quinta-feira - 15/10/2015 - 08:12h
Regionalização da Saúde

Estado e Prefeitura estudam melhoria materno-infantil

A coordenadora de Operações de Hospitais e Unidades de Referência da Sesap, Milena Martins, juntamente com representantes de outras coordenadorias e técnicos da pasta, reuniram-se com a secretária de saúde de Mossoró, Leodise Soares Cruz, na tarde desta quarta-feira (14).

Na reunião, foi discutida uma proposta alternativa que assegurará o fortalecimento e a qualificação da assistência materno-infantil para as regiões Oeste, Alto Oeste e Vale do Açu, dentro do processo de regionalização da Saúde que vem ocorrendo no RN.

Paralelo a essa proposta, encontra-se em execução um projeto para construção do Hospital Materno Infantil de Mossoró, dentro do projeto RN Sustentável, com previsão para conclusão da obra em 2018.

Nota do Blog – Vi corrente de informação de que o Governo do Estado fechará o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

É uma meia verdade.

O Governo pensa em fechar o Hospital da Mulher, a partir da construção do Hospital Materno Infantil de Mossoró.

Qualquer pessoa medianamente bem-informada sabe, que o Hospital da Mulher foi um “arranjo” do Governo Rosalba Ciarlini, recheado de irregularidades e corrupção. O próprio Governo fez à época uma auditoria e constatou desvio de mais de R$ 8,5 milhões.

Ninguém está preso, claro.

Passou por intervenções judiciais e hoje é um atenuante, não uma solução à obstetrícia em Mossoró e região.

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Categoria(s): Saúde
quarta-feira - 14/10/2015 - 19:02h
Sufoco

Hospital tem problemas com falta de energia elétrica

Alguns setores do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – Mossoró – ficaram sem energia elétrica à noite dessa terça-feira (13).

A pane atingiu até o Centro Cirúrgico.

Para evitar maiores problemas, houve transferência de parturiente para o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Hoje, o problema foi sanado.

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terça-feira - 19/05/2015 - 11:20h
Aluguel de imóveis

Denúncia contra prefeito lembra ex-secretário de Rosalba

Ao instalar em Mossoró a máquina necessária para gerir o Hospital da Mulher (Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia), a Associação Marca precisou alugar um local para utilizar como sede administrativa. Isso foi nos primeiros meses do Governo Rosalba Ciarlini, em 2012.

Anselmo, secretário de Rosalba, não sabia quem era seu inquilino (Foto: Elisa Elsie)

Essa terceirização através da Marca foi um dos maiores escândalos do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), que parte da imprensa tentou esconder, dissimular ou dar menor dimensão. O próprio Governo admitiu que foram desviados mais de R$ 8,5 milhões.

O caso do aluguel do imóvel o Blog Carlos Santos destacou à época. Numa postagem no dia 5 de novembro de 2012, reproduzindo matéria do jornal Tribuna do Norte (veja AQUI), essa página expôs a coincidência de um secretário muito próximo à governadora ter alugado sua casa para a Marca, inclusive por um valor além do que era praticado no mercado.

Jose Anselmo de Carvalho Júnior, que ganhou o epíteto de “Cabo Anselmo”, era controlador-geral do Estado e não sabia que sua casa estava nas mãos da Marca, mesmo com a responsabilidade da negociação tendo sido conduzida por um irmão. Enfim, o controlador não controlava o elementar na vida particular: quem ocuparia seu imóvel, pagando um bom valor por ele.

O caso é muito parecido com o vivido pelo prefeito Francisco Jose Júnior (PSD) agora, segundo denúncia do Jornal de Fato (veja postagens mais abaixo e AQUI e AQUI).

Uma pequena diferença, de saída, entre um episódio e o outro, é o tratamento dado por parte da imprensa. À época, a chamada mídia “rosalbista” ignorou a situação embaraçosa do secretário da absoluta confiança de Rosalba. Tratou tudo como normal ou nem isso. Omitiu-se.

Agora, enredo praticamente igual tem grandiloquência espantosa.

Tudo “normal”

Anselmo fez uso de um álibi que hoje é utilizado pelo prefeito: não sabia a quem estava alugado seu imóvel. Mesmo assim, considerou o negócio “normal”.

O então secretário tinha um irmão administrando o negócio suspeitíssimo. Hoje, o prefeito tem a tia de um primo fazendo mesmo papel.

Num e noutro acontecimento, a imprecaução de ambos. Tudo pode estar dentro da lei, mas não se recomendaria. “À mulher de César não basta ser honesta; precisa parecer honesta”, ensina um adágio romano que tem mais de dois mil anos de pregação.

A imprensa, na própria cobertura do novo acontecimento do gênero, poderia se reportar a esse fato envolvendo o então secretário rosalbista. É o mínimo que se recomenda em qualquer manual de jornalismo e na academia, além das boas redações.

Veja abaixo, trechos da reportagem do Tribuna do Norte à época, sobre o flagrante em relação ao contrato entre o secretário que deveria controlar as contas do Estado e uma terceirizada que se revelou uma máquina de corrupção.

Prefeito também não sabia origem de inquilinos (Foto: Web)

Localizada a apenas dois quarteirões do hospital, a casa escolhida é de propriedade do ex-secretário do Gabinete Civil do Governo do Estado, e atual controlador-geral, Anselmo Carvalho.

Confrontado com a informação, Anselmo disse que o contrato de aluguel não se repetirá durante a gestão do Inase (nova entidade contratada para terceirização do hospital), que desde a última segunda-feira administra a unidade.

