quinta-feira - 29/11/2012 - 11:22h
Mistério

Cadê a auditoria extraordinária do Hospital da Mulher?

Quando o Governo do Estado vai apresentar, finalmente, o resultado da “auditoria extraordinária” que implantou para identificar as irregularidades no Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher)?

Quando vai aparecer um único deputado estadual para cobrar esse documento oficial?

Por que a auditoria não foi apresentada, mesmo concluída dentro do prazo? Foi por causa da campanha eleitoral que estava em curso?

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) determinou a auditoria no dia 28 de junho, logo após a “Operação Assepsia”, que colocou suspeitas sobre a atuação da Associação Marca (que administrava o hospital).

Desde então, o assunto foi esquecido e o relatório não foi publicizado.

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segunda-feira - 05/11/2012 - 06:22h
Mossoró

Hospital da Mulher tem desvio de mais de R$ 3 milhões

Do Tribuna do Norte

Disparidades nos valores repassados pelo Governo do Estado e as despesas reais das empresas que administravam o Hospital da Mulher, em Mossoró, apontam para a possibilidade do erário ter sido fraudado em mais de R$ 3 milhões nos quatro primeiros meses deste ano.

Os indícios de irregularidades estão apontados em um relatório preliminar produzido por técnicos da Secretaria Estadual de Saúde, ao qual a TRIBUNA DO NORTE teve acesso.

A administração do Hospital da Mulher foi terceirizada pelo Governo do Estado à Associação Marca, a mesma organização social alvo da Operação Assepsia que apontou fraudes em contratos similares com a Prefeitura do Natal.

O contrato do Governo do Estado com a Associação Marca para gerir o Hospital da Mulher foi encerrado na última segunda-feira, mas a auditoria na prestação de serviço realizada pela Organização Social não acabou.

No último semana de outubro, o secretário estadual de Saúde, Isaú Gerino, recebeu um relatório produzido pelos próprios técnicos da secretaria de saúde onde se aponta gastos indevidos de R$ 3,160 milhões nos quatro primeiros meses do contrato (março a junho). A auditoria preliminar tomou como base as prestações de contas enviadas pela Marca ao Governo do Estado.

Por conta das supostas irregularidades, os técnicos da Sesap recomendaram a suspensão do último pagamento restante para a Organização Social, referente ao último mês de prestação de serviço.

Esse pagamento é da ordem de R$ 2,59 milhões. Segundo o relatório, o pagamento deve ser suspenso “diante das graves irregularidades detectadas preliminarmente, bem como diante da relação custo-benefício dos serviços prestados pela Entidade Social, que fere frontalmente o princípio da economicidade que deve ser perseguido pela Administração Pública, e que a nosso ver em caráter preliminar está causando fortes prejuízos ao Erário Estadual”.

Os gastos “indevidos” têm relação com três situações consideradas irregulares pelos técnicos da Secretaria de Saúde. A primeira delas diz respeito às despesas contraídas de forma antecipada pela Associação Marca, antes da formalização do contrato.

A Tribuna do Norte noticiou há três meses a existência dessas despesas.

Contratos

O relatório coloca a existência de R$ 758 mil de gastos antes de haver contrato com a Associação. Outro ponto citado pela auditoria foi a inclusão de guias de depósitos judiciais de processos trabalhistas do Rio de Janeiro. Foram quatro pagamentos, que totalizaram R$ 280 mil.

Os técnicos estranharam a existência de pagamentos referentes a processos judiciais de fora do Rio Grande do Norte.

O último ponto apontado pela auditoria é relativo ao pagamento do fundo de garantia dos funcionários da empresa Salute Sociale, que era “quarteirizada” pela Marca para fornecer mão de obra para o Hospital da Mulher.

Na prestação de contas, segundo o relatório preliminar da auditoria, foi incluído o pagamento de todos os funcionários da empresa, que tem contrato em várias cidades do Brasil. Por conta dessa inclusão, o valor incluído na prestação de contas é significativamente superior ao devido pelo Estado.

Saiba mais adiante:

– Folha de pessoal de Hospital tem valor “estourado”;
– Auxiliar de governadora aluga imóvel para empresa gestora de hospital;
– Relatório de auditoria especial não é apresentado.

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domingo - 02/09/2012 - 23:42h
Pobre RN!

Fantástico retrata corrupção na Saúde com a “Marca”

Do Blog de Eliana Lima

Natal aparece mais uma vez no Fantástico, neste domingo (2).

E mais uma vez por um motivo vergonhoso. Numa ampla reportagem, mostrou os golpes que desviam milhões do SUS. Levou ao ar imagens e informações sobre a Operação Assepsia, que prendeu o ex-secretário de Planejamento Antônio Luna e o procurador municipal Alexandre Magno de Souza.

Entrevistou o promotor Cleyton de OliveiraFrancisco Batista, ex-presidente e hoje membro do Conselho Nacional de Saúde.

Eis o vídeo e o texto na página do Fantástico que fala sobre Natal.

– O Fantástico investigou outro tipo de golpe que também desvia milhões de reais da saúde pública brasileira. Um dinheiro que é seu, dos nossos impostos. Essa fraude é praticada por organizações sociais desonestas.

Em junho passado, a Operação Assepsia, do Ministério Público do Rio Grande do Norte, prendeu secretários municipais e empresários. Alvo: as fraudes na prestação de contas de três organizações sociais ligadas à saúde.

