quinta-feira - 13/04/2023 - 06:50h
Nota Oficial

Governo do Estado dá explicações sobre novo blecaute no Tarcísio Maia

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), emitiu nota sobre novo episódio de blecaute (veja AQUI e AQUI) no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, ocorrido à noite desta quarta-feira (12).Nota Oficial III

Veja abaixo:

NOTA OFICIAL

A Secretaria de Estado da Saúde Pública e o Hospital Regional Tarcísio Maia informam que, desde o primeiro episódio de falta de energia na segunda-feira (10), ocasionado por um problema interno na rede elétrica que as equipes trabalham incansavelmente para a correção definitiva. Devido aos testes e reorganização das fiações na noite desta quarta-feira (12), houve falta de energia por um curto tempo.

As equipes foram preparadas com equipamentos de substituição de ventiladores mecânicos (backups) para caso a energia faltasse, como medida de extrema segurança. É importante ressaltar que não precisou ser utilizado nenhum desses recursos, nenhum equipamento descarregou e não houve necessidade de transferência de paciente e a energia foi restabelecida.

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quinta-feira - 22/12/2022 - 22:02h
Saúde

Terceirizados do Governo do Estado fazem paralisação

Servidores terceirizados que trabalham no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, paralisaram suas atividades por duas horas corridas, na manhã desta quinta-feira (22).

Foram maqueiros, ASG’s, pessoal de cozinha, da copa e da lavanderia que cruzaram os braços.

Cobram do Governo do Estado pagamento de folha salarial e 13º.

A terceirizada alega que está sem receber repasse da gestão Fátima Bezerra (PT) há quatro meses.

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segunda-feira - 01/03/2021 - 20:24h
Colapso

Mossoró não tem mais uma única vaga para paciente Covid-19

Na primeira onda, ano passado, não se chegou ao colapso (Foto ilustrativa)

Na primeira onda, ano passado, não se chegou ao colapso (Foto ilustrativa)

Se no fim de semana o número de vagas de leitos de Covid-19 em Mossoró variou entre quatro e três, de um total de 59 disponíveis, nessa segunda-feira (1º) a conta fechou.

Segundo dados oficiais, hoje não existe mais um único leito disponível para atender pacientes críticos com a doença, tanto de Mossoró como da região, ou que sejam transportados da Grande Natal (ou Acre, como ocorreu no fim de semana).

Dados do sistema RegulaRN da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) mostram essa conta apavorante.

Horas antes, a imprensa da capital informava levantamento sobre a morte de 39 pacientes, em 16 dias consecutivos, antes de serem removidos para uma UTI.

Veja abaixo trecho de reportagem do G1RN:

Em 16 dias, 39 pacientes morreram antes mesmo de conseguirem acesso a um leito destinado ao tratamento da Covid-19 no Rio Grande do Norte. Desse total, 23 (58%) foram somente na região metropolitana de Natal.

Os números refletem casos em que o pedido de regulação para um leito foi suspenso pelo falecimento do paciente. Além dos óbitos, o estado teve 43 pedidos de regulação para leitos suspensos por falta de transporte.

A região metropolitana foi responsável por 28 cancelamentos desse tipo. Os dados compilados entre os dias 12 e 28 de fevereiro constam do documento “Rio Grande do Norte: ‘uma nova onda'”, construído por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológico em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que analisam a situação recente no estado.

O agravante é que o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), um dos endereços especializados que está esgotado, os 20 leitos de UTI anteriormente usados para a Covid-19, transformados em clínicos, também estão todos ocupados. São pacientes detentores de outras patologias.

Paralelamente, há uma insubordinação popular a normas de prevenção individual e coletiva à doença (veja AQUI). A pandemia se espalha e chega a um estágio que na primeira onda, ano passado, não alcançou.

E o caso de Mossoró é ainda mais delicado, porque boa parcela dos pacientes é de outros municípios na região, que parecem sem controle algum da doença.

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quarta-feira - 04/07/2018 - 15:36h
Prefeitura

Ex-diretor do Tarcísio Maia é convidado para Saúde Municipal

O ex-diretor do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), odontólogo Jarbas Mariano, foi sondado para assumir a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Mariano: mais perto da família (Foto: Mossoró Hoje)

Agradeceu o convite feito pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP), mas declinou dele.

Mariano retornou à sua rotina em clínica particular e na escala normal como servidor de carreira no HRTM, onde já existia um déficit na escala de odontólogos, em face de algumas aposentadorias e transferência de um profissional para outra unidade.

Família

O Blog Carlos Santos apurou ainda, que Jarbas Mariano quer dedicar um tempo maior à própria família e a um filho, odontólogo graduado há pouco tempo.

Rosalba estuda outros nomes para substituir o atual titular da Saúde, enfermeiro Benjamim Bento.

Esta página noticiou dia passado em primeira mão, a iminente mudança nessa pasta e na Cultura (veja AQUI).

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sexta-feira - 26/05/2017 - 06:20h
Mossoró

Leitos de UTI do Tarcísio Maia são tema de audiência hoje

Souza tenta liberar R$ 1,8 milhão para HRTM (Foto: AL)

A Assembleia Legislativa promove nesta sexta-feira, 26, em Mossoró, audiência pública a fim de discutir obras de reforma e ampliação dos leitos de UTI do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). A iniciativa é do deputado Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS).

Ocorrerá no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade  do Estado do RN (UERN), às 9h.

Estratégico

Propositor da audiência, Souza afirma que Tarcísio Maia é um  equipamento estratégico à saúde pública de vasta região e, mesmo assim, possui um número reduzido de leitos de UTI.

“Além disso, constantemente o Governo do RN custeia serviços em hospitais privados, por força de determinação judicial”, acrescenta o parlamentar.

O deputado explica que destinou todas as suas emendas parlamentares para o hospital, no valor de R$ 1,8 milhão, mas que até hoje não foram liberadas pelo governo estadual, apesar de serem “impositivas” (o estado é obrigado a atender).

Com informações da Assembleia Legislativa.

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sábado - 07/06/2014 - 09:47h
Alerta

Hospital está abarrotado em dia de grande festa

Através de seu endereço no Twitter, rede social na Internet, o cirurgião vascular Yvis Serra, do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), faz um delicado alerta:

– Hospital já lotou. Pingodameidia que não caia, nem leve tiros.

Ele refere-se ao evento denominado de “Pingo da Mei Dia”, promovido hoje pela Prefeitura de Mossoró, que deve aglomerar milhares de participantes no centro da cidade.

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sexta-feira - 06/06/2014 - 18:37h
Hospital Tarcísio Maia

Médico cobra, pela internet, pagamento em atraso

A situação no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) parece um poço sem fundo. São inesgotáveis seus problemas e o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) é um dos mais desacreditados, quanto a compromisso.

