terça-feira - 28/05/2019 - 22:28h
Alan Severiano

Jornalista do RN passa a ser âncora de jornal na Globo

Por Cassiano Arruda (Blog Território Livre)

Aluno do curso de Comunicação da Universidade Federal do RN (UFRN), o natalense Alan Severiano, 43 anos, fez opção pela televisão ainda na faculdade e descolou um estágio na Tv Universitária, definindo seu futuro.

Alan Severiano foi graduado na UFRN e projetou seu trabalho para outros centros (Foto: Web)

Depois de concluir o curso em 1997, Alan achou que já tinha régua e compasso partiu para São Paulo, com uma promossa de emprego na Tv Cultura.

Terminou descolando um lugar na equipe de Jornalismo da Rede Globo, depois de uma temporada na afiliada de Ribeirão Preto, cobrindo férias.

Em 2013 virou correspondente da Globo em Nova Iorque, um dos postos mais disputados no tele-jornalismo e ficou quatro anos por lá.

Retornou para a Globo São Paulo, como repórter de vídeo, e na última sexta-feira foi promovido a apresentador (âncora), apresentando o programa SP-Tv.

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Categoria(s): Comunicação
quinta-feira - 16/05/2019 - 22:22h
96 do Natal

FM avançará mais ainda no universo multimídia e convergência

A FM 96 do Natal prepara algumas novidades para seus ouvintes/internautas.

Avançará mais ainda na produção de conteúdo próprio, no universo multimídia e convergência de plataformas.

Tudo foi-me detalhado por seu comandante-em-chefe, Ênio Sinedino.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

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sábado - 16/02/2019 - 18:28h
Comunicação

Terra do Sal ganhará nova sede para ser “Super”

A TV Terra do Sal (veja AQUI) vai ganhar nova sede e nova identidade. 

A emissora no canal 14.1 (Aberto) e 173 (Cabo Brisanet) em Mossoró passará a se chamar Super TV.

Sairá de endereço na Avenida Alberto Maranhão, Centro, em frente à Capela de São Vicente, para outro na Rua Duodécimo Rosado, Doze Anos.

A ampla sede deverá ter pleno funcionamento com nova roupagem no ar, a partir de 20 de abril.

Sucesso.

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Categoria(s): Comunicação
quarta-feira - 06/02/2019 - 05:54h
Rádio

“Show do Joãozinho GPS” vai estrear na segunda-feira

Joãozinho:visão afiada (Foto: Mossoró Hoje)

A nova atração da Rádio Difusora de Mossoró estreará na próxima segunda-feira (11).

“Show do Joãozinho GPS”, com João Marciliano, é a novidade da programação da emissora.

Será de segunda a sexta-feira de 15 às 17h, com conteúdo baseado em jornalismo, prestação de serviço e interação com ouvintes e internautas.

Nota do Blog – Joãozinho é um fenômeno planetário. Repórter deficiente visual, enxerga mais do que muita gente com todos os sentidos de prontidão.

Bem-informado, astuto, “furão”, ganha um espaço merecido e reflexo do seu trabalho árduo.

A gente se vê por aí, Joãozinho, na 1.170 kHz.

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Categoria(s): Comunicação
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domingo - 27/01/2019 - 06:30h

Uma só Constituição Federal

Por Odemirton Filho

Narram os professores de Harvard, Steven Levitski e Daniel Ziblatt, no livro Como as democracias morrem, que o governador da Louisiana (EUA), Huey Long, nos idos de 1930, perguntado por um deputado de oposição se ele já ouvira falar da Constituição do Estado, respondeu: “ Neste exato momento, eu sou a Constituição”.

Fazendo uma analogia com o momento jurídico que atravessa o Supremo Tribunal Federal (STF), parece-me que a expressão, nada republicana do citado governador, revela-se atual.

Com efeito, não é de hoje que a Constituição da República Federativa do Brasil ganhou onze tentáculos.

Os guardiões da Constituição tomaram para si, não a atividade judicante de dizer o direito e defender a Lei Maior. Ao contrário, criam normas, ao bel prazer de cada um, em um típico voluntarismo. (Voluntarismo é uma doutrina que coloca a vontade sobre o intelecto).

