sexta-feira - 30/05/2025 - 09:38h
Problema sério

Síndromes respiratórias lotam saúde pública e privada

Vacinação ocorre em todas as unidades de saúde (Foto: Arquivo)

Vacinação ocorre em todas as unidades de saúde (Foto: Arquivo)

Síndromes respiratórias estão lotando Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) de Mossoró. Mas, o problema não chega apenas à ampla estrutura de atendimento municipal.

Em hospitais privados ocorre formação de mais equipes, abertura de novos espaços para cuidados com pacientes e mesmo assim há registros de filas e grande quantidade de pessoas em busca de tratamento.

O fenômeno não é localizado em Mossoró. Noutros municípios e estados nordestinos há demanda crescente e registro de muitos óbitos.

No Maranhão, por exemplo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou o processo de montagem de um Hospital de Campanha (veja AQUI) para acolher casos leves de síndromes gripais no estacionamento do Multicenter Sebrae, no bairro Cohafuma, em São Luís. Já houve registro de 89 óbitos.

A providência remete ao período de caos provocado pela Covid-19.

Vacinação

Vale destacar, que a vacinação em Mossoró contra a Influenza continua nas Unidades Básicas de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Nota do Blog – Passei por certa angústia com virose e ainda duelo contra suas consequências.

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quarta-feira - 13/10/2021 - 20:30h
CPI da Covid-19

CPI ouve testemunhas sobre ambulâncias e hospital de campanha

A CPI da Covid na Assembleia Legislativa discutiu, na tarde desta quarta-feira (13), as circunstâncias de contrato referente à locação de ambulâncias e também sobre a iniciativa de buscara contratação de montagem de um hospital de campanha na Arena das Dunas durante 2020. Três pessoas foram ouvidas como testemunhas e trataram sobre os temas. Além disso, os deputados também aprovaram o compartilhamento com o Senado Federal de informações sobre a investigação sobre compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste.

Petrônio disse que governo viu valores altos para hospital de campanha (Foto: Eduardo Maia)

Petrônio disse que governo viu valores altos para hospital de campanha (Foto: Eduardo Maia)

A presidente da Comissão Permanente de Licitação Carla Juliana Gomes de Souza respondeu a questionamentos por parte dos deputados. As principais dúvidas do membro Gustavo Carvalho (PSDB) e do presidente da CPI, deputado Kelps Lima (Solidariedade), foram referentes às datas em que ocorreram as vistorias das ambulâncias que seriam utilizadas no transporte sanitário. O motivo é que, segundo os parlamentares, documentos comprovam que as vistorias ocorreram quatro dias antes da assinatura do contrato do Governo do Estado com a empresa. O contrato, inclusive, foi encerrado pouco após um mês de vigência, o que também levantou suspeitas por parte dos parlamentares.

“Já falamos outras vezes sobre esse contrato e o que chama a atenção é que o empresário que alegou o prejuízo não acionou a Justiça para reaver o dinheiro. Além do que, temos documento que comprova que ele alugou veículos para serem utilizados como ambulâncias antes do resultado sobre a contratação, sem que soubesse, em teoria, que sua empresa seria a contratada. Por isso o motivo de nossa desconfiança”, disse Kelps Lima. A servidora, que não é investigada, explicou que todo o trâmite foi acelerado com o objetivo de minimizar os danos da pandemia, mas que desconhecia e não acreditava em qualquer tipo de favorecimento ou desvio de conduta por parte dos envolvidos na contratação do Poder Público.

Além da servidora, o atual chefe de gabinete do Procurador Geral do Estado, Thales Egídio Macêdo Dantas, também foi ouvido pelos parlamentares sobre os contratos. Ele foi questionado também sobre o processo referente às ambulâncias e disse que o trâmite da questão seguiu todas as normas vigentes.

Prioridade foi fortalecer rede pública

Já o ex-secretário-adjunto de Saúde do Rio Grande do Norte Petrônio Spinelli fez um panorama sobre a contratação de leitos críticos para pacientes com Covid no início da pandemia, quando estava no cargo. O médico infectologista, que é servidor de carreira do Estado há 21 anos, respondeu questionamentos sobre a tentativa de se fazer um hospital de campanha na Arena das Dunas.

Com orçamento previsto em aproximadamente R$ 38 milhões para a viabilização dos leitos, Spinelli explicou que o Governo do Estado recuou após encontrar custos altos para a concretização dos leitos, mas disse que em nenhum momento foi cogitada a possibilidade de não se reforçar as estruturas já existentes na rede de saúde pública. Questionado pelos parlamentares sobre o motivo pelo qual houve a desistência e se denúncias sobre a possível contratação colaboraram para que o Executivo desistisse do hospital, Petrônio Spinelli disse que a decisão de recuar ocorreu porque o Governo viu que seria mais viável o fortalecimento da rede existente.

“Os custos seriam muito altos, mais do que esperávamos, e levaria mais tempo”, disse Spinelli, respondendo a questionamento do presidente da CPI, Kelps Lima, sobre qual seria a estratégia mais plausível: fazer um hospital de campanha ou reforçar a rede existente.

