sendo a desculpa mais plausível para uma gestão que precisa urgente de ajustes. Atualmente, o município não tem capacidade de investimento e, dessa forma, obras estruturantes que foram o carro-chefe das gestões anteriores, incluída aí as inúmeras praças, não tem como serem materializadas.

Só resta um caminho: cortar na própria carne ou caminhar para um descontrole sem volta das contas públicas, como vem acontecendo no Estado do Rio Grande do Norte e em muitos municípios pelo Brasil. Essas mudanças trarão ônus à gestão sem nenhuma dúvida. Será que a prefeita está disposta a fazer isso agora num ano pré-eleitoral?

Por isso que venho defendendo uma discussão ampla da gestão municipal com os servidores públicos. Digo isso, pois inexoravelmente será preciso discutir com as categorias que compõem a administração pública uma saída de consenso. Se assim não for, todos sairão perdendo num futuro bem próximo.

É preciso que a gestão tenha coragem de fazer grandes mudanças, principalmente, nas áreas de saúde, educação e desenvolvimento social, as quais tem maior demanda financeira, assim como as que tem maior receita vindo das transferências constitucionais. Tem que começar as mudanças pelo atado e não no varejo.

Durante o pleito eleitoral de 2016 o discurso era que tínhamos uma terra arrasa e que precisava ser reconstruída. Houve promessa de “reforma administrativa”, revisão de contratos celebrados pelo então prefeito Francisco José Júnior, enxugamento de despesas e eficiência.

De lá para cá já são quase dez meses de gestão e a terra arrasada continua do mesmo jeito. Apenas as vozes que ecoavam esse discurso se calaram.

Boa parte da militância política e ativistas sociais que estava na Internet condenando problemas da gestão anterior, simplesmente desapareceu ou agora defende o indefensável. Saltou para o outro lado, mas o problema não pode ser escondido indefinidamente debaixo do tapete virtual.

Nos dias de hoje a administração pública é para poucos. Na bonança qualquer um se torna um grande gestor, porém é nos tempos de vacas magras que se conhece um verdadeiro administrador.

A leitura que faço é que essa gestão a frente prefeitura caminha, a passos largos, para se tornar um segundo grande problema na vida pública da prefeita Rosalba Ciarlini. Ainda tem tempo de reverter, mas para isso é preciso que ela tenha coragem de romper com o modelo arcaico de gerir a coisa pública.

Mossoró pela sua pujança econômica e seu posicionamento geográfico precisa ser gerida de forma profissional, tendo foco no desenvolvimento sustentável e com vistas a criação de um novo ciclo econômico para garantir a retomada a médio e longo prazo da economia.

Ampliar o diálogo com a sociedade e, sobretudo, com os servidores é um caminho a ser trilhado. Bem como, medidas duras e austeras precisam ser implantadas para que o município não se torne insolvente.

Penso assim!

Gutemberg Dias é graduado em geografia, empresário e ex-secretário de planejamento de Mossoró

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 15/10/2017 - 07:50h

Maternidade Municipal – um caminho a ser trilhado

Por Gutemberg Dias

Já escrevi nesse espaço sobre a saúde municipal de Mossoró. Como venho acompanhando mais uma novela em relação aos repasses do município para manter o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), cabe nova abordagem em outro viés.

Enquanto ocupei a Secretaria de Planejamento muncipal defendi que a gestão à época deveria estruturar um projeto para investimento numa maternidade municipal como tantos outros municípios tem feito no Brasil. Essa tese não vingou no âmbito da administração e o município continuou com os compromissos financeiros com a Apamim.

Você pode me perguntar por que defendo a criação de uma maternidade municipal se já existe o Hospital Maternidade Almeida Castro? A resposta é bem simples. Esse equipamento de saúde não é da prefeitura e acredito que seria possível gerir a maternidade municipal com maior eficiência e custos mais baixos quando comparado com os que a prefeitura assume na atualidade com a Apamim.

Fazendo uma rápida leitura no Portal da Transparência observa-se que em 2016, a Prefeitura Municipal de Mossoró teve uma despesa com a Apamim na ordem de R$ 14.827.000,06, tendo ficado em restos a pagar desse montante R$ 1.760.446,06. Esse ano, até o mês de outubro, já consta no portal despesas na ordem de R$ 13.273.794,71.

Ressalta-se que o desembolso com essa instituição equivale a quase 10% do orçamento de toda a saúde do munícipio num único exercício orçamentário.

Não quero aqui dizer que a Apamim recebe muito ou pouco para prestar o serviço à Prefeitura de Mossoró. Mas, os números mostram que é possível a municipalidade pensar num projeto de uma maternidade própria que tenha foco no atendimento das mulheres que moram na cidade de Mossoró.

Acredito que parte das despesas que a prefeitura tem com a Apamim deriva da pactuação de serviços com outros municípios que, por vezes, terminam por não cumprir os acordos estabelecidos quanto ao número de atendimentos, ou seja, os municípios contratam menos que a demanda deles. Dessa forma, sobra para a saúde de Mossoró pagar o grosso da conta.

Destaco que além desses repasses ainda existem outras despesas que o município assume com a contratação de cooperativas médicas para que os serviços médicos de pediatria, obstetrícia entre outros sejam mantidos nessa instituição.

Vale ressaltar que ainda existem as decisões judiciais que obrigam a municipalidade a assumir dívidas da instituição que pela lógica a prefeitura não teria nenhuma obrigação de quitá-las.

Sendo assim, falo sem medo de errar e com a consciência muito tranquila que a melhor saída para o município de Mossoró era investir num serviço próprio de maternidade.

Tenho a certeza que a gestão municipal teria menos problemas e maior controle sobre as despesas e investimentos que se façam necessário para deixar o serviço de maternidade com um alto padrão de qualidade.

A gestão poderia negociar com o governo do estado uma parceria quanto à ocupação de alguma estrutura hospitalar que esteja paralisada, dessa forma diminuindo os custos iniciais de investimento.

Essa é minha visão quanto a esse serviço que é de extrema importância ao município e, também, a região. Mas, que nas condições de temperatura e pressão atuais, o município de Mossoró já não tem o aporte financeiro para suportar a manutenção da Apamim como é hoje.

Porém é importante assinalar, que no atual contexto, sob intervenção pelo menos até o ano de 2021, a Apamim/HMAC passa por um visível e indubitável avanço, quadro bem diferente em relação à gestão anterior, que a sucateou e a levou à bancarrota.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, empresário e ex-secretário de planejamento de Mossoró.

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Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 13/10/2017 - 08:56h
Mossoró

PCdoB muda direção municipal em conferência partidária

Partido renova direção para os próximo dois anos (Foto: cedida)

O  sindicalista Pedro Lúcio Góis (26) foi eleito como novo presidente municipal do Partido Comunista do Brasil(PCdoB) em Mossoró/RN. O pleito interno ocorreu nessa quarta-feira (11), na Conferência Municipal do partido.

O jovem que também é advogado e funcionário da Petrobras está no partido há três anos.  Pedro vai dividir a presidência do partido com o professor universitário da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Josivan Barbosa.