Através de redes sociais, hoje o médico ortopedista Manoel Fernandes fez desabafo e cobrança pública ao secretário estadual da Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca.

– Senhor secretário, até agora nada de pagamento dos plantões extras do HRTM! Infelizmente não dar para continuar desta forma! É absurdo! – bradou.

O secretário mandou resposta, também pela Internet: “Amigo… Segunda-feira encaminho a guia de deposito bancário. Dai você vai poder cobrar com o documento em mãos!!!”

Manoel já avisara antes ao próprio secretário, por seu endereço na rede de microblogs Twitter que “plantões extras do HRTM da escala de Traumatologia e Ortopedia serão suspensos este fim de semana, por falta de pagamento!”

Profissionais começaram mês de junho sem receberem sequer o pagamento de abril.

Faltam medicamentos básicos por lá.

Sobram “promessas de boca”.

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quarta-feira - 04/07/2012 - 12:59h
Saúde no lixo

Hospitais do Estado podem sofrer interdição

Fundamentados nos Boletins de Ocorrência registrados nas delegacias de polícia do estado, no mês de maio deste ano, que denunciou o desabastecimento e a falta de estrutura das unidades hospitalares do RN (Walfredo Gurgel, Giselda Trigueiro, Maria Alice, Santa Catarina e Tarcísio Maia), o Sinmed (Sindicato dos Médicos) iniciará na próxima semana interdição de setores hospitalares que não apresentam condições mínimas para o exercício profissional, nas cidades de Natal e Mossoró.

São vários os setores problemáticos, o que levaria praticamente a interdição completa das unidades de saúde, porém o Sinmed, juntamente com os médicos, entendem que os serviços devem ser desativados por etapas.

Os primeiros hospitais a sofrerem interdição serão o Santa Catarina e o Tarcísio Maia, já na próxima terça-feira, 10/07. As outras unidades sofrerão a medida no decorrer da semana, são elas Walfredo Gurgel, João Machado, Giselda Trigueiro e Ruy Pereira.

O intuito da interdição é alertar o governo para que corrija emergencialmente as situações críticas, devolvendo condições para que os serviços possam ser prestados normalmente a população.

COm informações do Sinmed/RN

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domingo - 18/03/2012 - 09:32h
Conversando com... Ney Robson

Diretor do Tarcísio Maia vê avanços nos serviços do órgão

O cirurgião-dentista Ney Robson Vieira de Alencar – natural de Alexandria-RN – tem em mãos um dos órgãos mais críticos do serviço público no Rio Grande do Norte: a direção geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). A unidade hospitalar está sempre na pauta do dia, em face do volume de atendimentos que faz e a visível incapacidade de dar resposta satisfatória à sociedade, em seu papel. É uma herança que passa de governo para governo. Neste bate-papo, ele – que já foi secretário de Saúde de Alexandria, é inquirido sobre alguns pontos delicados de funcionamento do HRTM e aponta o que tem sido feito para tentar minimizar esse agonizante cenário.

Blog do Carlos Santos – Como o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) tem um Pronto-Socorro de emergência-urgência pediátrico sem leitos de UTI para atender todo o Oeste do Rio Grande do Norte? É possível atender à demanda que costuma ser alta?

Ney Robson – A falta de planejamento e ações estratégicas ao longo dos anos promoveram várias situações críticas dentro do HRTM. Entre elas, está a falta de leitos de UTI pediátrica. Aos poucos, estamos conseguindo mudar esta história com a implantação desta rotina em todos os setores do hospital, dentro da necessidade e disponibilidade financeira e assim contemplar as situações mais críticas. No entanto , o HRTM é o único hospital público no município que é referência em urgência e emergência. Além disso, atende vários municípios da região Oeste, bem como pacientes procedentes de outros estados, como CE e PB. Dispomos de equipamentos para este tipo de atendimento, inclusive UTI adulto, que não tem leitos suficientes para a demanda. Porém, utilizamos os leitos de UTI/SUS dos outros hospitais. Temos no município leitos de UTI neonatal: 06 na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado e agora mais 07  no Hospital da mulher que recentemente foram ativados. Em Mossoró não dispomos de UTI pediátrica ainda, porém em breve este serviço será implantado, inclusive com 10 leitos no Centro de Oncologia que servirá para Mossoró e região. Enquanto estes leitos não estão disponíveis temos realizado transferência para Natal quando se fez necessário. Também já temos disponível o Serviço de urgência Móvel pediátrico – o SAMUSINHO – que está todo equipado para prestar o atendimento de urgência e transportar até o serviço de referência.

Ney é ex-secretário de Saúde de Alexandria-RN

BCS – Como o HRTM está fazendo para dar andamento ao tratamento dos pacientes, visto que não existe onde sejam realizadas as cirurgias eletivas?

NR –Definitivamente, o HRTM não tem o perfil de fazer procedimentos “Eletivos”, sobretudo pela deficiência de leitos e de Recursos Humanos . O Município de Mossoró tem viabilizando estes procedimentos nos hospitais Wilson Rosado, Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró e algumas, principalmente obstétricas, na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado. Para os pacientes dos outros municípios , alguns deles tomam a iniciativa para solucionar e os demais são cadastrados na Central de Regulação do Estado e aguardam o chamado. Porém, esse ainda se constitui um grande problema para o município. Não possuímos leitos disponíveis (Cadastrados) na rede pública de Mossoró para atender esta demanda.  Apesar de várias reuniões com os secretários de Saúde dos municípios vizinhos e Mossoró, o HRTM  ainda continua recebendo muitos pacientes que poderiam ter os seus problemas resolvidos nas unidades de Atenção Básica e Pronto Atendimento. Isso provoca a superlotação dos nossos leitos, que já são poucos. Hoje,  60% de pacientes internados no HRTM são munícipes de Mossoró e  90% destes aguardando procedimentos eletivos. Estamos, através do Médico Coordenador do Pronto-Socorro  e da  UGV-Unidade de Gerenciamento de Vagas, intensificando o trabalho da ”porta do Hospital” com as atribuições da Classificação de Risco. Além disso,  precisamos avançar nos entendimentos com as Secretarias de Saúde de Mossoró e região para juntos podermos continuar melhorando esta situação que já foi bem pior.

BCS – Por que o Sistema Único de Saúde (SUS) paga 100% dos leitos de UTI do Hospital Wilson Rosado (cerac de R$ 4,4 milhões/ano) mas não regula estes leitos? Não lhe parece existir aí uma considerável distorção, em prejuízo à coisa pública e ao próprio usuário-cidadão? Ou seja, pagamos, mas quem decide se interna ou não é o dono do HWR.