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  • Repet
sexta-feira - 23/07/2021 - 09:22h
Pandemia

Hospital de campanha começará a desativar leitos Covid-19

Hospital de campanha tem grande redução em ocupação (Foto: arquivo)

Hospital de campanha tem grande redução em ocupação (Foto: arquivo)

Do Blog Saulo Vale

O hospital de campanha São Luiz em Mossoró tem apenas 13 leitos de UTI ocupados e outros 37 disponíveis, para tratamento contra a Covid-19.

Por conta dessa baixa ocupação, a unidade vai começar a desativar leitos.

Serão 10 desativados inicialmente até a próxima semana.

Vacine-se!

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quinta-feira - 29/04/2021 - 10:22h
Covid-19

Hospital de campanha desativa 17 leitos por falta de “kit intubação”

São Luiz está com leitos todos ocupados e pode desativas mais em face do problema (Foto: cedida)

São Luiz está com leitos todos ocupados e pode desativas mais em face do problema (Foto: cedida)

O Hospital São Luiz está com 17 leitos para pacientes Covid-19 “bloqueados”, ou seja, foram literalmente desativados. E poderá bloquear mais.

A falta de “kit intubação” obrigou sua diretoria a tomar essa decisão. Eram 15 até a terça-feira (27) e ontem, quarta-feira (28), mais dois leitos foram desativados.

Bloqueadores neuromusculares, sedativos e anestésicos são alguns dos remédios imprescindíveis que não estão à disposição, conforme a necessidade do São Luiz. Desde o início da pandemia no ano passado, ele é o “hospital de campanha” de Mossoró, comandado pela bioquímica Larizza Queiroz.

O Hospital São Luiz tem 50 leitos de UTI covid-19, sendo que 17 estão bloqueados e 33 com pacientes. Ou seja, 100% de ocupação.

São mais 25 leitos clínicos, sendo que 20 estão ocupados na manhã dessa quinta-feira (29).

Acompanhe o caso

Leia também: Sem “kit intubação” hospital desativa 15 leitos;

Leia também: Falta de “kit intubação” pode gerar clima de terror em hospital;

Leia tambémMunicípios vivem risco de falta de oxigênio e “kit intubação”;

Leia tambémQuase mil municípios temem ficar sem “kit intubação”.

Aguarde postagem especial revelando bastidores desse problema e o tamanho de sua gravidade.

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  • Repet
sábado - 26/09/2020 - 11:16h
Covid-19

Governo começa a desmobilizar hospital de campanha dia 1º

No próximo dia 1º de outubro será desativada uma UTI Covid-19 de dez leitos no Hospital São Luiz (hospital de campanha em Mossoró). Ficarão três de 10 leitos cada e uma enfermaria de 25 leitos. A decisão foi tomada nessa quinta-feira (24), em reunião virtual.

São Luiz é hospital de campanha administrado pela Apamim, a partir de um TAC (Foto: arquivo)

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Saúde (SESAP), pediu reunião com o Ministério Público do Estado do RN (MPRN), Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) e a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró (SMS), parra discutir a possível desmobilização do Hospital de Campanha São Luiz.

O Hospital de Campanha São Luiz, para pacientes Covid-19, começou a funcionar oficialmente no dia 1º de maio. Foi instalado através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público Estadual ao Governo do Estado, a Prefeitura de Mossoró e à Apamim.

Coube à Apamim, que está sob intervenção judicial desde 2014, a missão de instalar e administrar essa unidade hospitalar excepcional, cabendo ao Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró agilizar o custeio com recursos federais e contrapartida própria.

Contrato vai até dezembro

O contrato vai até dezembro próximo, quando deve concluir a desmobilização da unidade, que já atendeu cerca de 700 pacientes do Oeste do Rio Grande do Norte. Cerca de metade desse volume foi de pessoas de Mossoró mesmo.

A bioquímica Larizza Queiroz, da equipe interventora e que comanda o Hospital São Luiz, agradeceu os elogios e se colocou à disposição para contribuir “no que for possível”, nessa missão que ainda não está concluída.

Larizza Queiroz lembrou que o contrato de locação e funcionamento do Hospital São Luiz vai até dezembro, quando o Governo do Estado e a Prefeitura de Mossoró já devem ter estrutura suficiente e em tamanho adequado para receber a demanda de pacientes que porventura venham a existir ainda nessa unidade de campanha.

Representantes da Sesap falaram que se voltar a crescer o número de infectados, passando a precisar de mais de 30 leitos de UTI do Hospital São Luiz, a unidade de campanha do município (UPA do BH) e o Hospital Rafael Fernandes darão conta da demanda.

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quarta-feira - 10/06/2020 - 14:38h
Covid-19

São Luiz disponibiliza mais cinco leitos de UTI

Como antecipamos em primeira mão em postagem no último dia 8 (veja AQUI), o Hospital São Luiz (hospital de campanha em Mossoró) abriu mais cinco leitos de UTI, para assistência exclusiva a pacientes com Covid-19.

Como previsto, nessa quarta-feia (10).

Assim, totaliza 25, dos 35 que programa abrir.

Outros cinco serão no dia 15 e o restante provavelmente no dia 20.

Esse hospital de campanha é administrado pela Associação Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

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domingo - 24/05/2020 - 16:28h
Covid-19

Estado paga 1ª parcela para manter hospital de campanha

O valor de R$ 633 mil que o governo estadual deveria creditar para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), no último dia 20 (quarta-feira), o fez na sexta-feira (22). É a primeira parcela de um total de três, em igual valor.

