sábado - 23/07/2016 - 10:05h
Mossoró

Ex-presidente do Previ contesta auditoria que aponta desvio

Por Allan Darlyson (Do portalnoar)

Presidente da Previ Mossoró durante a gestão do prefeito Silveira Júnior (PSD) até fevereiro deste ano, Renato Fernandes, negou que a Prefeitura tenha se apropriado indevidamente de R$ 20 milhões da previdência descontada dos salários dos funcionários. Ele disse que deixou o órgão com todas as contas em dia.

Renato rebateu auditoria (Foto: arquivo)

Segundo Renato, também não houve irregularidade nas gestões das ex-prefeitas Fafá Rosado (PMDB) e Cláudia Regina (DEM). O ex-presidente da Previ Mossoró afirmou que os débitos que existiam das antigas gestões foram parcelados e que as parcelas são pagas rigorosamente em dia, diferente do que mostrou a auditoria.

“Quando assumi o Previ Mossoró, existiam alguns débitos da contribuição patronal, mas foram colocados em dia. Fafá e Claudia haviam negociado e parcelado as dívidas. Todos os parcelamentos foram cumpridos. Na gestão atual, inclusive, o prefeito não utilizou um centavo do dinheiro da Previdência. Quando saí da Prefeitura, deixamos mais de R$ 50 milhões aplicados”, afirmou.

Auditoria

A auditoria do Ministério da Previdência Social, cujo resultado foi encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, provocou a Procuradoria Geral de Justiça a abrir investigação criminal contra o prefeito de Mossoró, Francisco Silveira Júnior – Veja AQUI.

A imputação de crime descrita no processo é de apropriação indébita, quando o gestor recolhe a contribuição dos servidores, mas não repassa ao fundo previdenciário e também por deixar de repassar a contribuição patronal.

A auditoria dá conta que mais de R$ 20 milhões foram recolhidos, mas não foram repassados à Previ Mossoró. As irregularidades abrangem dois períodos, entre 2012 e 2014.

Ex-prefeitas de Mossoró, Fafá Rosado e Cláudia Regina também são apontadas como responsáveis, mas apenas Silveira Júnior, pelo foro privilegiado, é o investigado no processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

O processo contra o prefeito de Mossoró foi aberto em abril deste ano. Ao desembargador Glauber Rêgo, relator da matéria, o procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, solicitou a prorrogação da investigação. Se o PGJ concluir que houve crime, o prefeito de Mossoró será denunciado criminalmente ao Tribunal de Justiça e poderá ainda responder outra ação por improbidade administrativa.

Nota do Blog Carlos Santos – Procurador Geral do Município, Tales Belém, também se pronunciou sobre o caso, dando versão de que não teria ocorrido qualquer ilícito (veja AQUI).

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sexta-feira - 22/07/2016 - 23:24h
Previ-Mossoró

Governo diz que prefeito não cometeu nenhum ato ilícito

O Governo Municipal de Mossoró deu sua versão, através do procurador geral do município, Tales Belém, sobre investigação a que é submetido o prefeito Francisco José Júnior (PSD) – veja AQUI -, por apropriação indébita de recursos do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró).

Segundo a nota, não teria ocorrido qualquer ato de improbidade por parte do prefeito

Leia abaixo:

Em razão da crise administrativa, no início da gestão da atual gestão, de fato, aconteceram alguns atrasos nos repasses das contribuições previdenciárias ao Previ.

Tal fato, vale esclarecer, foi objeto de um TAC com o Ministério Público Estadual, onde o atual prefeito se comprometeu a pagar parcelado todo débito existente, incluindo as dívidas das gestões anteriores.

É bom lembrar que atrasar repasses das contribuições previdenciárias, por circunstâncias alheias à sua vontade (crise econômica), não pode ser, nem de longe, visto como desvio de verba pública, vez que o dinheiro permaneceu incorporado à receita municipal.

Não há qualquer ilícito!

