terça-feira - 13/06/2017 - 22:24h
Mossoró

Município quer indicar nomes à Junta Interventora do HMAC

O Secretário Municipal de Saúde, Benjamin Bento, participou de audiência de cooperação na 8ª Vara Federal da Justiça Federal, na manhã desta terça-feira, 13, em Mossoró. Segundo ele, para estreitar o diálogo entre os órgãos envolvidos no processo relacionado à intervenção judicial do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Audiência aconteceu hoje e reuniu setores ligados à Saúde, sob presidência do juiz Orlan Donato (Foto: cedida)

O município solicitou a indicação de dois nomes da atual gestão para compor à junta interventora do HMAC/Apamim. Os nomes propostos foram das assistentes sociais Josedete Soares de Queiroz Teixeira e Joaniza de Freitas Vales. As possíveis indicações serão analisadas pela Justiça Federal, que poderá deferir ou não o pedido.

Quadro de pessoal

O encontro, mediado pelo juiz federal Orlan Donato Rocha, contou com a presença de representantes do município, da junta interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), das cooperativas médicas e do Sindicato dos profissionais de hospitais particulares, além do Secretário do Estado de Saúde Pública, George Antunes, através de videoconferência.

Na ocasião, o município solicitou informações sobre o quadro de pessoal do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).  “O município investe R$ 200 mil por mês para pagar servidores na Apamim, mas não temos o controle sobre as escalas e plantões”, revelou o secretário Benjamin Bento.

Nota do Blog – Depois traremos mais informações sobre esse importante assunto.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

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sexta-feira - 12/05/2017 - 23:36h
Desvio de recursos

Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e 2 meses de prisão

Do Mossoró Hoje

A vereadora Sandra Rosado (PSB) foi condenada a 9 anos e 2 meses de prisão por apropriação indevida de recursos repassados pela União à Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM). A sentença, do juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró, foi assinada na última quarta-feira, 10, e será publicada neste fim de semana no Diário de Justiça Eletrônico.

Sandra tem condenação (Foto: arquivo)

Na sentença, o magistrado destaca que houve um “conluio para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para APAMIM – Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró, no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80.

No processo, ficou configurado que a então deputada federal Sandra Rosado, no ano de 2004, agilizou em Brasília a liberação dos recursos junto ao Ministério da Saúde, destinando-os para a APAMIM, em Mossoró, que por sua vez era administrada na época pelo marido dela, Laíre Rosado Filho e o genro, Francisco Andrade Silva Filho.

Confira a situação de cada réu no processo:

RÉU – Sandra Maria da Escóssia Rosado – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão;

RÉU – Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão;

RÉU – Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos de prisão;

RÉU – Maria Melo Forte Cavalcante – Absolvido;

RÉU – Suane Costa Brusamarello – Absolvido;

RÉU – Anderson Luis Brusamarello – Absolvido;

RÉU – José do Patrocinio Bezerra ¬ Absolvido;

RÉU – Samuelson Pinto Dantas Diniz – Absolvido.

“No que diz respeito às condutas de cada investigado, percebe-se que a peça do MPF as descreve minuciosamente, enfatizando que SANDRA MARIA ESCÓSSIA ROSADO, enquanto Deputada Federal, com seu prestígio e poder, realizou emendas ao Orçamento da União com o intuito de direcionar recursos à APAMIM (associação dirigida à época por seu esposo e genro, Laíre Rosado e Francisco Andrade, respectivamente), culminando com o Convênio nº 1782/2003 – FNS e o repasse de R$ 719.779,00 (setecentos e dezenove mil, setecentos e setenta e nove reais)”, assinala a narrativa da sentença.

“Aduz, o parquet (Ministério Público), que o direcionamento para posterior desvio torna-se ainda mais nítido com a participação direta do assessor de Sandra, Sr. MANUEL ALVES DO NASCIMENTO, bem como por parte dos recursos ter parado na conta de SUANE C. BRUSAMARELLO ME (empresa pertencente à esposa de outro assessor de SANDRA ROSADO – ANDERSON LUIS BRUSAMARELLO)”, salienta.

A denúncia do Ministério Público Federal, nesse processo, foi recebida pela Justiça Federal no dia 17 de dezembro de 2015. A partir desse momento, todos os réus apresentaram suas defesas, arrolaram testemunhas e também anexaram provas em suas defesas. Vários advogados atuaram fortemente junte à Justiça Federal em Mossoró, na defesa dos réus, inclusive Sandra e Laire Rosado.

No dia 16 de novembro de 2016, a Justiça Federal de Mossoró procedeu a oitiva de várias testemunhas tanto de defesa como de acusação, como Maria de Fátima Freitas Cruz e José Pereira de Lima, arroladas no processo pelos promotores de justiça.

Já como testemunha de defesa foram arroladas pelos advogados Flávio Humberto Noronha Freitas, Adauto Pereira da Rocha Neto, Kátia Maria de Oliveira França, Paulo Henrique Perna Godeiro, Rubem Antônio Machado Martins, Katiana Maria de Azevedo, Lahyre Rosado Filho (declarante), Evaristo Moreira Freire, Tazia Maria da Costa Alencar Freire, e Raimundo Benjamim Junior. Os seus depoimentos foram gravados em vídeo.

No dia seguinte, foi ouvida a testemunha de defesa Christianne Patrícia Bezerra de Oliveira, além dos réus. Cada um apresentou sua defesa e tiveram todos os direitos respeitados no processo de defesa. Ao final da instrução processual, o Ministério Público Federal atestou:

Apesar dos esforços dos advogados, ficou devidamente comprovado que Sandra Rosado atuou fortemente em Brasília para conseguir a liberação dos recursos que seriam para beneficiar os serviços de saúde prestados pela então Casa de Saúde Dix Sept Rosado, que atualmente é o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), gerido pela APAMIM.

Àquela época, quem administrava a APAMIM era o marido de Sandra Rosado, o ex-deputado Laíre Rosado. Segundo O Ministério Público Federal, o processo de licitação foi fraudado.

O juiz federal Orlan Donato Rocha, apesar do pedido do Ministério Público Federal, por força de Lei teve que extinguir a pena prevista em lei aos réus Maria Gorete Melo Freitas Martins, Maria Melo Forte Cavalcante e Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque, pelos crimes de fraude em licitação.

Em suas considerações, o juiz Orlan Donato deixa claro que “tal desvio foi perpetrado mediante sofisticado esquema que envolveu fraudes em licitações, montagem de prestação de contas e utilização de interpostas pessoas para efetuação de saques e da movimentação do dinheiro público”.

Após desviar os recursos, numa tentativa de escapar das barras da justiça, a acusada Sandra Rosado usou as contas bancárias pessoais dos assessores parlamentares, bem como seus parentes, para movimentar os recursos desviados dos recursos públicos. Envolveu, inclusive os assessores da filha Larissa Rosado, que posteriormente eram retirados e usados para pagar as despezas do casal Rosado.

À sentença cabe recurso em segunda instância. Uma vez que concluído o julgamento deste processo em segunda instância, conforme ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os réus terão que começar a tirar cadeia, especial Sandra Rosado, Manoel Alves e Maria Gorete.

Dezenas de processos

Também na Justiça Federal, existem dezenas de processos também por desvios de recursos federais através da APAMIM por Laire, familiares e amigos. Com relação ao processo que envolve o nome da deputada estadual Larissa Rosado, este foi enviado para ser julgamento no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), por ela ter foro privilegiado.

A Apamim está sob intervenção federal desde outubro de 2014, quando chegou a fechar a então Casa de Saúde Dix Sept Rosado. Através de uma junta de Intervenção, a Justiça Federal reabriu o hospital e determinou o retorno do nome antigo: Hospital Maternidade Almeida Castro.

