quinta-feira - 09/03/2023 - 20:24h
Livro e vida

Para caminharmos juntos

Livro está no catálogo da Editora Viseu (Foto: pessoal)

Livro está no catálogo da Editora Viseu (Foto: pessoal)

Com novo livro de Honório de Medeiros à mão, minha noite será a moldura de uma leitura que vai chegar à madrugada, presumo.

Se a vida nos religou por um fio que tinha se esgarçado e, parecia rompido desde a distante juventude, a proximidade do outono não nos dispersará outra vez.

Há muito a caminhar. Juntos!

Mossoró, na República da São Vicente, 09 de Março de 2023.

*De uma longa e áspera caminhada – Editora Viseu – adquira AQUI.

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terça-feira - 28/02/2023 - 16:28h
Quinta Cultural

A Casa-Grande & Senzala com um olhar de Vicente Serejo

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) realiza a primeira edição do ano da sua Quinta Cultural, que ocorrerá nesta quinta-feira (02/03). Abrindo a temporada 2023 de eventos, a programação traz a palestra “Noventa anos de ‘Casa-Grande & Senzala’, uma revolução na cultura brasileira”.Release IHGRN - Quinta Cultural IHGRN - Vicente Serejo

Será ministrada pelo jornalista e escritor Vicente Serejo, a partir das 17h, no Salão Nobre do IHGRN (Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal/RN), que tem capacidade para 50 pessoas.

O diálogo aborda “Casa-Grande e Senzala”, livro mais famoso do escritor e antropólogo Gilberto Freyre. Lançada em 1933, a obra completa 90 anos e é considerada imprescindível na análise social brasileira, apresentando um país miscigenado, com diversas culturas e desigualdades.

Nota do Canal BCS – Pela distância, o ‘deslocamento’ vai ser complicado. Não custa dizer – mesmo assim – que gostaria de estar na plateia, Vicente.

Daqui dessa lonjura, até sugiro que essa programação da Quinta Cultural seja gravada em vídeo para multiplicação on-line.

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quarta-feira - 22/02/2023 - 22:28h
Café e livro

Meu reencontro com Márquez

Doze contos peregrinosPor muitos anos, não 100, bem menos do que isso, fiquei distante de Gabriel Garcia Márquez. Ele que foi minha companhia em solidão e na memória de um moço triste, na depressão, bate à minha porta de novo.

Na prosa à mesa, regada a café, com o amigo Aílson Teodoro, rebobinamos a vida e experiências pessoais entrelaçadas com a obra do autor.

Daí me aparece Doze contos peregrinos. “Como é insaciável e abrasivo o vicio de escrever”, diz o escritor, jornalista, político e editor colombiano, Prêmio Nobel de Literatura (1982).

Peregrino.

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Categoria(s): Crônica
quarta-feira - 08/02/2023 - 05:52h
Doutorado

Feira Agroecológica de Mossoró vira objeto de estudo e livro

Está publicado pela Editora Novas Edições Acadêmicas o livro “Produção e consumo alimentar: perspectivas de um sistema agroalimentar sustentável – a Feira Agroecologica de Mossoró-RN.” É fruto, sem trocadilho, da tese de doutorado da professora-doutora Zildenice Guedes.

Banner de divulgação do livro de Zildenice Guedes

Banner de divulgação do livro de Zildenice Guedes

O que nos dizem as experiências de #circuitocurtocomercialização sobre as tendências agroalimentares em curso? De que forma produção e consumo são perspectivas que dialogam para o Fortalecimento da agricultura familiar?

@feira_dos_organicos é uma experiência consolidada de agroecológica, que tem sido fortalecida pelo dinamismo dos seus atores e dos mercados que se abrem para esse importante segmento.

Acesse link para aquisição na editora AQUI.

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segunda-feira - 16/01/2023 - 22:38h
À direita

Estava escrito, ó!

Capa da primeira edição do livro de Fernando Morais (Reprodução de arquivo pessoal)

Capa da primeira edição do livro de Fernando Morais (Reprodução de arquivo pessoal)

Com tanto jornalista engajado, à direita, sendo demitido de rádio e televisão no país, pós-eleições, vem à minha lembrança Assis Chateaubriand em recado para um homem de sua redação:

– “Quer ter opinião? Bote seu próprio jornal.”

Chatô, o Rei do Brasil, um livro biográfico escrito por Fernando Morais e publicado em 1994, fala muito sobre isso.

Tenho a primeira edição.

Um título na fila para releitura em breve.

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terça-feira - 20/12/2022 - 20:48h
Quarta-feira, 21

Com ou sem “Nino”, a data é de Vicente Serejo

Livro de Vicente Serejo - LançamentoAinda não sabemos se Nino estará presente fisicamente, mas seu comparsa e “anotador” Vicente Serejo estará lá.

Nessa quarta-feira (21), às 17h, no Temis Bar (sede do América), em Natal, a data está reservada para o lançamento de “Epigramas de Nino – O Filósofo Melancólico do Beco da Lama”.

Bora?

O livro do jornalista Vicente Serejo terá tarde-noite de autógrafos que promete juntar muitos amigos e admiradores do jornalista e escritor, cronista da coluna Cena Urbana do Tribuna do Norte.

Vou levar falta dessa vez.

Mas, no Beco da Lama vou darei as caras.

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domingo - 20/11/2022 - 04:04h
Conversando com... Marcos Ferreira

Um escritor e seu folhetim que faz história no mundo virtual

Por Carlos Santos

Escritor polígrafo, Marcos Ferreira de Sousa nasceu aos 10 de abril de 1970 em Mossoró (RN), onde reside desde sempre. Tem figurado entre as primeiras colocações de alguns importantes concursos literários no país.

Com a obra “A Hora Azul do Silêncio” venceu os “Prêmios Literários Cidade de Manaus”, na categoria Melhor Livro de Poesia. Além do folhetim “A Cidade que Nunca leu um Livro” (romance publicado aos domingos no Canal BCS), possui obras inéditas nos gêneros conto, romance, poesia e crônicas.

Marcos Ferreira é escritor de origem mossoroense com vários prêmios literários (Foto: arquivo)

Marcos Ferreira é escritor de origem mossoroense com vários prêmios literários (Foto: arquivo)

Autodidata, Marcos atuou na imprensa mossoroense, onde desempenhou as funções de revisor, copidesque, repórter e editor de cultura. Entre outras distinções, foi laureado com os prêmios “José Cândido de Carvalho” (Categoria Contos); “Prêmio Petrobras de Literatura Prata da Casa”, edições do Rio de Janeiro e Salvador (Categoria Poesia); e o “Prêmio Vinicius de Moraes” (Categoria Sonetos), promovido pela editora Companhia das Letras.