A eleição para nova diretoria do partido foi realizada durante a Conferencia Municipal do PCdoB de Mossoró realizada nos dias 10 e 11 de setembro no auditório do Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO-RN) em Mossoró. O evento reuniu militantes atuantes nas áreas da educação, saúde, setor petroleiro e nas comunidades de Mossoró e zona rural.

A nova direção é composta por 09 pessoas, sendo seis homens e três mulheres, divididos nas secretárias de Formação Sindical, Movimentos Sociais, Juventude, Finanças, Mulheres e Comunicação & Cultura. O mandato é de dois anos.

Lúcio substitui ao geógrafo e ex-candidato a prefeito de Mossoró em 2016 Gutemberg Dias, que estava à frente da legenda há nove anos.

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Categoria(s): Política
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domingo - 08/10/2017 - 09:03h

Duelo distancia Executivo e servidor de missão comum

Por Gutemberg Dias

Desde a posse da atual prefeita Rosalba Cialini (PP) para seu quarto mandato na municipalidade, em janeiro deste ano, que os servidores públicos municipais vêm em franco duelo com sua gestão. Inicialmente pela cobrança dos salários em atraso e, mais recentemente, pelo reajuste ofertado no acordo coletivo.

Diante disso, as paralisações se tornaram parte do contra-ataque do sindicato ao que consideram um desrespeito aos servidores.

Será que não é esse o momento de repensar o modelo administrativo e o papel do servidor no âmbito da gestão municipal? Tanto a gestão municipal quanto o sindicato será que não precisam fazer uma autocrítica?

Não resta dúvida que é preciso que a gestão assuma um compromisso ético-político de realizar uma gestão pública democrática, participava, ágil e eficiente, reservando uma atenção especial aos servidores públicos do município.

Vale lembrar que os servidores são sujeitos sociais determinantes na dinâmica das relações sociais da estrutura organizacional do município e quem tem um papel importantíssimo para qualquer mudança de rumo administrativo.

Neste sentido é preciso que se estabeleça uma política de valorização do servidor público municipal que contemple a elevação da autoestima, uma permanente qualificação, salários dignos, instituição da meritocracia e humanização das relações de trabalho.

A valorização do servidor público precisa ser ampla e irrestrita. Por isso que acredito que o melhor caminho para isso seria a criação de um único Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCR) que contemple todas as carreiras e que as regras sejam iguais para todos, obviamente, levando em conta as especificidades de algumas funções.

Será muito difícil  conquistar essa valorização quando dentro do próprio sistema tem servidores que tem suas mudanças de níveis movidas a jatos propulsores e outros que nem se quer tem um PCCR para dizer que é seu.

Uma outra forma de melhorar a relação com os servidores é elaborar e implementar um programa visando a melhoria da comunicação interna, capaz de promover a articulação das ações entre setores e socializar as informações com agilidade. Dessa forma, será possível pensar de forma sistêmica e otimizar as ações de gestão. Vamos dizer que é preciso fazer valer o endomarketing.

Um outro caminho é elaborar um manual de rotinas do trabalho de cada órgão/setor, estabelecendo o fluxo operacional e de tramitação, contendo o detalhamento de atribuições e competências de cada função. Essa ação certamente garantirá a definição clara do que cada servidor é responsável e assim facilitará a forma, também, dele ser cobrado.

É importante frisar que sem adotar o Planejamento Estratégico, como instrumento norteador e balizador 
da gestão de qualidade, 
fica muito difícil que a gestão pública tome novos rumos. É preciso que o servidor e a própria gestão saibam o que querem e quais são seus propósitos.

É urgente estruturar um programa de capacitação profissional direcionada 
para todas as categorias de trabalhadores envolvidos na prestação dos serviços básicos. Sem ampliar o nível de conhecimento do servidor para os diversos segmentos que ele irá atuar não poderemos ter no futuro uma mudança de valores.

A capacitação é peça chave na engrenagem de uma gestão com foco em resultados.

Por fim, é indispensável um grande censo para entender onde estão os servidores públicos e se é preciso fazer a reorganização de equipes, ou se é preciso ampliar o quadro de servidores públicos do município, através da realização de concursos públicos, para adequar a estrutura administrativa a uma realidade que possa efetivamente atender as necessidades da população.

É bom ressaltar que concurso público tem um papel muito importante para acabar com a questão do nepotismo e, também, do clientelismo que toma conta da administração pública de um modo geral.

A pergunta que fica no ar é bem simples: será que a atual gestão municipal de Mossoró tem ímpeto e coragem para repensar a questão dos servidores públicos dentro dessa linha de raciocínio?

Sei que não é fácil mudar algo que está enraizado tanto na cultura administrativa municipal, quanto na própria essência do servidor. Sem dúvida que num processo como esse as dores vão aflorar com muita intensidade.

Diante disso é imprescindível que as partes saibam ceder para que todos ganhem ao final de um processo de reestruturação que, certamente, trará ganhos a todos que fazem a administração pública municipal de Mossoró.

A força da mudança não está apenas no gestor, mas em todos que fazem a gestão, incluindo os servidores.  Esse duelo desgasta e distancia Executivo e servidor de missão comum: servir à comunidade.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais, empresário e presidente da Redepetro/RN.

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domingo - 01/10/2017 - 05:46h

Um novo ciclo econômico pode surgir com o turismo

Por Gutemberg Dias

O Rio Grande do Norte há muito tempo tem um papel relevante no segmento turístico nacional. Natal e o litoral norte e sul, hegemonizam os roteiros turísticos do estado, canalizando, dessa forma, os investimentos em infraestrutura por parte do poder público estadual e federal.

Acontece que o Rio Grande do Norte tem muitas belezas que precisam ser desbravadas pelo trade turístico, como os roteiros no Seridó, Costa Branca, Serras, cavernas, turismo religioso, entre outros. Claro que para isso, não resta dúvida da necessidade do estado repensar o Plano de Desenvolvimento do Turismo com vistas a fomentar novos nichos.

Faço esse preâmbulo para trazer a discussão da necessidade da gestão municipal em Mossoró capitanear o debate mais amplo em relação ao turismo regional. Mossoró precisa assumir um papel de maior relevância na discussão da retomada do Polo Costa Branca e Serrano, haja vista que do ponto de infraestrutura é o município de maior porte nessa região e que pode ser a porta de entrada dos turistas que queiram acessar esses polos.

Até aqui, quem mais tem feito pelo turismo de Mossoró é a iniciativa privada. Um exemplo é a Rota das Falésias e Águas Termais, que une empresários do setor no Ceará e Rio Grande do Norte, com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) dos dois estados.

De algum modo, o Governo Robinson Faria (PSD) tem-se mexido com algumas medidas, como esforço para reativar o Aeroporto Dix-sept Rosado para voos comerciais e formatação de polos turísticos regionais. Também avançou na divulgação de outros endereços turísticos interioranos na mídia nacional, o que não ocorria até há alguns anos.

A natureza concedeu a Mossoró um posicionamento geográfico privilegiado. Se colocarmos um compasso sobre o mapa fixando-o em Mossoró e traçarmos um raio de 100 km, iremos encontrar uma infinidade de atrações turísticas que merecem ser potencializadas e trabalhadas no trade turístico.

