segunda-feira - 23/01/2023 - 11:24h
Festa

Programação oficial do Carnaval 2023 é anunciada

Por Luciano Oliveira (Costa Branca News)

Prefeita Iraneide Rebouças com a Banda Grafith, em Ponta do Mel, na tarde desse domingo (Foto: BAN)

Prefeita Iraneide Rebouças com a Banda Grafith, em Ponta do Mel, na tarde desse domingo (Foto: BCBN)

A prefeita Iraneide Rebouças (PSDB) anunciou, na tarde deste domingo, 22, a programação oficial do Carnaval 2023 de Areia Branca, que será realizado de 17 a 22 de fevereiro com nove atrações em seis dias de folia e muita animação.

O anúncio foi realizado na praia de Ponta do Mel durante a festa de São Sebastião, padroeiro da comunidade, com animação da banda Grafith, que também estará abrindo o Circuito Praia-Centro no sábado, 18, de carnaval, em Areia Branca.

Entre as principais atrações anunciadas pela prefeita Iraneide Rebouças, estão Banda Grafith, Solange Almeida, Henry Freitas, Hungria, Dan Ventura, Rafa & Pipo Marques, Dodô Pressão, Muny Santos, o mossoroense Núzio Medeiros e os artistas da terra que participam de todos os eventos realizados pela Prefeitura de Areia Branca, a exemplo da Festa de Agosto, Kitfest e Festival do Atum.

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domingo - 12/04/2020 - 10:14h

Um inimigo invisível e sua força há mais de um século

Por José Edilson de A. G. Segundo

Era 1918. Nessa época, estava em curso, em seu quinto ano, a Primeira Guerra Mundial. Iniciada em 28 de julho de 1914, também conhecida como Grande Guerra foi um conflito global concentrado na Europa e que envolvia as maiores potências mundiais. Divididas em dois grandes grupos: de um lado, Reino Unido, França e Rússia, formado em 1882, e denominado de Tríplice Entente; e, no campo oposto, Itália, Alemanha, Áustria e Hungria, constituído, em 1907, a denominada Tríplice Aliança. A Itália migraria para o outro grupo em 1915.

Inspetoria de Higiene do Estado de SP fazia orientação parecida com as de hoje (Reprodução: Site Migalhas)

O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países componentes da Tríplice Entente. A “Grande Guerra” chegou ao fim em 11 de novembro de 1918, com vitória dos aliados da França e grande derrota da Alemanha.

Ainda em janeiro de 1918, surgiu uma outra batalha igualmente devastadora, a “gripe espanhola”. O termo “espanhola” não faz referência à suposta origem da doença, mas sim ao fato de que a imprensa espanhola ficou conhecida por divulgar as notícias dela pelo mundo. A explicação para isso tem relação direta com a Primeira Guerra Mundial.

A gripe espanhola afetou todos os continentes e teve um forte impacto nos países que lutavam na Primeira Guerra Mundial. Por conta desse conflito, era necessário que as informações da doença fossem escondidas de forma a não prejudicar o moral dos soldados, não criar pânico na população e nem passar imagem de fraqueza para o adversário.

Assim, as notícias dessa gripe letal eram censuradas em grande parte dos países europeus. A Espanha, no entanto, não participava da guerra, e sua imprensa tinha liberdade para falar da doença. Isso fez com que a cobertura espanhola ficasse conhecida no mundo, e a pandemia passou a ser nomeada como “gripe espanhola”.

Também chamada de “gripe de 1918”, era causada por um inimigo invisível, invasor e oportunista: o vírus influenza. Disseminada rapidamente, logo se transformou numa pandemia. Uma violenta mutação do vírus da gripe veio a bordo do navio Demerara, procedente da Europa.

Em setembro de 1918, sem saber que trazia o vírus, o transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, em Salvador e no Rio. No mês seguinte, o país todo estaria submerso naquela que até hoje é considerada a mais devastadora epidemia da sua história.

Nem o presidente da República foi poupado. Rodrigues Alves, eleito em março de 1918 para o segundo mandato, contraiu a temível gripe e não tomou posse. O vice, Delfim Moreira, assume interinamente em novembro, à espera da cura do titular. Rodrigues Alves, porém,este faleceu em 14 de janeiro de 1919 no Rio de Janeiro, então capital da República.

De forma indireta, a gripe espanhola plantou a semente do Ministério da Saúde, que foi criado em 1930.

Em Mossoró, a gripe espanhola apavorou uma grande parcela da população, no período de 8 de outubro de 1918 a janeiro de 1919. De uma população estimada em 16.000 habitantes, em 1917, 6.000 pessoas contraíram a doença, ocasionando 60 mortes. Ao resultado, deve ser acrescidas às precárias condições sanitárias, em uma cidade sem saneamento básico.

