domingo - 22/12/2013 - 03:29h

Indústria téxtil será doméstica no RN com o Pró-Sertão

Por José Nildo

O Rio Grande do Norte está na pauta do modo de produção, principalmente a nascente indústria têxtil do nosso Estado, a qual poderá regredir caso a fúria do mercado não contemple as garantias fundamentais aos trabalhadores, senão, vejamos:

Os capitalistas precursores não eram industriais pegavam sua matéria prima e distribuíam nas casas dos camponeses para elaborar e agregar valor a mercadoria e em seguida a recolhia para vender, que com o passar do tempo, não deu muito certo, pois não existia poder empregatício, controle, disciplina, vigilância e constantemente havia extravio do produto ou não entregavam ao tempo e a hora.

Com o passar do tempo, ante a necessidade de produzir cada vez mais, famílias inteiras são arregimentadas para se concentrar em um mesmo espaço com intuito de executarem as mesmas tarefas realizadas antes no ambiente familiar. Porém, agora, sob ordens do proprietário dos meios de produção, homens, mulheres e crianças submetidas a horas exaustivas e condições insalubres de trabalho sem qualquer proteção física, química, ergométrica ou até mesmo legal tornam frequentes rebeliões contra situações precárias de salário e condições de trabalho, saúde e segurança, dando origem ao direito do trabalho, a partir dessa reunião para produzir é que as contradições são geradas pelo próprio capitalista e, sendo assim, a interferência por parte do Estado.

Atualmente, reunir sem unir é a grande sacada, apesar de ser um modelo antigo, a prática parece ser uma saída para as contradições geradas pelo capitalista, que em posse da tecnologia poderá controlar a produção, vigiar, disciplinar a distância e dividir os trabalhadores em várias facções têxteis, a fim de que não se rebelem e mais ainda na “comodidade” dos seus lares.

No Brasil, facção têxtil é o nome dado às indústrias de confecções que fazem seus serviços exclusivamente para outras empresas de confecções instaladas em ambientes familiares.

O interior do Rio Grande do Norte se prepara para instalar 360 fábricas nesse modelo que prometem gerar 20 mil empregos diretos e produzirão 150 mil peças por dia, esse é o Pró-Sertão, programa do governo do Estado em parceria com o Sebrae, Fiern, Fecomercio e Banco do Nordeste. Esse tipo de facção não é novidade e remete a um sistema experimentado pelos Ingleses durante o século XVIII que não vingou devido à precarização no modo que submetia o trabalhador, o qual se baseava na subcontratação da produção.

No RN é o Seridó que possui destaque no modelo doméstico de produção a pesar do uso de equipamentos defasados; já o setor industrial, antes o grande empregador, vive momento de desemprego e até fuga de empresas, serviços precários e também, situações motivadas por reflexos da competitividade do mercado asiático e a carga tributária brasileira que somente têm agravado o setor.

Nesse sentido, será inevitável a transformação da indústria têxtil do RN em facções domésticas, porque se trata de política dirigida pelo governo do Estado… um setor que já empregou mais de 20 mil que se fragmentará em fabriquetas onde seja impossível o poder público ou os sindicatos fiscalizarem o cumprimento da legislação trabalhista.

A terceirização parece, cada vez mais, subverter os direitos sociais do trabalho e torná-los mercadorias a ponto de convencer o trabalhador que essa é a melhor alternativa para geração do emprego, renda e do desenvolvimento regional. Esse modelo medieval tem encontrado apoio de governos e de legisladores em terras brasileiras, algo sem precedentes com grande capacidade de diluir as conquistas trabalhistas, agravar as demandas por benefícios previdenciários, degradar Sindicato, Ministério do Trabalho e Emprego e a própria Justiça.

Enfim, é um debate necessário e urgente com a sociedade civil organizada, empresas e o governo, para que inclua o Rio Grande do Norte na agenda positiva progressista, onde a segurança jurídica seja garantida, o desenvolvimento econômico e social, sem a tomada de medidas precipitadas que anulem a dignidade da pessoa humana e o direito social do trabalho.

José Nildo é dirigente do PCdoB em Mossoró

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sexta-feira - 20/09/2013 - 20:19h
Mossoró

Ausência de Conferência das Cidades é criticada

Carlos Santos,

Como já é do conhecimento público de todos a 5ª conferência das cidades no Rio Grande do Norte foi realizada na capital do Estado nos dias 18 e 19 de setembro de 2013.

A delegação mossoroense deveria se fazer presente com 13 delegados, porém a Coordenação da etapa municipal inviabilizou a participação no debate excluindo propostas e a própria cidade.

O município de Mossoró é o responsável pela convocação da conferência, do seu processo e procedimento, sendo assim, titular da lisura do ato público.

Ocorre que a municipalidade não cumpriu as normas e diretrizes da Conferência, pois não garantiu o translado dos delegados até Natal, quando era obrigatório conforme ofício em anexo, o que reduziu a representatividade da cidade a 5 delegados; não enviou no prazo o relatório final da conferência municipal a Coordenação Executiva Estadual, quando enviou o conteúdo não estava na integra, ou seja, não foi o mesmo deliberado pelos delegados na conferência mossoroense.

Sendo assim, desejo que a Coordenação Executiva Estadual oficie o município de Mossoró, além de registrar o ocorrido, que seja também, formalizado a nota de repúdio a tal prática antidemocrática.

José Nildo – Webleitor

Nota de Repúdio

a Coordenação Municipal de Mossoró da 5ª Conferência das Cidades pelo ato do não envio do relatório na integra com as emendas e propostas deliberadas por assembleia e o não cumprimento das normas ou regimentos da 5ª Conferência das Cidades, inviabilizando o processo democrático.

Enfim, quem muda a cidade somos nós?

Assinam este documento:

José Nildo – CTB
Pedro Idalino – SINDIPETRO
Albaniza Bandeira – FECEB
Assis – ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA

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  • Repet
sexta-feira - 22/03/2013 - 06:13h
Sábado, 23.

PCdoB realizará curso de formação

Será realizado, neste sábado (23), em Mossoró, o novo curso de formação do PCdoB, com base no Programa Socialista para o Brasil. Começará às 8h, com estimativa de ser concluído às 13h.

Elaborado pela Secretaria Nacional de Formação e Propaganda e pela Escola Nacional do PCdoB, o novo curso – que tem como materiais didáticos uma apostila e um vídeo – tem o objetivo de difundir e popularizar o mais importante documento partidário.

José Nildo, secretário de Organização do PCdoB de Mossoró, “a demanda por formação é crescente, principalmente, nas regiões onde o Partido se expande e recebe muitas filiações”.

Segundo Nildo, “o Brasil vive um momento único e, em nosso Estado há uma movimentação grande, em diversos municípios, para realizar o curso, Mossoró não poderia ficar de fora”.

A formação será ministrada por Fátima Viana, Secretaria Estadual de Formação, que ao final do CPS (Curso do Programa Socialista) fará ato de certificação aos formados onde receberão orientações para iniciar cursos posteriores de níveis II e III, em particular para o Curso de Iniciação ao Marxismo Leninismo (CIM).

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Categoria(s): Política
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