sexta-feira - 03/01/2020 - 11:48h
Sucessão municipal

Eleição vai confrontar grupo profissional e nova oposição

Pleito de 2020 terá pela segunda vez consecutiva protagonistas que quebram ciclo de Rosado x Rosado

Para os que se apressam em análises sobre o papel da oposição em Mossoró na pré-campanha 2020, sua força ou falta de vigor, união ou fracionamento, é preciso uma pausa para conhecer minimamente a história.

Além disso, entender o elementar em política e da politica paroquial. De saída, uma observação visível: os Rosados são políticos profissionais e vivem da política, pontificando no município de forma contínua desde o fim dos anos 40, perdendo apenas dois pleitos à municipalidade em quase 72 anos.

A oposição não-Rosado que segue espalhada e tenta formar chapa (ou chapas) competitiva vai para sua segunda eleição consecutiva como protagonista e polarizadora num pleito, inclusive reforçada por novos personagens como os deputados Isolda Dantas (PT) e Allyson Bezerra (Solidariedade). Até então, ela (a oposição) era apenas figurante com voz ativa (franco-atiradora), mas sem votos ou mínima chance de êxito.

Literalmente amadora e às vezes até caricata.

Está aprendendo a andar, andando.

A primeira campanha em que oposicionistas fora desse círculo familiar conseguiram se sobressair nas últimas décadas foi mesmo a passada, em 2016. Praticamente não existiam.

Eleições caseiras e familiares

Até então, desde 1988 (há 31 anos), todas as eleições municipais foram caseiras e familiares, entre Rosados e Rosados, primos e primas. Era o grupo da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSDB) contra o grupo do primo Carlos Augusto Rosado.

Uma exceção é a eleição suplementar de 2014, quando o prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) venceu a então deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB). Ele era governo e teve o apoio subliminar de boa parcela dos eleitores do rosalbismo, estimulados pela hoje prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), que precisava derrotar a filha da prima Sandra Rosado.

O último confronto municipal em que uma chapa de oposição não-Rosado tinha tentado se confrontar à altura com esse sistema familiar e oligárquico tinha sido em 1982 (há quase 38 anos).

Naquela disputa, o ex-senador Dix-huit Rosado (PDS) e o empresário Sílvio Mendes de Souza (PDS) foram eleitos prefeito e vice-prefeito, derrotando adversários do sistema Maia e do aluizismo.

Entretanto é preciso se contextualizar essa disputa, para se entender como essa campanha foi atípica e não representou, de verdade, um embate entre Rosados e não-Rosados.

Dix-huit: eleição em 1982 (Arquivo BCS)

Eleições 1982

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Abstenção – 15.435 (23,02%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

* O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. A abstenção atingiu um recorde com 15.435 (23,02%) votantes.

Em 1982 também ocorreram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964.

Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito. Foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, ainda aparentemente unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

“Voto Camarão” e “Voto Cinturão”

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria no estado.

A chapa de oposição municipal mais forte contra os Rosados, com o professor João Batista Xavier (MDB) e Rogério Dias (MDB), foi cristianizada pelo próprio líder peemedebista e candidato a governador Aluízio Alves. Ele trabalhou para derrotá-la.

Vamos ao porquê: Aluízio recebia em troca o apoio do grupo Rosado e do líder Vingt Rosado (PSD), na tentativa de derrotar os Maias no estado. Vingt Rosado defendeu o denominado “Voto Camarão” (seu eleitor deixaria o voto a governador em branco, na cabeça da chapa).

Assim, o líder Rosado contribuiu indiretamente com a vitória do ex-adversário histórico Aluízio Alves, em Mossoró. Em troca, Alves deu apoio velado à eleição de Dix-huit – sucessão do prefeito Alcides Belo.

Os votos que João Batista-Rogério Dias tiveram foram reação dos aluizistas mais puros contra o “acordão” dos dois líderes (Aluízio e Vingt).

Importante ser assinalado, que a legislação eleitoral tinha dispositivo que tornava nula a chapa impressa de votação, caso o eleitor votasse em candidatos de outros partidos. Todos os votos teriam que ser para nomes de uma mesma legenda. Era o voto vinculante. Por isso, que a alternativa de Vingt e Aluízio para burlarem a norma foi essa manobra com Voto Camarão e o “Voto Cinturão” (eleitor de Aluízio deixaria em branco o voto a prefeito, que aparecia no meio da chapa).

Mossoró Melhor

Em meados de 2015, 33 anos depois, o movimento “Mossoró Melhor”, nascido pelas mãos dos empresários Michelson Frota, Tião Couto e Jorge do Rosário, foi um alento à mudança no ambiente político-familiar de Mossoró. Nenhum dos articuladores nunca estivera no front político.

A partir de discussões e articulações preliminares, além de pesquisas quantitativas e qualitativas, surgiu a chapa Tião (PSDB, hoje no PL) e Jorge (PL) em 2016, a prefeito e vice, que protagonizou prélio de verdade entre Rosados e não-Rosados, depois de décadas.

Mesmo imberbes em política e estreando numa campanha, tiveram desempenho que chegou a assustar o favoritismo de Rosalba e sua vice Nayara Gadelha (PP). Nas mesmas eleições ainda houve a boa performance do empresário Gutemberg Dias (PCdoB) e de sua vice Rayane Andrade (PT).

Eleições 2016

– Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
– Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
– Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
– Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
– Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
– Branco – 2.974 (2,06%)
– Nulo – 9.416 (6,54%)
– Válidos – 131.988 (91,40%)
– Eleitores Aptos – 167.120
– Abstenção – 22.683 (13,59%)
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Os números finais das eleições de 2016 revelam que o campo político da oposição deu uma resposta positiva aos principais nomes e chapas que se apresentaram como opção fora do eixo Rosado-Rosado. A maioria de Rosalba sobre Tião, segundo colocado à prefeitura, foi de 15.486 (11,73%).

Entre seus seguidores, a aposta no início da campanha é de que teria vitória acachapante acima dos 40 mil votos de maioria. Erraram feio.

Tião e Jorge em 2016 assustaram Rosados (Foto: arquivo)

Diferença deu mostras de que a família que brigou por mais de 30 anos não podia mais estar em palanques contendores, trocando farpas. Estão quase esgotados; trabalham por sobrevida.

O apogeu já passou.

Quando o clã Rosado resolveu se reagrupar, com todas suas diferenças e antipatias mútuas, o fez por uma questão de preservação da espécie e consciência de visível perda de força.

O que há de mais verdadeiro entre eles é uma sincera hipocrisia – repetimos há tempos.

Porém um racha nesse momento se repetiria como farsa. O jeito é se aguentarem.