Há muito que, a despeito de interpretar a Constituição, elaboram normas, desautorizam seus comandos e a desrespeitam, tudo ao sabor da conveniência política.

Interpretar, como se sabe, serve para aclarar o sentido de um texto ou de uma norma. Porém, deve o aplicador do direito respeitar, no mínimo, limites semânticos.

Assim, embevecidos de vaidade, discorrem sobre suas decisões através de votos extensos que as tornam, no mais das vezes, incompreensíveis.

Como o órgão maior na estrutura judiciária brasileira, o STF é o último bastião da sociedade, no qual a coletividade deposita a reparação de seus direitos violados.

Quando o STF causa insegurança jurídica, ao não respeitar à Constituição Federal, interpretando-a de forma desarrazoada, tornam instáveis as relações sociais e jurídicas.

Portanto, apesar de não parecer, somente existe um único documento solenemente promulgado por uma Assembleia Nacional Constituinte, a que todos devem respeito, sobretudo o STF, sob pena de fragilizar nossos direitos e garantias fundamentais.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Artigo
quarta-feira - 16/01/2019 - 17:42h
Jornalismo

“Bom Dia Cidade” conversará com o Blog Carlos Santos

O Blog Carlos Santos participará do programa “Bom Dia, Cidade” (FM 94 de Natal).

Será nessa quinta-feira (17).

Alex Medeiros e Roberto Medeiros apresentam esse jornalístico entre 6 e 7 horas da manhã.

Noticiam e disseram informações completas sobre economia, política, cultura, lazer, esporte e muito mais.

Encontro marcado.

Acompanhe ao vivo clicando neste link: //94fmradiocidade.com.br/player

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terça-feira - 15/01/2019 - 22:22h
Jornalismo

Tô coçando a língua

Por François Silvestre

Jornalismo é oposição, o resto são secos e molhados. Ensinou Millôr Fernandes.

Tô me coçando pra começar nesse exercício saudável, onde a língua apimentada deixa a vida alheia de lado e cuida de sarrafar o poder público.

Poder público que vive a fazer uso da privada.

Pois bem. Não me surpreende governo ruim. Nem aqui nem no Planalto.

Difícil é governo bom, ou melhor, dificílimo. Ou melhor, raríssimo.

No caso dos atuais, pra nós daqui, temos uma boa e prazerosa tarefa de baixar o sarrafo. Quem for petista vai cuidar de escrachar Bolsonaro. Anti-petista vai descascar Fátima.

Quem não é petista nem anti-petista, tipo esse locutor que vos fala, vô-lo digo: Tô afiando a língua, ansioso pra não entrar no comércio da cantina. Secos e molhados? Não é meu ramo.

Tomara que acertem.

Se acredito no acerto?

Olha, tem dia que acredito até na mãe-da-lua. Mas ela anda sumida…

Se eu tivesse uma bodega não venderia fiado nem a um lado nem ao outro.

Responderia para os portadores de Bolsonaro ou Fátima: Rasguei a caderneta.

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Categoria(s): Artigo / Opinião
quarta-feira - 26/12/2018 - 15:22h
Perda

Morre em Natal o jornalista Everaldo Lopes

Everaldo Lopes: jornalismo longevo

Faleceu à manhã desta quarta-feira (26) em Natal, o jornalista, escritor e pesquisador Everaldo Lopes (88).

Será velado no Morada da Paz (Emaús, Parnamirim) a partir das 18h desta quarta-feira (26).

O sepultamento acontece amanhã (quinta, dia 27), no Morada da Paz – Emaús, às 9h.

Lopes durante muitos anos atuou na imprensa esportiva do Rio Grande do Norte, em especial no jornal Tribuna do Norte.

Foram quase 60 anos de profissão.

Que descanse em paz.

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Categoria(s): Comunicação
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sábado - 01/12/2018 - 10:44h
Jornalismo

A mão grande de Pezão

Sempre fui apaixonado por títulos/manchetes, herança de anos em trabalho diário no jornalismo impresso, paixão arrebatadora que me mantém vivo até esses dias, há mais de 33 anos no ofício.

