sexta-feira - 17/03/2017 - 20:18h
Feitiço e feiticeiro

TCE investiga gestão de Rinaldo Reis em Procuradoria

Por Dinarte Assunção (Portal Noar)

Às vésperas do processo eleitoral no Ministério Público do Rio Grande do Norte, denúncias envolvendo a atual gestão do Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis, começam a surgir.

Reis: questionamentos e constrangimentos (Foto: Wellington Rocha)

Após suspeitas terem sido lançadas sobre a pretensão de um aluguel, por cinco anos, no valor de R$ 15 milhões para abrigar promotorias, dessa vez, o noticiário ministerial surge com uma investigação aberta contra o PGJ por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, fato originado no final de 2015, mas até agora desconhecido pela sociedade.

Trata-se de representação movida pelos procuradores de Justiça contra Rinaldo Reis em processo no qual se descreve que o chefe do Ministério Público concedeu aumento salarial para cargos e funções comissionadas quando o Ministério Público se encontrava excedendo o limite de 95% da despesa com pessoal.

VEJA AQUI A ÍNTEGRA DA ACUSAÇÃO

Em reposta, Rinaldo Reis afirmou que se tratava de revisão anual, o que é previsto em lei. Ele ainda questionou o comportamento dos procuradores, já que o aumento contestado era de 6% e os procuradores haviam sugerido 9,56%. Pediu ainda o arquivamento, o que não aconteceu.

A ÍNTEGRA DA DEFESA DE RINALDO PODE SER VISTA AQUI

Processo

No TCE, o caso foi distribuído à relatoria do conselheiro Renato Costa Dias, que o submeteu à Diretoria de Despesa com Pessoal para emissão de parecer.

O texto preliminar, no entanto, se debruça sobre uma questão técnica jurídica, a respeito do emprego dos verbos revisão e reajuste, e indaga se, para efeitos da lei, quais seus sentidos, pois se houve revisão com base em inflação, não terá havido crime contra a LRF. Mas se houve aumento salarial, a improbidade poderá se configurar.

Além disso, o documento informa que os dados informados pela PGJ são de um tempo anterior à questão denunciada pelos procuradores de Justiça. Assim, o processo aguarda por mais informações da administração do Ministério Público do Rio Grande do Norte para elaboração do parecer final.

A última movimentação processual do caso data de junho do ano passado. Segundo o TCE, todos os prazos estão sendo respeitados.

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terça-feira - 07/02/2017 - 20:30h
Portal

Governo Rosalba mantém Transparência sem informações

Do Blog Carol Ribeiro

Ainda não é possível consultar os dados financeiros da Prefeitura de Mossoró referentes a 2017. O Portal da Transparência não tem as movimentações do primeiro mês da gestão Rosalba Ciarlini (PP).

Todos os dados são referentes aos anos de 2009 a 2016. A disponibilização das informações sobre execução orçamentária e movimentações financeiras públicas é regulamentada pela lei 131/2009, complementar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pela determinação, as movimentações sobre receitas e despesas dos entes públicos devem ser disponibilizadas em meio eletrônico que possibilite o acesso público, em tempo real, ou seja, até o primeiro dia útil subseqüente à data do registro contábil no respectivo sistema.

Nota do Blog – Como se já não bastasse a dificuldade de navegabilidade que havia no Portal da Transparência de Mossoró, agora nem os dados estão mais disponíveis, num desrespeito à legislação e à população do município.

Ainda não se sabe como a prefeita de Mossoró está lidando e movimentando a verba pública municipal.

O Blog entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró sobre o assunto, mas ainda não obteve retorno.

Nota do Blog Carlos Santos – Muito bem, Carol. Transparência e controle social.

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quarta-feira - 28/12/2016 - 13:07h
"Exemplo"...

