segunda-feira - 16/04/2012 - 15:45h
Concurso da Prefeitura de Mossoró

Juiz dá despacho sobre pedido de suspensão do certame

O juiz Pedro Cordeiro, da Vara da Fazenda Pública, Comarca de Mossoró, emitiu despacho hoje sobre ação civil pública, com pedido de liminar, protocolada pelo Ministério Público no último final de semana.

Os promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé pedem a suspensão do concurso da Prefeitura de Mossoró. Antes, já tinham emitido “recomendação” à própria prefeitura, para que houvesse essa decisão, além do cancelamento em definitivo do certame.

Pedro Cordeiro deu 72 horas para a prefeitura se manifestar. Os promotores queriam a liminar sem esse contraditório. Ao final do prazo, “com ou sem manifestação dos promovidos”, o magistrado vai se pronunciar quanto “à tutela de urgência buscada”, ou seja, a liminar.

Veja a baixo o trecho, conclusivo, de seu despacho:

PODER JUDICIÁRIO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MOSSORÓ
Processo nº: 0005679-05.2012.8.20.0106.

DESPACHO

I – Nos termos do artigo 2º da Lei nº 8.437/92, notifiquem-se os representantes judiciais dos demandados para, no prazo de 72 (setenta e duas) horas, apresentarem manifestação escrita acerca da tutela de urgência pleiteada na inicial.

II – Decorrido aludido prazo, com ou sem manifestação dos promovidos, voltem-me imediatamente conclusos para apreciação da tutela de urgência buscada.

III – Cumpra-se com a máxima urgência.

Mossoró-RN., 16 de abril de 2012.

PEDRO CORDEIRO JÚNIOR
Juiz de Direito

Veja o acompanhamento processual clicando AQUI.

Nota do Blog – A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (ou Fundação Vale do Piauí), é uma velha conhecida do Ministério Público deste Brasil varonil.

O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado. Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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sábado - 14/04/2012 - 11:22h
Prefeitura de Mossoró

Entidade que fará concurso é acusada de várias fraudes

A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (do Piauí), é uma velha conhecida do bravo Ministério Público deste Brasil varonil. O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado.

As vagas ofertadas para fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon através da Fundação João do Vale ou Fundação Vale do Piauí (dois nomes de fantasia e um mesmo CNPJ-04.751.944/0001-51) , no concurso da Prefeitura de Mossoró, estariam seriamente comprometidas no quesito ‘lisura’.

O processo de ‘seleção’ da João do Vale ou Fundação Vale do Piauí, como queira, está eivado de ilegalidades, conforme ‘Recomendação 012/2012 do MPE, da Fazenda Pública, assinada pelos promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé (veja AQUI).

Acompanhe notas e comentários exclusivos sobre esse assunto em nosso Twitter AQUI

Os promotores pedem a suspensão do processo e a sua anulação. Mas o governo da prefeita de direito, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, não revela interesse em seguir a orientação do MP. Ela que se cuide. Mesmo a poucos meses de sair da prefeitura, dificilmente se livrará – até fora da prefeitura – das consequências da teimosia.

Essa fundação foi envolvida em diversos casos embaraçosos em certames parecidos com o que está sendo preparado para Mossoró: Prefeitura de Timon (Maranhão); Prefeitura de Imperatriz (Maranhão); Prefeitura de Capitão Gervásio Oliveira (Piauí); Prefeitura de Guaraí (Tocantins) e Governador Dix-Sept Rosado (RN) estão em seu ‘portfólio’.

Dispensa de licitação

Em Timon, por exemplo, um concurso foi cancelado porque a prefeitura chancelou a dispensa da licitação nº 063ª/2007, habilitando a Fundação João do Vale a realizá-lo. Situação idêntica ao que Mossoró começa a experimentar, com a devida desconfiança e intervenção do Ministério Público o certame.

“A contratação da fundação, com dispensa do procedimento licitatório,“atentou contra os princípios do art. 37, da Constituição Federal, sob justificativa questionável de que preencheu requisitos da Lei nº 8.666/93 e apresentou a melhor proposta orçamentária para a execução do objeto, sem nenhum ônus para a Fazenda Pública Municipal”, justificou na ação o órgão ministerial do Maranhão.

Na recomendação do MP do Rio Grande do Norte, sua sustentação legal é a mesma.

Em dezembro de 2010, o MP do Tocantins também instaurou um inquérito civil e requisitou à Fundação João do Vale cópia dos cadernos de provas aplicadas nos Municípios de São José do Peixe (PI), Governador Dix-Sept Rosado (RN), Breu Branco (PA), Pacoti (CE), Caxias (MA), Uruará (PA) e Guaraí (TO).

