segunda-feira - 16/06/2025 - 18:26h
Nem tudo e autismo

Congresso Cindi traz imersão completa no desenvolvimento infantil

Evento focará tema muito delicado (Foto: Arquivo/2024)

Evento focará tema muito delicado (Foto: Arquivo/2024)

Entre os dias 14 e 16 de agosto de 2025, o Centro de Convenções de Natal (RN) será palco do maior Congresso de Desenvolvimento Infantil da América Latina – o Congresso Internacional de Desenvolvimento Infantil (CINDI). Com o tema “Nem Tudo é Autismo”, o evento convida o público a uma profunda e transformadora jornada pelo universo do desenvolvimento infantil.

O Cindi 2025 promete ir além dos diagnósticos, explorando múltiplas perspectivas e desafios do desenvolvimento na infância. Serão mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais, workshops interativos, momentos de networking, feira de exposição de produtos e serviços relacionados e troca de experiências com quem está na linha de frente do cuidado, da pesquisa e da educação infantil.

Profissionais de saúde e educação – como professores, coordenadores, psicólogos, médicos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos – além de pesquisadores, estudantes e familiares são o público-alvo de um congresso que une ciência, prática e empatia em um só lugar. Rompendo os muros, o CINDI ainda alcança a marca de 1 milhão de contas conectadas durante o evento, além de uma impressão e interação elevadas em todas as redes sociais.

“Após dias de muito conhecimento, conexão, aprendizado e experiências únicas em duas edições (2023 e 2024), o CINDI decide realizar mais uma edição em Natal-RN com ainda mais novidades! Neste ano, teremos uma experiência transformadora sobre o desenvolvimento infantil, com uma expectativa de público de mais de duas mil pessoas, além de quatro palcos com mais de 50 palestras de especialistas e empresários renomados, compartilhando insights valiosos, além de Workshops, networking através dos mais de 30 stands e dos espaços interativos pensados exclusivamente para essa experiência de troca de conhecimentos.”, garante Bruna Andria, presidente do CINDI.

Essa experiência se torna ainda mais completa com a participação de empresas locais como a GameMind(TI), Pirilampo e Insight – pelo terceiro ano seguido-, gigantes nacionais como a Spider (recursos terapêuticos), Grupo Castro (cursos) e multinacionais como a FIAT.

Com oportunidade única de atualização profissional e inspiração pessoal, o CINDI se consolida como espaço essencial para quem busca compreender a infância de forma ampla, qualificada e respeitosa, focando em temas como diagnóstico diferencial, neurodivergências, autismo, linguagem, comportamento, aprendizagem e muito mais.

Garanta sua vaga! As inscrições estão abertas em: www.congressocindi.com.br

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Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 23/01/2023 - 23:00h
Francamente

Longe do limite da tolice

Sopa de letras, partidos, siglas, legendasPensei que “todos e todas” fosse o limite da tolice.

Mas, pelo visto, ainda estamos muito longe desse patamar.

Francamente!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
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domingo - 13/01/2019 - 19:50h

Do que você está falando, companheiro?

Por Rodrigo Levino

1. “A maioria das pessoas não sabia que ‘imoralidade’ significa algo mais que imoralidade sexual.”

O relato acima, do escritor britânico George Orwell, está no ensaio Propaganda e discurso popular, dos anos 30, parte de um conjunto de textos da época em que o autor analisa a linguagem e o discurso dos sindicatos proletários aos atores políticos da Inglaterra então em guerra.

Máscaras de Lula no acampamento de simpatizantes na sede da Polícia Federal em Curitiba (Foto Pablo Jacob - Agência Globo)

Em 2014, no Brasil, pesquisas qualitativas detectaram um deslize fatal do então candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), na Região Nordeste, ao se referir à presidente Dilma Rousseff (PT) como “leviana”.

Uma quantidade considerável de pessoas não sabia que “leviana” significa algo mais do que outra expressão popular para “rameira”.

2. Entre outros aspectos, como o léxico e até a prosódia (cita o estadista britânico Winston Churchill, que pronunciava mal “nazi” e “Gestapo”, assim como a gente comum; o primeiro-ministro igualmente britânico Lloyd George, que falava “kêiser”, a versão das ruas, e não “kaiser”, o que os aproximava do povo, um trunfo), Orwell trata, quando sobre a esquerda, da degradação das palavras, mormente seu engessamento pelos clichês de protestos sindicais e do Partido Comunista, que vão aos poucos revogando seus sentidos originais e se tornando pálidas aos ouvidos da massa.