MP do RN tem o maior gasto do país com pessoal

Por Dinarte Assunção do Portal Noar

O Ministério Público do Rio Grande do Norte lidera o ranking de gastos com pessoal entre todas as unidades estaduais do Brasil, indicam dados da Secretaria de Tesouro Nacional, segundo quem o MPRN está muito acima dos limites permitidos para esse tipo de despesa.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) define que, para o Ministério Público, as despesas com pessoal devem observar três limites. Há o de alerta, fixado em 1,8% da receita corrente líquida; o 1,9%, que é o limite da alerta, a partir do qual novos gastos com pessoal devem ser contratados e o limite máximo, de 2% da receita. O MPRN está em 2,23%.

Até esta quarta-feira (28), os números atualizados da Procuradoria Geral de Justiça indicavam movimentação financeira, ao longo de 2016, de R$ 264.472.198,85, sendo, pelo menos, R$ 177.436.244,20 para uma folha de 1.015 pessoas, sendo cerca de 420 funções gratificadas.

Comparativo

Outros números do Ministério Público em 2016 são: R$ 15,2 milhões em auxílio-alimentação; R$ 26 milhões em indenizações R$ 10 milhões em investimentos.

A maior unidade estadual do Ministério Público do Brasil, o de São Paulo, com 2020 promotores – o do Rio Grande do Norte tem 223 – tem o menor gasto proporcional com pessoal, comprometendo 1,32% da receita corrente líquida.

No Nordeste, estados de maior porte que o Rio Grande do Norte aparecem em posição confortável. O Ceará é o 13º no ranking geral (1,77%). Pernambuco e Bahia, com 1,56% cada, só perdem para São Paulo.

A reportagem tentou, sem sucesso, contatar a assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado para repercutir os dados.

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sexta-feira - 28/10/2016 - 08:46h
Mossoró

Ação do MP é vista como “descabida” por Governo Municipal

“Pautada na transparência e zelo com o patrimônio público, a atual administração do Executivo municipal realizou nesta quinta-feira, 27, a primeira reunião para entrega de documentos à equipe de transição designada pela prefeita eleita do município de Mossoró para os anos de 2017 a 2021”. A informação é passada ao Blog pela jornalista Luziária Machado, secretária municipal da Comunicação Social de Mossoró.

Luziária: governo tem colaborado (Foto: PMM)

Segundo ela, “a reunião aconteceu antes mesmo do prazo estabelecido na legislação e pela própria portaria expedida pelo município, em uma demonstração de total colaboração com o bom andamento da transição entre as duas gestões, causando-nos estranheza o título dado à  matéria postada no Blog Carlos Santos em 27 de outubro de 2016, MP tenta evitar que prefeito gere mais dificuldades para Rosalba (veja AQUI), uma vez que Mossoró foi a primeira cidade do Estado do Rio Grande do Norte a nomear a comissão e iniciar o processo de transição”.

“Engessamento”

Luziária pondera, que “a administração reconhece o valoroso papel do Ministério Público em defesa dos direitos do cidadão, porém, apesar não ter recebido qualquer notificação a respeito da referida Ação Civil Pública (ACP), a gestão considera descabido seu conteúdo”.

Alerta, que isso “poderá resultar, caso seja deferida a liminar, em um engessamento em diferentes setores de vital importância para o cidadão mossoroense, uma vez que o município possui diversos contratos que estão sendo encerrados neste período, e a população não poderá ficar desassistida, necessitando de sua imediata renovação”.

Adianta ainda, que “a Procuradoria Geral do Município, assim que notificada, irá se manifestar nos autos e tomar as providências cabíveis para manter funcionando os serviços básicos à população mossoroense”.

Foco da ACP

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio dos promotores de Defesa do Patrimônio Público de Mossoró e do Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público (GARPP), ajuizou Ação Civil Pública (ACP) visando impedir que o prefeito de Mossoró – Francisco José Júnior (PSD) – realize novos empenhos e assine novos aditivos e contratos até o final de seu mandato.

Também requer nessa ACP, a suspensão dos pagamentos empenhados referentes a contratos celebrados desde maio de 2016, em desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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sábado - 06/08/2016 - 07:32h
Manifestação

Marcco é contra projeto que fere Lei de Responsabilidade Fiscal

Movimento Articulado de Combate à Corrupção do RN (MARCCO) emite nota contra a PLP 257, que trata do Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal, sob o argumento de estimular o reequilíbrio fiscal dos entes federativos.