O Blog Carlos Santos mostrou em primeira mão a situação delicada do Hospital São Luiz (veja AQUI) sofria por falta dos recursos.

São Luiz é hospital de campanha administrado por Larizza Queiroz da Apamim (Foto: arquivo)

O São Luiz é hospital de campanha gerido pela Apamim, como resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desencadeado pelo juiz federal Orlan Donato, promotor estadual Rodrigo Pessoa e outras pessoas e instituições públicas, para dotar Mossoró e região de uma estrutura emergencial de atendimento a vítimas da Covid-19.

Débito ainda aberto

Apesar do crédito, o Governo do RN ainda deve R$ 183 mil à mesma Apamim. Essa instituição sob intervenção federal desde setembro de 2014, destinou esses recursos para apressar a abertura de 10 leitos de UTI no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), esperando ser ressarcida.

Sua gestora, a bioquímica Larizza Queiroz, foi uma das pessoas que articularam o TAC capaz de aglutinar a Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado no apoio ao funcionamento do São Luiz como hospital de campanha, tendo ainda o Ministério Público do RN (MPRN), Ministério Público Federal (MPF/RN) e Ministério Público do Trabalho (MPT) como signatários na Justiça Federal.

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Categoria(s): Saúde
quinta-feira - 21/05/2020 - 11:20h
Covid-19

Hospital de Campanha de município tem 11 pessoas internadas

UPA atua contra Covid-19 (Foto: arquivo)

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Belo Horizonte, em Mossoró, tem nesta manhã de quinta-feira (21) o total de 9 pacientes confirmados com a Cocid-19 (um deles intubado) e dois suspeitos.

São 11 leitos ocupados até o momento para o tratamento clínico da doença.

Uma estrutura anexa à UPA, que tem três denominações dadas pela própria municipalidade em seus informativos oficiais, Unidade de Campanha, Hospital de Campanha e Unidade Hospitalar de Campanha, está com dois desses pacientes. Por enquanto, 18 leitos estão ainda desocupados.

Dentro da UPA uma enfermaria pediátrica foi transformada em adulto, exatamente onde estão os casos confirmados.

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Em uma das duas salas vermelhas da UPA, há um paciente intubado e mais dois leitos com respiradores que estão desocupados.

Antes de sua utilização híbrida para atendimento intermediário a pacientes com suspeita ou manifestação leve da Covid-19, a UPA tinha cinco leitos masculinos, cinco femininos, cinco de pediatria e dois de estabilidade.

O compartimento anexo reforçou estrutura em 20 leitos (usados para casos suspeitos), com uso de contêineres como salas que serão posteriormente removidos, após essa operação contra a pandemia.

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segunda-feira - 18/05/2020 - 08:48h
Pandemia

Mossoró precisa de leitos e equipes para combate à Covid-19

Governos municipal e estadual negligenciam e comprometem enfrentamento à doença em fase difícil

Leito de UTI precisam ser abertos (Foto ilustrativa)

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e o Hospital São Luiz estão com suas UTI’s quase lotadas nesse início de semana, nos leitos destinados a pacientes com a Covid-19.

O HRTM não abriu os 20 leitos prometidos à sua estrutura. Tem 15. Desses, cinco estão sem poder receber pacientes.

No São Luiz estão abertos 20 de UTI’s e 30 de UCI’s (semi UTI). Sua capacidade-teto será de 100 leitos – sendo 35 de UTI’s e 65 de UCI’s

O Hospital Rafael Fernandes, do Estado, tem 14 leitos semi-intensivos e quatro desses possuem respiradores. Deve começar a receber pacientes.

Hospital da PM e Hospital de Campanha do município

O governo estadual prometeu montar 27 leitos no Hospital da Polícia Militar. Até agora, apenas a estrutura está preparada. Foi feita pela iniciativa privada.

Faltam profissionais de saúde e equipamentos. Na ordem cronológica de abertura de leitos, o Hospital da PM está por último.

A Prefeitura Municipal inaugurou seu Hospital de Campanha em anexo à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Belo Horizonte, com menos de 10 leitos clínicos, dos 39 prometidos e quase duas semanas de atraso. Não tem sala vermelha e dois respiradores foram emprestados pelo HRTM.

É de responsabilidade dos municípios o primeiro atendimento do paciente Covid-19. Sob diagnóstico, é colocado em observação e definido o nível da doença. Ele é encaminhado para se cuidar em casa ou internação numa semiuti ou numa UTI da rede conveniada, dependendo do quadro apresentado.

TAC salvador e falta de profissionais

O agravante é que não há profissionais suficientes e treinados para o enfrentamento. No São Luiz, por exemplo, da rede hospitalar privada, mas montado como hospital de campanha, paralelamente tem ocorrido treinamento às novas equipes.

Um detalhe: o São Luiz só está em atividade porque o juiz da 8ª Vara Federal, Orlan Donato, com apoio do promotor público Rodrigo Pessoas e outras pessoas, tomaram iniciativa de buscarem seu aproveitamento. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) garantiu a iniciativa.

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Sua gestão é da bioquímica Larizza Queiroz, interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Se não tivesse em funcionamento, já estaria ocorrendo tragédia de enormes proporções, devido negligência dos gestores públicos.

