sexta-feira - 20/10/2023 - 23:44h
Confronto

Criminoso que participou de execução de pré-candidato é morto

"Júnior Mangueira" foi morto em Campo Grande (Foto: reprodução)

“Júnior Mangueira” foi morto em Campo Grande (Foto: reprodução)

Do Fim da Linha e BCS

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da Divisão de Polícia Civil do Oeste (DIVIPOE), deflagrou na manhã desta sexta-feira (20), a “Operação Volantes”, que resultou na morte de Antônio Alcivan Fernandes Júnior, 26, conhecido como ‘Júnior Mangueira‘, de 26 anos.

Ele era suspeito de liderar uma facção criminosa na região do Médio Oeste potiguar. Reagiu à abordagem atirando contra os policiais e acabou morto. Com ele foram encontrados revólver cal. 38, usado na reação contra a equipe, munições, drogas, balança de precisão, apetrechos para o tráfico de drogas, dinheiro e dois aparelhos celulares que serão periciados no transcorrer da investigação.

Júnior Mangueira é investigado por cometer 11 homicídios na região.

Pré-candidato

Entre suas vítimas, são listados um policial e o empresário e pré-candidato a prefeito de Janduís (distante 105,5km de Mossoró e 300 para Natal), Raimundo Gonçalves Lima Neto (PSOL), 35, assassinado a tiros à manhã de 11 de abril de 2020 (veja AQUI). Mais conhecido como “Neto de Nilton,” “Neto Gonçalves” ou “Netinho”, ele pilotava uma moto próximo à propriedade rural que adquirira há pouco tempo – a Fazenda Estrela -, em Campo Grande, quando foi emboscado por Júnior Mangueira e outros dois comparsas.

Nada foi roubado da vítima.

O enredo sobre o assassinato de Neto de Nilton está incompleto, mesmo com a morte de Júnior Mangueira, um dos executores. Familiares, amigos e a sociedade aguardam o detalhamento do caso. Afinal, o crime teve que motivação? Foi sob encomenda e com interesses políticos?

Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em circunstâncias muito misteriosas (Foto: Web)

Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em 2020 (Foto: Arquivo)

Em 20 de julho de 2021 e 17 de setembro de 2021, a Polícia Civil conseguiu prender envolvidos na execução do crime (veja AQUI AQUI) e fez outras prisões.

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quarta-feira - 21/07/2021 - 11:40h
Crime político

Polícia prende acusados de assassinato de pré-candidato a prefeito

Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em circunstâncias muito misteriosas (Foto: Web)

Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, foi morto em circunstâncias muito misteriosas (Foto: Web)

Por Rafael Duarte (Saiba Mais)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu terça-feira (20) dois homens acusados de executarem a tiros Raimundo Gonçalves de Lima Neto, 35 anos, ex-pré-candidato do PSOL à Prefeitura de Janduís e conhecido na região como “Netinho” ou “Neto de Nilton”. O crime aconteceu em 11 de abril de 2020 (veja AQUI), por volta das 9h30, quando a vítima chegava de moto na fazenda onde morava, na região rural de Campo Grande.

A operação que prendeu João Paulo Fernandes da Silva Brito e Antônio Alcivan Fernandes Júnior (“Juninho Mangueira” ou “Macaíba”, apelidos)foi batizada de “Flor de Mandacaru” e contou com o apoio de 100 policiais civis do Rio Grande do Norte e outros 20 da Paraíba. Foram cumpridos mais de 20 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão, sendo que três envolvidos de forma indireta no crime já estavam presos.

Netinho havia anunciado a pré-candidatura às eleições daquele ano poucas semanas antes de ser assassinado.

A investigação foi coordenada pelo delegado Odilon Teodósio dos Santos Filho, que busca agora o mandante ou mandantes do crime. Ele não tem dúvidas de que o crime foi motivado pela disputa política eleitoral em 2020 na região:

– Não tenho dúvida de que terminou por beneficiar essa parte político partidário para alguém. A gente não pode amarrar ainda se foi esse ou aquele candidato que mandou, mas não vai fugir à regra porque o cara era candidato certo. O próprio prefeito atual tinha se excluído do pleito para apoiar ele, né ? Foi o cara que ganhou com folga, o Salomão. Então não tenho dúvida. Agora a gente dizer qual foi o candidato, esse ou aquele político partidário, a gente não tem ainda. Isso seria a última instância e a investigação tem muita coisa pela frente”.

Odilon Teodósio dos Santos Filho, delegado responsável pelo caso

Questionado como a polícia chegou aos acusados, a assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que não fala sobre as investigações.

João Paulo e Antônio Alcivan também são envolvidos com crimes de roubo a banco e pertencem a uma organização criminosa autodenominada de “Bando do Cangaço”.

Salomão Gurgel havia desistido de concorrer à prefeitura para apoiar Netinho, mas após o crime assumiu a chapa e venceu a eleição (Reprodução)

Salomão Gurgel havia desistido de concorrer à prefeitura para apoiar Netinho, mas após o crime assumiu a chapa e venceu a eleição (Reprodução)

– Essa associação criminosa, através desses dois tentáculos João Paulo Fernandes da Silva Brito e Antônio Alcivan Fernandes Júnior, assassinaram o Neto de Nilton sem dar chance de defesa depois de emboscá-lo na chegada a uma porteira de acesso à propriedade rural da vítima”, afirmou o delegado.

Segundo ele, a polícia também identificou, na fase preliminar, outras pessoas que deram apoio indireto ao crime:

– Identificamos quem deu o local onde eles ficaram em coito, quem forneceu a munição… estamos já fazendo uma previsão de trabalho para seguir para a autoria intelectual, que será num segundo momento da investigação. Já temos a convicção investigativa que venha apresentar a sociedade esse crime bárbaro, que muitos acreditaram que seguiria em pune. A Polícia Civil está fazendo sua parte e a investigação será apresentada à Justiça logo que possível for”, disse.

Cabo Ildone: barbaridade (Foto: Web)

Cabo Ildone: barbaridade (Foto: Web)

Nota do Blog Carlos Santos – O Antônio Alcivan Fernandes Júnior (“Juninho Mangueira”) esteve envolvido em outro crime bastante rumoroso. Foi denunciado por latrocínio, formação de quadrilha e roubo em continuidade delitiva.

Ele participou da execução do Cabo PM mossoroense Ildônio José da Silva, 43, em Caraúbas, no dia 18 de agosto de 2018.

Mangueira e outros comparsas faziam arrastão em ônibus com estudantes e descobriram a presença do cabo da Polícia Militar, armado.

Mataram-no estourando sua cabeça com tiro de espingarda calibre 12 e com balas de outras armas, sem chances de defesa para a vítima.

A vítima era lotada na lotado na 3ª Companhia de Polícia Militar de Caraúbas. Estudava Administração na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) em Mossoró, para onde o ônibus era conduzido.

Saiba detalhes sobre esse crime bárbaro AQUI.

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Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
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