Na ótica do Marcco, a essência da proposta fere frontalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Veja a nota abaixo:

O Movimento Articulado de Combate à Corrupção do RN (MARCCO) vem a público se manifestar contra o PLP 257, atualmente em tramitação na Câmara Federal, que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal, e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal; e altera, dentre outras, a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Tal projeto, concebido com o escopo de promover uma renegociação da dívida dos estados, representa, na realidade, sérios riscos para o funcionamento dos serviços públicos, na medida em  altera a Lei de Responsabilidade Fiscal, incluindo  diversos itens, que hoje não são computados, na rubrica de despesa com pessoal, medida que provocará verdadeira asfixia orçamentária em diversas instituições, resultando na ultrapassagem, em muito, dos limites de despesas com pessoal de todos os poderes e instituições, promovendo, na prática, um verdadeiro desmonte dos serviços públicos, hoje já prestados precariamente.

Conforme projeções firmadas por diversas instituições (Ministérios Públicos, Tribunais de Justiça e de contas, etc,), a aplicação das disposições contidas no referido projeto de lei  praticamente inviabilizará o funcionamento de tais órgãos, chegando a ser necessário, em alguns casos, a exoneração de TODOS os servidores da respectiva instituição, inclusive os estáveis.

Além disso, o supracitado projeto de lei atinge também diretamente os serviços públicos em geral, hoje já prestados de forma insatisfatória, na medida em impede a realização de concursos e ampliação de quadros,  resultando, para a sociedade, na precarização cada vez maior dos serviços públicos prestados.

É de se ressaltar que o referido projeto de lei atinge fortemente as instituições incumbidas do combate à corrupção, na medida em que, além de impedir a expansão de seus serviços, promoverá sensível redução em seus quadros funcionais, já que será impossível cumprir os limites da LRF sem redução do número de servidores, estáveis e comissionados.

O MARCCO compreende a gravidade do problema fiscal envolvendo a dívida dos estados com a União e a necessidade de medidas no afã se buscar o equilíbrio nas contas públicas.

Entretanto, tais medidas não podem chegar ao ponto de inviabilizar o funcionamento de poderes e instituições essenciais ao Estado Democrático de Direito, nem de precarizar os serviços públicos fundamentais prestados à sociedade.

Assim, o MARCCO alerta a sociedade para os graves prejuízos que a adoção de tal lei trará aos serviços públicos em geral e, em particular, aos entes incumbidos do combate à corrupção, fazendo também um apelo à bancada federal do Rio Grande do Norte no sentido de buscar alternativas ao projeto, com o escopo de evitar os efeitos nefastos contidos na proposição na forma como foi apresentada.

Natal/RN, 05 de agosto de 2016.

Integram o MARCCO/RN as seguintes instituições públicas e privadas: Associação de Magistrados do RN; Associação do Ministério Público do RN; Associação dos Juízes Federais do RN; Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho no RN; Controladoria Geral do Município de Natal; Controladoria-Geral da União no RN; Delegacia da Receita Federal do Brasil em Mossoró; Delegacia da Receita Federal do Brasil em Natal; Ministério Público do Estado do RN; Ministério Público do Trabalho/PRT 21a Região; Ministério Público Federal /PRRN; Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas do Estado do RN; Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional RN; Procuradoria da Fazenda Nacional/RN; Procuradoria da União no RN; Procuradoria Federal no RN; Secretaria de Estado da Tributação do RN; Superintendência da Polícia Federal no RN; Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no RN; Superintendência do Patrimônio da União no RN; Superintendência da Agência Brasileira de Inteligência no RN; Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no RN; Tribunal de Contas da União/Secex-RN; Tribunal de Contas do Estado do RN; União dos Auditores Federais de Controle Externo no RN; Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

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terça-feira - 05/07/2016 - 07:02h
Hoje

Governo decreta série de medidas para redução de despesas

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte publica nesta terça-feira (5), no Diário Oficial do Estado, o decreto de nº 26.197 que trata da redução de despesas de custeio nos órgãos e entidades do Executivo Estadual e determina a apresentação de uma proposta de Lei Complementar para a realização de reforma administrativa no Estado.

