sexta-feira - 18/11/2016 - 07:38h
Educação e Segurança

Darcy Ribeiro estava certo

O ex-senador, ex-ministro, professor e escritor mineiro Darcy Ribeiro estava certo. Ele é até hoje uma das minhas melhores inspirações.

Lançou no Brasil o projeto das escolas de tempo integral e é um dos pais da Universidade de Brasília (UnB).

Perseguido, exilado, nunca deixou de amar o Brasil.

Gosto de repetir um episódio sobre o final de sua vida: poucas horas antes de morrer, com câncer terminal no Sara Kubitschek – em Brasília, ele fez um último pedido à médica amiga:

– Doutora, eu quero dar uma aula.

Queria uma criança para ouvi-lo.

Ela apresentou-o a um filho de 9 anos. Darcy, empolgado, sem rodeios, lhe falou sobre o Brasil. Com a paixão de sempre.

Não largou a esperança de termos futuro.

Sobre educação e segurança, foi premonitório. Estava certo.

– Se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios.

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Categoria(s): Educação / Segurança Pública/Polícia
quinta-feira - 04/10/2012 - 19:01h
Pesquisa Consult

Areia Branca reprova Rosalba e aprova “Souza”

A pesquisa do Instituto Consult sobre a sucessão em Areia Branca, registrada na Justiça Eleitoral (veja postagem abaixo) sob o número 00160-2012, não identificou apenas a tendência de voto do areia-branquense à prefeitura.

Também aparece avaliação dos governos municipal e estadual.

Esses são termômetros para compreensão da própria disputa eleitoral entre a fisioterapeuta Luana Bruno (PMDB) e a assistente social Iraneide Rebouças (DEM).

O pleito tem característica duplamente plebiscitária. È uma espécie de julgamento da era do binômio Souza-Bruno (prefeito e vice) e do governo estadual da ex-senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Os números reforçam praticamente o que ocorre no embate à prefeitura.

O Governo Rosalba Ciarlini é “reprovado” por 56,67% dos ouvidos pelo Instituto Consult. Apenas 28 pontos percentuais dão aprovação à administração Rosalba.

Os que não souberam responder atingiram 15,33 pontos percentuais.

Souza

Em relação ao prefeito Manoel Cunha Neto (PP), o “Souza”, que ao lado do seu vice – médico e ex-prefeito José Bruno Filho (PMDB) – endossa a candidatura a prefeito de Luana, a situação é inversamente proporcional. Diametralmente oposta.

Souza ostenta “aprovação” de 53,56 pontos percentuais e uma reprovação que chega a 39,78 pontos percentuais. Pelo menos 6,67 não souberam responder.

Pelos números, é fácil perceber que Souza pesa positivamente à candidatura de Luana, enquanto Rosalba parece uma “bigorna” nos ombros de Iraneide Rebouças, sua candidata no município.

O fardo é tão expressivo, que Iraneide dispensou sua presença em palanque na campanha. Rosalba, em verdade, só tem feito campanha para aliados em cerca de quatro ou cinco municípios, mas em especial Mossoró – seu berço político.

Hospital

Um episódio que concorreu para promover um profundo desgaste na imagem da governadora, que atinge sua candidata, foi o da liberação de recursos do Estado para conclusão de obras de reforma e ampliação do Hospital Maternidade Sara Kubitschek.

O Governo do Estado foi levado a liberar mais de R$ 708 mil reais relativos a convênio assinado ainda no governo Wilma de Faria (PSB), para conclusão da obra de reforma e ampliação do Sara Kubistchek. É um caso inédito. Nenhum outro município teve igual êxito.

O Estado recuou da intenção de não repassar os recursos, depois que a prefeitura o acionou na Justiça e houve mobilização popular em prol do hospital (Veja matéria AQUI).

Isso abalou profundamente a imagem da governadora, que em 2010 teve votação consagradora ao governo no município. Ela obteve 8.479 votos ao governo, contra 5.299 de Iberê Ferreira (PSB), governadora à época – que foi apoiado pelo grupo do prefeito.