Aluguel

A casa em questão, localizada na rua Raimundo Leão de Moura, número 21, tem 115 metros quadrados de área construída e 360 metros quadrados. De acordo com o que o próprio Anselmo Carvalho declarou à reportagem, o valor do aluguel era de R$ 2,5 mil mensais.

A propriedade está em nome do controlador-geral do Estado e da sua esposa, Jailma Gomes de Souza Carvalho.

Anselmo disse também que as tratativas para fechar o contrato de aluguel foram feitas pelo seu irmão e por uma imobiliária.

O controlador disse que, à época do aluguel, não tinha conhecimento que seria a sede administrativa da Associação Marca em Mossoró.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 17/04/2015 - 09:58h
Souza

Deputado destinará todas as suas emendas para a Saúde

Todas as emendas para o exercício orçamentário de 2016, da alçada do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”, serão destinadas à Saúde. Essa decisão está tomada. Foi comunicada por ele ao próprio secretário estadual da Saúde Pública, médico  Ricardo Lagreca, na última terça-feira (14).

Lagreca pediu apoio e mobilização de Souza na AL para mais recursos (Foto: Divulgação)

Souza foi recebido por Lagreca, numa longa audiência, em que ele apresentou pleitos para os municípios de Mossoró, Areia Branca, Governador Dix-sept Rosado, Grossos, Porto do Mangue e à reestruturação da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT) da II Regional de Saúde (URSAP), com sede em Mossoró.

Segundo o deputado, sua posição é por enquanto isolada, mas já a defendeu em discurso na AL e vai formalizar apelo para que os demais deputados priorizem a Saúde, com emendas que possam  somar bom montante de recursos à gestão da política de Saúde adotada pelo secretário.

“Doutor Lagreca foi-me muito sincero: disse-me que a Saúde não tem praticamente nada para investimento e o custeio do básico. E me afirmou: ‘Na Saúde, tudo é urgente'”, relatou o deputado em discurso na AL.

Tudo é urgente

“Precisamos sair daquele primitivismo paroquial que só trata da questão para esse ou aquele município de nossa base eleitoral. Enxergando o problema de forma macro e sistêmica, podemos atenuar o todo, melhorar a estrutura e funcionalidade da Saúde. As responsabilidades precisam ser divididas entre União, Estado e Municípios”, defendeu Souza.

Segundo o secretário, com os parcos recursos existentes, ele quer garantir o funcionamento dos mais de 20 hospitais regionais, montando um sistema integrado. “Até usou uma frase que considerei muito interessante: ´Eu não estou inventando a roda; estou tentando botar a roda para andar’. E acrescentou: ‘Na Saúde, tudo é urgente'” – recordou Souza.

Na audiência com Ricardo Lagreca, Souza reportou-se especialmente à região do polo Costa Branca e Oeste, que tem o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) como referência. “O que acontece em Mossoró é uma sobrecarregada do Tarcísio Maia, que atende a pacientes de mais de 60 municípios, gente vinda até do Ceará”, afirmou.

Pactuação

“É preciso uma pactuação com os municípios, dividindo o custo dessa enxurrada de procedimentos e atenção à saúde preventiva”, defendeu sob concordância do secretário. “A Prefeitura de Mossoró não pode suportar o custo sozinha e o Tarcísio sem um socorro partilhado continuará sem salvação”, previu.

O deputado assinalou que a intervenção da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)/Maternidade Almeida Castro tem proporcionado uma crescente melhoria no atendimento a parturientes e seus bebês em Mossoró. Atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúdes (SUS). “Esse esforço alcança, conforme estatísticas, pacientes de cerca de 72 municípios. Em fevereiro, por exemplo, realizou 252 partos e em março foram 420, em face da crise no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, que chegou a suspender serviços, o sobrecarregando”.

Tarcísio Maia: parte de um sistema (Foto: De Fato)

O deputado relatou que o Estado precisa sustentar meios para que Tarcísio Maia e Hospital da Mulher cumpram o básico de suas prioridades. Com a CSDR retomando antigos números de atendimento e começando a fazer cirurgias eletivas numa fila com mais de duas mil pessoas, “teremos uma melhora na Saúde de Mossoró e região, onde as UPA´s e Unidades Básicas da Prefeitura têm  papel significativo, refreando o fluxo para o Tarcísio Maia”, argumentou.

Fazer algo

“Se meus colegas deputados me ouvirem e ouvirem ao apelo do doutor Lagreca, a gente poderá fazer muito para minimizar essa crise. É difícil melhorar  de imediato e a curto prazo, no nível das necessidades, mas é possível fazermos algo”, disse.

“Destaco o espírito público e o humanismo que marcam o esforço do doutor Lagreca à frente da pasta. Um homem que poderia estar no descanso de uma biografia irrepreensível ou em trabalho com menores responsabilidades, assumiu o sacrifício de gerir o caos”, disse Souza em pronunciamento na Assembleia Legislativa, no mesmo dia.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Souza.

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Categoria(s): Saúde
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terça-feira - 17/03/2015 - 00:29h
Saúde

Governador costura acordo com médicos do Hospital da Mulher

Reunião de cinco especialidades médicas que atuam no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, com o governador Robinson Faria (PSD), pode resultar no retorno às atividades dessa unidade hospitalar.

Robinson (ladeado por prefeito) conduziu reunião até final da noite dessa segunda-feira (Foto: divulgação)

A reunião ocorreu agora à noite no Garbos Hotel, onde Robinson se hospedou. Em meio à crise carcerária, ele dialogou com médicos.

Só os pediatras relutaram a um acordo. Estão abertos ao entendimento, mesmo assim.