O documento traz diretrizes sobre a contenção de gastos em contratos com empresas de terceirização de mão de obra, locação de veículos, equipamentos, imóveis e combustível e dá, à Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan), um prazo de 30 dias para apresentar a proposta de Lei Complementar sobre a reorganização do Executivo.

A respeito dessa Lei Complementar, o decreto define que terá entre os objetivos promover “a racionalização da estrutura, com redução do quadro de cargos comissionados e funções gratificadas dos orgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta” além do “aumento da eficiência, eficácia e efetividade do gasto com cargos comissionados e funções gratificadas”. O Rio Grande do Norte já é o estado com o menor índice de cargos comissionados, com 1.139 cargos em um total de 60 mil servidores ativos.

Contratos

O decreto leva em consideração a frustração de receita no primeiro quadrimestre deste ano, que já alcançou montante superior a R$ 155 milhões, e a necessidade de priorizar os pagamentos dos servidores estaduais e a redução de despesas com pessoal em adequação ao limite de gastos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com a publicação da norma, está fixada a redução em 25% das despesas em contratos com empresas terceirizadas de mão de obra e de locação de veículos e equipamentos. Órgãos que possuem imóveis locados deverão realizar revisão de contratos para buscar uma redução de 20%, sendo prioridade para a substituição de locações os imóveis de propriedade do Estado.

O decreto não se aplica à Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), que deverão apresentar em até 30 (trinta) dias estudos que demonstrem o percentual máximo de contratos e outros acordos passíveis de redução.

Telefonia e veículos

Outra meta é a economia de 20% na redução do número de telefones celulares utilizados pelos órgãos do Executivo e 30% no consumo mensal dos aparelhos. Em relação aos veículos oficiais próprios, locados, cedidos, doados ou que estejam devidamente autorizados a prestar serviços ao governo, a meta é reduzir em 20% o consumo de combustíveis.

Os veículos oficiais deverão ser recolhidos no último dia útil da semana no fim do expediente, com exceção dos que desempenham atividades de fiscalização, segurança pública e de emergência médica.

Em relação à cessão de servidores, a determinação é que a remuneração dos profissionais cedidos seja custeada pelo órgão de destino, sendo revogada automaticamente caso não haja o cumprimento do pagamento do ônus.

O decreto também limita a quantidade de servidores em viagens oficiais e veda o custeio de viagens para congressos, seminários e afins.

O cumprimento das medidas previstas no Decreto será fiscalizado pelas secretarias de Estado do Planejamento e das Finanças (SEPLAN), da Administração e dos Recursos Humanos (SEARH) e pela Controladoria-Geral do Estado (CONTROL), por meio de relatório circunstanciado.

Veja íntegra do decreto clicando AQUI.

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

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segunda-feira - 15/02/2016 - 23:28h
E agora?

MPRN ultrapassa limite da Lei de Responsabilidade Fiscal

Do portal Noar

O que era temido pelos procuradores de Justiça do Rio Grande do Norte aconteceu. Após ultrapassar o limite prudencial de gastos com pessoal, o Ministério Público do RN (MPRN) extrapolou, no último quadrimestre de 2015, o limite legal de 2% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com isso, precisará tomar medidas urgentes para sair da situação de ilegalidade.

Alegando que o órgão chegou a esta situação fiscal por causa da redução na arrecadação do Estado, o procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, anunciou, em fórum realizado nesta segunda-feira (15), as medidas para tentar superar o problema.

A primeira delas será um plano de incentivo à aposentadoria de funcionários da instituição que já tenham condições de ter o “benefício” concedido.

Providências

Caso a primeira ação não tenha o efeito esperado até maio, poderá haver extinção de cargos, exoneração de comissionados, demissão de servidores não estáveis, demissão de servidores estáveis e remanejamento de pessoal no âmbito do MPRN. As futuras providências deverão ser tomadas após estudo técnico no setor de recursos humanos.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores do MPRN, Aldo Clemente, Rinaldo Reis é o responsável pela crise fiscal instaurada no MPRN. “O procurador-geral de Justiça é que tem que explicar como chegou à essa situação. Foi na gestão dele. Nunca antes o MPRN tinha ultrapassado o limite legal. Isso é reflexo da política da atual gestão”, criticou.