Multidão silenciosa e maioria modesta

Mas descuida-se quem pensa que as eleições de 2016 passaram. Precisam ser melhor estudadas.

Um dado que passa despercebido à maioria, é que no cumulativo dos candidatos oposicionistas, em comparação com os 67.476 (51,12%) votos de Rosalba, o triunfo dela foi por apenas 2.362 votos. Em termos percentuais, 51,12% sobre 49,38%.

A soma de votos branco, nulo e abstenções chegou a 35.073 eleitores.

Uma multidão que ignorou nomes, partidos e a própria eleição. Não levou a sério Rosalba e deu as costas para os candidatos oposicionistas.

Uma massa silenciosa que não se sabe, hoje, que rumo poderá tomar em 4 de outubro de 2020 – data das próximas eleições municipais.

Leia também: Rosalba não pode perder; oposição não precisa ganhar;

Leia também: A mãe de todas as eleições para os Rosados;

Leia também: Rosalbismo pode ‘bancar’ falsa oposição para facilitar vitória.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
terça-feira - 15/07/2014 - 06:05h
Valmir Alves

Ex-dirigente do Incra recebe apoio para deputado federal

O professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), João Batista Xavier, declarou neste domingo, 13, apoio a candidatura de Valmir Alves (PT) a Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Batista e Valmir: histórico de afinação (Foto: divulgação)

João Batista foi Pró-reitor de Ensino de Graduação da Uern e candidato a Prefeito de Mossoró pelo PMDB no ano de 1982. Em 1992, concorreu a vice.

João Batista Xavier diz: “Militei durante toda minha vida com opção por uma trajetória progressista e de esquerda e vejo em Valmir Alves o nome do Partido dos Trabalhadores que mais se identifica com esse perfil”.

Valmir atuou no movimento sindical como Presidente do Sindicato dos Comerciários de Mossoró e Região (SECOM) e também, Dirigente da Centra Única dos Trabalhadores do RN (CUT).

Incra

Com militância partidária desde a década de 80, nascido em Antônio Martins e radicado em Mossoró há cerca de 30 anos, Valmir é formado em Letras pela Uern, presidiu o PT de Mossoró e foi membro da Direção Estadual do partido. Saiu do movimento sindical para atuar no Governo do Estado como Diretor Administrativo do Hospital Regional Tarcísio Maia, o maior no interior potiguar.

Trabalhou na cooperativa Coopervida coordenando a microrregional Oeste do Programa P1MC – Um Milhão de Cisternas da ASA – Articulação do Semiárido. Por ter tido a experiência de trabalhar na zona rural, foi convidado a colaborar com o Governo Lula no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), exercendo o cargo de Delegado Federal no Rio Grande do Norte, depois disso, assumiu no Governo da Presidenta Dilma a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Afastou-se da Superintendência do Incra em abril para ser candidato a deputado federal.

 

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terça-feira - 13/05/2014 - 12:14h
Ecos das eleições suplementares IV

“Rosalbismo” vive período de trevas e com futuro incerto

Grupo de Rosalba e ex-deputado Carlos Augusto Rosado, mesmo assim, ainda têm bom capital político

“Aluízio morreu! Aluízio morreu!!” Esse brado de meninos levados e irrequietos, sitiando uma esmoleira insana pelas ruas de Mossoró, anos 70, parecia atestar não apenas o falecimento político do líder popular e populista Aluízio Alves, mas a orfandade patológica da “gentinha”, sua massa de seguidores.

Carlos e Rosalba: tarefa hercúlea para repetir o passado no futuro (Foto: Governo do Estado)

A molecagem que impulsionava a louca a vomitar palavrões às mães dos endiabrados meninos,  além de arremessar pedras contra eles, o tempo tratou de sepultar. E, esse mesmo tempo, provou que a meninada errante exagerava: Aluízio não morrera.

Sua cassação política no final dos anos 60, pelo regime militar que apoiara, o deixou por dez anos fora de cena. Parecia morto e sepultado.

Retornou às ruas e a uma disputa ao governo estadual em 1982, sofrendo fragorosa derrota por mais de 107 mil votos de maioria para o engenheiro e ex-prefeito biônico de Natal – José Agripino Maia (PDS). Nos anos seguintes, sua liderança fez crescer seu grupo, colecionando vitórias e expandindo influência.

“Mas Aluízio era Aluízio”,  poderia afirmar qualquer estudioso da política potiguar do século passado e deste. Gênio político. Fenômeno. Outra pessoa teria fôlego para tamanha recuperação e saída do desterro obrigatório?

A ex-prefeita mossoroense por três vezes, Rosalba Ciarlini (DEM), caminha para ser cobrada quanto a essa capacidade quase mitológica, de renascer das cinzas.

Governadora do Rio Grande do Norte, com passagem pelo Senado, e “divindade” mercadológica do que se denominou de “rosalbismo”, neologismo que deriva do seu nome, Rosalba está na coxia dos acontecimentos políticos, esse teatro de guerra. Mesmo sendo governadora, está alheia e excluída do próprio processo sucessório.

Eleição ao Senado em Mossoró (2006)

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 90.660 (83,33%)
– Fernando Bezerra (PTB) – 14.049 (12,91%)
– Votos Apurados – 129.082

Eleição ao Governo do Estado em Mossoró (2010)

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 98.964 (84,86%)
– Iberê Ferreira (PSB) – 16.043 (13,76%)
– Votos Apurados –  158.920

É pouco provável que sequer seja candidata à reeleição, por força de decisão judicial que a torna inelegível ou por imposição de comando partidário, o DEM, que não a deseja candidata. Ela é um peso, um estorvo para o Democratas.

Entretanto o maior sinalizador desse período de trevas foi a recente campanha municipal suplementar de Mossoró, seu berço político e até bem pouco tempo espécie de possessão. Sequer teve candidatura própria a comandar e apoiar.

Viu-se no papel de figura distanciada do pleito. Obrigou-se a anunciar numa entrevista que estaria cumprindo postura de “neutralidade”, poucas horas antes do dia da eleição.

Abdicou de ser proativa e pontificar onde era seu próprio “reino”.

Para quem se habituou a afirmar em círculos fechados com apaniguados e xeleléus, que “quem manda em Mossoró é Rosalba”, ficar longe das ruas e das urnas foi um choque para a mãe do rosalbismo. Ela até tentou construir uma candidatura, mas pesquisas encomendadas revelaram rejeição assombrosa da quase-ungida Kátia Pinto, sua secretária de Infraestrutura do Estado. Reflexo de sua própria imagem desgastada como governante, que chegou a Mossoró.