Abaixo, um bate-papo com ele em relação a uma experiência inusitada: a produção de romance em série, como nos antigos folhetins, albergado em nossa página ao longo de 22 semanas:

Pelo visto, “A cidade que nunca leu um livro”, concluído no domingo passado (veja AQUI), é o primeiro romance publicado em suporte digital e em série na imprensa potiguar, talvez do País. Como você avalia essa experiência?

Não tenho conhecimento quanto ao ineditismo ou não. Mas acho que isso é uma consequência dos novos tempos, especificamente da blogosfera e das redes sociais. Trata-se de uma linha tão peculiar quanto plural. São os tempos irreversíveis das plataformas eletrônicas e esse é um caminho sem volta. Os veículos impressos tiveram a sua longa e apaixonante época, contudo agora os poucos que restaram vivem a debacle, a asfixia econômica, o crepúsculo de suas edições em papel-jornal. Outros romances digitais, a exemplo de “A Cidade que Nunca eu um Livro”, logo surgirão e esse é um processo que vem desde longa data quando do apogeu dos folhetins publicados nos jornais impressos, momento em que se destacaram, entre outros, grandes vultos da literatura brasileira como Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar e Machado de Assis.

Marcos, um romance virtual, ou seja, em plataforma diferente do livro físico, é uma experiência incomum para nós do Canal BCS e acredito que para você também. Como nasceu a ideia?

Marcos tem planos para novos lançamentos (Foto: arquivo)

Marcos tem planos para novos lançamentos (Foto: arquivo)

Eu comecei literalmente do zero, não tinha nada pronto ou em andamento. Num determinado dia, então, eu sentei para escrever a minha habitual crônica que eu veiculava aos domingos no Canal BCS e aí, como o texto é um bicho cheio de vontades próprias, eis que eu senti que aquela suposta crônica havia descambado para algo diferente, uma coisa que me pareceu muito mais um conto ou capítulo de um romance do que propriamente uma simples crônica. Foi aí que tudo começou. Mesmo vivenciando a gangorra da minha saúde instável, eu fiz a minha estreia como folhetinista no Canal BCS e arquei com a responsabilidade de todo domingo ter um novo capítulo de romance para apresentar ao público leitor e, se possível, mantê-lo interessado na trama.

A construção de personagens, a narrativa, o esforço para prender o webleitor e o fio de ligação entre uma publicação e outra, entre um domingo e outro, são dificuldades enormes à produção, não temos dúvidas. O escritor na plataforma virtual é um novo caminho?

Sem dúvida. A plataforma digital, espaço em que o ficcionista recebe a pressão de fazer o dever de casa chova ou faça sol, é um desafio muito maior do que aquele vivido por um literato que está isento dessa cobrança e escreve, digamos assim, quando se sente inspirado. O escritor que surfa na crista da onda da plataforma digital tem que lidar com uma cobrança muito maior, tanto de si próprio quanto dos webleitores cuja atenção ele despertou.

O romance é um gênero muito disseminado há séculos no mundo. No Brasil, ele ganhou forma no século 19, com popularização em jornais impressos, em capítulos, o chamado “folhetim”. O Canal BCS e você dão ao leitor cibernético, plugado, on-line, uma experiência que resgata esse período. Como é viver essa realidade virtual?

Digo sem nenhuma economia ou excesso de vaidade que “A Cidade que Nunca leu um Livro”, pelas características já expostas e que envolvem o compromisso de um capítulo semanal para continuar alimentando o fogo da criatividade, foi, até aqui, o projeto mais ousado e desafiador a que me lancei e me propus a realizar. E agora, encerrando essa trama da personagem Jaime Peçanha após vinte e dois capítulos seriais, não posso negar, particularmente, o gostinho de vitória, o sentimento da missão cumprida.

Tivemos webleitores acompanhando o romance “A Cidade que Nunca leu um Livro” de vários estados do país e diversos municípios do RN, conforme dados de nossa estatística. Como você lida com essa interação ‘estranha’, digamos assim, diferente do que o livro físico proporciona?

Primeiramente, antes que digam que eu não falei das flores, essa é uma notícia que me surpreende de maneira muito positiva. Eu não tinha ideia de que minha história contasse com toda essa audiência. Acho que isso é o coroamento (e aí entram as flores) de um texto e de uma trama produzidos com muita seriedade e respeito aos webleitores de um modo geral. Pois é sempre vital, imprescindível, respeitar o leitor (no caso, webleitor) e coroá-lo com o que podemos oferecer de melhor em matéria de literatura.

Você considera possível a maior difusão do romance e outros gêneros literários por meio dessa infovia e suas diversas plataformas, como o blog, Instagram, Facebook etc?

Não tenho a menor dúvida quanto a isso. Tanto que passei muitos anos sem publicar uma só vírgulas nos jornais impressos, quando ainda existiam jornais impressos em Mossoró, exceção para o De Fato, mas aí eu voltei a escrever com periodicidade semanal graças ao BCS — Blog Carlos Santos. A infovia está aberta para todos os gêneros e expressões de arte literária, inclusive o romance. Quanto ao meu retorno a escrever, existe algo que o Canal BCS me ofereceu que outros não ofertaram: motivação.

No universo criativo, no campo das artes, da literatura à pintura, passando por escultura e outras manifestações artísticas, muitos feneceram sem experimentar o gosto do sucesso de público e o mínimo de bem-estar à vida pessoal. Costumo dizer, usando adágio popular, que “quem incha com bafo (elogios) é cuscuz.” Isso o incomoda e o angustia?

A hora azul do silêncio à venda na Amazon, para leitura virtual (Reprodução)

A hora azul do silêncio à venda na Amazon, para leitura virtual (Reprodução)

A mim tal patologia (a da vaidade do cuscuz) não acomete. Possuo certa vaidade, sim, mas esta é no tocante a produzir alguma coisa em matéria de literatura e tomar conhecimento de que algumas pessoas estão gostando. Então, levando-se em conta o meu tipo de vaidade, não tenho nenhuma bigorna pesando na consciência. Não sou, muito menos, aquele tipo de literato que tem que dormir de beliche: ele embaixo e o ego em cima.