Pediatria, fisioterapia, anestesiologista, obstetrícia e pessoal da UTI Adulta conversaram sobre fechamento do Hospital da Mulher (veja AQUI).

Há expectativa de que tudo possa ser superado com brevidade.

Desde de 18 de novembro de 2014 que o Governo não paga as cinco cooperativas médicas que prestam serviços no Hospital da Mulher.

À manhã dessa terça-feira (17), o governador e sua comitiva retornam a Natal.

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Categoria(s): Política / Saúde
segunda-feira - 16/03/2015 - 09:35h
Triste, muito triste

Médica retrata cenário de abandono do Hospital da Mulher

Carlos Santos,

Infelizmente, o senhor-doutor Secretário de Saúde Ricardo Lagreca, médico muito respeitado e conceituado no nosso estado, recebeu uma Secretaria em condições desfavoráveis.

A mídia foi avisada e pouco se falou sobre o fechamento sábado, dia 14 de março, do setor de neonatologia (sub especialização da Pediatria que cuida de recém nascidos em maternidades).

Neonatologistas há 5 meses sem receber, praticamente meio ano (E ainda somos chamados de mercenários).

O setor de Neonatologia do Hospital da Mulher de Mossoró encontra-se fechado.Maternidade que atende Mossoró e região.

Somente a UTI Neonatal da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) não é suficiente para tanta demanda.

Nós pediatras torcemos que o senhor Secretario resolva tal situação.

Triste, muito triste.

Daniela Maia – Médica

Nota do Blog – Triste, muito triste!

Sai governo, entra governo, muito lero-lero e só.

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quinta-feira - 08/01/2015 - 17:35h
Era Rosalba

Intervenções revelaram incompetência de Governo

Patético, mas verdadeiro.

O que melhor funcionou na administração Rosalba Ciarlini (DEM), em quatro anos, esteve sob intervenção judicial.

Caso do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró.

Caso da Fundac, com unidades no estado.

Os resultados das intervenções foram notáveis, justamente porque fugiram à gestão do governo.

Com a mão do Governo, o inverso.

A incompetência comprovada e documentada.

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Categoria(s): Administração Pública
quinta-feira - 02/10/2014 - 08:55h
Crise em Mossoró

Secretário aponta “repactuação” como saída para Saúde

A assistência materno-infantil na região oeste do Rio Grande do Norte foi pauta da 44ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Regional (CIR) da 2ª Região de Saúde. Gestores, profissionais de saúde e conselheiros estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (1º). Foi no auditório da II Unidade Regional de Saúde Pública (II URSAP), em Mossoró, no intuito de buscar soluções conjuntas para garantir um melhor atendimento à mães e recém-nascidos, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da região.

O secretário de estado da Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca, propôs a criação de uma Câmara de Compensação Regional, para ressarcimento de despesas (veja mais abaixo, nesta postagem, detalhes sobre a iniciativa).

Secretário Luiz Roberto fala durante reunião (Foto: Sesap)

Desde o início do mês de agosto, a região Oeste do RN vem passando por dificuldades na assistência materno infantil geradas pelo fechamento da Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR), hospital de referência para o atendimento em obstetrícia de baixa e média complexidade, gerido pela Secretaria de Saúde de Mossoró. Esse fechamento sobrecarregou o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, que atendia uma média de 200 mulheres/mês com gestação de alto risco e nessa situação passou a realizar mais de 500 partos/mês.

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia é um hospital estadual e atende toda a região Oeste e Vale do Açu. Por decisão da justiça a partir desta quarta-feira a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado voltou a funcionar.

Motivos da crise

Durante a reunião, a secretária de Saúde de Mossoró, Leodice Cruz, apresentou os motivos que levaram ao colapso dos procedimentos de obstetrícia de baixa e média complexidade no município. Segundo ela, a alta demanda de atendimentos, gerada acima do que havia sido acordado com os 64 muncípios da região, por meio da Pactuação Pactuada Integrada (PPI), foi o principal motivo para desestabilizar finaceiramente a Secretaria Municipal de Saúde e impedir a manutenção dos serviços.

“Nossa principal dificuldade se dá em função da alta demanda que estamos atendendo, oriunda das cidades circunvizinhas e também de estados como Paraíba e Ceará. Grande parte destes atendimentos são ofertados sem que recebamos o devido ressarcimento pelos procedimentos realizados. Apesar de termos um pacto com todos os municípios da região, existem cidades que na prática nos enviam uma demanda superior à acordada na Programação Pactuada Integrada (PPI) e não nos repassam a devida contrapartida financeira. Atualmente estamos com um déficit em torno de R$ 700 mil de recursos que deveriam ser transferidos por estes municípios aos quais prestamos assistência. Por isso o problema da Saúde Pública de Mossoró, não é só da gestão municipal e sim de todos os municípios que transferem pacientes para cá. O problema somente será resolvido quando cada um assumir sua parcela de responsabilidade” desabafou.

O secretário de estado da Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca, propôs a criação de uma Câmara de Compensação Regional, composta por representantes municipais e estaduais, para regular a participação financeira dos municípios que enviam pacientes para outras cidades. Essa participação virá como um ressarcimento das despesas realizadas pelo serviço prestados.

“Estatisticamente está comprovado que os municípios da região Oeste enviam para Mossoró um número de pacientes bem superior aos repasses financeiros acordados na PPI para realização destes atendimentos. Todos estes municípios recebem um aporte financeiro do Ministério da Saúde para ter gestão plena e atendimento integral à saúde, mas na prática nem sempre oferecem e nem pactuam estes serviços com os municípios pólos. Assim, a demanda de pacientes para estas cidades aumenta sem a devida contrapartida financeira. A Câmara de Compensação Regional, por sua vez, será responsável por este monitoramente e efetivação das devidas compensações financeiras”, explicou Luiz Roberto.