Título e foto se juntam num acasalamento perfeito nessa capa do Extra do Rio de Janeiro (Foto: reprodução)

E, de lá, trago uma vivência diferenciada à produção no webjornalismo, onde estou cotidianamente há mais de 12 anos. Todos os dias utilizo elementos do impresso na confecção do material virtual no Blog e em nossas outras plataformas digitais.

Nesse caso, a simbiose de foto com manchete que focaliza prisão do governador carioca, Luiz Fernando Pezão (MDB) – veja AQUI, merece dez com louvor.

Capa do jornal Extra dessa sexta-feira (30).

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Categoria(s): Comunicação / Política
quinta-feira - 13/09/2018 - 09:52h
"Diário das Eleições"

Blog analisa pesquisas e disputas eleitorais no país e RN

Bate-papo descontraído no "Live" do jornalista Bruno Barreto tem ainda participação de internautas

O editor do Blog Carlos Santos participou do “Diário das Eleições”, projeto ao vivo no “Live” da rede social Facebook do Blog do Barreto.

Foi uma conversa coloquial e descontraída com Bruno e internautas à noite dessa quarta-feira (12/09/2018). Prosa com direito a latido incidental de cachorros, pequenos ruídos da Internet, além de refrigerante, vinho, queijos e pizza na casa do entrevistador – pós-transmissão.

Conversa informal, num ambiente intimista, deu o tom da Live à noite dessa quarta-feira (Foto: BCS)

No ar, a pauta teve política nacional e estadual. E mais um pouco, claro.

Opinamos sobre disputa à Presidência da República, corrida eleitoral ao Governo do RN, embate ao Senado da República, controvérsias sobre pesquisas eleitorais e outras questões, num bate-papo bem informal com o jornalista Bruno Barreto e internautas.

Conteúdo do bate-papo começa aos 2 minutos e 45 segundos do vídeo que está neste link AQUI.

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quarta-feira - 20/06/2018 - 18:04h
Comunicação

O massacre da Copa do Mundo da Rússia

Insuportável o massacre noticioso, uma crossmedia chata em torno dessas peladas da Copa do Mundo da Rússia.

Noticiário quase todo tomado por isso.

Quem disse que o povo quer 24h de bola murcha/dia?

Saco.

O que é crossmedia? É uma ação mercadológica transmitida em múltiplos meios (por exemplo: redes sociais, rádio, tv, revista, jornal, etc).

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terça-feira - 12/06/2018 - 05:38h
Comunicação

TV Terra do Sal investe pesado para priorizar jornalismo

Magalhães e Carolino: expansão (Foto: divulgação)

Principais executivos da TV Terra do Sal (Canal 14 aberto e 173 na Brisanet), com sede em Mossoró, o advogado Jaílton Magalhães e o oftalmologista Vanderlânio Carolino, empreendedores majoritários, definem cronograma de avanço na programação própria da emissora. Prioridade é o jornalismo.

Novo e amplo estúdio, setores de retaguarda técnica e outros investimentos estão prontos na sede da emissora à Avenida Alberto Maranhão, em frente à Capela de São Vicente.

Expansão

Em breve uma unidade móvel-link (para transmissões ao vivo) estará à disposição também da TV, afiliada da Rede Super.

A TV Terra do Sal pode ser captada pelo sistema Brisanet no RN, Paraíba e Ceará e em breve a expansão do cabeamento chegará ao estado de Pernambuco.

Quanto ao sinal aberto, ele cobre Mossoró e municípios próximos. Outro transmissor alcançará o Alto Oeste, a partir de Pau dos Ferros.

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sexta-feira - 23/06/2017 - 07:44h
Rádio Rural de Mossoró

“Jornal da Tarde” vai estrear dia 3 com o jornalista Saulo Vale

Saulo: jornalismo (Foto: divulgação)

O jornalista Saulo Vale vai estrear programa no rádio. Jornalismo em pauta.

Desembarcará ao vivo no próximo dia 3 de julho no estúdio da Rádio Rural de Mossoró (AM 990Khz – www.ruraldemossoro.com.br), de 12h10 às 13h – de segunda à sexta-feira.

O “Jornal da Tarde” promete jornalismo com abordagem ampla do cotidiano da cidade, estado e país.

Notícias, entrevistas, interação com o ouvinte, bate-papo e inserções de comentaristas farão parte do cardápio vespertino.

