segunda-feira - 02/09/2013 - 18:02h
Rio Grande do Norte

Igreja se mobiliza em defesa de famílias rurais

O Arcebispo de Natal de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; o de Mossoró, Dom Mariano Manzana; e o Administrador Diocesano de Caicó, Pe. Ivanoff Pereira da Costa, farão uma visita pastoral às famílias atingidas por dois projetos: o da construção da Barragem Oiticica, que inundará o Distrito de Barra de Santana, no município de Jucurutu-RN; e o de irrigação da Chapada do Apodi, a cargo do DNOCS, no Oeste potiguar.

A visita será no dia 4 de setembro, quarta-feira próxima.

Às 8h30, eles visitarão o canteiro de obras e o eixo da parede da barragem, no município de Jucurutu. Às 10 horas, irão ao Distrito de Barra de Santana, onde haverá uma celebração, na capela local; e, às 16 horas,  estarão no acampamento das famílias do Projeto de Irrigação do DNOCS, na Chapada do Apodi.

O objetivo é conhecer, in loco,  a realidade das famílias atingidas pelos dois projetos.

Antes, no dia 16 de agosto, Dom Jaime, Dom Mariano, Padre Ivanoff, o Diácono Francisco Teixeira e o agrônomo José Procópio de Lucena, os dois últimos do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários – SEAPAC, estiveram reunidos em Caicó, onde discutiram a situação das famílias envolvidas nos dois projetos.

A preocupação da Igreja do Rio Grande do Norte com as famílias atingidas pelos dois projetos (Barragem de Oiticica, no Seridó, e Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi, na região Oeste) também foi apresentada pelo Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; pelo bispo de Mossoró, Dom Mariano Manzana, e pelo administrador Diocesano de Caicó, Padre Ivanoff Pereira, à Governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), na última segunda-feira, 26 de agosto.

O apelo da Igreja é para que haja justiça para com as famílias atingidas pelos dois projetos.

Nota do Blog – Grande iniciativa da Igreja Católica. Sua atuação nesse contexto pode ser decisiva à defesa dos interesses dos pequenos ruralistas.

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domingo - 20/01/2013 - 09:03h

Dois momentos da Igreja Católica

Por Honório de Medeiros

“Matem todos, Deus saberá quem são os seus”. Assim falou Arnold Amaury, monge cisterciense, quando seus guerreiros cruzados, a um passo de atacar a cidade de Béziers, em 22 de julho de 1209, tinham se voltado em sua direção para perguntar se deviam distinguir os fiéis ao catolicismo dos cátaros heréticos.

É o que nos conta Stephen O’Shea em seu “A Heresia Perfeita”, cujo subtítulo é “A vida e a morte revolucionária dos cátaros na idade média”.

A “Cruzada Albigense” se estendeu de 1209 a 1229 e foi deflagrada por Inocêncio III, sob a alegação de erradicar a heresia popular que grassava no Languedoc, região francesa que se estendia dos Pirineus à Provence e que incluia cidades como Toulouse, Albi, Carcassone, Narbonne, Béziers e Montpellier.

Na verdade os barões feudais do Norte da França – dentre eles o Rei – cobiçavam as terras e as riquezas dos seus pares do Sul, principalmente o condado de Toulouse, que era suserania de Pedro de Aragão. As duas décadas de sangue deram lugar a quinze anos de revolta e repressão até o cerco de Montségur, em 1244.

No final, mais de duzentos de seus defensores, os líderes cátaros, foram arrebanhados e tangidos até uma clareira na neve para serem queimados vivos. Resultado do guerra de extermínio foi o surgimento da Inquisição e suas técnicas que atormentariam a Europa e a América Latina durante séculos, sob o comando dos Dominicanos.

Técnicas essas que estabeleceram o modelo para o controle totalitário da consciência individual em nossos dias, diz-nos O’Shea. Autos-de-fé, enceguecimentos, enforcamentos em massa, catapultamentos de corpos por sobre as paredes dos castelos, pilhagens, saques, julgamentos secretos, exumação de cadáveres, estupros, sevícias, tudo em nome da fé!