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sexta-feira - 22/07/2016 - 13:54h
Mossoró

Rombo na Previ já foi denunciado ao MP do RN ano passado

A situação que envolve o prefeito Francisco José Júnior (PSD), de Mossoró, com recursos do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró), conforme postagem deste Blog há pouco mais de uma hora (veja AQUI), não deve surpreender ninguém.

O assunto é recorrente.

A denúncia de apropriação indébita não é nova, já foi focalizada em outras postagens e chegou a ser assunto de conhecimento público, além de objeto de discussão na Câmara Municipal de Mossoró.

Mas toda eventual tentativa de investigação, no campo legislativo, foi barrada pela bancada governista.

Improbidade administrativa

Apropriação indébita previdenciária, conforme o artigo 168-A, do Código Penal, pode resultar na perda do mandato do prefeito por improbidade administrativa, além de outras consequências.

A questão basilar, no enfoque, é que como quase sempre, nada avança em termos de apuração e eventual punição de culpados – caso seja constatado ilícito.

O Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) adotado pela Prefeitura de Mossoró ainda na gestão Fafá Rosado (PMDB), sob duras críticas e praticamente sem maior discussão, segue sob muita desconfiança e polêmicas.

Os vereadores Genivan Vale (PDT), Lahyrinho Rosado (PSB), Vingt-un Neto (PSDB) e Francisco Carlos (PP) foram recebidos no dia 25 de setembro do ano passado pelo Procurador Geral de Justiça (PGJ), Rinaldo Reis, em Natal. Trataram sobre a denúncia de apropriação indébita da Prefeitura de Mossoró dos recursos da Previ.

Provas

Em Mossoró, paralelamente, o vereador Tomaz Neto (PDT) participava de outra reunião no Ministério Público, para trabalhar acordo que viabilizasse a cobertura dos débitos previdenciários.

De lá para cá, a sociedade e os denunciantes estavam aguardando desdobramentos do que denunciaram.

Os vereadores entregaram documentos que comprovavam os atrasos de quatro meses do repasse dos descontos previdenciários dos servidores de Mossoró ao Previ-Mossoró. Também mostraram atraso, de sete meses, nos repasses da contribuição patronal à Previdência.

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Os débitos somavam mais de R$ 15 milhões, que depois seriam negociados pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD) no Ministério Público em Mossoró, Vara da Fazenda.

Veja matérias sobre esse assunto, ainda ano passado, clicando nos links abaixo:

– Rombo na Previ passa dos 15,6 milhões AQUI.

– Previ tem rombo crescente e informações desencontradas AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública
quinta-feira - 10/12/2015 - 11:56h
Gestão Francisco José Júnior

Tentativa de uso de recursos sem autorização cheira à má-fé

O Governo Francisco José Júnior (PSD) meteu-se em novo embaraço. De novo, situação carregada de desconfiança, além de misto de desorganização e falta de comando. Ou simplesmente má-fé.

Os reflexos disso é que a atmosfera está ainda mais carregada no governismo, até mesmo entre vereadores de sua bancada e membros do Governo.

Nessa quarta-feira (9), o governismo tentou aprovar projeto de lei na Câmara Municipal que cria o Programa Viver Melhor, com recursos e execução pelo Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ Mossoró). Sua finalidade é promover cursos de capacitação e fomento de eventos que estimulem a melhoria da qualidade de vida dos segurados.

Entretanto foi identificado um dispositivo do projeto, que permitia a movimentação financeira no Previ Mossoró sem autorização do Conselho dessa autarquia, algo gravíssimo! Era o artigo 9.

Ele na prática não tinha relação direta com o próprio projeto, mas se constituía num canal ‘legal’ para permitir que o gestor fizesse até mesmo aplicação financeira ou repasse para a Prefeitura, por exemplo, sem passar pelo crivo do Conselho do Previ.

Dois projetos

Vereadores da base governista e da oposição estiveram reunidos com o presidente da Previ, ex-vereador Renato Fernandes. A sessão precisou ser paralisada para melhor entendimento do projeto exposto por ele, ao lado de outros dois executivos da autarquia, Danísia Freitas e David Cruz. Alertado sobre o artigo 9, Renato admitiu não saber o que ele estabelecia.  Parecia se sentir enganado.

