sexta-feira - 28/11/2025 - 05:24h
Constatação

Licença ambiental é um dos gargalos do segmento petrolífero

Sedberg e Carvalho mostraram importância da agilidade (Foto: Divulgação)

Sedberg e Carvalho mostraram importância da agilidade (Foto: Divulgação)

A lentidão no licenciamento ambiental voltou ao centro do debate no 10º Mossoró Oil & Gas Energy. Empresas e entidades do onshore potiguar reforçaram que a falta de agilidade no processo é hoje um dos maiores entraves ao avanço do setor no Rio Grande do Norte. O evento começou terça-feira (25), sendo concluído nessa terça-feira, 2)7), na arena de eventos do Partage Mossoró.

Para os participantes, um modelo de licenças mais simples, previsível e eficiente é condição básica para atrair investimentos e manter um ambiente de negócios moderno e colaborativo.

Embora nenhuma atividade petrolífera possa funcionar sem licença ambiental válida, representantes do onshore apontam que, no RN, o processo tem sido excessivamente demorado.

Na conferência “Perspectivas da produção de óleo e gás no RN”, o CEO da Azevedo & Travassos Energia, Ivan Carvalho, destacou que a concessão pode levar cerca de sete meses, prazo que considera incompatível com a dinâmica da indústria. Segundo ele, o setor busca acelerar o trâmite sem flexibilizar normas ambientais.

“Não queremos fugir da responsabilidade. Queremos um processo mais simples, que gere agilidade. A burocracia trava uma atividade que movimenta a economia de forma singular”, afirmou.

Ônus e impacto

Levantamento do Observatório da Indústria Mais RN, da Fiern, mostra a dimensão do problema: licenciar no Estado pode custar até quatro vezes mais que em outros polos produtores e exigir até sete licenças por poço. Para o presidente da entidade, Roberto Serquiz, a palavra-chave é previsibilidade. Ele defende a conclusão da revisão da lei ambiental nº 272, em análise pelo Governo do Estado.

Avanços e perspectiva

A Associação Redepetro RN reconhece esforços do Idema para cumprir metas, mas avalia que ainda há espaço para ganhos de eficiência. “A velocidade do licenciamento pode gerar ainda mais prosperidade”, afirmou o presidente José Nilo dos Santos Júnior.

Apesar dos gargalos, o sentimento geral é de otimismo. O gerente de reservatórios onshore da Brava Energia, Frode Sedberg, vê grande potencial no Estado. “Precisamos de diálogo e de um ambiente competitivo, de ganha-ganha. acreditamos no Rio Grande do Norte e vamos permanecer aqui por muitos anos”, disse.

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Categoria(s): Economia / Gerais / Política
segunda-feira - 02/10/2023 - 22:52h
Poço exploratório

Petrobras obtém licença ambiental para perfuração na Bacia Potiguar

Navio-sonda utilizado no trablaho exploratório  (Foto ilustrativa/Petróleo Hoje)

Navio-sonda utilizado no trablaho exploratório (Foto ilustrativa/Petróleo Hoje)

A Petrobras recebeu, nesta segunda-feira (2/10), a licença ambiental do Ibama para perfuração de poço exploratório no bloco marítimo BM-POT-17, em águas profundas da Bacia Potiguar, na Margem Equatorial brasileira. O poço será perfurado a 52 km da costa.

A perfuração está prevista para ser iniciada nas próximas semanas, após a chegada da sonda na locação. Com a pesquisa exploratória, a companhia pretende obter mais informações geológicas da área para avaliar a viabilidade econômica e a extensão da descoberta de petróleo realizada em 2013 no poço de Pitu. Não há produção de petróleo nessa fase.

“Estamos muito otimistas e entusiasmados com a retomada de novos projetos pela Petrobras. A Margem Equatorial brasileira apresenta expressivo potencial petrolífero e será fundamental para o futuro da companhia, garantindo a oferta de petróleo necessária para o desenvolvimento do país e financiamento da transição energética”, disse Jean Paul Prates.

Margem Equatorial

A Bacia Potiguar abrange porções marítimas dos estados do Rio do Grande do Norte e do Ceará e é parte da chamada Margem Equatorial brasileira, que se estende entre os estados do Amapá e do Rio Grande do Norte. A região é considerada uma das mais novas e promissoras fronteiras mundiais em águas profundas e ultra profundas.

A companhia pretende perfurar 16 poços exploratórios na Margem Equatorial, em cinco anos. O investimento previsto para a região é de cerca de 3 bilhões de dólares, direcionado para projetos de pesquisa e investigação do potencial petrolífero da região.

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