terça-feira - 29/05/2018 - 07:14h
MPF

Agripino é denunciado por suposta propina em obra do Arena

Agripino: dinheiro fracionado (Foto: arquivo)

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou na Justiça Federal no Rio Grande do Norte com uma ação de improbidade administrativa contra o senador José Agripino Maia (DEM) e o empresário José Adelmário Pinheiro Filho, o “Léo Pinheiro”, ex-presidente da OAS. O processo trata do recebimento de quase R$ 1 milhão em propina, pelo parlamentar, em troca de auxílio à empreiteira, responsável pela construção do estádio Arena das Dunas. A obra foi erguida em Natal para a Copa de 2014 por um preço superfaturado em R$ 77 milhões.

Em razão do foro por prerrogativa de função, a denúncia contra o senador sobre o mesmo esquema teve de ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), que em dezembro decidiu pelo seu recebimento (tornando-o réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro). Somente então os autos foram remetidos à Procuradoria da República no RN para as providências no âmbito civil da improbidade administrativa em primeira instância.

Doleiro delator

A ação de improbidade impetrada no Rio Grande do Norte pede a condenação dos dois réus por enriquecimento ilícito (artigo 9º, caput e inciso I, da Lei 8.429/1992), com a perda dos bens ou valores envolvidos (no total de R$ 904.224); perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; pagamento de multa de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; e proibição de contratar com o Poder Público, pelo prazo de dez anos.

Entre 2012 e 2014, José Agripino recebeu no mínimo R$ 654.224 por meio de depósitos fracionados em sua conta e, pelo menos, outros R$ 250 mil disfarçados em “doações eleitorais” ao Diretório Nacional do DEM, presidido por ele. Em sua delação, o doleiro Alberto Youssef confirmou ter enviado quantias em dinheiro a Natal (R$ 3 milhões entre 2011 e 2014), para atender a “interesses” da OAS, que na época só possuía o estádio como obra de grande porte no estado. Os depósitos para o senador foram exatamente em datas próximas à vinda dos emissários do doleiro.

Veja AQUI a íntegra da ação.

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sexta-feira - 25/05/2018 - 09:54h
Em Natal

Réus da “Operação Manus” serão interrogados em julho

O Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães, titular da 14ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, agendou para julho os interrogatórios dos seis réus da Operação Manus (veja AQUI), como ficou conhecida a denúncia de suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa deflagrada dia 6 de junho do ano passado. O caso trata de suposto desvio de recursos da obra do Arena das Dunas em Natal.

Henrique e Cunha serão ouvidos (Foto: arquivo)

Os principais nomes são dos  ex-deputados federais Eduardo Cosentino da Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Lyra Alves (MDB-RN).

Também constam na relação José Adelmário Pinheiro Filho, Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva (ex-secretário de Turismo do Natal), Fernando Luís Aires da Cunha Santos Reis e Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara.

No dia 4 de julho, às 9h, na Justiça Federal, em Natal, serão ouvidos Fernando Luís Aires da Cunha Santos Reis e Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva.

No dia 5 de julho, às 9h, serão ouvidos José Adelmário Pinheiro e Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara.

Videoconferência

No dia 9 de julho, será a vez de Henrique Eduardo Lyra Alves. E no dia 13 de julho o interrogatório será de Eduardo Cosentino da Cunha.

O Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães negou o pedido da defesa de Eduardo Cunha para que ele viesse a Natal para prestar depoimento. O interrogatório será feito por videoconferência, já que o réu se encontra preso em Curitiba.

Antes dos interrogatórios, o magistrado ainda fará as últimas oitivas de testemunhas de defesa, marcada para o dia 13 de junho, às 9h, quando estarão Aldo Eden Casso Stam, Affonso Florence e José Nobre Guimarães; os três arrolados pela defesa de Henrique Eduardo Alves.

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terça-feira - 16/01/2018 - 17:38h
Operação Manus

Justiça ouve testemunhas sobre propinas no Arena das Dunas

Henrique no dia 6 de junho (Foto: Magnus Nascimento)

O processo da Operação Manus, onde há denúncia de suposto pagamento de  propina para obra do estádio Arena das Dunas, entrou em uma nova fase. Estão sendo ouvidos os depoimentos das testemunhas de acusação.

As oitivas ocorrem nesta terça-feira, dia 16 de janeiro, na Justiça Federal do RN (JFRN), em Natal.

São mais de 100 testemunhas, entre acusação e defesa. O Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara da Justiça Federeal, está ouvindo os depoimentos.

A pauta de testemunhas de acusação seguirá até a próxima sexta-feira e continuará em abril.

Réus

A Operação Manus tem como réus os ex-deputados federais Eduardo Cosentino da Cunha (MDB) e Henrique Eduardo Lyra Alves (MDB), José Adelmário Pinheiro Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva e Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara.

A Operação Manus foi deflagrada no dia 6 de junho do ano passado (veja AQUI). Em face do que ela prospectou de denúncias, ainda continua preso em Natal na Academia de Polícia Militar do RN, em Natal, o ex-deputado Henrique Alves.

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