Em 27 de agosto de 1689, em correspondência dirigida a Domingos Jorge Velho, Frei Manuel da Ressurreição, Arcebispo e Governador do Rio Grande o parabeniza: “E dou a Vossa Mercê o parabem de um avizo que do Recife me fez o Provedor da Fazenda estando para dar á vela a embarcação que o trouxe de haver Vossa Mercê degollado 260 Tapuyas”.

De 26 a 30 de outubro de 1689, Domingos Jorge Velho mata 1.500 tapuias e aprisiona 300.

Em 12 de janeiro de 1690, Frei Manuel da Ressurreição manda que se busque “trilhas de Bárbaros, como Vossa Mercê me diz se acham, os não faça o nosso descuido ousados“.

Em 4 de março do mesmo ano o Governador Geral determina aos três cabos de guerra que exterminam os tapuias: “Se não devem esperar nos Arraiais, em que se acham as mesmas armas; senão seguindo-os até lhes queimarem, e destruirem as Aldeias, e elles ficarem totalmente debelados, e resultar da sua extincção, não só a memória, e temor do seu castigo, mas a tranquilidade, e segurança com que sua Magestade quer que vivam, e se conservem vassallos, como por tão duplicadas ordens tem recommendado a este Governo”.

Está em “Cronologia Seridoense”, do grande Olavo Medeiros Filho.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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Categoria(s): Artigo
  • Repet
quinta-feira - 23/08/2012 - 07:18h
Em Mossoró

Cursilho comemora 50 anos lembrando sua importância

Este 2012 marca os 50 anos do Movimento de Cursilho de Cristandade no Brasil, nascido na Igreja Católica.

Dentro deste cenário jubilar, a comunidade cursilhista do Brasil foi convocada a celebrar de forma marcante esse acontecimento por todo o país.

Em Mossoró, o Cursilho da Diocese de Santa Luzia decidiu comemorar convidando todos os cursilhistas para participar das Ultréias de resgate, onde serão homenageados os cursilhistas por década.

No dia 29 próximo, uma quarta-feira, às 19h30, na Capela de Santa Terezinha (em frente à praça dos hospitais), haverá a Ultréia  de Mossoró. Serão destacados todos os Cursilhistas da década de 90

Quem fez cursilho de 1990 até 1999 está sendo convidado para participação nesse evento.

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Categoria(s): Gerais
terça-feira - 28/02/2012 - 13:13h
Lançamento

Igreja trata da saúde em Campanha da Fraternidade

O bispo diocesano Dom Mariano Manzana vai dar entrevista coletiva no próximo dia 2 (9sexta-feira), às 10h, no Centro de Radioterapia de Mossoró, no bairro Abolição III.

Ele abrirá oficialmente a Campanha da Fraternidade promovida pela Igreja Católica do Brasil.

Este ano, o tema é por demais apropriado à realidade de Mossoró: “Fraternidade e Saúde e Pública”.

Nota do Blog – Mossoró, que se jacta de ser “A metrópole do futuro” condena o amanhã agora, no presente.

A saúde pública é um caos. Até com dinheiro é difícil ter atendimento médico-hospitalar adequado.

Durante vários dias, gestantes tiveram que ser transportadas para Russas-CE e até Natal, já que em Mossoró era impossível se fazer um simples parto.

Não temos uma UTI Pediatríca disponível e a UTI Neonatal tem leitos insuficientes.

Pessoas com fraturas às vezes ficam meses esperando meios para cirurgia reparadora, por falta de profissionais disponíveis ao serviço.

Faltam remédios básicos e para tratamentos especiais no serviço público.

E somos a Metrópole do Futuro.

Risível, apesar de trágico.

 

 

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Categoria(s): Gerais / Saúde
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