Quais os próximos planos literários de Marcos Ferreira?

Antes de responder a esta pergunta, quero agradecer aos webleitores que têm me acompanhado no Canal BCS. Agora, sem querer contar vantagem, no entanto me permitam um tiquinho de imodéstia, possuo um certo número de livros inéditos e que não estão expostos nas prateleiras das livrarias e quejandos simplesmente porque não tenho grana para a autopublicação. “A Cidade que Nunca leu um Livro”, por exemplo, é um romance que gostei de escrever e que eu gostaria de vê-lo publicado em livro físico. Quanto aos meus próximos planos literários, o que pretendo fazer é continuar escrevendo. Isto porque, bem ou mal, não há outra coisa que eu saiba fazer melhor do que escrever. Por falta de habilidade em ofícios diversos, portanto, escrevo.

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quarta-feira - 09/11/2022 - 08:48h
Poético

Tarde-noite de “Sismos”, em Natal, com Cefas Carvalho

Cefas Carvalho - lançamento de livro dia 11 de 11 em NatalUm amigo muito querido, gente do bem e, de extremo talento com as letras, lançará livro em Natal nessa quinta-feira (10). É escritor e jornalista Cefas Carvalho.

Tarde-noite de autógrafos do título “Sismos” (poesia) pela Editora Urutau será na Livraria Manimbu, Natal, das 16h às 21h.

Fica ali na Rua Assú, 666, Petrópolis, por trás da Fundação José Augusto, local fácil de estacionar e seguro.

Será uma celebração da Poesia e Literatura com gente querida!

Levo falta, meu amigo, mas nem assim estarei ausente.

Abraço e um beijo.

Sucesso.

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terça-feira - 13/09/2022 - 12:35h
Livro

A história do primeiro estádio de futebol do RN e seus craques

Essa terça-feira (13) tem lançamento do mais novo livro do jornalista, cronista e escritor Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”. Vai entregar à leitura “Juvenal Lamartine – Primeiro Estádio – Minha Versão”.

Rubinho, à porta do JL, com seu novo livro, contando histórias de craques locais e astros  nacionais que atuaram no estádio (Foto: Alex Régis/TN/03-09-2022)

Rubinho, à porta do JL, com seu novo livro, contando histórias de craques locais e astros nacionais que atuaram no estádio (Foto: Alex Régis/TN/03-09-2022)

A noite de autógrafos começa às 18 horas, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Natal, à Avenida Hermes da Fonseca, 1017 – Tirol.

O livro resgata a história do primeiro templo do futebol potiguar, inaugurado em 1928. “Quem ama o futebol vai gostar demais desse trabalho que levou três anos de pesquisa”, afirma Rubinho. “Contei a história do Castelão, mas acho que a do JL é mais instigante,” aposta o autor.

Jairzinho, Bellini, Telê Santana, Ademir da Guia, Zizinho, Garrincha e Pelé estão nas páginas do livro, ao lado de astros do futebol local.

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sexta-feira - 09/09/2022 - 08:26h
Livro

‘Papo de Fogão Raiz’ junta o paladar regional com histórias deliciosas

As receitas da culinária regional coletadas diretamente de cozinheiros e cozinheiras, durante o programa de TV “Papo de Fogão Raiz,” realizado entre 2021 e 2022, ganham um registro inédito em livro. O trabalho será lançado no dia 15 de setembro, a partir das 17h, no Sesc Rio Branco em Natal. O livro de receitas “Papo Raiz” posteriormente será disponibilizado na Internet.

Livro transporta para o impresso o passeio gastronômico de Fernando Amaral (Foto: reprodução)

Livro transporta para o impresso o passeio gastronômico de Fernando Amaral (Foto: reprodução)

A publicação tem coordenação do publicitário e apresentador Fernando Amaral, organização da produtora Danielle Brito, com texto e revisão de Mariana Ranieri e fotografia de Humberto Lopes.

São 80 páginas em cores com receitas e histórias dos locais e dos seus participantes. São eles: Restaurante da Neide (Largo Allan Kardec/Mercado de Petrópolis), Bar do Zé Reeira, Buteco do Beco, Borogodó Bar, Bar do Pedrinho, Lama Bar e Bardallos ( Beco da Lama e Cidade Alta); Bar do Pernambuco (Canto do Mangue), Tempero da Dadá (Mercado do Peixe, Rocas), Bar e Restaurante Portal do Potengi e Dona Ivanize (Redinha); Bar e Restaurante da Simara, Maia Bar e Lanchonete Santa Maria (Mercado da Seis); Dona Francisca e Dona Cileide (Feira do Alecrim) e Zélia Pinheiro (Mercado das Quintas).

As receitas vão desde o ‘Bolinho de feijoada Deixe de Guerra’, criado pela cozinheira Heiza Cruz para o Borogodó, ao Chambaril da exímia cozinheira Neide da Silva, do Bar da Neide. Também estão lá os segredos do ‘Baião do Mar’ de Nélio Pedro, proprietário do Bar do Pedrinho, point cultural da Cidade Alta. Ou a receita da ‘Ova de peixe frito no dendê’, do tradicional Bar do seu Pernambuco, uma iguaria típica praieira.

Amaral: delícias também na cozinha de Dona Aldeíza e Chico Honório (Foto: arquivo)

Amaral: delícias também na cozinha de Dona Aldeíza e Chico Honório (Foto: arquivo)

Do tira-gosto ao bucho cheio

O livro está dividido de acordo com o menu: “Tira-gosto” e “Para encher o bucho”. O registo também incorpora belas fotografias de cenários ricos e coloridos do Mercado da Seis, Mercado das Quintas, Mercado do Peixe, Mercado de Petrópolis e as feiras do Alecrim, Quintas, São José e Rocas, além do Centro Histórico, onde está localizado o tradicional Beco da Lama.

Mais do que um livro de receitas, o “Papo Raiz” pode ser lido como um livro de histórias. Traz os ingredientes que fazem parte de uma cultura e, juntos, dão o sabor da nossa terra, o tempero da nossa gente.

Foi assim que o fruto do trabalho com o Papo de Fogão Raiz gerou um livro com 25 receitas, trazendo um conteúdo iconográfico através dos registros desses locais e seus cozinheiros.