Leia também: RN soma 139 óbitos por Covid-19; Natal tem 36 e Mossoró registra 27.

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Categoria(s): Saúde
quinta-feira - 07/05/2020 - 10:10h
Falta de assistência

Município e Estado jogam cadáver de um lado para o outro

Idosa faleceu no fim de semana por suposta falta de leito ou de organização para atendê-la em UTI

O jornal Tribuna do Norte trouxe à tona nessa última quarta-feira (6) um assunto que boa parcela da mídia do RN e de Mossoró faz vista grossa, sabe-se lá por quais motivos: a morte de uma senhora de 72 anos, no fim de semana, por falta de leito de UTI (ou agilidade no socorro).

Originária de Ipanguaçu, no Vale do Açu, ela testou positivo na sexta-feira (1º) e precisava de um leito de UTI, sendo Mossoró o polo de saúde pública mais próximo com estrutura para esse fim. Mas no sábado (2), a idosa faleceu sem a devida assistência.

Jornal Tribuna do Norte estampou reportagem mostrando situação crítica e que deve se repetir mais vezes

Prefeitura Municipal de Mossoró e Governo do Estado estão num jogo de empurra-empurra, eximindo-se de culpa no episódio. A municipalidade é responsável pela regulação dos leitos em Mossoró. Garantiu à imprensa da capital e em nota, que à ocasião do pedido da Secretaria Municipal de Saúde de Ipanguaçu, não havia disponibilidade de leitos na rede pública e terceirizada (Hospital São Luiz, hospital de campanha).

Citou, que dos 10 leitos “abertos pelo Governo do Estado, com ajuda de empresários locais, 7 estavam ocupados e 3 fechados por falta de insumos, de acordo com informações do próprio hospital”.

O Governo do Estado retruca. Garante que havia, sim. O Hospital São Luiz abriu na sexta-feira por volta de 17 horas os seus primeiros leitos (veja AQUI). De início, logo foram colocados em aproveitamento 10 leitos de UTI e 15 de enfermaria. Só na segunda-feira (4), é que leitos de UTI teriam lotado.

Horas antes na sexta-feira em que o São Luiz começou a receber pacientes, o Blog Carlos Santos postava a seguinte matéria: Mossoró já vive saturação para atender pacientes com Covid-19.

Na segunda-feira, uma reportagem do Mossoró Hoje, reproduzida e reforçada em informações por nossa página, apontava que o São Luiz tinha àquela data, pela manhã, 18 pessoas sob tratamento, sendo que nove somente na UTI – veja AQUI. Ou seja, só um leito disponível para situações mais urgentes.

Promessas e propagandas fantasiosas

Prometido para começar a funcionar no dia 20 de abril, o Hospital de Campanha da Prefeitura de Mossoró, também chamado de Unidade de Campanha e de Unidade Hospitalar de Campanha na propaganda oficial confusa, só teve abertura à noite da segunda-feira – veja AQUI. Assim mesmo, sem totalidade de leitos claramente explicitadas.

A própria secretária municipal da Saúde, Saudade Azevedo, noticiou que  seria “cerca (ou seja, algo aproximado) de 10 leitos para pacientes com síndromes respiratórias graves”. Ela não tinha sequer algo preciso, mas estimado.

Divulgação institucional e na imprensa constrói narrativa de protagonismo da prefeita que solta notícia fake (Reprodução BCS)

Município e Estado são inconfiáveis no que divulgam. A opinião pública e imprensa devem ficar com um pé atrás sobre o que lhe é repassado em tom oficial.

Na terça-feira (28), há mais de uma semana, a prefeita Rosalba Ciarlini visitou o Hospital São Luiz, que passou a ser administrado pela bioquímica Larizza Queiroz (interventora da Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância de Mossoró-APAMIM). Logo, sua assessoria espalhou que ela “anunciou” (indevidamente) a abertura dos leitos dessa unidade hospitalar, que passava a ser Hospital de Campanha na luta contra a Covid-19.

Nada estava pronto. Rosalba sabia. O São Luiz só começou a receber pacientes na sexta-feira no fim da tarde (veja vídeo mais abaixo).

Fátima Bezerra não deixa por menos, no comando do governo estadual, com sua promessa de 20 leitos de UTI no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Até o momento, apenas dez são utilizados, graças sobretudo a investimento da iniciativa privada.

Hospital da Polícia Militar e Hospital Rafael Fernandes que deveriam estar em plena atividade, não passam de promessas.

TAC salvador

Por enquanto, de forma clara, já se tem esse cadáver de uma senhora vitimada em situação suspeita. Mas outros podem surgir e muitos já teriam sido somados, não fosse a iniciativa de pessoas como o juiz federal Orlan Donato, promotor público Rodrigo Pessoa e a interventora da Apamim, Larizza Queiroz, que articularam aproveitamento do Hospital São Luiz como hospital de campanha.

A partir de conversação entre eles é que passou a ter negociação com município e estado. Daí surgiu o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para gestão do São Luiz na pandemia (veja AQUI e AQUI), com outros endossantes.

Se Mossoró e região estivessem à espera da agilidade e competência de governos estadual e municipal, os danos à vida humana seriam maiores e irreparáveis, baseados na incompetência e falácia. Resta esperar que o Ministério Público abra procedimento para apurar esse caso específico, além de perscrutar como está o processo de regulação de leitos.