Teve que aceitar goela abaixo a imposição de Cláudia Regina (DEM), que não aceitou retirada de postulação, mesmo sendo prefeita cassada, afastada e inelegível para o pleito especial. A “Rosa” terminou sem Cláudia ou qualquer outra candidatura.

Estava entre a cruz e a espada: apoiar a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha da prima e adversária – deputada federal Sandra Rosado (PSB); apoiar o prefeito provisório e ex-aliado Francisco José Júnior (PSD), que assentado na ‘Prefeitura de Rosalba’ resolveu enfrentar quase 70 anos da força oligarca dos Rosado. Acabou optando por sair de cena. Nenhum nem outro.

Após 26 anos participando diretamente de eleições municipais mossoroenses, o rosalbismo ficou fora. Foi um coadjuvante oculto.

Rosalba ficou alijada de um processo no qual tinha interesse direto e indissociável. Em duas eleições estaduais, Mossoró lhe ofertou votações estelares, consagradores e determinantes em sua vitória ao Senado (2006) e Governo do Estado (2010).

Pilatos

Ficar ausente do pleito, mesmo que indiretamente, lavando as mãos com um Pilatos, pode ter sido um atestado de óbito à própria carreira política.  Ou não. Enfim, é precipitado se fazer afirmação categórica nesse sentido e nesse instante.

"O Jornal de Hoje" documentou Rosalba agradecendo gestão de Wilma; depois, o racha

Rosalba, sob a liderança inconteste do marido e chefe do Gabinete Civil do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), já tivera outro momento em que se viu obrigada a tomar decisão delicada diante de uma bifurcação aflitiva. Estava também entre a cruz e a espada. Mas assumiu um lado.

Foi em 2002.

Àquele ano, Carlos Augusto era candidato a vice-governador na chapa do então senador Fernando Bezerra (PTB, hoje no PMDB). Sequer foi para o segundo turno. Quem chegou lá foi seu primo e adversário, deputado federal Laíre Rosado (PMDB, hoje no PSB). Era vice do governador Fernando Freire (PP).

Carlos emitiu sinais, que foram claramente entendidos pela candidata Wilma de Faria (PSB). Apoiaram-na e reforçaram seu palanque vitorioso no segundo turno, evitando uma ascensão iminente para o plano estadual, do grupo de Laíre e sua esposa Sandra Rosado.

Fizeram parte do Governo Wilma por alguns meses, exaltando sua gestão, até se incompatibilizarem com ela e seu estilo também impositivo.

Agora, mesmo equidistante e sob “neutralidade”, Rosalba não pode ser vista como um zero à esquerda, peso morto ou completamente alheia ao pleito municipal.

Sobrecarga

Seu silêncio seguiu tendência majoritária de sua militância e eleitores. Nitidamente, houve um descarrego no nome de Francisco José Júnior, ajudando-o sobremodo a alcançar o patamar de 68.915 votos válidos no pleito do último dia 4.

Rosalba e Fafá navegam em águas diferentes e separadas (Foto: Carlos Costa, em abril de 2008, bairro Ilha de Santa Luzia)

O que o futuro reserva para Rosalba e seu rosalbismo,  pós-Governo do Estado, é uma incógnita. Há uma sobrecarga de maus presságios por ações e omissões do casal Carlos-Rosalba, além de fatores alheios à sua vontade.

Seu grupo encolheu e ocorreram dispersões (caso da ex-prefeita Fafá Rosado-PMDB, ex-vereador Chico da Prefeitura-DEM). Não se renovou em quadros, até pelo excessivo culto personalista à própria Rosa e pode ter pela frente uma inelegibilidade por oito anos (a contar de 2012), punindo-a e à Cláudia Regina por todo esse período.

Aposta na reeleição do deputado federal Betinho Rosado (PP) no pleito de outubro, mas não tem nomes a estadual até aqui. A ex-deputada e ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini, irmã da governadora, está às voltas com problemas de indiciamento por estelionato e inaptidão à própria política.

O rosalbismo não existe além da própria Rosalba e o comando centralizador de Carlos. Eles não permitem a prosperidade de qualquer outro nome, desde sua primeira vitória em 1988, vencendo a prefeitura como “zebra”, ao superar Laíre Rosado. Cláudia Regina foi um “aborto”. Tiveram que engoli-la, porque ela conseguiu se viabilizar contra a vontade do casal.

Eleições à Prefeitura de Mossoró (1988)

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
– Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
– Brancos – 3.594 (4.8%);
– Nulos – 1.503 (2%);
– Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%).

Esse grupo sobreviveu a solavancos noutros momentos, como a perda da prefeitura em 1992, com a chapa Luiz Pinto (PFL)-João Batista Xavier (PCB) – derrotada por Dix-huit Rosado(PDT)-Sandra Rosado (PMDB), e o próprio fracasso de Rosalba como candidata a vice-governador de Lavoisier Maia (PDT), em 1994. Contudo renasceu à prefeitura em 1996, em circunstâncias completamente favoráveis.

De 2014 para frente, tudo pode ter outro rumo. A própria estada do prefeito Francisco José Júnior na prefeitura dirá muito sobre o que será o rosalbismo adiante, até mesmo com a hipótese do que parece improvável no momento: a reunificação dos Rosado.

Rosalba, que sempre revelou muita fibra, com incrível poder de recuperação e crescimento em campanhas, tem muito capital próprio ainda. Porém o tempo e atmosfera que se forma, não estão a seu favor.

A história pode ainda nos reservar surpresas e se repetir, ou apenas confirmar um adágio hindu que tem aura de uma verdade absoluta para Rosalba, para Francisco José Júnior e qualquer um de nós, pobres mortais:

– “Tudo passa!”

Veja matérias já publicadas da série “Ecos das eleições suplementares”:

– Novo prefeito ganha para dividir história ou confirmar os Rosado AQUI;
– Pleito de Mossoró causa efeitos diferentes para jogo estadual AQUI;
– Futuro já começou para Larissa Rosado após 4º insucesso AQUI.

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segunda-feira - 24/03/2014 - 12:24h
Eleições 2014

Rosalba sinaliza com apoio à Fátima Bezerra para Senado

Extirpada do processo eleitoral de 2014, governador trata deputada petista como "nossa senadora"

Foi encarado por muita gente como “ato falho”, ou seja, um pequeno deslize, a forma com que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tratou a deputada federal adversária Fátima Bezerra (PT), nessa sexta-feira (21), em evento ocorrido em Natal.