“O livro foi pensado para eternizar não apenas receitas, mas também as histórias de um povo e suas tradições, que tanto acrescenta à cultura potiguar. E, claro, levar um pouco desses sabores para as mesas de quem  quiser se aventurar pelos segredos da cozinha potiguar de raiz”, comentou o apresentador  Fernando Amaral.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Conheço a mão de Fernando Amaral para aguçar o paladar, o paulistano mais natalense que existe. Tive o privilégio de saborear seu talento, também no fogão. Foi na cozinha da antiga casa de Dona Aldeíza e do seu Chico Honório (in memoriam, pais de Maria Emília e Honório de Medeiros), nos arrabaldes da Capela de São Vicente, Centro de Mossoró, em junho deste ano. Um Cidade Junina que não estava na programação oficial. Muito mais do que você imagina.

Agora, momento de experimentar livro e suas histórias.

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quarta-feira - 24/08/2022 - 19:24h
Futebol e história

Rubens Lemos lançará livro sobre Estádio Juvenal Lamartine

O jornalista e escritor Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”, lança no próximo dia 13 de setembro a partir das 18 horas, na AABB em Natal, seu sexto livro: Juvenal Lamartine – Primeiro Estádio – Minha Versão.  É a história do primeiro templo do futebol potiguar, inaugurado em 1928 com detalhes de todos os campeonatos locais e bastidores da presença de ídolos nacionais.

Um livro com três anos de pesquisa e décadas de história, comenta o autor (Foto: arquivo)

Um livro com três anos de pesquisa e décadas de história, comenta o autor (Foto: arquivo)

São 480 páginas e farto material fotográfico.  O Juvenal Lamartine foi o centro das atenções do futebol potiguar de 1928 a 1972, quando foi inaugurado o Estádio Castelão (Machadão), demolido para a construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014.

O livro, como sempre faz o autor, é uma reportagem pelas diversas fases do chamado campinho do Tirol, inaugurado pelo governador Juvenal Lamartine e sede de momentos épicos do esporte potiguar. Além de contar em minúcias cada campeonato e a história de Natal ao longo dos anos, o livro trará reportagens especiais sobre a presença de ídolos como Pelé, que esteve pelo Santos contra o América em 1971.

Natal foi a última cidade a receber Pelé e ele foi decisivo. Jogadores do América pediram para ele errar a cobrança de falta, mas não houve jeito.

Garrincha, com três apresentações, Zizinho, astro da seleção brasileira vice-campeã de 1950, a humilhação do goleiro Barbosa em Natal, marcado pela derrota do Brasil na Copa de 1950, Paulo César Caju, que perdeu um pênalti, defendido pelo goleiro Erivan, do ABC, Jairzinho, Bellini, Telê Santana, Ademir da Guia e vários outros craques nacionais e internacionais como iugoslavos e peruanos.

Campeão do Nordeste

A conquista de campeão do Nordeste de 1959 pela seleção do Rio Grande do Norte e as duas partidas eliminatórias contra o Rio de Janeiro são considerados pelo autor, os momentos mais importantes do estádio. “Foram jogos estupendos, que promoveram, de verdade, o nosso futebol,” afirma Rubinho.

Os anos 1950 trazem duelos marcantes entre o genial Jorginho do ABC e o célebre atacante Saquinho do América. O decacampeonato do ABC, de 1932 a 1941, o bicampeonato americano em 1956 e 1957, a vitória imprevisível do América em jogos misteriosos  contra o ABC em 1969. Os títulos do Alecrim. E a Era Alberi com a camisa alvinegra, duelando com Pancinha, irmão de Saquinho do América.

“O livro mostra que Natal avançou, o estádio estagnou, qualquer jogo estava lotado pelo menos uma hora e meia antes de começar. É um mergulho pelo passado que considero mais romântico e emocionante do nosso futebol”, afirma Rubens Lemos. “Quem ama o futebol vai gostar demais desse trabalho que levou três anos de pesquisa”, afirma Rubinho. “Contei a história do Castelão, mas acho que a do JL é mais instigante.”

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terça-feira - 19/07/2022 - 17:00h
Entre Linhas

Jornalista lançará livro no dia 19 de agosto em Mossoró

A jornalista e comentarista esportiva Larissa Maciel avisa: tem data e local definidos, faltando outros detalhes, para lançamento do seu primeiro livro – “Entre Linhas”.

Larissa Maciel é jornalista e comentarista esportiva (Foto: Humberto Maciel)

Larissa Maciel é jornalista e comentarista esportiva (Foto: Humberto Maciel)

Será dia 19 de agosto, no Ginário Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto, em Mossoró.

Mas, a pré-venda da publicação está liberada desde já. Basta fazer um Pix (84) 98747-0129 de R$ 40,00, assegurando a aquisição de um exemplar desse trabalho.

“O livro Entre Linhas traz o recorte de histórias de equipes e atletas que protagonizam no esporte norte rio-grandense. Com jornalismo assinado por entrevistas e pitadas de crônica, você vai conhecer equipes de todo o estado, mulheres que batalham diariamente pelo crescimento de cada modalidade”, resume Larissa Maciel.

No lançamento vão ocorrer jogos de torneios de futsale handebol femininos, que levam o nome do livro.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Já fiz meu pix.

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domingo - 17/07/2022 - 11:36h

Villaça, o estilista

Antônio Carlos Villaça, escritor, autor do Nariz de Cera, falecido em 2005 (Foto: arquivo)

Antônio Carlos Villaça, autor do livro “O nariz do morto”, falecido em 2005 (Foto: arquivo)

Por Honório de Medeiros

No cinza das horas, releio O Livro dos Fragmentos, de Antônio Carlos Villaça, soberbo estilista. Quem não lembraria de Novalis e Nietzche, ao lê-lo?

Foi muito amigo de Franklin Jorge, outro estilista, autor de O Spleen de Natal, um livro requintado, prêmio Câmara Cascudo por unanimidade, e de Gerardo Dantas Barreto, o filósofo, dono de uma “passionalidade desgrenhada”, ambos norte-rio-grandenses, e de Gilberto Amado, Augusto Frederico Schmidt, Carlos Lacerda, não o político, o homem, e tantos outros, naqueles anos que começaram com Getúlio Vargas e se encerraram com a agonia do Movimento de 64.

Villaça ficou famoso com O Nariz do Morto, de 1970, obra de um niilismo trágico, tão elogiado. Lembra, lá para as tantas, que Gilberto Amado caracterizava Vargas muito bem: “Getúlio ou a arte de enganar. Enganava não apenas os bobos, o que é fácil e todos fazem. Enganava os sabidos.”

