quinta-feira - 23/10/2025 - 08:58h
Tesouro Nacional informa

Estado do RN ultrapassa limites fiscais em despesas com servidores

Governo Fátima comprometeu 55,73% de sua receita corrente líquida (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

Governo Fátima comprometeu 55,73% de sua receita corrente líquida (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

Do Poder 360

O Estado do Rio Grande do Norte, da governadora Fátima Bezerra (PT), ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de despesa com pessoal no 2º quadrimestre de 2025. Segundo relatório divulgado nessa terça-feira (21) pelo Tesouro Nacional, o governo estadual comprometeu 55,73% de sua receita corrente líquida ajustada com gastos do funcionalismo de maio a agosto de 2025.

O limite previsto na LRF para o Poder Executivo é de 49%. O teto para o Poder Legislativo é de 3%, e foi excedido por Alagoas (3,58%) e Roraima (3,84%). Os limites para o Poder Judiciário (6%) e Ministério Público (2%) foram respeitados por todos os entes.

O Relatório de Gestão Fiscal em Foco dos Estados e Distrito Federal divulga as principais informações sobre o cumprimento dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os dados do relatório mostram que, ao considerar todos os Poderes e órgão, a composição da despesa bruta com pessoal varia de 54% a 94% em proporção de ativos.

Gráfico mostra quadro dos entres estaduais e DF (Arte do Poder 360)

Gráfico mostra quadro dos entres estaduais e DF (Arte do Poder 360)

Veja matéria completa AQUI.

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quarta-feira - 26/04/2023 - 16:30h
Decisão

“Greve abusiva” leva TJ a determinar fim de paralisação de professores

Da 98 FM (Natal)

Assembleia decidiu greve que teve início dia 20 passado (Foto: reprodução)

Assembleia decidiu greve que teve início dia 20 passado (Foto: reprodução)

O desembargador Vivaldo Pinheiro, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), atendeu a um pedido da Prefeitura de Parnamirim e determinou a volta ao trabalho dos professores da cidade, que estão em greve desde quinta-feira (20). A decisão liminar foi divulgada pelo TJRN nesta quarta-feira (26).

Os educadores paralisaram as atividades em Parnamirim para cobrar um reajuste salarial de 14,95% – mesmo reajuste que o Ministério da Educação anunciou para o piso nacional do magistério. A prefeitura alega que não tem recursos suficientes e propõe pagar 6% de reajuste.

A rede municipal de ensino de Parnamirim tem 28,6 mil estudantes. Segundo a prefeitura, a continuidade da greve poderia causar “dano irreparável” para os alunos e deve ser declarada abusiva já que “não há nenhum indicativo quanto à manutenção do mínimo necessário à prestação de serviço”. Pela Lei de Greve, a paralisação de trabalhadores em serviços essenciais não pode ser total.

Além disso, a gestão municipal alega que já paga aos professores acima do valor do piso, que é o mínimo exigido pela Constituição.

Segundo a gestão do prefeito Rosano Taveira (Republicanos), um reajuste de 14,95% para todos os professores faria o Município extrapolar o limite de gastos fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Caso a decisão não seja cumprida, o Sindicato dos Servidores de Parnamirim (SINTSERP) será multado em R$ 10 mil por dia, limitado, inicialmente, a R$ 50 mil.

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terça-feira - 07/03/2023 - 21:28h
Prefeituras

O piso dos professores e a Lei de Responsabilidade Fiscal

Produção legislativa, Constituição, projetos de lei,Do Blog Tio Colorau

Sobre o piso salarial dos professores, muitos municípios até possuem o valor para aplicar o novo aumento, o problema é o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Há, in casu, um nítido conflito entre leis.

Uma solução possível seria criar uma lei retirando os vencimentos dos professores do cálculo, como já ocorre com os agentes de saúde.

Para municípios, o limite prudencial para gastos com servidores é de 51% da receita corrente líquida.

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quinta-feira - 27/02/2020 - 14:06h
Vigilância Sanitária

MP recomenda que prefeita realize concurso público

Rosalba evita concurso (Foto: Reprodução BCS)

A Prefeitura de Mossoró deve elaborar projeto de lei para a criação de cargos de Agente ou Fiscal de Vigilância Sanitária a serem providos por concurso público.  A matéria é tema de recomendação publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) pela 19ª Promotoria de Justiça da comarca.

Diz ainda que a gestora municipal (prefeita Rosalba Ciarlini-PP) deve avaliar a possibilidade de criação de estrutura para a regular prestação do serviço de vigilância e equipe de apoio técnico, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

De acordo com nota técnica da Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária, a equipe deverá ser formada de fiscais credenciados, capacitados e legalmente habilitados para o exercício do Poder de Polícia e desenvolvimento das ações da Vigilância Sanitária, sendo preferencialmente concursados.

Deve ser organizada

No documento publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) lembra que a Agência de Vigilância Sanitária (Visa) do Município é órgão essencial para o funcionamento regular do ente federado e, portanto, deve ser organizada e estruturada com cargos públicos efetivos, nos termos dos preceitos acima citados.

No Inquérito Civil instaurado pela 19ª Promotoria de Justiça, informações dão conta que o município de Mossoró não criou cargo nem realizou concurso público para fiscal de vigilância sanitária, mas tão somente estruturou a Visa Municipal designando, por meio de Portaria de Fiscal de Visa, profissionais já concursados de outras áreas, em desacordo ao recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

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sexta-feira - 07/06/2019 - 23:20h
CEAPM

Promotoria recomenda que vereadores não recebam verba

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Mossoró, recomendou que a Câmara Municipal suspenda imediatamente o pagamento da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM). Em inquérito civil, a unidade ministerial verificou a publicação de uma lei (em janeiro desse ano) que traz uma suposta afronta à medida cautelar aplicada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), em um acórdão.