Além dessa proposta à CIR da 2a Região de Saúde, o secretário Luiz Roberto Fonseca aconselhou os gestores municipais a abrirem seus próprios serviços e não ficarem na dependência, exclusiva, da medicina complementar privada. Com a desatualização da Tabela SUS, os gestores públicos estão tendo que, cada vez mais, destinar recursos para complementação de procedimentos cobrados pelos prestadores privados.

Participaram ainda da reunião, técnicos da Sesap, conselheiros de saúde, apoiadores do Ministério da Saúde, secretários de saúde de municípios da II e VIII Regiões de Saúde e representantes da OAB.

Com informações da Secretaria de Saúde Pública do Estado (SESAP).

Nota do Blog – A repactuação é imprescindível e não pode mais ser adiada. O próprio Estado precisa intervir diretamente para consecução da proposta. Há anos e anos que ouvimos falar sobre essa necessidade, mas falta coragem, ação político-administrativa para que  possa acontecer.

Mas continuamos assistindo a “ambulancioterapia” em plena expansão. Em qualquer município do interior é comum até mesmo vereador ter sua própria ambulância, para granjear simpatia de eleitores, despejando gente à porta de hospitais em Mossoró.

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quinta-feira - 02/10/2014 - 08:23h
Saúde pública

Hospital da Mulher receberá mais recursos

União e Estado devem fazer parceria para construção de hospital materno-infantil em Mossoró

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia irá receber cerca de R$ 600 mil mensais a partir do próximo mês. Os leitos da UTI Neonatal e os leitos da Gestação de Alto Risco serão habilitados para receberem os recursos do programa Rede Cegonha, do Governo Federal.

Esse foi o resultado preliminar extraído de reunião realizada ontem (30), em Brasília (DF), entre representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, da Saúde em Mossoró e do Ministério da Saúde. Além disto, ficou decidida também a construção de um hospital materno-infantil que atenda à baixa, média e alta complexidade, em parceria entre a União e o Estado.

À direita, Jonas, Catarina e Inavan Lopes discutem com Fausto Santos a saúde de Mossoró (Foto: Divulgação)

A comitiva de Mossoró foi composta pelos advogados Jonas Segundo, presidente em exercício da OAB/Mossoró, Catarina Vitorino, presidente em exercício da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB/Mossoró, e pelo médico Inavan Lopes da Silveira, diretor-geral do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Em Brasília, eles foram recebidos pelo titular da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde (MS), Fausto Pereira dos Santos, e sua equipe, numa reunião definida durante a audiência pública promovida pela OAB, na sexta-feira (26) passada. O presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), que participou da reunião, obteve a audiência conforme prometera (veja AQUI).

Audiência

Inicialmente, a comitiva mossoroense apresentou os problemas que afetam Mossoró. A ata da audiência realizada na sexta passada foi apresentada neste encontro, com as proposições formuladas a partir das ideias apresentadas por todos que participaram da audiência promovida pela OAB. A necessidade de construção de uma maternidade pública na área de assistência materno-infantil de baixa e média complexidade e a manutenção do Hospital da Mulher foram alguns dos apontamentos levados pela comitiva à equipe do secretário Fausto Pereira dos Santos, do MS.

De imediato, ficou definido que os leitos da UTI Neonatal e da Gestão de Alto Risco do Hospital da Mulher de Mossoró serão cadastrados para receber repasses do programa Rede Cegonha, que visa garantir os direitos inerentes às mulheres e às crianças, como a atenção humanizada na gravidez e o direito ao nascimento seguro.

Serão destinados pelo Ministério da Saúde cerca de R$ 300 mil mensais pela inclusão dos dois serviços no programa, totalizando um repasse mensal de R$ 600 mil. A previsão do Ministério da Saúde é que o repasse seja realizado a partir de novembro, visando amenizar as dificuldades orçamentárias que o Hospital da Mulher enfrenta.

Além do envio de recursos federais ao HM, ficou definido que Mossoró irá receber um hospital materno-infantil que atenda a baixa, média e alta complexidade. A ideia partiu do próprio Fausto Pereira e sua equipe.

Eles explicaram que a reunião de todos os serviços em uma única estrutura reduzirá os custos de manutenção. A efetivação do projeto envolverá o Governo do Estado do RN, através de parceria desenvolvida com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

Membros das duas esferas, além do Executivo Municipal, irão se reunir para discutir a viabilização do projeto de construção de uma unidade hospitalar que atenda a demanda da região.

 

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segunda-feira - 29/09/2014 - 09:49h
Mossoró

Situação materno-infantil terá busca de soluções

A Comissão Intergestores Regional (CIR) da 2ª Região de Saúde realizará quarta-feira (1), às 9h, no auditório da II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), com sede em Mossoró, a 44ª Reunião Ordinária do Colegiado e terá como objetivo alinhar propostas e buscar resoluções para a situação atual da assistência materno-infantil em toda a região, em especial as dificuldades geradas pelo fechamento da Casa de Saúde Dix-Sept Rosado.