O concurso foi organizado pela Fundação João do Vale e as provas apresentadas no dia 10 de outubro em Guaraí-TO, havendo suspeita de que 20 das 40 questões formuladas para o cargo de enfermeiro foram aplicadas em outro concurso realizado pela Fundação João do Vale – em Governador Dix-sept Rosado.

A Fundação João do Vale já trabalhou anteriormente para a Prefeitura de Mossoró. Ano passado, por exemplo, saiu o resultado do concurso para preenchimento de 176 vagas nas áreas de saúde, fiscal de meio ambiente e de urbanismo. Ela também é ‘fonte’ para diversas outras prefeituras do Rio Grande do Norte, na hora de realizar concurso. É bom salientar, que se apresenta como uma instituição “sem fins lucrativos”. Uma entidade filantrópica. Para ser mais erudito: altruísta.

Saiba mais sobre esse assunto adiante.

Aguarde. Mas tape o nariz, por favor.

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sexta-feira - 13/04/2012 - 16:44h
Prefeitura de Mossoró

Promotores querem suspensão de concurso público

O que se comentava à  boca pequena em Mossoró, colocando em suspeição concurso organizado pela prefeitura local, acaba se confirmando. Deu a lógica.

O Ministério Público Estadual publica hoje no Diário Oficial do Estado (DOE), uma recomendação para que a prefeita de direito de Mossoró, a enfermeira Fátima Rosado (DEM),”Fafá”, adote providências para suspender e tornar  nulo o certame que aconteceria no próximo dia 22, para vários cargos como fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon.

A vencedora do “pregão” foi a Fundação João do Vale (Piauí) – se habilitando à confecção e coordenação do concurso. Paira sobre ela uma carregada nuvem de suspeitas. Não faltam situações de outros certames promovidos por essa entidade, que resultaram em questionamento judicial severo.

Acompanhe este e outros temas em notas e comentários exclusivos através do nosso Twitter AQUI.

Veja abaixo o que recomenda o Ministério Público, em procedimento assinado pelos promotores José Hercy Ponte, Eduardo Medeiros e e Fábio Thé:

(…) RESOLVE RECOMENDAR à Excelentíssima Senhora Prefeita Municipal de Mossoró/RN, Sra. MARIA DE FÁTIMA ROSADO NOGUEIRA, a adoção de providências, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, já que a prova do concurso público está agendada para o próximo dia 22, sem prejuízo da adoção concomitante pelo Parquet de todas as medidas judiciais cabíveis visando à suspensão liminar do concurso público e a sua nulidade, nos seguintes termos:

a) que se adotem as providências necessárias e legais para declarar a nulidade do PREGÃO PRESENCIAL nº 073/2011-SEMAD, diante das irregularidades e ilegalidades acima apontadas, bem como do contrato administrativo dele resultante, firmado com a FUNDAÇÃO JOÃO DO VALE, CNPJ nº 04.751.944/0001-51;

b) que, como consequência, adotem-se as providências necessárias para declarar a nulidade do concurso público de provas e títulos do Município de Mossoró/RN, inaugurado pelo Edital nº. 002/2012, publicado no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) do dia 09 de março de 2012, devendo, outrossim, adotar todas as medidas administrativas e, se for o caso, judiciais, para reverter, em prol da Administração Pública, qualquer valor já pago à referida pessoa jurídica, bem como devolver aos candidatos o valor das inscrições;

c) que se remeta à 11ª Promotoria de Justiça desta Comarca, também no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a partir do recebimento desta recomendação, informações circunstanciadas sobre as providências adotadas.

Intime-se, pessoalmente, a Excelentíssima Senhora Prefeita deste Município.

A Prefeitura de Mossoró surpreendeu muita gente com o anúncio e as características do concurso. Edital e pregão geraram desconfiança desde o princípio. O Blog, desde então, passou a coletar informações técnicas e documentos diversos sobre o caso. Apuração minuciosa.

Empresas grandes como Cespe, Carlos Chagas e Fundação Getúlio Vargas sequer se mexeram para habilitação ao concurso, ainda mais pelo ínfimo valor do contrato: R$50.000,00.

A Câmara Municipal de Mossoró pretende realizar uma seleção semelhante, mas de menor envergadura, e tem custo estimado em mais de R$ 200 mil.

Veja o Diário Oficial com a íntegra da recomendação dos promotores clicando AQUI e veja AQUI a relação de todos os candidatos inscritos.

Nota do Blog – Depois trarei mais detalhes de bastidores sobre esse caso. Tape o nariz, preventivamente, caro webleitor.

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