Atrações a partir de Mossoró

Daqui é possível visitar as belas praias do litoral da Costa Branca, as Dunas do Rosado, acessar o roteiro das salinas, navegar na foz do Rio Mossoró, conhecer o maior campo de petróleo em terra do Brasil (Canto do Amaro), visitar as cavernas de Felipe Guerra e o Lajedo de Soledade em Apodi. Ponto de partida para acessar o Parque da Furna Feia, dar um pulo em Canoa Quebrada-CE e nas praias de Icapuí-CE; subir as Serras de Martins e Portalegre, conhecer o Museu do Petróleo, Museu Municipal, Museu do Sertão, Memorial da Resistência, dar uma passada no Hotel Thermas que é o maior complexo de águas termais do Nordeste entre tantas outras atrações.

Com a perspectiva da retomada dos voos aéreos para Mossoró todas essas atrações ficarão muito mais perto dos turistas que vêm de outras regiões do Brasil. Mas, como disse anteriormente,é preciso que investimentos sejam feitos para melhorar a infraestrutura e, também, formar a mão de obra com foco o atendimento desse novo público, bem como, divulgar de forma profissional essa nova fronteira turística.

Acredito piamente que Mossoró pode ser a grande beneficiada com o fomento do turismo na região. Por ter a maior e melhor infraestrutura de restaurantes e hotéis, naturalmente, parte dos turistas ficarão hospedados na cidade e acessarão os roteiros no bate-e-volta, como acontece em Natal.

Nesse sentido já está passando da hora da gestão municipal assumir o papel de ator principal dessa novela e encabeçar o surgimento dessa nova cadeia que será muito salutar à economia local e da região. Até aqui, a atual gestão e outras que a antecederam, agiram por espasmos ou de forma reativa, pontualmente, sem qualquer plano profissional e plurianual nessa direção.

Com isso teremos uma maior ocupação dos hotéis, maior movimentação nos restaurantes e casas de show, surgimento de uma nova cadeia de fornecedores com foco no atendimento desse novo segmento, tais como agências de turismo, empresas de “trasfers”, guias de turismo etc.

Vejam as oportunidades que batem à porta de nossa cidade!

Destaco que algo assim não cai do céu. É preciso muito planejamento, investimento e parceria do poder público com o setor empresarial.

Tenho a convicção que muitos atores estão só esperando esse movimento da gestão municipal para que juntos possam inserir Mossoró e a região Oeste no mapa do turismo nacional.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário.

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quinta-feira - 28/09/2017 - 21:38h
Redepetro/RN

Robinson confirma presença em evento sobre petróleo e gás

A assessoria do governador Robinson Faria (PSD) confirmou sua presença em Mossoró no próximo dia 4 de outubro, às 10h, em local ainda a ser anunciado.

Será para a reunião da Associação Redepetro/RN com prefeitos de municípios produtores de petróleo e gás no Rio Grande do Norte e Ceará.

O convite foi formulado pela Redepetro/RN, através do presidente da entidade, Gutemberg Dias.

Em pauta, apresentação sobre o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE), iniciativa do governo federal.

Leia também: Retomada da cadeia produtiva do petróleo reunirá prefeitos AQUI;

Leia também: Segundo Fórum Onshore Potiguar será em outubro AQUI.

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Categoria(s): Economia / Política
segunda-feira - 25/09/2017 - 14:51h
Mossoró

Retomada da cadeia produtiva do petróleo reunirá prefeitos

Gutemberg articula reunião estratégica (Foto: cedida)

Presidente da Associação Redepetro/RN, que reúne o setor produtivo de petróleo e gás no estado, Gutemberg Dias articula reunião com todos os prefeitos dos municípios beneficiados com royalties de petróleo no Rio Grande do Norte e também Ceará.

Pretende promover esse encontro de trabalho no dia 4 próximo, às 10 horas, em Mossoró. “Já estamos encaminhando os convites”, antecipa ele.

O Governo do Estado também foi convidado.

REATE

Será feita uma apresentação sobre o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE), pelo Ministério das Minas e Energia (MME) e outras entidades.

“Queremos envolver os prefeitos na discussão da revitalização da produção de petróleo terrestre. É inadiável a retomada de investimentos para aumento da produção. Temos muito petróleo ainda no subsolo e a hora de extrair é agora, num momento em que a Petrobras segue num processo de desinvestimento irreversível e podemos retomar o fôlego da produção com milhares de empregos”, justifica.

Leia também: Segundo Fórum Onshore Potiguar será em outubro AQUI.

A reunião com os prefeitos deverá acontecer paralelamente ao II Fórum Onshore Potiguar, nos dias dias 04 e 05 de outubro, em Mossoró, promoção da Redepetro/RN e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN).

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domingo - 24/09/2017 - 09:39h

Mossoró e a necessidade de um reordenamento urbano

Por Gutemberg Dias

Mossoró, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingiu o contingente populacional de mais de 295 mil pessoas. A cidade caminha a passos largos para se transformar numa cidade de grande porte. Se levarmos em conta a população flutuante, esse número tem considerável acréscimo.

Pesquisa já realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), apontou em 2015 o peso da população flutuante para a economia de Mossoró (veja AQUI). Esse estudo foi feito a pedido do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO) e é subutilizado ou ignorado completamente pela gestão pública e o próprio segmento produtivo.

Os números são claros quanto ao aumento populacional, bem como, é notório o crescimento da área urbanizada do município. Basta ver grandes loteamentos sendo construídos em áreas mais distantes da zona edificada da cidade. Fato que deveria gerar preocupação às autoridades que cuidam da gestão urbana do município.

A expansão urbana, que hoje evidencia-se em Mossoró, é fruto de uma política de gerenciamento urbano que não tem critério e, sobretudo, que não força a ocupação das áreas com infraestrutura já existente.

E a prefeitura pode impedir que novos loteamentos surjam? Que áreas não edificadas em bairros centrais sejam ocupadas? Pode. O Plano Diretor estabelece regras para isso. Veja o caso do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Progressivo que deveria estar sendo aplicado e nunca foi posto em prática nesses mais de 10 anos de validade.

Sua principal finalidade é orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população. Mas na prática, isso não funciona de verdade.

Lembro que no governo Fafá Rosado foi editado um instrumento jurídico, que ampliou a área de expansão urbana do município. Com isso foi aberta a brecha para que loteamentos fossem construídos em áreas que não tinham e, ainda, não tem um mínimo de infraestrutura e nem por lá chegam os serviços públicos essenciais.

Pode ter existido algum tipo de favorecimento específico, em prejuízo à cidade como um todo. Ocorreu? Não posso assegurar, mas Mossoró segue com imensa precarização de serviços básicos como limpeza urbana, abastecimento de água, iluminação pública etc., à medida que se espraia.

Ainda se tem tempo para tentar uma reordenação do tecido urbano. Para isso é preciso que a gestão municipal coloque como prioridade a revisão do Plano Diretor e faça uma discussão séria quanto ao uso e ocupação do solo no âmbito do município, inclusive levando em consideração as áreas rurais.

Não podemos deixar que Mossoró apenas cresça. Temos que pensar num desenvolvimento planejado que seja capaz de dar resposta aos grandes problemas urbanos que surgem a medida que a cidade cresce do ponto de vista populacional.