A Associação de Assistência e Proteção Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) é gestora da Casa de Saúde Dix-Sept Rosado, hospital de referência para o atendimento em obstetrícia de baixa e média complexidade de Mossoró. A associação possui convênio com o município e recebe repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar dos repasses, a unidade hospitalar está com os serviços paralisados tendo em vista suas condições físicas precárias, salários em atraso e diversas execuções trabalhistas. A ausência do serviço prestado pela Casa de Saúde Dix-sept Rosado sobrecarrega o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, o qual não possui estrutura física nem de pessoal para suportar a migração de pacientes, uma vez que foi concebido para atender apenas mulheres com gestação de alto risco.

Participantes

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia é um hospital estadual e atende toda a região Oeste e Vale do Açu do Rio Grande do Norte.

Estarão presentes à reunião a coordenadora da Comissão Intergestores Regional (CIR), Iranilde Oliveira Campos; prefeitos; secretários municipais de saúde; o promotor substituto da defesa dos direitos relativos à saúde em Mossoró, Domingos Sávio Almeida; Acácia Marília Cândido, apoiadora da Rede Cegonha do Ministério da Saúde no RN; coordenadora estadual do Programa Saúde da Mulher, Andrea Michelle; diretor geral do Hospital da Mulher, Inavan Lopes da Silveira; coordenadora da Vigilância de Óbitos da II Ursap, Alzineta Rocha; diretor médico do Hospital da Mulher, Dr. Manoel Nobre; secretaria municipal de saúde de Mossoró, Leodise Maria Dantas Soares Cruz; o diretor da Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM); a secretária executiva da CIR, Maria de Fátima Fernandes de Melo Rocha, coordenador da Equipe Técnica da II Ursap, Daniel Duarte e membros do Grupo Condutor da Rede Cegonha.

Com informações da Secretaria Estadual da Saúde Pública.

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sexta-feira - 26/09/2014 - 08:07h
Às 9h

OAB promove audiência hoje sobre caos na Saúde de Mossoró

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Mossoró, promove nesta sexta-feira (26) uma audiência pública para discutir e buscar soluções imediatas em torno do problema que tem afetado a saúde pública no município. A Ordem convidou representantes dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), representantes das categorias e instituições ligadas à saúde, organizações não-governamentais e a sociedade civil como um todo.

A intenção é debater o problema de forma séria, dando a devida atenção que o problema requer para evitar que novas vidas sejam perdidas.

A audiência pública começa às 9h, no auditório da OAB/Mossoró.

A instituição tem acompanhado de perto toda a problemática que envolve a crise na saúde pública, por meio da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Os advogados e membros consultores já realizaram duas visitas ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. A primeira ocorreu no dia 3 deste mês, quando a situação verificada já havia sido considerada como extremamente preocupante.

Na terça-feira (23), os membros da CDH voltaram ao Hospital da Mulher e constataram o agravamento da situação – veja AQUI.

Superlotação

O temor da OAB é que o problema continue se agravando e que novas vidas sejam perdidas pela falta de estrutura necessária à demanda, que é bastante desproporcional. A superlotação do Hospital da Mulher começou com a suspensão dos atendimentos na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A situação piorou quando a unidade hospitalar foi interditada. Todos os atendimentos que eram feitos nesta foram transferidos para o Hospital da Mulher, que não tem estrutura suficiente para suportar toda a demanda de Mossoró e região.

A OAB esteve no Hospital da Mulher e conversou com diversos profissionais que são obrigados a enfrentar uma série de dificuldades relacionadas à pouca estrutura, diante da demanda excessiva. Os membros da CDH ficaram impressionados com a grande carga de estresse emocional em todos os servidores, que se esforçam para oferecer o mínimo necessário às famílias que procuram àquela unidade, mas esbarram na falta de condições. Conforme constatou a OAB, a equipe do hospital está trabalhando no seu limite e também sofre por não conseguir atender dignamente.

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Categoria(s): Política / Saúde
quinta-feira - 25/09/2014 - 12:00h
Saúde em Mossoró

Tudo seria muito pior se o extremismo vencesse

Nada como o tempo: muitos queriam que a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) fechasse. Hoje, a vêem como importante e indispensável.

Que coisa!

Muitos queriam que o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia sequer fosse aberto. Hoje, percebem que se ele não funcionasse mesmo assim, tudo seria pior.

O que extraímos desses dois extremismos?

Que eles, os extremistas, fazem muito mal a Mossoró, à Saúde e à humanidade.

Bom senso, gente!

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quarta-feira - 24/09/2014 - 18:27h
Mossoró

Secretaria tenta liberar recursos para Hospital da Mulher

O secretário estadual de Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca, participou na tarde desta quarta-feira (24) de uma audiência com o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Luiz Alberto Dantas. Na ocasião, o secretário da Sesap solicitou ao magistrado o repasse de cerca de R$ 300 mil reais para a manutenção de serviços essenciais ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia de Mossoró.

Juiz recebeu secretário e prometeu agilidade (Foto: Sesap)

Desde o início de agosto, o hospital vem acumulando uma alta demanda de atendimentos obstétricos da baixa, média e alta complexidade, de 64 municípios do Oeste e Alto Oeste potiguar.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, o valor solicitado pela Secretaria ao juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, faz referência a um remanescente financeiro que se encontra bloqueado, por decisão judicial, mesmo após o pagamento de todas dívidas deixadas pelo Instituto Nacional de Assistência à Saúde e à Educação (Inase) durante rescisão do contrato de gestão com o Hospital.

CSDR

“Como é de conhecimento público a Saúde enfrenta um momento de grandes desafios em função das dificuldades financeiras vivenciadas pelo Estado e municípios, o que tem criado obstáculos para Sesap garantir o funcionamento de sua rede. O Hospital da Mulher é um dos que mais sofre com essa sobrecarga de serviços, motivado pela suspensão dos serviços da Casa de Saúde Dix Sept Rosado (CSDR). O desbloqueio e encaminhamento deste recurso para o custeio dos serviços do Hospital da Mulher seria uma alternativa para garantir a resolutividade daquela unidade até o fim do ano”, disse Luiz Roberto.