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Categoria(s): Administração Pública / Eleições 2012
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domingo - 07/08/2011 - 17:14h
Conversando com... Manoel Cunha Neto (Souza)

Obra de hospital em Areia Branca vira fato marcante

Souza diz não existir fosso entre ele e Rosalba

Manoel Cunha Neto (PP), ou “Souza“, como é conhecido no meio político, é prefeito de Areia Branca em segundo mandato consecutivo, funcionário público federal concursado. Começou sua carreira na atividade pública em 1992, eleito vereador. Depois foi vice-prefeito eleito nos anos de 2000 e 2004; prefeito eleito em 2004 e reeleito em 2008. Formado em engenharia agronômica pela Ufersa (antiga Esam), idealizou e foi um dos criadores do Pólo Costa Branca. Nesta entrevista ele fala sobre conflitos com o Governo do Estado, administração municipal e sucessão em 2012

Blog do Carlos Santos – Prefeito, em recente episódio, o Governo do Estado foi levado a liberar mais de R$ 708 mil reais relativos a convênio assinado ainda no governo Wilma de Faria (PSB), para conclusão da obra de reforma e ampliação da Maternidade Sara Kubistchek. É um caso inédito. Nenhum outro município teve igual êxito. O Estado foi obrigado a recuar na intenção de não repassar os recursos, depois que a prefeitura o acionou na Justiça e houve mobilização popular em prol do hospital. Como o senhor avalia a questão?

Manoel Cunha Neto (Souza) – É importante frisar que desde outubro do ano passado que o Município prestou contas da primeira parcela e requisitou a liberação da segunda parcela para conclusão da obra. Este convênio, não foi um convênio eleitoreiro, por três razões básicas: primeiro pela importância da obra, uma vez que o hospital há mais de quinze anos estava impedido pela Suvisa de funcionar em sua plenitude, somente para atendimentos de urgência e emergência. Segundo, porque esse convênio foi firmado em 2009, com a então governadora Wilma. Terceiro, porque não apoiar iniciativas como essa, na Saúde, que valoriza a municipalização, é andar para trás. O Governo Rosalba enviou auditores à cidade, fiscalizou obra, documentação etc. e atestou que tudo estava dento das exigências legais. Deu-nos um atestado de correção com o dinheiro público. Que bom que a governadora reconheceu o erro e foi sensível às necessidade da população local e de outros municípios. Ficou como principal lição que não devemos desistir nunca de nossas convicções.

BCS – Desse episódio, em que claramente houve um confronto institucional, Prefeitura x Estado, ficam sequelas na convivência política com a governadora Rosalba Ciarlini? Os adversários viram inimigos, aumentando o fosso entre vocês?

Souza – De modo algum. Quero frisar aqui de público, que da minha parte não houve, nem há briga, nem é meu propósito ficar arengando com a governadora ou qualquer outra autoridade ou cidadão. Meu trabalho é cuidar do interesse público e nesse episódio mais uma vez foi possível trabalhar em prol do bem comum. A preocupação que houve nesse entrave, não era política, mas sim em defesa do interesse público. Nós ingressamos com a ação, como forma de resguardar o Município, diante inclusive do Ministério Público, que poderia entender que estávamos inertes diante da situação. No meu entender, foi usado o bom senso pelo governo do estado em repassar os recursos. Afinal de contas, Areia Branca precisa desse hospital, que não é do prefeito, nem da governadora, e sim, da população areiabranquense e circunvizinha, uma vez que pretendemos formar um consórcio com os municípios de Grossos, Tibau, Porto do Mangue e Serra do Mel, para atendimento das populações.

BCS – É possível ser prefeito, no Rio Grande do Norte, em condições de se fazer uma boa administração, sendo adversário do inquilino (a) da Governadoria?