A lei não discrimina nem regulamenta as despesas ordinárias que serão licitadas pela Câmara Municipal de Mossoró. Isso vai de encontro às normas da execução da despesa pública previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O diploma legal ainda desautoriza o exercício de juízo de valor, pelo órgão de controle interno, acerca do objeto da contratação, conferindo, portanto, verdadeiro salvo-conduto para a aquisição indiscriminada de bens e serviços, entre outras anomalias.

A conduta afronta os princípios da eficiência, moralidade e economicidade – assinala o MPRN.

Acompanhe AQUI, em várias matérias, cobertura sobre a instituição da CEAPM.

Leia a íntegra da recomendação AQUI.

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sexta-feira - 22/02/2019 - 18:45h
Gestão

Areia Branca tenta se adequar à Responsabilidade Fiscal

Com gastos com despesa de pessoal estando no momento em 54% da receita liquida, a Prefeitura Municipal de Areia Branca trabalha o compromisso de adequação da municipalidade à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que fixa percentual em 48%. A prefeita Iraneide Rebouças (PSD) assumiu a gestão em janeiro de 2017 com percentual na casa dos 60%.

Prefeita (de vermelho) com auxiliares e MPC (Foto: divulgação)

Nessa quinta-feira (21), ela e auxiliares de governo tiveram reunião com o Ministério Público de Contas (MPC), em Natal, para tratar do assunto. Discutiram com os procuradores Luciana Ribeiro Campos e Carlos Roberto Galvão Barros sobre a assinatura de um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG).

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige que este gasto não ultrapasse o limite legal de 48%, além de determinar que sejam criadas metas para controlar receitas e despesas.

Economia

Para assinar o TAG, a gestão trabalha na redução dos cargos comissionados, contratados e a suspensão do pagamento de verbas acessórias como horas extras, adicional noturno, progressões, dentre outras, com o objetivo de atingir a meta prevista em Lei, relatou a prefeita.

Precisa reduzir os seus custos com pessoal em pelo menos R$ 4 milhões. Na última reunião, a gestão apresentou projeto inicial de economia de quase R$ 2 milhões.

Com informações da Assessoria da Prefeitura Municipal de Areia Branca.

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segunda-feira - 19/11/2018 - 16:48h
Municípios

MP recomenda adequações à Lei de Responsabilidade Fiscal

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da Promotoria de Justiça da comarca de São Miguel, emitiu recomendações para que quatro municípios se adequem à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

As orientações foram direcionadas aos gestores de Coronel João Pessoa, Venha Ver, São Miguel e Doutor Severiano.

Os Municípios devem se abster de realizar despesas proibidas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Logo, terão que parar de conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração; criar cargo, emprego ou função; alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa; prover cargo público, admitir ou contratar pessoal a qualquer título, inclusive temporários (ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança) e contratar hora extra.

Outras recomendações são feitas em igual procedimento. Veja a íntegra clicando AQUI.

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domingo - 18/11/2018 - 04:22h

Aumento para Judiciário ainda causa polêmica

Por Josivan Barbosa

Não está assegurado o reajuste salarial de 16,38% para o Poder Judiciário. O Ministério do Planejamento vai ter que descascar esse abacaxi, sugerindo o veto ou a sanção presidencial ao projeto de lei que concedeu reajuste dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à toda magistratura.

Se a decisão de Michel Temer (MDB) for pela sanção, os subsídios mensais dos ministros do Supremo passam a ser de R$ 39.293,32. Este salário terá efeito cascata sobre os vencimentos do Judiciário nos Estados.

Reajuste do judiciário II

Duas questões legais preocupam o Ministério do Planejamento: se o projeto cumpriu os termos do artigo 169 da Constituição; e se atendeu ao artigo 21 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O artigo 169 determina que o aumento da remuneração do servidor, assim como a concessão de qualquer vantagem, só pode ser feito se houver a prévia dotação  orçamentária suficiente para atender as projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrente; e se houver autorização específica da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O fato é que há dúvidas sobre a interpretação da lei, e vários pareceres sustentam que o projeto de lei que reajusta os salários do Judiciário é inconstitucional. Alguns desses pareceres chegaram aos grupos da transição de governo. Mas a posição do presidente eleito é de que esse é um assunto de Michel Temer, embora a conta tenha de ser paga por Jair Bolsonaro (PSL).

Reajuste do judiciário III

Temer negociou com o presidente do Supremo, Dias Toffoli, e com o ministro Luiz Fux o reajuste salarial em troca do fim do auxílio-moradia. Houve um acordo entre a Presidência da República e o STF nesses termos. Quando cedeu ao reajuste de salários, os dois ministros se comprometeram a derrubar o auxílio-moradia, que é pago à toda a magistratura, embora o auxílio custe cerca de metade do que será gasto com o reajuste. O aumento dos vencimentos foi aprovado pelo Senado e nada mais se falou sobre o outro benefício.

Mais Médicos

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula que 1.575 municípios atendidos pelo Mais Médicos (dos pouco mais de 4 mil do programa) tenham as vagas preenchidas somente por profissionais cubanos. Segundo a confederação, 80% dessas cidades têm menos de 20 mil habitantes (como no Norte do país e no semiárido nordestino), e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde estima que 90% dos atendimentos da população indígena são feitos por profissionais de Cuba.

A presença dos cubanos nas regiões mais distantes é explicada em parte pela distribuição dos médicos no país. Segundo o Conselho Federal de Medicina, havia no Brasil 2,18 médicos por mil habitantes em 2017, proporção não muito distante da dos EUA (2,57 em 2014). O problema é que em Estados do Norte, principalmente, e do Nordeste esta relação cai pela metade.