Clemente atribuiu os gastos com pessoal acima do percentual permitido ao cumprimento de promessas de campanha por parte de Reis. Ele questionou ainda sobre a posição da Promotoria do Patrimônio Público em relação ao caso. “Quando qualquer órgão ultrapassa o limite legal, o MP, que o órgão fiscalizador, abre um inquérito civil. Mas quem vai fiscalizar o MP?”, indagou.

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terça-feira - 09/02/2016 - 18:26h
Dificuldades

Lei de Responsabilidade Fiscal ameaça 20 estados

A crise econômica e os desajustes nos orçamentos fizeram os estados arrecadarem no ano passado quase R$ 30 bilhões a menos do que o esperado e avançar sobre limites de gastos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pelo país, as perspectivas para o ano são de mais atrasos em pagamentos e nos salários dos servidores.

Levantamento feito pela Folha de São Paulo mostra que a maioria dos governos obteve menos receitas com tributos e com transferências federais do que o previsto num ano atrás.

Os problemas financeiros também levaram a maioria dos governadores a piorar o comprometimento das finanças com pessoal em 2015. Vinte deles ultrapassaram limites estabelecidos pela norma ao longo do ano. O nível de endividamento dos governos teve elevação generalizada.

Apenas três estados conseguiram ampliar a arrecadação de tributos em valores corrigidos pela inflação. Um deles foi o Paraná, primeiro a articular um pacote de aumentos de impostos neste mandato. Os demais são o Pará e o Maranhão.

O RN é o campeão entre os que estão duelando com os números. É o primeiro colocado entre 20 estados que ultrapassaram os limites da LRF, com 52,53% (49% é o teto).

Veja reportagem completa AQUI.

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terça-feira - 20/10/2015 - 23:46h
Entrevista

Robinson diz que greve da Uern é marcada por incompreensão

O governador Robinson Faria (PSD) avalia que falta compreensão aos grevistas da Universidade do Estado do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), num momento delicado da gestão estadual. A continuidade da greve, resolvida hoje (veja AQUI), é prejudicial sobretudo ao alunado.

Robinson avaliou greve durante entrevista hoje na Ponta Negra (Foto: divulgação)

O governador disse hoje ao Jornal do do Dia, da TV Ponta Negra, que o Tribunal de Justiça ainda julgará a ilegalidade da greve, mas adiantou o sentimento em relação ao período de paralisação na instituição.

Salários em dia

“Fico triste porque quem está pagando são os alunos. Tivemos ao menos seis reuniões com os sindicatos, com minha presença, que não estão compreendendo que o Estado está acima do seu limite prudencial”, salientou.

E foi incisivo na crítica: “Mesmo assim, cerca de R$ 60 milhões em salários foram pagos aos servidores da Uern, em dia, mesmo sem a prestação do serviço. Eles sabem que o aumento não foi dado porque o Governo não está autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Veja bastidores em nosso Twitter clicando AQUI.

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quarta-feira - 09/09/2015 - 16:09h
Gustavo Nogueira

Secretário apresentará relatórios fiscais a deputados

A Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do RN recebe, nesta quinta-feira (10), às 10h, o secretário estadual de Planejamento e das Finanças, Gustavo Nogueira. O secretário participará de uma audiência pública na Comissão.

Nogueira fará apresentação dos relatórios fiscais do terceiro quadrimestre de 2014 e primeiro e segundo quadrimestres de 2015, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O relatório de gestão fiscal demonstra o gasto com pessoal e encargos em relação à receita corrente líquida, o nível do endividamento, as operações de créditos, os avais e garantias em relação à receita corrente líquida, além de tratar de restos a pagar e disponibilidade de caixa.