Com a explanação da Sesap, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Luiz Alberto Dantas, prometeu agilizar o julgamento da sentença. “O normal nestas ações é os saldos remanescentes sejam de fato devolvidos à quem depositou”, disse o juiz Luiz Alberto.

Com informações da Secretaria de Saúde Pública do Estado (SESAP).

 

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quarta-feira - 24/09/2014 - 14:38h
Mossoró

Governistas abandonam Câmara em protesto contra vídeo

Vereadores governistas abandonaram o plenário da Câmara Municipal de Mossoró hoje, em plena sessão. Motivo: porque a mesa diretora da Casa permitiu que o vereador Tomaz Neto (PDT) apresentasse um vídeo com relato dramático da médica Cibelle Danielle, sobre o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Plenário ficou quase vazio: vídeo afuguentou vereadores (Blog Carlos Santos)

Plenário ficou quase vazio: vídeo afuguentou vereadores (Blog Carlos Santos)

Houve acirrado debate antes do abandono e da exibição do vídeo ao vivo, com transmissão pela TV Mossoró para toda a cidade (veja AQUI).

A tese dos governistas, era de que não havia amparo no Regimento Interno da Casa utilização de recurso audiovisual durante qualquer pronunciamento.

O vereador governista Jório Nogueira (PSD) ponderou, que não era contra o vídeo, mas a falta de poderes da própria mesa diretora, que estaria se rendendo a pareceres jurídicos, em detrimento da própria força deliberativa do plenário.

Desculpas

O oposicionista Genivan Vale (PROS) asseverou: “Esses vereadores devem um pedido de desculpas à sociedade”.

O presidente da Câmara, Francisco Carlos (PV), justificou que a concessão de espaço ao vereador para apresentar o vídeo, de interesse público, não era uma posição favorável ou contrária a ele. “Trata-se de uma prerrogativa”.

Aconselhou que os oposicionistas, caso queiram, formulem matéria (projeto de resolução) para deixar textualizado que é expressamente proibido a utilização desse recurso.

Tomaz Neto abriu apartes para governistas e oposicionistas, mas fincou pé até exibir o vídeo. Antes disso, a bancada do governo bateu em retirada.

– Eu não vou trair minha consciência e ficar em silêncio para ser cúmplice desse crime – alardeou Tomaz.

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quarta-feira - 24/09/2014 - 12:39h
Em Mossoró...

Uma discussão que precisa ser pautada pela vida

A discussão sobre a saúde pública de Mossoró está novamente sendo partidarizada. Como antes. Há o contra e o lado a favor. Abunda o maniqueísmo doentio.

Nem todos, claro, agem assim. Mas não faltam os que desejam buscar culpados pura e simplesmente, em vez de priorizarmos soluções.

Há cerca de 3 anos, a gestão Fafá Rosado (PMDB) fez esforço titânico para fechar a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), controlada por primos e adversários políticos. Muitos que hoje bradam pela CSDR, se calaram ou atiçaram seu esquema à promoção desse crime de lesa-humanidade.

Por quê?

Ao que vai chegar

Precisamos discutir saúde como interesse público, não privado, partidário, particular ou de grupo. Ser contra ou a favor do prefeito Francisco José Júnior (PSD), ou quem quer que seja o prefeito de ocasião, não ajuda.

O Hospital da Mulher precisa estar aberto. Sob intervenção, continuou aberto. Sob corrupção, continuou aberto. Nem contra ou a favor da “Rosa”, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que o instalou às pressas e sem qualquer zelo pela coisa pública.

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado sempre foi uma célula partidária, mas é inequívoco seu papel imprescindível à saúde da região.

A CSDR precisa continuar aberta, funcionando, atendendo, cumprindo seu papel social.

Punam eventuais excessos de gestão. Quem não pode ser punido é o bebê, a parturiente, famílias pobres, gente sem gravata Gucci, bolsa Louis Vuitton ou sapato Carmen Steffens.

Chega!

O “Direito de Nascer” é princípio constitucional. Ele está acima de todos os outros direitos. É a mãe de todos os princípios.

Respeitem-no!

Sou pai. Meus filhos nasceram na Dix-sept Rosado. Sou privilegiado e agradecido pela benção da paternidade e a graça da natividade.

Algumas pessoas estão perdendo essa benção, a benção da vida. E isso não é um problema apenas delas. É de cada um de nós, se é que nos consideramos humanos.

Estou indignado. Continuo graças a Deus me indignando.

Quando eu parar de me indignar com o injusto e vil, paro de existir. Que assim seja!

Veja bastidores surpreendentes desse caso nos acompanhando no Twitter AQUI.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
quarta-feira - 24/09/2014 - 10:06h
Direito de Nascer

Comissão constata ambiente de morte no Hospital da Mulher

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Mossoró, fez uma nova visita ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Foi nessa terça-feria (23. Constatou o agravamento do problema que tem afetado a saúde pública do município.

Os médicos ouvidos pelos advogados relataram todas as dificuldades que têm enfrentado e o temor de novas mortes provocadas pela falta de estrutura. A situação do hospital se agravou desde que a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR) deixou de atender pacientes pelo SUS e foi interditada por ordem judicial (revista ontem, veja AQUI).

