quinta-feira - 08/12/2016 - 07:20h
Brasil

O “puxadinho” bancado pelo STF para proteger um réu

Que país é esse?

O homem mais importante da República é um réu: senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

O mesmo que trata magistrado por “juizeco”, desdenha ordem judicial e coloca o Supremo de joelhos a seus pés.

Nesse último caso, com razão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) não se deu ao respeito.

A maior Corte brasileira conseguiu o feito acrobático de retirar uma das prerrogativas do presidente do Senado, que é fazer parte da linha de sucessão do presidente da República, sem ejetá-lo do cargo (veja AQUI).

Sem atestado de bons antecedentes, o cidadão comum não toma posse no serviço público. Mas com prontuário rico, um senador requisita o Supremo para ser endossante da impunidade, em vez de “guardião da Constituição”.

Depois do “puxadinho” bancado pelo próprio STF na chamada Carta Magna, visto por Renan como “patriótica decisão” e não uma decisão legal (que deveria ser o correto), vale tudo.

Desisto.

Vou para a Manchúria.

Pobre Brasil!

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Categoria(s): Artigo / Opinião da Coluna do Herzog
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