Mais Médicos II

Criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), o Programa Mais Médicos conseguiu reduzir o número de internações hospitalares, uma melhoria que pode diminuir as despesas públicas de saúde. Também houve aumento no número de consultas, encaminhamentos, visitas domiciliares e na oferta de médicos nos municípios. Por outro lado, o programa não parece ter impacto sobre indicadores de mortalidade e de saúde infantil.

Saúde da Família

Desde que foi criado pelo governo federal em 1994, o Programa Saúde da Família (PSF), precisa de médicos dispostos a trabalhar em cidades menores ou em áreas pobres das capitais. Mas a realidade de muitas cidades ao longo dos anos tem sido a escassez de mão de obra.

Para atrair médicos, muitas prefeituras do interior chegaram a pagar R$ 13 mil, R$ 14 mil e aceitar que os médicos trabalhassem quatro ou apenas três dias por semana.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa)

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domingo - 11/11/2018 - 05:28h

RN deve entrar 2019 com atraso salarial e às voltas com a LRF

Por Josivan Barbosa

O Rio Grande do Norte corre o risco de terminar o ano com quase 10 pontos percentuais acima do limite de Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em função do percentual de recursos comprometidos com o pagamento de pessoal. No fim de 2017, esse percentual estava em torno de 41% da RCL (Receita Corrente Líquida), conforme dados da STN (Secretaria do Tesouro Nacional).

O “salto” em termos percentuais se deve à derrubada de uma decisão liminar que permitia ao governo potiguar excluir do cálculo do limite de despesas com pessoal os pagamentos a aposentados e pensionistas.

Atraso de Salário

O Rio Grande do Norte faz parte da relação de 10 Estados que possivelmente atrasarão os salários do funcionalismo. Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do sul e Minas Gerais serão os próximos da lista. O principal fator que contribui para o atraso é o crescimento acelerado dos gastos com a previdência. Atualmente, há três estados com atraso salarial: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. O desequilíbrio fiscal dos Estados pode levar a um efeito dominó e afetar o governo federal, com a possibilidade de atraso de salário.

Centro

As forças políticas derrotadas na última eleição já estão se movimentando em busca de espaço no novo cenário político nacional. A fragmentação da esquerda e a iminente cisão do PSDB têm contribuído para este novo quadro. As conversas envolvem até adversários e há a expectativa de uma grande reorganização partidária.

As conversas têm sido capitaneadas pelo ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, que pode resultar na formação de um novo grupo político e, por consequência, de um novo partido. Há a possibilidade desse novo partido agregar figuras tradicionais como Geraldo Alckmin, Tasso Gereissati, Márcio França, Paulo Skaff, Aldo Rebelo, Fernando Henrique Cardoso entre outros.

O novo agrupamento político tem a possibilidade de agregar nomes novos como Luciano Huck e os participantes do grupo Renova – BR.

Campo de esquerda

No campo da esquerda há uma evidente separação do PT que será liderado por Fernando Haddad (47 milhões de votos na última eleição) da outra ala que será liderada por Ciro Gomes e, possivelmente, contará com Marina Silva do Rede Sustentabilidade que não atingiu a Cláusula de Barreira e deverá se fundir com outro partido.

Prefeituras

Os recursos disponíveis por habitante para que as prefeituras promovam políticas públicas teve em 2017 o seu terceiro ano seguido de queda. O indicador aponta qual é, em média, o montante financeiro que os municípios têm para custear bens e serviços para cada um de seus moradores. Com o recuo do ano passado, o índice chegou ao nível mais baixo em quase uma década.

A receita disponível para as cidades ficou em R$ 2.091 por habitante, contra R$ 2.093 no ano anterior, em valores já corrigidos pela inflação. Na prática, os municípios estão com menos dinheiro para executar políticas públicas. Além da recessão, o grande volume de renúncias fiscais aprofundou a crise financeira dos municípios. Os tributos compartilhados com as prefeituras, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Renda – Pessoa Jurídica (IRPJ), foram objeto de renúncias nos últimos anos, o que complicou ainda mais o quadro fiscal de diversas cidades.

Governos regionais

Do lado positivo, os recursos disponíveis para os governos regionais, que englobam municípios e Estados, cresceram no ano passado – a primeira alta desde 2014. Nesse caso, as receitas per capita passaram de R$ 4.790 para R$ 4.818 entre 2016 e 2017, puxadas pelos Estados (alta de R$ 2.697 para R$ 2.727). As administrações dos Estados dependem menos de transferências e mais da arrecadação própria do que as prefeituras. Qualquer alteração nos repasses tem um impacto muito maior para as cidades.

Sistema S

Sesi e Senai (indústria), Sesc e Senac (comércio), Sest e Senat (transportes), Senar (agronegócio), Sebrae (micro e pequenas empresas) e Sescoop (cooperativas) fazem parte do chamado Sistema S. São pessoas jurídicas de direito privado que atuam em cooperação com o Estado e recebem cerca de R$ 20 bilhões por ano. A arrecadação tem como base o recolhimento compulsório de 0,2% a 2,5% sobre a folha de pagamento das empresas aos empregados.

Guedes: tensão com Sistema S (Foto: Web)

Um fenômeno recente tem sido o crescimento da arrecadação direta, que não é feita pela Receita Federal, mas cobrada diretamente por Senai e Sesi de seus filiados na indústria. Esse montante supera R$ 4 bilhões do recolhimento total e suscita controvérsias do ponto de vista jurídico.