Fátima, com a "Rosa", contra Wilma? Sim, por que não? (Foto Tribuna do Norte em 10 de março de 2012, em que aparece também o então ministro da Educação, Aloízio Mercadante)

No lançamento da  “Rede Simples”, no Sebrae, com a presença do ministro Guilherme Afif Domingos, a governadora utilizou a primeira  pessoa do plural (nossa) para tratar a parlamentar, acrescentando uma “nomeação” popular ao possessivo:

– (…) Quero cumprimentar aqui a mulher, Fátima Bezerra, nossa Senadora.

Ato falho?

De maneira alguma. Manifestação de tendência.

Rosalba vive um inferno astral como administradora e no campo político. Transformou-se num estorvo para a maioria dos caciques, em especial aqueles que a apoiaram na eleição ao Governo do Estado em 2010.

É pouco provável até que seja candidata à reeleição, por força de questão judicial (inelegibilidade). Se insistir, não deve passar na convenção do DEM, que botou como prioridade a eleição e reeleição de seus candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Por que, então, esse afago em Fátima Bezerra, sua adversária histórica?

Simples.

Fátima concorrerá ao Senado da República, tendo como principal dificuldade ao projeto, a concorrência da ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

A deputada (ou “senadora”, segundo Rosalba) é sua adversária. Wilma, não. Transformou-se em inimiga política, imersa em picuinhas e troca de ofensas veladas ou explícitas.

Ecossistema político

Proclamar Fátima Bezerra, que do ponto de vista ideológico está diametralmente oposta à conduta e pensamento político seu, foi um recado de Rosalba. Recado aos senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB), à própria Wilma e ao deputado federal e pré-candidato a governador Henrique Alves (PMDB).

Acuada, excluída e extirpada do topo da cadeia alimentar do ecossistema político potiguar, Rosalba pode agir como uma força centrífuga, triturando tudo em sua volta.

Com o resto de capital que lhe resta, sobretudo em seu berço político e cidadela, Mossoró, a “Rosa” tende a apostar num nome que lhe seja “menos ruim”. Fátima Bezerra, é o caso.

Tivemos no passado (1982), a criação dos votos “camarão” e “cinturão”, quando o instituto do “voto-vinculado” obrigava o eleitor a votar em todos os candidatos de um mesmo partido. Era um casuísmo “legal” criado pelo regime militar em seus últimos dias de poder, para manutenção do “voto de cabresto”.

Aluízio e Vingt

Além disso, havia a faculdade da “sublegenda”, outra armação, que permitia que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato a prefeito.

Em Mossoró, rompido com o primo e ex-governador Tarcísio Maia (PDS), o deputado federal e líder do rosadismo (até então um grupo praticamente monolítico),  Vingt Rosado (PDS), pregou que ninguém votasse na cabeça de chapa, deixando-a em branco.

Aluízio e Dix-huit: ajuda mútua

Como não podia votar em Aluízio Alves (PMDB), os seguidores de Vingt anulariam o voto a governador que era imposto por Tarcísio, com a candidatura do filho José Agripino (PDS). Eis o “voto camarão”, cortando a cabeça.

Em troca, Aluízio defendeu o “voto cinturão”: seus eleitores deveriam deixar em branco o voto a prefeito (que ocorria na mesma eleição).

Pelo menos em Mossoró, o protesto deu certo. Aluízio foi o nome a governador mais votado com 21.037 votos (40,76%), com Agripino ficando em segundo lugar com 17.571 (34,05%). No estado, o “bacurau” perdeu por mais de 107 mil votos de maioria.

A prefeito, o irmão de Vingt Rosado, Dix-huit Rosado (PDS), foi eleito pela segunda vez ao cargo com 21.510 votos (41,68%) e o pemedebista que na prática não teve apoio de Aluízio, João Batista Xavier, foi o segundo mais votado, com 15.466 votos (29,97%). Canindé Queiroz, da sublegenda do PDS, lançado para puxar votos para Agripino, teve 4.388 votos (8,50%).

Eleições a prefeito de Mossoró em 1982 (Fonte: Blog Carlos Santos):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. As abstenções foram de 15.435 (23,02%) votantes.

Para as eleições de 2014, o eleitor está livre para misturar, votando em quem bem desejar de cabo a rabo. Não há voto vinculado ou sublegenda.

Vingt serviu "camarão"

O “rosalbista” pode ficar sem uma preferência ao Senado, diante do racha no próprio DEM que termina de afundar Rosalba. Não significa dizer que ela fique sem opção. Fátima pode ser uma forma de vindita de Rosalba, ajudando a não eleger Wilma, de quem já foi aliada no passado nos anos 80 e início dos anos 2000.

Estranho?

Nem um pouco.

Lembre-se: “a política é dinâmica”.

A frase é surrada, mas continua atualíssima na política caprichosa e sinuosa do Rio Grande do Norte, onde o feio é perder. O próprio Vingt Rosado costumava dizer que voto de aliado e de adversário (ou “bandido”) tinha o mesmo valor.

Aluízio Alves e Vingt Rosado tiveram embates homéricos e nem sempre muito leais. Mas em determinado ponto da história no século XX, passaram à composição à margem da lei e, em seguida, formalizada em comunhão numa única sigla, o PMDB, em meados dos anos 80.

Portanto…

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domingo - 11/08/2013 - 09:59h
Cure de Medeiros

PMDB projeta nome de médico à nova eleição mossoroense

Deputado Henrique Alves vê momento como importante para que partido seja protagonista novamente

O nome do médico hematologista Cure de Medeiros não sai da cabeça do deputado federal Henrique Alves (PMDB), para empreitada político-eleitoral em Mossoró.

Cure: nome já sondado em 2012 (Jornal de Fato)

Ele era seu nome preferido a vice de Cláudia Regina (DEM) em 2012 (veja AQUI). O parlamentar frustrou-se com a recusa do médico em estrear na política.

O lugar caiu do céu para o advogado Wellington Filho (PMDB), sem qualquer expressão política e escassa relação com o próprio partido. O advogado foi apresentado pela presidente local da sigla – Izabel Montenegro – como uma das opções e terminou sendo aceito por Henrique.

Com a possibilidade iminente de uma eleição suplementar à Prefeitura de Mossoró, Henrique volta a ter o nome de Cure à mesa. Dessa feita, com um degrau acima dos planos anteriores: nome a prefeito.

Por seu perfil novo, como homem empreendedor e devotado à luta contra o câncer (inaugurou recentemente o Hospital da Solidariedade, em Mossoró), sem a pecha de ser um “político profissional”, Cure seria a pessoa certa para o momento atual.

Numa conjuntura conturbada, com lideranças locais fragilizadas ou impedidas de participação direta no pleito, o médico pode se encaixar no projeto do PMDB.

Penduricalho

São esses raciocínios que passeiam na cabeça de Henrique Alves.