NR – Este modelo já existe há algum tempo  e apesar de considerá-lo eficiente, o meu  entendimento é que deveria ser regulado  pelo SUS através de uma Central de Regulação. Esses leitos surgiram como uma necessidade para atender à grande demanda por leitos de UTI em nossa região, pois não havia disponibilidade suficiente. Para melhorar esta situação, o Hospital da Mulher  dispõe de 08  leitos de UTI e que alguns destes  também  estarão disponíveis para as nossas pacientes da Clínica Médica. Quanto à regulação, pelo menos os leitos solicitados para pacientes do HRTM, são realizados através da  UGV junto ao Serviço Social do Hospital  Wilson Rosado.

BCS – O senhor tem previsão de quando haverá investimento de R$ 1,6 milhão garantidos em 2010 pelo Ministério da Saúde para climatizar o HRTM??? E como será distribuído esse benefício em sua estrutura física, sob que prioridades?

NR – É bom que todos saibam que este programa foi uma grande frustação. Na verdade só existia um Projeto  Arquitetônico de Climatização e reforma em alguns setores do Hospital. Logo após assumirmos a direção (há 14 meses) fomos em busca deste e só tive decepções. Buscamos informações na Caixa Econômica Federal (CEF) em Natal e a mesma alegou que faltava os  projetos complementares (hidráulico e elétrico), buscamos  a empresa responsável para executá-los a qual alegou falta de pagamento e  não finalizou. O Estado contratou uma outra empresa para executá-los e logo em seguida foi entregue à CEF, finalizando todos os requisitos. No final do ano passado, o setor de contratos da SESAP (Secretaria de Estado da Saúde Pública) foi informado que o recurso (financeiro) para este fim não estava disponível e sim o orçamento previsto. Para não perder este  programa, foi renovado o convênio por um  período de 01 ano para tentarmos viabilizar este importantíssimo projeto.

Dentro do Plano de Metas para o ano de 2012 , a governadora autorizou algumas melhorias para o HRTM. Entre elas, está sua parte física que inclui ampliação da UTI (mais 07 leitos), Construção de mais leitos de Enfermaria (40 leitos) , Ampliação do setor da Cozinha, além da climatização da Lavanderia e Postos de Enfermagens das clínicas que já foram  iniciados. O projeto de reforma esta sendo finalizado e em breve será licitado.

BCS – Clínicas médica e cirúrgicas, além dos repousos, estão lotados no HRTM. O que o HRTM está fazendo para amenizar este quadro que se arrasta há anos, não sendo um ‘privilégio’ de sua gestão e da era Rosalba Ciarlini (DEM)?

NR – Além dos repousos e clínicas cheios, o corredor do PS estava sempre lotado com pacientes internados, deitados em macas ,cadeiras e até no chão, uma situação de agonia e indigna, transformando-se assim no ponto mais crítico do Hospital. Esta situação era o maior desafio daquele momento. Elaboramos  então um novo modelo de trabalho no ponto mais crítico do Hospital com a  implantação da Coordenação Médica e do médico Diarista. O médico coordenador age nas transferências intra e inter hospitalar,  otimiza altas em outros  hospitais inclusive  de UTI, agiliza  procedimentos e exames pendentes; o médico diarista promove a assistência ao paciente de forma mais rápida e humanizada, agilizando assim a cura das patologias.

Diretor apresentou projeto de 'Colegiado Hospitalar"

No início , muitos não acreditavam mas foi e está sendo um sucesso. Há mais de quatro meses não possuímos nenhum paciente internado no corredor do PS-HRTM, sazonalmente, pacientes são mantidos neste setor aguardando exames, mas a meta de “corredor zero” tem sido atingida. No início de janeiro, em reunião com a governadora Rosalba  e com o Secretário Domício Arruda, apresentei um projeto para melhorar a rede hospitalar, incluindo Leitos de Retaguarda, Salas de Estabilização, Equipar UTI do Hospital de Pau dos Ferros, Capacitação dos profissionais, entrosamento contínuo com as farmácias e os setores de transferências destes Hospitais.

O projeto foi aprovado, denominado “Colegiado Gestor Hospitalar” e esta servindo de modelo. Várias reuniões em diferentes hospitais já aconteceram entre os diretores e técnicos  destas unidades, contando com a presença da secretária-adjunta da Saúde, Dorinha Burlamaqui, Diretora da UNICAT, Coordenadora  e técnicos da COHUR. Foi também apresentado e aprovado na última reunião regional  dos Secretários municipais de Saúde, realizado na II URSAP (Regional de Saúde.

Muitas  destas ações já estão acontecendo. Fomos em busca de “Leitos de retaguarda” nos Hospitais Regionais de Pau dos Ferros, Assu, Angicos, Apodi e Caraúbas onde conseguimos colocar na rede hospitalar mais 50 leitos que têm sido diariamente ocupados  através do sistema de transferência adotado a partir do HRTM. As farmácias intensificaram o intercâmbio com permutas de medicações e as capacitações focando a Urgência iniciarão em 11 de abril contemplando profissionais de todos os hospitais regionais. Aguardamos agora os investimentos financeiros. Feito isso e mantendo  a constante abertura para discutir e avançar neste projeto, considero um excelente trabalho e um ganho valioso para a assistência da população da nossa região, sendo um marco de gestão .

BCS – A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e o HRTM falam em finalmente implantar a tão necessária Central de Regulação. Essa é uma discussão antiga, que deriva de outras gestões e governos, mas nunca sai do noticiário e nunca vira realidade. O que temos de concreto quanto a esse delicado tema?

NR – Considero a Central de Regulação Estadual o fator determinante de toda esta “fila” iatrogênica de pacientes que “aguardam” as suas cirurgias, uns internados nos hospitais em longos períodos e outros já em casa, muitas vezes até sequelados. Não basta só tê-la, tem que ser eficaz e contínua. Tenho cobrado do setor de Planejamento da SESAP isto de forma incisiva. A última informação é que será implantada ainda neste semestre. No entanto, enquanto isso não ocorre, criamos um intercâmbio entre os Hospitais Regionais que até vem dando certo, mas é necessário ser regulamentado estadualmente. Mesmo assim, já existe no municipio uma central de regulação. Porém, o que ainda não temos é a regulação de leitos, que será implantada quando tivermos leitos suficientes para a nossa demanda. Regulamos os leitos do HRTM através da UGV – Unidade de Gerenciamento de Vagas e das medidas anteriormente elencadas.