As contas do Sistema S estão na mira da equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro e podem se transformar em pivô de um embate do novo governo com o patronato brasileiro. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende mexer em supostos “desvios de finalidade” dos serviços sociais autônomos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) já identificaram que o orçamento do Sistema S está em risco e querem conversar sobre o assunto com Guedes e auxiliares de Bolsonaro, como o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Energia solar

Pressionados pelos custos da energia elétrica, os consumidores buscam opções para enfrentar os pesados aumentos nas tarifas. A geração distribuída solar fotovoltaica se destaca como uma solução competitiva e sustentável: os preços dos sistemas caíram 75% na última década e o tempo de retorno sobre o investimento diminuiu, trazendo reduções de até 90% nas contas de energia elétrica.

A geração distribuída solar fotovoltaica começa, porém, a incomodar grandes grupos econômicos, tradicionais e conservadores no setor elétrico. Um forte lobby, encampado por entidades que representam as distribuidoras, tem pressionado autoridades para alterar importantes regulamentações que dinamizaram o mercado. Em especial, a bem-sucedida compensação de créditos de energia elétrica para sistemas de microgeração e minigeração distribuída tem sido alvo de pesadas investidas.

O motivo é financeiro: ao empoderar os consumidores, tornando-os produtores ativos de sua própria energia renovável e mais independentes, a geração distribuída solar fotovoltaica ameaça as receitas e lucros de distribuidoras que não se adaptarem à nova realidade do mercado.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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domingo - 21/10/2018 - 09:00h

O futuro da termelétrica do Vale do Açu

Por Josivan Barbosa

A exemplo de inúmeras outras termelétricas, o futuro daquela que foi o ícone da nossa região, a Termelétrica do Vale do Açu, é incerto. As incertezas com relação à continuidade do projeto de reforma do setor elétrico, em trâmite no Congresso, devido ao processo eleitoral, podem colocar em risco a oferta de um bloco de energia termelétrica a gás natural no início da próxima década. (TERMOAÇU)

Termoaçu é investimento sob interrogação (Foto: sem identificação de autoria)

De acordo com estimativas do mercado, pelo menos 1.500 megawatts (MW) médios de energia poderão ser perdidos a partir de 2023, caso um conjunto de termelétricas com fim de contrato naquele ano, a maioria pertencente à Petrobras, não seja recontratado.

O volume equivale a cerca de 2% da oferta de energia no sistema hoje. O problema ocorre porque, no modelo regulatório atual, não existe possibilidade de recontratação dessas térmicas em longo prazo.

A única alternativa de negociação de energia dessas usinas é por meio de leilões de energia existente, que envolvem contratos de curto prazo, em geral de um ano de duração.

Estados estão acima do limite de gastos

Dentre os 26 Estados, em 15 a despesa total de pessoal do Poder Executivo avançou em relação às receitas de dezembro de 2014 para o segundo quadrimestre deste ano. Além de avançar, o nível de gastos com folha tornou-se mais crítico. Atualmente, 16 Estados já ultrapassaram o limite prudencial de gastos com pessoal.

Em 2014, eram apenas sete nessa situação. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o limite prudencial é de 46,55% de despesa de pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). O limite prudencial é dado por 95% do teto de 49% para gastos com pessoal estabelecido pela LRF.

Os Estados que fecharam o segundo quadrimestre acima do limite prudencial são: Acre, Amazonas, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Santa Catarina, Sergipe, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Rio de Janeiro e Tocantins.

O governo do Rio Grande do Norte, com 47% da receita comprometida com despesa de pessoal (dois pontos abaixo do teto), tem sido alvo de manifestações de servidores que pleiteiam fim dos atrasos nos salários. O mais preocupante em relação ao ajuste pelos governadores está no fato de os Estados serem atualmente importantes provedores nas áreas de educação, saúde e segurança.

Sem mudanças, os Estados entrarão em colapso e a população mais atingida será a de baixa renda, mais dependente dos serviços públicos.

A Reforma da Previdência e os militares

A mensagem encaminhada ao Congresso pelo atual presidente da República mostra claramente por onde se deve iniciar a reforma da previdência. O problema não está somente nos servidores públicos civis. Basta ler a mensagem do presidente Michel Temer ao Congresso Nacional que acompanha a proposta orçamentária para 2019. Lá está dito que o déficit nominal com os militares inativos e os seus pensionistas está crescendo, em termos nominais, enquanto o “buraco” do Regime Próprio dos Servidores Civis da União (RPPS) projetado para o próximo ano está caindo, na comparação com o previsto para 2018.

O déficit com militares inativos e seus pensionistas em 2019 está projetado em R$ 43,3 bilhões, contra R$ 42,6 bilhões previstos para este ano. No caso do RPPS, o “rombo” passará de R$ 45,4 bilhões neste ano para R$ 44,3 bilhões em 2019. Um é quase igual ao outro, embora o número de servidores civis aposentados e seus pensionistas seja bem superior ao de militares inativos e seus pensionistas.

Em 2016, último dado disponível, havia 683.560 aposentados e pensionistas do RPPS e 378.870 militares inativos e pensionistas. A receita obtida com as contribuições dos civis ativos foi de R$ 30,69 bilhões, enquanto que as contribuições dos militares para as suas pensões ficaram em R$ 2,93 bilhões.

`Balcão único`

A proposta de se criar um “balcão único” que faça a ponte entre investidores e órgãos envolvidos na liberação de obras, sugerido por Fabio Abrahão, encarregado do plano de governo de Bolsonaro para logística, já existe há quase 30 anos e é o Ibama. Vende-se como se fosse novidade algo que existe há muito tempo.

Funcionamento do Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é uma autarquia do Ministério do Meio Ambiente (MMA) criada em 1989. Suas atribuições são licenciar obras de grande porte e multar infratores. É da competência do Ibama, por exemplo, licenciar empreendimentos na plataforma continental, usinas nucleares, grandes hidrelétricas.

A carteira ambiental do Ibama hoje tem 2500 processos de licenciamento e menos de 300 servidores para analisá-los. Vários destes projetos têm a complexidade e a dimensão de usinas como a de Belo Monte, no Pará.