Falta agilidade? Existem pacientes prioritários por município ou classe social?

De certo, um cadáver. Alguém de origem muito humilde que se foi. Familiares e amigos que ficam a chorar. Do outro lado, a estatística. O número frio, notas e versões, além de certa dose de cinismo.

Vai para quem o débito dessa morte?

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  • Repet
quinta-feira - 30/04/2020 - 20:46h
Método político

Deputado afirma que gestão produz e repete inverdades

Deputado citou situações que conflitam com a verdade (Foto: AL)

O Deputado Estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) repudiou o que ele classificou como “mentiras” divulgadas pela Prefeitura de Mossoró, relacionadas a ações de combate ao coronavírus no município. Ele se posicionou sobre o assunto durante sessão ordinária remota da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (30).

Allyson destacou que o Executivo Municipal usa de inverdades para criar uma imagem que distorce a realidade, com fins político-eleitoreiros. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) concorrerá à reeleição este ano.

Segundo ele, a Prefeitura divulgou que a UPA do bairro Belo Horizonte seria referência para atendimento de pacientes com coronavírus a partir de 20 de abril, mas até o momento a promessa não foi concretizada.

Também apontou, que a Prefeitura de Mossoró propaga com insistência ser responsável pela implantação do Hospital de Campanha no Hospital São Luiz, criando uma fantasiosa versão fora da realidade.

Óbito

“Mais uma enganação. Mais uma mentira. O hospital de campanha será aberto amanhã e na verdade já conta com esses leitos. Será uma administração feita pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), numa ação conjunta da Justiça Federal, Ministério Público Estadual, Procuradoria Federal e do Trabalho, em parceria com o Estado e Município”, disse Allyson.

“Enquanto a prefeita de Mossoró divulga que na terça os leitos do São Luiz já estavam abertos, três pacientes aguardavam na UPA do Santo Antônio transferência para UTI. Um deles morreu da Covid-19”, disse ele.

“Mossoró tem alto índice de óbito por Covid-19 e a administração não está tendo a devida condição técnica e capacidade para enfrentar esse problema e ousa mentir, enganar e perseguir aqueles que falam a verdade. Fica o nosso repúdio”, concluiu.

Com informações da Assessoria de Allyson Bezerra e Assembleia Legislativa.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 23/04/2020 - 09:46h
TAC

Apamim administrará Hospital São Luiz contra Covid-19

Do Blog Saulo Vale

A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) assinou contrato para gerir, por um prazo mínimo de quatro meses, o Hospital São Luiz.

O “aluguel” é no valor de R$ 260 mil mensais.

Larizza Queiroz, que coordena a intervenção na Apamim, tem papel decisivo para gestão do São Luiz (Foto: arquivo)

O objetivo é de que essa unidade hospitalar atenda pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 na região.

A fase agora é de montar equipes médicas e de enfermagem.

Segundo a farmacêutica Larizza Queiroz, interventora da Apamim, que hoje administra o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), o Hospital São Luiz deve ser aberto até o dia 1º de maio.

Ela afirma que serão disponibilizados de imediato leitos clínicos.

Disponibilidade de leitos

“Manteremos contato com o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e com o setor de regulação do município, para que nós possamos abrir leitos de UTI, a medida que surja a demanda”, esclarece.

A Apamim vai gerenciar e ofertar até 35 leitos de UTI adulto e até 65 leitos de retaguarda, totalizando os 100 leitos hospitalares, para casos suspeitos e confirmados da covid-19, que vão funcionar no Hospital São Luiz.

O que cabe a cada um

Segundo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a Prefeitura de Mossoró fará repasse imediato de R$ 594 mil e parcelas mensais pós-fixadas em R$ 4,1 milhões, com recursos do SUS.

O Governo do Estado deve garantir toda a escala médica e prestar apoio técnico e de capacitação para o funcionamento dos leitos.

O TAC é fruto de uma parceria entre Governo do RN, 8ª Vara da Justiça Federal, Apamim, Prefeitura de Mossoró, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do RN (MPRN).

Tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Mossoró deverão criar uma Página de Transparência exclusiva para a divulgação das despesas relacionadas ao combate à Covid-19 com empenhos, contratos, fornecedores e demais informações decorrentes do dever de transparência.

Nota do Blog Carlos Santos – Essa operação delicadíssima chegou a emperrar, quanto o Governo do RN tentava negociação direta com o São Luiz. A intervenção de promotores, MPT, Justiça Federal e da própria Larizza Queiroz mudou o rumo do entendimento, para que o TAC fosse fechado.

A própria escolha da Apamim à gestão diz muito sobre esse entendimento. Larizza Queiroz consolida-se como nome de gestora exemplar na saúde – caso de sucesso na Apamim, sob intervenção desde setembro de 2014. Aplauso a todos os envolvidos.

Depois traremos detalhes de bastidores.

Leia também: TAC vai assegurar Hospital de Campanha no São Luiz.

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sexta-feira - 17/04/2020 - 20:30h
Mossoró

Apesar do medo, servidores apontam precariedade da Saúde

Relatos a deputado Allyson Bezerra, vereadores Petras e Ozaniel mostram uma realidade sem disfarce

Três coisas não podem ser escondidas por muito tempo: o sol, a lua e a verdade“. Buda

O governo Rosalba Ciarlini (PP) segue insultando as evidências, desacatando os fatos e fazendo troça da verdade num momento delicado: a pandemia da Covid-19, que já ceifou 8 vidas em Mossoró. Duela contra uma retumbante realidade que afeta servidores da Saúde do município, que estão chegando ao seu limite de paciência.

