terça-feira - 15/08/2023 - 21:00h
Governo do RN

Obra do Tarcísio Maia salva Hospital da Mulher da morte por inanição

Fátima, Allyson e Rosalba no descerramento da placa de inauguração da obra (Foto: Governo do RN)

Inauguração teve muita festa, mas imóvel segue sem ver nascer uma única criança até hoje (Foto: Arquivo)

A reforma do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) pelo Governo do Estado (veja AQUI) vai salvar, provisoriamente, a morte por inanição de outro equipamento de saúde pública: o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Uma parte do HRTM será transferida para essa unidade hospitalar por alguns meses ou anos.

Desde que foi inaugurado em 29 de dezembro de 2022, dois dias antes do término do primeiro mandato de Fátima Bezerra (PT) como governadora (veja AQUI), o Hospital da Mulher não viu nascer uma única criança em sua enorme estrutura. Apenas modesto serviço ambulatorial e atendimento especializado à população trans, aberto dia 10 de janeiro, passou a funcionar. Nada mais.

O imóvel na Avenida Professor Antônio Campos, bairro Presidente Costa e Silva, teve injeção de R$134 milhões em recursos do Banco Mundial, acomodando 163 leitos (118 de internação e 45 para outros serviços, como urgências), de setores de pronto-socorro, UTI, salas de parto humanizado, banco de leite humano e serviços de suporte às mulheres vítimas de violência.

Uma miragem

Na reunião que presidiu em Mossoró na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nessa segunda-feira (14), a titular da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), pediatra Lyane Ramalho Cortez, admitiu profundas dificuldades para fazer o Hospital da Mulher funcionar. E o principal impedimento não será a remoção de parte dos serviços do HRTM para esse imóvel. Muito longe disso.

Simplesmente não existem meios financeiros para fazê-lo operar à plenitude. Passaram-se mais de sete meses desde a inauguração festiva, com banda de música, discursos, e ele está quase totalmente sem uso. A questão é custo, altíssimo, que se diga, para mantê-lo. Por enquanto, o Hospital da Mulher é uma miragem e pode demorar alguns anos para ser uma realidade. O contribuinte paga a conta.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quinta-feira - 03/08/2023 - 20:38h
Pobre RN

Hospital da Mulher está quase todo desocupado após sete meses

Hospital da Mulher tem documento indispensável ao seu funcionamento (Foto: Assecom/RN)

Hospital da Mulher segue quase intocável, longe de cumprir seu propósito (Foto: Assecom/Arquivo)

Inaugurado (veja AQUI) no dia 29 de dezembro de 2022, dois dias antes do término do primeiro mandato de Fátima Bezerra (PT) como governadora, o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia em pouco mais de sete meses não viu nascer uma única criança. E esse “feito” poderá demorar ainda muito mais tempo.

Com investimento de R$134 milhões em recursos do Banco Mundial, acomodando 163 leitos (118 de internação e 45 para outros serviços, como urgências), além de pronto-socorro, UTI, salas de parto humanizado, banco de leite humano e serviços de suporte às mulheres vítimas de violência, o prédio está quase todo desocupado.

É o suprassumo do desperdício.

Nesse espaço de tempo, as notícias mais relevantes de lá foram greves – duas, pelo menos – de servidores terceirizados, e a instalação no dia 10 de janeiro deste ano do “Ambulatório TT”, voltado ao atendimento especializado à população trans, parceria com a Universidade do Estado do RN (UERN).

Ambulatório para atendimento a público trans é a grande novidade (Foto: Sesap/RN)

Ambulatório para atendimento a público trans é a grande novidade (Foto: Sesap/RN)

Chegará ao primeiro ano de vida sem que sua finalidade precípua seja cumprida minimamente.

Estado rico é outra coisa.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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