A última visita ao Hospital da Mulher havia sido realizada no dia 3 deste mês, quando os membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Mossoró também estiveram na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado. A situação verificada, naquele primeiro momento, já foi considerada como extremamente preocupante.

Na de ontem (23), os advogados encontram um cenário ainda pior, descrito como “desumano” por Catarina Vitorino, presidente em exercício da CDH da OAB/Mossoró. A comissão ficou espantada com a superlotação e a alta carga de estresse que afeta os servidores.

Ineficiência de ações

O temor da OAB é que a vida de parturientes e bebês continue sendo colocada em risco por falta de condições mínimas de trabalho para os médicos, enfermeiros e outros servidores que atuam no Hospital da Mulher.

Médica relata situação: "Poderiam morrer mais bebês..." (Foto: Cézar Alves)

A segunda visita da Ordem foi a pedido dos próprios médicos, que estão desesperados com a ineficiência das ações que têm sido desenvolvidas pelo poder público local.

O presidente em exercício da OAB, Jonas Segundo, afirma que a instituição continuará acompanhando a situação, buscando soluções, e que poderá intervir caso o problema se arraste.

Também estiveram no hospital o vereador Tomaz Neto (PDT) e o padre Talvacy Chaves, da paróquia de Fátima em Mossoró. Os dois ouviram médicos, enfermeiros e outros servidores.

Conversaram com parturientes e testemunharam um cenário de horror.

O complicador, é que o hospital está sem qualquer direção, pois seus diretores pediram exoneração por não suportarem esse quadro de desamparo.

Mais mortes

A médica obstetra Cibelle Danielle fez  um desabafo comovente sobre tudo que está vivendo no Hospital da Mulher (veja vídeo nesta postagem).

Admitiu que “poderiam morrer mais bebês”. O vereador Tomaz Neto pediu para ela repetir a frase. Enfim, as mortes devem continuar.

A esperança para atenuar o caos, é a reabertura da Casa de Saúde Dix-sept Rosado – comentou Cibelle Danielle.

Ela e os demais integrantes do Hospital da Mulher procuram fazer o que é possível e o impossível, às vezes. Veja o vídeo. Difícil não se comover e não se indignar.

Pobre Mossoró!

Acompanhe bastidores desse caso em nosso Twitter, clicando AQUI.

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Categoria(s): Saúde
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terça-feira - 23/09/2014 - 09:33h
Como antecipado...

Hospital funciona sem diretores

Como este Blog antecipou ao final da noite de sábado (21) – veja AQUI -, o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia está sem diretoria.

Seus dirigentes pediram o boné.

Médicos Inavan Lopes e Manoel Nobre já vinham pedindo socorro há tempos, ao lado de demais membros de equipe.

Não suportaram o circo de horrores a que estavam submetidos, sem meios para atendimento à demanda de parturientes, em luta pela vida e por seus bebês.

Pobre Mossoró!

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Categoria(s): Política / Saúde
quinta-feira - 18/09/2014 - 11:37h
Calamidade pública

Audiência vai discutir o “direito de nascer” em Mossoró

Diretores do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia vão estar amanhã na Câmara Municipal de Mossoró.

Participarão de audiência pública a partir das 9h.

A proposição foi acatada pela Casa, apresentada pelo vereador Tomaz Neto (PDT).

– Parturientes estão morrendo, bebês estão sendo impedidos de nascer em Mossoró. Isso é humilhante e criminoso. Algo precisa ser feito com urgência. Logo! – brada Tomaz.

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quinta-feira - 21/08/2014 - 18:18h
Saúde

Precisamos da Casa de Saúde Dix-sept Rosado

Da mesma forma que o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia foi objeto de intervenção, isso poderá acontecer com a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR). A confirmação vem do Ministério Público do RN (MPRN), através do promotor Flavio Corte (veja postagem abaixo ou AQUI).

Se for a saída provisória, para seu saneamento financeiro e equilíbrio ao funcionamento, de modo a cumprir seu inestimável valor social, que assim seja.

No caso do Hospital da Mulher, o caminho foi admitido, incentivado e até pedido pelo Governo Rosalba Ciarlini (DEM) em determinada etapa do imberbe funcionamento dessa unidade hospitalar. Simplesmente entendeu que não tinha competência para sua gestão.

Posteriormente, ao final da intervenção (que foi renovada), o próprio Estado assumiu seu comando ao seu modo, do seu jeito. Há alguns meses está nas mãos competentes do doutor Inavan Lopes e dedicado quadro de servidores.

Mas qualquer pessoa que conheça razoavelmente bem o setor, em Mossoró, sabe que o  Hospital da Mulher não tem como atender à demanda diluviana de mães e seus bebês.

A manutenção e melhoria da CSDR são fundamentais para a saúde pública em Mossoró. Atende a uma média de 600 mães e seus bebês mensalmente. Ruim com ela, pior – muito pior sem ela.

Se existem desvios, apurem e punam seus culpados.

Mas sejamos ágeis, eficientes e cirúrgicos na solução desse impasse que se arrasta há muitos anos.

Uma cidade que estufa o peito para produzir em seu favor um monte de ufanismos, intitulando-se  capital disso e daquilo, não pode sucumbir ao título de “Nova Herodes”, punindo criancinhas e suas mães.

Bom senso, menos politicalha.

O interesse social deve ficar acima da futricas e arengas inconsequentes, que vivem nos atrasando como civilização.

Vamos acompanhar os acontecimentos.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Saúde
sábado - 16/08/2014 - 18:34h
Socorro

Prefeitura pega apoio de Hospital da Polícia para pós-parto

Em virtude da suspensão do atendimento ginecológico na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia ficou com seu serviço comprometido devido à superlotação. Para solucionar o problema, a Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal da Saúde, articulou parceria com o Hospital da Polícia Militar.