Denúncias e queixas recorrentes de falta de condições mínimas de trabalho e de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) em Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e Unidades de Pronto-Atendimento UPA’s, por exemplo, são sempre rebatidas com fervor messiânico pela prefeita. Auxiliares e aliados escalados pelo governo e sua infantaria virtual completam a tática negacionista, atacando quem contraria a narrativa oficial.

Mas chega um momento em que fica difícil manter tudo reluzente e impecável, tamanha a dimensão do problema. Nessa quinta-feira (16), em visita que o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) e os vereadores Ozaniel Mesquita (DEM) e Petras Vinícius (DEM) fizeram à UPA do Belo Horizonte – veja AQUI, vários servidores tomaram coragem e desabafaram.

A necessidade e o medo de contaminação e até da morte deram o tom dos testemunhos, num local que também vai abrigar o Hospital de Campanha da prefeitura até à próxima semana. Mais problemas e temores. “A gente quer o mínimo de condição para atender esses pacientes“, disse uma servidora.

Rosalba aposta na versão da politização do problema para desviar o foco do que é fundamental

A própria secretária da Saúde do município, Saudade Azevedo, que estava na UPA e acabou recepcionando os parlamentares, ouviu muito do que o governo nega diariamente. Ficou tão tatibitate que chegou a concordar com certas intervenções de vereadores e do deputado, o oposto da propaganda e do discurso oficiais.

Técnico de enfermagem há 23 anos na Prefeitura de Mossoró, lotado no Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (SAMU), Ozaniel Mesquita complementou o retrato do que ocorre na saúde pública mossoroense em entrevista nesta sexta-feira (17) ao programa Cidade Aflita (Rádio Difusora de Mossoró) e Jornal da Tarde (Rádio Rural de Mossoró).

– “Tem servidor que passa 12 horas com uma única máscara [cirúrgica], quando o recomendado pelos órgãos de Saúde é o uso desse material por no máximo duas horas (…). A Prefeitura divulgou uma nota, afirmando que não estava faltando EPIs. Como sempre, nós mostramos a realidade e depois a Prefeitura divulga nota nos acusando de mentir. Nós estivemos lá [UPA] e ouvimos a queixa de servidores sobre a falta de EPIs”, – afirmou o vereador (veja AQUI).

Mas Rosalba e sua tropa de choque continuaram e seguem mantendo a versão em confronto com o realismo.

Poucas horas depois, Rosalba Ciarlini, ela mesma, postou em endereço pessoal na Internet, tudo que contraria os fatos, invertendo os papeis. Atribuiu aos políticos o que é manufaturado diariamente por ela e seu governo: tudo seria fake news de adversários.  E se esforçou para novamente aparecer como vítima de uma suposta trama politiqueira.

Mais tentativa de esclarecimento

Institucionalmente, a “Prefetura” (assim mesmo) publicou hoje também uma Nota de Esclarecimento em suas páginas ratificando que “não há falta de EPI’s na UPA do Belo Horizonte”, visitada dia passado pelo deputado Allyson Bezerra e vereadores Petras e Ozaniel.

"Prefetura" escreve errado para tentar provar que está certa (Reprodução)

Talvez o problema, para a municipalidade, esteja do outro lado da cidade.

Há poucos dias, na UPA do São Manoel, servidores fizeram uma “vaquinha” para compra de EPI’s (veja AQUI).

– “Nós que fazemos a equipe de enfermagem, da UPA São Manoel, resolvemos por conta própria comprar nossos EPI’s. Enquanto as autoridades não fazem nada por nós, tivemos que tirar do bolso” – desabafou o grupo de profissionais.

Entretanto para a prefeita e seu governo, é tudo fake news.

Método de agressão pessoal

Também é recente, denúncia e cobrança do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), por atendimento às necessidades do pessoal da saúde, as mesmas queixas que deputado e vereadores ouviram, sob testemunho de Saudade Azevedo.

Nos dois casos, a municipalidade soltou sua matilha contra quem noticiou os fatos. Procurou ocupar todos os espaços disponíveis na mídia tentando desconstruir quem lhes incomodava.

Enfim, repetiu o que faz agora como método sistemático.Em vez de atacar as informações, agride as pessoas.

Sindicato, justiça, parlamentares

Também é recente, despacho da juíza Adriana Santiago Bezerra, da 3ª Vara da Fazenda, pedindo explicações ao município sobre essa situação (veja AQUI).

Equipe comprou os próprios equipamentos, mas prefeita e sua tropa garantem que eles estão mentindo (Reprodução)

O próprio Sindiserpum provocou o judiciário.

No dia 5 de abril, a Prefeitura Municipal de Mossoró já tinha espalhado Nota Oficial garantindo que estaria sobrando EPI’s nas UPA’s e várias outras unidades de saúde que estão sob sua alçada.

“O que ouvimos lá, a secretária também ouviu e os vereadores. Não pressionamos ninguém. Apenas ouvimos, manifestando nosso interesse em ofertar nosso mandato a demandas da saúde ou qualquer outra em que pudermos ser úteis”, justifica Allyson Bezerra.

