Foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Alagoas, o corpo de Judite Fonseca de França Riccardi, 45, morta com “lesão do tecido cerebral, com instrumento contundente”, conforme laudo cadavérico expedido para seu sepultamento – em Mossoró. O médico legista José Lopes da Silva Filho assinou o atestado de óbito.
Ela era professora de origem mossoroense.
Judite foi morta no sábado (20), na Praia do Francês, em Alagoas, municÃpio de Marechal Deodoro, por volta de 18h30. O marido da vÃtima, o italiano Fabrizio Angelo Riccardi, foi preso na mesma noite, suspeito de ter cometido o crime.
Ele deu versão dizendo que ela teria morrido sufocada, no que seria um “acidente sexual”. Mas os levantamentos no corpo de Judite comprovaram que fora vÃtima de bárbaro espancamento, possivelmente do marido, considerado uma pessoa antissocial, violenta e com vÃcios em drogas e álcool.
Cirurgia
A vÃtima foi professora muito bem-relacionada e conceituada do Colégio Sagrado Coração de Maria (CSCM), por 18 anos. Casada há cerca de 12 anos com o algoz, ela não tinha aprovação de sua famÃlia para manter esse relacionamento. Já se separara dele, mas sempre havia uma reconciliação.
Haria informação de que o marido a agredia constantemente, a ponto de ter-lhe quebrado as duas pernas; o fêmur, por último. Chegou a passar por cirurgia recentemente, circulando ainda em cadeira de rodas.
Relatos que chegaram à sua famÃlia – com pais idosos, residentes em Mossoró – indicavam que um de seus braços fora fraturado pelo algoz há poucos dias.
O corpo estava bem machucado, o rosto com sinais de agressões, olhos inchados, hematomas espalhados por várias partes do corpo, cortes na testa, boca e queixo.
Tiros
O agravante, é que após o crime, o próprio suposto assassino ligou para a famÃlia. Cientificou-a do falecimento, mas passando informação de que fora um infarto. Só no domingo (21) a verdade chegou à tona. Ou parcialmente.
Com o avanço na apuração do crime e laudo cadavérico, ficou claro que foi uma tentativa dele de se safar e denegrir a imagem da vÃtima, ao vender o álibi de que Judite morrera em consequência de um acidente sexual.
Ano passado, Fabrizio esteve envolvido em mais uma confusão, levou dois tiros, mas sobreviveu.
Admirador de Hitler e simpatizante do nazismo, o italiano – conforme informação que a famÃlia da vÃtima possuÃa, não trabalhava e tinha renda proveniente de remessa de recursos financeiros de familiares mais abastados, residentes na Itália.
Ele sequer tinha amigos, ninguém suportava seu temperamento. Era contumaz nas bebidas e drogas, além da violência contra a sua mulher.
Testemunhos de seus vizinhos confirmam o perfil tresloucado de Fabrizio.
Outro desdobramento desse crime é que a casa de Judite e Fabrizio foi invadida e saqueada após o episódio. O que não foi roubado, terminou depredado.
