HMAC vive hoje uma outra realidade sob intervenção da Justiça Federal (Foto: Blog Carlos Carlos Santos)

Os interventores, com a fiscalização dos promotores de Justiça Federal, Estadual e do Trabalho, assim como de várias entidades, especialmente o Conselho Estadual de Medicina, estão conseguindo reerguer a estrutura, que atualmente já se encontra com quase 200 leitos.

Com os cuidados da Junta de Intervenção e com os olhares atentos da Justiça, o Hospital Maternidade Almeida Castro se tornou referência em toda região Oeste do Rio Grande do Norte em partos de alto risco, não se negando a receber também mulheres para ter seus bebes da Paraíba e do Ceará.

Outra realidade

Ao todo, são 20 leitos de UTI neonatal, 18 de canguru, 12 de berçário, 8 leitos de UTI adulto, além de uma equipe de profissionais dedicado 24 horas por dia para atender toda a região, fazendo, atualmente, uma média de 550 partos por mês.

Os interventores Ivanise Feitosa, Benedito Viana e Larizza Queiroz (coordenadora da intervenção) estão trabalhando a maior obra da intervenção, que é a reforma e ampliação (dentro das normas do Ministério da Saúde) do Centro Obstétrico da Maternidade Almeida Castro.

Essa obra está prevista à conclusão em setembro deste ano. Os trabalhos de manutenção da estrutura estão sendo custeados com recursos do SUS, com contra-partida da Prefeitura Municipal de Mossoró e também do Governo do Estado, seguindo precisamente determinação judicial.

Do processo de intervenção resultam vários outros processos, inclusive criminais, contra Laíre Rosado, familiares e amigos, por desvios de recursos e outros crimes igualmente graves. Em alguns casos, constam investigações correndo em segredo de Justiça, procedidos pela Polícia Federal.

Veja a seguir: Sandra Rosado se pronuncia.

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segunda-feira - 17/04/2017 - 21:30h
Hoje

Centro Cirúrgico do HMAC tem princípio de incêndio debelado

O Centro Cirúrgico do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró, teve um princípio de incêndio por volta de 19h15 de hoje.

O Corpo de Bombeiros foi rapidamente acionado.

Área com muito oxigênio ficou tomada por fumaça e colocou pessoas em polvorosa (Foto: cedida)

Pessoal médico, de apoio e pacientes foram removidos de forma ágil.

“Uma tomada aqueceu, soltou faísca e foi apagada. O Corpo de Bombeiro foi lá, avaliou e liberou tudo. O trabalho continua!”, informa uma fonte oficial do HMAC.

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quinta-feira - 06/04/2017 - 23:14h
Justiça Federal

Audiência define medidas importantes à Saúde de Mossoró

Houve avanços consideráveis hoje, na audiência promovida pelo juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal, com representantes de segmentos da Saúde Municipal e Estadual, Conselho Regional de Medicina (CRM), cooperativas médicas e Junta Interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

A audiência transcorreu entre 9 e 14 horas, com as seguintes definições:

Primeiro problema

Há retenção ilegal por parte do Governo do Estado, da ordem de R$ 1,314 milhão, referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março. Ficou decidido que o Governo do Estado repassa 876 mil até segunda-feira (10) e o restante retido repassa até o final do mês.

Neste mesmo pacote, retém ilegalmente três parcelas de 400 mil (1,2 milhão) que deveriam ter sido passadas para a Prefeitura de Mossoró pagar os custos da UTI Pediátrica no Hospital Wilson Rosado.

O Estado vai devolver estes recursos para a municipalidade. Até segunda-feira depositará 800 mil e até o final do mês o restante.

Juiz Orlan Donato (centro da mesa) conduziu audiência extensa, intensa e importante (Foto: Blog Carlos Santos)

O secretário do Estado da Saúde Pública (SESAP), George Antunes, afirmou que vai providenciar para que o Sistema Único da Saúde (SUS) repasse os recursos inerentes à UTI Pediátrica e ao HMAC direto à conta específica da Prefeitura. A partir daí, o ente municipal deve se obrigar a fazer o repasse até o dia 24 de cada mês para o hospital, dirigido por uma Junta Interventora.

Segundo problema

Dívida do Estado com as cooperativas médicas esteve em pauta. O secretário George Antunes disse que não depende dele e sim do Planejamento e Finanças a garantia de pagamentos. Chegou a sugerir que o juiz bloqueasse os recursos, como ato extremo.

– Eu não vou esperar mais. Já esperei demais. Está havendo atraso e não estão comunicando ao juízo. Atrasam e não justificam – alertou.

Falta o governo estadual cobrir os seguintes compromissos:

– Neoclínica (Cooperativa de Pediatras) – R$ 652.079,00;
– CAM (Cooperativa de Anestesiologistas de Mossoró) – R$ 224.200,00
– Fisioterapia (está em dia);
– NGO (Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia) – R$ 557.980,00;
– SAMA (Terceirizado de plantões médicos) – R$ 249.477,70.

Terceiro problema

A dívida da Prefeitura Municipal de Mossoró com cooperativas e empresas médicas foi posta à mesa. Acabou o ziguezague verbal e a pulverização de notícias “oficiais” longe da realidade dos fatos.

Estão em aberto os meses de dezembro e janeiro. Passam de R$ 1,600 milhão, admitiu o secretário municipal da Saúde, Benjamim Bento:

– CAM – R$ 235.600,00;
– Neoclínica – R$ 782,009,74;
– NGO – R$ 589.000,00;

Se forem somados os valores referentes aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, os números chegam a R$ 2.212.283,17.

A Prefeitura, através de seus representantes, como o secretário da Saúde, Benjamim Bento, admitiu que só poderia pagar R$ 805 mil no dia 24 deste mês e parcelar o restante do valor em 15 prestações de R$ 101 mil. Apesar de queixas da parte credora, houve entendimento. Com uma advertência: A partir de agora, também ficou certo que o atraso nos pagamentos ensejará sanções à municipalidade e agentes públicos.

Quarto problema

Retenção irregular dos recursos enviados do SUS, por parte da Prefeitura de Mossoró, no valor de R$ 771.669,59, referentes à produção do HMAC, no mês de novembro de 2016.

O juiz determinou que fosse pago em 15 parcelas. Houve determinação para que a Prefeitura deva repassar os recursos ao hospital até o dia 24 de cada mês, ou será punida com sanções legais.

Empréstimo

O Blog depois fará matéria especial sobre outro aspecto delicado da audiência: empréstimos milionários feitos em 2012 e 2013 de cerca de R$ 5,5 milhões, em favor do HMAC, que geram desconto mensal de 197 mil dos repasses do SUS para o hospital.

Questão tem enredo sinuoso e pode ter desdobramento surpreendente. À época, a Associação Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) era a gestora do HMAC, também denominado de Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

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quinta-feira - 06/04/2017 - 21:42h
Estado

Secretário da Saúde admite falta de autonomia em pasta

Na audiência promovida hoje (veja AQUI) em Mossoró pelo juiz federal Orlan Donato Rocha, na Justiça Federal, para resolver impasses financeiros em relação ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), o magistrado admitiu determinar bloqueio de contas de Prefeitura de Mossoró e Governo do RN, se necessário.

Quanto ao Governo do Estado, o secretário estadual da Saúde, George Antunes, chegou a desabafar: estava de mãos atadas e sem autonomia para atender prioridades de sua pasta.

Assinalou, que a Secretaria de Estado do Planejamento concentrava todo o poder decisório, através do secretário Gustavo Nogueira. Cabia ao juiz tomar uma decisão.