Leodise tomou providências em outro momento muito delicado (Foto: PMM)

Objetivo é para que o Hospital da Polícia Militar receba mulheres em situação de pós-parto. A partir deste sábado (16), se necessário, mulheres em fase de pós-parto com seus recém-nascidos podem ser transferidos para o Hospital da Polícia Militar.

De acordo com o diretor médico do Hospital da Polícia Militar, Capitão e médico, Manoel Nobre, o Hospital da Polícia está em condições de receber as mães e seus recém-nascidos que necessitarem ser transferidos do Hospital da Mulher. “Nós já nos encontramos em condições de receber essas mulheres puérperas de forma emergencial para que o Hospital da Mulher não superlote e tenha espaço para receber outras mulheres em trabalho de parto”, disse

Soluções rápidas

Prefeitura de Mossoró providenciou soluções rápidas para que as parturientes não sofressem risco de morte. A Secretária Municipal da Saúde, Leodise Cruz, destaca a iniciativa da administração.

“A Saúde é uma das prioridades desta gestão e se tratando de mulheres prestes a dar à luz, de mulheres em fase de pós-parto, como também de bebês em fase inicial de vida, nós procuramos emergencialmente a direção do Hospital da Polícia e fomos atendidos”, afirmou.

Leodise Cruz afirma ainda que a Prefeitura de Mossoró, além de articular soluções rápidas, vai garantir profissionais, equipamentos e insumos para que o atendimento no Hospital da Polícia – embora seja de forma emergencial – aconteça com qualidade nos 20 leitos destinados as puérperas.

Com informações da Secretaria Municipal da Saúde (Mossoró).

Nota do Blog – Amém!

Nessa sexta-feira (15), precisou que ocorresse um movimento de mulheres grávidas, familiares e amigos à porta da sede da Prefeitura, pedindo providências. Nem mesmo a imprensa alinhada com o governo conseguiu esconder a manifestação. Teve que noticiar o fato, tamanha a aberração.

Entre final de 2010 e início de 2011, na administração Fafá Rosado (PMDB), algumas mulheres foram ter seus bebês em Russas (CE) – a mais de 90 quilômetros de Mossoró. Quem podia pagar, escolhia Fortaleza (CE) ou Natal.

O cenário vergonhoso e criminoso foi estabelecido, principalmente por sua política para fechar a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)-Maternidade Almeida Castro, controlada por um grupo político adversário.

Chegaram a segurar mais de meio milhão de recursos da CSDR por cerca de nove meses, numa apropriação de verba federal, na intenção de prejudicar seus adversários. Mas, na verdade, agiam contra centenas de mulheres, bebês e seus familiares. Nem Herodes conseguiu ser tão cruel.

Mossoró não suporta mais esse tipo de comportamento desumano. É preciso que unamos forças para melhoria de seus serviços de Saúde, integrando forças e não mutilando instituições com base em interesses politiqueiros e empresariais.

Parem de furtar e manipular a Saúde, bandidos! Furtem pelo menos noutra área.

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segunda-feira - 11/08/2014 - 08:06h
Mossoró

Hospital da Mulher volta a funcionar após acidente

O  Hospital da Mulher Parteira Maria Correia voltou a funcionar. Desde sábado (9) que suas atividades foram retomadas.

A boa notícia acontece, após acidente ocorrido na última terça-feira (5) – veja AQUI.

Seu diretor, médico Inavan Lopes, encaminha informação ao Blog, passada pela Secretaria Estadual da Saúde Pública (SESAP), assegurando que todos os procedimentos de segurança foram tomados, para garantir o pleno funcionamento do hospital e preservação de vidas.

Houve explosão na tubulação de oxigênio do hospital, causada por pane na subestação que, consequentemente, gerou um aumento na pressão dos gases. Isso provocou rompimento da tubulação, atingindo um dos registros da UTI Neonatal.

A providência de evacuar todo o hospital foi considerada plenamente acertada. O apoio da Secretaria da Saúde do Município e dos hospitais Wilson Rosado e Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) complementou a operação de transferência de pacientes (mães e bebês) e dos servidores do Hospital da Mulher.

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quarta-feira - 06/08/2014 - 06:41h
Mossoró

Explosão causa pânico e Hospital da Mulher é evacuado

A noite dessa terça-feira (5) foi marcada pelo pânico no Hospital da Mulher, em Mossoró. A explosão de um transformador de energia causou alvoroço.

Samu é usado para garantir evacuação (Foto: Cézar Alves)

O imprevisto foi agravado, porque tubulação de oxigênio da UTI Neonatal acabou atingida.

A ação imediata de sua direção e equipe funcional, ao lado do apoio do Hospital Wilson Rosado e Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), além do Samu, ensejou rápida reação.

Mães e bebês foram levados do local.

Segundo informações de fonte do Samu, em menos de duas horas todos os pacientes e servidores estavam fora do local.

VÍDEO MOSTRA OPERAÇÃO:

“Três bebês e suas respectivas mães foram levados para o Wilson Rosado e 9 para a CSDR. Ninguém se feriu na operação”, informou o jornalista Cézar Alves em seu Twitter, às 22h50. Clique no boxe acima e veja imagens.

O Corpo de Bombeiros também foi acionado. Garantiu que não havia risco de novas explosões.

Hoje, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) deverá emitir comunicado explicando o caso e detalhando medidas.

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Categoria(s): Saúde
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