Na época, o Presidente da Intendência (Prefeito, nos dias atuais), era Jerônimo Rosado (1861-1930). O serviço clínico ficou a cargo de seu colega de Intendência, o médico Antônio Soares Júnior, por sinal, o primeiro mossoroense a se formar em Medicina.

Foi criado um hospital de emergência (de campanha), o São Sebastião, que prestou serviços essenciais.

Jerônimo: gripe (Foto: reprodução)

Um século depois, surgiria outra doença viral, mais precisamente em 31 de dezembro de 2019, na China, causada por um vírus com formato de coroa. Por essa razão, ficou conhecido como coronavírus, originando a terrível enfermidade Covid-19. Em poucos meses se transformou em pandemia.

No Brasil, os primeiros casos de Covid-19 foram registrados em 25 de fevereiro de 2020. No RN, o primeiro caso foi registrado no dia 12 de março. Nove dias depois, dia 21 de março, Mossoró apresentava o primeiro caso. Uma semana depois, Mossoró registrava o primeiro óbito do Estado.

Com pouco mais de um mês, Mossoró, até o momento, é a cidade com maior número de óbitos do Estado: 6; e a segunda com número de casos: 65. Os números não parecem ser por acaso. A proximidade com o estado do Ceará, onde faz divisa, pode agravar a situação. E, talvez, o maior risco seja decorrente da população que resiste, em grande parcela, ao isolamento social.

A pandemia Covid-19 preocupa bastante. O isolamento social é a melhor estratégia para conter a propagação dessa temível enfermidade. Precisamos lutar juntos para vencer. A vida vencendo a morte. Por isso, em defesa da vida, por ela e mais nada, fique em casa.

* Texto dedicado aos profissionais da saúde, em especial, aos Fiscais de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Mossoró, do qual, com grande honra, faço parte.

José Edilson de A. G. Segundo é biólogo, servidor público municipal e escritor

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domingo - 20/11/2016 - 09:34h
História

O mistério do desaparecimento do ‘Schindler’ sueco há 71 anos

Da BBC Brasil

Budapeste, Hungria, 1945. O diplomata sueco Raoul Wallenberg é detido naquele ano por militares soviéticos que entraram na cidade perto do final da Segunda Guerra e nunca mais é visto.

Em 1957, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que ele tinha morrido após um ataque cardíaco em 17 de julho de 1947 na prisão de Lubyanka, em Moscou.

Raoul Wallenberg desapareceu há 71 anos após iniciativas humanitárias (Foto: reprodução)

A família do diplomata não acreditou nesta versão e passou décadas tentando descobrir o que realmente tinha acontecido.

Até que eles finalmente desistiram e pediram à Agência Tributária da Suécia para declarar Wallenberg oficialmente morto.

A agência atendeu o pedido no fim de outubro de 2016, 71 anos depois do desaparecimento.

Mas Wallenberg não era um diplomata comum. Durante sua estada em Budapeste, ele ajudou milhares de judeus a escapar dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e sua história se transformou em lenda depois de 1945.

Mesmo sendo considerado o “Schindler sueco”, ainda persiste o mistério sobre o verdadeiro destino do diplomata.

Resgate

Wallenberg nasceu na Suécia em 1912. Em julho de 1944 chegou a Budapeste, já ocupada pelos nazistas, para trabalhar como diplomata.

Naquele mesmo ano, ele começou os esforços para resgatar judeus.

Os alemães já tinham deportado quase 440 mil judeus da Hungria em apenas dois meses. A maioria deles tinha ido para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia.

Wallenberg então começou a emitir documentos suecos que protegeriam seus portadores e evitariam que mais judeus fossem deportados. Com estes documentos eles iriam para a Suécia.

Antes da chegada de Wallenberg, a embaixada sueca em Budapeste já emitia documentos de viagem para judeus húngaros, que funcionavam como passaportes do país.

Wallenberg decidiu modificar a aparência destes documentos, para dar um cunho mais oficial aos passes. Ele acrescentou as cores da bandeira sueca e colocou selos com a coroa sueca. Estes documentos ficaram conhecidos como os “passes de proteção” (ou “Schutzpass” em alemão).

Wallenberg negociou com o governo húngaro para emitir quase 5 mil destes passes. De acordo com a Fundação Internacional Raoul Wallenberg, o diplomata chegou a entregar três vezes mais do que 5 mil documentos.

Algumas pessoas faziam filas na embaixada sueca em Budapest para retirar estes documentos de viagem, mas Wallenberg e os funcionários diplomáticos também distribuiam os passes pela cidade.

A irmã de Wallenberg, Nina Lagergren, ajudou a inaugurar um memorial em 2012 (Foto: reprodução)

Uma testemunha relatou à BBC como o diplomata interceptou um trem cheio de judeus que estava prestes a sair de Budapeste com destino a Auschwitz.