Sou defensor de uma Reforma Urbana encabeçada pelo Governo Federal, mas enquanto ela não vem, que a gestão municipal use as ferramentas legais possíveis para iniciar uma gestão dos espaços urbanos com foco na racionalidade do acesso aos serviços públicos e a infraestrutura já instalada.

Nos dias atuais não se pode deixar para o amanhã o que é necessário ser feito hoje. Amanhã talvez não se tenha mais as condições locacionais, materiais e financeiras para sanar os problemas urbanos.

Acredito que a gestão municipal tem as condições de iniciar uma grande discussão quanto a gestão do espaço urbano e, assim, garantir às gerações futuras uma cidade melhor de se viver.

* Sobre esse assunto, recomendo que o webleitor leia o artigo “Além dos limites de Mossoró” (veja AQUI), escrito pelo editor-fundador desta página e publicado no dia 31 de maio de 2010,  portanto há mais de sete anos, quando ele mostrava a importância de políticas públicas voltadas para a população flutuante e a importância de Mossoró como polo de uma vasta região.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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sábado - 23/09/2017 - 14:18h
Petróleo e Gás

Segundo Fórum Onshore Potiguar será em outubro

Criado através da parceria entre a Associação Redepetro-RN e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RN), o II Fórum Onshore Potiguar acontecerá nos dias 04 e 05 de outubro. Terá o apoio de entidades do âmbito nacional, Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Prefeitura Municipal de Mossoró.

A programação do evento, que acontecerá no Garbos Recepções & Eventos, em Mossoró, será iniciada a partir das 14h, com a mostra de empresas e conferência, e o debate sobre os desafios da revitalização da atividade de exploração Onshore no primeiro painel expositivo.

Em sua segunda edição, o evento, de grande relevância para o setor de Petróleo e Gás, discutirá a extração em terra e águas rasas, bem como a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de bens e serviços do segmento. Além disso, atenderá à solicitação do Ministério de Minas e Energia (MME) para discutir o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE), lançado dia 27 de janeiro deste ano pelo governo federal em Salvador-BA.

“O fórum é de grande importância para discutir a retomada dos investimentos na cadeia de petróleo e gás. Haja vista que há uma necessidade de aquecer o mercado com foco na geração de emprego e renda”, afirma Gutemberg Dias, presidente da Redepetro-RN.

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domingo - 10/09/2017 - 06:52h

Independência, um sonho a ser alcançado

Por Gutemberg Dias

No dia 7 de setembro parte dos munícipios brasileiros e mais o Distrito Federal comemoraram o dia da Independência do Brasil com a apresentação do desfile cívico-militar. Vale ressaltar que reduzido em número de participantes, tanto daqueles que desfilaram como dos que foram para assistir.

Já participei várias vezes desses desfiles, principalmente, na infância quando ainda o regime militar mantinha o controle rígido desse ato. Lembro da ansiedade de ir às ruas e fazer a marcha bem feita para que não fosse recriminado pelas professoras. Estava ali porque era obrigado e sem saber efetivamente qual o propósito. Era a época da escola sem partido!?

Hoje talvez não seja muito diferente. Tenho a certeza que muitos que fazem parte desse cortejo estão presentes devido o chamamento da escola que por outro lado é chamada pela gestão municipal a se fazer presente. E qual é o sentimento de cada jovem daquele? Será que o propósito da Independência está assentada nos seus corações?

Depois dos quarenta e poucos anos de vida, tenho a convicção que a Independência é um sonho a ser alcançado. Basta vermos que desde o famoso Grito do Ipiranga dado por D. Pedro I, em 7 de setembro de 1822,  que estamos lutando por ela. D. Pedro I ao exclamar “Independência ou morte” entrou para a história, mas o nosso Brasil quanto ao uso real da palavra ainda não conseguiu se ver na fala do imperador.

Não consigo ver Independência, pois quando fazemos uma análise da construção do estado brasileiro o que mais vemos são golpes dados nos momentos que o Brasil procura ser independente. Desde a Proclamação da Independência que toda vez que o país se prepara para ser protagonista no cenário mundial, alguém em nome do Brasil toma o poder do povo. Será que isso é independência?

Não vejo Independência quando a maior parte do povo desse país não tem acesso a uma educação ou uma saúde de qualidade. Parece besteira, mas a dependência vem a tona nos momentos de precisão quando muitos que fazem a política usam o poder de acesso aos equipamentos para amarrar o cidadão a seus projetos, que, por vezes, são sórdidos. Onde está o povo independente?

Que Independência é essa onde o cidadão não pode se quer caminhar sem ter medo de ser assaltado pelas ruas de seu bairro? São coisas assim que mostram que não atingirmos nossa plenitude de liberdade. Ainda estamos subjugados a algo que D. Pedro I não foi capaz, no ato de seu grito, de proporcionar ao povo brasileiro.

Olhar para a corrupção que assola esse país, consumindo todos os poderes (judiciário, legislativo e executivo – em letras minúsculas, sim) que por regra deveriam resguardar o Estado brasileiro, não é algo comum e, sobretudo, não condiz com uma nação independente.

Acredito que chegou a hora de ser dado um novo Grito do Ipiranga. Dessa vez, quem deve dar é o povo brasileiro sem ter medo do amanhã. Conviver com tudo que está acontecendo nesse Brasil não pode ser projeto desse povo e, sem pestanejar, as ruas precisam ecoar o grito da Independência que, lá em 1822, D. Pedro I “ensaiou” às margens do Riacho Ipiranga.

Acredito que o brasileiro é um povo lutador. Mas, parece que anda meio entorpecido com tudo que anda acontecendo. Termino esse texto citando Vandré  que diz: “vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

O Brasil Independente só depende de nós!!!!

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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domingo - 03/09/2017 - 13:54h

A saúde municipal à luz do PMAQ III

Por Gutemberg Dias

Hoje vamos tratar da resolutividade no atendimento na Atenção Básica com base nos dados do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ).

A resolutividade na Atenção Básica refere-se a capacidade que as equipes de AB tem de reconhecer as necessidades da população que está sob sua tutela e prover soluções que estejam no escopo dos serviços ofertados na rede de atendimento

“A AB é capaz de resolver em torno de 85% (WHITE K. L. et. ell.: Ecology of Care. N. Engl. J. Med. 265 885, 1960) dos problemas de saúde da população” (Relatório PMAQ). Dessa forma, a AB tem um papel muito grande na rede de saúde municipal e precisa ser tratada com muito esmero, já que é a porta de entrada do usuário no SUS.

Umas das premissas para que ocorra aumento de resolutividade está assentada n a necessidade do gestor pactuar os fluxos de atendimento e encaminhamento, bem como, garantir investimentos na estrutura física e tecnológica. Em Mossoró apenas cerca de 14% das equipes tem prontuário implantado na UBS, isso por falta de equipamentos ou acesso a uma rede de informática estruturada.

Segundo os dados do PMAQ no Brasil mais de 80% das UBS fazem atendimento de urgência como dor torácica, crise hipertensiva, hiperglicemia em diabéticos, crise convulsiva e crise de asma. Em Mossoró o resultado mostra que as equipes estão preparadas para esse atendimento.