BCS – A relação entre direção do HRTM e médicos (individualmente ou através de suas associações e cooperativas) costumeiramente revela conflitos. Não faltam denúncias aqui e ali, contra médicos que negligenciam atendimento, plantões etc. O senhor também tem sido objeto de queixas. Como tem sido essa coabitação e quais os reflexos disso no papel estratégico do HRTM?

NR – Ao assumir o HRTM, já sabia que iria enfrentar estes conflitos. Encontramos no inicio da nossa gestão um hospital com problemas que se arrastavam por 25 anos, como recursos humanos deficientes, equipamentos obsoletos e insuficientes e recursos financeiros também insuficientes para solucionar tantos problemas. Tivemos que eleger prioridades. Estabelecer metas e montar estratégias de trabalho. Certamente,  enfrentamos algumas situações de “conforto” em alguns setores que eram danosas para o serviço público e evidentemente ao combater isto, não somos bem recebidos.

As defesas destas situações  em muitas vezes  utilizam de outros caminhos para tentar impedir as  mudanças, escondendo-se e colocando outras pautas como escudo. Considero isso natural. Mas temos que continuar colocando em prática o nosso planejamento, que muitas vezes não é ideal, mas é o possível naquele momento. A nossa gestão é focada em  proporcionar os melhores resultados “possíveis” para  o usuário e para os servidores do Hospital Regional Tarcisio Maia .

Ney (centro), com autoridades de Saúde do Estado e município, discute gargalos do setor

Com a implantação de Coordenação do PS procuramos reduzir os atendimentos que não eram de urgência e emergência e evitar uma grande sobrecarga de trabalho para equipe. Realmente temos recebido denúncias de pacientes e familiares quanto ao tipo de atendimento dado pelos profissionais. As pessoas hoje estão todas atentas, pois os direitos das pessoas além de garantidos pela Constituição, estão cada vez mais próximos de todos e as  portas do Ministério Público estão abertas para receberem estas situações. Acredito que o entendimento sempre é o melhor caminho, porém quando não logramos êxito, realizamos procedimentos administrativos e quando se fez necessário encaminhamos para o MP e CRM (Conselho Regional de Medicina) para as devidas  providencias.

Várias reuniões são feitas com profissionais, diretor técnico, diretor  médico e profissionais das diversas categorias, para solucionar alguns problemas. Sem dúvida a classe médica e demais categorias vivenciaram de perto esse problema e teve repercussão no serviço, para pacientes, para os profissionais, bem como para gestão hospitalar. Quanto aos médicos vários entendimentos foram feitos no sentido de suprir a escala deficiente  e algumas outras situações, mas pela burocracia estatal as coisas não caminham na velocidade que pleiteamos e temos que nos abraçar com o que temos e garantir a assistência ao usuário. Estaremos implantando em Abril o sistema de Ouvidoria no HRTM que será mais um canal de comunicação entre servidores, usuários e gestão. O importante é manter sempre o canal aberto para  escutar as pessoas , mantendo  o diálogo e as ações serem executadas dentro da legalidade, com racionalidade, transparência e justiça. É este  o pensamento que tenho e procuro passar para toda a minha equipe de trabalho.

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sábado - 11/02/2012 - 10:27h
Pelo Twitter

Secretário manda alerta para médicos e população

O médico e secretário estadual da Saúde Pública, Domício Arruda, utilizou-se de seu endereço no Twitter para falar diretamente à sociedade mossoroense, sobre o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Ao mesmo tempo, dirigiu-se a médicos desse hospital.

Suas palavras revelam como têm sido difícil o relacionamento entre Estado e médicos, com claro prejuízo à população que precisa desse hospital de referência funcionando a pleno vapor.

Veja só as palavras de Domício:

– AVISO AOS MÉDICOS DO HRTM: Confirmo depósito de 428 mil reais conta PMM para pagamento de plantões extra (Janeiro de 2012).

– INFORMAÇÃO AOS MÉDICOS DO HRTM: Compensação da conta SESAP do Banco do Brasil para PMM da Caixa Econômica leva dois dias úteis.

– LEMBRETE AOS MÉDICOS DO HRTM: Nenhum plano de saúde que eu conheça, paga honorários quinze dias após o final do mês trabalhado.

– APELO AOS MÉDICOS DO HRTM: Não faltem aos plantões alegando “atraso de pagamento”. 15 dias após mês trabalhado é mais que razoável.

– NOTICIA PARA A POPULAÇÃO DE MOSSORÓ: Um médico faltou ao plantão hoje por ” atraso no pagamento” dos plantões de Janeiro.

– ALERTA À POPULAÇÃO DE MOSSORÓ: Médicos do Tarcísio Maia ameaçam não cumprir plantões no carnaval apesar do pagamento já estar no banco.

– Ministério não fez a transferência mas o Governo Estadual fez. Isso não é só incompreensão É aquilo mesmo que você está pensando. Médico.

Domício Arruda apresenta-se com esse perfil no Twitter: Urologista em disponibilidade. Secretário Estadual da Saúde do RN em regime de dedicação exclusiva por tempo indeterminado.

Nota do Blog – O Estado, cumprindo seu papel, deve ser mais rigoroso na relação com seus servidores. E deve, por exemplo, dar nome aos “bois”. Quem são os faltosos? Quem está sendo negligente em seu papel como servidor e médico?

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terça-feira - 03/01/2012 - 08:37h
Após AVC

Quadro de saúde de Dom José Freire é preocupante

Conversei agora há pouco com uma fonte ligada à Diocese de Mossoró. Busquei informações sobre o quadro de saúde do bispo emérito de Mossoró, o apodiense Dom José Freire de Oliveira Neto.

As informações não me animaram. Ele está em coma profundo, depois de passar por uma cirurgia no sábado (31) no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Sofrera um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Ele foi transportado para o Hospital Wilson Rosado, também em Mossoró, onde se encontra internado na UTI.

Dom José tem 83 anos.

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segunda-feira - 02/01/2012 - 09:15h
Faz-de-conta

Hospital Materno-infantil vira novo embuste governista

Cadê o Hospital Materno-Infantil de Mossoró? Alguém aí viu, sabe, dá um indício sequer de seu funcionamento?

Talvez este Blog ajude a esclarecer mais esse embuste do Governo Estadual, um faz-de-conta que mistura propaganda com faz-de-conta.

Na verdade, nós temo um consórcio da enganação, que envolve Estado e Município.

A prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, instituiu a “Comissão Multi-Institucional para elaboração do projeto físico-funcional do Hospital Materno-Infantil de Mossoró, através da portaria Nº 150/2011, publicada no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) do dia 25 de março de 2011.