Há décadas o PMDB deixou de ser um partido de proa para representar mero penduricalho de facções do rosadismo.

Henrique Alves – presidente da Câmara Federal –  e o seu primo Garibaldi Filho (PMDB), ministro da Previdência Social e senador licenciado, querem mudar esse destino. Por isso a relutância em passar outra vez a direção partidária para outro membro do clã Rosado ou apontar algum novo vice que seja representante dessa oligarquia local.

A hipótese de outra eleição municipal que se desenha, é uma chance que “cai do céu” para o partido ser protagonista e não apenas caudatário de projetos alheios.

Henrique: PMDB como protagonista

Nos bastidores, a vereadora licenciada e secretária municipal do Desenvolvimento Econômico, Izabel Montenegro, tem adiantado disposição de ser candidata a prefeito. O partido não mais faria composição como vice em outra disputa eleitoral.

Reengenharia

Contudo é pouco provável que ela seja içada pelo comando partidário estadual para esse patamar. O que não a impede de se mexer e costurar meios para se viabilizar como uma peça de substituição a Wellington, numa nova coligação DEM-PMDB. Ela, agora, seria a vice.

Na articulação pré-eleitoral de 2012, Izabel foi praticamente perfeita. Tirou do caminho nomes com maior capital eleitoral a vice, ligados ao esquema da então prefeita de fato Fafá Rosado (DEM) e conseguiu plantar Wellington, filho da ex-vereadora Gilvanda Peixoto (DEM), na chapa.

Em contrapartida, teve da ex-vereadora – historicamente ligada à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) – um apoio para poder novamente ser eleita a vereadora.

Com uma eleição suplementar a prefeito, a reengenharia é mais complexa.

O PMDB quer ter mais peso, poder de influência e capacidade de despontar com candidato próprio.

A última vez que isso aconteceu, sem a impressão digital dos Rosado, foi em 1982, quando apostou na chapa João Batista Xavier-Rogério Dias a prefeito e vice, derrotada por Dix-huit Rosado-Sílvio Mendes.

Eleições de 1982 (Fonte: Agência Herzog/Blog Carlos Santos):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

Entretanto, essa eleição também foi marcada por situações inusitadas, que obrigaram a própria cúpula estadual do partido a não estimular a vitória de sua chapa, em Mossoró, no que ficou conhecido como “voto cinturão”. Foi um gesto de gratidão do líder peemedebista Aluízio Alves ao deputado federal Vingt Rosado (PDS)

Aluízio era candidato a governador, retornando de período de cassação de mais de dez anos. A legislação eleitoral desenhada pelo regime militar impôs o “voto vinculado”: eleitor só podia votar em candidatos do mesmo partido – de cima a baixo (governador, deputado federal, deputado estadual, senador, prefeito e vereador), nas eleições gerais que ocorriam na mesma data.

Aluízio: "Cinturão" por "Camarão"

Rompido com o grupo do primo Tarcísio Maia, ex-governador, Vingt negou-se a endossar candidatura ao Governo do Estado do engenheiro e ex-prefeito natalense José Agripino (hoje senador, filho de Tarcísio).

O líder Rosado optou por se reaproximar de Aluízio após décadas de conflitos e muito radicalismo bilateral.

O parlamentar pediu o “voto camarão” (cortando a cabeça da chapa, ou seja, a governador), enquanto Aluízio defendeu o “voto cinturão” (seus eleitores deixavam em branco o voto a prefeito de Mossoró).

Aluízio perdeu as eleições para o Governo do Estado por mais de 107 mil votos de maioria pró-José Agripino e Dix-huit elegeu-se pela segunda vez à Prefeitura de Mossoró.

Em meados de 1985, o PMDB passou a ser a “casa” do grupo Rosado, cedido pelos Alves em composição ampla que causou desapontamento em muitos peemedebistas históricos.

Em 2005, o rosadismo largou o PMDB, após cerca de 20 anos de ocupação.

P.S – Se estivesse vivo, Aluízio Alves estaria completando 92 anos de idade hoje. Faleceu em 6 de maio de 2006.

 

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Categoria(s): Política
terça-feira - 28/08/2012 - 09:11h
Mossoró

Larissa fará 40 comícios-relâmpagos num único dia

A Coligação Mossoró Feliz, que arrima a candidatura a prefeito da deputada estadual Larissa Rosado (PSB), anuncia um rush de movimentação política para amanhã (quarta-feira, 29). E tem outras novidades.

Serão promovidos 40 comícios-relâmpagos na quarta-feira, para marcar os 40 dias restantes até a eleição.

Para o sábado (1º), a programação contará com o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. No mesmo dia, também virão a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário; vice-governador Robinson Faria (PSD), deputados federais Fábio Faria (PSD) e Fátima Bezerra (PT) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

Encontro

No encontro tradicional das segundas-feiras, ontem, a militância da Mossoró Feliz comemorou resultado de mais uma pesquisa favorável à candidata – Gazeta do Oeste/Cipec. No mesmo evento foram apresentados novos apoios.

Subiu ao palanque o professor, ex-candidato a prefeito em 1982 (pelo PMDB) e candidato a vice-prefeito em 1992 (pelo PCB), João Batista Xavier. Ele compôs chapa àquele ano com o então vice-prefeito (já falecido) Luiz Pinto (PFL, hoje DEM).

Os dois foram apoiados em 1992 por Rosalba Ciarlini (DEM), que era prefeita, mas perderam as eleições para Dix-huit Rosado (PDT) e Sandra Rosado (PMDB), respectivamente prefeito e vice.

Ainda foram apresentados como apoios, o ex-secretário municipal (de Dix-huit Rosado e Fafá Rosado) Sebastião Almeida; Geraldo Bispo (ex-candidato a vereador/DEM) e Rélber Filgueira (Associação dos Artesãos), entre outros.

A reunião com a “Militância 40” ocorreu no Centro Educacional de Trânsito José Pereira de Souza, bairro Alto de São Manoel (em frente à Motoeste).

Com informações da Coligação Mossoró Feliz.

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domingo - 08/07/2012 - 14:14h
Mossoró 2012

Campanha repete ‘coincidências’ de 1992 noutro contexto

Cláudia Regina tem forças da Prefeitura e Estado, como Luiz Pinto, mas quer um outro final este ano

Quando foi a última vez que alguém teve apoio da estrutura da Prefeitura e do Governo do Estado para ser candidato em campanha a prefeito (a) de Mossoró? Responda em cinco segundos. Dou-lhe mais tempo: vamos a um minuto. Contando…

Pergunte às pessoas mais próximas, consulte seus alfarrábios, puxe pela memória. Nada ainda?