Agora é importante ressaltar que apenas 34,4% dos usuários sabem que a UBS atende urgência e apenas 24,8% contam com o atendimento, ou seja, é baixo o entendimento por parte do usuário quanto a busca de atendimento mais próximo de casa quando de alguma urgência. De certa forma, terminam buscando as UPA’s ou hospital de urgência.

Em relação a realização/coleta de exames de sangue e ECG apenas 5,5% das UBS estão aptas a realizar esses procedimentos. No caso 95% das UBS não conseguem levar esses serviços ao usuário que precisam procurar outros equipamentos para realização dos mesmos.

De acordo com o relatório PMAQ 2o Ciclo, “a realização de exames complementares nas UBS contribui para a ampliação das ações de saúde realizadas pelas equipes, além de permitir mais agilidade na condução dos casos”. Sendo assim, passa a ser um desafio à gestão municipal equipar as UBS para poder ofertar esse serviço ao usuário.

Outro dado importante que deixa o município abaixo das expectativas quando comparado ao estado é no que tange a realização de testes rápidos de Sífilis, HIV e de gravidez. Do total das equipes apenas 9,1% fazem teste de HIV e gravidez e 14,6% de sífilis.

De um modo geral é preciso que a gestão desenvolva ações específicas com foco no aumento da resolutividade. Se é possível resolver 85% dos problemas de saúde nas Atenção Básica tem que haver uma política de planejamento e investimento que possa garantir ao usuário essa resolutividade.

Ainda é importante frisar que se a Atenção Básica funcionar bem, naturalmente haverá a diminuição de pressão sobre os serviços de média e alta complexidade que são extremamente onerosos ao município, garantindo, dessa forma, a otimização de recursos que podem ser aplicados em outros serviços de saúde.

Para mim, fica claro que os resultados gerados no PMAQ devem ser utilizados para garantir uma gestão de qualidade na saúde do município de Mossoró.

Leia também: A saúde municipal à luz do PMAQ II AQUI;

Leia também: A saúde municipal à luz do PMAQ AQUI.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-Secretário de Planejamento de Mossoró

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quinta-feira - 31/08/2017 - 17:20h
Petróleo

Campos maduros precisam ser explorados, dizem debatedores

Nesta quinta-feira (29), a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) promoveram no Rio de Janeiro, uma roda de discussão com o tema “Um fator crítico para o futuro dos campos terrestres brasileiros”. O presidente da Associação Redepetro/RN, Gutemberg Dias (PCdoB), foi um dos expositores; o deputado federal Beto Rosado (PP) também participou do evento.

Gutemberg Dias (e) e Beto Rosado (d) participaram do evento hoje no Rio de Janeiro (Foto: cedida)

O evento, realizado no Rio de Janeiro, é uma oportunidade de discorrer sobre os impactos do atraso na transferência dos campos para novos operadores na cadeia de fornecedores, já que a Redepetro/RN defende a abertura do espaço de produção, hoje ocupado em 97% pela Petrobras.

“Temos que extrair o óleo agora. No futuro poderemos ter uma grande reserva, mas sem ter para quem vender, já que a matriz energética poderá ter mudado. Para se ter uma ideia, uma sonda funcionando gera quase mil empregos diretos e indiretos. Por isso, acreditamos que o reaquecimento do mercador tende a retomar parte dos empregos perdidos nos últimos anos”, afirmou Gutemberg Dias.

Venda dos poços maduros

O deputado federal Beto Rosado explicou o Projeto de Lei 4663/16, que prevê a venda dos poços maduros. São unidades de produção que a Petrobras não tem mais interesse de explorar.

O parlamentar destacou que a proposta prevê as condições para o leilão dos campos maduros. Ele explicou que o Projeto tramita atualmente na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal, onde teve alguns entraves, que já estão sendo resolvidos.

De acordo com Beto, a retomada da produção de Petróleo nos campos maduros hoje inativos é fundamental para a economia dos Estados produtores, gerando royalties para Estados e Municípios, emprego e renda para a população.

O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Lahyrinho Rosado (PSB), esteve presente ao evento.

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quinta-feira - 31/08/2017 - 08:42h
RN

Indústria do petróleo debate investimentos e crise do setor

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte debateu na tarde desta quarta-feira, 30, por proposição da deputada Larissa Rosado (PSB), as implicações do anúncio da venda de 50 campos de petróleo no Nordeste, decisão que afetará o Rio Grande do Norte.

“Há toda uma cadeia produtiva que gira no entorno das atividades da maior empresa de petróleo do Brasil, a Petrobras. Essa venda agora anunciada não pode ser feita sem considerar os impactos regionais em cada estado”, destacou a deputada.

Para o presidente da Redepetro/RN, que agrega o segmento da cadeia produtiva do petróleo no RN, Gutemberg Dias, a propalada crise na Petrobras foi gerada para fins de efeitos midiático, para reforçar a necessidade do governo de se desfazer de patrimônio nacional.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Com informações da AL.

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domingo - 20/08/2017 - 11:34h

A saúde municipal à luz do PMAQ – II

Por Gutemberg Dias

Hoje vamos continuar a série de artigos sobre os dados do PMAQ-AB (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB)) com foco no município de Mossoró. No domingo passado (veja AQUI), começamos a desfiar aspectos relacionados a esse dispositivo e sua importância à saúde pública.

Saliento que os dados fornecidos pelo programa são de suma importância à gestão do SUS e devem ser o norteador das ações de melhoria do sistema.

No último artigo falamos sobre a infraestrutura, o apoio da gestão às equipes que desenvolvem a Atenção Básica e percepção do usuário em relação ao atendimento. Já hoje vamos tratar do acesso, acolhimento e agenda da equipe.

Para o acesso aos serviços da Atenção Básica, é fundamental que a população reconheça que as unidades básicas de saúde estão ali, próximas a seu domicílio, e podem resolver grande parte de suas necessidades em saúde. Essa percepção garante ao usuário a certeza de poder acessar a unidade com rapidez quando de sua necessidade.

Os dados colhidos no PMAQ-AB mostram que 63% dos usuários chegam a uma UBS em 10 min e que 94% chegam em 30 min, ou seja, o tempo de chegada é muito bom e mostra que os equipamentos estão bem distribuídos no âmbito do município, corrobora com essa informação a avaliação do tempo de chega a UBS onde 79% diz ser fácil ou muito fácil.

Atendimento falho

De outro lado a facilidade de chegada aos equipamentos da Atenção Básica não se refletem no tempo de atendimento. Após a chegada do usuário na UBS apenas 8% são atendimentos até 10 min, se aumentar o tempo de espera para 30 min apenas 9% conseguem ser atendido. Ampliando esse tempo para 60 min apenas 40% dos usuários são atendidos por um profissional para resolução do seu problema de saúde.

Em relação ao acolhimento é importante que a demanda espontânea ocorra durante todo o funcionamento da UBS. Em Mossoró os dados mostram que 65,5% dos equipamentos realizam acolhimento durante os cinco dias da semana, mas vale destacar que a média no estado é de 96,2%, ou seja, é preciso que a gestão tenha atenção quanto a esse ponto.