Já a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), no dia 12 de fevereiro teve rápida estada em Mossoró e orientou textualmente a então subsecretária da Saúde, Dorinha Burlamaqui. Quase em sussurros, Rosalba sublinhou uma prioridade para Mossoró ao ouvido da auxiliar:

– Vamos ver o projeto do Hospital Materno-infantil, Dorinha!

No dia 7 de julho, outra vez em Mossoró, ela anunciou através da imprensa que “no início de setembro” deste ano, lógico, as obras seriam iniciadas e sua conclusão ficaria para outubro passado.

Até o momento, o prédio escolhido para esse “arranjo”, o ex-Hospital da Unimed, não recebeu um pincel de cal. Sequer foi assinado contrato com os proprietários do imóvel, à locação. Engodo.

– Aquele local não tem condições de receber uma maternidade, no máximo seria um ambulatório – recrimina um médico especialista no assunto, ouvido pelo Blog.

Nota do Blog – O uso da saúde como moeda eleitoreira não é coisa nova na política mossoroense. Quando os Maia resolveram inaugurar o Hospital Regional Tancredo Neves (HRTN), depois batizado de “Tarcísio Maia”, o fizeram com base numa pesquisa com fins políticos.

Os estudos mostravam a necessidade de se implantar uma estrutura de saúde pública para fazer frente ao complexo Apamim (Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância) do grupo Rosado.

O Tarcísio Maia, mesmo com seu propósito precípuo da politicalha, ao longo desses anos ganhou importância estratégica à saúde pública regional, mesmo que sem o devido investimento e respeito de boa parte dos donos do poder.

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sexta-feira - 30/12/2011 - 16:48h
Sem ortopedista

Todo cuidado é pouco; Saúde continua ruinzinha

Quem vai viajar, circulando na região de Mossoró ou mesmo quem ficar no município, tenha o máximo de cuidado e peça a proteção dos céus.

No Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) não há ortopedista.

Estado e Município começaram a negociar com médicos, buscando meios à formatação de todos os plantões.

Mas os médicos não acreditam em “promessa de boca”.

 

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quarta-feira - 28/12/2011 - 11:54h
Crise aguda

Anestesiologistas desabafam sobre crise no Tarcísio Maia

Algumas informações necessárias após realização da Assembléia que teve participação de Médicos lotados no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e Ministério Público.

Os hospitais que atendem URGÊNCIA E EMERGÊNCIA têm obrigação de obediência as Resoluções do Conselho Federal de Medicina em todos os seus aspectos éticos. Paralelamente existem enormes responsabilidades penais e cíveis que envolvem os gestores da saúde. O fundamento de tudo é a Constituição Cidadã. Não se admite, no atual estágio da Medicina e época de cidadania, a incompetência dos gestores da saúde às normas do CFM, no tocante ao funcionamento de um hospital de urgência comprovadamente sem:

A) CIRURGIÃO GERAL; B) ANESTESIOLOGISTA; C) PEDIATRA; D) ORTOPEDISTA E TRAUMATOLOGISTA; E) INTENSIVISTA.

Não há como se questionar de quem é a culpa desta “infecção crônica” porque ela é fruto da falta de planejamento, gestão e valorização do trabalho médico e de outros profissionais da saúde. E, aparvalhadamente a diretoria médica tenta mostrar serviço através de denúncia contra os médicos.

Uma simples análise superficial do problema evidencia que a CULPA PELA FALTA DE PLANTONISTAS É DO ESTADO.

Querer responsabilizar médicos pela deficiência estabelecida nas ESCALAS MÉDICAS é a mais patente demonstração da tentativa de confundir opiniões. Existem autoridades legalmente constituídas que apresentam legitimidade e OBRIGAÇÃO de fiscalizar o funcionamento dos hospitais, principalmente quando a instituição apresenta a grandiosidade e importância do Hospital Regional Tarcísio Maia.

Lamentavelmente o Conselho Regional de Medicina não usa do rigor esperado quando existe a necessidade emergencial da atuação do CRM, para responsabilizar os gestores da saúde. O bom médico merece o apoio total do seu Conselho e dos seus pares em todas as situações críticas existentes em um hospital, inclusive quando querem impor “um só plantonista na escala de anestesiologia do Hospital Regional Tarcísio Maia”.

Quem conhece o serviço sabe que na atual conjuntura isto é humanamente impossível. Haverá uma sobrecarga de trabalho que influenciará na qualidade do atendimento, colocando em risco vidas humanas. Alguns pacientes obrigatoriamente vão aguardar muito, muito para o seu atendimento. Uma seleção de prioridade de atendimento que pode ser fatal.

Apenas à guisa de ilustração colocamos aqui um relatório estatístico do centro cirúrgico:

Janeiro (178); Fevereiro (208); Março (305); Abril (153); Maio (210); Junho (202); Julho (271); Agosto (292); Setembro (apenas registro de ocorrência sem contagem); Outubro (apenas registro de ocorrência sem contagem); Novembro (178); Dezembro (em andamento).

São pequenas, médias e grandes cirurgias com a participação do anestesiologista em quase toda sua totalidade. Este trabalho envolve um alto grau de responsabilidade e estresse. Aqui não relacionamos a anestesia para redução de fratura, realização de tomografia computadorizada, endoscopia e retirada de corpo estranho.

O Estado, a SESAP, o TM, a Prefeitura (Gestão Plena) ou quem quer que seja que pague, contrate, faça concurso público, etc, etc, para suprir as necessidades da população que necessita de assistência emergencial.

É do conhecimento de todos, principalmente dos gestores da Saúde, as crônicas deficiências materiais (equipamento, medicamento, material, etc.) e de recursos humanos. Plantões eventuais, contratos temporários, são soluções meramente paliativas que fragilizam o atendimento médico.

Mesmo assim, ainda oficializam o CALOTE. Uma verdadeira afronta aos princípios da moralidade administrativa. Até mesmo direitos constitucionais fundamentais são desrespeitados. Quinze anos sem licença prêmio é um dos exemplos!!!! Funcionários médicos sem receber insalubridade durante anos é incompetência administrativa mesmo ou massacre arquitetado.

Acrescente a tudo isso a falta de compromisso e respeito com pacientes e profissionais médicos. Mais de CENTO E TRINTA DIAS de atraso de pagamento não deixa de ser uma espécie de superação ADMINISTRATIVA com merecedores registros estatísticos.

Ao longo de toda existência do Hospital Regional Tarcísio Maia, a prerrogativa da confecção das escalas de serviços é da coordenação médica de cada especialidade. Houve época em que o volume de atendimento era bem menor e o corpo clínico funcional era maior, e existia provavelmente mais harmonia entre diretoria e corpo clínico funcional. Cada especialidade confeccionando sua escala, sem ingerência ou interferência. A confecção da escala da “ d i r e t o r i a ” apenas gerou conflitos, dúvidas e incertezas.