Cláudia (centro), Wellington (à sua direita) para repetir 92 ou outro jeito de caminhar (Carlos Costa)

Foi em 1992. O então vice-prefeito Luiz Pinto (PFL, hoje DEM) tinha o apoio da prefeita Rosalba Ciarlini (PFL-DEM), atual governadora do Estado, e do governador José Agripino (PFL-DEM). Enfrentou como principal adversário o ex-prefeito e ex-senador Dix-huit Rosado. Sua sobrinha Sandra Rosado (PMDB) era a vice.

Resultado: a toda-poderosa chapa foi derrotada. Uma vitória que entrou para a história dos grandes embates paroquiais de Mossoró.

Neste ano de 2012, a vereadora e ex-vice-prefeita de Mossoró Cláudia Regina (DEM) tem essa primazia para disputa da sucessão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”. É a candidata do governismo municipal e do situacionismo estadual, através da governadora Rosalba.

“A besta”

Portanto, 20 anos depois a situação se repete e coloca Cláudia com esse poder de fogo, um diferencial considerável. Outra coincidência: também após 20 anos o grupo de Rosalba e seu marido-líder Carlos Augusto Rosado (DEM) formam uma chapa majoritária sem os sobrenomes Rosado e Ciarlini.

Cláudia tem como vice o advogado Wellington Filho (PMDB), nome sem histórico de militância no próprio partido, filho da ex-vereadora Gilvanda Peixoto (DEM). Em 1992, Luiz ficou na cabeça de chapa e o vice era o professor universitário e ex-candidato a prefeito pelo PMDB em 1982, João Batista Xavier (PCB).

A besta não vai voltar!

A frase, acrescida de um sorriso sarcástico, era lugar-comum do então deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL) em 1992. Fazia alusão ao tio, ex-prefeito Dix-huit Rosado, que apoiara Rosalba na eleição municipal de 1988, mas que logo foi descartado por ele após a vitória.

Com mais de 74% em aprovação administrativa, governo que apostava num conceito de gestão baseada em obras de visibilidade e promoção personalista, Rosalba estava também empavonada. Era a prefeita de direito, o marido o gestor de fato. Governavam a quatro mãos. Podiam tudo. Até eleger o anódino Luiz Pinto. Para complementar, ainda somavam o reforço do governo de José Agripino, líder estadual de seu grupo, com gestão de desempenho razoável.

Quem poderia derrotar essa força descomunal? Dix-huit. Com o reforço do esquema do ex-deputado federal Vingt Rosado, seu irmão com quem ficara rompido desde a eleição de 1988, o ex-prefeito fez uma campanha que nos últimos 20 dias atropelou o favorito, destroçando os adversários. “Chame o velho” bordão usado por seu marketing, deu o tom do seu perfil de gestor experiente e virou brado de vitória no dia 3 de outubro de 1992.

RESULTADO DAS ELEIÇÕES DE 1992:

– Dix-huit Rosado – 37.188 (47.79%);
– Luiz Pinto – 32.795 (42.15%);
– Luiz Carlos Martins (PT)– 6.557 (8.43%);
– Paulo Linhares (PSB) – 1.273 (1.64%);
– Brancos – 5.669 (6.49%);
– Nulos – 3.913 (4.48%);
– Maioria pró-Dix-huit Rosado – 4.393 (5.64%)

O eleitorado cadastrado à época era de 99.623. Compareceram 87.395, as abstenções chegaram a 11.381 e os votos nominais atingiram 77.813.

Na campanha deste ano, Cláudia – que não é Rosado/Ciarlini – vai enfrentar uma legítima herdeira da oligarquia Rosado. Baterá de frente com a deputada estadual e filha da deputada federal Sandra Rosado (hoje no PSB), Larissa Rosado (PSB). Mesmo tendo atrás de si as máquinas do Estado e da Prefeitura, Cláudia convive com outra conjuntura. Existem consideráveis diferenças num comparativo com 1992.

De antemão, ela chega à condição de candidata muito mais por um processo de exclusão do que de opção. Não era a favorita de Carlos e Rosalba, que queriam a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) – irmã da  governadora – em seu lugar.

Padrinhos

Também não era dos mimos do subgrupo incrustado no “rosalbismo”, liderado pelo chefe de Gabinete e prefeito de fato de Mossoró, agitador cultural Gustavo Rosado (PV). Ele trabalhou durante cerca de um ano e meio a postulação de seu lugar-tenente e ao mesmo tempo espécie de guru, professor Chico Carlos (PV), secretário da Cidadania. Não vingou. Em todas as pesquisas o índice de aceitação nunca passou de 1%.

João e Luiz: sem ânimo

Mesmo assim, Cláudia é candidata porque se fez candidata, por não desistir e pavimentar o próprio caminho, obrigando grupo e subgrupo governista a fazê-la candidata. Legitimou a candidatura de hoje com seu esforço sobre-humano e tenacidade. E num comparativo com Luiz Pinto, é insofismável que sua capacidade política é infinitamente superior. Proativa, articulada, a candidata não é tão dependente dos padrinhos como foram Luiz e seu vice João. Tem prumo, rumo e ânimo.

Importante asseverar, que a Mossoró de 2012 tem outro contexto e atmosfera político-social. A própria Rosalba que à época era prefeita incensada, na atualidade é soterrada por enorme desgaste como governadora, que parece respingar em seu prestígio em Mossoró. Afeta Cláudia. A gestão de Fafá nunca chegou ao nível de aprovação obtida por Rosalba na prefeitura, os 74% que deram combustão à candidatura de Luiz Pinto.

Pode ser assinalado ainda, que os instrumentos de fiscalização da sociedade civil e de organismos de Estado, do Ministério Público Eleitoral (MPE) à Justiça Eleitoral, estão bem mais atuantes e eficazes, no freio aos excessos com a coisa pública.

O que acontecerá em outubro deste ano, nas eleições municipais mossoroenses? O Blog não tem bola de cristal. As urnas dirão se 1992 vai se repetir ou se teremos outro final. A caminhada começou.

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terça-feira - 08/05/2012 - 04:08h
"Novidade"

DEM, 20 anos depois, tem chapa sem Rosado-Ciarlini

Campanha deste ano em Mossoró parece igual àquelas que passaram, mas terá sensíveis diferenças. A chapa do DEM, por exemplo, sem um Rosado ou Ciarlini.

A última vez que isso ocorreu foi em 1992. São 20 anos. Àquela época, a chapa foi encabeçada pelo empresário e vice-prefeito Luiz Pinto e o professor João Batista Xavier como seu companheiro.

A dupla perdeu para oposição Rosado ao quadrado: Dix-huit  Rosado a prefeito e sua sobrinha Sandra Rosado como vice.