Ainda de acordo com os resultados do 2º ciclo do PMAQ, para melhor atender às necessidades dos usuários do município de , as UBS deveriam funcionar aos sábados (27,98%), domingos (13,3%), mais cedo pela manhã (15,6%) e no horário do almoço (13,76%).

Quanto à agenda da equipe (visita domiciliar, atividades de educação em saúde etc) os dados mostram que ela é bem cuidada e garante a amplitude dos serviços junto a população. Esse informação denota que a equipe é integrada ao sistema e que a manutenção da agenda é um dos desafios da gestão da Atenção Básica.

Já em relação a marcação de consulta que deveria ser de forma continuada apenas 23,6% da UBS’s realizam agendamento em qualquer dia da semana e em qualquer horário, no estado essa forma de marcação é de 48,4 e no Brasil 59,8%. Na contramão do que preconiza o Ministério da Saúde 76,4% realizam agendamento em horários ou dias específicos, dessa forma, restringindo o acesso do usuário aos serviços de consulta.

Pois bem, analisando as informações contidas no relatório observa-se que a rede de atendimento está bem distribuída, haja vista o fácil acesso e, também, o baixo tempo de chegada dos usuários aos equipamentos da Atenção Básica, sendo um ponto positivo que a gestão deve trabalhar junto aos usuários.

Um ponto negativo é o tempo de espera para ser atendido, ou seja, o usuário consegue chegar rápido ao equipamento, mas não consegue ser atendimento na mesma proporção. Essa deficiência causa sérios danos a imagem do sistema e, consequentemente, a gestão municipal. É preciso que seja repensada a estrutura de funcionamento interna das UBS’s.

Outro ponto negativo é com relação à marcação de consulta não ocorrer todos os dias da semana e a qualquer hora. O estabelecimento de horários e dias específicos para marcação de consulta restringe o acesso dos usuários a esse serviço, bem como, tende a gerar as famigeradas filas nas madrugadas nas portas das unidades.

Na semana que vem vamos falar sobre a resolutividade na Atenção Básica.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-Secretário de Planejamento de Mossoró

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domingo - 13/08/2017 - 10:26h

A saúde municipal à luz do PMAC

Por Gutemberg Dias

Vamos iniciar a partir de hoje uma série de artigos baseados em dados disponibilizados no Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade (PMAQ), com foco na Atenção Básica. Vale destacar que “O PMAQ-AB tem como objetivo incentivar os gestores e as equipes a melhorar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos do território” (MS).

Como o 3 Ciclo ainda está em fase de tabulação dos dados, vamos trabalhar as informações tabuladas no 2 Ciclo.

Nesse primeiro artigo vamos tratar da questão da infraestrutura, o apoio da gestão as equipes que desenvolvem a Atenção Básica e percepção do usuário em relação ao atendimento no âmbito do município de Mossoró, sempre que possível, fazendo a relação com dados do estaduais e nacionais.

Com relação a infraestrutura o PMAC-AB e SB faz alguma perguntas quanto a ambiência, equipamentos, materiais e insumos. Vejamos como o município de Mossoró é avaliado.

Quanto à ambiência (Sala de Recepção, Pelo menos um consultório, Pelo menos um banheiro, Sala de Procedimento, Sala de curativo, Sala de Nebulização, Sala de vacina) apenas 32,43% das UBS’s possuem essa estrutura ficando abaixo da média estadual e nacional que chega a 46%. Já em relação aos equipamentos, materiais e insumos a porcentagem sobe para 51,35%, inclusive acima da média estadual e nacional.

É interessante trazer, também, os dados da Saúde Bucal.

Ao analisar os equipamentos (amalgamador, Autoclave, Cadeira Odontológica etc) observa-se que as UBS’s que possuem atendimento odontológico possuem mais 89% dos equipamentos básicos. Mas, quando se analisa os dados referentes ao ferramental e insumos apenas 21,62% possuem “sempre” o necessário para o pleno atendimento da Saúde Bucal.

Analisando o apoio da gestão às equipes da Atenção Básica observa-se que apenas 20% avaliam como MUITO BOM/BOM o trabalho conjunto com o apoiador institucional para a qualificação do processo de trabalho e no enfrentamento de problemas.

Mas, 74,55% dos profissionais de saúde/equipes informam que recebem apoio da gestão municipal para a organização do processo de trabalho a partir dos padrões do PMAQ.

É importante destacar que o apoio da gestão municipal junto a equipe tem um papel de extrema importância para consolidação do SUS e, sobretudo, para a resolução de problemas e ajuda na construção e na utilização de ferramentas e tecnologias para a melhoria do trabalho.

Em relação a satisfação dos usuários é importante frisar que essa informação tem uma importância impar para o processo de gestão da Atenção Básica, haja vista, que além de trazer luz sobre a qualidade do serviço, faz uma relação quanto a adesão ao tratamento e a relação médico-paciente.

De um modo geral a avaliação é positiva já que 68,8% dos usuários indicariam uma UBS a um amigo ou familiar, ou seja, mesmo estando abaixo da média estadual e nacional (83% e 86%) existe um índice alto de satisfação. Ainda, esse mesmo usuário informa que 56,3% não mudariam de UBS se tivessem oportunidade. Esse último dado está muito acima da média estadual (10,4%) e, também, da média nacional (4,8%), fato que denota a satisfação dos usuários onde está sendo atendido.

Outro ponto que merece atenção é a falta de conhecimento dos usuários quanto aos mecanismos de controle como o Conselho de Local de Saúde nas UBS, onde apenas 13,3% sabem que existem e que é possível estreitar relação para que haja maior acesso e participação nas tomadas de decisão na UBS que eles acessam com maior frequência.

Com base nos dados apresentados o relatório, em relação ao temas abordados, conclui que:

ü  O apoio oferecido pela gestão para organização do processo de trabalho da equipe é insuficiente.

ü  A ambiência de 67,57 % das UBS está aquém das necessidades da equipe.

ü  A gestão faz oferta insuficiente de equipamentos e materiais mínimos para o bom desenvolvimento do trabalho da equipe em 51,35 % das UBS.

ü  O apoio institucional oferecido pela gestão municipal para auxiliar a equipe no enfrentamento de problemas e na qualificação do processo de trabalho é incipiente.

ü  O usuário utiliza pouco as ferramentas e os espaços de participação nas decisões sobre o funcionamento da UBS.

Dessa forma, fazendo uma análise crítica, é imprescindível que a gestão utilize com maior frequência os dados gerados a partir dos relatórios do PMAC e repense suas ações quanto aos temas abordados. Obviamente tratando de melhorar os índices considerados baixos e potencializando os resultados que podem ser considerados positivos.

Por fim, se faz necessário que a gestão esteja efetivamente mais próxima das equipes para poder problematizar e solucionar os desafios do dia-a-dia; analisar e planejar a estruturação das UBS’s e, sobretudo, ampliar a interação efetiva com o usuário fazendo com que ele seja um construtor do próprio sistema de saúde junto com a gestão.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário.

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domingo - 06/08/2017 - 09:26h

O investimento que a cadeia do petróleo espera e precisa

Por Gutemberg Dias

À semana passada estive no Rio de Janeiro-RJ acompanhando o governador Robinson Faria (PSD) em audiência na ANP – Agência Nacional do Petróleo (ANP), como representante da Redepetro RN, para discutir saídas para a crise na cadeia de petróleo e gás no RN.