– Eu não vou esperar mais. Já esperei demais. Está havendo atraso e não estão comunicando ao juízo. Atrasam e não justificam”, vociferou Orlan Donato Rocha.

Saiba mais informações sobre esse assunto na próxima postagem.

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quinta-feira - 06/04/2017 - 11:10h
Hospital Maternidade Almeida Castro

Justiça faz audiência para tentar impedir fechamento de hospital

O juiz federal Orlan Donato Rocha realiza neste momento na Justiça Federal, em Mossoró, audiência que envolve representantes da Junta Interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), Conselho Regional de Medicina (CRM), Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Mossoró, além de representantes de cooperativas médicas.

Entre os participantes, os secretários da Saúde do Estado e Município, respectivamente George Antunes e Benjamim Bento.

Responsável pela decisão que levou à intervenção do HMAC em setembro de 2014, Donato cobra saneamento financeiro dos compromissos que os dois entes públicos (Estado e Prefeitura) têm com a instituição, para evitar maiores danos aos seus serviços.

Audiência acontece agora na Justiça Federal em Mossoró, presidida pelo juiz Orlan Donato (Foto: Blog Carlos Santos)

O Blog Carlos Santos tem feito permanente cobertura dessa situação. Temos mostrado a má vontade corriqueiras dos dois poderes para a garantia do funcionamento pleno do HMAC, que passa por processo de mudança radical (para melhor) em sua estrutura e atendimentos, desde que passou a ser gerido pela Junta Interventora.

À noite passada (veja AQUI), já alertávamos outra vez para essa asfixia financeira promovida por Estado e Prefeitura.

Traremos maiores detalhes.

Nota do Blog – O magistrado Orlan Donato é um baluarte nessa luta. Merece aplausos de Mossoró e das dezenas de municípios que despejam pacientes no HMAC, onde vidas estão sendo salvas.

Infelizmente, o interesse criminoso, mesquinho e politiqueiro tenta demolir o que tem sido feito de edificante no HMAC.

Uma coisa abjeta, nauseante, que atinge milhares de pessoas inocentes.

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quarta-feira - 05/04/2017 - 21:58h
Sem compromisso

Governo Robinson pode fechar o terceiro hospital em Mossoró

Se depender do Governo Robinson Faria (PSD), o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), que está sob intervenção da Justiça Federal desde setembro de 2014, será fechado. A propósito, um recorde. Se isso ocorrer, será o terceiro hospital fechado sob sua batuta.

Antes já encerraram atividades o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia e Hospital da Polícia Militar.

O Governo do Estado não repassa há quatro meses o valor de R$ 438 mil/mês que se comprometeu em injetar no HMAC, a partir de sua decisão de encerrar atividades do Hospital da Mulher em setembro do ano passado.

Robinson visitou hospital e divulgou pagamentos que nunca foram feitos (Foto: Assecom)

A informação é de Luiz Avelino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais Particulares de Mossoró (SINTRAHPAM).  A dívida referente aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro alcança a soma de R$ 1.314.000,00.

A maternidade por amplo processo de restauração e ampliação de sua estrutura física, além de maior alcance de serviços, tendo mais de 400 funcionários. Sua nova realidade com a intervenção é diametralmente oposta ao que acontecia antes.

Rombo

Preliminarmente, há indícios de um rombo superior a R$ 36 milhões. Deve gerar muito em breve uma série de denúncias formais por parte do Ministério Público Federal (MPF), implicando antigos gestores.

Até setembro de 2016, os interventores trabalharam com recursos do SUS e contra partida da Prefeitura de Mossoró. Com o fechamento do Hospital da Mulher, o Governo do Estado, através do secretário George Antunes, foi chamado ao processo de intervenção.

A Secretaria de Estado da Saúde Púvlica (SESAP) se comprometeu em custear cinco cooperativas médicas (custo médio de R$ 950 mil/mês) e repassar um valor de R$ 438 mil/mês, destaca o advogado Francisco Gervásio Lemos de Sousa, assessor jurídico do SINTRAHPAM.

Compromissos

Ficou compromissado com a Justiça Federal que a Prefeitura repassaria os recursos do SUS (contratualização R$ 271 mil, Rede Cegonha 197 mil e cerca de R$ 550 mil referente à produção/mês) e custearia parte do salário dos médicos, algo em torno de R$ 680 mil/mês.

“Este compromisso foi firmado com o juiz federal Orlan Donato no dia 28 de setembro, 20 dias após o fechamento do Hospital da Mulher, em Mossoró, sendo testemunhado pelos promotores públicos do Estado, Federal e do Trabalho”, acrescenta Gervásio.

A quebra do compromisso firmado com a Justiça Federal gerou dificuldades também para os interventores honrarem compromissos perante os fornecedores de medicamentos, equipamentos hospitalares e insumos para abastecer a nutrição.

Governo mente sobre recursos

O agravante no papel que cabe ao Governo Robinson Faria, é a propaganda divorciada da verdade. Ele visitou o HMAC no dia 12 de janeiro deste ano e a Assessoria de Comunicação do Governo do Estado divulgou notícia de que avanços no hospital estavam sendo possíveis, porque a gestão vinha fazendo repasses de R$ 438 mil por mês. Uma mentira deslavada (veja AQUI), informação fornecida pelo próprio governo.

Faltam recursos para pagar alimentação dos pacientes, para compra de material de construção e à empresa que faz as obras de restauração e ampliação do Centro Obstétrico, bem como alugueis de equipamentos de UTI Neonatal e Adulto. Mais e mais contas se acumulam, levando o hospital a fenecer gradualmente.

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segunda-feira - 20/03/2017 - 10:10h
Liga e HMAC

Governo diz que pagará hospitais, avisa deputado Souza

Há compromisso do Governo do Estado, assegurado pela secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, de que essa semana haverá pagamento de dívidas com o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) e Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).

“Não tenho motivos para duvidar da palavra, seriedade e boas intenções da secretária”, comenta o deputado Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”. Ele visitou as duas instituições situadas em Mossoró no último dia 16 (quinta-feira), acionando a secretária por telefone instantaneamente.

Paralisação de atividades

O Almeida Castro já tem seu funcionamento comprometido por atrasos que remontam ao ano passado. A Liga já paralisou suas atividades na última sexta-feira, comprometendo tratamento de centenas de pessoas.

“Vidas estão em jogo. Não podemos esperar!”, diz Souza. “A secretária me garantiu que algumas questões burocráticas estão sendo vencidas”, conclui.

Com informações da Assessoria do deputado Souza.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 19/03/2017 - 11:32h

A Carne Fraca e podre de bandidos fortes

Por Carlos Duarte

A Operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal, revela o grau de promiscuidade e de putrefação entre empresários, políticos e fiscais de órgãos que deveriam proteger a saúde dos cidadãos brasileiros. A podridão, ora exalada, que emana do submundo do crime de corrupção, embrulha o estomago de qualquer pessoa.

Mesmo que a prática de reembalagem de comida estragada, misturadas aos papeis e papelões, maquiadas pelo uso de produtos químicos de alta dosagem e com substâncias cancerígenas, seja uma situação pontual de apenas alguns frigoríficos, é inadmissível que isso ocorra num país que vem se firmando como um dos maiores exportadores de carnes do mundo.

Os grampos divulgados na operação da PF mostram também que a bancada ruralista é quem dá as ordens no Ministério da Agricultura, quem nomeia, demite fiscais e quem controla as ações sanitárias. Em um trecho das ligações grampeadas, o próprio ministro da Justiça, Osmar Serraglio, trata um suspeito, líder da facção criminosa, de “grande chefe”.