E também lembra, nesse livro, Raul Fernandes, não o potiguar, mas, sim, o político e diplomata carioca, que lhe dizia sempre: “a ênfase é uma improbidade intelectual”.

Em O Livro dos Fragmentos aponta o estranho fenômeno da desaparição de alguns escritores. Cita Osvaldo Alves, Carlos David, Lia Corrêa Dutra, a quem Drummond e Gilberto Amado admiravam e que sumiu da literatura.

Villaça especula: “Era uma forma de ceticismo ou de cansaço”. Recorda Maria Teresa Abreu Coutinho, “brilhantíssima. Casou-se com um operário italiano e foi morar no subúrbio. Nunca a reencontrei.”

Nada mais Enrique Vila-Matas e seu Bartleby e Companhia, no qual rastreia “a pulsão negativa ou a pulsão pelo nada que faz com que certos criadores, mesmo tendo consciência literária muito exigente (ou talvez precisamente por isso), nunca cheguem a escrever, ou então escrevem um ou dois livros, e depois renunciam à escrita”.

As obras desses escritores que ele cita ocupam, penso eu, algum escaninho empoeirado do Cemitério dos Livros Esquecidos que Carlos Ruiz Zafón localiza na misteriosa Barcelona, em um beco ao qual me conduziu uma bela guia mineira que, ante o meu espanto com o que me deparei, pôs-se a rir, divertida.

O Cemitério não se deixava perceber assim tão fácil…

Antônio Carlos Villaça, bem como Gerardo Mello Mourão, reconheceu que o Brasil é barroco, uma eterna tensão entre o corpo e a alma.

Vivesse hoje, que diria ele? Termina O livro dos Fragmentos citando Machado, Iaiá Garcia: “Alguma coisa escapa ao naufrágio das ilusões”.

Estaria se referindo ao que escrevera?

Tomara.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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segunda-feira - 27/06/2022 - 07:44h
Conhecimento

Escritor prepara lançamento de livro sobre História de Mossoró

Faustino: história em livro (Foto: arquivo)

Faustino: história em livro (Foto: arquivo)

O escritor Lindomarcos Faustino prepara lançamento do seu 31º livro.

Sua expectativa é de entregar o trabalho por volta de agosto próximo.

“História do Município de Mossoró” é o título do livro, adianta Faustino.

A publicação terá mais de 300 páginas.

Mossoroense, também poeta, Lindomarcos Faustino é obcecado pela história de Mossoró e tem trabalhado há vários anos na preservação e prospecção de conteúdo que fortaleçam a cultura do lugar e do seu povo.

Em 2015, lançou o grupo “Relembrando Mossoró”, na plataforma virtual Facebook, em 2015, que se transformou num sucesso nas redes sociais, com mais de 115 mil membros. É um canal em que promove a interação de mossoroenses espalhados por todo o mundo, fortalecendo laços e a identidade nativista.

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sexta-feira - 18/02/2022 - 21:52h
Tempos Marcantes

A memória e vivência política de Manoel de Brito

Ah, que privilégio o meu! Dividir mesa ladeando Manoel de Brito, 93, nessa sexta-feira (18), no Restaurante Buongustaio, em Natal, é mergulhar numa espetacular fonte primária com décadas de memória e vivência política do RN.

Memória privilegiada, Manoel de Brito é personagem e testemunha da história  política do RN em décadas (Foto: Canal BCS)

Memória privilegiada, Manoel de Brito é personagem e testemunha da história política do RN em décadas (Foto: Canal BCS)

Ex-deputado estadual (dois mandatos), “Brito” – modo que o trato afetuosamente – participou como auxiliar de oito governos estaduais do RN, a começar por Sylvio Pedroza (governador do RN com a morte de Dix-sept Rosado em 1951).

Agora em 2022, esse sertanejo de Jardim do Seridó lançará o livro de memórias “Tempos Marcantes”, em Natal e sua terra.

A meu convite aceitou também fazê-lo em Mossoró.

Ave, Brito!

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Categoria(s): Política
terça-feira - 07/12/2021 - 18:20h
Dia 14

Isaura Amélia vai lançar livro sobre artistas potiguares

Isaura: arte em livro (Foto: redes sociais)

Isaura: arte em livro (Foto: redes sociais)

Ex-secretária especial da Cultura do Estado e titular de pasta equivalente na Prefeitura de Mossoró, a professora Isaura Amélia prepara lançamento de livro. Será no próximo dia 14 (terça-feira próxima).

Acontecerá na Caxa Guaxinim, bar-restaurante que funciona no Sítio Cantópolis, centro de Mossoró, às 19h.

A publicação Coleção de Arte Isaura Amélia tem 400 páginas e cerca de mil imagens retratando obras de artistas diversos. É uma homenagem a artistas plásticos potiguares.

Com capa ilustrada por um quadro do artista plástico Thomé, o livro conta ainda com textos do advogado Marcos Araújo, jornalista Ivanaldo Xavier, arquiteto Vicente Vitoriano e escritor Clauder Arcanjo.

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Categoria(s): Cultura
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 30/10/2021 - 19:36h
Livro

As lições da Escola da Ponte para um repensar da educação

Livro é resultado de tese de doutorado Reprodução do Canal BCS)

Livro é resultado de tese de doutorado Reprodução do Canal BCS)

Cláudia Santa Rosa, que foi secretária de Educação do RN na gestão Robinson Faria (PSDB), prepara lançamento de livro que tem origem na tese de doutorado que defendeu na Universidade Federal do RN (UFRN).

“Aprender com a Escola da Ponte: repensar a educação”, é o título do seu trabalho.

Vai acontecer no dia 11 de novembro, de 18 às 20h.

Será na Escola Estadual de Tempo Integral Dr. Manoel Dantas, Rua Alberto Maranhão, 892, Tirol, em Natal.

Segundo a autora, a publicação é um trabalho manufaturado a partir de pesquisa na Escola da Ponte, em Portugal.

Prefácio é de Moacir Gadotti e Posfácio de José Pacheco, com Orelhas assinadas por Fátima Pacheco.

A publicação é da Editora D’Niro, com 304 páginas.

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Categoria(s): Educação / Gerais
domingo - 10/10/2021 - 10:42h

Relações perigosas

Por Marcelo Alves

Há livros que nos remetem a outros livros. E essa relação se dá, pelo menos para mim, com “O caso dos dez negrinhos” (“Ten Little Niggers”, 1939), da minha grande amiga Agatha Christie (1890-1976), e “A pane” (“Die Panne”, 1956), de Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), sobre quem escrevi recentemente.