Souza – A relação entre estados e municípios deixou ao longo do tempo de ser uma relação de conveniência, pois as novas legislações permitiram isso. Por exemplo, o governo não poderá deixar de firmar convênio para o transporte escolar com os municípios só por ser o município adversário político e assim por diante. Ademais, acredito que a governadora Rosalba, é uma política municipalista, e já foi prefeita, sabe das dificuldades dos municípios, e chegando ao governo do estado, não acredito que ela vá deixar de lado essa história que todos já conhecemos. Eu posso adiantar que tenho uma boa relação com o governo. O que o Governo do estado pode esperar é que sempre vamos apresentar pleitos favoráveis ao povo de Areia Branca.

BCS – Os prefeitos continuam com pires à mão, em seguidas marchas ao Distrito Federal. E nada de reforma na distribuição de tributos. Por que essa reforma é tão difícil, prefeito?

Souza – Por que  os interesses são muito grandes. Na verdade, para haver uma reforma tributária de verdade nesse país, é preciso que o Governo Federal e os Estados, abram mão de determinados recursos que ficam concentrados no poder central e a nível de estado para os municípios. Afinal, é no município que o povo vive, e os problemas são vivenciados pelos prefeitos. O que ocorre, é que para gerar a dependência do poder central e estadual, esses recursos ficam concentrados para obrigarem os municipos, a irem “pedir”. Ora, se aprovamos bons projetos para alocarmos recursos, por que não disponibilizar esses recursos diretamente para melhorarmos a qualidade de vida do nosso povo.

BCS – Nas eleições de 2010, seu grupo – praticamente unido – teve derrota considerável na chapa ao governo estadual, ao apoiar a reeleição de Iberê Ferreira (PSB). Rosalba Ciarlini (DEM), mesmo com apoios escassos, levou a melhor. Esse resultado vai se refletir à sua sucessão no próximo ano?

SouzaNão acredito. A vitória de Rosalba, é um crédito pessoal dela. Era muito fácil para o areiabranquense votar em Rosalba, pois Mossoró exerce uma forte influência, e as suas duas administrações geraram crédito para essa postura do areiabranquense. A nossa decisão de votar em Iberê Ferreira (PSB), embora desconhecido da população, foi uma decisão alicerçada nas parcerias admnistrativas que vínhamos construindo com Wilma e depois com Iberê. Não tínhamos e nem temos nada contra Rosalba, já fomos correligionários quando ela concorreu ao Senado. Quando tomamos a decisão de votar em Iberê, comunicamos pessoalmente a ela e a Carlos Augusto (DEM), seu marido, sem nenhum interlocutor. Expomos as razões, e acredito que fomos entendidos. Quanto à eleição municipal é outro momento, e o nosso grupo com certeza sairá vitorioso.

BCS – Desde 2000 o senhor e o seu atual vice, médico Bruno Filho (PMDB), revezam-se no poder como prefeito, vice, vice-versa, com alguns sobressaltos de cassação de mandato. A oposição, por sua vez, parece envelhecida, descapitalizada em termos de votos e sem novidades. Essa dobradinha é um “clube fechado”, sem vez para outros quadros dos partidos que fazem o governismo?

Souza aponta Bruno como nome natural à sucessão

Souza – Não entendo assim. A dobradinha Souza e Bruno, Bruno e Souza, tem trazido bons resultados para Areia Branca. O que facilmente pode-se perceber analisando como era a cidade antes das nossas gestões. Quem decidiu por essa dobradinha foi o povo, e observamos que o povo continua a aprovar o modelo admnistrativo que implantamos. Entendo que no momento certo, com o surgimento de novas lideranças dentro do nosso grupo, esse trabalho terá continuidade por novos integrantes.

BCS – Em Areia Branca, a oposição comenta muito o nome de Iraneide Rebouças como principal adversária do governismo, na disputa à prefeitura. E seu sistema, tem em Bruno Filho o nome certo e irremovível ou podemos ter surpresas?