Fiquei impressionado com os números apresentados pelo Diretor-Geral da ANP, Décio Oddone, eles demonstram que se não for feito investimentos no segmento a produção de petróleo no Rio Grande do Norte poderá sofrer um impacto terrível e, consequentemente, a nossa economia já tão cambaleante.

O Brasil na atualidade é o 10° maior produtor mundial de petróleo com uma produção de 2,7 milhões de barris por dia. A produção de petróleo e gás corresponde a 11% do PIB industrial, ou seja, o petróleo para o Brasil é tão importante quanto para o Rio Grande do Norte.

O nosso estado é o 6° maior produtor de petróleo nacional e no mês de junho de 2017 espalmou um produção de 48.390 bpd, quase metade do que o estado produzia na década de 2000. Hoje existem 14 blocos e 102 campos com registro na ANP. Um dado interessante é o quantitativo de poços, já foram perfurados 7.108 poços e atualmente o RN tem 4.6161 em produção.

No gráfico que mostra a produção de petróleo e gás no estado é possível identificar que tanto o petróleo como o gás vem caindo ao longo do tempo desde a década de 2000. Vale destacar que essa queda tem a ver com diminuição de investimentos e, também, o amadurecimento dos campos que tendem a produzir menos próximo ao fim de sua vida útil.

O ciclo do petróleo desde a autorização a pesquisar até um campo começar a produzir leva é media 5 anos. Entre os anos de 2008 e 2013 o Brasil não fez rodadas para cessão de blocos, somando-se a isso a redução dos investimentos da Petrobras e a queda do preço do petróleo no mercado internacional, levou o setor a uma diminuição de atividades impactando toda a cadeia.

Analisando esse impacto no RN observa-se que os poços concluídos ao nos últimos anos vem diminuído de forma preocupante. Um exemplo são os poços exploratórios que balizam descobrimento de novas ocorrências. No ano de 2012 foram perfurados 31 poços, no presente ano a ANP ainda não tem registro de perfuração, ou seja, já estamos no meio de 2017 e nenhum poço exploratório foi concluído.

Essa diminuição na perfuração de poços exploratórios se reflete na baixa notificação de descoberta de óleo,  para se ter uma ideia no ano de 2009 foram 30 notificações com queda nos anos subsequentes. Esse ano apenas uma descoberta de óleo foi notificada à ANP.

Diante dos dados apresentados é notório que para haver uma retomada da produção no Rio Grande do Norte é necessário que haja investimentos urgentes. A Petrobras, a partir de seu Plano Estratégico de Desinvestimento, não tem interesse em continuar operando os campos terrestre, sendo assim, é complicado esperar que a empresa faça grandes investimentos nessa área.

Num outro diapasão a Petrobras detém mais de 95% da produção no estado, ou seja, a operação de produção de petróleo é quase que total da Petrobras. Diante disso, se a empresa não tem foco em investimento que abra caminho para que outras operadoras de menor porte possam operar esses campos e voltarmos a ter perspectiva de retomada do aumento de produção de petróleo.

Um grande alento é que na 14° Rodada da ANP que ocorrerá no dia 27 de setembro de 2017, está sendo disponibilizado 62 blocos terrestres na Bacia Potiguar para serem arrematados. É bom fazermos uma torcida forte para que todos os blocos ou sua maior parte sejam arrematados, já que isso pode representar uma retomada dos investimentos em pesquisa com real geração de emprego e renda e, obviamente, dependendo das descobertas um aumento de produção.

Por fim, gostaria deixar claro que temos ainda muito petróleo e temos que extrair essa riqueza o mais breve possível, haja vista que o ciclo do petróleo deve durar mais uns 30 anos. Dessa forma, o importante é extrair o petróleo logo, não importa quem o faça.

Gutemberg Dias é o graduado em geografia, empresário e Presidente da Redepetro/RN

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quinta-feira - 03/08/2017 - 17:40h
RN

Redepetro aposta em novos investimentos na área de petróleo

Gutemberg defende coordenadoria (Foto: arquivo)

“A reunião foi muito produtiva, haja vista que o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Décio Oddone, fez uma explanação ampla das perdas que o RN (veja AQUI) vem tendo com a falta de investimentos”. A avaliação é de Gutemberg Dias, presidente da Redepetro/RN, sobre audiência hoje no Rio de Janeiro-RJ na ANP.

Segundo ele, “O governador Robinson Faria (PSD) entendeu que é importante o governo entrar na discussão pressionando a Petrobras para tomar uma decisão de investimento ou transferência dos ativos no Rio Grande do Norte, pois isso vai potencializar retomada de grandes investimentos, gerando emprego, renda e tributos maiores”.

Coordenadoria

A Redepetro reiterou ao secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flavio Azevedo, que também esteve presente à reunião, o pedido da criação de uma Coordenação de Petróleo e Gás (P&G) na secretaria.

“Ficamos de enviar um modelo de coordenação e indicar nomes que possam assumir a função. A ideia é que a coordenação fique sediada em Mossoró”.

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domingo - 30/07/2017 - 09:16h

Esse monstro chamado violência

Por Gutemberg Dias

A segurança pública no âmbito do município de Mossoró, assim como no estado do Rio Grande do Norte, é um grande problema que precisa de solução urgente independente de cores partidárias. Esse monstro de mil formas é onipresente e assustador.

Esse ano só o estado teve caminha célere para alcançar marca de 1.500 homicídios, a maioria provocada por armas de fogo. Se comparado com o mesmo período do ano anterior já se tem um aumento de aproximadamente 22%. Em Mossoró os números são uma reprodução do que acontece no estado e até agora já são mais de 140 homicídios.

Os números apresentados são do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), que faz levantamento com base em metodologia científica e não tem ligação com qualquer entidade partidária.

Diante dos números fica a pergunta que muitos fazem todo santo dia: – o que fazer para solucionar esse grave problema? Existe solução a curto prazo?

Sei que não é fácil resolver esse sério problema que em suma é de competência da gestão estadual, já que é ela a responsável pela segurança pública no âmbito institucional, principalmente, quando grandes facções criminosas (PCC e Sindicato do Crime) duelam pelo poder e agravam ainda mais o quadro geral.

Mas, voltando à questão da segurança em Mossoró. Hoje está claro que a gestão municipal não tem foco nessa área e que as ações administrativas, pelo menos aparentes, não seguem uma sincronia com as envidadas pelo governo do estado. Isso ficou claro quando a gestora municipal discordou em público do gestor estadual quanto as ações de segurança para o município (veja link para matéria ao final desse artigo).

Com o encerramento do programa das BIC’s (Base Integrada Cidadã) que foi uma das bandeiras dos dois últimos gestores (Cláudia Regina e Francisco José) pela atual gestão, o município praticamente extinguiu ações mais efetivas de combate à violência.

Defendo que o município seja parceiro do estado na organização de estratégias de combate a violência. Isso é possível devido Mossoró ter uma secretaria voltada a segurança pública e ter um grande efetivo de guarda civil, ou seja, a base já está pronta.