O Ibama, contudo, não faz nem 10% dos licenciamentos ambientais no Brasil – os Estados são os grandes licenciadores desde a Lei 6938/1981, que instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente. O artigo 10 da lei, que fala sobre licenciamento ambiental, tem que ser lido junto com a Lei Complementar 140, que regula competências federais, estaduais e municipais.

Fusão do MMA com o MAPA

Outra controvérsia é a intenção de fundir o MMA ao Ministério da Agricultura. Algumas lideranças do agronegócio se juntam a ambientalistas dizendo que não é boa ideia e seria mal interpretada no exterior o que prejudicaria as exportações agrícolas.

A fusão entre as duas pastas também será contraproducente em termos operacionais. Dos 2500 processos de licenciamento hoje na carteira do Ibama, apenas dois se relacionam com atividades rurais. Mas as atribuições do Ibama envolvem atividades ligadas à mineração, poluição das cidades, gestão de resíduos sólidos, avaliação de substâncias químicas perigosas, entre outras.

`Indústria da multagem`

Outra promessa de campanha de Bolsonaro é acabar com a “indústria da multagem”, como ele diz, referindo-se às penalidades ambientais. O Ibama aplica, em média, R$ 3 bilhões em multas ao ano. Na média histórica, só 5% do valor é pago. Os valores das multas pagas vão, em média, até R$ 11 mil. Os grandes infratores não costumam pagar e judicializam os processos para evitar o desembolso.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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quinta-feira - 30/08/2018 - 21:10h
Areia Branca

MP tenta obrigar prefeita a reduzir despesas com pessoal

Iraneide: LRF desobedecida (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizou uma ação civil pública em desfavor do Município de Areia Branca para que o índice de gasto com pessoal se enquadre dentro dos limites legais estipulados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Em pedido liminar, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Areia Branca requer, no prazo máximo de 30 dias, a redução em pelo menos 20%, das despesas com cargos em comissão, contratos temporários e funções de confiança.

No documento, o MPRN ressalta que as reduções devem priorizar áreas que não contemplem os serviços essenciais de saúde, educação e assistência social, até que sejam obedecidos os limites de gastos com despesas de pessoal fixados na LRF.

Despesa além da LRF

O MPRN investiga esses gastos desde que recebeu informações de que a prefeita Iraneide Xavier Cortez Rodrigues Rebouças (PSD) determinara a realização de processo seletivo visando à contratação de  servidores temporários para o exercício de cargos de caráter geral e permanente, contrariando à regra do concurso público.

A 1ª Promotoria de Justiça de Areia Branca chegou a realizar uma audiência ministerial em setembro do ano passado, quando a chefe do Executivo informou que o Município havia atingido cerca de 58% da receita corrente líquida somente com gastos de pessoal – ultrapassando o limite legal de 54% previsto na LRF.

Veja a íntegra da Ação Civil Pública (ACP) clicando AQUI.

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quarta-feira - 01/08/2018 - 20:48h
Royalties

Ministério Público de Contas é contrário à antecipação

O Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte (MPC/RN) posicionou-se de modo favorável à concessão de medida cautelar para que o Chefe do Poder Executivo (Robinson Faria-PSD) se abstenha de realizar atos administrativos visando contratar operação de crédito utilizando royalties do petróleo como garantia.

Ricart Coelho: limites (Foto: TCE)

Em seu parecer, o Procurador-Geral de Contas, Ricart César Coelho dos Santos, defendeu que a antecipação dos recursos dos royalties violaria os limites previstos nas normas gerais de direito financeiro e na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A Assembleia Legislativa aprovou a antecipação dos royalties no dia 13 de junho deste ano. Executivo justificou que receberia R$ 162 milhões, usando o montante para injeção no Fundo Previdenciário, para pagamento de aposentados e pensionistas.

Desequilíbrio

A fumaça do bom direito estaria presente em razão do ato acontecer no fim do mandato do chefe do Poder Executivo e os recursos pertencerem ao exercício financeiro do ano seguinte, bem como a destinação pretendida ser vedada em lei; já o perigo da demora se configura na iminência do processo político-eleitoral e na contratação importar em valores superiores a 160 milhões de reais, o que provocaria desequilíbrio financeiro no próximo ano.

O processo nº 4202/2018 agora segue para o gabinete do Conselheiro Relator, que irá elaborar o voto a ser levado para apreciação em Plenário.

Veja AQUI a íntegra do parecer.

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quarta-feira - 03/01/2018 - 23:20h
Hoje

Governo e poderes se reúnem em busca de saída para crise

O governador Robinson Faria (PSD) reuniu nesta quarta (03), na Governadoria, os presidentes dos Poderes e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Ministério Público do RN (MPRN) e ainda o Ministério Público Federal (MPF), o vice-governador Fábio Dantas (PCdoB), o deputado federal Fábio Faria (PSD) e equipe de secretários. Em pauta, medidas para a superação da crise e reequilíbrio financeiro das contas do Rio Grande do Norte.

O governador apresentou aos poderes as iniciativas que o Governo do RN vem adotando para o reequilíbrio fiscal do tesouro estadual e o quadro de austeridade no controle dos gastos com custeio e investimentos, controlados desde 2015.

Reunião encaminha necessidade de amplas reformas para ajuste fiscal (Foto: Rayane Maynara)

Por outro lado, mostrou também o crescimento exponencial dos gastos com a previdência estadual, que aumentaram 78% nos últimos três anos, e discutiu medidas para o enfrentamento do déficit apontado.

Participaram da reunião o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira; do Tribunal de Justiça, Expedito Ferreira; do Tribunal de Contas do Estado, Gilberto Jales; além dos procuradores-gerais do MPE, Eudo Leite, e do MPF, Caroline Maciel. O deputado estadual José Dias também esteve presente.