“Acho estranho essa falta de respeito com quem diverge, com quem pensa diferente, mas cumpre seu papel, como nós. Tudo é ofensivo, é agressivo, é mentira, se não agrada a eles. Isso está ficando feio e já está dando na vista. Precisam aprender a conviver com quem não faz parte da corte”, aconselha Petras.

Leia também: Cala-te para que ninguém lhe escute.

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Categoria(s): Política / Saúde
quinta-feira - 16/04/2020 - 20:52h
Covid-19

Deputado e vereadores ouvem queixas de servidores em UPA

Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) é um dos problemas relatados a parlamentares

O deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade), juntamente com os vereadores Petras Vinícius (DEM) e Ozaniel Mesquita (DEM), visitou nesta quinta-feira (16) a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte, em Mossoró. No local está sendo instalado o Hospital de Campanha do município para receber pacientes do Covid-19.

Allyson, Ozaniel, Saudade e Petras tiveram encontro na UPA, onde será instalado Hospital de Campanha (Foto: divulgação)

Allyson e os vereadores foram recebidos pela secretária municipal de Saúde Saudade Azevedo.

A secretária explicou aos parlamentares que o processo de instalação dos leitos dedicados ao pacientes com Covid-19 está em processo, por isso, há muito o que ser ajustado. Ela também informou que o município comprou mil testes do Coronavírus e aguarda a chegada.

Os profissionais de saúde relataram ao deputado e aos vereadores a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), a não realização de triagem dos pacientes que buscam atendimento na UPA, além do não funcionamento das salas específicas para estes pacientes.

Profundo conhecedor da área, por ser enfermeiro com atuação no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Ozaniel Mesquita destacou a questão da falta de EPI’s se arrasta há tempos. “Temos pedido, cobrado, apontado o problema”, repetiu.

Hospital de Campanha

Allyson reforçou junto à secretária que seu mandato está à disposição para contribuir com o município, especialmente em razão da pandemia do Coronavírus, que já fez 7 vítimas fatais em Mossoró. Ele também solicitou ao município atenção sobre as questões cobradas pelos profissionais da saúde da UPA.

Há cerca de duas semanas, Allyson sugeriu ao governo do estado e município que instalasse um Hospital de Campanha em Mossoró. “O hospital de campanha já é realidade em muitos lugares e é uma medida de urgência”, comentou.

Os vereadores Petras Vinícius e Ozaniel Mesquita lembraram que desde o início do mandato cumprem rotina de visita a estruturas de saúde e outros equipamentos públicos. “Ouvir e ver no local o que está se passando, necessidades e repassar essas queixas, cobrando providências, é nosso papel”, lembrou Petras.

Com informações da Assembleia Legislativa, Câmara de Mossoró e Assessorias de Petras Vinícius, Ozaniel Mesquita e Allyson Bezerra.

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Categoria(s): Política / Saúde
  • Repet
terça-feira - 07/04/2020 - 09:14h
Covid-19

Médica prevê “desastre” com falta de tudo na saúde pública

É grande a distância entre o que os governantes publicam e a realidade da saúde pública, em Mossoró.

São dois mundos.

Um, real e aterrador.

Outro, ilusório, baseado em propaganda ufanística e personalismo.

Veja o que publica em rede social a médica neurologista e professora da Universidade Rural do Semi-árido (UFERSA), Sâmila Pinheiro, egressa da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do RN (UERN).

No Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) falta o básico.

O que temos comentado nesta página e em outras plataformas virtuais não é invencionice ou terrorismo psicológico. É apelo, é alerta, é cobrança em nome do interesse público.

Lutamos por vidas.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 05/04/2020 - 09:04h
Natal

Hospital de Campanha será montado, garante TAC

O Governo do Estado recebeu o apoio dos Ministérios Públicos do RN (MPRN) e Ministério Público Federal (MPF) para ampliar o universo de possíveis concorrentes para a construção do Hospital de Campanha em Natal, antes restrito a Instituições Filantrópicas e Organizações Sociais para atendimento a pessoas acometidas pelo novo coronavírus, causador da Covid-19.Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte permite que a chamada pública para contratação do construtor da referida unidade, inclua também na concorrência, sociedades empresariais hospitalares e de saúde em geral.

No TAC, o MPRN e o MPF aprovam o ajustamento no chamamento público para a contratação do Hospital de Campanha em caráter emergencial em razão da pandemia do novo coronavírus, sob Decreto Estadual nº 29.542, de 20 de março de 2020, que regulamenta a compra direta de bens, medicamentos, insumos, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e serviços a serem empregados pelo Sistema de Saúde Pública do Rio Grande do Norte na prevenção ao contágio e combate ao novo coronavírus.

Leitos

O Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), publicou o chamamento público para construção de Hospital de Campanha, em caráter de emergência, em razão da previsão de aumento exponencial dos casos de Covid-19.

O complexo de saúde a ser erguido na Arena das Dunas terá 100 leitos (sendo 53 de UTI adulto, 45 leitos de retaguarda clínica e 2 de isolamento) a serem utilizados exclusivamente para fins de tratamento de pacientes contaminados com o novo coronavírus.