A Guarda Civil Municipal com um contingente de mais de 300 homens tem um papel importante no relacionamento com a população. Acredito que ela deva ser utilizada no modelo de polícia de aproximação e estar muito mais presente junto à população.

Podemos dizer que ela poderia ser o grande elo entre o povo e a Polícia Militar que, constitucionalmente, é a responsável direta pelas ações de enfrentamento.

O Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que se reúne basicamente em momentos de crise, deveria ter um calendário regular para que os entes que fazem a gestão da segurança pública possam dialogar constantemente. Tenho plena convicção que muitos projetos poderiam ser gestados no âmbito do GGI com foco no enfrentamento dessa grave crise que assola o sistema de segurança pública.

Em paralelo, o município poderia desenvolver ações voltadas à juventude nos bairros periféricos, principalmente, nos mais susceptíveis ao domínio do tráfico de drogas. Essas ações poderiam se alicerçar na implantação de projetos voltados ao esporte e cultura que consigam atrair a juventude e mantê-la longe das ruas e da influência deletéria do crime organizado.

Ainda, é importante frisar o papel da escola na discussão permanente desse tema. Dessa forma, a sala de aula deve ser mais um campo de difusão de práticas que impulsionem o distanciamento dos jovens da influência do crime organizado.

Escuridão

Outro ponto, que o próprio Blog Carlos Santos já salientou em várias postagens, alertando para maiores condições à prática de crimes, é a iluminação pública. Mossoró está às escuras, do centro à periferia. Nem o chamado “bairro nobre” do Nova Betânia escapa a essa realidade.

Diante disso, fica claro que o município de Mossoró tem muito a oferecer em relação ao enfrentamento da violência. Para isso é preciso muita organização e parceria com o governo do estado para que os projetos possam efetivamente acontecer.

Na atual crise que vive a segurança pública no estado e, obviamente, o reflexo acontece nos municípios, a junção de forças é de extrema importância para que tenhamos resultados efetivos. Bem como, os gestores precisam entender que esse problema é generalizado e sem parceria não chegarão a canto algum.

De um modo geral, o povo não precisa de um governador, prefeito ou seja lá o que for da segurança; na realidade o povo precisa de um estado forte que atue integrado para lhe dar, pelo menos, a sensação de segurança.

Leia também: Robinson cobra Rosalba por apoio à segurança e ela se esquiva AQUI.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

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domingo - 23/07/2017 - 06:16h

A falácia da “despoluição” que nunca acontece

Por Gutemberg Dias

Não é primeira vez e nem será a última que vou escrever sobre o Rio Mossoró, o qual considero patrimônio do povo Potiguar e, sobretudo, do povo mossoroense e da região Oeste, a partir do seu nascedouro em Luís Gomes-RN.

Lembro que desde que comecei a acompanhar a política local, todos os políticos que disputaram a prefeitura da Capital do Oeste colocaram a despoluição do Rio Mossoró como prioridade de seus planos de governos. Imagino que muitos outros candidatos, antes da década de 1990, devem ter feito o mesmo.

Cuidar do rio parece que dar votos e não cumprir o prometido em relação a ele, não é levado a sério.

Pois bem, o discurso nos palanques e programas eleitorais de televisão nunca se transformou em ação concreta quanto à melhoria das condições desse importante recurso hídrico de nosso estado e de nossa cidade. E assim continuará, porque de fato não é prioridade e nunca o foi.

Foto antiga em que o centro de Mossoró ainda tem seu rio com margens de perfil rural (Foto: sem identificação de origem)

Acredito que a falácia no entorno da despoluição desse manancial se assenta na falta de conhecimento dos candidatos e, também, daqueles que coordenam os seus planos de governo. A própria temática ambiental que passou a ganhar notoriedade nas últimas décadas, com parte de uma agenda planetária, incentiva essa enganação de quatro em quatro anos.

Na última eleição, pleito de 2016, fiz uma discussão sobre Rio Mossoró dizendo que não é possível num único mandato despoluir e nem revitalizar esse corpo hídrico. Também, deixei claro que o esforço tem que ser coletivo dos gestores dos municípios que estão inseridos na bacia hidrográfica do rio.

Obviamente uns municípios terão que engendrar maior ou menor esforço nesse processo, mas é imprescindível a união de todos em relação a essa causa.

Fazendo um recorte e focando os esforços que Mossoró precisa fazer, destaco a necessidade urgente de identificar os pontos de poluição na área urbana e tratá-los com muita seriedade e, também, severidade. Já tive a oportunidade de navegar nas águas do rio e é fácil identificar pontos de despejos de esgoto sanitário ao longo das margens.

Nesse sentido, intensificar o programa de ligação das residências e estabelecimentos comerciais a rede de esgotamento sanitário é uma ação de suma importância. Digo isso, pois o centro e grande parte dos bairros adjacentes ao rio Mossoró já dispõem de saneamento básico, porém muitas residências ainda não fizeram a ligação na rede.

Outra ação que acredito que precisa ser feita é virar a cidade para o rio.

Historicamente as cidades cresceram virando suas costas para os rios e Mossoró não foi diferente. Basta ver que os quintais é que se conectam com as margens desse corpo hídrico. A prefeitura tem que pensar um programa que possa reintegrar o rio à vida do mossoroense, só assim o cidadão passará a enxergá-lo.

Imagino que um programa de urbanização de alguns pontos das margens, obviamente após estudo ambiental que garanta a segurança do meio ambiente, possa ser uma forma de virar a cidade para o rio. Assim como a implantação de pistas de corrida e caminhadas ao longo das margens que possam se integrar ao Parque Municipal, o qual precisa ter sua obras finalizadas, podem atrair o interesse da população para a causa da revitalização do rio Mossoró.

Mossoró por ser o maior município e ter o maior trecho urbano do rio, deveria se credenciar para capitanear o Comitê de Bacia do Rio Apodi-Mossoró. Dado a importância regional que o município tem e sua pujança econômica, tem que se autoafirmar e trazer para si essa responsabilidade.

Outra ação que deve ser feita em paralelo a cada etapa do planejamento de revitalização do rio é o desenvolvimento de campanhas publicitárias que mexa com o sentimento do povo em relação ao rio Mossoró. É preciso fazer com que o povo retome o gosto pelo seu rio e assim tenha o interesse em cuidar dele. Talvez essa seja a ação mais fácil de todas, haja vista que para publicidade nunca faltou recursos nos cofres públicos.

Tenho plena convicção que um projeto de longo prazo que possa ser implantado por uma gestão e encabeçada pelas seguintes tem tudo para ter um resultado positivo quanto a revitalização do rio Mossoró. Nesse sentido, os gestores precisam entender que esse projeto é do município e não do governo deles.

Quanto ao políticos que usam o rio Mossoró como peça publicitária de campanhas eleitorais, só posso parabenizar seus marqueteiros que são muito bons no que fazem. Pena que concorram para entronizar pessoas no poder, que despejam todas as suas promessas rio abaixo.

Por fim, não resta dúvidas que a revitalização do rio Mossoró segue forte a cada eleição municipal. Na  próxima, novamente.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário.

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Categoria(s): Artigo
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