Ten Little Niggers” – que também é publicado sob os títulos “Ten Little Indians”, “The Nursery Rhyme Murders” e “And Then There Were None”, em razão da polêmica sobre o caráter racista do seu título original – é um dos livros mais conhecidos da minha amiga. Os seus admiradores conhecem bem o enredo: localização sinistra e personagens estereotipados. Dez pessoas são convidadas para uma mansão na ilhota chamada Nigger/Indian Island (inspirada em Burgh Island, localizada na costa de Devon).

Agatha Christie, especialista no suspense (Foto: web)

Agatha Christie, especialista no suspense (Foto: web)

Os convidados chegam, entusiasmados, em uma tarde de verão. Mas a coisa muda em meio a uma tempestade que os deixa isolados na pequena ilha. E todos têm algo a esconder. “Crimes” que a “Justiça dos homens” não foi capaz de punir. Um a um, eles são indiciados, condenados e mortos.

Para os amantes do direito, tudo encanta em “Ten Little Niggers”, a começar pela atmosfera de investigação/audiência/julgamento, com todo um vocabulário próprio dos tribunais. Entre as personagens, há até um juiz aposentado (famoso pelo pendor de “seus” réus à forca), que “preside” várias passagens/audiências. A obra nos faz pensar até que ponto é salutar a justiça absoluta, que pode significar apenas um sádico prazer em assistir à dor alheia, e em quem estaria apto para provê-la.

Já “A pane”, de 1956, conta a estória de um caixeiro-viajante que, após uma avaria no seu carro, é convidado para jantar e pernoitar na casa de um juiz aposentado. Alfredo Traps (“armadilhas”, em inglês) é o nome desse outrora tão comum representante de vendas. O desenrolar do pernoite ganha ares sinistros. O anfitrião convida o caixeiro a participar de um jogo, em que o juiz e seus três amigos – um ex-promotor, um advogado de defesa e um “carrasco” – se divertem durante o jantar. O jogo é um julgamento simulado no qual Traps será o réu. Sugere-se que o caixeiro teria causado a morte do seu próprio chefe. Ele também teria tido um caso com a esposa deste.

O promotor então acusa o “réu” de homicídio premeditado. Após os argumentos finais, o juiz sentencia Traps à morte. Os “operadores do direito” agradecem ao caixeiro a sua esportividade e pedem que ele acompanhe o carrasco até um quarto reservado. Mais tarde, quando se vai entregar o veredicto escrito ao “condenado”, descobre-se que este se enforcou. A coisa torna-se ainda mais sinistra e tensa.

A trama foi inicialmente formulada como uma peça de rádio (e, aqui, o final é diferente). Ganhou prêmios e foi logo transformada em romance. Foi novamente readaptada, pelo próprio autor, desta vez para os palcos, com mais um final diferente. E, claro, foi bater na TV e no cinema, sendo “The Deadly Game”, filme de 1982, direção George Schaefer (1920-1997), a versão mais conhecida. Recomendo!

O romance de Christie é anterior ao de Dürrenmatt (respectivamente, de 1939 e 1956). Será que este teria se inspirado naquela? Curiosamente, descobri na Internet que Dürrenmatt paga tributo a outro grande escritor, Guy de Maupassant (1850-1893), provavelmente tendo por base um conto/novela deste intitulado “Le Voleur” (1882). E outros já relacionam “A pane” com o romance “The Four Just Men” (1905), de Edgar Wallace (1875-1932).

Noves fora a curiosidade, tudo isso pouco importa. Antoine Lavoisier (1743-1794) já dizia: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Outro grande francês, François-René de Chateaubriand (1768-1848), disse: “O escritor original não é aquele que não imita os outros, mas aquele que não pode ser imitado por ninguém”. E o enorme T. S. Eliot (1888-1965) arrematou algo como: “Os grandes escritores não plagiam, eles se inspiram”.

Bom, nestas páginas, eu ponho para relacionar quem eu quiser. Até a minha Agatha Christie. Sejam essas relações, que envolvem assassinatos e inspiração, perigosas ou não.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Cultura
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domingo - 05/09/2021 - 07:18h

Um livro de presente para você

Por Marcos Ferreira

Não compre fuzil, compre um livro. O livro é a arma de grosso calibre mais poderosa do mundo. Penetra a blindagem da ignorância e liberta as pessoas da escuridão e da miséria sociocultural. Quem diz que você, em vez de feijão, deve comprar um fuzil, antes de mais nada, é um canalha. Sim. Canalha fascista, um brucutu tão sensível quanto uma bigorna, inimigo da educação e da cultura.

O povo passando fome, gente esmolando nas ruas, em toda parte, e essa cavalgadura demoníaca, por ora aboletada na Casa de Vidro, dando coices contra os brasileiros mais necessitados. Amanhã, no entanto, como diz a canção, vai ser outro dia, e esse ferrabrás será expelido da vida pública deste país.

Artista argentino Raul Lemesoff, num antigo carro Ford Falcon, de 1979, passeia com sua biblioteca ambulante (Reprodução)

Artista argentino Raul Lemesoff, num antigo carro Ford Falcon, de 1979, passeia com seu ‘tanque de cultura’ (Reprodução)

Portanto, não compre fuzil nenhum. Isso é mera bravata de um sacripanta que é forte candidato a ocupar uma cela em Bangu 8. Adquira, primeiramente, o mínimo necessário à subsistência, o pão de cada dia, o feijão. Se sobrar, compre um livro de presente para você. Ou o ofereça àquela pessoa a quem você admira. “Dar livro é, além de uma gentileza, um elogio”. Palavras de Sêneca.

Quanto tempo faz que você não dá a si próprio (ou a si própria) um livrinho de presente? Talvez há anos. Falo por mim, pois estou em débito comigo. Deste mês, porém, não passa. E se hoje eu tirar algum na borboleta, aí é que vou depressa a uma livraria. A gente já se priva de tanta coisa, não é mesmo? E nisso os livros, principalmente, vão ficando em segundo, terceiro ou quarto plano.

Outro dia vi uma postagem da amiga e leitora Rozilene Ferreira da Costa, no Instagram, exibindo um belíssimo livro que ganhara de Eduardo, seu digníssimo esposo. Pelo que conheço Rozilene, tenho certeza de que ela ficou com um sorriso de orelha a orelha quando lhe foi entregue o referido presente.