De forma anti-democrática e antipática a atual diretoria tenta encobrir deficiências e incompetências tentando impor situações constrangedoras, através de encaminhamento de denúncia contra médicos. Medidas administrativas deste nível não vão conduzir a lugar nenhum e apenas “atrapalham o atendimento já cronicamente deficiente”.

Senhores, a atual diretoria médica não tem contribuído em NADA para a aproximação ou aprimoramento das relações administração/médicos plantonistas. A atual Diretoria Médica, às 23:30 horas tentando agilizar atendimento e compor escalas “telefonando” (de casa, da fazenda, da praia ???) para Delegado de CRM é demais! Não há como preencher escala de anestesiologistas, cirurgião, pediatra ou ortopedista com um quadro funcional reduzido e em horário tão esquisito.

Por telefone não conseguimos administrar nem mesmo os serviços mais elementares, imagine um complexo hospital de urgência. Não há como compor escalas de plantões desta forma: anestesiologista, cirurgião geral, ortopedista…

Seria muito interessante, colocar nas tão propagadas estatísticas o período de tempo que o diretor médico passa no hospital presencialmente e se existem outros vínculos e carga horária suficiente para tanto. Seria muito útil registrar onde encontra-se a Diretoria Médica quando falta leito na UTI, falta vaga na enfermaria, respeito aos pacientes “armazenados” nas observações feminina e masculina ou até mesmo quando falta medicação imprescindível no centro cirúrgico. Sem citar os pacientes graves, intubados e com ventilação mecânica em lugares completamente inadequados.

São tantos outros problemas graves sem solução e, denunciar médico injustamente somente para criar constrangimento é muita estupidez num plantão só e não vai melhorar o atendimento. E depois da denúncia contra um anestesiologista, a assistência torna-se excelência? Todos sabem que a culpa e a responsabilidade dessa situação caótica na saúde de Mossoró não é médica.

A Diretoria do HRTM, mesmo com a falta de capacidade existente para resolver os problemas que não são inéditos, DEVERIA ENTENDER QUE NÃO É QUERENDO IMPOR ELABORAÇÃO DE ESCALAS QUE VAI SOLUCIONAR problemas simples que tornam-se graves e complicados.

A diretoria elaborou uma escala, mas não divulgou e nem comunicou a coordenação da anestesiologia. E esqueceu de elaborar uma escala para ortopedia, para cirurgia e pediatria. Tratamento desigual e injusto administrativamente. Todas estas escalas apresentam “claros”.

Queremos aqui deixar bem claro, que os poucos (vários pediram demissão em virtude da falta de valorização do trabalho médico) PROFISSIONAIS DA ANESTESIOLOGIA apenas reconhecem a escala de serviço confeccionada pela coordenadora do serviço de Anestesiologia, a Dra. Lana Lacerda de Lima.

Os turnos sem profissionais anestesiologistas também no mês de dezembro (também da Ortopedia, Cirurgia Geral, Pediatria) colocam em risco a vida de milhares de inocentes pacientes, inclusive usuários de planos de saúde em Mossoró.

Sexta-feira (2/12) e sábado (3/12) à noite não tinha plantonistas da cirurgia e ortopedia. Domingo (4/12) durante o dia não tinha plantonista da cirurgia. Risco que merecia intervenção ou interdição imediata ou campanhas de esclarecimento para a população, sobre todas as deficiências do hospital de forma clara, para preservar a integridade física de todos os profissionais da saúde.

Já se faz tarde a participação de todos os segmentos da sociedade de Mossoró na busca de solução para essa cruel situação.

Atenciosamente:

VALMIRO ANUNCIATO DA SILVEIRA, RONALDO FIXINA BARRETO, LANA LACERDA DE LIMA, JOÃO EVANGELISTA DE FREITAS CHAVES, EDILSON DA SILVA JÚNIOR, ELUMAR PEREIRA DA SILVA, FRANCISCO CHARLES RAULINO, ALBERTO MOUZINHO NUNES SOARES

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Categoria(s): Saúde
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terça-feira - 27/12/2011 - 14:51h
Na pressão

Estado finalmente paga médicos do Tarcísio Maia

O Governo do Estado finalmente repassou recursos para pagamento aos médicos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Esperança de que os plantões possam ser completamente preenchidos, atenuando atendimento de emergência.

Segundo informação passada ao Blog, foram depositados 730 mil referentes aos plantões extras trabalhados no HRTM nos últimos 4 meses.

Informação adicional é de que mensalmente o Estado repassará R$ 150 mil para esses plantões extras, além de R$ 250 mil para complementação da Tabela Sus.

Nota do Blog – Rezarmos, agora, para que o compromisso seja cumprido.

Agora uma pergunta: por que foi preciso que os médicos apelassem, se tudo poderia ter sido resolvido antes, com dinheiro e bom senso?

 

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 26/12/2011 - 09:57h
Ausência do Estado

Esforço humanitário evita tragédia maior no Tarcísio Maia

Em meio ao caos na saúde em Mossoró, que vive pior momento de sua história, temos também coisas boas para contar, saudando gesto humanitário.

Médicos juntaram-se ontem à noite para atendimento a 16 feridos em acidente de uma van na BR-405 (veja postagem abaixo) e cuidaram das vítimas no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

O Governo do Estado, que não paga médicos e deixa o Tarcísio Maia sem equipe de plantão em boa parte do mês, recebeu mais essa lição.

Policiais, bombeiros e Samu no local do acidente (Passandonahora)

A história

Por volta de 20h, uma van Ducato, Jumper, capotou na BR-405 no município do Apodi. Tinha 16 ocupantes que procediam da praia do Tibau com destino a Pau dos Ferros, origem de todos. O veículo ficou em estado imprestável.

Difícil entender como não tenha ocorrido uma enorme tragédia de maior dimensão.

A partir de mobilização no Twitter e outras redes sociais, alguns médicos aceitaram atender às vítimas no Tarcísio Maia, que estava sem plantonistas.

Os médicos Luiz Gomes, Eider Barreto e Paulo Mendes afluíram ao HRTM, ao lado do anestesiologista Elumar Pereira. O Samu, Polícia Militar e Polícia Rodoviária tinham feito trabalho preliminar de assistência às vítimas, no local do acidente.

O Tarcísio Maia não tinha ortopedista, pediatra, cirurgião e anestesista. O Governo do Estado não paga os médicos. Trabalho escravo? Ora!

O importante é que apesar da gravidade do acidente, apenas uma pessoa se manteve internada, inspirando maiores preocupações.