Aguardemos para o resultado desse 2012 com Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB).

Aguardemos.

Nota do Blog – Bom deixarmos claro que esse “avanço” do DEM não é uma questão de estratégia, mas resultado da força das circunstâncias e conjuntura.

A prioridade do casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-Rosalba Ciarlini (DEM) era botar a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) como candidata. Porém, como a ala comandada pelo prefeito de fato de Mososró, Gustavo Rosado (PV), acabou vetando a renúncia da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, para viabilizar legalmente a postulação de Ruth, o grupo teve que recuar.

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terça-feira - 14/02/2012 - 09:32h
Fatos e Gente

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

A Central do Cidadão de Mossoró completa 14 anos de existência. Mobilização de seus servidores promove uma Missa em Ação de Graças hoje às 17h, na Catedral de Santa Luzia, com celebração do padre Walter. Já amanhã, às 19h, haverá culto na Assembleia de Deus da Rua João da Escóssia (Nova Betânia), com o pastor Marcos Alencar. Nota do Blog – Esse empreendimento foi uma ideia bem copiada pelo Governo Garibaldi Filho (PMDB) no final dos anos 90, do governo paranaense. Mas está sucateada e em processo de desmanche na atual gestão estadual. Uma pena.

Empregados do grupo San Antonio, que adquiriu há alguns anos as empresas Sotep e Prest estão em polvorosa com promessa de demissão em massa. Um desmanche que sinaliza dificuldades no setor na outrora promissora região de produção em terra de petróleo, que tem Mossoró como epicentro.

Nada de expediente entre os dias 20 e 22 de fevereiro no Tribunal de Justiça e na Corregedoria-Geral de Justiça. Os prazos processuais que se vencerem nesse período serão prorrogados para o dia 23 deste mês, quando os trabalhos serão retomados. É Carnaval, meu rei!

Gil, promessa real de bom futebol

Sábado (11) ocorreu o peneirão do ABC em Baraúna. Foram 120 garotos das categorias sub-15, sub-16 e sub-18 que estiveram sob teste no estádio municipal, avaliados pelas categorias de base do ABC Futebol Clube. Gilberto Gil Jerônimo Azevedo (foto), João Pedro e Leonardo foram aprovados para a Sub-15 e Sávio para o Sub-18. Parabéns ao jovens escolhidos.

Os atores Titina Medeiros e César Ferrário, ela de Acari e ele de Mossoró, estreiam na Globo na próxima novela das sete. Os dois são atores/criadores do prestigiado grupo de teatro Clowns de Shakespeare. Foi o trabalho desenvolvido pelo grupo que chamou a atenção dos “caça-talentos” da Globo e que levou ao convite para estrelar a trama. (Da coluna Paulo Pinto, de O Mossoroense).

Obrigado a leitura deste Blog a Heitor Gregório (Natal), professora Ady Canário (Angicos) e engenheiro Paulo Maia (Mossoró).

Conheci no domingo (12) a “Pousada Gado Bravo”, na Praia de Gado Bravo (Tibau. Ou seria Grossos?). O empreendimento de bom gosto, ótimo cardápio em seu restaurante e aconchegantes intalações é comandato pelo professor João Batista Xavier e família. Ele, sempre uma pessoa muito receptiva. Anote aí o fone para contato: (84) 9431-8655.

Saúde e paz para o ex-deputado federal Ney Lopes (DEM), que aniversaria. Um bom quadro político, por sua capacidade técnica, que foi relegado à aposentadoria precoce.

A promoção Megafest 2012 está com elenco que promete arrastar multidão à Estação das Artes Elizeu Ventania, em Mossoró, no próximo dia 30 de março. Entre as atrações estão o ótimo Dorgival Dantas e a banda baiana Chiclete com Banana, de público numeroso e fidelíssimo.

Há tempos eu não me encontrava com o empresário Rutênio Gondim (Queiroz & Filhos). O domingo (12) reservou-nos espaço para o bate-papo sempre descontraído, graças ao acaso, nesse mundão de litoral da Costa Branca. Aí, sou informado solenemente, pelo próprio, que ele não é mais um frondoso Jequitibá. Tombou. Converteu-se. Deixou de ser Rapaz Velho. Ah, tá! As ‘colombinas’ acatam sua decisão.

Contagem regressiva para o nascimento de Lucas Vinícius, filho do casal Pardal-Elisângela. A natividade deverá acontecer na próxima quinta-feira (16). Ele é mecânico-chefe da concessionária Renault em Mossoró e um amigo – de raras qualidades – de longas datas, desde os primórdios de minha paixão pelo motociclismo. Bem-aventurados os que amam. Saúde e paz ao que vai chegar.

O Oba Restaurante (Mossoró, BR-304, saída para Fortaleza-CE e Tibau) tem dois bailes carnavalescos agendados para esta semana. O primeiro na quinta-feira (16) a partir das 20h, do grupo da Melhor Idade. O outro é na sexta-feira (17) com “As poderoras” e banda, um elenco de cantoras afinadas e músicos que prometem reviver grandes sucessos carnavalescos. Começará às 23h.

O empresário e engenheiro civil Weber Chaves está em busca de nova graduação. Ele ingressou na Faculdade Mater Christi, no curso de Direito. Boa sorte, meu caro. E trate de fazer direito, pois é provável que eu venha a precisar de seus serviços mais adiante.

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domingo - 12/02/2012 - 18:04h

Só Rindo (Folclore Político)

O ateu e o prato com os olhos da santa

Candidato a vice-prefeito de Mossoró na chapa do empresário pefelista-governista Luiz Pinto, o professor João Batista Xavier é satanizado pelos adversários. Espalham que ele é ateu, para mexer com a religiosidade popular.

O ano é 1992.

Apesar disso, João segue em campanha e o marketing procura suavizar a pecha com uma série de providências, apesar do bombardeio adversário.

Mesmo assim, não há trégua.

O advogado Paulo Linhares, do PSB, um dos três candidatos a prefeito pela oposição, é abordado por uma eleitora humilde e católica fervorosa, que lhe pergunta:

– É verdade que esse homem (João Batista) não acredita em Deus e vai destruir a imagem da santa?

Com a delicadeza de um punzer alemão, Paulo não alivia:

– Veja bem, minha senhora… eu ouvi dizer que ele anda com um martelo para quebrar aquele prato que tem os olhos de Santa Luzia.

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terça-feira - 13/09/2011 - 16:46h
João Batista Xavier

Ex-candidato a prefeito e a vice vai se filiar ao PT

Ex-candidato a prefeito de Mossoró em 1982 e ex-candidato a vice-prefeito em 1992, o professor João Batista Xavier vai se filiar ao PT.