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quarta-feira - 08/07/2015 - 21:18h
Saúde

Governo diz que é “impossível” atender a grevistas

“Estamos impedidos legalmente de criar cargos, promover concursos ou aumentar despesas do Governo. No momento é impossível para o Governador enviar (ao Legislativo) uma proposta de aumento salarial”. Essa exposição foi feita hoje na Governadoria, pela secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, em reunião com representantes de grevistas da Saúde.

O governador Robinson Faria (PSD) recebeu em audiência representantes do Sindsaúde na manhã desta quarta-feira (8) para tratar dos pontos de pauta do movimento grevista.

Acompanharam a reunião Tatiana Mendes Cunha, o adjunto da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Haroldo Vale, e a coordenadora dos Recursos Humanos da Sesap, Ângela Lobo. ongelados desde 2010.

Em se tratando do reajuste salarial de 27% que a categoria pede, Robinson Faria explicou que isso não é possível pelo “engessamento” do Estado com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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quarta-feira - 08/07/2015 - 12:55h
Assembleia geral

Greve continua na Uern; proposta é rejeitada

Professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) rejeitaram, em assembleia extraordinária realizada na manhã de hoje, a proposta enviada pelo Governo do Estado e Reitoria da instituição. Previa um reajuste de 12,053% para todos os docentes ativos, através de auxílios ainda não especificados.

A proposição determinava que os valores reivindicados pela categoria seriam devidamente concedidos, através de auxílios, o que impediria que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) barrasse a medida. A proposta, porém, excluía os docentes aposentados, que não seriam contemplados com o realinhamento.

A Reitoria também apresentou uma planilha para os docentes, onde apresenta os valores para investimento na universidade, além de mostrar o andamento das obras e melhorias estruturais previstas na pauta de reivindicações da categoria. O documento, não se compromete porém com pontos fundamentais das exigências, como a realização imediata do concurso público na Uern.

Encaminhamentos da assembleia

  • Rearticular o Fórum dos Servidores Públicos Estaduais
  • Solicitar ao Reitor que reúna o Conselho Diretor e cumpra o acordo formalizado com os segmentos da UERN, tomando por base o Documento enviado pela CPO (Comissão Permanente de Orçamento)
  • Reunião com os estudantes
  • Assembleia geral unificada com Técnicos, na Reitoria
  • Moção em apoio à militante boliviana Márcia Torrico

Amanhã será mais um dia de mobilização para os docentes da Uern, que farão uma série de atividades na Praça Rodolfo Fernandes (Pax).

A partir das 8h os professores participam de um ato público na praça, divulgando as demandas grevistas e dialogando com a população de Mossoró. Às 16h, o comando de greve abre espaço para uma série de apresentações musicais, culturais e teatrais, com a participação de artistas de Mossoró e região.

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segunda-feira - 06/07/2015 - 20:32h
Perdas

CCJ ouve servidores do Judiciário do RN sobre projetos

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) fez reunião extraordinária nesta segunda-feira (6) para ouvir representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte (SISJERN) da posição da categoria sobre três Projetos de Leis Complementares provenientes do Tribunal de Justiça que chegaram à Comissão.

Deputados ouvem servidores sobre perdas que tiveram (Foto: Eduardo Maia)

“Estamos cumprindo o nosso compromisso de escutar os interessados em projetos que chegam a esta comissão, de uma forma democrática. Jamais iríamos votar essas matérias sem ouvir os servidores que nos pediram esse espaço”, afirmou a presidente da CCJ, deputada Márcia Maia (PSB), na abertura dos trabalhos.

Em nome dos servidores falaram os advogados Felipe Monnerat e Daniel Pessoa como representantes do SISJERN, que contestaram as argumentações do Tribunal de Justiça para modificar a forma de pagamento da Gratificação de Técnico de Nível Superior (GTNS), fixando valores diferentes para servidores da mesma carreira.

Direito

“O congelamento da gratificação no valor atual, pago a cada servidor produzirá violação no princípio constitucional da isonomia, que proíbe o pagamento de remunerações diferentes a servidores que exercem a mesma função pública, sem justificativa legítima para essa distinção. O percentual foi um direito dos servidores conquistado na Justiça”, afirmou Felipe Monnerat.