Nota do Blog – Sucesso, meu caro.

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Categoria(s): Comunicação
quinta-feira - 27/04/2017 - 11:31h
Jornalismo

Eu, Carlos e Carlos

Corre-corre de ontem não me permitiu lembrar-noticiar a morte do jornalista Carlos Chagas (veja AQUI).

Foi um nome do jornalismo político que acompanhei por longos anos.

Vá em paz.

Carlos II

Por esses dias, também, deparei-me com arquivo fantástico: todas as colunas de “Castelinho”, Carlos Castelo Branco, desde 64.

Preciosidade.

O jornalismo continua me arrebatando depois de quase 32 anos de estrada.

Que assim seja, até que seja fim.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 09/03/2014 - 03:53h

Jornal, qualidade e relevância

Por Carlos Alberto di Franco (O Estado de São P aulo)

A internet é, frequentemente, o bode expiatório para justificar a crise do jornalismo. Os jovens estão “plugados” horas sem-fim. Já nascem de costas para a palavra impressa. Será? É evidente que a juventude de hoje lê muito menos. Mas não é somente a moçada que foge dos jornais. Os representantes das classes A e B também têm aumentado a fileira dos navegantes do espaço virtual.

O público dos diários, independentemente da faixa etária, é constituído por uma elite numerosa, mas cada vez mais órfã de jornalismo de qualidade. Num momento de ênfase no didatismo, na infografia e na prestação de serviços – estratégias convenientes e necessárias -, defendo a urgente necessidade de complicar as pautas. O leitor que devemos conquistar não quer, como é lógico, o que pode conseguir na internet. Ele quer conteúdo relevante: a matéria aprofundada, a reportagem interessante, a análise que o ajude, de fato, a tomar decisões.

Para sobreviverem os grandes jornais precisam fazer que seja interessante o que é relevante. O jornalismo impresso deve ser feito para um público de paladar fino e ser importante pelo que conta e pela forma como conta. A narração é cada vez mais importante.

Quem tem menos de 30 anos gosta de sensações, mensagens instantâneas. Para isso a internet é imbatível. Mas há quem queira entender o mundo. Para estes deve existir leitura reflexiva, a grande reportagem. Será que estamos dando respostas competentes às demandas do leitor qualificado? A pergunta deve fazer parte do nosso exame de consciência diário.

Antes os periódicos cumpriam muitas funções. Hoje não cumprem algumas delas. Não servem mais para nos contar o imediato, o que vimos na televisão ou acabamos de acessar na internet. E as empresas jornalísticas precisam assimilar isso e se converter em marcas multiplataformas, com produtos adequados a cada uma delas. Não há outra saída!

O que se nota é que os jornais estão lentos para entender que o papel é um suporte que permite trabalhar em algo que a internet e a rede social não podem: a seleção de notícias, o jornalismo de alta qualidade narrativa e literária.

Gay Talese, um dos fundadores do New Journalism (novo jornalismo) – uma maneira de descrever a realidade com o cuidado, o talento e a beleza literária de quem escreve um romance – é um crítico do jornalismo sem alma e sem graça. É preciso “contar a história de uma forma que nenhum blogueiro faz, algo para ser lido com prazer”. É isso que o público está disposto a pagar.

A fortaleza do jornal não é dar notícia, é se adiantar e investir em análise, interpretação e se valer de sua credibilidade.

Estamos numa época em que informação gráfica é muito valiosa. Mas um diário sem texto é um diário que vai morrer. O suporte melhor para fotos e gráficos não é o papel. Há assuntos que não é possível resumir em poucas linhas. Assistimos a um processo de superficialização dos jornais.

Queremos ser light, leves, coloridos, enxutos. O risco é investir na forma, mas perder no conteúdo. Olhemos para o sucesso da revista britânica The Economist. Algo nos deveria dizer. Não é verdade que o público não goste de ler. O público não lê o que não lhe interessa, o que não tem substância, o que não agrega, não tem qualidade. Um bom texto, para um público que compra a imprensa de qualidade, sempre vai ter interessados.

