Por Honório de Medeiros
Ensinei Filosofia do Direito durante um bocado de tempo. Publiquei dois livros acerca do assunto, um deles tratando da Hermenêutica Jurídica Constitucional: “Poder político e direito: a instrumentalização política da interpretação jurídica constitucional“.

Justiça obesa: na Dinamarca, essa escultura de Jens Galschiot mostra o povo esquálido carregando a cevada "justiça"
Finalmente cansei.
Eu dizia para meus alunos que as normas jurídicas são instrumentos de e do Poder. Que não há relação necessária entre o Justo e a Norma. Que a correlação de forças e interesses é quem diz a interpretação vitoriosa.
O resto é parlatório flácido para dormitar bovinos.
É assim desde os gregos. Desde Homero e Hesíodo.
Hesíodo, em “Os Trabalhos e os Dias”, já prescrevia uma vida de trabalho honesto, atacando a ociosidade e osjuízes injustos, setecentos anos antes de Cristo. Não mudou nada.
Sabem aquele ditado popular “manda quem pode, obedece quem tem juízo”? Pois é. É a pura verdade.
Olhem para a Venezuela, aí de lado.
Olhem o Supremo Tribunal Federal (STF), aqui no Brasil. Observem Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Lewandowsky.
PT, PMDB e PSDB.
Eles acabaram de soltar Zé Dirceu.
Acintosamente.
E a lenga-lenga jurídica deles para explicar o que fizeram não vale nada, nada. Nada mesmo.
Aliás, o STF é uma piada. De péssimo gosto.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN




