Regime de Recuperação Fiscal

O Governo do RN pediu apoio para a aprovação de projetos de lei que já estão na Assembleia Legislativa e que são fundamentais para o ajuste das contas, entre eles o novo regime fiscal, a previdência complementar, o aumento das alíquotas da Previdência. E ainda, de projetos que serão encaminhando como o da alienação de ativos, dentre outros.

Com os projetos e outras iniciativas conjuntas, o esforço deverá adequar o Estado, o mais rápido possível, ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Robinson explicou que o Governo mantém tratativas com o Tesouro Nacional para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal do Governo Federal e que permanece pleiteando recursos federais para equilibrar as finanças em curto prazo, tendo como principal objetivo a regularização do pagamento dos servidores públicos estaduais.

Ele relatou que técnicos do Tesouro já estiveram no RN levantando informações sobre as finanças e que retornarão ao Estado no próximo dia 25, para dar andamento aos entendimentos.

* Depois o Blog Carlos Santos destacará bastidores dessa reunião.

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terça-feira - 26/12/2017 - 15:54h
Júlio Marcelo de Oliveira

Procurador culpa governo e TCE por dificuldades do RN

O procurador do Ministério Público de Contas (MPC) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, afirmou incisivamente nas redes sociais, usando endereço próprio, que a situação fiscal do estado do RN é culpa “do seu governador e da condescendência fiscal do seu Tribunal de Contas (TCE)”.

Oliveira emitiu parecer contrário à transferência de socorro financeiro do Governo Federal para o RN, no montante de R$ 600 milhões, mesmo o TCU já tendo dado aprovação.

Segundo o procurador, desde 2014 (último ano da gestão Rosalba Ciarlini-PP) que “o Estado descumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.

Leia também: Procurador alerta que não deve ser transferido dinheiro ao RN.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 19/12/2017 - 21:56h
TCE afirma

Vereador poderá receber 13º e um terço de férias

O Tribunal de Contas do Estado (TCE), por meio de consulta feita pela Federação das Câmara Municipais do RN (FECAM/ RN), com força normativa, firmou precedente quanto à possibilidade de pagamento do 13º salário e do 1/3 de férias aos vereadores do Rio Grande do Norte.

De acordo com o entendimento do TCE, emitido hoje (terça-feira, 19/12/2017), ancorado em julgado recente do Supremo Tribunal Federal (STF), os valores poderão ser pagos desde que as Câmaras Municipais aprovem Lei especifica regulamentando a matéria.

Da mesma forma, devem atender aos limites impostos pela Constituição Federal e Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), quanto às despesas com pessoal.

A Fecam é dirigida pelo presidente da Câmara Municipal de Caicó, Odair Diniz (PSDC).

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domingo - 19/11/2017 - 18:02h

Gestão não disse até agora a que veio

Por Gutemberg Dias

O governo Rosalba Ciralini (PP) após 10 meses de gestão mostra sinais claros de que sua expertise em administrar só vale quando a prefeitura tem dinheiro sobrando em seus cofres. Como foram as outras três gestões.

O que estamos vivenciando é um governo medíocre, que se agarrou no retrovisor e na máxima de que não atrasa salários dos servidores. Como se isso não fosse obrigação do município pagar em dia. Mas a gestora começou a descumprir o próprio calendário de pagamento.

Será que o esforço de não atrasar salários está deixando outros sem receber? Não tenho dúvida quanto a isso!

Ainda, em relação aos salários, é bom lembrar aos webleitores que parte do 13o e as parcelas negociadas dos salários em atraso que vieram da época da gestão Francisco José Jr. não estão sendo pagos dentro dos prazos estipulados pela própria gestão.

A saúde está em frangalhos. Já escrevi aqui nesse espaço que muito pode ser feito para salvar recursos nessa área, principalmente, no tocante a racionalização dos plantões e revisão dos contratos. Mas, a gestão insiste em deixar tudo como era no passado distante.

Veja só: a gestão municipal tem um software que organiza os plantões de forma eletrônica, dessa forma, impedindo que servidores sejam locados em dois equipamentos no mesmo horário e guardando o período legal de descanso após um plantão. Infelizmente o gestor da saúde não está utilizando essa ferramenta de controle que se conecta com o ponto eletrônico.

Os plantões são organizados como no passado, ou seja, no papel. Opção pelo atraso e preferência por brechas ao desperdício e falcatruas.

Na saúde faltam remédios, insulinas, profissionais para o atendimento do cidadão e tantas outras coisas. Vale destacar que o silêncio da mídia contribuiu para que não haja amplificação desses problemas. Restando às redes sociais a denúncia que chega com muita força e sem amarras.

O discurso de que iria reduzir os cargos em comissão não passou de balela eleitoral. Ao assumir a gestão municipal, dia após dia, foi inchando a folha e hoje já passa dos 550 cargos nomeados pela prefeita que “fez, faz e sabe fazer”.

Como acreditar que essa gestão tem compromisso com o controle dos gastos públicos?

Essa semana vi que o Ministério Público do RN (MPRN) emitiu recomendação para que a gestão se adeque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Será que a prefeita Rosalba Ciarlini terá coragem de cortar na carne, ou melhor dizendo, cortar seus correligionários eleitorais num período que antecede uma eleição estadual?

Durante a campanha eleitoral uma das pegadas da então candidata nos palanques e debates era a questão do lixo que não tinha processo licitatório. Ao assumir a gestão o que ela fez, continuou mantendo a empresa que faz a gestão da limpeza urbana através de dispensa de licitação, nada diferente do seu antecessor.