Daí a premente necessidade de um sólido investimento em treinamento e qualificação dos profissionais. Para mim, o grande desafio do jornalismo é a formação dos jornalistas. O jornalismo não é máquina, tecnologia, embora se trate de suporte importantíssimo. O valor dele se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação. Por isso são necessários jornalistas com excelente formação cultural, intelectual e humanística. Gente que leia literatura, seja criativa e motivada.

O conteúdo precisa fugir do previsível. O noticiário de política, por exemplo, tradicionalmente forte nos segmentos qualificados do leitorado, perdeu vigor. Está, frequentemente, dominado pela fofoca e pelo declaratório. Fazemos denúncias – e é importante que as façamos -, mas, muitas vezes, faltam consistência e apuração sólida.

O resultado é a pauta superada por um novo escândalo. Fica no leitor a sensação de que não aprofundamos, não conseguimos ir até o fim. O marketing político avançou além da conta. Estamos assistindo à morte da política e ao advento da era do declaratório e da inconsistência.

Políticos e partidos vendem uma bela embalagem, mas fogem da discussão das ideias e das políticas públicas. Nós, jornalistas, somos – ou deveríamos ser – o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e mostrar a realidade. Só nós, estou certo, podemos minorar os efeitos perniciosos do espetáculo audiovisual que, certamente, não contribui para o fortalecimento de uma democracia sólida e amadurecida.

Uma cobertura de qualidade é, antes de mais nada, uma questão de foco. É preciso declarar guerra ao jornalismo declaratório e assumir, efetivamente, a agenda do cidadão. O nosso papel é ouvir as pessoas, conhecer suas queixas, identificar suas carências e cobrar soluções dos governantes. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do País real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.

Somente um sério investimento em qualidade, rigor e relevância garantirá o futuro dos jornais. Ninguém resiste a uma boa história, ao texto bem apurado, ao ímã mágico de uma bela reportagem.

Carlos Alberto di Franco é doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra.

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domingo - 21/07/2013 - 08:59h

Jornalismo digital é avanço sobre jornalismo corporativo

Por Paulo Nogueira


Caro jovem interessado em jornalismo:

Você deve ter ouvido vaticínios terríveis sobre o futuro do jornalismo. E isso pode estar fazendo você desistir de ser jornalista.

Pois eu digo. Pense duas vezes.

O jornalismo não está acabando. Ele está, na verdade, passando por uma formidável transformação – para melhor.

O que vai chegando ao fim é a era do jornalismo em que o jornalista é um mero apêndice para os donos das corporações.

Alguns chamam isso de jornalismo corporativo.

Nele, o jornalismo é pago para defender as ideias dos donos e não para ajudar o mundo a se tornar melhor.

Você pode ganhar um salário bom, mas a frustração é enorme. Você rapidamente aprende que os interesses dos donos são prioritários.

Na era da internet, com a democratização da informação, o caráter nocivo das grandes empresas de jornalismo ficou estampado.

Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Os grandes jornais americanos, por exemplo, deram apoio a Bush na criminosa invasão do Iraque.

Na Inglaterra, a sociedade se deu conta de que os jornais faziam barbaridades não para defender o interesse público, mas para vender mais e ampliar seus lucros.

Os ingleses acordaram depois que veio à luz a informação de que um tabloide de Murdoch invadira a caixa postal de uma garota sequestrada – e assassinada — em busca de furos.

A internet, ao atropelar a mídia tradicional, está destruindo este tipo de jornalismo, e não o jornalismo em si.

É um jornalismo em que, para fazer carreira, você tem que ser papista e obedecer cegamente ao papa, o dono.

Papista, para que você saiba, foi uma expressão usada por um jornalista chamado Evandro para ser contratado como diretor do Globo por Roberto Marinho.

“Sou papista”, avisou ele. Deu certo.

Vai surgir um jornalismo muito mais próximo dos sonhos dos jovens que sonham mudar o mundo.

O crescimento das empresas de jornalismo, nas últimas décadas, tornou-as maiores – e piores.  Razões econômicas e financeiras se impuseram sobre as razões editoriais.

É isso que muda agora.

O jornalismo digital é mais puro. Não o feito pelas empresas tradicionais, que carregam para ele seus vícios.

Mas o que nasce na própria internet.