3. As causas mudaram, os sindicatos morreram, as narrativas idem. Noventa anos depois, a linguagem, coitada, segue sendo açoitada.

Tomemos a mesma esquerda da qual tratava Orwell como amostra, numa versão local.

Mais fortemente após 2013, com o acirramento da disputa política no Brasil nas redes sociais, fascismo, nazismo e genocídio deixaram de carregar corpos, tragédias e história em seus significados e se transformaram em dispositivos de realçar virtudes, quando postos num falso contraste com o oponente, quase sempre um espantalho mal montado, genérico.

Junto da perda dos referenciais históricos e do bom senso, os limites também se alargam, o registro das palavras esmaece. Se tudo é fascismo, nada é fascismo. E quem saberia definir de pronto, assim que a palavra sair da boca?

4. Mesmo com a vida coalhada de violência por todos os lados, uma quantidade considerável de pessoas pode nem sequer relacionar semanticamente “genocídio” a seu cotidiano.

É que a retórica tem por limite a realidade, de modo que a pergunta se impõe: a violência estatal que se abate sobre as populações mais pobres e negra no Brasil pode ser mensurada pelos mesmos protocolos que definiram o que houve na aniquilação de jovens na Guerra Civil de Ruanda ou no Conflito dos Bálcãs?

5. A direita, por sua vez, dobrou todas as apostas nesta guerra de linguagem e, com trollagem, ataques coordenados e o humor incivilizado dos memes, desceu a uma boçalidade que não passou despercebida nem pelo vice-presidente, o general Hamilton Mourão, na última campanha eleitoral.

6. “Não passarão”, “Não vai ter golpe”, “Ele não”, “Lula livre”, “Eleição sem Lula é fraude”.

Assistiu-se nos últimos anos também ao florescer de slogans de batalhas perdidas, reciclados e adaptados da Guerra Civil Espanhola à romaria lulista, todos fontes de muita frustração. Um sucedendo ao outro numa peregrinação insensata por mudar os fatos, esses teimosos.

Especialmente no petismo, junto da repetição exaustiva desses gritos de guerra, a degradação da linguagem veio num crescente de cinismo, de “recursos não contabilizados” até “Dilmãe”, um negócio infantiloide, antipolítico.

O acúmulo desses dois vieses tomou a forma de escárnio e fermentou o ressentimento. De modo que quem já foi à luta com Dilma Bolada não pode se surpreender com o Mamãe Falei.

7. Acossada pelas denúncias e condenações por corrupção contra o PT e pelas consequências da crise econômica dilmista, a esquerda centrou força numa luta que é urgente, mas comunicada, sobretudo por e entre millennials, com uma estética irônica, elitista e excludente, logo impermeável à massa, esmagada pela violência e pela falta de trabalho.

Mansplaining, gaslighting, ghosting, empowerment são expressões de branding, não de causa humanitária urgente.

Desaforo, grosseria, má educação, atrevimento, desrespeito, abuso, violência, insolência, audácia, ofensa, cinismo; nossa língua, a do povo, é rica e pode dar conta de criar pontes entre desiguais e definir o que é inaceitável sem recorrer a modismos universitários americanos. O lacre venceu a práxis.

8. O mercado e a publicidade engoliram os novos revolucionários — a cadeia, os mais velhos.

“Antes de lacrar, verifique se você está contribuindo com questões urgentes de direitos humanos ou só fortalecendo a marca de uma grande corporação”: poderia ser um aviso permanente a uma nova esquerda que, nos anos 60-70, estaria sendo chamada de “distração burguesa” ou “alienada”.

9. Quem domina a linguagem ainda domina o discurso.

Rodrigo Levino, de 36 anos, é cozinheiro. Atuou e colaborou como jornalista por 12 anos na Folha de S.PauloPlayboyPoder, Piauí e em outras publicações. É escritor e jornalista de origem caicoense, com atuação também na imprensa do RN.

*Texto originalmente publicado na revista Época.

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Categoria(s): Artigo
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