Para mim que tive a oportunidade de estar na gestão municipal por alguns meses, ter concorrido ao pleito eleitoral em 2016 e, sobretudo, ter conhecimento em gestão, só me resta torcer para que a prefeita e seu governo tomem outro rumo. O que se anuncia é a administração caminhando para um buraco profundo.

Sei que não é fácil administrar algo que está em dificuldade financeiras, mas é nesse momento que podemos conhecer realmente um bom gestor.

Pela experiência da prefeita no estado do Rio Grande do Norte enquanto governadora e agora, novamente, na prefeitura, ambos os casos com os cofres vazios, ela se mostra que não é a administradora competente das peças publicitárias.

Vamos esperar e torcer para que a prefeita mude sua forma de administrar para que possamos ter esperança numa gestão com foco na reestruturação da máquina administrativa. Repetir a fórmula de sempre, quando se exige ousadia e a reinvenção, é marchar para novo ocaso, como na gestão estadual.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró

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quarta-feira - 08/11/2017 - 18:32h
Alerta

MP recomenda que prefeituras diminuam gastos com pessoal

A Promotoria de Justiça da Comarca de Pendências expediu recomendação aos prefeitos Fernando Antônio Bezerra de Medeiros (Pendências/RN) e Abelardo Rodrigues Filho (Alto do Rodrigues/RN) para que adotem medidas em seus municípios para adequar os gastos com pessoal aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pela LRF, as prefeituras só podem comprometer até 54%, e os dois municípios estão na lista das 75 cidades em estado de alerta, divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Pendências está comprometendo 60,79% de sua receita para pagamento da folha de pessoal, e Alto do Rodrigues, 56,94%.

Veja AQUI a lista do TCE com os municípios em situação delicada. Entre eles, como Natal, Mossoró, Assu e Pau dos Ferros, entre outros.

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segunda-feira - 09/10/2017 - 11:12h
Finanças

Reportagem mostra desequilíbrio em Prefeitura do Natal

As prefeituras de três capitais já ultrapassaram este ano o limite legal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), para cobertura da folha de pessoal. Esse freio corresponde a R$ 54% da receita.

Entre elas, está a Prefeitura do Natal.

A informação foi veiculada hoje pelo noticioso “Bom dia, Brasil” – da Rede Globo de Televisão.

Entre as municipalidades está a de Natal, sob o comando do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT). Além da capital potiguar, Macapá (AP), Florianópolis (SC).

Natal compromete 54,97% da folha, o que levou a prefeitura a atraso regular no pagamento.

Medidas

Porém a versão do governo municipal é que medidas têm sido tomadas, para que aconteça o equilíbrio. Como corte de horas-extras e gratificações.

Demissões de servidores não estão descartadas, pois a situação compromete o repasse de verbas federais para as prefeituras e a busca de recursos bancários.

Veja AQUI a íntegra da reportagem.

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quarta-feira - 05/07/2017 - 15:16h
Presidente da Femurn diz:

“Prefeitos terão que reduzir mais despesas com pessoal”

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN – esclarece que a grave queda da arrecadação do país, aliada ao aumento de gastos com programas federais e à crise econômica, são os fatores primordiais para a elevação dos gastos das prefeituras municipais do Rio Grande do Norte com servidores. Nesta terça-feira (04), o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) identificou que 75 municípios do Estado se encontram acima dos patamares exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – veja AQUI.

Benes reforça alerta e avisa do pior (Foto: Femurn)

Para o Presidente da Federação, Benes Leocádio, o alerta do TCE/RN demostra o reflexo dos problemas enfrentados pelos municípios. “Agora os prefeitos terão que reduzir, cortar ainda mais despesas com pessoal”, afirma Benes.

Alerta

“A gente agradece o trabalho do Tribunal de Contas, e o parabeniza por estar alertando os gestores para que tomem as medidas que estejam ao alcance de cada um para respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, comenta o presidente da entidade.

“Infelizmente, o alto índice de gastos ocorre pela queda da arrecadação versus o crescimento de gastos com a execução de programas federais, levando as gestões municipais a extrapolar os limites”, acrescenta.

Nota do Blog – Vamos ver até quando, a maioria dos prefeitos vai criar cargos e nomear comissionados, como a prefeita de Mossoró, que de uma tacada criou 50 cargos e uma nova secretaria.

Leia também: Para situações excepcionais, medidas excepcionais (AQUI).

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terça-feira - 04/07/2017 - 17:46h
Mossoró

Prefeitura gasta mais de 60% de receita com folha de pessoal

Tribunal de Contas do Estado dá sinal de "alerta", mostrando que gestão municipal deve conter abuso

A Prefeitura Municipal de Mossoró, segundo relatório e alerta do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – veja AQUI, está ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no Demonstrativo da Despesa com Pessoal. A situação é delicada.

A verificação dos índices de Demonstrativo da Despesa com Pessoal (em percentual da receita corrente líquida) mostra extrapolação do limite estabelecido na LRF, art. 20, III, “b”, para a despesa total com pessoal.

Os dados levantados, decorrentes do último bimestre do exercício 2016, indicam que 60,37% da receita líquida do erário estão comprometidos com folha de pessoal. O máximo permitido seria de 54%.

A LRF ainda flexibiliza em 48,60% o “Limite de Alerta” e o “Limite Prudencial” em 51,30%.

Proibições e medidas

O gestor (a), está proibido (a) de uma série de decisões administrativas que acarretam mais despesas, como apontados nos incisos de I a V do parágrafo único do art. 22, da Lei de Responsabilidade Fiscal:

I – concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual, ressalvada a revisão prevista no inciso X do art. 37 da Constituição;

II – criação de cargo, emprego ou função;

III – alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;

IV – provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança;

V – contratação de hora extra, salvo no caso do disposto no inciso II do § 6o do art. 57 da Constituição e as situações previstas na lei de diretrizes orçamentárias.