“Neste processo de mobilização foi fundamental o envolvimento do coordenador estadual do Samu, Luis Roberto”, comenta o jornalista Cézar Alves, que cobre o episódio.

“A única explicação para o domingo atípico no HRTM (sem grandes procedimentos cirúrgicos) é a existência de Deus”, comenta o médico Édson Júnior, conhecido por “Maninho”, através do seu endereço no Twitter.

Nota do Blog – Enquanto o Governo do Estado continuar priorizando propaganda, estádio de futebol e festas, o cidadão estará entregue a Deus e à boa vontade de médicos, enfermeiros etc.

Pobre Mossoró! Pobre RN!

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Categoria(s): Gerais / Saúde
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sábado - 03/12/2011 - 23:03h
"Prioridade"

Festa na Praça e drama no Tarcísio Maia

Por Cézar Alves

Enquanto a prefeita Fafá Rosado (DEM) reinaugurava a Praça Bento Praxedes, o novo Cartão Postal no Centro de Mossoró, pacientes ortopédicos estavam sem atendimento desta especialidade no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

O contraste era tão grande que até o diretor técnico do HRTM, médico Diego Dantas, percebeu e comentou com o colega Walter Fonseca Junior no Twitter. Como bom rádio escuta, copiei e transcrevo.

“@Walterj_orl Fico eu pensando se aquele monte de gente importante que tava aqui ontem sabia que se batesse o carro num teria ortopedista e cirurgião no HRTM”.

As autoridades não bateram seus carrões importados e mesmo se batesse dificilmente teriam problemas. Seus veículos que quando não passa de 200 mil fica perto, tem segurança total e bom motorista.

Agora, o cidadão comum, aquele que pilota moto, especialmente os apressados e um tanto irresponsáveis com a própria vida, foram vários acidentes com necessidade de atendimento ortopédico.

O HRTM, nestes dias, se virou no peito e na raça dos médicos que decidiram por conta própria encarar uma carga pesada e desgastante nos corredores e enfermarias do único hospital de alta complexidade do Oeste.

Mas existe uma luz no fim do túnel. Diego Dantas escreveu: “@Walterj_orl, o secretário @domicioarruda está acompanhando o problema. É bem intencionado. A solução foi encaminhada. Vamos esperar e confiar”.

Não temos escolha.

O HRTM está sem ortopedista em sete plantões deste mês de dezembro porque os médicos, de tanto calote, não confiam mais no Governo do Estado, que promete pagar a eles até o dia 20 deste mês.

No Centro da cidade, a prefeita Fafá Rosado recebeu autoridades de várias cidades da região e de Natal para inaugurar a Praça do Codó, como é mais conhecida. Foi um espetáculo, fechado com chave de ouro com o show de Oswaldo Montenegro. Agora é arregaçar as mangas em outras regiões da cidade.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 11/09/2011 - 09:49h
Pelo Twitter

Promotora pressiona em prol da saúde; secretário não se cala

Para a promotora pública Ana Ximenes, “atraso nos pagamentos dos médicos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) é fogo amigo”.

Indignada, ela é ríspida. Contundente. Fala rispidamente, mas em forma de conselho à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), usando seu endereço na rede de microblogs Twitter: “Ponha para fora esses inimigos da sua gestão”.

A verborragia da promotora atinge em cheio o secretário da Saúde do Estado, médico Domício Arruda: “Queria que Domício Arruda se envergonhasse de não pagar em dia médicos do HRTM e Rosalba Ciarlini de manter essa prática de governo anterior.”

Domício Arruda, também pelo Twitter, à manhã de hoje, não deixou a cobrança da promotora da Saúde, de Mossoró, sem resposta:

– Sem nenhuma vergonha dos meus atos. Os trâmites burocráticos existem e eu sou escravo das leis.

Ana Ximenes até se oferece para lutar à melhoria da saúde pública de Mossoró e região, falando diretamente para a governadora: “Se a senhora quiser ajuda, me diga quem está boicotando o HRTM que eu processo na hora”.

Também faz uma indagação pertinente, para medir o nível de prioridade do Estado em relação à saúde pública: “Será que os servidores da SESAP (Secretaria Estadual da Saúde Pública) recebem com atraso de dois meses como médicos do HRTM?

A promotora ainda acrescenta: “Por favor, não deixe a única maternidade de Mossoró e UTI Neonatal naufragarem. Ponha fora da SESAP quem causa os atrasos dos pagamentos do HRTM.”

Ela não se dá por satisfeita. “Governadora, a senhora ganha eleições por causa de quem usa e não de quem destrói o HRTM. Fique do nosso lado!”, convoca.

Domício, tem resposta na ponta da língua, deixando claro que topa puxar esse cabo-de-guerra: “Doutora, pode cobrar responsabilidades do servidor Domicio Arruda Câmara Sobrinho, matrícula 2690-5.”

Nota do Blog – E em Mossoró… tudo continua como dantes.

 

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sexta-feira - 09/09/2011 - 23:19h
Tarcísio Maia

Médico diz que ortopedistas não confiam em governo

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) não tem como atender a pessoas que necessitem  de atendimento da sua ortopedia. O final de semana deve ser período de mais drama por lá.

“Não há pagamentos de plantões da ortopedia e médicos nao vão dar plantões no HRTM neste fim de semana. Nao caia de moto”, alerta o médico Manoel Fernandes.

“HRTM não sabe, ninguém sabe quando pagara plantões extras da ortopedia. Por isto os médicos nao acreditam no governo. Não acreditam e não querem mais dar plantões extras”, reitera Manoel.

A lacuna é de pelo menos 15 dias sem ortopedistas no HRTM.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
terça-feira - 26/07/2011 - 15:14h
Réplica

Nota de Esclarecimento (Hospital Regional Tarcísio Maia)

Com relação as notas veiculadas através do Twitter do enfermeiro Rafael Soares, do quadro funcional do Pronto-Socorro do Hospital Regional Tarcísio Maia, e reproduzidas pelo Blog desse conceituado jornalista, temos a esclarecer o seguinte:

É lamentável o quadro geral da saúde que foi construído nos últimos anos no Pais e que afeta diretamente o Estado e o nosso município . A atenção básica dos municípios estão funcionando em situação precária, em especial, na região de Mossoró. Esta deficiência implica em um único caminho dos pacientes, que é o Hospital Tarcísio Maia, causando assim uma superlotação em todos os leitos, inclusive nos corredores, descaracterizando o hospital, que tem a missão de atender somente as Urgências e Emergências.