Ele disse ainda que o pagamento não fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O outro representante do Sindicato, advogado Daniel Pessoa, explicou para os integrantes da CCJ que “os servidores estão lutando para não reduzir o que já ganham, que foi conquistado ao longo de oito anos”.

O advogado disse ainda que o Projeto de Lei Complementar que trata dos diretores de secretarias acaba com esses cargos e passa para Comissionados, reduzindo os atuais salários de R$ 5.800,00 para R$ 2.600,00.

Dois dos projetos vão ser relatados pelo deputado Albert Dickson (PROS) e um por Carlos Augusto (PTdoB). Participaram da reunião os deputados Márcia Maia, Carlos Augusto, Albert Dickson, Gustavo Fernandes (PMDB) e José Adécio (DEM) que fazem parte da Comissão e mais o deputado Fernando Mineiro (PT), que é líder do Governo na Assembleia.

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terça-feira - 23/06/2015 - 14:22h
UERN

Procurador diz que “não há saída” para greve com LRF

“Nesse cenário, não há saída”. Esse o ponto de vista do procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sobre o que é pleiteado por técnicos e professores da Universidade do Estado do RN (UERN).

Rinaldo: a lei (Foto: Blog Carlos Santos)

Ele presidiu reunião hoje pela manhã em seu gabinete (veja postagens mais abaixo), envolvendo representantes dos grevistas da universidade, reitor Pedro Fernandes Neto, deputado estadual Fernando Mineiro (PT), senadora Fatima Bezerra (PT) e Tatiana Mendes Cunha – secretária-chefe do Gabinete do Estado.

Também participou o promotor Afonso Ligório.

O impasse foi mantido. O Governo tem boa vontade, diz estar aberto ao diálogo, propõe-se a resolver a questão, mas não tem meios para dar o reajuste salarial de 12,035% – conforme acordo que deriva do final da administração Rosalba Ciarlini, em 2014.

Rinaldo foi claro. Não tergiversou, apesar de ter levantado uma alternativa d características draconianas.

Auxílio

Ele levantou a hipótese de que o Governo atenda ao compromisso utilizando o artifício da suplementação salarial, como “auxílio-alimentação”. Não agradou aos representantes de técnicos e professores.

Os aposentados/pensionistas seriam instantâneamente prejudicados. Não podem auferir esses benefícios pecuniários. Os servidores ativos ficariam sem tê-los lançados para efeitos previdenciários/de aposentadoria.

“Espero que eles (os grevistas) consigam esse ganho. Acho justo”, disse Rinaldo Reis. “Mas o governador Robinson Faria (PSD) não pode desobedecer à LRF. O Estado está acima do limite de 49% de gastos com pessoal”, alertou.

Em nota oficial publicada há poucos dias, o Governo disse que “o Estado enfrenta hoje sérias dificuldades financeiras, resultantes não somente da herança de um déficit de caixa superior aos R$ 800 milhões, mas da frustração de receitas que se aproxima dos R$ 100 milhões, comparando-se ao que foi orçado”.

As contas não batem.

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terça-feira - 31/03/2015 - 11:34h
RN

As muitas dificuldades da Educação

As dificuldades no setor de Educação do Rio Grande do Norte não são poucas. Os números assustam.

Faltam mais de mil professores em sala de aula. Química, Física, Matemática e Biologia são as maiores carências.

Há municípios em que existe escola sem sequer um professor, casos de Bodó e Nísia Floresta, por exemplo.

Cerca de 11 mil professores aguardam mudança de nível, num custo que passaria dos 43 milhões de reais.

Mais de mil estão prontos à aposentadoria.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impõe limites a contratações. O Estado está “por aqui” com o “limite prudencial”.

Não está fácil, não está fácil.

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sábado - 08/03/2014 - 07:18h
RN Sem Sorte

Propaganda e realidade batem de frente em Governo Rosalba

Numa longa peça de propaganda que começou a ser divulgada em emissoras de televisão, o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) faz balanço de três anos de gestão e garante, que o RN “está no rumo certo”, com suas contas equilibradas.