Será no dia 29 próximo, às 17h, em evento marcado para a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).

À ocasião, a principal estrela desse evento partidário, será o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), professor Josivan Barbosa.

Nota do Blog – João Batista Xavier disputou a Prefeitura de Mossoró em 1982, pelo MDB, numa conjuntura político-legal bem atípica, num tempo em que era mais fácil saber quem era quem.

Mesmo assim, alguns acontecimentos tornaram a disputa bastante confusa.

Candidato do aluizismo, praticamente foi “cristianizado” pelo candidato a governador, Aluízio Alves (MDB), que precisava do apoio indireto do deputado federal Vingt Rosado (Arena) para se eleger.

Vingt pregou o “voto camarão”, ou seja, para que seus eleitores não votassem no candidato a governador José Agripino (Arena), que não apoiava. Cortassem a cabeça da chapa, como se faz a um crustáceo dessa espécie, o camarão.

A legislação não permitia votar em candidatos de partidos diferentes. Daí a “troca” de favores entre Aluízio e Vingt. Aluízio não apoiava como devia João Batista e Vingt pedia para cortar a cabeça da chapa, por não poder votar em Aluízio.

Esse casuísmo ajudou Agripino – mesmo assim – a ser eleito governador com mais de 107 mil votos de maioria sobre Aluízio e o irmão de Vingt, Dix-huit Rosado, ganhar de João Batista Xavier a prefeito.

Dix-huit obteve 21.510 votos (41,68%), contra 15.466 (29,97%) de João Batista Xavier. Maioria de 6.044 votos.

Aluízio venceu Agripino em Mossoró com 21.037 votos (40,76%), contra 17.571 (34,05%) do adversário. Maioria de 3.466.

Em 1992, João (no PCB) fez parte da chapa à prefeitura com o empresário Luiz Pinto (PFL), então vice-prefeito, apoiado pela prefeita na época, Rosalba Ciarlini (também PFL, hoje DEM).

Perderam para Dix-huit Rosado (eleito pela terceira vez) e sua sobrinha, a hoje deputada federal Sandra Rosado (à ocasião no PMDB, hoje PSB).

 

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sexta-feira - 12/08/2011 - 11:08h
Em Mossoró

PCdoB anuncia chegada de ex-candidato a vice-prefeito

O artista plástico Rogério Dias irá se filiar ao PCdoB. O compromisso de filiação aconteceu na noite da quinta-feira passada (11 de agosto), durante uma reunião com representantes do partido, realizada na casa do próprio artista.

Rogério Dias possui uma histórica política no cenário local. Fundador do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Mossoró, ele foi candidato a vice-prefeito nas eleições de 1982, em chapa encabeçada pelo professor João Batista Xavier.

Perderam a eleição para a chapa Dix-huit Rosado-Sílvio Mendes.

Anos depois, junto com o advogado Paulo Linhares, ele fundou o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Mossoró. Mas a exemplo do que ocorreu no PMDB, se sentiu isolado e afastou-se da militância política.

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quarta-feira - 20/07/2011 - 09:45h
Farsa da pesquisa

A história que pode se repetir em campanha mossoroense

Facção de "Fafá" usa fórmula em sucessão que Carlos Augusto criou para fazer sua própria vontade

O líder do “rosalbismo” – ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) – sempre utilizou o critério da boa performance em pesquisa, que encomendava, para justificar suas escolhas à campanha eleitoral. Foi assim, por exemplo, em 1988.

Ele apareceu como o melhor nome à disputa à Prefeitura de Mossoró, contra o primo e deputado estadual Laíre Rosado.

Sua mulher, pediatra Rosaba Ciarlini, despontava num empate técnico com o marido, mas terminou ungida e venceu a disputa que parecia impossivel de ser superada.

As sondagens indicavam que doutora Rosalba tinha maiores chances de crescimento do que Carlos. A tese foi sustentada e defendida pelo jornalista Canindé Queiroz, “pai” de sua postulação, “engenheiro” de sua ascensão àquele tempo.

Em 1992, prefeita aclamada pelas pesquisas, Rosalba não tinha o instituto da reeleição a seu favor. O jeito foi escolher um substituto.

Carlos utilizou a tática de “fermentar” o nome do vice-prefeito pefelista Luiz Pinto durante vários meses, para chegar ao período de convenções como “candidato natural”. Assim aconteceu.

Porém houve um porém em 1992.

O próprio Carlos promoveu um “rally” entre o empresário Manoel Barreto e o professor e ex-candidato a prefeito pelo PMDB, em 1982, João Batista Xavier, à seleção do vice. Ele queria João, então inscrito no PCB, para dar uma aura miscigenada à chapa com Luiz Pinto, do PFL (hoje, DEM).

Só que Manoel teve melhor desempenho. Aí o jeito foi Carlos Augusto convencê-lo que depois o compensaria com outra candidatura no plano estadual, o que nunca ocorreu.

Não precisou pesquisa para que Rosalba voltasse a ser candidata em 1996. A voz das ruas apontava que ela seria eleita. E assim aconteceu.

Em 2000, com o instituto da reeleição assegurado, Rosalba repetiu a vitória obtida antes, como todas as pesquisas indicavam.

Entretanto em 2004, Carlos Augusto voltou ao faz-de-conta do estratagema da pesquisa. Atraiu a ex-adversária e prima Fátima Rosado  (Fafá)  pro seu grupo e a fez prefeita eleita nesse ano. Em 2008, trabalhou por sua reeleição, o que ocorreu.

Nesse enredo, entretanto, existe outro porém.

Em 2004, desde o princípio que Carlos Augusto tinha “Fafá” como a candidata. Mas “bolou” outro “rally”  a ser aferido em pesquisa, para justificar a escolha. Terminou submetendo a própria Fátima Rosado e a assistente social Cláudia Regina (ambas do PFL, hoje DEM) a uma disputa interna estressante e humilhante. Uma farsa que só elas não sabiam que estava acontecendo.

E agora, nos meses que antecedem as eleições de 2012, será que pesquisa vai outra vez nortear a escolha?

Se essa for a “bússola”, é provável que Carlos prove do próprio “veneno”, sendo obrigado a aceitar o que seus aliados do Palácio da Resistência querem. Fafá & irmãos dão as cartas, até o momento, com a “receita” de Carlos à mão.

“A história se repete”, afirmou o filósofo Karl Marx. Segundo ele, “a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Será?

Para o também filósofo Friedrich Hegel, a história não tinha um “destino cego”. Há uma razão para tudo.

Na política paroquial nada é por acaso. O embuste tenta dar razão a tudo, principalmente à vontade dos que estão no poder.

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