Souza –  O nome natural do nosso grupo a sucessão é o de Bruno Filho, pela sua experiência administrativa e história política dentro do grupo. As surpresas, se existirem, independem da nossa vontade ou desejo. Mas em não existindo nenhuma surpresa como você diz, o nome natural que iremos apoiar será o de Bruno Filho.

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quarta-feira - 03/08/2011 - 20:04h
Areia Branca unida

Estado resolve liberar recurso para Sara Kubitschek

Tão acostumada a foguetório e festas, pelas mais diversas motivações, Areia Branca tem razões de sobra para comemorações. Finalmente o Governo do Estado liberou a última parcela para conclusão da reforma e ampliação do Hospital Maternidade Sara Kubitschek.

Na pressão, mas liberou.

A transferência – hoje – do numerário, pouco mais de R$ 708 mil, equivale aos 50% restantes à conclusão do empreendimento estratégico não apenas à saúde de Areia Branca, mas com alcance para Grossos, Tibau e Porto do Mangue. Indiretamente, concorre para desafogar a exaurida estrutura da saúde pública de Mossoró.

A obra teve convênio assinado em dezembro de 2009, ainda no Governo Wilma de Faria (PSB), no valor globalizante de R$ 1,557 milhão, sendo que o município entraria com pouco mais de R$ 141 mil.

Os trabalhos começaram em junho do ano passado e houve repasse dos primeiros 50% dos recursos, além do aporte do município. Durante alguns meses, a municipalidade manteve a obra “viva”.

Sara Kubistchek (Foto: Site A Voz de Areia Branca)

Entretanto, em janeiro deste ano, os serviços foram paralisados. O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) fincou pé no não-repasse, suspendendo o convênio em questão e outros assinados nas gestões passadas com outros municípios.

Só a partir de uma ação civil pública desencadeada pela Prefeitura de Areia Branca, apresentando argumentos técnicos, sociais e até constitucionais (direito à saúde), é que esse cenário começou a ser modificado. A própria população passou a se mobilizar e exigir seu hospital, que é uma espécie de patrimônio dos munícipes.

Em primeira instância, a prefeitura conseguiu liminar para obrigar o Estado a repassar o dinheiro. Em seguida, no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), houve derrubada dessa decisão preliminar.

O assunto ganhou dimensão estadual, a ponto do Governo do Estado  rever sua posição. Viu-se acuado. Numa postura inédita, o próprio secretário da Saúde do Estado, médico Domício Arruda, garantiu mudança de estratégia, devido a péssima repercussão. No dia 11 de julho último, Domício informou que haveria a liberação.

Veja matérias anteriores deste Blog (AQUI), denunciando essa postura inconsequente do governo e a reação popular e pública, de Areia Branca, que serve de exemplo e referência.

Nota do Blog – Claro que cada caso é um caso. Nesse, em específico, sociedade e poder público municipal agiram com vigor e equilíbrio, sem politicalha, mostrando a importância e urgência da obra.

Há meses, precariamente, o Sara funciona onde existia uma pousada há alguns anos.

Viva Areia Branca e sua gente!

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Categoria(s): Política / Saúde
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segunda-feira - 25/07/2011 - 16:50h
Convênios com Estado

Prefeitos aguardam obras e podem fazer protesto

O Governo do Estado promete que retoma o próximo mês dezenas de obras paralisadas, por sua própria intervenção. São advindas de convênios da gestão passada com prefeituras.

A questão é muito delicada, tendo criado muita celeuma nas relações entre prefeitos e governos.

O caso mais emblemático é de Areia Branca, que levou a prefeitura a entrar com ação judicial contra o Estado, para garantir repasses à conclusão do Hospital Maternidade Sara Kubitschek. A própria população envolveu-se num movimento à garantia da obra.

Há alguns meses, prefeitos chegaram a discutir possibilidade de um protesto sincronizado contra o Estado. Em casa local de obra paralisada seria colocada uma placa identificando o Governo do Estado como culpado.

O assunto terminou sendo estancado, transformando-se numa iniciativa natimorta. Mas pode voltar a entrar em pauta.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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