Não é à toa que o setor do agronegócio financiou cerca de R$ 400 milhões na campanha de 2014, com destaque para a JBS. Toda essa quadrilha de bandidos tem que ser presa e responsabilizada pelos atos hediondos que cometeram.

A “Carne Fraca” já causou impactos negativos na economia brasileira e abriu precedentes para que o protecionismo de outros países, como os EUA, cancele as compras de nossos produtos alimentícios. Poderá ser mais um obstáculo na retomada do combalido crescimento econômico brasileiro.

Com esse episódio, as exportações de carnes brasileiras poderão deixar de agregar valores aqui no Brasil para serem exportadas de forma “in natura”, gerando, assim, agregação de valores (emprego e renda) em países de primeiro mundo, a exemplo do ocorre hoje com o café brasileiro.

SECOS & MOLHADOS

Previdência – O rombo previsto do Sistema Previdenciário do Estado do Rio Grande do Norte é de R$ 1,6 bilhão, somente para este ano de 2017. Os números de aposentados e pensionistas servidores do Estado totalizam 47 mil. Esse é o resultado de um sistema falido, em todo o País, que nunca entrou na pauta de prioridades dos governos. Um caos anunciado que ainda irá causar mais prejuízos aos contribuintes e favorecidos.

Desinvestimento – O Tribunal de Contas da União (TCU) revogou a medida cautelar que impedia a venda dos ativos da Petrobras, na sessão da última quarta-feira (15/03). A decisão pode afetar o Rio Grande do Norte com a venda de mais da metade dos campos de petróleo do Estado. Inicialmente, envolverão 38 campos dos 104 existentes. Ainda não há data de quando serão iniciadas as vendas dos ativos da Petrobras no RN, com a nova política de desinvestimento da estatal.

Esperança – Neste dia de São José, as esperanças do sertanejo e dos devotos nordestinos se renovam em toda a região. Chuvas vigorosas em todos os estados do Nordeste, o verde brotando e os açudes jorrando. Sinais de recuperação da economia sazonal das pequenas cidades e elevação da autoestima do homem do campo. Que venham as chuvas, com a benção de São José!

Robinson – Sem ter o que mostrar, mais uma vez, o governador Robinson Faria (PSD) veio a Mossoró para parcas ações administrativas, neste final de semana. A falta de organização de sua agenda revelou a desarmonia de seus assessores. Apesar da chacina, destruição de unidades de BICs, tiros à 2ª DP e rebelião no Presídio Agrícola Mário Negócio, nenhuma explicação a respeito foi dada pelo governador.

HMAC esperava uma palavra de alento para não fechar e deixar bebês e mães à própria sorte (Foto: arquivo do Blog)

Robinson II – Lamentável ainda seu silêncio doloso em relação a pagamentos assumidos perante à Justiça, para o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) e Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) e algumas categorias médicas. Parturientes, bebês e pessoas acometidas de câncer com vidas ameaçadas e o governador não diz nada, não emite um alento. Nada, nada, nada.

Caos – O lixo e os buracos tomam conta das ruas de Mossoró. A combinação de lixo e água resulta em doenças causadas por vetores como mosquitos e moscas. Até agora a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não emitiu nenhuma satisfação aos mossoroenses sobre mais esse caos de sua administração. Ah, claro que a culpa é do antecessor, como fora na época em que passou pelo Governo do Estado e não foi vista como tal, em Mossoró. Como esse povo gosta de sofrer e ser humilhado!

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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sexta-feira - 17/03/2017 - 08:24h
Decepção e respulsa

Governador desembarca em Mossoró em período conturbado

O  governador Robinson Faria (PSD) desembarca em Mossoró amanhã (sábado, 18) – veja AQUI, encurralado por intensa crítica e antipatia popular. Retorna à cidade em meio a seriíssima crise na Segurança pública e desmanche na Saúde.

É a cidade que ele mesmo rotulou como responsável por sua eleição ao governo em 2014. Palavras de reconhecimento ou puro oportunismo político?

Carro-forte assaltado perto do Posto Zé da Volta na BR-304, no último dia 14 (terça-feira), em Mossoró (Foto: cedida)

Nos últimos dias Mossoró testemunhou chacina de cinco jovens, num episódio em que outros tantos saíram feridos e seu governo sequer emitiu uma nota pública de solidariedade ou anunciou equipe para investigação especial.

Em poucas horas, sete carros foram roubados, a 2ª Delegacia de Polícia Civil foi atacada à bala e com fogo. Também se contabiliza no mesmo espaço de tempo assalto a um carro forte.

Ontem, um princípio de rebelião na Penitenciária Agrícola Mário Negócio.

Assaltos, arrastões, roubos e mais de 40 homicídios (só este ano) fazem parte da rotina de medo dos mossoroenses.

Na Saúde, o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) aguardam que o governo Robinson Faria cumpra seus compromissos, pagando por suas atividades e a categorias médicas. Até aqui, só balela.

O HMAC tem paralisação parcial de médicos e serviços; a LMECC já suspendeu atendimento a pacientes com câncer.

Antes, Robinson já determinara fechamento do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia e o Hospital da Polícia no final do ano passado.

Mossoró não tem motivos para se sentir reconhecida ou respeitada.

Sobram-lhe razões para admitir que errou na escolha. É vítima. Foi lograda.

Mesmo assim seja bem-vindo, governador.

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quinta-feira - 16/03/2017 - 12:14h
Mossoró

Almeida Castro e Liga Contra o Câncer pedem socorro

O deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, visitou ‘de surpresa’ em Mossoró, nessa quarta-feira (15), o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC). Com o crescente desmanche no sistema de saúde pública de Mossoró, cidade polo que tem influência em mais de 60 municípios (até no Vale do Jaguaribe, no Ceará) e mais de 800 mil habitantes, os dois sofrem com retenção de recursos que não são repassados. Pedem socorro, mas parecem ignorados.

Deputado fez encaminhamento de cobranças ao governo após nova visita ao HMAC (Foto: Assessoria)

“Depois de conversar com dirigentes, médicos, funcionários, pacientes, passo a reforçar o que já tenho feito desde o início do meu mandato: cobrar, diligenciar, agir de forma ativa para que sejam sanadas as principais demandas”, disse. “Já adiantei na Assembleia Legislativa que formaremos comissão de deputados da região, para que conheçam essa realidade e vejam como o hospital é indispensável, agindo”, disse. “Também já garanti emenda parlamentar para o Almeida Castro”, antecipou.

Compromissos

Ainda no HMAC, Souza acionou a secretária-chefe do Gabinete Civil do Governo do RN, Tatiana Mendes Cunha, relatando pendências financeiras que podem levar esse hospital, que está sob intervenção judicial desde 2014, a fechar. “Novamente disse a ela dos compromissos do estado, desde o fechamento do Hospital da Mulher, que precisam ser honrados com o Almeida Castro e categorias médicas que o servem”, salientou.

No LMECC, serviços param hoje, uma contagem regressiva à morte (Foto: Assessoria)

Na LMECC, os problemas são semelhantes: dívida do governo estadual que passam de R$ 1 milhão e 300 mil, que hoje levará a instituição filantrópica a parar atendimento a um público de dezenas de municípios (cerca de 1.200 pessoas por mês), com quimioterapia, radioterapia e outros procedimentos.

Também no LMECC, Souza coletou outros apelos dos médicos e pessoal de apoio, além de conversar com pacientes. “A Liga não tem mais como manter o atendimento e centenas de pessoas não podem esperar que a doença faça um acordo com elas, para só retomar seu ritmo daqui a um mês, dois, até a morte”, lamentou.

Com informações da Assessoria do Deputado Souza.