Nota do Blog – Excelente decisão. Essa página alertou para impropriedades do edital, apontando inclusive incongruências absurdas de seu texto (veja AQUI). A urgência-urgentíssima enseja agilização desse processo, com acompanhamento natural e por dever do MPRN e MPF.

Mas paralelamente, não é descabido se manter discussão sobre questão alegada pelo Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN), apontando existência de 130 leitos na Grande Natal, que seriam ignorados pelo  governo. O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) negou mandado de segurança com pedido de liminar que pedia suspensão de projeto do Hospital de Campanha em Natal.

Outro ponto: Hospital de Campanha para Mossoró, já cobrado insistentemente por essa página setores médicos e deputado estadual Allyson Bezerra (veja AQUI). O interior do RN também é RN.

Leia também: Hospital da PM, ocioso, pode ser usado contra Covid-19.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
  • Repet
sexta-feira - 03/04/2020 - 08:24h
Mossoró real

Servidores de UPA se recusam a trabalhar sem proteção

Movimento de servidores de plantão na Unidade Básica de Saúde (UBS) Raimundo Benjamin Franco, do bairro Belo Horizonte em Mossoró, à noite dessa quinta-feira (3) cobrou da gestão municipal a distribuição urgente de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s). Eles estão trabalhando sem proteção necessária em pleno avanço do coronavírus.

Plantonistas contrariam noticias oficiais que apontam UPA como referência sanitária (Foto: arquivo)

Veja abaixo o que divulgaram em redes sociais:

Na data de 02 de abril de 2020, a equipe que integrou o plantão noturno na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do BH (Mossoró-RN) constatou a falta de EPI’s adequados para os profissionais realizarem o atendimento das demandas relacionadas a pandemia do COVID-19. Contrapondo o divulgado na imprensa e redes sociais de que esta unidade é referência para atender casos suspeitos e confirmados de Coronavírus.

Durante o atendimento inicial do plantão noturno, constatou-se 3 (três) casos suspeitos com sintomas de febre, falta de ar, histórico de contato com caso confirmado, colocando em risco toda a equipe ao realizar assistência aos pacientes, uma vez que a unidade não dispõe de equipamentos e insumos necessários para atender aos usuários suspeitos.

Ressalta-se ainda que o setor de isolamento dispõe apenas de 01 (um) leito para os suspeitos de COVID-19 e o mesmo encontra-se contaminado, já que a desinfecção não pode ser realizada na ausência dos matérias de proteção individual adequados.

Dessa forma, a equipe em conjunto decide interromper o atendimento na UPA do BH pela falta de condições básicas, ao mesmo tempo em que comunica às autoridades e aos órgãos competentes para que sejam providenciadas com a máxima urgência as devidas condições de trabalho.

Lembrando ainda que, os EPIs e a estrutura relatada acima são fundamentais para segurança dos profissionais de saúde, bem como da própria população.

Assim, aguardamos respostas e resolutividade das autoridades competentes para que os atendimentos possam ser normalizados. Mossoró, 02/04/2020

Atenciosamente, Equipe de plantão.

Nota do Blog – Há poucos dias, equipe de plantão da UPA do Santo Antônio fez uma ‘vaquinha’ e adquiriu EPI’s para poder trabalha, haja vista a necessidade desse material e o não fornecimento pelo município. Veja AQUI.

O agravante, é que a administração municipal anunciou no começo da semana a montagem de uma “Unidade de Campanha” (mudou até o termo universalmente usado há séculos para “Hospital de Campanha”) na UPA do BH. Ou seja, um “puxadinho” e mais uma propaganda deslavadamente enganosa.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 30/03/2020 - 14:20h
Doentes renais

Grupo de risco faz alerta temendo mortes com pandemia

Atendimento é preocupante (Foto ilustrativa)

A Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (ABRASRENAL) alerta para a necessidade de o Ministério da Saúde e os governos estaduais adotarem medidas especiais para atender o paciente renal durante a pandemia do coronavírus. A solicitação principal é que sejam montados nos hospitais de campanha de todo o Brasil um serviço especial para concentrar os doentes renais infectados pelo COVID-19.

O diretor-geral da Abrasrenal, Gilson Silva, esclarece que além de ser grupo de risco para agravamento do coronavírus, os doentes renais estão mais expostos porque precisam circular pela cidade para receber o tratamento de diálise de três a cinco vezes por semana.

De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia , há mais de 130 mil pessoas realizando diálise no país, em cerca de 700 clínicas. Até o momento, há um caso confirmado de paciente renal com COVID-19, nove suspeitos e um óbito entre os aguardando confirmação.

Preocupação

“A falta de realização de exames de diagnóstico de coronavírus em todos os pacientes suspeitos é um fator que aumenta ainda mais a nossa preocupação. Esses pacientes frequentam clínicas e dividem salas de diálise com outros 30, 40 doentes; todas as semanas. Em algumas clínicas, chegam a circular 400 até 500 pacientes”, reforça Gilson Silva.

“Precisam ir a postos de saúde para buscar medicamentos para anemia e doença óssea e também terão que ir para vacinação para gripe comum. Além disso, de acordo com o censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) 66% tem hipertensão ou diabetes, a idade média do renal é de 58 anos; sendo 35% deles acima de 65, ou seja, tem a maioria tem mais de um motivo para estar no grupo de risco”, reforça o diretor-geral da Abrasrenal.

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Categoria(s): Saúde
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