Mais do que vetos a medidas que onerem mais ainda o caixa municipal, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) precisa “adotar as providências necessárias para eliminar o percentual excedente”, avisa o TCE.

Até aqui, há sinalizadores em direção contrária. Criou uma secretaria (Cultura) e mais 40 cargos comissionados (veja AQUI) só nessa pasta. Também não promoveu qualquer reforma administrativa que pudesse reduzir essa modalidade de emprego gratificado, com fusão e extinção de secretarias. A prefeitura segue no fio da navalha.

O objetivo de redução de despesas, atesta a LRF no seu artigo 23, “poderá ser alcançado tanto pela extinção de cargos e funções quanto pela redução dos valores a eles atribuídos”, além de outras medidas.

Decretos e mais contratações

Na primeira semana de governo, em janeiro, a prefeita baixou decreto sob o número 5.025/2017, que estabelecia redução dos cargos comissionados “em até 50%” (veja AQUI) do que estabelece a Lei Complementar n. 122/2016 – que rege a contratação/nomeação dos comissionados. Na prática, meses depois fez um ziguezague para driblar o próprio ato administrativo, criando um enxerto que permite mais cargos.

Na primeira quinzena de abril, a prefeita emitiu outra resolução administrativa, que atropelava a de janeiro. Estabeleceu que “os cargos de diretor e vice-diretor de escolas para as unidades de maior porte, que funcionam em dois turnos, e diretor de Unidades de Saúde”, ficariam “de fora” da exigência de nomeação de no máximo 50% dos cargos comissionados previstos no decreto de janeiro.

Quantos comissionados?

Hoje, seria quase impossível alguém fora do círculo fechado do poder afirmar, com segurança, quantos cargos comissionados tem a gestão municipal (veja AQUI postagem especial sobre o assunto).

Erasmo: no JOM (Foto: arquivo)

Oficialmente, foram detectadas 524 nomeações  até o mês de maio, numa série de levantamentos colhidos do próprio Jornal Oficial do Município (JOM), pelo Blog do Tio Colorau (veja AQUI). Um trabalho de controle social de grande valor, que se diga, realizado pelo editor da página, Erasmo Carlos Firmino.

Mas com o decreto de abril e remanescentes da gestão Francisco José Júnior (PSD) que foram mantidos, essa multidão pode passar de 650 ou 700 nomeados. Quem sabe?

A contratação desenfreada de comissionados compromete folha e investimentos, como chegou a detalhar o articulista do Blog Carlos Santos, Gutemberg Dias (veja AQUI). “Oficialmente, a prefeita já nomeou 173 pessoas além do que seu primeiro decreto prescrevia,” alertou Dias, mostrando o estrago continuado dessa acomodação.

O TCE mostra que esse viés de alta no gasto com folha não é novidade. Puxa daqui, alinha ali, sempre se acomoda tudo. O contribuinte paga a conta. No momento, são mais de 6 mil servidores de carreira, além de terceirizados a perder de vista. Quantos comissionados? Quem sabe?

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quinta-feira - 08/06/2017 - 18:38h
Hoje

Prefeito de Natal é denunciado por Procurador Geral de Justiça

O Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis Lima ofereceu ao Tribunal de Justiça do RN (TJRN), nesta quinta-feira (8), denúncia contra o Prefeito de Natal, Carlos Eduardo Nunes Alves (PDT), pela captação indevida, nos anos de 2015 e 2016, de tributos que somente seriam devidos nos anos subsequentes (2016 e 2017, respectivamente).

A antecipação teve como objeto o IPTU, a Taxa de Lixo, a COSIP e a TSD (Taxa sobre Serviços Diversos), e resultou na arrecadação de cerca de R$ 46 milhões em dezembro de 2015 e de, aproximadamente, R$ 56 milhões, no último mês de 2016. No total, a manobra fiscal levou à captação adiantada de R$ 102.096.467,59, em duas oportunidades, dos contribuintes natalenses.

LRF

A atuação comissiva do Prefeito violou o art. 37 da Lei de Responsabilidade Fiscal e se enquadra, em tese, no art. 1º, inciso XXI, do Decreto-Lei 201/67, que prescreve como crime a conduta de “captar recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido”.

Pelo que se apurou no Procedimento Investigatório Criminal, as receitas de um ano fiscal foram claramente utilizadas para pagamento de despesas da Prefeitura do ano anterior, o que reforça a ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal.

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quinta-feira - 08/06/2017 - 07:08h
LRF

MP aciona Robinson Faria por improbidade administrativa

O Ministério Público Estadual (PMRN) entrou com ação contra o governador Robinson Faria (PSD) pelo crime de improbidade administrativa. A ação foi protocolada pelo Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis, nesta quarta-feira (7). Além do governador do RN, a ação também é contra o secretário estadual do Planejamento e das Finanças, Gustavo Nogueira.

O MPRN informou que a ação foi motivada por ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em virtude do descumprimento dos limites de gastos com pessoal do Poder Executivo e do dever legal de agir para reduzir essa despesa. Ao contrário disso, ainda segundo o Ministério Público, o Governo teria aumentado as despesas mediante a edição de atos administrativos e iniciativa de leis que, ao final, conduziram o Estado ao patamar de comprometimento de 56,87% da despesa de pessoal em face da Receita Corrente Líquida do Estado, acima do limite máximo de 49%.

Na mencionada ação de improbidade, é destacada a manobra fiscal empreendida pelo governador Robinson Faria e o secretário Gustavo Nogueira, na elaboração do relatório de gestão fiscal do 2º quadrimestre de 2016, quando excluíram deliberadamente despesas realizadas e não computadas para fins de aferição dos limites da despesa com pessoal.

O RN está nessa situação de “ofensa” à LRF há 28 meses.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
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