Buscando proporcionar mais dignidade no atendimento dos pacientes que nos procuram, a Direção do HRTM, a secretaria de Saúde e o Governo do Estado, tem buscado incansavelmente superar todos os obstáculos encontrados, de forma ordenada, possível e legal.

Os princípios basilares do SUS devem nortear toda a assistência de saúde no País.Mas, a fragilidade em que se encontra o sistema , em algumas situações ,inviabiliza a prestação de uma melhor assistência ao usuário.

A população da região de Mossoró só tem aumentado nos últimos anos, e os serviços de saúde não tem crescido nesta mesma proporção.

Acompanhamos o fechamento de várias unidades de saúde em nossa cidade nos últimos anos: a UNICARDIO, SAMEC, Casa de Saúde Santa Luzia e o Hospital Duarte Filho, totalizando quase 200 leitos credenciados ao Sistema Único de Saúde; ainda a UNIPED (Clínica Infantil), e agora o Hospital da Unimed Mossoró.

É evidente que o número de pessoas doentes só tem aumentado, não tendo outro caminho a não ser o Tarcísio Maia. Apesar do pouco tempo na direção do HRTM, juntamente com a nossa equipe, conseguimos implantar algumas medidas que tem melhorado o atendimento e o fluxo dos pacientes, a partir da regularização das escalas médicas ,em especial Traumatologia, Anestesiologia e Pediatria; firmamos parceria com o Hospital da Polícia Militar, utilizando 14 leitos e ampliamos o pronto-socorro, mais 14 leitos.

Estamos cientes da deficiência de pessoal em algumas categorias, as quais solicitamos a Secretaria de Estado da Saúde Pública e a Secretaria de Adminsitração, medidas para atender nossas reinvidicações, as quais já estão sendo tomandas para as contratações dos aprovados no último concurso em algumas categorias.

Diante do quadro e mesmo com a utilização do Acolhimento com a  Classificação de Risco na entrada do hospital, torna-se desumano não acolher os inúmeros pacientes que aqui chegam enfermos a toda  hora do dia e da noite. O Pronto-Socorro possui agora  29 leitos .Nas últimas 72 horas, mantivemos uma média de 50 pacientes, quase o dobro de nossa capacidade, pacientes vindos em sua maioria, de municípios como Baraúna, Areia  Branca, Governador Dix-Sept Rosado, Apodi, Grossos, Assu  e principamente Mossoró.

Ficamos surpresos com o posicionamento do enfermeiro RAFAEL, ao qual já foi também coordenador do Pronto Socorro durante 02 meses nesta  gestão e teve oportunidade de conhecer um pouco os desafios do nosso dia a dia, o nosso compromisso de promover as melhorias necessárias, ordenadas e transparentes em todos os setores do HRTM.

Talvez, por perceber  o tamanho dos desafios a enfrentar, não tenha continuado a sua missão confiada.

Na qualidade de Professor Universitário e supostamente  “bem instruído”, deveria melhor ser conhecedor do processo de gestão, de transição, das dificuldades existentes do Serviço de Saúde Pública do Pais e do próprio Hospital, onde trabalha há anos sem proceso de avanços efetivos.

Mas esta missão é agora  da nossa equipe  e deste novo Governo que sem nenhuma dúvida irá continuar avançando nas  melhorias em prol da população, mesmo sem agradar a alguém ou a alguns grupos retrógrados ao processo democrático e da transformação, ou melhor, da RECONSTRUÇÃO de um novo modelo de Gestão.

Acreditamos em nosso trabalho e na equipe de  profissionais deste Hospital (médicos, enfermeiros, assistentes sociais, bioquímicos e  os demais servidores)  que são comprometidos e  vem ao longo dos anos “salvando” milhares de vidas.

Atenciosamente, Mossoró , 26 de Julho 2011.

Ney Robson Vieira Alencar – Diretor Geral

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  • Repet
segunda-feira - 25/07/2011 - 10:18h
De mal a pior

Professor-enfermeiro aponta submundo do Tarcísio Maia

Mais um desabafo incisivo, vindo de profissional com atuação no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Dessa feita é do enfermeiro do pronto-socorro e professor universitário Rafael Soares.

Através do Twitter, ele dá vazão às suas queixas e desapontamentos.

Leia abaixo:

– Ontem foi um dos plantões mais estressantes que já trabalhei no  HRTM. Estamos em uma situação em que se escolhe qual paciente vai ser atendido. Falta estrutura, corpo funcional, material de uso diário, profissionais qualificados e hoje digo sem medo: Faltam profissionais motivados.

– É irritante ver a falta de compromisso e competência administrativa do Governo do RN e da direção do HRTM para com os usuários. O que mais me chateia é o estelionato eleitoral que é feito usando o hospital. Como? Respondo: inaugurar um repouso masculino e só depois de 2 meses colocá-lo em funcionamento. Agora inaugurado, não se monta escala profissional.

– Mas o pior é a “imoralidade e falta de ética” de quebrar um dos princípios basilares do SUS: Equidade. Por que  digo isso?? Respondo também. Durante o dia, quando tinha um paciente apadrinhado político do grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), o diretor-geral moveu céus e terras para resolver. Durante a noite, quando o paciente já não era do grupinho, o mesmo diz que não pode fazer nada e que esperemos outro mês para as coisas melhorarem.

– Isto é quebrar a “equidade”, que é princípio do SUS. Sugiro que o secretário da Saúde, Domício Arruda,  mande capacitar os gestores sobre o sistema que eles representam. Até quando o HRTM será usado como cabide político para que determinados grupos (ou seria ‘corja’) ganhem status eleitoral.

– Vidas são ceifadas, humilhadas, marginalizadas ao passo que trabalhadores são massacrados, injustiçados por uma gestão que é incompetente.

Rafael Soares – Enfermeiro Dermatologista – especialista em tratamento de feridas. Enfermeiro do Pronto-Socorro do HRTM/SESAP/RN. Professor da FACENE/RN.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
quinta-feira - 21/07/2011 - 14:48h
Casa de horrores

Médico desabafa sobre caos no Tarcísio Maia

Através do seu endereço na rede de microblogs Twitter, o médico-cirurgião Xavier Júnior faz um desabafo quanto às condições de trabalho no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM):

– O Hospital Tarcísio Maia de Mossoró precisa de leitos com urgência! Precisa de ampliação da UTI e salas de emergências.

– Vereadores de Mossoró, façam uma visita ao HRTM hoje. Vejam seu eleitores como estão acomodados nos corredores do hospital!

– Não adianta aeroporto nem estádio se temos um pronto-socorro em Mossoró em estado precário.

– Não fosse a disposição dos funcionários, o HRTM já teria fechado. Essa semana não existia local para fazer uma punção lombar.

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Categoria(s): Saúde
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