Wallenberg subiu no teto dos vagões do trem levando um pacote de passaportes e começou a distribuir os documentos para mãos estendidas pelas janelas abertas.

O diplomata também comprou e alugou mais de 30 edifícios em Budapeste, incluindo hospitais, e colocou bandeiras suecas em suas portas. Desta forma, estes locais funcionavam como território neutro e pelo menos 15 mil judeus se refugiaram nestes prédios.

Wallenberg foi homenageado no Memorial do Holocausto, o Yad Vashem, em Jerusalém, como um dos “Justos entre as Nações”.

Ataque cardíaco ou execução?

A teoria mais comum sobre o destino de Wallenberg é que ele morreu em uma prisão soviética.

De acordo com o jornal sueco Aftonbladet, em 19 de janeiro de 1945, Wallenberg foi encarcerado em Lubyanka, em Moscou, acusado de espionagem.

O “relatório Smoltsov”, incluido no ano 2000 em uma investigação de uma equipe de especialistas russos e suecos, informou que o diplomata morreu de um ataque do coração em sua cela no dia 17 de julho de 1947, quando tinha apenas 34 anos.

Mas documentos do serviço secreto soviético, a KGB, tornados públicos em 1991, indicavam que Wallenberg tinha sido interrogado em Lubyanka no dia 23 de julho de 1947, ou seja, seis dias depois da data divulgada pelo “relatório Smoltsov”.

A mãe de Wallenberg, Maj von Dardel, e seu padrasto, Fredrik von Dardel, cometeram suicídio em 1979.

Em agosto de 2016 o Congresso Mundial Judeu citou um relatório no qual se alegava que Wallenberg tinha sido executado em 1947. A informação vinha dos diários de Ivan Serov, ex-diretor da KGB, publicados em junho de 2016.

‘Morte em 1952’

Em novembro de 2015 a família de Wallenberg pediu à Agência Tributária Sueca que ele fosse oficialmente declarado morto. “Será considerado que ele morreu em 31 de julho de 1952”, afirmou a agência.

Pia Gustafsson, funcionária da agência, explicou que a data foi escolhida por ser exatamente “cinco anos depois de seu desaparecimento, que acredita-se ter ocorrido no fim de julho de 1947”.

Este procedimento segue uma lei sueca que se aplica quando as circunstâncias da morte de uma pessoa não ficam claras, disse Gustafsson à BBC.

O jornal sueco Aftonbladet informou que a família do diplomata pediu que ele fosse declarado morto oficialmente para “deixar Raoul descansar em paz”.

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domingo - 18/08/2013 - 07:41h

Falar mal dos políticos… essa conduta universal

Por Honório de Medeiros

Flanando pela Europa, mais precisamente no Leste Europeu, em abril deste, fiz uma anotação na minha agenda que tomo a liberdade de repassar para vocês:

“Todos os guias que contratamos nesta viagem, e foram quatro, falaram mal dos políticos de seus países. Será um fenômeno universal?

Às vezes tenho a sensação de que algo está para acontecer, ou seja, o desprezo, a impaciência, do povão vai se transformar em revolta – mesmo no Brasil, covarde, atoleimado – e muita desgraça acontecerá.

Nossa guia tcheca, quando lhe perguntei acerca do seu novo Presidente, respondeu: “vocês conhecem o modelo: é ignorante, demagogo e beberrão”.

Eu quis esboçar um protesto, mas deixei para lá em homenagem ao filho que ela teve com um nordestino.

A guia austríaca apontou-nos um belo prédio e comentou: “esta é a Casa do Absurdo, mais conhecida como Parlamento”.

O guia português, extremamente formal – usava o vós majestático de quando em vez – era mais sutil, mas desceu a peia verbal nos governos europeus, generalizando.

E a guia húngara, uma bela balzaquiana de pele de criança, loura, nariz afiladíssimo, olhos azuis, azuis, nos apontou a sede permanente do Circo Húngaro e nos apresentou a sua vertente irônica: “este é o segundo maior circo do País.”

“Qual é o primeiro”, perguntei. “O Parlamento”, respondeu.

Percebam que aqui as instituições funcionam, mesmo assim há essa irritação, esse desprezo, achaque constante em relação aos políticos. E esses sentimentos existem no Brasil, agravados pelo absoluto descompasso entre nossa elite dirigente, a se comportar como predador esfaimado ante o patrimônio público, e o resto do povo.

Desprezo, essa é a palavra chave. Irritação é o sentimento que está surgindo, lento, firme e constante.

Tomara que toda essa carga negativa não se transforme em ódio, mas é difícil acreditar que tanto descaso possa durar para sempre, mesmo em ditaduras…”

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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