Os jornalistas, na mídia digital, retomam a voz que tiveram um dia e que foram perdendo à medida que os negócios passaram a ser prioritários para as companhias jornalísticas.

E a remuneração, e a carreira?

A internet vai encontrando novos caminhos para isso, longe das corporações que se desintegram.

Um deles é o crowdfunding, em que uma comunidade banca um site ou um jornalista por entender que é bom que o conteúdo produzido é relevante.

Um dos melhores jornalistas do mundo nestes dias – o americano Glenn Greenwald, que aliás milita na internet – faz crowdfunding.

É um caso entre vários.

No jornalismo digital, o jornalista vai poder fazer diferença. Não vai ter que escrever o que o papa quer.

A velha carreira vai chegando ao fim. Mas ela foi ficando cada vez pior, e é difícil lamentar seu término inglório.

É frustrante o papel de papista a não ser que você seja um cínico interessado apenas em acumular moedas e se agarrar a um prestígio precário.

A nova era devolve o jornalista ao papel de protagonista.

Por isso, deve ser saudada entusiasmadamente.

Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

 

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domingo - 16/06/2013 - 09:03h

Jornalista tem complexo de elite

Por Cynara Menezes

Quando eu trabalhei na Folha de S.Paulo pela primeira vez, em 1989, fui demitida porque confundi fisicamente o irmão de PC Farias, Luiz Romero, com o cientista político Bolívar Lamounier (parece bizarro, mas eles eram de fato parecidos). Na época, fiquei muito triste porque me pareceu uma bobagem diante dos furos que tinha dado em minha passagem-relâmpago por lá, e me senti como a namorada que é chutada no auge da paixão.

Depois, refletindo, vi que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido ao meu ego de fedelha de 22 anos que já estava se achando, em pleno início de carreira, uma das maiores jornalistas do país.

Também foi importante por me fazer perder rapidamente a ilus ão de ser imprescindível e não apenas um parafuso na engrenagem deste grande negócio que se chama imprensa. Descobri cedo qual era o meu lugar.

Quatro anos mais tarde, quando o jornal me convidou para voltar, eu era outra. Meu entusiasmo e a vontade de fazer reportagens interessantes continuavam intactos, mas havia morrido dentro de mim aquela sensação de “pertencer” a alguma empresa que contratasse os meus serviços, de ser “querida” na casa ou de integrar uma “família”.

Para mim, meu empregador passara a ser apenas meu empregador. E eu, uma mera operária da palavra, que estava por ali fazendo o meu melhor, mas que tinha claro que podia ser descartada a qualquer momento.

Até porque, no Brasil, quanto mais você se torna experiente e se destaca numa empresa jornalística, e consequentemente ganha mais, não passa a ser o menos visado na hora dos “cortes”, e sim o oposto.

Esta visão pragmática não me tornou, entretanto, insensível ao descarte de vários contemporâneos que presenciei ao longo dos anos. Cada vez que um deles é chutado, ao contrário, sinto uma revolta ainda maior do que senti naquela primeira (e felizmente única) demissão. É como se fosse comigo.

Sinto raiva quando lembro da vez que um amigo, excelente texto, foi dispensado, após 13 anos como repórter, e o primeiro que comentou foi: “Puxa, e olha que nunca dei um ‘erramos’”. Ou do que aconteceu recentemente com um fotógrafo querido, que comemorou pela manhã no Facebook os 20 anos de jornal e, à noite, voltou para publicar em seu mural que havia sido demitido.

A empresa certamente nem se deu conta de que o fazia justo naquele dia. Na planilha de custos, aquele profissional impecável se resumia a alguns dígitos numa folha de pagamentos.

A esmagadora maioria dos jornalistas que conheci na minha já longa carreira são, como eu mesma, pés-rapados que ascenderam socialmente em virtude do seu trabalho, apurando, entrevistando, escrevendo, editando, fotografando. Infelizmente, com a ascensão social (somada ao convívio com o poder), os mal nascidos jornalistas se iludem de que passaram a integrar a elite, senão financeira, intelectual do País. É por isso que, como diz Mino Carta, “o Brasil é o único lugar onde jornalista trata patrão como colega”.

