terça-feira - 13/09/2011 - 04:34h
Mossoró

Trânsito que mata e mutila na “metrópole do futuro”

Carlos Santos,

Não bastasse a carnificina das mortes por armas de fogo, que todos nós daqui de Mossoró assistimos estarrecidos, agora vemos na mesma escala uma mutilação de pessoas do bem, vítimas do trânsito cada vez mais maluco da “Metrópole do Futuro” ou seria sem futuro?

É uma coisa desenfreada. Todos os dias testemunhamos acidentes graves ou não, no trânsito, muitos que sequer chegam a ser noticiados tamanha a banalidade do acontecimento.

Aqui mesmo na esquina da minha casa, é sagrado: Toda semana tem um de grandes proporções, agora mesmo te escrevo ainda trêmulo, pois neste exato momento uma jovem esta estirada no asfalto, bem aqui, no cruzamento da João da Escóssia com a  Deocléciano Vesceslau da Paixão (Nova Betânia).

Em dois anos que moro aqui não consegueria quantificar quantos aconteceram.

Será que a Gerência de Trânsito não tem estes dados?

Não seria muito mais barato colocar um semáforo, ou até mesmo uma lombada eletrônica, em detrimento dos gastos com idenização, internação, mutilação, destas pobres vítimas?

É demais! Está mais do que na hora da sociedade  mobilizar-se contra este descaso; temos que dar uma resposta rápida às autoridades, mostrar que existimos e que todos juntos temos mais força que todos eles, e cobrar deles respostas mais rápidas ainda para essa guerra urbana que não escolhe as armas nem os meios, apenas MATA!

Triste fim de uma metrópole que agoniza ainda na barriga e que certamente não resistirá ao parto.

Ricardo Lopes – Webleitor e fotógrafo

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