Uma organização social é uma entidade sem fins lucrativos que recebe dinheiro público para realizar parte dos serviços garantidos pelo Estado à população.

Em Natal, o dinheiro do contribuinte foi para o ralo. Uma das organizações flagradas tinha com a Secretaria de Saúde contratos de R$50 milhões Essa organização é a “Marca”, de Antônio Carlos de Oliveira e Rosimar Bravo e Oliveira.

Para desviar essa fortuna, a marca prestava contas usando notas frias emitidas pelas empresas OPAS, Artesp e Medsmart, que prestam serviços e consultorias.

Os responsáveis pela organização social “Marca” são também os donos da empresa OPAS. As outras duas empresas do esquema têm sede no Rio de Janeiro. Mas nem na Artesp nem na Medsmart havia funcionários para receber nossa equipe.

Segundo o Ministério Público, as duas empresas são de fachada, e estão em nome de Gustavo Meres. Ele é filho de Tufi Soares Meres, tratado assim no relatório do Ministério Público: “um dos grandes articuladores da máfia do terceiro setor no Rio”.

O médico Tufi Meres teve a prisão decretada e está foragido. Gustavo Meres, o filho dele, é investigado pelo Ministério Público.

Antônio Carlos de Oliveira e Rosimar Bravo ficaram presos em Natal e agora respondem em liberdade pelos crimes de formação de quadrilha e peculato – que é a apropriação de bens públicos. A organização social que eles comandam, a “Marca”, tem contrato em vigor com a prefeitura de Duque de Caxias, terceiro maior município do estado do Rio. São R$ 89 milhões por mês para cuidar de seis postos de saúde.

O responsável pela Operação Assepsia afirma que a “Marca” repete, no Rio, a estrutura desmontada em Natal. “Toda a estrutura de atuação da associação ‘Marca’ em Natal também existe em outros locais do país, como no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro”, afirma o promotor de Justiça Clayton de Oliveira.

Em nota, a “Marca” diz que todos os contratos firmados por ela são com empresas legalizadas.

“As organizações sociais são uma forma privilegiada de se apoderar dos recursos do SUS, de desviar recursos do SUS”, Francisco Batista Jr, membro do Conselho Nacional de Saúde.

Ex-Secretário Nacional de Saúde, Francisco Batista, e hoje membro do Conselho Nacional de Saúde, critica a parceria do poder público com as organizações sociais. “Seja no serviço público, seja no serviço privado contratado, a qualidade de atendimento da população é prejudicada, é penalizada pela corrupção”, afirma.

Em tempo: a Marca continua gerindo o Hospital da Mulher, em Mossoró.

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quinta-feira - 16/08/2012 - 11:06h
Salário em atraso

Funcionários do Hospital da Mulher pedem socorro!

Caro Carlos,

Enquanto  o Ministério Público está em impasse com o caso da Associação Marca em Natal, a situação dos funcionários da empresa Marca que prestam serviço ao Hospital da Mulher (Mossoró), só piora.

Hoje, 16 de agosto, e não foi feito o pagamento dos funcionários e nem informação eles estão dando.

Aliás, acho eu que esqueceram dos pequenos que la trabalham pois só estão dando informação à classe médica.

Vale lembrar que os mesmos não trabalham sozinhos, sem falar que se quisermos tomar um copinho de café temos que levar açúcar e café, foi eles já não fornecem mais.

Onde estão o sindicato e  promotores de Mossoró. Precisamos de solução.

Os funcionários do Hospital da Mulher pedem socorro.

Elijane – Webleitora

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segunda-feira - 05/03/2012 - 09:45h
Saúde sob suspeição

MP quer discutir ‘modelo’ de novo hospital de Mossoró

O Ministério Público Estadual, através do 1ª Promotor de Justiça da Comarca de Mossoró/RN, Flávio Côrte Pinheiro de Sousa, faz convite público à sociedade mossoroense – organizada ou não. É para uma audiência pública de suma importância.

O tema é delicado.

Protesto contra Rosalba e seu modelo terceirizado foi sábado, 5

Será na quarta-feira (7) às 14 horas na Faculdade de Enfermagem (FACENE).

A audiência pública terá como objetivo principal esclarecer e verificar a legalidade, eficiência e a necessidade da instalação do Hospital da Mulher nos moldes em que se anuncia que será feito, bem como apurar supostas irregularidades na forma de administração e contratação de pessoal.

Tefones para contato: (84) 3315-3859 – 1ª Promotoria de Justiça e (84) 3315-3809.

Nota do Blog – A necessidade do Governo do Estado em mostrar serviço e a necessidade da cidade e região, não podem atropelar a lei e alguns critérios técnicos.

O MP tem papel importante aí, pois procura ouvir as partes interessadas e avaliar o que tem sido feito,  para preservar o interesse público e inibir “arranjos” politiqueiros.

À semana passada, houve protesto em praça pública, que cobrava da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) respeito a concursos públicos à montagem do Hospital Materno-infantil de Mossoró, que terá regime terceirizado.

O Governo marcou inauguração para outubro do ano passado, depois para o dia 8 deste mês e mais recentemente assegurou que será no dia 9, sexta-feira, onde funcionou o Hospital da Unimed, na Rua João Marcelino, Nova Betânia.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
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