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terça-feira - 14/03/2017 - 18:23h
Mossoró e região

Souza critica frieza em chacina e alerta sobre crise em hospital

A situação de crise na segurança pública e a desativação de unidades de saúde no interior do estado norteou o pronunciamento do deputado Souza (PHS) na manhã desta terça-feira (14). Em sua fala, o parlamentar pediu uma postura mais rígida do Governo do Estado para enfrentar a insegurança no interior e ainda destacou o temor diante de fechamento do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró, que está sob intervenção judicial federal desde setembro de 2014.

Souza propôs comissão para acompanhar caso do Almeida Castro (Foto: João Gilberto)

“Lamento que o Governo do Estado não tenha se pronunciado oficialmente sobre o caso da chacina em Mossoró, pelo menos através de uma nota, na definição e anúncio de uma equipe especial para apuração do crime. Pelo visto, os municípios depois da Reta Tabajara não fazem parte do Rio Grande do Norte. A insegurança que atinge Mossoró, Areia Branca, Baraúna, Tibau e tantos outros municípios, não tem uma resposta do Estado. Mesmo iniciativas paliativas não acontecem”, disse.

Para o deputado Hermano Morais (PMDB) “não tem município desse estado que não tenha histórico de violência para contar, de assaltos e ações atrevidas dos bandidos, em uma demonstração que a bandidagem está cada vez mais desafiando o poder do Estado”.

Hospital Almeida Castro

Em um segundo momento, Souza destacou a importância do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), que sofre com atrasos e emperramento na liberação de recursos por parte de Prefeitura e Estado.

“O quadro se agrava, porque o Governo do Estado fechou o Hospital da Mulher, sob a alegação de seu alto custeio, numa relação custo-benefício inconveniente para o erário. O Almeida Castro tem capacidade física, estrutural e de pessoal para atender à demanda que migrou naturalmente do Hospital da Mulher, mas não tem como funcionar sem recursos que paguem seus profissionais. Será que testemunharemos o fechamento de mais um hospital em Mossoró, que atende a uma vastíssima região, por descaso do Estado?”, indagou.

Em aparte, o deputado George Soares (PR) lamentou a situação.

“O sistema de saúde do RN piora a cada dia, a situação do interior está se agravando cada vez mais e o discurso da regionalização precisa de mais para sair do papel”, disse George, ressaltando a importância do Hospital Almeida Castro para a região.

O deputado Souza ainda sugeriu a formação de uma comissão de parlamentares para visitar os hospitais Almeida Castro e Tarcísio Maia, em Mossoró, para tomar conhecimento da situação das duas unidades de saúde.

Com informações da Assembleia Legislativa.

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terça-feira - 14/03/2017 - 07:26h
Decisão

Contas são bloqueadas para pagamento de médicos e hospital

O juiz Orlan Donato, da 8ª Vara Federal, emitiu despacho determinando o bloqueio de contas do Governo do Estado do RN para pagar cooperativas médicas e também ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró.

Na mesma decisão, Donato ainda estabelece prazo de dez dias para a Prefeitura Municipal de Mossoró fazer a cobertura dos seus débitos relacionados às categorias médicas que atuam no HMAC.

O pedido de bloqueio foi feito pelos advogados Gustavo Lins e Lucas Moreira, que prestam serviços à Junta Interventora do hospital.

O Blog Carlos Santos noticiou o problema e denunciou o descaso de Prefeitura e Estado no final de semana (veja AQUI).

O HMAC está sob intervenção judicial desde setembro de 2014.

Veja clicando nesses links adiante uma série de reportagens sobre a história do HMAC, sua intervenção e ações para mantê-lo funcionando com dignidade e sem roubalheira: AQUIAQUIAQUI).

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sexta-feira - 10/03/2017 - 23:03h
"Dobradinha"

Prefeitura e Estado caminham para fechar o Almeida Castro

Mesmo o Governo do Estado avisando que paga na próxima semana o que deve a 20 médicos da Neoclinica (pediatras neonatalogistas), eles pararam hoje à noite suas atividades no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró, onde prestam serviço.

HMAC vive drama interminável e de pressão externa (Foto: Blog Carlos Santos)

Cobram R$ 1,3 milhão ao governo estadual. São três meses. À próxima semana completarão 4 meses, com valor saltando para R$ 1,6 milhão.

Os fisioterapeutas que atuam nas UTI’s do HMAC, cerca de 20 profissionais, já estão em greve há algumas semanas, pois não recebem repasses do estado há quatro meses.

Já os obstetras que trabalham no mesmo hospital, incrustados no Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia de Mossoró (NGO), esperam receber cerca de R$ 800 mil do governo estadual e montante semelhante da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Estão a caminho de encerrarem atividades também.

Nota do Blog – A dobradinha Robinson Faria (PSD)-Rosalba Ciarlini (PP) vai conseguir o feito de fechar o HMAC em Mossoró.

Certamente vão investir na contratação de parteiras, para que as mulheres tenham seus filhos em casa mesmo, nos matos etc.

A que ponto Mossoró chegou!

Caso perdido.

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quarta-feira - 01/03/2017 - 13:40h
Recado dado

Justiça está satisfeita e não deve mundar Junta Interventora

A Justiça Federal não cogita mudar a formação da Junta Interventora que administra o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) em Mossoró, desde 2014.

Larizza Sousa: gestão amparada por Justiça (Foto: arquivo)

Os resultados da gestão e o próprio acompanhamento permanente do Judiciário e Ministério Público, não recomendam mudanças.

O passado de gestão político-eleitoral que gerou rombo da ordem de R$ 36 milhões, nessa instituição, também não.

O recado foi dado ao Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, que através de representantes andou questionando a escolha dos interventores e outros aspectos da intervenção.

A Junta Interventora é composta por Bendito Viana de Lira, Maria Ivanise Feitosa de Vasconcelos e Larizza de Sousa Queiroz Lopes (coordenadora).

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quarta-feira - 22/02/2017 - 22:18h
Hoje

Souza pede liberação de recursos para Hospital Almeida Castro

“Nós temos o maior interesse em garantir a manutenção do Almeida Castro. Vamos resolver esse impasse”. A declaração foi dada há poucos minutos ao deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, pela secretária-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Tatiana Mendes Cunha.

Souza ponderou à necessidade de apoio ao HMAC e Tatiana enxerga sua importância (Foto: Assecom do Estado)

O parlamentar pediu a liberação de recursos para garantia de pagamento a algumas categorias médicas que migraram do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, fechado em setembro do ano passado em Mossoró, para o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Intervenção

“O Almeida Castro é um modelo que tem dado certo e vamos vencer os entraves burocráticos relativos à abertura orçamentária para atender a esses compromissos”, acrescentou Tatiana Mendes.

Segundo Souza, “meu apelo à secretária é o eco de mães, bebês e familiares carentes de cerca de 68 municípios do estado, que precisam do Almeida Castro e temem que haja colapso definitivo dos serviços”.

O HMAC está sob intervenção da Justiça Federal desde setembro de 2014.

Com informações da AL/Assessoria de Souza.

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segunda-feira - 20/02/2017 - 09:24h
Mossoró

Estado não cumpre acordo e compromete hospital-maternidade

Pediatras, fisioterapeutas e as outras três especialidades que atuavam no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia – fechado pelo Governo do Estado em 2016 -, estão sem pagamento no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), para onde foram transferidos. Governo se esquiva do repasse financeiro para esse fim.

HMAC tem papel com excelente resultados (Fotos: arquivo)

Problema se arrasta desde o final de 2016.

Resumindo: O Estado não repassa o valor de R$ 438 mil/mês ao HMAC, compromisso fechado perante a Justiça Federal e também não paga às cooperativas médicas que atuam nessa instituição.