Boa parte dos jornalistas acha mesmo que os patrões são colegas: colegas de classe. Patrões e jornalistas estariam lado a lado na elite. Não é à toa que tantos não se constrangem em escrever reportagens que representam uma classe a qual não pertencem de origem: se mimetizaram com ela.

É claro que jornalistas ficam abalados e tristes, sim, quando um companheiro de redação é demitido, mas não a ponto de fazer protestos ou de se organizarem para questionar as “reestruturações”.  E por que é assim?

Eu acho que, no fundo, os jornalistas não reagem quando alguém vai parar no olho da rua porque, de certa maneira, se sentem solidários também com o dono, seu “colega”, na fria e corriqueira justificativa de de que “era preciso cortar os custos”. Como se a empresa onde batem ponto diariamente fosse um pouco sua, ao mesmo tempo que sabem que serão os próximos. Aquela bendita demissão 24 anos atrás me livrou de sentir esta síndrome de Estocolmo.

Não sei o que vai acontecer, no futuro, com o jornalismo impresso, em crise no mundo –e mais em um país de pouca leitura como o nosso. Não acredito que as demissões que se tornarão cotidianas sejam capazes de provocar na categoria uma consciência de classe que nunca teve e que, ao meu ver, nunca terá.

A minha esperança é que a mesma internet que tem causado a fuga de leitores e os consecutivos cortes nos jornais proporcione um novo modelo de empresa de comunicação, alguma experiência individual, quiçá conjunta ou até cooperativa, em que possamos ser patrões de nós mesmos, para variar. As crises costumam ser boas para reconstruir.

Oxalá nasça daí um jornalismo onde s aibamos melhor nosso lugar na sociedade e a quem estamos servindo ao ganhar, com a notícia, o pão de cada dia.

Cynara Menezes é jornalista

* Texto originalmente publicado no site da revista Carta Capital

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terça-feira - 16/04/2013 - 10:40h
Ao trabalho

Minha paixão perene

Webleitores do //www.blogcarlossantos.com.br cobram maior assiduidade na página. Resmungam. Dizem que tenho sido relapso, os abandono.

Hoje amanheci com a ‘moléstia’. Trabalho em escala industrial. (Risos).

Gente, não é fácil conciliar a luta lá fora com o dever-prazer de escrever. Não é só escrever. São entrevistas, sondagens, pesquisas, checagens de informações etc.

O processo de produção de cada postagem, o rastreamento de informação, textualização e hierarquização da notícia levam tempo; consomem-me.

Mas não vou lhe dizer que estou esgotado, revoltado ou prestes a desistir. Nada disso. Nem atraio para mim a aura de vítima, herói ou mártir.

É minha razão de viver, paixão, vilegiatura perene. Divirto-me com essas obrigações.

É-me fundamental a escrita diária, esse ritmo frenético, o fazer jornalismo.

Sem ele, que vida eu teria? O não-ser. Sinto-me útil. Um ser.

“Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso… Mas sê o melhor no que quer que sejas”. Pablo Neruda

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domingo - 14/04/2013 - 08:41h
Jornalismo

Portal No Minuto Ponto Com retorna amanhã

Outra boa nova no universo de informação jornalística do Rio Grande do Norte:  portal Nominuto.com (Clique AQUI) retorna ao seu ritmo normal de atividades nesta segunda-feira (15), sob comando do jornalista Diógenes Dantas.

Há poucos dias foi o Portal No Ar que fez sua estreia.

Só temos a ganhar com isso.

Sucesso e vida longa a ambos.

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sexta-feira - 12/08/2011 - 13:28h
Jornalismo e literatura

Vicente Serejo na 7ª Feira do Livro de Mossoró

O jornalista e cronista Vicente Serejo fala hoje sobre “jornalismo e literatura” no “Circo da Luz”, a partir das 19h30.

Será na Estação das Artes Elizeu Ventania, dentro da programação da 7ª Feira do Livro de Mossoró.

P.S – Eu vou “segurar vela” para ele, como moderador do bate-papo com a plateia.

De jornalismo sei alguma coisa; de literatura, quase nada.

Mas a prosa fica mesmo com o palestrante-debatedor.

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domingo - 12/06/2011 - 22:34h

Pensando bem…

“Os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra. O jornalismo só pode ser literatura quando é apaixonado”.

Marguerite Duras

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