O escritor Monteiro Lobato, ao contrário da mentalidade grotesca desse Capitão Caverna que hoje acanalha o Brasil, dizia que um país se faz com homens e livros. Ainda creio que um dia, como na canção do Chico Buarque, esta terra vai cumprir seu ideal. Precisamos, contudo, de mais investimentos na educação e na cultura. Enquanto isso não chega, dentro do possível, compremos livros.

Ler é uma forma de insubordinação mental, de insurgência contra a máquina perversa desse governo que trabalha tão só para que a grande maioria dos brasileiros seja cada vez menos instruída. Um povo ignorante é muito mais facilmente enganado e manipulado. Por isso é que precisamos de leitura.

Compre um livro de presente para você ou, repito, ofereça-o a alguém de sua estima. Tomem por exemplo o marido da Rozilene.

Ler um bom livro (carece que seja bom!), afora o aspecto da autoinstrução e enriquecimento humanístico, é também um ato político. A leitura, senhoras e senhores, é quebradora de grilhões, arquirrival de amarras e mordaças. Um povo lido e instruído está imune a diversas enfermidades sociais. Em uma nação onde sua gente tem acesso a livros e é estimulada a ler há menos desigualdade.

O solitário (ou não) exercício da leitura é a viagem mais profunda e segura que podemos experimentar. Por que pagar uma fortuna que pode lhe custar os olhos da cara por uma viagem num transatlântico, quando você pode usufruir de mais belezas e emoções lendo, por exemplo, as Vinte Mil Léguas Submarinas, do francês Júlio Verne? Eu, que temo o alto-mar, prefiro as águas da literatura.

Livros são tão essenciais para o nosso fortalecimento quanto o cálcio e a proteína. Até o ricaço Bill Gates deu o seguinte depoimento: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever — inclusive a sua própria história”.

Menos afortunado do ponto de vista econômico, mas riquíssimo na arte da palavra escrita, o genial Mario Quintana nos brinda com esta bela historieta: “De um autor inglês do saudoso século XIX: O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente”. Pois é, eis a beleza de um livro de presente.

Sei que as coisas não estão nada fáceis, sobretudo devido à subida estratosférica do preço dos alimentos, do gás de cozinha, da gasolina, etc., porém torço que você encontre um respiro financeiro, e se permita presentear com uma obra literária daquele autor que há muito você almeja ler ou até reler.

De minha parte, ao menos por hoje, vou esperar o resultado do jogo do bicho. Quem sabe finalmente dê a borboleta na cabeça. Por que não? Nunca se sabe onde a bendita roleta vai estacionar. Aí, como eu disse, irei a uma livraria logo que o senhor Raimundo Gago, o cambista, me trouxer a grana do prêmio. Hoje há de sair a borboleta! Torçam por mim, prezado leitor e gentil leitora.

O hábito de ler, a leitura de grandes autores e obras, é algo que nos resgata da indigência mental; a um só tempo nos liberta, enriquece, fortalece. “Todo dia, devíamos ler um bom livro, uma boa poesia, ver um quadro bonito, e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”, aconselha o poeta Goethe.

Você merece um desses presentes. Já cantei o tema da leitura em verso e prosa. Julgo oportuno, para fim de papo, reproduzir aqui o seguinte poema. Tem a ver com a redenção que os livros nos possibilitam. Ei-lo:

Liberdade de pensamento

Liberte-se mentalmente,

Não fique tão à mercê

Do que se diz na imprensa,

Na internet ou na tevê…

Curta mais a liberdade

De curtir ser mais você.

Abra um livro, leia mais.

É mais livre quem mais lê.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
quinta-feira - 02/09/2021 - 20:30h
Literatura infantil

A paixão de Zildenice e Nina pelos livros em Carnaúba dos Dantas

Zildenice deverá lançar livro em outras cidades (Foto: divulgação)

Zildenice deverá lançar livro em outras cidades (Foto: divulgação)

É nesse sábado (4), às 18h, que a professora-doutora Zildenice Guedes lança seu livro infantil “Os livros falam? Nina diz que sim!” em Carnaúba dos Dantas, no Seridó. O evento acontecerá na Biblioteca Donatilla Dantas.

A publicação traz a história de Nina, uma menina muito curiosa que na infância encontra nos livros seus verdadeiros amigos e sua grande paixão. Esse amor pela leitura lhe possibilita grandes aventuras. É o primeiro livro infantil da autora.

Zildenice Guedes é escritora, professora e doutora em Ciências Sociais. Também colabora com produção de artigos e outros textos para nossa página. Nina é um pouco Zildenice; Zildenice é um pouco Nina.

Paixão

A autora na infância foi tomada pela afeição aos livros. Sua mãe trazia para ela os livros que as patroas jogariam fora. Então, a leitura sempre foi uma grande paixão em sua vida e despertou nela o sonho e a certeza de que só mudaria de vida através da leitura e do conhecimento.

E foi essa a chave que a levou a galgar formação superior, sendo por muito tempo na sua família a única a chegar a esse patamar.

Até o final do ano a autora estará percorrendo outras cidades realizando a apresentação da sua obra.

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Categoria(s): Cultura
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domingo - 15/08/2021 - 06:30h

Saudades do Menino do Poré

Por Marcos Ferreira

Quando meu pai e minha mãe morreram, exatamente nesta ordem, ele com apenas cinquenta e quatro anos de idade e ela com sessenta e dois, demorei alguns anos até conseguir escrever umas linhas (versos, aliás) sobre a partida e a ausência de ambos. Uma ausência irremediável e nunca confortada.

Senti algo semelhante, no sentido de me ver bloqueado, sem palavras, por ocasião do passamento dos mestres Dorian Jorge Freire, Raimundo Soares de Brito e Vingt-un Rosado. Pois é. Foram estes os três primeiros indivíduos de grande representatividade nos meios intelectuais de Mossoró que enxergaram o meu então microscópico talento naqueles começos da minha aparição nas letras.O Menino do Poré - livro

Raimundo Soares de Brito (carinhosamente sintetizado Raibrito) recortava todas as poesias e croniquetas que eu publicava aos domingos no caderno de cultura do Jornal O Mossoroense. “Você precisa publicar um livro com essas produções”, disse-me ele uma vez. Algum tempo depois, com apoio financeiro de Vingt-un, lancei o meu primeiro livro, Um Poema de Presente. Isto em 1996.