Na contramão do que divulga à melhoria de sua imagem, os números do Demonstrativo da Despesa com Pessoal, 3º quadrimestre de 2013, que o próprio Executivo relatou, revela que o Estado ultrapassou o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Atingiu R$ 3.298.767.266,91 em despesa com pessoal para fins de apuração do limite, com Receita Corrente Líquida de R$ 6.868.758.196,78.

Isso representa um percentual de 48,03%. A LRF estabelece limite prudencial de 46,55% e um limite legal de 49%.

A propaganda do Governo é farta em informações conflitantes e inverídicas, como chegar a ponto de listar o Hospital do Câncer de Mossoró, obra da iniciativa privada, como empreendimento seu.

Na Saúde e na Segurança Pública, os exemplos de excelência causam torpor e indignação a quem precisa dos serviços e se deparar com outra realidade.

Um leque de obras tocadas pela União também são apresentadas como iniciativas do Estado.

Mas não para por aí o surrealismo.

É um Rio Grande do Norte para inglês ver.

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Categoria(s): Administração Pública / Comunicação / Política
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quinta-feira - 14/03/2013 - 07:52h
Cadê a LRF?

Uma pergunta muito pertinente para a governadora

Carlos Santos,

Diante dos reajustes salariais anunciados em benefício dos procuradores estaduais, médicos, AL, MPE, TCE e TJ, onde foi parar o argumento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), usado reiteradas vezes pelo governo para negar a implantação dos Planos de Cargos e Salários de algumas categorias de servidores estaduais, os “simples mortais”?

Lucas Benevides – Webleitor

Nota do Blog – Boa pergunta a ser feita à governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Estranho, ainda, que até hoje o Governo do Estado não tenha entrado com questionamento legal contra os aumentos de cerca de 14 categorias, mesmo porta-vozes da atual administração afirmando que são todos ilegais..

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Categoria(s): E-mail do Webleitor
sábado - 04/08/2012 - 19:58h
Realidade nacional

Lei para todos os lados e democracia para poucos

Se a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Lei da Ficha Limpa, Lei Antinepotismo e o Código Penal fosse para todos, o Brasil avançaria séculos em poucos anos.

Temos leis aos borbotões e não param de produzir outras tantas. São normaas para isso e  aquilo.

O chamado Estado de Leis, o Estado Democrático de Direito, é ainda um esboço na Constituição “cidadã” e um simulacro de realidade em nosso cotidiano.

Inflizmente.

Ainda há muito a ser feito.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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sábado - 02/06/2012 - 04:25h
Anote

Uma crise que ronda a Polícia Militar do Rio Grande do Norte

A Policia Militar do Rio Grande do Norte, através da Lei Complementar 463 de 03/01/2012 (implementada no atual governo), teve seus vencimentos reajustados para ter vigência a partir de julho de 2012. Mas…

Infelizmente, nem tudo que é lei e assinado pelo governo, pode ser levado a sério. Assim tem ocorrido com outras categorias.

Um soldado em inicio de carreira – por essa lei – deve passar a ganhar R$ 2.200,00.

A expectativa na corporação é enorme. Acontece que a propria lei diz que a vigência fica condicionada ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que virou desculpas e justificativas para todos os males que recaem sobre servidores do Estado.

Ontem, o Estado divulgou os numeros da LRF. Segundo a interpretação dos números, o Estado continua no limite prudencial. O próximo relatório sairá somente em setembro.

A Policia Civil – é bom lembrarmos – conseguiu seu reajuste no ano passado depois de semanas em greve. Tomara que Governo do Estado e Militares tenham muito calma.

Prudência de lado a lado, para que esse ‘cabo-de-guerra’ que se avizinha não termine esgarçado, quebrando justamente no lombo do cidadão, que tem convivido com o espectro do medo, sem a devida cobertura da Segurança Pública.

Torçamos para que cenas extremadas que ocorreram no Rio de Janeiro, Ceará, Bahia etc. não ganhem corpo no Rio Grande do Norte.

De qualquer modo, ouvido ao chão como bom índio Sioux, Comanche, Apache ou Navajo.

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Categoria(s): Administração Pública / Segurança Pública/Polícia
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