Por isso começa uma metástase de paralisações desses profissionais, ameaçando atividades normais do hospital.

Nota do Blog – Chego a pensar que existe conluio (outro) politiqueiro para fechar mais um hospital em Mossoró. O HMAC está sob intervenção desde setembro de 2014, sendo resgatado das sombras e com excelentes resultados e crescimento no atendimento a parturientes, seus bebês, além de suporte ao próprio Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Veja uma série de reportagens sobre o HMAC que este Blog publicou nos dias 29 AQUI, 30 AQUI e 31 de janeiro AQUI deste ano.

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quarta-feira - 08/02/2017 - 23:52h
Mossoró

Prefeitura não deseja dar maior apoio ao Almeida Castro

HMAC tem intervenção com excelentes resultados (Foto: cedida)

O juiz federal Orlan Donato Rocha da 8ª Vara Federal, com sede em Mossoró, promoveu reunião à manhã de hoje com representantes da Prefeitura Municipal de Mossoró. A conversa girou em torno do funcionamento do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), que está sob intervenção desde setembro de 2014.

O secretário da Saúde do município, Benjamim Bento, teve a companhia do consultor Geral do Município, José Anselmo de Carvalho Júnior.

Os representantes da gestão Rosalba Ciarlini (PP) defenderam a tese de que a prefeitura prioriza a atenção básica, não tendo interesse em injetar maiores recursos no HMAC, que destoem disso.

Audiência

O magistrado espera que no prazo de cinco dias o governo Rosalba apresente seus questionamentos e ponderações oficialmente, além de aguardar – em seguida – pronunciamento do próprio Ministério Público Federal (MPF).

Daí, o magistrado deverá marcar audiência para tratar dos próximos passos da interventoria e o papel da prefeitura na garantia de funcionamento do hospital. Ele foi quem determinou a intervenção saneadora no HMAC, além de acompanhar regularmente o trabalho dos interventores, através de relatórios, visitas pessoais e reuniões sistemáticas.

Veja reportagem especial sobre história, passado, presente e perspectivas do HMAC clicando nestes links: – AQUIAQUIAQUI).

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segunda-feira - 06/02/2017 - 21:09h
Almeida Castro

Juiz quer evitar que avanços em hospital sejam interrompidos

Orlan: intervenção tem sido importante (Foto: arquivo)

O juiz federal Orlan Donato Rocha da 8ª Vara Federal convocou representantes do poder Executivo de Mossoró para uma reunião de trabalho no dia 8 de fevereiro (quarta-feira), na sede da Justiça Federal. Será às 10h.

Na ocasião, ele vai tratar sobre os repasses dos governos do Estado e Federal para a Prefeitura de Mossoró, com destino final do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Avanços

O magistrado empenha-se para que a parceria entre a Prefeitura e o HMAC não tenha solução de continuidade, de modo que o processo de restauração dessa instituição não comprometa o atendimento obstétrico em toda a região Oeste do RN.

Há poucos dias, o Blog Carlos Santos mostrou os avanços do HMAC desde sua intervenção em setembro de 2014. É uma nova realidade que conflita com sua fase anterior.

Veja nesses três links – AQUIAQUIAQUI) – a série de reportagem sobre o HMAC.

Veja também a crônica “Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda, Ana Livia…” (AQUI).

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Categoria(s): Administração Pública
domingo - 05/02/2017 - 15:56h

Nossa “chuva de bala” de todos os dias

Por Carlos Duarte

No governo da (in)segurança, a bandidagem está agindo à vontade, em todo o RN. Invasões de cidades, arrombamentos, explosões a bancos, assaltos, assassinatos, arrastões e outras atrocidades, continuam a se multiplicar e a por  em risco a sociedade (do bem).

No “Pais de Mossoró” a “Chuva de Balas” não acontece apenas nas artes cênicas do adro da igreja de São Vicente, durante os festejos juninos. Em 35 dias deste ano, já aconteceram 25 homicídios, em Mossoró.

Estamos todos acuados (Foto ilustrativa)

Ao contrário do que ocorreu, em 1927, quando o prefeito Rodolfo Fernandes liderou a expulsão do bando do cangaceiro Lampião, hoje, a população está entregue à própria sorte por pura incompetência cumulativa dos gestores públicos.

E o que já é calamidade, poderá ficar ainda pior, uma vez que não há políticas publicas e nem vontade política dos atuais gestores em resolverem seriamente o problema. As medidas tomadas no âmbito da segurança pública do RN são todas reativas e paliativas. Nada é preventivo. Não há projeto sério capaz de estancar o caos em que vivemos – no curto e médio prazo.

A recente rebelião de Alcaçuz expôs, apenas, a ponta do iceberg da tragédia em que está se transformando a falência do sistema de segurança pública em todo o Rio Grande do Norte. Não adianta ficar, apenas, culpando o governo federal ou criando desculpas em cima da crise nacional.

Guerra nas ruas

O fato é que esse governo herdou os descasos de governos anteriores, mas foi – e ainda está sendo – medíocre em suas ações gerenciais. Tanto sabia da situação, que o governador Robinson Faria (PSD) adotou o tema da segurança pública como bandeira de sua campanha.

Seus eleitores, assim como este articulista, acreditaram que o candidato tivesse, ao menos, uma radiografia da situação, um estudo e/ou um plano de ação para resolvê-la. Pura enganação e mentira, que se revelaram durante a gestão desse governo pífio e covarde.

As ações das facções criminosas têm celeridades antagônicas às ações de governo. Em todo o Estado, até agora, foram assassinadas 208 pessoas (contra 147, no mesmo período de 2016), o que significa um aumento de 41,5%. Este cenário aponta que, no governo Robinson Faria, uma pessoa é assassinada a cada 3,30h – muito pior do que a grande maioria dos países que estão em guerra declarada.

Será que não pesa nas consciências do governador e de sua equipe as mazelas impostas a milhares de vítimas inocentes – decorrentes da violência, fruto da sua própria incompetência de gestão?

As evidências apontam que não. Mas, na retórica do governo, tudo está “sob controle”.

Que Deus nos acuda a todos!

SECOS & MOLHADOS

Fechamento – Em 2016, foram fechadas no Rio Grande do Norte 9.976 empresas, em diversos seguimentos de atividades. Isso significa um crescimento de 38,19% em relação a 2015. Resultados da crise econômica e da falta planejamento sustentável para o desenvolvimento do Estado. Nada é por acaso.

Projeto – A mudança de secretariado no novo mandado do prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT), é a sinalização de seu projeto político: fortalecimento de sua imagem em todo o RN com o objetivo de tornar viável sua candidatura a governador (ou senador) em 2018. Afinado com o projeto nacional do PDT, em lançar Ciro Gomes para presidente, Carlos Eduardo começa a ampliar as bases do seu partido no Estado.

Royalties – O articulista Gutemberg Dias (veja AQUI), mostra em seu excelente artigo que a receita da Prefeitura de Mossoró, com a arrecadação dos royalties, já chegou a ser o equivalente a 18,36% de toda a arrecadação do município. Hoje, está em torno de 3%. Isso demonstra que, no período áureo dos royalties, os gestores do município não se importaram com o futuro da cidade. Acharam que o recurso não se esgotaria e não o aplicaram em projetos sustentáveis para o desenvolvimento.