Dorian Jorge Freire, por mais de uma vez, brindou-me com notas de estímulo à minha escrita em sua coluna dominical na Gazeta do Oeste. Até que um dia, quando a Petrobras se ofereceu para relançar um livro de crônicas do emérito estilista, Os Dias de Domingo, o próprio Dorian fez este pedido a Clauder Arcanjo, então gerente da Base-34: “Quero que Marcos Ferreira seja o revisor”.

Ou seja, uma demonstração e tanto de prestígio, uma enorme honra e carinho para com um ex-sapateiro e Dom Pixote da literatura. Que me perdoe o prezado leitor Amorim, que há poucos dias me deu um carão aqui no Canal BCS (Blog Carlos Santos) por eu haver me autoproclamado Dom Pixote.

Todo este nariz de cera, chamemos dessa forma, é para evocar a memória de outro grande homem, filantropo e mecenas da cultura mossoroense, embora sempre discretíssimo nas suas ações: Milton Marques de Medeiros, o Menino do Poré, falecido aos 22 de abril de 2017, “a pouco menos de três meses de completar 77 anos”, conforme noticiou o Blog Carlos Santos no último 3 de julho.

A exemplo de Vingt-un, Raibrito e Dorian Jorge Freire, o Dr. Milton Marques não tardou a conquistar minha admiração e benquerença. Sobretudo após nos tornarmos mais próximos devido à nossa participação enquanto articulistas da Papangu, no início de 2004. Milton assinava a coluna Entrelinhas.

Assim como Dorian Jorge Freire, o Menino do Poré confiava a mim a revisão dos escritos que enviava, por e-mail, à revista do Túlio Ratto: “Ferreira, dê uma olhada aí, por favor. Escrevi meio à pressa. Deve ter algum escorrego”, dizia-me, vez por outra, algo desse tipo em telefonema para a redação da Papangu. Dificilmente eu encontrava qualquer escorrego. Texto limpo, de boa sintaxe.

Um pouco antes, véspera da minha estreia na Revista Papangu, Milton me convidou a entrevistar, junto com ele e o jornalista Marcos Antônio, da Rádio Rural, o professor João Batista Cascudo Rodrigues, de saudosa memória, para o canal TCM – TV Cabo Mossoró. Foi uma das seis primeiras entrevistas do marcante programa “Mossoró de Todos os Tempos”, apresentado por Milton.

Imaginem uma coisa dessas, prezado leitor e gentil leitora. Eu, um tímido incurável, que nunca ousara pedir uma música no rádio, súbito me vi diante de uma câmera de televisão. Era manhã, 22 de novembro de 2003. Ouvimos o entrevistado na Fundação Ozelita Cascudo Rodrigues, situada no Centro.

O depoimento de João Batista, impelido pela boa atuação dos outros dois entrevistadores, eu entrei mudo e quase saí calado, foi de uma riqueza ímpar. Sobretudo pela vasta cultura de João e por sua enorme capacidade de juntar o passado com o presente, num belo desfile de experiências e recordações.

Transcorridos vários anos, no finzinho do primeiro semestre de 2016, os papéis se inverteram e passei à condição de entrevistado do “Mossoró de Todos os Tempos”. Uma noite, ao nos reencontrarmos num evento cultural nesta urbe, Milton me convidou. E lá fui eu, de novo, para diante das câmeras.

Houve outras oportunidades em que Milton demonstrou atenção e carinho para com a minha pessoa e meu exercício literário. Foi desse modo enquanto atuei como editor de cultura, durante três anos, à frente do caderno Universo, em O Mossoroense, como também durante os mesmos três anos que passei ajudando a editar a brava Revista Papangu, ora de volta em plataforma eletrônica.

Ainda em 2016, ao me envolver na arriscada aventura de realizar a edição comemorativa de dez anos do meu livro de poemas A Hora Azul do Silêncio, que em 2005 conquistou o primeiro lugar nos “Prêmios Literários Cidade de Manaus”, sendo lançado no ano seguinte pela editora da Universidade Federal do Amazonas, Milton tocou no meu ombro e disse: “Conte comigo, Ferreira”.

Não só me disponibilizou os jardins da TCM para a noite de autógrafos, isto no dia 11 de novembro, como adquiriu significativa quantidade de exemplares. Nessa noite, entre outras personalidades da cultura mossoroense, como Elder Heronildes, Wellington Barreto e o saudoso João Sabino, falecido recentemente, Milton pediu a palavra e fez uma tocante apresentação deste autor.

Esse notável Menino do Poré, cuja simplicidade e bom trato humano lhe eram apenas duas entre tantas características admiráveis, está fazendo enorme falta a esta província tão carente de figuras sensíveis às letras e às artes como um todo. Era um homem imprescindível o Dr. Milton Marques.

Esta pequena e extemporânea homenagem deságua do meu peito agora em que me chega às mãos, com afetuosa dedicatória da amiga Zilene Medeiros, viúva do homenageado, a edição póstuma de Memórias de Milton Marques de Medeiros — O Menino do Poré, obra organizada pela jornalista, youtuber e escritora Lúcia Rocha. Belíssima história de vida de um cidadão fora de série.

Hoje, portanto, decorridos mais de quatro anos do falecimento do médico, do pai amoroso e marido de toda uma vida, homem de letras e autêntico visionário Milton Marques de Medeiros, peço licença ao prezado leitor e à gentil leitora para ofertar este singelo e emotivo tributo a tão estimado amigo.

Assim, caro Menino do Poré, onde quer que você esteja, saiba que não esqueci de você. Um grande abraço e até qualquer dia.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
quarta-feira - 28/07/2021 - 23:48h
Memória e amizade

Viagem ao Poré

Livro é assinado pela jornalista e escritora Lúcia Rocha e foi lançado recentemente (Foto: Canal BCS)

Livro é assinado pela jornalista e escritora Lúcia Rocha e foi lançado recentemente (Foto: Canal BCS)

Só hoje (quarta-feira, 28), tardinha, pude pegar livro “Memórias de Milton Marques de Medeiros – O menino do Poré”, da escritora e jornalista Lúcia Rocha.

Farei essa viagem no tempo, para me reencontrar outra vez com Milton.

Será uma prosa diferente, porque apenas ele falará. Também diferente por isso mesmo, o que nunca testemunhei, como interlocutor, em tantas vezes que conversamos.

A gente se fala, camarada!

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Categoria(s): Crônica
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