O mais grave: vereadores do governismo admitiram – “em off” – que receberam cópia de outro texto do Palácio da Resistência, e não aquele “empurrado” com o artigo capcioso. Aprovariam cegamente um projeto modificado furtivamente.

Lahyrinho alertou sobre a manobra (Foto: Valmir Alves)

A matéria terminou aprovada com emenda dos vereadores Vingt-un Rosado Neto (PSB), Lahyrinho Rosado (PSB) e Genivan Vale (PROS) da oposição, com a concordância dos  governistas. Ele suprimiu o artigo 9, que modificava o artigo 75 da Lei 060/2011, que criou a Previ Mossoró.

Perigosa autonomia

A ‘casca de banana” visava tirar os poderes do colegiado, formado majoritariamente por representantes dos servidores municipais. Enfim, uma espécie de cheque em branco para o Previ Mossoró usar ao deus-dará recursos dos empregados municipais, aposentados e pensionistas. Uma perigosa autonomia com o dinheiro alheio.

É mais uma nebulosa situação em que essa instituição previdenciária se mete. Nos últimos meses, não tem faltado desencontro de informações e problemas com suas contas, na relação com a Prefeitura.

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 14/10/2015 - 19:44h
Mossoró

Dívida com Previdência não para de crescer

A Prefeitura de Mossoró contabiliza mais dívida com a Previdência própria, o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró).

Enfileirou oito meses seguidos sem pagamento de sua parte e cinco meses consecutivos da parte do servidor.

O débito total em negociação, a partir de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, passava dos 15,6 milhões (veja AQUI).

Só com o Previ-Mossoró, o débito referente à parte do servidor (recolhido e não repassado) passava de R$ 4,7 milhões.

O contribuinte paga juros e outros encargos, claro.

O parcelamento firmado para 14 meses não para de crescer.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sábado - 03/10/2015 - 15:03h
Previsível

Caos financeiro de Prefeitura caminha para agravamento

Pode parecer exagero ou pura satanização oposicionista, mas uma previsão do vereador Tomaz Neto (PDT) tem considerável possibilidade de se confirmar, caso o Governo Francisco José Júnior (PSD) não radicalize no enxugamento de custo da máquina pública.

“O instituto tem apenas pouco mais de três anos de criação e esse já é o quarto acordo firmado para sanar as dividas da Previdência. Eu sinceramente não acredito que o Prefeito irá cumprir esse a decisão, até porque ele já descumpriu outras medidas antes, a não ser que o Ministério Público nos assegure juridicamente que tem meios para fazer cumprir essa o acordo”, proclamou Tomaz ao Jornal das Cinco da FM 105,1, no último dia 25.

Horas antes, ele participara de reunião com representantes da Prefeitura, MP, sindicato de servidores municipais e segurados do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró). Houve acordo para que débito da Prefeitura de quase R$ 5 milhões (sem atualização) com o Previ fosse coberto em 14 meses.

O que o vereador comentou (veja entrevista na íntegra AQUI) é plenamente possível de ocorrer.

Estrago maior

Só na área previdenciária, a Prefeitura passaria a ter duas negociações (uma em andamento e mais essa, na atual gestão) a serem cobertas. Some-se ainda, a obrigação de recolher e repassar recursos atualizados à Previ.

O cenário é pior. Não para por aí. A parte patronal previdenciária passa dos R$ 10 milhões (sem atualização).

Este ano, a Municipalidade não fez sequer um pagamento de sua parte previdenciária.Tem que renegociar também.

Coloque nessa questão, outro agravante: pagar a folha líquida dos servidores em dia. Dos terceirizados está em atraso permanente há meses.

A bomba-relógio está acionada há tempos.

O prefeito se não tomar medidas para enxugamento profundo da máquina pública, viverá o pior dos mundos, dividindo o caos com milhares de servidores e o próprio contribuinte-cidadão.

Aguardemos até onde vai a teimosia e miopia do governante.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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