Henrique – Noticias de bastidores da imprensa nacional apontam que o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB) pode ser a bola da vez da Operação Lava Jato. Ele é acusado de ter recebido propina da Carioca Engenharia. Sua defesa nega e diz que ele abriu a conta no exterior, porém não tinha poderes para movimentá-la.  Apareceram R$ 2 milhões na conta dele, mesmo assim, ele diz que “não sabe de nada”. Isso é incrível! Como os juízes não acreditam em Papai Noel, Henrique Alves poderá vir a raspar o cabelo ao estilo Eike, em poucos dias.

Desafio – A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB), tem muitos assuntos polêmicos e importantes para sua pauta inicial de gestão. Herdou uma gama de problemas deixados pela gestão do seu antecessor Jório Nogueira (PSD). Dentre eles, está a verba de gabinete dos vereadores. Tem habilidade, experiência e competência para resolvê-los. Só precisa aumentar o pavio.

MCJ – O governo Rosalba Ciarlini (PP) começa a agir em busca de patrocínio para o evento Mossoró Cidade Junina 2017 (MCJ). Apesar da crise econômica nacional, o evento tem potencialidade para captar a totalidade dos recursos necessários, através de patrocinadores. O ponto negativo é a exiguidade de tempo, neste ano, mas esse objetivo poderá ser atingido em edições futuras.

MINHA VITÓRIA – A Força-tarefa que está administrando a massa falida da Casa de Saúde Almeida Castro (CSDR)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) não pode ficar sujeita a sabotagens politiqueiras nem corporativas. O Blog Carlos Santos mostrou essa situação numa série de reportagens há poucos dias (veja AQUI, AQUI e AQUI), dando uma dimensão do que tem sido feito para resgatar o HMAC, apesar das sabotagens corporativistas e políticas.

A Junta Interventora, com suporta da Justiça e do Ministério Público, mostra que é possível fazer a coisa certa, quando há seriedade na gestão pública. Trouxe de volta a esperança de vida para milhares de pessoas que dependem do sistema público de saúde, em Mossoró. Expurgou uma quadrilha inescrupulosa de criminosos que ceifaram a vida de milhares de pessoas inocentes, vítimas de suas ganancias.

Em 2008, a filha do articulista Carlos Duarte nasceu prematura e faleceu por falta de assistência (Foto: cedida)

Em 2008, este articulista vivenciou de perto o submundo do crime, neste complexo de saúde, quando assistiu, impotente, o falecimento de sua filha nascida prematura. Não havia sequer os medicamentos e insumos básicos para socorrê-la, apesar da UTI Neonatal desse hospital já ter sido inaugurada de forma fictícia, apenas para poder garantir repasse de recursos federais.

Se tivesse sobrevivido aos descasos da súcia, neste mês janeiro, Vitória Gabriela teria completado nove aninhos. Compartilho a dor deste sofrimento com todas as vítimas inocentes daquele extinto matadouro.

* Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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terça-feira - 31/01/2017 - 22:54h
Renascimento III

Salvação do Almeida Castro enfrenta interesses contrariados

Intervenção em hospital precisa de apoio político e da sociedade para barrar retrocesso nefasto

A sustentação financeira do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), desde que entrou em fase de intervenção judicial, não tem sido fácil. Equilibrar despesas de custeio, tendo que cobrir parte de passivo milionário herdado da gestão anterior e promover melhorias em equipamentos, estrutura física e garantia de folha, é uma equação difícil.

Mas o principal agravante nesse emaranhado de números é a relação do HMAC com Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró, além de eventuais sabotagens. Graças à participação dos ministérios públicos do Estado, Federal e do Trabalho, com decisões judiciais nessas três esferas, é que existem perspectivas de que haja cooperação capaz de assegurar o equilíbrio financeiro do hospital.

Trabalho da Junta Interventora, com suporte de promotores e juízes, é alento à vida em ambiente outrora nefasto (Foto: cedida)

Hoje, por exemplo, o HMAC deve segunda parcela do 13º e mês de dezembro aos seus quase 400 funcionários. Débito incômodo, mas até ‘aceitável’, diante do histórico anterior de meses sem pagamento ou perspectiva de cobertura desse compromisso.

O rombo da ordem de R$ 36 milhões deixado pelos antigos gestores, acantonados na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), impõe à Junta Interventora (com acompanhamento do MP e Judiciário) verdadeiros malabarismos financeiros.

Recursos

O HMAC fatura uma média de R$ 500 mil/mês pela produção, ou seja, pelos serviços prestados na Maternidade que são informados ao Sistema Único de Saúde (SUS), que por sua vez repassa os recursos para a Prefeitura de Mossoró, detentora da gestão plena desse programa sanitário federal.

Cabe à municipalidade fazer a transferência ao HMAC. Que fique claro: não se trata de numerário de origem direta do erário municipal e, sim, federal.

Também há envio pelo Governo Federal de R$ 197.485,44/mês do Programa Rede Cegonha, exatamente pela prestação de serviços materno-infantis como berçário, Canguru e Casa da Mãe.

Ocorre o mesmo processo de intermediação via Prefeitura de Mossoró para o hospital.

Acrescente-se também, R$ 271.850,15/mês enviados pelo Ministério da Saúde através da Prefeitura para o Hospital Maternidade Almeida Castro, por se tratar de uma instituição filantrópica. É um incentivo que o Governo Federal envia mensalmente para instituições sem fins lucrativos, atuantes na área da Saúde.

Donato: causa superior, mas vendo tudo in loco (Foto: arquivo)

Mais recentemente, por decisão judicial, o governo estadual foi compulsoriamente levado a repassar R$ 438 mil/mês para o HMAC, após fechamento em setembro do ano passado do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, administrado por esse ente federativo. Na prática, era o valor que o Governo do Estado recebia da Rede Cegonha para o Hospital da Mulher.

O despacho foi do juiz federal Orlan Donato. Assinalou a determinação no dia 28 de setembro de 2016.

No dia 27 de setembro de 2014, uma decisão da Justiça Federal já estabelecia o montante de R$ 790 mil média/mês referente ao pagamento de salário de médicos e cooperativas médicas por parte da Prefeitura de Mossoró. Esse valor estimado foi mantido na decisão judicial do dia 28 de setembro de 2016, na Audiência de Cooperação Judicial que envolveu justiças do Trabalho, Federal e Estadual.

É previsto também – com base na decisão da Audiência de Cooperação Judicial de 28 de setembro de 2016, que o governo estadual repasse R$ 950,6 mil média/mês referente à contratação de cinco cooperativas médicas e também médicos concursados que estão prestando serviços.

Sobre o magistrado, é significativo que seja sublinhado: tomou essa causa como uma cruzada, mas sem se descuidar até mesmo de fiscalizações pessoais, in loco, às atividades do hospital, onde desembarca vez por outra para ver como está seu funcionamento.

Aplicação de recursos

A aplicação dos recursos para o HMAC segue prioridades, em meio à asfixia provocada pelo que ficou da época da Apamim. Veja abaixo:

1 – Pagamento de débitos trabalhistas deixados pelas gestões passadas, que já passa de R$ 8 milhões. Foi parcelado para ser pago em cinco nos a partir de 2015, de modo que ao final de cinco anos todos os servidores (aproximadamente 400) estejam com seus direitos em dia.

2 – Na restruturação do seu prédio-sede, de equipamentos e na ampliação dos serviços, bem como adaptando os que já existem dentro das normas exigidas pelo Ministério da Saúde.

3 – Pagamento mensal de aproximadamente R$ 200 mil reais à Caixa Econômica Federal (CEF), referentes a dois empréstimos feitos pela Apamim para o Hospital Maternidade Almeida Castro, no valor de quase R$ 10 milhões, em 2012 e 2013.  O destino destes recursos está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF). Suspeita-se que houve outra destinação pros recursos.

4 – Pagar a folha de servidores da Maternidade Almeida Castro, que hoje é de aproximadamente 400, assim como a compra de equipamentos, medicamentos e insumos.

Os ex-diretores do Hospital Maternidade Almeida Castro também deixaram dívidas tributárias, em fornecedores e prestadores de serviço em somas que se aproximam dos R$ 30 milhões. Podem responder por boa parte desses passivos, aliviando a sobrecarga de obrigações que soterram a instituição.

Conspiração

Ambiente decente que contrasta com passado, é uma aposta que se faz a cada dia no HMAC (Foto: Blog Carlos Santos)

A mistura de má gestão, possível má-fé (com supostos desvios financeiros), conjuntura desfavorável e sabotagens políticas levaram o HMAC à insolvência. Ressuscitá-lo não tem sido fácil.

Os resultados obtidos em tão curto espaço de tempo (pouco mais de dois anos e quatro meses) são empolgantes. Junta Interventora, funcionários, promotorias e judiciário – parceiros nessa tarefa ingente – sabem que contrariam interesses poderosos.

Corporativismo de certas categorias profissionais, aspirações torpes de grupos políticos e ambições econômicas no “mercado negro” da medicina conspiram contra o futuro do HMAC.

Devolvê-lo às trevas é um crime contra a vida.

Veja AQUI a primeira reportagem dessa série especial: Força-tarefa avança na salvação do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a segunda reportagem dessa série especial: Do caos à vida, a nova realidade do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a crônica Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda e Ana Lívia

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segunda-feira - 30/01/2017 - 23:46h
Renascimento II

Do caos à vida, a nova realidade do Hospital Almeida Castro

Instituição sob intervenção em Mossoró é resgatada com números e outra realidade que impressionam

“Ah, isso aqui é minha vida!” A exclamação é feita ao Blog pela enfermeira Raíssa Lorena Gê Mitre, à porta de um dos apartamentos da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Ela espelha na frase e no rosto de sorriso incontido, o sentimento de quem trabalha diariamente com vida. Com mães e bebês que precisam de cuidados especiais.

Durante quase três horas percorremos corredores, UTI´s, salas, apartamentos, enfermarias e outros compartimentos do HMAC. Conhecemos seu funcionamento, levantamos informações com componentes de sua Junta Interventora, ex-funcionários, pacientes, funcionários etc. Fuçamos documentos no âmbito da Justiça, suplementando dados.

Raíssa: "Ah, isso aqui é minha vida!" (Foto: Blog Carlos Santos)

Existem dois HMAC. Um, antes da interventoria determinadas pelas justiças do Trabalho, Federal e Estadual, provocada pelo Ministério Público do Trabalho, Federal e do Estado do RN. Outro, depois da instalação dessa condição excepcional em setembro de 2014, que visa restabelecer a ordem no hospital, que vinha sendo gerido desde 1949 pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Os números e os resultados do novo HMAC impressionam. Qualquer dúvida, é só confrontá-los com o caos de antes, que levou o Judiciário a impor o afastamento de seus ex-dirigentes, desencadeando paralelamente uma série de demandas judiciais para saneamento de débitos nos campos fiscal, trabalhista, de custeio e cível.

“A cada dez dias apresentamos relatório de nossas atividades à Justiça e mensalmente temos reuniões para discussões dos mais variados pontos. A intervenção é acompanhada passo a passo pelos promotores e juízes”, relata a coordenadora da Junta Interventora, Larizza de Sousa Queiroz Lopes.

UTI Neonatal

Uma das alas mais cativantes e importantes no sistema de saúde dirigido em especial a parturientes e recém-nascidos, advindos de cerca de 68 municípios (incluindo alguns do Ceará), é a UTI Neonatal. Só em 2016, ela recebeu 207 bebês que nasceram com baixo peso e/ou alguma patologia.

A expectativa para 2017 é a internação chegue a 350. Há poucos dias aumentou seu total de leitos, possibilitando receber até 20 bebês simultaneamente. Sem esses equipamentos, todas essas crianças estariam praticamente condenadas à morte, como acontecia no passado e muitos pais acreditavam ser “o destino”, a “vontade de Deus”.

UTI Neonatal é um diferencial definitivo entre a vida e a morte de incontáveis bebês (Foto: cedida)

Na Unidade de UTI Intermediária Neonatal Convencional, em 2016 foram 352 bebês que passaram por ela, com possibilidade de ultrapassar a casa dos 450 este ano. Eram seis leitos e há pouco tempo saltou para 12.

Neonatal Canguru

Em relação à Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, com 18 leitos, foram 495 bebês recebidos em 2016. É um setor em que as crianças chegam com baixo peso ou alguma patologia, porém, não têm necessidade de algo mais delicado como a UTI Neonatal. Nela, a mãe fica com o filho entre os seios, numa relação próxima, carnal, que ajuda em sua recuperação.

Há poucos dias houve inauguração de um compartimento denominado de “Casa da Mãe Coruja Edilene Torquato”, com 20 leitos.  Nesse espaço confortável, mães oriundas de outros municípios e que não têm ponto de apoio, em Mossoró, podem ter estadia diária enquanto acompanha o filho na UTI. “Mães com gravidez de risco também podem estar nessa ala, com acompanhamento médico regular”, relata Larizza Queiroz.

Larizza: investimentos importantes (Foto: Blog Carlos Santos)

Dos 911 bebês que nasceram prematuros e com baixo peso em 2016, algo em torno de 35% (cerca de 390 bebês), só tiveram chances de viver graças às instalações de UTI Neonatal, Berçário e Canguru que hoje o HMAC disponibiliza.

‘Mossoroenses’ de outros municípios

A Maternidade Almeida Castro realizou 4.491 partos em 2016. Desse total, 45% foram de Mossoró e o restante de outras localidades do Rio Grande do Norte e do Ceará. São ‘mossoroenses’ de dezenas de outros municípios.

O HMAC faz média de 420 partos/mês. Partos de baixo, médio e alto risco compõem seu trabalho diário. Em 2016 realizou 3.098 partos cesáreos e 1.348 normais.

Pelo menos 18 bebês nasceram com microcefalia.

Chama a atenção, ainda, que ano passado nasceram  2.215 bebês de mães residentes em Mossoró. Mas 2.231 tinham origem em outros municípios do Rio Grande do Norte e Ceará.

Dessas 4.491 crianças, 501 nasceram prematuras e precisaram dos serviços neonatal. Outros 410 bebês tinham baixo peso, exigindo também cuidados especiais menos delicados.

UTI Adulto

A UTI Adulto do HMAC está com oito leitos. Desses, dois são reservados para a maternidade e 6 são destinados ao atendimento de pacientes através do Sistema Único de Saúde advindos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), a partir de uma triagem prévia. Em 2016, chegou a receber 379 pacientes.

UTI Adulto também serve ao HRTM (Foto: Cedida)

A interventoria tem o papel de gerir a ‘herança maldita’ não apenas para cobrir passivos, mas também para fazer o HMAC funcionar plenamente, sem se descuidar de restaurações e ampliações físico-materiais, reparos e aquisição de novos equipamentos.

Os interventores Bendito Viana de Lira, Maria Ivanise Feitosa de Vasconcelos e Larizza de Sousa Queiroz Lopes comandam reforma e ampliação do Centro Obstétrico. Paralelamente, o mesmo é feito em relação aos setores que são conhecidos como “Partos PPP” (Pré-parto, Parto e Pós-parto), recomendado pelo Ministério da Saúde (MS).

Veja AQUI a primeira reportagem dessa série especial: Força-tarefa avança na salvação do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a crônica Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda e Ana Lívia

* Veja a terceira parte dessa reportagem especial amanhã (terça-feira, 31).

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Saúde
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